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Uso excessivo das redes sociais aumenta a solidão, afirmam especialistas

Casal em um restaurante e cada um usando seu celular (Foto: Canva Pro)
Casal em um restaurante e cada um usando seu celular (Foto: Canva Pro)

A busca por conexões profundas parece estar perdendo espaço para o conforto das interações rápidas e filtradas das telas. Em uma geração onde tudo está ao alcance de um clique, o que deveria aproximar pode estar afastando — não só das pessoas, mas da própria capacidade de se relacionar de forma significativa.

A vida digital se impôs como espaço dominante, e, com ela, vieram novas dinâmicas de afeto, prazer e companhia — nem sempre saudáveis. Para muitos jovens cristãos, o vazio que resta é preenchido com pornografia, redes sociais e medo de se comprometer com o outro. Mas a que custo?

Nos últimos anos, pesquisadores e profissionais da saúde mental têm apontado um fenômeno silencioso: jovens adultos, especialmente os mais conectados, estão cada vez mais solitários. E esse isolamento não é apenas circunstancial — ele tem raízes profundas na forma como a tecnologia reorganizou a maneira de viver e se relacionar.

“A falta de conexões profundas, entre outros fatores, está diretamente relacionada a esse uso excessivo de tecnologia e redes sociais”, observa a psicóloga Suzana Stürmer, da Igreja Presbiteriana Renovada – Família da Fé, de São José/SC. Segundo ela, essa realidade gera um conjunto de consequências graves. “Falta de habilidades socioemocionais, que tende a gerar ansiedade social, depressão, isolamento… e no isolamento, a fuga é para o digital, como um ciclo onde todas as coisas estão conectadas e se influenciam mutuamente”, disse.

Essa interdependência entre o emocional e o digital já é reconhecida inclusive por políticas públicas. O Brasil, por meio da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), passou a incorporar o desenvolvimento de competências socioemocionais na educação básica. Países como Reino Unido e Japão chegaram a criar um “Ministério da Solidão”, enquanto Alemanha e Portugal investem em políticas para promover a conexão social. A razão? O impacto da solidão não é só pessoal — é uma crise global com efeitos sobre a saúde pública e a economia.

Virtualidade é ferramenta ou fuga?

Apesar do diagnóstico preocupante, a psicóloga Suzana destaca que o problema não está na internet em si. “As interações virtuais não são o problema nem a causa do distanciamento nos relacionamentos presenciais. A internet é uma ferramenta, nem boa nem ruim, apenas uma ferramenta”, destaca.

O risco, segundo ela, acontece quando o ambiente digital se transforma em refúgio para evitar os desafios dos encontros presenciais. “O perigo está nas interações virtuais se tornarem uma alternativa confortável para evitar os desafios das interações presenciais, quando o uso da internet é uma fuga do que quer que seja”, detalha.

A pastora Patrícia Cunha, membro da Igreja Brasas Vivas, de Xaxim/SC, também observa esse desafio nos espaços eclesiásticos. Para ela, falta à igreja a coragem de enfrentar o isolamento afetivo dos jovens com propostas práticas e comunitárias. “A igreja pode criar espaços de socialização que facilitem essa conexão entre os jovens, para que se formem relacionamentos saudáveis entre eles. Pequenos grupos, grupos caseiros, podem acontecer retiros, e também encontros entre igrejas de uma mesma cidade”, explica.

Prazer imediato, dano duradouro

Nesse cenário de isolamento e fuga, um outro dado chama atenção, é o consumo excessivo de pornografia entre os jovens. Pesquisas recentes, como a do Instituto Barna, realizada em 2024, revelam que a exposição à pornografia entre adolescentes e jovens adultos está em níveis historicamente altos — e essa prática impacta diretamente a saúde emocional e espiritual.

