Papa Leão XIV (Foto: Reprodução/redes sociais)
Papa Leão XIV (Foto: Reprodução/redes sociais)

Pontífice passou por procedimento para retirar o lobo inferior do pulmão direito, em Roma; diagnóstico de adenocarcinoma pulmonar foi confirmado, e a análise dos tecidos removidos deverá indicar se será necessário tratamento complementar.

O papa Leão XIV, de 71 anos, foi diagnosticado com adenocarcinoma pulmonar, um tipo de câncer de pulmão, após passar por uma cirurgia no Hospital Gemelli, em Roma, nesta terça-feira (13). O procedimento retirou o lobo inferior do pulmão direito e, segundo as informações divulgadas, foi concluído sem complicações.

O diagnóstico foi confirmado durante a operação, após exames anteriores já terem levantado suspeitas sobre um nódulo pulmonar. O pontífice havia informado publicamente, no domingo (11), que os médicos identificaram a alteração e recomendaram sua retirada.

Após a cirurgia, Leão XIV retornou ao quarto para iniciar a recuperação. A previsão divulgada é que ele permaneça internado por aproximadamente uma semana. Os compromissos públicos do papa foram suspensos até 20 de outubro.

O episódio representa o primeiro problema de saúde relevante divulgado desde sua eleição, em maio de 2025.

O que é o adenocarcinoma pulmonar?

O adenocarcinoma pulmonar é um dos tipos mais comuns de câncer de pulmão. Ele se desenvolve nas células glandulares do órgão, responsáveis pela produção de substâncias como o muco, e faz parte do grupo dos carcinomas de não pequenas células.

Embora o tabagismo seja um importante fator de risco para o câncer de pulmão, esse tipo de tumor também pode surgir em pessoas que nunca fumaram. Em alguns casos, a doença não apresenta sintomas nas fases iniciais e é descoberta durante exames realizados por outros motivos.

Câncer tem possibilidade de cura?

A possibilidade de cura depende de fatores como o estágio da doença, a extensão do tumor e a existência ou não de células cancerígenas em outras partes do corpo.

Quando o câncer está localizado e pode ser retirado completamente, a cirurgia pode ter intenção curativa. Em determinadas situações, porém, também são recomendados tratamentos complementares, como quimioterapia, imunoterapia, radioterapia ou terapias-alvo.

No caso do papa, a análise dos tecidos retirados e dos linfonodos é importante para determinar a extensão da doença e avaliar se será necessário algum tratamento adicional. Portanto, o sucesso da operação é uma notícia positiva, mas não significa, por si só, que a cura esteja confirmada.

Recuperação e próximos compromissos

A previsão inicial é de aproximadamente uma semana de internação no Hospital Gemelli. Os compromissos públicos foram cancelados até 20 de outubro, enquanto o pontífice se recupera do procedimento.

A viagem prevista para novembro à América do Sul dependerá da evolução clínica e das orientações médicas. Até o momento, as informações divulgadas não permitem afirmar se o diagnóstico exigirá outras intervenções ou modificará os planos futuros do papa.

Sintomas que merecem atenção

O câncer de pulmão pode provocar tosse persistente, falta de ar, dor no peito, tosse com sangue, rouquidão, cansaço e perda de peso sem explicação. Esses sintomas também podem estar associados a outras condições, mas devem ser avaliados por profissionais de saúde quando persistem ou pioram.

Folha Gospel com informações de UOL, G1 e INCA

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