Igreja Luterana
Igreja Luterana

A Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB), através do reverendo Rudi Zimmer, presidente da organização, emitiu um comunicado oficial sobre o posicionamento da Igreja em relação ao aborto.

O conteúdo foi divulgado nas redes sociais, a fim de esclarecer os fiéis sobre o assunto que está em pauta no Supremo Tribunal Federal, onde foi discutido em audiência pública.

O texto começou explicando que alguns líderes religiosos se posicionaram contra e outros a favor da descriminalização da prática. Visto que a direção da IELB também foi procurada para opinar, houve a necessidade de publicar o parecer.

“Em primeiro lugar, julgamentos feitos por cortes judiciais sobre a legalidade ou ilegalidade de ações das pessoas não resolvem assuntos morais, e não são determinativos para a consciência cristã”, defendeu o reverendo.

Zimmer também declarou que a Igreja não vê como crime o aborto espontâneo, que ocorre como um ato involuntário da mãe.

“Agora, quanto a abortos provocados, a posição da IELB é esta: visto que implica em tirar uma vida humana, ele não é uma opção moral viável, a não ser que se trate de um infeliz e inevitável procedimento médico necessário para evitar a morte de outro ser humano, a saber, da mãe. Se não houver esta infeliz e inevitável necessidade de escolha entre duas vidas, o aborto equivale ao assassinato”, informou o comunicado.

O representante da Igreja Luterana defendeu ainda que a prática é um ato de desobediência ao mandamento bíblico: “Não matarás”. Zimmer destacou que o embrião já é um ser humano, com base no texto bíblico do Salmo 139: 13-16.

“A ação de abortar, claramente, é manifestar rejeição de honrar a Deus como o Criador e de buscá-lo acima de tudo, em tempos de necessidade. Além, isso se encaixa naquilo que diz o apóstolo Paulo, em Romanos 1:32. Portanto, em consonância com o ensinamento bíblico, a IELB é contrária à prática do aborto provocado de forma indiscriminada”, concluiu.

Fonte: Pleno News