“A indústria da pornografia, em si, tem tantas consequências que pode ser comparada às ‘indústrias’ de drogas ilícitas”, enfatiza Suzana. Ela explica que esse tipo de conteúdo altera o funcionamento do cérebro, mexe com o sistema de recompensa e cria dependência comportamental. Além disso, “distorce a percepção da realidade e aumenta a necessidade de algo cada vez mais ‘perigoso’ porque quanto mais se usa, maior é a necessidade de mais estímulos”.

Os impactos não param aí. A profissional lembra que a pornografia também está ligada ao aumento de custos sociais e problemas de saúde pública, incluindo crimes e violência sexual, muitas vezes conectados à exploração e ao tráfico humano.

E, no plano pessoal e espiritual, o consumo de pornografia muitas vezes anda de mãos dadas com o medo do compromisso. “O medo do compromisso não está desconectado do consumo da pornografia. Pode ser um dos fatores, inclusive, dentre diversos outros, e ambas as situações afetam a formação de relacionamentos saudáveis”, explica.

Entre o silêncio e a restauração

Mesmo dentro das igrejas, muitos jovens vivem esse dilema de forma silenciosa. Mas o silêncio, segundo Suzana, é o que mais alimenta o ciclo de dor. “O caminho da destruição é ocultar o erro (Sl 32.1-5) e o caminho da restauração é pedir ajuda pra pessoa certa, no lugar certo, na hora certa, da forma certa”, ensina.

A pastora Patrícia acrescenta que esse apoio precisa ser ainda mais sensível com os jovens que não contam com suporte familiar. “Muitas vezes esse jovem vem sozinho à igreja. O pai e a mãe não vêm, a família não o acompanha. E, para que ele não se sinta ainda mais isolado, mais fora de um sistema, acredito que a igreja tem um papel fundamental para ajudar esse jovem a viver o propósito dele”, reforça a pastora.

“Precisamos de uma liderança que saiba abordar essas questões com equilíbrio. Falar sobre namoro, casamento, de maneira saudável, sem peso excessivo e sem cobranças irreais”, disse ela defendendo que os líderes tratem com equilíbrio os temas ligados a afetividade e sexualidade.

Patrícia conclui com um alerta que vem da prática pastoral. “A gente já atendeu casos de homens, hoje adultos, que vivem traumatizados na área sexual porque a primeira experiência deles foi num prostíbulo, levado pelo próprio pai. Ou seja, ali já entrou a prostituição, ali já entrou a pornografia”, relata. O Evangelho oferece reconciliação. Mas, para vivê-la de forma concreta, será preciso coragem para sair do esconderijo digital e encarar, com honestidade, o outro — e a si mesmo. Talvez seja aí que começa a verdadeira revolução relacional dessa geração.

Fonte: Comunhão

Maioria dos imigrantes vulneráveis ​​à deportação nos EUA se identifica como cristã

Placa escrito "Sem Refugiados" e uma bandeira dos EUA em uma cerca na fronteira do país (Foto: Montagem/FolhaGospel)
Placa escrito "Sem Refugiados" e uma bandeira dos EUA em uma cerca na fronteira do país (Foto: Montagem/FolhaGospel)

Cerca de 80% dos 10 milhões de imigrantes ilegais que podem correr risco de deportação dos Estados Unidos pelo governo Trump são cristãos, estima uma nova pesquisa publicado por uma coalizão de grupos de defesa dos direitos cristãos. 

Intitulado ” Uma parte do corpo: o impacto potencial das deportações nas famílias cristãs americanas “, a pesquisa da última segunda-feira conclui que quatro em cada cinco “imigrantes em risco de deportação” são cristãos, já que o presidente Donald Trump repetiu a promessa de realizar “a maior deportação da história dos EUA”.

Além disso, cerca de um em cada 12 cristãos nos EUA é “vulnerável à deportação ou vive com um membro da família que pode ser deportado”.

