Cristãos papuas celebram tradução completa da Bíblia Ngalik. (Foto: Cortesia da MAF)
Após 60 anos de trabalho dedicado feito por duas gerações da mesma família, a Bíblia foi finalmente traduzida por completo para o idioma Ngalik, na província de Papua, que fica na Indonésia, o maior país muçulmano do mundo.
O Novo Testamento em Ngalik foi finalizado em 1992, resultado de 25 anos de dedicação dos missionários Ed e Shirley Maxey, da Aliança Cristã e Missionária.
No processo, contaram com o auxílio de dois jovens, Amos e Enos. Anos depois, dando continuidade ao legado dos Maxey, seu filho Buzz e sua esposa Myrna trabalharam junto a Amos e Enos para concluir a tradução do Antigo Testamento em 2023.
A tradução completa da Bíblia Ngalik, junto ao trabalho missionário da família Maxeys e dos cristãos locais, foi celebrada em uma cerimônia de dedicação realizada em fevereiro.
Perseguição
A conclusão da tradução da Bíblia Ngalik acontece em meio a uma intensificação da perseguição contra os cristãos papuas em sua província.
Desde 2018, a região enfrenta conflitos armados e um movimento de independência, que, nos últimos anos, resultou em tensões políticas e denúncias de violações de direitos humanos envolvendo autoridades muçulmanas.
A província de Papua, onde cerca de 70% da população é cristã, se destaca como uma exceção dentro da Indonésia, por ser de maioria muçulmana.
Como parte de um movimento de islamização, muçulmanos de outras regiões do país têm migrado para Papua, buscando alterar a composição religiosa e cultural da população local, majoritariamente de origem melanésia ou polinésia.
Relatos de conversões forçadas ao islamismo e outras violações religiosas e de direitos humanos continuam a surgir em Papua.
Apesar dos desafios, o Evangelho segue avançando em toda a Indonésia. A conclusão da tradução da Bíblia em Ngalik é vista como um marco que deve fortalecer os esforços de evangelização e discipulado na região.
Uma nova onda de violência jihadista deixou dezenas de cristãos e civis mortos na cidade de Djibo, no norte de Burkina Faso, após uma série de ataques simultâneos de insurgentes armados no último domingo.
O número de mortos ainda não foi confirmado, embora fontes locais e de segurança falem de um número de mortos “muito alto” .
Segundo testemunhas, os agressores, viajando em motocicletas e veículos todo-terreno, cercaram a cidade desde as primeiras horas da manhã e lançaram ataques coordenados contra instalações militares, postos policiais e bairros residenciais.
O ataque durou várias horas, com tiros ouvidos do meio-dia até o final da tarde , e eles deixaram o local pouco antes da chegada das forças especiais burquinenses.
Em meio ao caos, execuções sumárias foram relatadas . Um morador disse que vários homens foram mortos do lado de fora de suas casas, enquanto mulheres e crianças tentavam escapar.
A organização jihadista Grupo de Apoio ao Islã e aos Muçulmanos (JNIM), afiliada à Al Qaeda e ativa na região, assumiu a responsabilidade pelo ataque .
Não muito tempo atrás, Burkina Faso era conhecido como um farol de harmonia inter-religiosa, mas isso agora está em risco, pois extremistas islâmicos exploram a instabilidade política e travam uma guerra que está deixando os cristãos do país diante de uma “ameaça existencial”.
A cidade, sitiada há anos, se tornou um dos principais focos de conflito na região do Sahel, onde grupos extremistas ligados à Al Qaeda e ao Estado Islâmico estão espalhando terror.
Folha Gospel com informações de Evangélico Digital
Fernanda e seu pai, Nélio Brum (Foto: Arquivo Pessoal)
A cantora gospel Fernanda Brum comunicou, nesta quinta-feira (15), a morte de seu pai, Nélio Brum. Em publicação nas redes sociais, a pastora afirmou estar com o “coração em lágrimas, mas firmada na esperança que temos em Cristo”.
– Meu herói, meu melhor amigo, meu exemplo de força, fé e amor incondicional. Hoje o céu recebeu alguém muito especial. Deus, em Sua soberania, decidiu que era hora de descansar aquele que tanto viveu para amar, ensinar e proteger. Meu pai foi mais do que palavras podem expressar, ele foi presença, foi abraço, foi conselho, foi riso e foi joelho no chão com muita oração. Foi o reflexo do amor de Deus na minha vida – assinalou.
