Lydia Nwankwo (Foto: Facebook)
Lydia Nwankwo (Foto: Facebook)

Ação humanitária termina em tragédia após emboscada de grupo armado contra equipe da Cruz Vermelha no estado de Sokoto

Lydia Chinenye Nwankwo, uma voluntária de 30 anos da Cruz Vermelha Nigeriana, foi morta a tiros em 6 de outubro durante uma operação de assistência no noroeste da Nigéria. O ataque ocorreu por volta das 19h, na estrada que conecta Kajiji a Shagari, quando o veículo em que a equipe de cinco pessoas retornava de uma missão de campo foi surpreendido por homens armados.

A cristã foi atingida no peito pelos disparos e não resistiu aos ferimentos, falecendo no local. O corpo foi trasladado para a residência da família poucas horas depois. Chisom Nwankwo, irmã da vítima, descreveu o momento da chegada. “Bandidos abriram fogo contra seu veículo. Lydia levou um tiro no peito e morreu no local. Seu corpo foi trazido para casa em um veículo da Hilux por volta das 11 da noite naquela noite.”

Dedicação ao socorro de comunidades vulneráveis

Além de seu trabalho na Cruz Vermelha, Lydia colaborava com projetos vinculados ao Ministério da Saúde do Estado de Sokoto, focando o atendimento em mães, crianças e enfermos de regiões isoladas. A voluntária buscava levar saúde, alimentos e esperança a áreas frequentemente fustigadas por conflitos armados.

Victoria Nwankwo, também irmã da profissional, ressaltou a natureza do compromisso de Lydia com os necessitados. “Lydia não morreu porque era rica. Não morreu porque era política. Ela morreu porque escolheu ir aonde outros se recusaram a ir. Ela estava lá para ajudar mães, crianças e doentes. Estava lá para levar saúde, alimento e esperança.”

Contexto de insegurança e violência

A Sociedade da Cruz Vermelha Nigeriana emitiu nota lamentando a perda e exaltando o empenho da voluntária. O representante da organização, Bello Bawa, afirmou: “Lydia era uma humanitária comprometida, que dedicou seu tempo a servir comunidades vulneráveis”. A polícia estadual confirmou que as investigações sobre o caso, que teria vitimado também um inspetor policial, seguem em andamento.

O episódio ocorre em um cenário de vulnerabilidade crescente para trabalhadores humanitários e cristãos na Nigéria. O país ocupa atualmente a sétima posição entre as nações onde a perseguição religiosa é mais severa. Entre outubro de 2024 e setembro de 2025, o país registrou 3.490 assassinatos de cristãos, representando a vasta maioria das mortes por perseguição religiosa reportadas globalmente no período.

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