“No final de 2024, havia mais de 10 milhões de imigrantes cristãos nos Estados Unidos que são vulneráveis ​​à deportação”, afirmou a publicação divulgada pela Associação Nacional de Evangélicos, o Departamento de Serviços de Refugiados e Migração da Conferência dos Bispos Católicos dos EUA, o Centro de Estudos do Cristianismo Global do Seminário Teológico Gordon-Conwell e a World Relief — uma organização evangélica que recebe subsídios do Departamento de Estado dos EUA para reassentar refugiados nos EUA.

“Cerca de 7 milhões de cristãos cidadãos dos EUA vivem na mesma casa de pessoas em risco de deportação.”

A pesquisa de 20 páginas analisa imigrantes que estavam vulneráveis ​​à deportação em dezembro de 2024, sem nenhuma mudança na lei de imigração.

A contagem inclui imigrantes nos EUA ilegalmente e “categorias de não cidadãos que estão legalmente presentes” que podem estar em risco de deportação porque suas proteções legais podem ser ou já foram rescindidas pela administração Trump. Isso inclui imigrantes com status de proteção temporária devido às condições em seus países de origem, beneficiários de Ação Diferida para Chegadas na Infância (DACA, sigla em inglês) e requerentes de asilo que permanecem nos EUA enquanto suas reivindicações são julgadas.

A secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, anunciou em março que o governo federal revogaria a liberdade condicional humanitária para 532.000 indivíduos de quatro países: Cuba, Haiti, Nicarágua e Venezuela.

A pesquisa destaca exemplos específicos de cristãos que podem enfrentar deportação e se baseia em estatísticas das “estimativas do Banco de Dados Cristãos Mundiais, com base em dados demográficos do FWD.us derivados da Pesquisa da Comunidade Americana de 2023 e outros censos globais, comunidades religiosas e dados de pesquisas”, incluindo o relatório do Pew Research Center ” 
A composição religiosa dos migrantes do mundo“.

Os católicos constituem a maioria (61%) dos imigrantes vulneráveis ​​à deportação, enquanto 13% são evangélicos e 7% pertencem a outros grupos cristãos. Os 19% restantes consistem em imigrantes pertencentes a “outros grupos religiosos” ou aqueles sem “nenhuma afiliação religiosa” (12%).

Além disso, os católicos compreendem 73% dos beneficiários do DACA. Nove por cento dos beneficiários do DACA são evangélicos, enquanto 8% não têm afiliação religiosa, 6% pertencem a outros grupos cristãos e 4% pertencem a outros grupos religiosos.

A afiliação religiosa mais comum entre os detentores do Status de Proteção Temporária é o catolicismo (54%), seguido por nenhuma afiliação religiosa (22%), evangélicos (15%), outros grupos cristãos (6%) e outros grupos religiosos (3%). Da mesma forma, o maior grupo de requerentes de asilo é o de católicos (58%), seguido por aqueles sem afiliação religiosa (15%), evangélicos (14%), outros grupos religiosos (8%) e outros grupos cristãos (5%).

Ao analisar a porcentagem de denominações cristãs que poderiam “ser impactadas pelas deportações de todos aqueles em risco”, a pesquisa estima que 8% de todos os cristãos poderiam ser impactados, juntamente com 18% dos católicos, 6% dos evangélicos e 3% dos cristãos pertencentes a “outros” grupos.

A pesquisa inclui uma carta assinada pelo presidente da NAE, Walter Kim, pela CEO da World Relief, Myal Greene, pelo bispo Mark Seitz da Diocese Católica Romana de El Paso e Todd Johnson, codiretor do Centro de Estudos do Cristianismo Global do Seminário Teológico Gordon-Conwell.

“Nos Estados Unidos, imigrantes de vários países formam partes integrais do corpo de Cristo”, declarou a carta. “Uma parcela significativa dos imigrantes que são parte do nosso corpo são vulneráveis ​​à deportação, seja porque não têm status legal ou porque suas proteções legais podem ser retiradas.”

