O pastor foi um dos 18 presos preventivos na Operação Voucher, deflagrada na semana passada pela Polícia Federal.

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região negou nesta sexta-feira (19) pedido para reduzir o valor da fiança do pastor Wladimir Silva Furtado, dono de uma cooperativa suspeita de integrar esquema de desvio envolvendo a cúpula do Ministério do Turismo.

Ele foi um dos 18 presos preventivos na Operação Voucher, deflagrada na semana passada pela Polícia Federal. Todos foram liberados entre a noite de sexta (12) e a madrugada de sábado (13).

Para que o dono da Conectur saísse da prisão, a mulher dele depositou à Justiça um cheque de R$ 109 mil, que não tinha fundos.

A fiança deveria ter sido paga na segunda-feira (15), mas a defesa conseguiu que a Justiça Federal no Amapá prorrogasse o prazo para hoje.

Furtado pediu a colaboração de familiares e fiéis de sua igreja, e até a tarde de hoje não sabia se atingiu o valor necessário.

Ele calcula que conseguiu até ontem pelo menos 50% do valor. Disse que algumas pessoas chegaram a depositar todo o salário ou fazer empréstimos a terceiros. Afirmou ainda que aguarda novos depósitos e que deixou a situação “nas mãos de Deus”.

O advogado de Furtado, Maurício Pereira, disse que entraria ainda hoje com novo pedido de habeas corpus no STJ (Superior Tribunal de Justiça). Caso a resposta seja negativa, Furtado pode ser preso novamente assim que o banco acionar a Justiça Federal.

Furtado nega envolvimento em fraudes que, segundo o Ministério Público Federal no Amapá, ocorreram em um convênio entre o Ministério do Turismo e a ONG Ibrasi.

[b]Fonte: Folha.com[/b]