A ministra das Relações Exteriores de Israel, Tzipi Livni, dispensou nesta quinta-feira a ajuda do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, no processo de paz que Israel tem com a ANP (Autoridade Nacional Palestina) desde a conferência de Annapolis (nos Estados Unidos) há um ano.

“Você não precisa fazer nada de espetacular no momento. A situação está calma e vamos continuar com as conversações de paz”, afirmou Livni durante reunião com organização judaica.

De acordo com a ministra, apesar das expectativas da eleição de Obama no Oriente Médio, a prioridade do presidente deve ser a crise financeira americana. Livni, que é candidata a chefe de governo nas eleições de fevereiro de 2009, aconselhou a comunidade internacional a se limitar em apoiar os diálogos entre israelenses e palestinos.

A ministra indicou que a mensagem foi enviada para o Quarteto para Oriente Médio (integrado por EUA, União Européia, ONU e Rússia) na reunião com líderes árabes e palestinos detidos na semana passada, em Sharm el Sheikh, no Egito.

“Não adianta pedir para intervir. Por favor, é uma questão bilateral. Nós não queremos tentar superar as nossas diferenças, nem para colocar novas idéias sobre a mesa”, afirmou Livni que ainda disse que “as partes são responsáveis o suficiente para saber o que está sendo feito”.

Na reunião de hoje, a ministra conversou com líderes judaicos sobre o direito de retorno dos palestinos que deixaram o atual território israelense depois da guerra de 1948. “Estou disposta a chegar a uma reconciliação histórica se a criação de um Estado Palestino é a resposta às suas aspirações nacionais”, afirmou.

O processo de paz está num momento de incerteza perante o mistério de quem vai reger Israel após as eleições do próximo mês de fevereiro. A ANP mostrou preocupação pelo fato dos ganhos alcançados nas negociações não serem reconhecidos em Israel, caso um líder de direita vença as eleições.

Fonte: Folha Online