O ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho (PMDB) disse nesta sexta-feira em seu blog que houve “má-fé” dos promotores públicos nas acusações contra ele e sua mulher, a ex-governadora Rosinha Matheus (PMDB).

Em um documento anexado no blog, Garotinho disse ter orientado o fim do contrato com a Ong (organização não-governamental) CBDDC (Centro Brasileiro de Defesa dos Direitos da Cidadania) e de todos os convênios dos intermediários de prestação de serviços.

Mas, segundo o governador, os parágrafos em que ele faz as orientações foram suprimidos dos documentos encaminhados à Justiça pelo Ministério Público.

No blog, o ex-governador levanta dúvidas sobre supostas intenções que estariam por trás das denúncias que envolvem seu nome e da ex-governadora. “É perseguição política mesmo. Resta saber que interesses estão por trás das ações desses promotores”, disse Garotinho.

Em um ofício em papel timbrado da Secretaria de Estado de Governo e de Coordenação, com a data de 20 de junho de 2005, Garotinho orienta o presidente da Fesp (Fundação Escola do Serviço Público), Paulo Sérgio Lima Marques, que determine o fim dos contratos com a CBDDC e de outros convênios que adotem “práticas semelhantes”.

No texto, anexado pelo ex-governador, há ainda informações sobre sua “estranheza” e de Rosinha Matheus aos contratos de intermediários para prestação de serviços. “Senhor presidente [da Fesp], causa-me estranheza que a Fesp podendo contratar diretamente, por meios legais as cooperativas de prestação de serviços, contrate um intermediário para fazê-lo”, diz o documento.

No blog, Garotinho não disfarça seu incômodo com as denúncias. “Ao contrário do que afirmou o Ministério Público, na tentativa de confundir a ilustre magistrada, que recebeu a ação de improbidade administrativa contra mim e Rosinha, este documento que consta do pedido dos promotores, mostra, que em correspondência de 20/07/2005 [sic], enviada ao presidente da Fesp (Fundação Escola do Serviço Público), determinei, cumprindo ordem da governadora, a suspensão do contrato não só com o CBDDC, mas de todos os existentes, que estivessem ferindo a lei, conforme mostra o último parágrafo por mim assinado”, diz o ex-governador, na sua página pessoal.

Em seguida, Garotinho afirmou ainda que: “A má-fé dos promotores no pedido à juíza, foi esconder o último parágrafo e induzi-la a acreditar, que ao mandar cancelar o contrato com o CBDDC, eu estaria abrindo caminho para o contrato com a Pró-Cefet, quando na verdade o meu ofício é claro. Mandei cancelar todos”.

Fonte: Folha Online