Os líderes pedem aos cristãos americanos “que reconheçam que, mesmo que apenas uma fração daqueles vulneráveis ​​à deportação seja realmente deportada, as ramificações são profundas — para esses indivíduos, é claro, mas também para seus familiares cidadãos americanos e, porque quando uma parte do corpo sofre, todas as partes sofrem com ela, para todos os cristãos”.

“Alguns imigrantes eram seguidores de Jesus muito antes de virem para os Estados Unidos”, disse Kim em sua declaração . “Muitos outros encontraram uma nova vida em Cristo graças ao testemunho de igrejas evangélicas. Eles são membros e líderes amados e vitais de nossas igrejas. A deportação em massa infligiria feridas profundas ao despedaçar famílias espirituais e biológicas.”

“Pedimos ao Presidente Trump e aos membros do Congresso que mostrem misericórdia e forneçam uma maneira para que nossos irmãos e irmãs trabalhadores e amantes da paz obtenham status legal de imigração para que possam continuar a abençoar nossas comunidades.”

Seitz, que também lidera o Comitê de Migração da Conferência dos Bispos Católicos dos EUA, declarou: “O ensinamento católico nos obriga a acompanhar aqueles que estão sofrendo”.

“Este pesquisa deve motivar todos os católicos a demonstrar solidariedade com nossos irmãos e irmãs imigrantes por meio da oração, do testemunho público e da defesa de direitos”, disse ele.

“A Igreja apela aos formuladores de políticas para que busquem uma reforma imigratória que seja justa e compassiva, reconhecendo o valor inerente de cada ser humano e protegendo a santidade das famílias como fundamento da sociedade.”

Greene pediu ao Congresso que “destine dinheiro suficiente para garantir fronteiras seguras e deportar imigrantes que foram condenados por crimes violentos”, ao mesmo tempo em que se absteve de dar “um cheque em branco a esta ou a qualquer administração para realizar detenções em massa e deportações que separariam famílias em grande escala, dizimariam a igreja americana e enviariam pessoas vulneráveis ​​que não infringiram nenhuma lei para crises humanitárias horríveis”.

“Se eles vão fazer isso, não deveriam fazê-lo em nome do cristianismo, porque isso não é consistente com os valores de Jesus”, afirmou Greene.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Cristãos vítimas dos terremotos relatam desafios em Mianmar

Terremoto em Mianmar derruba vários prédios (Foto: Reprodução)
Terremoto em Mianmar derruba vários prédios (Foto: Reprodução)

Em 28 de março, um terrível terremoto abalou Mianmar e países vizinhos. O rastro de destruição afetou profundamente cristãos perseguidos na região, que já eram desafiados pela guerra civil desde o golpe militar e pela perseguição religiosa aos seguidores de Jesus.

Nessa situação de emergência, parceiros locais da Portas Abertas estão mobilizados para socorrer as vítimas dos terremotos em Mianmar e compartilham relatos do campo sobre a situação dos cristãos perseguidos birmaneses no fim de semana.

Zaw Lin*, um dos parceiros locais da Portas Abertas, disse: “Em algumas áreas, há cobertura de rede telefônica, enquanto em outras não há. Mesmo pessoas que vivem na mesma cidade não conseguem se conectar ou verificar o bem-estar de parentes em outras localidades. As pessoas são vistas limpando os escombros das ruas e fazendo o possível para lidar com os danos”.

“Visitei nosso voluntário, irmão Aung*, e sua família. Eles ficaram muito felizes em nos ver e agradeceram a visita. Eles estavam ativamente ajudando os membros da igreja com o trabalho de restauração”, acrescenta Zawn Lin.

Unidos em ajuda emergencial

O parceiro local também visitou a igreja de outro parceiro no Centro de Mianmar. Os destroços do prédio danificaram o telhado de um vizinho. Os líderes da igreja e a família do pastor estão agora preocupados em reparar tanto a igreja quanto a propriedade do vizinho. A igreja precisará ser inspecionada por engenheiros para avaliar sua segurança estrutural para uso futuro.

