‘A inocência dos muçulmanos’ é dirigido por corretor israelense-americano. Diretor Sam Bacile diz que levantou US$ 5 milhões com doações de judeus.

O filme que gerou as manifestações e ataques anti-americanos na terça-feira (11) no Egito e Líbia é dirigido por um israelense-americano que descreve o Islã como um “câncer”, de acordo com o Wall Street Journal.

O Afeganistão bloqueou o YouTube nesta quarta-feira (12) para impedir acesso ao filme.

O filme “Innocence of Muslims” (“A inocência dos muçulmanos”), foi dirigido e produzido por Sam Bacile, um corretor imobiliário israelense-americano de 54 anos, nativo do sul da Califórnia, que afirma que o Islã é “uma religião do ódio”. O trailer está disponível no YouTube (acesse).

“O Islã é um câncer”, declarou Bacile ao Wall Street Journal.

Sam Bacile afirmou ao WSJ que ele era o autor do filme, dizendo que produziu com US$ 5 milhões (R$ 10,1 milhões) levantados a partir de doações de judeus, os quais ele não quis identificar.

Ele alega ter trabalhado com 60 atores e uma equipe de 45 pessoas na Califórnia, durante três meses, neste filme de duas horas. “O filme é político. Não religioso”, indicou.

O longa-metragem foi defendido pelo polêmico pastor Terry Jones, que atraiu muitas críticas no passado, especialmente por queimar um exemplar do Alcorão e ter se oposto à construção de uma mesquita perto do Marco Zero, em Nova York.

O pastor afirmou que tinha a intenção de mostrar um trecho de 13 minutos do filme na terça-feira à noite em sua igreja em Gainesville, Flórida (sudeste).

“É uma produção americana, que não pretende atacar os muçulmanos, mas serve para mostrar a ideologia destrutiva do Islã”, explicou em um comunicado divulgado pelo WSJ.

[b]Reação[/b]

Na terça-feira, manifestantes rasgaram uma bandeira americana em frente à embaixada dos Estados Unidos no Cairo, enquanto um grupo armado atacou o consulado americano em Benghazi, na Líbia, ateou fogo ao prédio e matou o embaixador americano, além de outros três diplomatas.

[b]Fonte: G1[/b]