Cerca de 150 fiéis se puseram em oração contra a Covid-19 na manhã deste domingo (26), em Betim. (Foto: Roberto Maradona)
Cerca de 150 fiéis se puseram em oração contra a Covid-19 na manhã deste domingo (26), em Betim. (Foto: Roberto Maradona)

Evangélicos ligados a diversas denominações realizaram um culto no estacionamento da Prefeitura de Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, na manhã deste domingo (26).

Em 70 carros, os cerca de 150 fiéis presentes respeitaram tanto as recomendações de autoridades sanitárias quanto as determinações de um decreto do município.

O local foi cedido aos religiosos depois que uma entidade, que congrega cerca de 200 pastores, protocolou pedido junto ao poder executivo.

“Eu sugeri que o Ato Profético (como o evento está sendo chamado) fosse neste local por ser simbólico: fazemos nossas orações também na intenção de que Deus dê sabedoria aos administradores do bem público”, explica Walter Júnior, pastor na igreja Assembleia de Deus e secretário do Conselho Municipal de Pastores Evangélicos de Betim (Compeb), que idealizou o acontecimento.

“Também clamamos pela própria igreja e pelos profissionais da saúde, que estão na linha de frente na luta contra a pandemia”, completa.

O Ato Profético acontecerá também em dois dos próximos domingos. “O Compeb fez uma reunião na semana passada e decidimos realizar 21 dias de oração. Neste período, atravessaríamos três domingos. Como estamos sem cultos presenciais, decidimos que poderíamos nos encontrar para um momento de oração dominical, respeitando o decreto do município”, conta Júnior. “Se outras religiões quiserem participar, não temos objeção”, completa.

“É um ato em benefício da nossa cidade e do Brasil como um todo”, assegura pastor Wherks Lacerda, que preside a Compeb. “Nós, evangélicos, cremos muito na força da oração. Além de combater o coronavírus nas igrejas, informando os fiéis, sentimos a necessidade de fazer um clamor”, informa.

“Nosso intuito, no domingo que vem, é dobrar!”, garante, lembrando que não houve qualquer tipo de aglomeração ou desrespeito às recomendações de autoridades sanitárias.

Fonte: O Tempo