A líder cristã não chegou a detalhar a causa do falecimento do pai, que era policial rodoviário federal aposentado. Em março, contudo, ele esteve hospitalizado no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) da Casa São Bernardo, no Rio de Janeiro, tendo recebido alta no dia 11 do mês em questão. À época, uma corrente de oração e apoio foi feita por parte de amigos e seguidores da cantora.
No comunicado desta quinta, Fernanda ressaltou que, embora a “dor da saudade seja imensa”, ela tem certeza de que “ele agora está nos braços do Pai eterno, onde não há mais dor nem sofrimento”.
A cantora finalizou deixando o versículo registrado em 2 Timóteo 4:7, que diz “combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé”, e compartilhando uma canção sobre luto e paternidade.
Na publicação, é possível ver diversos momentos que a cantora compartilhou com o patriarca.
Professor ensinado o alcorão para crianças muçulmanas (Foto: Canva Pro)
Uma análise dos livros didáticos escolares no Paquistão descobriu que conteúdos problemáticos continuam incorporados ao currículo, contribuindo para a exclusão de minorias religiosas da corrente social e da narrativa nacional do país.
Um estudo intitulado “O que estamos ensinando na escola?”, realizado pela organização de pesquisa e defesa Center for Social Justice (CSJ), sediada em Lahore, analisou 145 livros didáticos de disciplinas obrigatórias do 1º ao 10º ano. As disciplinas incluíam inglês, urdu, conhecimentos gerais, estudos sociais, história e estudos paquistaneses em uso por escolas públicas e privadas durante o ano letivo de 2022–2023.
O estudo descobriu que o conteúdo religioso estava fortemente inserido em disciplinas não religiosas, tornando obrigatório para todos os alunos — incluindo os não muçulmanos — estudar e passar em exames sobre os ensinamentos islâmicos.
“O excesso de material da religião majoritária em disciplinas obrigatórias afeta desproporcionalmente os alunos de minorias religiosas, forçando-os a estudar conteúdos que podem não estar alinhados com sua fé ou crenças pessoais”, observou o relatório.
A maior porcentagem de conteúdo religioso foi encontrada em livros didáticos da província de Khyber Pakhtunkhwa (39,6%) e da província de Punjab (39,4%), seguidas pela Fundação Nacional do Livro (29,8%), província de Baluchistão (25,9%) e província de Sindh (18,7%).
As disciplinas com maior concentração de conteúdo religioso foram Estudos Paquistaneses (58%), seguidos por Urdu (38%), Estudos Sociais (33,1%), História (26,8%), Inglês (24,2%) e Conhecimentos Gerais (12,3%).
O relatório observou que os livros didáticos careciam de conteúdo alternativo para alunos de minorias, tornando os ensinamentos islâmicos em disciplinas não religiosas inevitáveis. Exemplos incluem capítulos sobre os califas, Seerat (vida do Profeta Muhammad), Naat (poesia em louvor ao Profeta Muhammad) e Hamd (poesia em louvor a Deus) aparecendo em disciplinas de língua urdu e inglesa, apesar de serem tópicos religiosos.
O estudo também destacou que a terminologia islâmica nos livros didáticos de inglês — como o uso de “Alá” em vez de “Deus” e “Masjid” em vez de “Mesquita” — reforçava a predominância linguística. Honoríficos árabes para o Profeta Maomé apareciam com frequência em diversas disciplinas, dificultando a leitura, a memorização ou a escrita por alunos de minorias.
Além disso, à medida que os alunos avançam para séries mais avançadas, o volume de conteúdo religioso aumenta, especialmente em disciplinas às quais ele naturalmente não pertence. Por exemplo, os livros didáticos de inglês do 9º ano contêm capítulos como “Hazrat Muhammad – O Modelo de Tolerância” e “A Carta de Medina”. Os livros didáticos de urdu do 10º ano apresentam “Simplicidade e Humildade de Hazrat Muhammad” e “Hazrat Umar”, que deveriam fazer parte dos Estudos Islâmicos, e não das disciplinas obrigatórias de idiomas”, observou.
O estudo constatou que as imagens religiosas — particularmente de locais de culto — também estavam desequilibradas. “Pelo menos 389 imagens foram usadas em disciplinas obrigatórias como urdu, inglês e ciências sociais. Locais de culto de minorias tiveram pouco espaço do 1º ao 10º ano. Igrejas cristãs e templos hindus foram retratados sete vezes cada, gurdwaras sikh quatro vezes, enquanto as das comunidades bahá’í, kalasha, budista e zoroastriana estavam ausentes”, observou o relatório.
