Membros da regional moçambicana da Companhia de Jesus afirmaram nesta quinta-feira que as mortes do padre brasileiro e da missionária portuguesa durante assalto a uma missão na região central do país africano foram “um ato brutal na tentativa de intimidar e desestabilizar as Instituições Religiosas” locais.

O religioso brasileiro Waldir dos Santos, de 69 anos, e a missionária portuguesa Idalina Gomes, de 30, foram assassinados na madrugada da última segunda-feira por homens armados que invadiram a sede da Missão da Fonte Boa, no distrito de Tsangano, província moçambicana de Tete.

Waldir e Idalina, que pertencia à organização não-governamental Leigos para o Desenvolvimento, desenvolviam projetos nas áreas de educação e agricultura.

Para a regional moçambicana da Companhia de Jesus, estas mortes não foram “de forma alguma um ajuste de contas, como veicularam certos meios de comunicação”.

Segundo disse à Agência Lusa uma fonte policial, as autoridades provinciais de Tete consideraram que as mortes tinha sido resultado de um ajuste de contas.

Uma fonte de uma ONG presente na região de Ulónguè, localizada a 20 minutos da sede da missão da Fonte Boa, ratificou a tese de “ajuste de contas”.

Lembrando que ajudou na reconstrução de escolas e hospitais e que sempre acompanhou o povo moçambicano, a regional da Companhia de Jesus garante que “não será por causa de um ato covarde e violento” que irá se intimidar.

“Pedimos a todos para que colaboremos com o Governo da República de Moçambique no sentido de estancar esta onda de violência que assola o país”, acrescenta a nota.

A Companhia de Jesus afirma também que, este ano, religiosos foram vítimas de cinco ataques apenas na província de Tete.

Fonte: Lusa