O número de ataques contra judeus no mundo teve um grande aumento em 2006, segundo dados do Instituto para o Estudo do Anti-semitismo, uma instituição israelense.

Houve no ano passado um total de 590 ataques contra alvos judaicos, número mais alto desde o ano 2000, segundo relatório do instituto, ligado à Universidade de Tel Aviv.

O relatório é divulgado todos os anos na véspera do Dia do Holocausto, lembrado a partir da noite deste último domingo, 15 de abril, em Israel com uma jornada de luto em memória dos seis milhões de judeus assassinados pelos nazistas entre 1939 e 1945.

Segundo o documento, os ataques físicos contra judeus duplicaram em 2006 em comparação com o ano anterior. Os perpetrados contra instituições ou centros judaicos também cresceram, embora em menor proporção.

O documento indica que, na maioria dos casos, os agressores não foram identificados, mas quando o foram, verificou-se que eram majoritariamente muçulmanos ou membros da extrema direita, pelo menos em países ocidentais, onde é feito o acompanhamento.

Os países com maior número de ataques deste tipo são Reino Unido, Austrália, França e Canadá.

Dina Porat, a pesquisadora que fez o relatório, atribuiu o aumento nos ataques anti-semitas à campanha de negação do Holocausto empreendida pelo presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, assim como ao conflito entre Israel e a milícia libanesa Hisbolá, em meados do ano passado.

Fonte: EFE