As mesquitas continuaram altamente representadas nos livros didáticos publicados por conselhos de livros didáticos em três das quatro províncias e pela Fundação Nacional do Livro.
Cada um deles apresentou entre 56 e 61 imagens de mesquitas. Apenas o quadro de livros didáticos da província de Sindh apresentou comparativamente menos imagens de mesquitas, com 23.
“A representação esmagadora de locais religiosos majoritários e a sub-representação de locais de culto de minorias ressaltam um desequilíbrio no sistema educacional”, afirma o relatório.
O estudo enfatizou que incorporar conteúdo islâmico e imagens de mesquitas em assuntos não religiosos viola o Artigo 22 da Constituição do Paquistão, que proíbe a instrução religiosa obrigatória para estudantes de outras religiões.
“Isso coloca os alunos de minorias em relativa desvantagem em comparação aos seus colegas muçulmanos, que também estudam o mesmo conteúdo em Estudos Islâmicos, que já é uma disciplina obrigatória para eles”, afirmou.
A revisão também encontrou exemplos de conteúdo de ódio e linguagem depreciativa em livros didáticos. Entre eles, referências à “mentalidade hindu”, ao “domínio completo dos hindus sobre os muçulmanos” e referências ao sistema de castas, como “intocáveis” e “casta inferior”.
As disciplinas com maior prevalência desse tipo de conteúdo incluíram Estudos Paquistaneses (15%), seguido por História (4%) e Urdu (0,66%). O estudo constatou que os livros didáticos de Estudos Sociais, História e Estudos Paquistaneses frequentemente apresentavam grupos religiosos de forma unilateral, retratando um como vítima e outro como opressor, limitando a compreensão dos alunos sobre realidades históricas complexas.
Em 2023, o Conselho Nacional de Currículo aprovou a publicação de livros didáticos de religião para sete religiões minoritárias: hinduísmo, sikhismo, cristianismo, bahá’í, zoroastrismo, kalasha e budismo.
No entanto, o CSJ observou que a implementação dessa política — incluindo a disponibilidade de professores qualificados — era lenta, especialmente em escolas onde apenas um ou dois alunos pertenciam a religiões minoritárias.
O estudo constatou que a proporção de conteúdo inclusivo nos livros didáticos variou entre as províncias, com Khyber Pakhtunkhwa (7%) e a Fundação Nacional do Livro (7%) liderando, seguidas por Sindh (6,4%), Baluchistão (5,4%) e Punjab (5,2%). Apesar de uma porcentagem ligeiramente menor de capítulos inclusivos, o Conselho de Livros Didáticos de Sindh demonstrou uma abordagem mais abrangente, incluindo protagonistas diversos e referências a diversos festivais religiosos, refletindo um esforço em prol da representação e da aceitação.
Em contraste, Punjab e Baluchistão tiveram o conteúdo menos inclusivo, oferecendo apenas menções ocasionais às contribuições de mulheres ou pessoas com deficiência, com pouca profundidade ou consistência.
“Disciplinas como Estudos Sociais (13%) e História (14,2%) apresentaram a maior proporção de conteúdo inclusivo, enquanto Urdu (3,2%), Conhecimentos Gerais (5,4%) e Inglês (6,5%) permaneceram menos inclusivos. Alguns exemplos notáveis de inclusão incluem a menção de nomes diversos como Vicky, Rita, Priya e John; festivais religiosos como Natal, Holi e Eid; e mulheres que serviram de exemplo, incluindo a Dra. Ruth Pfau”, observou o relatório.
O CSJ instou o governo a desenvolver currículos escolares e universitários que promovam a tolerância religiosa e social.
Também apelou às autoridades para que se abstivessem de introduzir legislação ou políticas que violem as proteções constitucionais da liberdade religiosa e da não discriminação, conforme descrito nos artigos 20, 22(1) e 25 da Constituição do Paquistão.
“O governo deve garantir que os livros didáticos de disciplinas obrigatórias para estudantes de todas as religiões não incluam conteúdo que possa ser interpretado como pregação de qualquer fé, garantindo o total cumprimento do Artigo 22 (1) da Constituição do Paquistão, que garante que nenhum estudante será obrigado a receber instrução religiosa diferente de suas crenças.
“Além disso, deve garantir que os livros didáticos para disciplinas obrigatórias não contenham nenhuma lição que projete a superioridade de uma fé sobre as outras, promovendo assim um ambiente de aprendizagem inclusivo e imparcial para todos os alunos.”
