Pastor Andrew Brunson está preso na Turquia. (Foto: ACLJ)
Pastor Andrew Brunson está preso na Turquia. (Foto: ACLJ)

Com o segundo dia de julgamento do pastor americano Andrew Brunson agendado para o dia 7 de maio, está se aproximando rapidamente, a organização cristã Centro Americano para Lei e Justiça tem buscado contato com líderes influentes de vários organismos internacionais, solicitando uma assistência para garantir a libertação de Brunson.

Visto como uma moeda de barganha para a Turquia, o pastor Andrew está preso há mais de 18 meses e pegou o estratagema político do governo para silenciar os cristãos dentro de suas fronteiras.

Isso foi comprovado oficialmente há apenas alguns dias atrás, quando o presidente da Turquia, Erdogan, confirmou que a detenção, julgamento e perseguição do pastor Andrew não tem a ver justiça, mas política – exigindo a prisão e extradição do clérigo muçulmano Fethullah Gülen. Em uma entrevista, ele disse: “Os EUA devem observar os passos que deram e cumprir o tratado de extradição se quiserem ver o pastor americano Brunson libertado”. Essas declarações ecoam as que ele fez em setembro de 2017 aos EUA: “Vocês querem um sacerdote nosso. Nós temos um sacerdote de vocês; Vocês o entregam para nós, depois nós devolvemos o pastor para vocês”.

“O Ministro dos Negócios Estrangeiros da Turquia, Mevlüt Çavuşoğlu, esteve nas Nações Unidas esta semana, por isso pedimos à Embaixadora Nikki Haley para tomar todas as medidas necessárias para encorajar a libertação imediata do Pastor Andrew, bem como encorajar todos os nossos aliados na ONU a fazer o mesmo”, afirmou Cece Heil, conselheira senior da ACLJ. “Lembramos a ela que o último parágrafo do Artigo 74 da Ordem Executiva 694 da Turquia dá a Çavuşoğlu e ao Presidente Erdoğan a autoridade para libertar o Pastor Andrew fora do presente caso legal em curso”.

“Com exceção dos cidadãos turcos, aqueles que são prisioneiros ou condenados, com a garantia de que eles não serão punidos por causa de sua raça, origem étnica, religião ou cidadania, que eles não serão submetidos a punição ou tratamento humilhante, ou serão submetidos a tortura ou maus-tratos, podem ser devolvidos a outro país ou trocados por prisioneiros ou condenados em outro país quando a segurança nacional ou os interesses do país o exigirem e a pedido do ministro das Relações Exteriores, com a recomendação do Ministro da Justiça e a aprovação do presidente”, acrescentou Heil.

Além disso, como a Turquia é um aliado da OTAN, a ACLJ contactou cada um dos 28 outros estados membros do Conselho da OTAN, instando-os a agir, declarando:

“A Turquia, como membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), assumiu compromissos internacionais para respeitar e aplicar os direitos humanos em seu território. No passado, a OTAN castigou e condenou a nação-membro por violações de seus compromissos. A OTAN está em uma posição excepcionalmente poderosa para tomar uma posição pública contra o flagrante desrespeito da Turquia pelos direitos humanos do pastor Brunson e as tentativas deliberadas de iniciar uma negociação de reféns com os Estados Unidos”, destacou.

“À luz das informações e análises jurídicas a seguir, pedimos a todos e a todos os membros da OTAN que exijam a imediata liberação e retorno seguro do pastor Andrew Brunson de volta aos Estados Unidos e tomem todas as medidas disponíveis para garantir o mesmo”, acrescentou.

Fonte: Guia-me