O Departamento de Defesa dos Estados Unidos revisou recentemente sua lista de religiões reconhecidas para fins administrativos e de capelania militar, após críticas de membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (mórmons). A atualização também removeu a Wicca da categoria de credos oficialmente listados, decisão que gerou repercussão entre grupos religiosos e observadores do tema.
A controvérsia começou quando um documento do Pentágono passou a classificar os mórmons dentro de uma categoria mais ampla de “tradições cristãs”, em vez de mantê-los como um grupo separado. Representantes da comunidade mórmon reclamaram da mudança, argumentando que a denominação possui identidade própria e não deveria ser reorganizada sem consulta prévia.
Mórmons reclamam da reclassificação
Após as reclamações, o Pentágono alterou novamente a lista, restaurando a identificação distinta da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. A decisão foi interpretada como uma tentativa de evitar conflitos desnecessários com comunidades religiosas representadas nas Forças Armadas.
Em nota citada pela imprensa americana, o Departamento de Defesa afirmou que o sistema de classificação é utilizado principalmente para fins administrativos e de apoio religioso aos militares, e que ajustes podem ocorrer para refletir melhor a forma como os próprios grupos se identificam.
Wicca deixa de aparecer na lista
Outra mudança que chamou atenção foi a retirada da Wicca da lista de religiões reconhecidas. O documento revisado deixou de incluir a tradição neopagã entre os credos oficialmente listados para fins administrativos.
A medida foi comemorada por setores conservadores e criticada por defensores da liberdade religiosa. A Wicca havia sido reconhecida anteriormente em diferentes contextos governamentais e militares nos Estados Unidos, inclusive em questões relacionadas a capelania e identificação religiosa.
Debate sobre reconhecimento religioso
A revisão reacendeu discussões sobre os critérios usados pelo governo americano para reconhecer grupos religiosos. Especialistas apontam que o reconhecimento administrativo não determina a legitimidade de uma fé, mas pode influenciar políticas internas, registros oficiais e acesso a determinados serviços.
O episódio também evidenciou a sensibilidade do tema dentro das Forças Armadas, onde militares de diversas crenças — cristãos, judeus, muçulmanos, mórmons, budistas, neopagãos e outros — buscam representação adequada em sistemas de apoio religioso.
Repercussão política e cultural
A decisão ocorre em um momento de intenso debate nos Estados Unidos sobre identidade religiosa, pluralismo e papel do Estado na gestão de questões de fé. Enquanto críticos da presença da Wicca em listas oficiais argumentam que o governo deve limitar o reconhecimento a religiões historicamente estabelecidas, defensores da diversidade religiosa afirmam que o Estado não deve privilegiar determinadas tradições em detrimento de outras.
Até o momento, o Pentágono não indicou novas mudanças adicionais na lista de credos reconhecidos, mas o caso continua sendo acompanhado por organizações religiosas e grupos de defesa da liberdade de crença.
Folha Gospel com informações de The Christian Post e Evangelico Digital