O relatório também pediu representação equitativa de todas as comunidades religiosas, incorporando conteúdo sobre suas crenças, práticas, locais de culto e festivais para refletir a diversidade do Paquistão e fortalecer a coesão social.
Ele acrescentou que a incorporação de narrativas positivas que enfatizem a herança compartilhada, a diversidade cultural e as contribuições das comunidades minoritárias para a história e o desenvolvimento do Paquistão promoveria um senso de pertencimento e respeito mútuo entre estudantes de todas as origens.
Por fim, o CSJ instou o governo a conduzir revisões independentes de currículos e livros didáticos antes da publicação para identificar e remover preconceitos, fechar lacunas de conteúdo e garantir que os materiais educacionais sejam inclusivos e equitativos.
Os hindus continuam sendo a maior minoria religiosa do Paquistão, representando 1,61% da população de 240 milhões de habitantes do país. Segundo dados de 2023 do Departamento de Estatísticas do Paquistão, os cristãos representam 1,37%, enquanto os muçulmanos, 96,35%. Outras minorias, como sikhs, budistas e zoroastristas, representam menos de 1%.
Folha Gospel com texto original de Christian Daily
Linguagem neutra escrita no quadro em uma sala de aula (Foto: Montagem/FolhaGospel)
O Supremo Tribunal Federal (STF) invalidou norma do Estado de Santa Catarina que proibia o uso de linguagem neutra, sem designação de gênero masculino ou feminino, em escolas e órgãos públicos estaduais. A decisão foi tomada por unanimidade no julgamento virtual da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6925, concluída em 6/5.
A vedação estava prevista no Decreto estadual 1.329/2021, que impedia ainda o uso da chamada “linguagem não binária” – com terminações neutras como “x”, @ ou “u” (elu) – em documentos oficiais.
A ação foi proposta pelo Partido dos Trabalhadores (PT).
De acordo com o partido, a norma de Santa Catarina violava os princípios constitucionais da igualdade, da não-discriminação, da dignidade humana e do direito à educação.
O PT ainda alegou que há pessoas que não se sentem representados pela língua portuguesa que possui dois gêneros gramaticais: masculino e feminino.
“O objetivo é claro: tornar a língua portuguesa inclusiva para pessoas transexuais, travestis, não-binárias, intersexo ou que não se sintam abrangidas pelo uso do masculino genérico”, afirmou o PT no pedido.
Base nacional curricular
O colegiado seguiu o voto do relator, ministro Nunes Marques, que lembrou que o STF, em diversas ocasiões, já definiu que é da União a competência para editar normas que garantam uma base curricular única e nacional para a educação infantil e os ensinos fundamental e médio, como estabelece a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB – Lei 9.394/1996). Marques observou que estados e demais unidades federativas podem atuar de forma concorrente, desde que suas medidas não afetem o que está estabelecido em lei federal.
De acordo com o relator, o STF considera que tanto a proibição do uso de determinada modalidade da língua portuguesa como sua imposição ferem a Constituição Federal. Para Nunes Marques, qualquer tentativa estadual ou municipal de impor mudanças ao idioma por meio de disposição normativa, como se a língua pudesse ser moldada mediante decreto, será ineficaz.
Invalidação de leis
O uso da linguagem neutra substitui os artigos feminino e masculino por um “x”, “e” ou até pela “@” em alguns casos.
Assim, “amigo” ou “amiga” virariam “amigue” ou “amigx”. As palavras “todos” ou “todas” seriam trocadas, da mesma forma, por “todes”, “todxs” ou “tod@s”. A mudança, como é popular principalmente na internet, ainda não tem um modelo definido.
Desde o ano passado, o Supremo tem derrubado leis que proíbem a linguagem neutra. Em fevereiro, o STF invalidou uma lei municipal de Uberlândia (MG), que proibia o uso de “linguagem neutra” e “dialeto não binário” nos currículos e materiais didáticos das escolas públicas e privadas da cidade.
Em abril, o Supremo também invalidou leis municipais que proibiam o ensino da linguagem neutra em cidades do Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Alguns municípios têm como objetivo impedir que instituições de ensino, públicas ou privadas, adotem ou inovem com “novas formas de flexão de gênero e de número das palavras da língua portuguesa” em currículos escolares e editais, quando estas estão “em contrariedade às regras gramaticais consolidadas e previstas nas diretrizes e bases da educação nacional”.
De acordo com a Gazeta do Povo, 18 leis municipais foram questionadas por entidades LBGTs no STF, todas alegavam que não compete aos municípios legislar sobre tema que é exclusivo da União. As entidades afirmam que a lei viola direitos fundamentais, como a liberdade de expressão e a liberdade de ensino.