A senhora Aye*, outra parceira local, também recebeu uma visita e ajuda emergencial. A igreja em que ela atua é antiga e ficou com rachaduras por causa do terremoto, então eles evacuaram e montaram um abrigo onde os fiéis poderiam se reunir para fazer cultos.

“Há pessoas nos ajudando com comida, então estamos conseguindo fazer as refeições. Mas estou preocupada com os meios de subsistência dos membros da nossa igreja a longo prazo, pois muitos negócios e locais de trabalho foram fechados devido ao terremoto”, conta.

Outro desafio, além da falta de recursos, é a saúde e saneamento básico. Zaw Lin conta que “há muitas pessoas ficando à beira da estrada, sem abrigo adequado. Isso é muito arriscado porque, se chover, doenças transmitidas pela água podem se espalhar devido à falta de banheiros adequados e acesso a água limpa”.

Ele também acrescentou: “Em alguns lugares, o cheiro de carne em decomposição é insuportável. Muitos edifícios danificados e escombros permanecem no chão, com corpos ainda enterrados e presos embaixo. Há poucos socorristas disponíveis, apesar da necessidade esmagadora”.

*Nomes alterados por segurança.

Pedidos de oração 

  • Ore para que os parceiros locais permaneçam fortes e com boa saúde, enquanto fazem esforços extras para ajudar os necessitados em Mianmar. 
  • Clame pelas pessoas que perderam suas casas, especialmente porque muitas áreas em breve experimentarão chuvas, o que pode complicar ainda mais a situação. 
  • Interceda pela segurança dos voluntários e parceiros locais, enquanto viajam para entregar ajuda e estender apoio às comunidades afetadas. 

Fonte: Portas Abertas

Pastor morre misteriosamente após ameaças na Índia

Cristãos enfrentam perseguição religiosa na Índia (Foto: Portas Abertas)
Cristãos enfrentam perseguição religiosa na Índia (Foto: Portas Abertas)

Praveen Pagadala, um pastor, pregador, autor e palestrante de 46 anos, era uma figura conhecida na comunidade cristã em Telangana e Andhra Pradesh, no Sul da Índia. Na noite de segunda-feira, 24 de março, Pagadala estava viajando em sua motocicleta para o distrito de Rajahmundry, em Andhra Pradesh, após participar de uma reunião de oração.

De acordo com os relatos da mídia, quando sua família não conseguiu contatá-lo, chamou a polícia. Seu corpo foi encontrado à beira da estrada perto da rodovia em Andhra Pradesh na manhã de 25 de março. Embora a polícia afirme que foi um acidente, a natureza das feridas em seu corpo e as evidências no local sugerem um ataque premeditado.

A mídia também relatou que, um mês atrás, ele expressou preocupações em uma postagem nas redes sociais de que sua vida estava em perigo. O pastor Pagadala expressou abertamente suas opiniões contra as atrocidades enfrentadas pelos cristãos perseguidos na Índia e defendeu ativamente o cristianismo, recebendo críticas por compartilhar suas opiniões.

Risco de nova onda de violência

Do lado de fora do Hospital Governamental de Rajahmundry, onde o corpo do pastor está sendo mantido, as tensões e os protestos aumentaram, pois amigos, parentes e a comunidade cristã insistem que Pagadala foi assassinado e que o incidente foi encenado como um acidente. Os resultados da autópsia ainda não foram divulgados.

Várias organizações e líderes cristãos se manifestaram e pediram ao governo estadual da Índia que conduza uma investigação completa e justa. Ainda não está claro se foi um assassinato premeditado ou um acidente. A preocupação com uma nova agitação com cristãos perseguidos, como a que acontece em Manipur, preocupa a comunidade local.

