Uma corte indonésia condenou 12 cristãos pela morte de dois muçulmanos durante uma manifestação na província de Sulawesi Central no ano passado.

Os homens, que poderão receber a pena de morte, foram acusados na segunda-feira pela morte de um vendedor de peixes muçulmano e seu assistente durante um protesto cristão em setembro.

Nesse protesto, milhares de cristãos protestarem contra a execução de três fazendeiros cristãos, a qual eles consideravam injusta. Os fazendeiros foram acusados de liderar uma multidão que matou centenas de muçulmanos em um internato em 2000, segundo a agência de notícias Reuters.

A Indonésia é o país muçulmano mais populoso do mundo. Cerca de 85% de sua população de 220 milhões de pessoas segue o islamismo. Entretanto, na província de Sulawesi Central há um número equilibrado de muçulmanos e cristãos.

Mais de mil pessoas morreram na violência que eclodiu do final de 1998 até o acordo de paz assinado entre as duas comunidades no fim de 2001, conforme a agência de notícias The Associated Press (AP).

Menos de duas semanas antes do veredicto de segunda-feira, outra corte em Jacarta prendeu três militantes muçulmanos por terem decapitado três estudantes cristãs na cidade de Poso em 2005. Esse horrível ato, que atraiu a atenção internacional, foi cometido contra três jovens de 15 a 17, enquanto elas iam à escola.

As cabeças das garotas foram deixadas em uma vila cristã com cartas onde se lia: “Queremos mais cem cabeças. Sangue deve ser pago com sangue, vida com vida, cabeça com cabeça”, conforme noticiou a AP.

Entretanto, a mãe de uma das garotas disse publicamente em dezembro passado que perdoava os assassinos de sua filha. Ela havia se reunido com os três suspeitos um mês antes no Quartel Nacional da Polícia, onde os militantes muçulmanos pediram desculpas e disseram que eles buscavam vingança pelos muçulmanos que morreram durantes os conflitos religiosos daquela região.

“Eu aceitei as desculpas deles”, disse Haderita, segundo a AP. “Temos que perdoá-los pelo bem da humanidade”, disse ela, acrescentando que não guardava rancores.

Também no mês passado, uma das maiores escolas teológicas evangélicas na Indonésia foi parcialmente queimada por um grande grupo de muçulmanos militantes.

Fonte: Portas Abertas