Atualmente, há projetos de lei no Congresso Nacional, como o PL 198/23, que proíbe o uso, em qualquer contexto ou disciplina, de linguagem que empregue o gênero neutro na educação básica.
Contudo, a proposta ainda aguarda análise nas comissões legislativas e antes de virar lei, precisa ser aprovada na Câmara e no Senado.
Gênero neutro
Na semana passada, o STF também permitiu, por unanimidade, que uma pessoa seja identificada com gênero neutro em seu documento de identificação civil.
No caso, um cidadão havia pedido para trocar o sexo de seu documento após realizar tratamento hormonal e cirurgia de resignação para mudança de gênero.
Porém, a pessoa acabou não se identificando com o novo sexo e fez um novo pedido na Justiça para adotar o gênero neutro em sua identidade civil.
A ministra Nancy Andrighi afirmou que a ação se tratava de uma “questão muito dramática”.
“É muito importante este julgamento. Temos um processo em que a pessoa se deu conta de que não estava bem no segundo sexo. Então não estava bem no primeiro e no segundo concluiu que não estava confortável, não era aquilo que emocionalmente estava passando no coração dela”, argumentou Nancy.
Fonte: Guia-me com informações de O Antagonista e STF
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3. Pais que guiam: educar não é apenas impor regras. Pais saudáveis ensinam pelo exemplo, disciplinam com amor e ajudam os filhos a se tornarem adultos equilibrados.
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Mão segurando uma Bíblia aberta no alto de uma comunidade (Foto: Canva Pro)
Em uma pesquisa mundial encomendada pela Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira, o prestigiado instituto de pesquisas Gallup perguntou a mais de 90.000 pessoas em 150 países e 89 idiomas sobre suas atitudes em relação à Bíblia e ao comportamento religioso.
Sua metodologia era agrupar os países em seis “clusters”, ou seja, sociedades que compartilham tendências culturais e religiosas.
Em suas conclusões gerais, a Pesquisa de Atitudes Bíblicas Mundiais de Patmos afirma que “oito em cada dez pessoas em todo o mundo acreditam em Deus ou em um ‘poder superior'”. Isso confirma outros dados publicados na última década que refutam categoricamente a ideia promovida por certos filósofos no início do século XXI de que o mundo se tornaria menos religioso .
Entrevistas ao redor do mundo mostram que “os cristãos na América Latina e na África Subsaariana apresentam os maiores níveis de uso e confiança na Bíblia”.
Mas mesmo entre aqueles no mundo todo que não se consideram religiosos, um em cada cinco (20%) disse estar “interessado em aprender mais sobre a Bíblia”.
Outra descoberta que confirma a mudança espiritual apontada por vários outros estudos recentes sobre a Geração Z é que “cristãos entre 18 e 24 anos têm os maiores níveis de confiança em contar a história da Bíblia, encontrar passagens relevantes para situações específicas e conversar com amigos e familiares sobre a mensagem da Bíblia”.
O Evangelical Focus analisou mais de perto os dados fornecidos pela Pesquisa Patmos sobre o leste e sudeste da Europa (o chamado “cluster 2”) e o oeste e norte da Europa (que os autores combinaram com a América do Norte e a Austrália para formar o “cluster 5”).
Europa Oriental, uma mistura de religião e rejeição
“Na Europa Central e Oriental, observamos a maior disparidade entre a importância da religião e a crença em Deus. Trinta e nove por cento dizem que a religião é uma parte importante de sua vida diária, mas 80% dizem acreditar em Deus ou em um ‘poder superior'”, resumem os autores.
Os 11 países analisados neste bloco são Albânia, Bulgária, Hungria, Lituânia, Macedônia do Norte, Polônia, Portugal, Romênia, Rússia, Sérvia e Ucrânia.
“O envolvimento com a Bíblia varia significativamente entre as grandes populações cristãs deste grupo, desde ativamente engajados a não engajados, mas interessados, até indiferentes e fechados à Bíblia. No entanto, pelo menos uma parcela da população, em todos os segmentos, vê a Bíblia como um guia útil para distinguir o certo do errado”, afirma o relatório.
77% desses países ainda dizem ser cristãos (bem acima de seus vizinhos atlânticos), embora apenas 40% admitam que a fé faz diferença em suas vidas diárias.
57% estão interessados em aprender mais sobre a Bíblia e 68% acreditam que é bom que as crianças conheçam histórias da Bíblia.