No final da noite de quarta-feira, o ministro-chefe de Andhra Pradesh ordenou a formação de uma equipe especial para investigar a morte do pastor. Pagadala deixou esposa e dois filhos pequenos. Após a autópsia, o corpo dele foi entregue aos familiares, e o velório aconteceu no dia 27 de março em Telangana. Apesar das incertezas sobre o incidente específico, é fato que a Índia é um dos 13 países com perseguição extrema contra cristãos na Lista Mundial da Perseguição 2025 e precisa das orações da igreja global.

Fonte: Portas Abertas

Metade dos estudantes acha que a Bíblia é relevante hoje, revela pesquisa

Jovens adolescentes reunidos lendo a Bíblia (Foto: Canva Pro)
Jovens adolescentes reunidos lendo a Bíblia (Foto: Canva Pro)

Uma nova pesquisa sugere que estudantes universitários não cristãos estão lendo a Bíblia mais do que o esperado e que estudantes cristãos podem estar lendo menos do que o esperado.

A pesquisa com pouco mais de 2.000 estudantes em 186 universidades diferentes foi conduzida pelo centro de dados Savanta em nome do movimento estudantil Fusion. Ela descobriu que 12% dos estudantes não cristãos leem a Bíblia pelo menos uma vez por semana, embora isso inclua interação extremamente mínima, como ver um versículo da Bíblia brevemente nas mídias sociais.

Embora não se possa esperar que não cristãos sejam leitores regulares da Bíblia, cristãos autoidentificados presumivelmente leriam a Bíblia regularmente como algo natural. No entanto, a pesquisa sugeriu que 71% dos estudantes cristãos nem mesmo leem a Bíblia uma vez por semana.

As respostas à pesquisa sugerem que cerca de metade dos estudantes em universidades britânicas acredita que a Bíblia é relevante para a vida moderna, embora esse número caia entre os não cristãos (32%) e aqueles sem religião (27%).

Os números foram semelhantes para aqueles que consideram a Bíblia confiável, com 44% dos estudantes concordando que ela é um texto confiável, caindo para 19% entre os estudantes sem religião.

Adam Mitchell-Baker, porta-voz da Fusion, disse à Premier : “Os estudantes têm opiniões diferentes sobre a confiabilidade [da Bíblia], mas eles ainda querem descobrir mais.

“Eles podem ver que é de alguma forma ofensivo para eles ou meio misógino ou homofóbico, mas eles ainda estão interessados ​​em ler. Eles ainda querem entender, ‘O que isso diz sobre o mundo de hoje?’ Eles estão se perguntando como podem entender isso entre todos os, todos os diferentes tipos de ruídos concorrentes no mundo de hoje.”

Mitchell-Baker acrescentou que o caráter de Jesus e seus ensinamentos duradouros fornecem aos alunos modelos muito melhores do que personagens como Andrew Tate ou Donald Trump.

A Fusion, que tem como objetivo colocar uma Bíblia nas mãos de cada estudante na Grã-Bretanha, disse que ficou “extremamente surpresa” com os resultados, acrescentando que “a oportunidade potencial de transformação espiritual oferecida por um maior envolvimento com a Bíblia é enorme”.

Folha Gospel com informações de The Christian Today

JOCUM, maior organização missionária cristã de jovens do mundo, é acusada de abuso espiritual

Logo da JOCUM (Foto: Reprodução/YouTube)
Logo da JOCUM (Foto: Reprodução/YouTube)

Jovens Com uma Missão (JOCUM), a maior organização missionária cristã de jovens do mundo, está enfrentando alegações de abuso espiritual e comportamento controlador.

Uma investigação do The Observer revelou falhas significativas de proteção, com ex-membros descrevendo experiências de humilhação pública, rituais forçados para “curar” a homossexualidade e pressão para permanecer na organização apesar de objeções pessoais.

As alegações abrangem duas décadas, com ex-membros da JOCUM britânica entre os que relatam intensas sessões de confissão e punições por pecados percebidos, incluindo homossexualidade e desobediência. Alguns descreveram rituais que lembram exorcismos, enquanto os líderes impuseram controle rígido sobre relacionamentos e visitas familiares.

