A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) informou à Ordem Nacional de Advogados Cristãos que vem estudando a demanda que este organismo interpôs contra autoridades que, entende, não atuaram de modo correto nos casos de intolerância e perseguição religiosa ocorridos recentemente em vários Estados mexicanos.

Ofício assinado pelo secretário executivo da CIDH, Santiago A. Cantón, informa à Ordem de Advogados que a denúncia contra o Estado Mexicano está em estudo tendo em vista a apresentação de documentos e dados que assinalam claramente as agressões por motivos religiosos sofridas por cristãos evangélicos em várias partes do país.

As agressões denunciadas vão desde ameaças de morte até a expulsão de crianças das escolas federais. O assassinato, em maio deste ano, de um evangélico, e outros fatos registrados principalmente nos Estados de Chiapas, Oaxaca, Guerrero, Hidalgo, Estado do México e Michoacán, foram denunciadas penalmente sem resultados.

Segundo dados da Ordem dos Advogados, ao longo dos últimos seis anos, foram registrados mais de 50 casos de intolerância e perseguição no território nacional. A entidade segue recebendo cartas, meios informativos e correios eletrônicos, denunciando casos de violação das garantias individuais por motivos religiosos, principalmente em regiões indígenas.

O diário “La Jornada” publicou, na sexta-feira, 23, um relatório que descreve a situação de seis meninos indígenas de Chiapas impedidos de retirar água do rio porque seu pai é evangélico.

Essa é a primeira vez que o Estado Mexicano é demandado diante de cortes internacionais pela falta de garantias para o exercício da liberdade de culto por parte de uma ONG.

Fonte: Portas Abertas