O “bispo primaz” Jorge Bruno, da Igreja Renascer em Cristo, negou ontem que a denominação tenha uma igreja de fachada. “Era apenas um braço missionário, criado quando a Renascer resolveu enviar cem missionários à África”, garantiu.

Bruno foi ouvido ontem, na 16ª Vara Criminal de São Paulo. A audiência faz parte da denúncia feita pelo Ministério Público em outubro contra ele e o casal Estevam e Sonia Hernandes, fundadores e líderes da Renascer.

A igreja “laranja” serviria para “proteger a Renascer de processos de cobrança, cíveis ou trabalhistas” e “escamotear atividades criminosas”.

Sobre essas acusações, o casal deve ser ouvido no dia 27 de junho. Caso ainda estejam nos Estados Unidos, o interrogatório será feito lá, por meio de carta rogatória. O advogado do casal, Luiz Flávio Borges D’Urso, presidente da OAB-SP, acredita que seus clientes estarão de volta em breve. “Eles estão com a situação praticamente resolvida.”

Em novembro, o casal teve a prisão preventiva decretada por não comparecer a uma audiência desse mesmo processo. Após se tornarem fugitivos, eles conseguiram se livrar da prisão com o auxílio de D’Urso.

O alívio, no entanto, durou pouco. O casal foi preso ao tentar entrar nos EUA com US$ 56,5 mil escondidos em fundos falsos e até numa Bíblia. Agora aguardam o julgamento. Caso sejam liberados naquele país, ainda terão problemas no Brasil porque tiveram suas prisões preventivas novamente decretadas aqui.

Fonte: Estadão