Fundada em 1960 pelo falecido evangelista Loren Cunningham, a JOCUM opera em 180 países, treinando jovens cristãos para espalhar o evangelho pelo mundo todo. A cada ano, ela envia cerca de 25.000 pessoas em missões de curto prazo e tem bases importantes nos EUA, Austrália, Suíça e Reino Unido, onde é uma instituição de caridade registrada.

Em resposta às alegações, a JOCUM Inglaterra emitiu uma declaração expressando profundo pesar por qualquer dano sofrido por indivíduos dentro da organização.

Condenou “qualquer forma de práticas coercitivas ou humilhantes de grupo”, incluindo as sessões de confissão pública relatadas em alguns locais da JOCUM. A declaração também enfatizou que, embora a confissão pessoal seja parte da prática cristã, ela deve ser sempre voluntária e respeitosa.

“Qualquer prática que pressione indivíduos a revelar traumas ou os envergonhe publicamente é errada”, disse, acrescentando que tais “rituais de cura” não têm lugar na JOCUM Inglaterra.

A filial do Reino Unido também descreveu as medidas tomadas para lidar com essas preocupações, incluindo uma revisão das práticas de proteção, políticas fortalecidas e treinamento obrigatório para toda a equipe. Cada base da JOCUM Inglaterra agora tem líderes de proteção designados e políticas de governança mais rigorosas em vigor.

A declaração concluiu: “Estamos ouvindo e continuaremos a ouvir os membros atuais e antigos da JOCUM com humildade e abertura. Suas histórias estão ajudando a informar nossos esforços e a garantir que mantenhamos o dever de cuidado.”

Folha Gospel com informações de Premier

Cristãos são forçados a fugir da violência na Colômbia

Bandeira da Colômbia (Foto: Canva Pro)
Bandeira da Colômbia (Foto: Canva Pro)

Relatórios da equipe de pesquisa da Portas Abertas indicam que mais de 1.270 cristãos foram impactados pela perseguição ligada a grupos ilegais na Colômbia em 2023. As consequências incluem deslocamento forçado, trauma psicológico e perdas materiais, como fechamento ou destruição de igrejas.

O pastor Lucas*, um líder cristão que atua em uma das áreas afetadas pelos grupos ilegais, relatou que pelo menos 27 membros de sua igreja foram deslocados, enquanto outros vivem isolados. “Muitos não saem de suas casas, o que limita seu crescimento e participação”, disse ele. A pressão é resultado da oposição aos cristãos que pregam contra as violações de direitos humanos e crimes dos grupos ilegais.

O deslocamento de líderes e cristãos locais por causa da violência prejudicou severamente a capacidade das igrejas de continuar seu ministério. “Estamos vendo um retrocesso no trabalho de muitas igrejas”, disse o pastor Simeón*, outro líder cristão na Colômbia, e o pastor Lucas concordou.

Ajuda em oração aos cristãos deslocados

Para ajudar os cristãos forçados a deixarem suas casas, a Portas Abertas apoiou projetos de geração de renda para a comunidade iniciados por igrejas, incluindo plantio de palmeiras, criação de galinhas poedeiras e estabelecimento de uma pousada rural. Essas iniciativas permitem o sustento das atividades da igreja local e a sobrevivência dos cristãos deslocados por causa da violência na Colômbia.

“Este projeto tem sido uma bênção tremenda para minha casa e ministério, melhorando nossa qualidade de vida e permitindo-nos continuar espalhando o evangelho”, disse Salomón*, que lidera um desses projetos desde 2023. Além desse tipo de iniciativa, o pedido mais frequente dos cristãos perseguidos é a oração, por isso, no dia 15 junho, milhares de igrejas de todo o Brasil estarão unidas em um clamor no Domingo da Igreja Perseguida 2025. O tema do DIP 2025 é “Forçados a fugir: Cristãos deslocados internos pedem socorro”. Participe!

