Coral Masculino Gay de São Francisco, nos EUA. (Foto: Reprodução)
Coral Masculino Gay de São Francisco, nos EUA. (Foto: Reprodução)

O Coral Masculino Gay de São Francisco, considerado o primeiro coral abertamente gay do mundo, está enfrentando uma onda de críticas nos Estados Unidos após cantar sobre a conversão de crianças à “agenda gay”.

“Vamos converter seus filhos. Acontece pouco a pouco. Silenciosamente e sutilmente. E você mal vai perceber. Você pode mantê-los longe da boate. Alertar sobre São Francisco. Os fazer usarem calças com pregas. Não nos importamos. Nós vamos converter seus filhos. Vamos torná-los tolerantes e justos”, diz a letra da canção.

“Vamos converter seus filhos. Alguém tem que ensiná-los a não odiar. Estamos indo para eles. Estamos indo para seus filhos”, a letra continua. “Em breve, estaremos quase certos de que seus filhos começarão a converter você”, diz outro trecho.

“A agenda gay está indo para casa. A agenda gay está aqui! Mas você não precisa se preocupar, porque não há nada de errado em ficar ao nosso lado”, canta o coral.

O vídeo recebeu muitas críticas de conservadores. “Cara, isso com certeza soa como um culto, não é?”, disse no Twitter a ativista Brigitte Gabriel, fundadora do American Congress For Truth e ACT! for America. “Isso é grotesco e inaceitável!”

O ativista britânico conservador Raheem Kassam tweetou: “LGBTs em 2010: ‘Nós não estamos interessados nas crianças, seu fanático, só queremos o direito de nos casar’”, disse ele, fazendo um contraste com os LGBTs em 2021.

A legisladora republicana do estado de Ohio, Christina Hagan, disse: “Eles cantam pomposamente sobre como minar os valores tradicionais das famílias”.

De acordo com o site The Post Millennial, o vídeo se tornou privado depois de receber 88 curtidas e 5.000 descurtidas. O grupo disse que tornou o vídeo privado por preocupação com a segurança de seus membros. Embora o original tenha sido removido, a filmagem apareceu em outras páginas do YouTube e no Twitter.

No Twitter, o coral se defendeu das críticas e culpou a mídia conservadora “de extrema direita” pelas reações negativas. “Eles tiraram as letras do contexto para apoiar uma narrativa que se adapta às suas necessidades intolerantes e cheias de ódio”, afirma.

O grupo acrescentou que o vídeo é um “humor irônico” e se defendeu: “Depois de décadas de crianças sendo doutrinadas e ensinadas a serem intolerantes com o ‘diferente’, desde o uso da Bíblia como arma até a terapia de reparação, é a nossa vez. Nos dedicamos a ser modelos, ensinando, espalhando a mensagem de amor, tolerância e celebração através da nossa música”.

Fonte: Guia-me com informações de Fox News