Imagem de Papai Noel ajoelhado diante do bebê Jesus foi bloqueada pelo Facebook
Imagem de Papai Noel ajoelhado diante do bebê Jesus foi bloqueada pelo Facebook

O Facebook foi acusado de censurar uma imagem de Papai Noel ajoelhado diante do bebê Jesus depois que ela foi bloqueada na plataforma de mídia social.

O site Life Site News relata que o Facebook obscureceu a imagem e deu aos usuários a opção de desbloqueá-la com uma mensagem de aviso de que “Esta foto pode mostrar violência ou conteúdo explícito”.

Uma nota adicional abaixo da imagem avisou: “Esta foto foi coberta automaticamente para que você possa decidir se deseja vê-la”.

Se os usuários quisessem ver a inofensiva imagem do Papai Noel, precisavam clicar em um botão “Descobrir foto” abaixo da imagem.

De acordo com suas Normas da Comunidade , o Facebook define “violência ou conteúdo explícito” como “aquele que exalte a violência ou celebre a humilhação ou o sofrimento de outras pessoas, pois tal conteúdo pode criar um ambiente que desestimula a participação. ”

“Sabemos também que as pessoas apresentam diferentes reações a conteúdo explícito e violento.”, continua.

“Por isso, adicionamos um rótulo de aviso a conteúdo muito explícito ou violento para que tal conteúdo não fique disponível para menores de 18 anos e para que as pessoas estejam cientes de sua natureza explícita ou violenta antes de clicar para vê-lo.”, conclui o Facebook.

Life Site News disse que a imagem foi restaurada no Dia da Festa de São Nicolau, o bispo cristão que inspirou o Papai Noel moderno.

A gigante das mídias sociais não ofereceu nenhuma explicação sobre o porque a imagem foi considerada violadora de sua política de conteúdo violento ou explícito

A imagem em questão foi originalmente publicada em 1º de dezembro de 2015 , com o poema abaixo, explicando a comovente ilustração:

Meu precioso Jesus amado, eu não quis tomar o teu lugar.
Eu só trago brinquedos e coisas, e Tu trazes amor e graça.
As pessoas me dão listas de desejos e esperam que eles sejam realizados,
mas Tu ouves as orações do coração e prometes a tua vontade de atendê-las.
As crianças tentam ser boas e não chorar quando eu vou chegando,
mas Tu amas incondicionalmente e o teu amor será sempre abundante.
Eu deixo apenas um saco de brinquedos e alegria temporária,
mas Tu deixas um coração de amor, cheio de propósito e de razões.
Há muita gente que acredita em mim e que me torna famoso,
mas eu nunca curei o cego nem tentei ajudar o coxo.
Tenho bochechas rosadas e uma voz cheia de riso,
mas não tenho mãos perfuradas pelos pregos nem promessas de eternidade.
As pessoas podem encontrar vários como eu na cidade ou nas lojas,
mas só existes Tu como o Onipotente que responde aos apelos de um pecador.
E assim, meu precioso Jesus amado, eu me ajoelho aqui para orar,
te louvar e te adorar neste santo dia do Seu aniversário.

Páginas bloqueadas

Um número crescente de cristãos e conservadores estão sendo alvo de censura no Facebook.

Em agosto, o Facebook baniu a popular blogueira norte-americana Elizabeth Johnston, também conhecida como “The Activist Mommy” (“Mamãe Ativista”), que mais tarde chamou a ação de “erro”.

Johnston, que tem mais de 600 mil seguidores no Facebook, costuma falar sobre questões sociais controversas, como a homossexualidade e o currículo pornográfico da Educação Sexual das escolas públicas.

A Universidade Prager, uma organização sem fins lucrativos que cria vídeos com visões políticas conservadoras, publicou no Twitter: “Estamos sendo fortemente censurados no @Facebook”.

Segundo a universidade, o Facebook excluiu pelo menos dois vídeos, depois de rotulá-los como “discurso de ódio”. Um dos vídeos aborda a necessidade de homens serem masculinos novamente.

O Facebook não disse porque o vídeo, que não é violento ou odioso, foi retirado ou rotulado como tal. E não são apenas vídeos que estão sendo bloqueados.

O diretor da página ‘Prager U’, Will Witt explica: “Nossos últimos 9 posts foram completamente censurados, alcançando 0 de nossos 3 milhões de seguidores. Pelo menos duas das nossas postagens em vídeo foram excluídas ontem à noite por ‘incitação ao ódio’, incluindo uma postagem de nosso recente vídeo ‘Milenar Conservador, Torne os Homens Masculinos Novamente”.

Em outro caso, um professor de teologia foi banido pelo Facebook em junho depois que ele criticou um vídeo sexualmente sugestivo promovendo a homossexualidade para crianças. “Este vídeo celebra a perversidade sexual, não a ‘diversidade sexual”, disse o Dr. Robert A.J. Gagnon do Seminário Teológico de Pittsburgh.

O Facebook supostamente proibiu Gagnon de postar algo durante 24 horas e avisou-o de que futuras ofensas resultariam em suspensões mais longas.

O pastor Rich Penkoski, que dirige a página do Facebook “Warriors for Christ” (Guerreiros por Cristo) e fez inimigos na comunidade LGBT por expressar sua forte oposição à agenda LGBT, expressou suas preocupações com os funcionários do Facebook sobre a remoção consistente de seus vídeos ao vivo.

Penkoski disse que teve apenas um vídeo ao vivo publicado depois de terminar a gravação.

Censura política

Em abril deste ano, o senador republicano Ted Cruz participou de uma audiência, na qual o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg foi questionado sobre a censura e manipulação de conteúdo na rede social, motivada por orientação política.

Zuckerberg teve que responder às perguntas do senador cristão, que questionou sobre o viés ideológico da rede social, que atualmente é a mais usada em todo o mundo.

No Brasil

Tempos antes desta crescente onda de censura nos Estados Unidos, alguns exemplos desta repressão já estavam acontecendo também no Brasil.

Em setembro de 2017, a psicóloga especialista em Direitos Humanos, Marisa Lobo teve seu perfil do Facebook bloqueado, após denunciar a exposição “Queer Museu”, realizada pelo Santander Cultural e conhecida por promover a pedofilia e ideologia de gênero.

Procurada pela equipe do Guiame na época, Marisa Lobo destacou que se sentiu “amordaçada” e com sua liberdade de expressão ferida, após seu perfil ter sido bloqueado em razão de uma denúncia tão séria.

“Amordaçada, estou me sentindo na Venezuela. Falamos que vivemos em um país democrático por direito, quando a verdade é que vivemos monitorados, vigiados o tempo todo”, disse Marisa.

Fonte: The Christian Today, Guia-me e CBN News