Criador do templo religioso que respondia por diversos crimes na Justiça cearense foi executado antes de passar por audiência de instrução do caso
O fundador da denominada Igreja de Lúcifer no Ceará foi morto em um ataque a tiros. Identificado como Paulo, o homem que criou o espaço religioso no início de 2024 era réu na Justiça e aguardava o andamento de um processo criminal em liberdade, conforme apontam registros obtidos pelo UOL.
A trajetória jurídica do acusado teve um ponto crítico em 15 de março de 2025, quando ele foi detido em flagrante em seu próprio estabelecimento comercial. Na data, policiais militares foram acionados para prestar apoio a um socorrista do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) que relatava sofrer ameaças no local.
Ao chegarem ao bar, os agentes solicitaram a redução do volume do som ambiente. A intervenção resultou em insultos proferidos pelo comerciante contra duas mulheres e contra a própria equipe policial. O proprietário também teria oferecido dinheiro aos policiais para evitar a prisão, o que gerou investigações pelos crimes de ameaça, desacato, corrupção ativa e conduta homofóbica.
A permanência do homem na prisão foi de curta duração. Em audiência de custódia realizada em 16 de março de 2025, o juiz Henrique Botelho Romcy determinou a soltura do investigado mediante o pagamento de fiança e o cumprimento de medidas cautelares pelo período de seis meses.
A denúncia contra o fundador do templo avançou, tornando-o réu pelos crimes de injúria racial, ameaça, desacato e corrupção ativa em 30 de junho de 2025. O andamento processual previa a realização de uma audiência de instrução programada para 4 de dezembro de 2026, etapa na qual ocorreriam os depoimentos das vítimas, das testemunhas de defesa e acusação, além do interrogatório do réu.
Antes das ocorrências policiais, o homem utilizava as redes sociais para divulgar as atividades da instituição religiosa, fundada oficialmente em janeiro de 2024. Por meio do Instagram, ele compartilhava registros de cerimônias, eventos externos e convites para atrair novos membros à organização.







