Candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, que é crítico de ‘kit gay’ feito na gestão de Haddad no MEC, afirmou que seu material é diferente. Silas Malafaia compara as cartilhas de Serra e Haddad.

Crítico do material anti-homofobia produzido pelo MEC (Ministério da Educação) durante a gestão de seu rival, Fernando Hadddad (PT), o candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, distribuiu cartilha com conteúdo semelhante a escolas de ensino médio de todo o Estado, em 2009.

A cartilha foi desenvolvida pela Secretaria Estadual de Educação quando Serra era governador. Ela aborda diversos temas, entre eles homofobia, e recomenda a exibição de vídeos sobre o assunto em sala de aula. O conteúdo do material foi revelado ontem pela colunista Mônica Bergamo no site da Folha.

Destinada aos professores, a cartilha tucana sugere que eles mostrem aos alunos desenhos ou figuras de “duas garotas de mãos dadas, dois garotos de mãos dadas, uma garota e um garoto se beijando no rosto, dois homens se abraçando depois que um deles faz um gol e duas garotas se beijando”.

Os professores são orientados a registrar as “sensações” dos alunos e discutir com eles diversidade e homofobia.

A cartilha indica que a atividade seja encerrada com a exibição do vídeo “Medo de Quê”, que relata os conflitos de um adolescente ao aceitar sua homossexualidade.

Há ainda a indicação do “Boneca na Mochila”, que mostra uma mãe chamada à escola após uma boneca ser encontrada dentro da mochila de seu filho.

Os filmes indicados na cartilha tucana foram feitos pelas mesmas instituições que produziram os vídeos do material do MEC e que, em várias ocasiões, Serra desqualificou. Em entrevista à Folha publicada anteontem, por exemplo, ele disse que projeto do MEC usou material de “doutrinação, malfeito”.

Apelidado por líderes religiosos de “kit gay”, o projeto do MEC foi criticado pelas bancadas católica e evangélica do Congresso e foi suspenso pela presidente Dilma Rousseff, que declarou que não permitiria “a nenhum órgão do governo fazer propaganda de opções sexuais”.

Questionado, Serra disse que seu material é “diferente”. “O nosso material é correto e dirigido aos professores”, afirmou. “Não é só voltado à questão sexual, mas também a preconceito de classe, preconceito religioso. Não tem nada a ver com o desastrado kit gay do Haddad.” Irritado, o tucano disse que a reportagem do site da Folha tinha “o dedo do Zé Dirceu”.

Já Haddad disse que Serra “mentiu pela segunda vez” para atingi-lo com a polêmica do chamado “kit gay”. Ele afirmou ainda que o tucano “omitiu” o fato de o Estado já ter produzido uma cartilha anti-homofobia para “confundir a opinião pública”.

“Ele havia dito que não havia nenhum material neste sentido. Aí se desmente no dia seguinte. É muita desinformação para confundir a opinião pública.”

A Secretaria Estadual de Educação disse que “concluir que há qualquer semelhança” entre a sua cartilha e o material do MEC é “mentira eleitoral”: “A publicação (…) trata de temas como bullying, violência, drogas, gravidez na adolescência, diversidade sexual, entre outros. Não faz propaganda de opção sexual”, afirmou a secretaria.

[b]Serra se irrita com perguntas sobre ‘kit gay'[/b]

O candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, defendeu ontem o conteúdo da cartilha que prega o combate à homofobia distribuída a escolas estaduais em 2009, quando era governador, e criticou o modo como a imprensa tratou o tema.

O tucano vinha fazendo ataques a material de conteúdo semelhante produzido pelo Ministério da Educação no ano passado. Na época, seu rival, Fernando Haddad (PT), chefiava a pasta.

Apelidado de “kit gay”, o projeto do MEC foi suspenso pela presidente Dilma Rousseff após reação das bancadas católica e evangélica no Congresso. Em mais de uma ocasião, Serra afirmou que o se tratava de “doutrinação”.

Anteontem, a colunista da Folha Mônica Bergamo revelou que o a Secretaria Estadual de Educação havia elaborado, durante o governo Serra, cartilha que abordava a homofobia de forma semelhante ao kit do MEC.

Ontem, Serra rechaçou comparações entre os dois materiais. Em duas ocasiões, discutiu com jornalistas ao ser questionado sobre o tema.

Pela manhã, em entrevista à CBN, disse que se tratava de uma “pauta petista furada” ao responder questionamento do jornalista Kennedy Alencar.

“Sua atitude é uma contradição por conveniência eleitoral ou o senhor se tornou conservador?”, perguntou Alencar. “Eu sei que você tem preferências políticas mas, modere, você não pode fazer campanha eleitoral aqui”, respondeu Serra. Ele também não quis assinar uma garantia de que, se eleito, cumpriria todo o mandato.

À tarde, disse a uma jornalista do UOL, portal do Grupo Folha, que ela deveria “trabalhar com Haddad”. A repórter havia solicitado ao tucano que esclarecesse sua posição sobre o debate da homofobia em escolas. “[A cartilha] Foi feita em 2009, no meu governo. O resto é brincadeira”, respondeu Serra.

Ele também criticou a Folha. “A Folha entrou numa roubada. Fez cinco versões [de matéria no site], começou sem conhecer o texto. Comprou uma versão e fez uma má reportagem.”

A nota publicada no site ontem às 11h03 foi atualizada apenas uma vez de forma substancial, às 13h01, quando o título foi alterado.

O título original dizia “Serra distribuiu material igual ao ‘kit gay’ em SP” e foi alterado para “Serra distribuiu material similar ao kit ‘anti-homofobia’ do MEC em SP”.

Haddad, por sua vez, acusou Serra de estimular “indiretamente” a intolerância contra homossexuais. “Quando desinforma, você cria uma nuvem de insegurança que é própria de quem quer promover preconceito.”

[b]Silas Malafaia compara as cartilhas de Serra e Haddad[/b]

O pastor Silas Malafaia gravou um vídeo para falar sobre a nova polêmica em relação aos candidatos à prefeitura de São Paulo, José Serra (PSDB) e Fernando Haddad (PT).

Diante das críticas que o candidato petista tem recebido de líderes evangélicos, a Folha de São Paulo noticiou que Serra, quando era governador do Estado, aprovou e assinou uma cartilha que seria discutida por professores sobre homofobia e discriminação.

O que a reportagem mostra é que a cartilha de Serra tinha o mesmo conteúdo que o chamado “kit gay”, projeto do MEC produzido na gestão de Haddad.

Malafaia diz o que concorda e o que não concorda dessa cartilha, distribuída apenas para professores, e também reafirma que o kit do MEC era na verdade uma forma de ensinar o homossexualismo para crianças.

Entre os pontos que o pastor discordou da cartilha de Serra está a definição de homossexualidade, ele como psicólogo por formação afirma que não há dados científicos que afirmem que uma pessoa já nasce homossexual. Já o ponto de concordância encontrado no material distribuído para professores está na informação a respeito da discriminação de qualquer pessoa, incluindo homossexuais.

[b]Fonte: Folha de São Paulo e Gospel Prime[/b]