Elin Stillingen, um homem biológico, foi reconhecido pela igreja luterana da Noruega como uma mulher.
Elin Stillingen, um homem biológico, foi reconhecido pela igreja luterana da Noruega como uma mulher.

Uma igreja luterana na Noruega realizou uma cerimônia de mudança de nome para um membro transgênero de 49 anos, que agora se identifica como uma mulher. Este foi o primeiro evento de transição de gênero em um local de culto no país.

Elin Stillingen viveu os primeiros 40 anos de sua vida como homem e mudou legalmente seu nome e sexo no ano passado. Com o apoio da Igreja Hoff, ele fez a cerimônia no último sábado (17) ao norte da capital norueguesa, Oslo.

“Sou membro da igreja norueguesa e também estou prestes a ‘sair do armário’ como cristão, então esta cerimônia é importante para mim”, disse Stillingen à emissora norueguesa TV2 antes da cerimônia.

A cerimônia foi conduzida pelo pastor Stein Ovesen, que fez o ato em parceria com a Fundação Stensveen, uma ONG norueguesa de cunho LGBT.

Ovesen reconheceu que nem todos na Noruega aprovam este tipo de evento em uma igreja.

“Na ala conservadora, você encontrará pastores que estão profundamente preocupados com o que fazemos hoje. Mas para mim este é um ato importante que expressa a graça e a abertura que Deus me mostra”, alegou.

Os países nórdicos como Noruega, Dinamarca, Finlândia, Islândia e Suécia, são predominantemente luteranos. No entanto, com a influência liberal na teologia destas igrejas, muitas delas têm apoiado o casamento gay e a transição de gênero dentro do ambiente religioso.

Quase 70% da população da Noruega, ou cerca de 3,7 milhões de pessoas, são membros da Igreja da Noruega, que é uma denominação luterana. No entanto, uma boa parte de seus membros tem se distanciado.

O movimento das casas de oração luteranas tem crescido diante da discordância com a teologia da igreja luterana estatal pró-LGBT. Quando a Igreja da Noruega adotou um posicionamento a favor da homossexualidade, isso fez com que milhares desistissem de ser membros da Igreja da Noruega na última década. 

Fonte: Guia-me com informações de Associated Press