Igreja Batista na Ucrânia destruída após ataque da Rússia (Foto: Reprodução/Instagram)
Igreja Batista na Ucrânia destruída após ataque da Rússia (Foto: Reprodução/Instagram)

Um novo e devastador ataque russo contra a Ucrânia intensificou o conflito nesta quinta-feira (16), resultando na destruição de um templo na cidade de Zaporíjia e na morte de um líder evangélico. O bombardeio, que utilizou dezenas de mísseis e centenas de drones, atingiu diversas regiões do país, causando um rastro de destruição e perdas significativas.

O missionário Lyubomyr Matveyev, atuante na Ucrânia e ligado à Junta de Missões Mundiais (JMM), relatou a tensão vivida durante a noite em uma mensagem enviada ao pastor João Marcos Barreto Soares, diretor-executivo da JMM. “Tivemos uma noite bem complicada. Estamos bem, graças a Deus, mas na cidade de Zaporíjia um míssil russo atingiu a nossa igreja, destruiu o templo e causou a morte de um dos líderes”, detalhou Matveyev.

A ofensiva russa, descrita por autoridades ucranianas como uma das mais difíceis dos últimos meses, lançou cerca de 700 drones, além de mísseis balísticos e de cruzeiro. O ataque deixou um saldo trágico de ao menos 18 mortos, incluindo uma criança, e mais de 100 feridos. As ações provocaram danos em áreas urbanas e atingiram diferentes cidades ucranianas.

A Força Aérea da Ucrânia informou ter interceptado a maior parte dos projéteis, neutralizando a maioria das ameaças aéreas. Contudo, parte dos ataques conseguiu atingir alvos em pelo menos 26 localidades. Cidades como Kherson e Mykolaiv sofreram interrupções no fornecimento de energia em decorrência dos impactos.

Diante da gravidade da situação, o pastor João Marcos reforçou o pedido de intercessão pela Ucrânia, pelo fim da guerra e pela proteção dos missionários que atuam no país. O episódio ocorre enquanto o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, busca reforçar os sistemas de defesa aérea em uma agenda internacional pela Europa, visitando Alemanha, Noruega e Itália.

Em declaração pública, Zelensky criticou a resposta internacional, afirmando: “Mais uma noite mostra que não há espaço para flexibilização ou alívio de sanções neste momento”. Por outro lado, o Ministério da Defesa russo declarou que a ofensiva foi uma retaliação a ataques ucranianos anteriores, com alvos em instalações militares e estruturas de apoio às forças armadas ucranianas. Drones também atingiram a região portuária de Tuapse, no Mar Negro, resultando em mortes, feridos e um incêndio de grandes proporções.

Folha Gospel

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