No entanto, 63% consideram a fé uma questão privada que não deve ser compartilhada com outras pessoas.
Os países com maior número de entrevistados que são “ativos e confiantes em falar sobre a Bíblia” são a Romênia (34%) e Portugal (28%, incluídos neste cluster porque, apesar de estarem no oeste da Europa, compartilham características culturais e religiosas com países mais a leste).
Os países onde a maioria das pessoas tem alguma influência do cristianismo, mas raramente vai à igreja ou lê a Bíblia, são a Rússia (26%) e a Ucrânia (21%). Entre esse tipo de pessoa, 74% consideram a Bíblia um “guia útil para distinguir entre o certo e o errado”, mas 76% também afirmam que é melhor “guardar suas crenças religiosas para si”.
Dois em cada três muçulmanos entrevistados (muitos na Albânia) afirmam que a religião é importante em suas vidas, e 67% desses muçulmanos concordam que a Bíblia ajuda a distinguir entre o bem e o mal. No entanto, apenas 13% têm um exemplar em casa.
Por fim, outros 9% dos entrevistados nesses países “estão quase completamente fechados à Bíblia, sem interesse em aprender mais sobre ela”. Esse perfil é mais prevalente na Lituânia (26%), Sérvia (12%) e Bulgária (11%).
Europa Ocidental: o secularismo não pode impedir a abertura à fé
Os números de compromisso cristão estão baixos nos 13 países da Europa Ocidental analisados (Áustria, Bélgica, França, Alemanha, Irlanda, Itália, Holanda, Noruega, Eslovênia, Espanha, Suécia, Suíça e Reino Unido), que juntos formam o “cluster 5” ao lado da América do Norte (Canadá, Estados Unidos) e Australásia (Austrália, Nova Zelândia).
Nesses países, a porcentagem de pessoas que consideram a religião importante em suas vidas diárias cai para metade da média global (40% contra 80%). No entanto, dois em cada três entrevistados (63%) afirmam que “definitivamente ou provavelmente acreditam em um ser superior”.
53% se identificam como “cristãos” e 44% são classificados pelos autores nas categorias de “fechados, céticos ou indiferentes”. O relatório identifica o maior comprometimento com a fé cristã e a abertura para falar sobre a Bíblia nos Estados Unidos (27% dos entrevistados) e na Itália (15%).
No outro extremo do espectro, há uma rejeição cética da Bíblia na Noruega (33%), Suécia (30%), Holanda (25%) e Suíça (24%), todos países com uma clara herança protestante, mas que passaram por uma forte secularização nas últimas décadas.
Nos países mais desenvolvidos e economicamente avançados do mundo, a porcentagem de jovens descritos no relatório como “ativos-incertos” é impressionante. São pessoas interessadas em aprender mais sobre a Bíblia (77%) e a definem com palavras como “sabedoria, orientação, importante”, apesar de terem dúvidas sobre sua relevância pessoal ou social. Curiosamente, quase metade dos que se identificam como muito abertos a explorar a fé cristã são jovens entre 18 e 34 anos (48%), interesse que cai para 29% entre pessoas de 35 a 54 anos e para 22% entre aqueles com mais de 55 anos.
Esse aumento no interesse pela fé cristã entre a Geração Z contrasta com seu baixo nominalismo em comparação às faixas etárias mais velhas, nas quais muito mais entrevistados dizem ser cristãos, mas raramente frequentam cultos cristãos ou leem a Bíblia.
Bandeiras da Índia e do Paquistão (Foto: Canva Pro)
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou no sábado (10) que a Índia e o Paquistão concordaram com um “cessar-fogo total e imediato”. Segundo a agência de notícias BBC, mediadores norte-americanos, juntamente a canais diplomáticos e influenciadores regionais, desempenharam um papel crucial em afastar os rivais armados com equipamentos nucleares de um conflito maior.
As tensões na fronteira entre a Índia e o Paquistão aumentaram drasticamente, resultando em inúmeras mortes e ferimentos de civis em ambos os países. A Índia relatou ataques em Jammu, Caxemira (administrada pela Índia) e Punjab.
O Paquistão negou os ataques de drones nessas áreas. Isso ocorreu depois que eles acusaram a Índia de matar 31 pessoas e ferir 46 em ataques aéreos e bombardeios na fronteira na quarta-feira (7). As tensões começaram no mês passado, quando turistas indianos foram mortos em Pahalgam, na Caxemira controlada pela Índia. Nova Déli alega envolvimento do estado paquistanês, o que foi negado por Islamabad.
Como estão os cristãos na fronteira?
Retaliações contínuas tornam a região instável e as pessoas que vivem perto da fronteira militar temem novos ataques. Em ambos os países, as áreas de fronteira foram colocadas em alerta máximo. As escolas estão fechadas, eventos públicos foram cancelados e as Forças Armadas estão reforçando a segurança nas zonas de conflito. “Ouvimos as sirenes e nos disseram para apagar as luzes. Minha filha está tão ansiosa que rola no chão e vomita”, relatou uma mãe cristã no Paquistão.
A última notícia sobre o conflito entre Índia e Paquistão é que ambos os países concordaram com um cessar-fogo imediato. No entanto, a BBC relata que ambas as nações permanecem vigilantes, alertando-se mutuamente sobre as consequências caso o cessar-fogo seja violado. “Por favor, orem pelos cidadãos do Paquistão e da Índia, especialmente pelos cristãos. Em tempos de grande tensão, eles são frequentemente alvos de extremistas e estão mais vulneráveis”, relatou um parceiro local.
Priya Sharma, uma parceira Portas Abertas na Índia, compartilha: “O transporte estadual está organizado para evacuar os moradores para áreas mais seguras das aldeias fronteiriças. De acordo com as notícias, mais de 30 aeroportos foram fechados em Jammu e Caxemira, Punjab, Chandigarh, Rajasthan, Gujarat e Himachal Pradesh, enquanto outros aeroportos aumentaram as medidas de segurança. Os aeroportos foram reabertos, mas a situação ainda permanece frágil”.
Alguns de nossos parceiros locais estão acomodando e fornecendo abrigo aos cristãos deslocados que se mudaram das áreas de fronteira em alerta máximo. Eles estão em constante comunicação com os pastores e, juntamente com os cristãos locais, identificaram e confirmaram que cerca de 100 famílias cristãs se mudaram para áreas mais seguras. “Amamos nosso país. Somos leais ao Paquistão. Faremos o que Deus nos permitir para servir com amor e verdade os necessitados”, afirmou outro cristão local.
Priya Sharma compartilha: “Neste momento, é cedo para avaliar as implicações mais amplas na comunidade cristã em particular”. É crucial notar que a tensão contínua não é uma perseguição direcionada, mas sim um conflito indiscriminado que afeta civis independentemente da religião ou etnia. No entanto, a comunidade cristã perseguida é definitivamente afetada junto com os outros civis e a situação precisa de orações.
Em um distrito de Sumatra, na Indonésia, onde igrejas enfrentam crescente tensão religiosa com as autoridades, os cristãos locais estão escolhendo a unidade e a resiliência diante da incerteza. Os cristãos foram fortalecidos com treinamentos da Portas Abertas e iniciaram um movimento de esperança, fé e resistência em meio aos desafios crescentes.
O regente local da comunidade, em uma rara declaração pública, disse uma vez que as igrejas são livres para construir, mas, paradoxalmente, admitiu que não poderia conceder as permissões necessárias. A razão de tal decisão permanece incerta, deixando os líderes das igrejas e as congregações operarem em uma área legal cinzenta e vulnerável na Indonésia.
O pastor Heru, um dos líderes das igrejas em Sumatra, reconhece a bênção incomum da tolerância local. “Temos conseguido construir sem resistência dos nossos vizinhos”, ele compartilha. Mas, mesmo enquanto expressa gratidão, há uma preocupação silenciosa em sua voz. Ele conta uma história de um dos seus congregantes, que notou que um vizinho, alguém que costumava cumprimentá-lo alegremente e desejar-lhe feliz Natal todos os anos, parou de fazê-lo. Essa mudança coincidiu com a chegada de um novo líder na mesquita próxima, que começou a ensinar que tais cumprimentos são “haram”, ou seja, pecado.
Para Heru e muitos outros cristãos na área, isso não é apenas sobre cumprimentos. É um sinal sutil, mas significativo, de uma mudança no clima religioso, um indício das sementes de radicalismo já plantadas em outras partes da Indonésia. Em um lugar onde os edifícios das igrejas não têm reconhecimento oficial, a possibilidade de fechamento ou demolição paira constantemente sobre a comunidade cristã local.
Treinamento e foco nos jovens
Diante desses desafios, as igrejas na região fizeram uma escolha consciente de permanecerem juntas. Por meio de um grupo de comunicação regional, líderes de igrejas de diferentes denominações permanecem conectados e se apoiam mutuamente. “Percebemos o quão importante é estarmos unidos como corpo de Cristo”, explica Heru. E essa unidade tornou-se uma força motriz por trás de uma nova iniciativa: sediar o primeiro treinamento Permanecendo Firme Através da Tempestade, da Portas Abertas, na região.
Esse seminário de dois dias atraiu 53 participantes de várias denominações. Nas sessões, eles participaram de pequenos grupos, jogos, refeições compartilhadas e até apresentações dramáticas lideradas pelos participantes. Enquanto alguns momentos eram preenchidos com reflexão séria, risadas frequentemente ecoavam pela sala, especialmente durante as apresentações em grupo que mostravam criatividade e comunhão.
Uma coisa a ser apreciada: muitos dos participantes fizeram longas e difíceis jornadas para participar. Alguns viajaram por até duas horas, navegando por estradas difíceis e lamacentas, com determinação. Marta, uma participante, refletiu que viver em Deus não significa que a vida se torna fácil. “Na verdade, frequentemente, experimentamos sofrimento, perseguição e provações, mas é nessas tempestades que Deus revela Sua força.” Para Wawan, o seminário foi um ponto de virada em como ele via as dificuldades. “O sofrimento purifica minha fé e tudo o que passamos acontece sob a soberania de Deus”, ele disse.
Além dessas lições pessoais, o seminário abordou uma preocupação mais profunda que pesa fortemente sobre a igreja local: a vulnerabilidade de sua juventude. Cada vez mais, jovens cristãos são afastados da fé, às vezes, por casamentos inter-religiosos, e a igreja frequentemente carece de recursos para mantê-los firmes. O seminário, então, foi um primeiro passo para fortalecer a fé dos cristãos e construir resiliência em uma região onde os desafios são reais, mas onde a esperança ainda está muito viva.
Nesse canto remoto de Sumatra, onde os edifícios das igrejas estão sem proteção legal e as mudanças sociais sugerem uma crescente tensão religiosa, a igreja está aprendendo não apenas a resistir, mas a permanecer mais forte unida. O treinamento não foi apenas um evento, mas uma faísca – acendendo um movimento para equipar, encorajar e capacitar o corpo de Cristo.
Os pais do jovem pregador Miguel Oliveira, de apenas 15 anos, divulgaram uma nota oficial nas redes sociais em defesa do filho, que tem sido alvo de intensas críticas e ameaças virtuais.
O adolescente foi recentemente acusado por internautas de se aproveitar da fé das pessoas para fins financeiros, o que gerou ampla repercussão e reações nas redes.
As informações são do site Fuxico Gospel.
Em comunicado publicado na última quinta-feira (8), a família denunciou o que classificou como um “linchamento público” contra o garoto, enfatizando que ele é menor de idade e amparado legalmente por seus responsáveis.
“Miguel tem apenas 15 anos. É menor de idade, protegido por lei, e possui pais vivos presentes e responsáveis por sua criação. Ainda assim, vem sendo alvo de um verdadeiro linchamento público promovido por setores da sociedade e amplificado por canais de comunicação que desrespeitam os limites legais e éticos!, ”, diz trecho da nota.
A repercussão do caso chegou ao conhecimento do Ministério Público, que já abriu uma apuração para investigar as ameaças sofridas por Miguel. Nas redes sociais, o adolescente segue recebendo tanto manifestações de apoio quanto críticas severas, principalmente após a decisão do Conselho Tutelar que o proibiu de divulgar vídeos de suas pregações.
A família informou que está tomando providências jurídicas para responsabilizar os envolvidos na divulgação de conteúdo ofensivo.
“Diante da exposição abusiva e da violação dos seus direitos fundamentais, informamos que já estamos minutando todas as medidas cabíveis, tanto no âmbito judicial quanto nas instâncias administrativas e legais.”, afirma o comunicado. Os pais também deixaram claro que pretendem agir contra todos aqueles que propagarem informações caluniosas ou sensacionalistas a respeito do filho.
Apesar das críticas, Miguel recebeu apoio de figuras conhecidas no meio evangélico e político, como o influenciador e pré-candidato Pablo Marçal, que prestou solidariedade ao jovem pastor. Em resposta às polêmicas, Miguel declarou recentemente que setores ideológicos da esquerda estariam tentando impedir o avanço de sua missão religiosa.
O caso continua gerando debate nas redes sociais e na imprensa, colocando em pauta questões sobre os limites da exposição de menores na internet, o papel dos responsáveis legais e a responsabilidade da mídia e da sociedade em casos envolvendo adolescentes em posições de destaque.