*Nomes alterados por segurança.

Cristãos indígenas recebem cuidados médicos no México

Cristã indígena orando (Foto: Portas Abertas)
Cristã indígena orando (Foto: Portas Abertas)

Cristãos perseguidos em comunidades indígenas enfrentam vários riscos no México. Um dos desafios mais importantes e impactantes é o cuidado com a saúde. Esse é o caso de Juana*, uma mulher cristã do estado de Chiapas que foi expulsa de sua comunidade com a família por causa da fé em Jesus. Após oito anos, graças a um processo de reconciliação e de pagar uma multa, a família conseguiu voltar ao território.

Hoje, eles enfrentam um desafio muito mais difícil que continua a testar a fé de Juana e do marido. Por causa da assistência de saúde precária, o filho mais novo de Juana, Samuel*, faleceu. Ele tinha 12 anos quando começou a desenvolver os mesmos sintomas que dois de seus irmãos mais velhos: Rebeca, de 25 anos, e Mauricio, de 27. A partir desse momento, a vida se tornou um desafio constante para a família, especialmente para o marido, que desenvolveu dores constantes nas costas e uma hérnia no abdômen por ter que levantar os filhos para movê-los de um lado para o outro.

Muitas comunidades indígenas estão localizadas em áreas remotas e inacessíveis, dificultando a viagem para atendimento médico. Para famílias como a de Juana, mover os três filhos com deficiências motoras não é apenas um desafio emocional e mental, mas também econômico, pois fazem parte do percentual da população indígena que vive em extrema pobreza. De acordo com o Conselho Nacional de Avaliação da Política de Desenvolvimento Social (CONEVAL), Chiapas é o estado com o maior índice de pobreza do país.

Em 2023, a família de Juana recebeu a visita da equipe da Portas Abertas no México. Após ouvir a situação médica dos três filhos com deficiências motoras, a equipe ofereceu ajuda à família, pois parte do trabalho da organização é proteger a integridade dos cristãos perseguidos para que possam permanecer em suas comunidades.

Graças a essa ação, o Centro de Saúde de Comitán atenderá a família e toda a comunidade de cerca de mil habitantes com uma unidade móvel. Também foi acordado agendar consultas para a comunidade com serviços especializados, como odontologia, nutrição e psicologia, entre outros, e doar cadeiras de rodas para que Juana e seu marido movam os filhos sem precisar carregá-los. Mas ainda há muito a ser feito para garantir que todos tenham acesso a cuidados de saúde de qualidade, independentemente de etnia, religião ou localização geográfica.

Fonte: Portas Abertas

Edir Macedo é o televangelista mais rico do mundo com patrimônio de US$ 1,8 bilhão, diz site

Edir Macedo é líder e fundador da Igreja Universal do Reino de Deus (Foto: Reprodução)
Edir Macedo é líder e fundador da Igreja Universal do Reino de Deus (Foto: Reprodução)

A Revista Forbes atualizou, nesta quarta-feira, 2, a lista das pessoas mais ricas no mundo. Entre os brasileiros bilionários está o bispo Edir Macedo, fundador e líder da Igreja Universal do Reino de Deus, com filiais em mais de 100 países, e dono da Record TV, segunda maior emissora do Brasil e da Record News.

Macedo foi classificado como a 1.901ª pessoa mais rica do mundo, segundo a revista Forbes, com um patrimônio líquido estimado em US$ 1,8 bilhão.

De acordo com o site Trinity Foundation, este patrimônio coloca o bilionário Edir Macedo como o televangelista mais rico do mundo.

Na lista dos bilionários da Forbes, entre os brasileiros, que são 56, Edir Macedo está na posição 29. O cofundador do Facebook, Eduardo Saverin, é a pessoa mais rica do Brasil com uma fortuna estimada em US$ 34,5 bilhões.

Lavagem de dinheiro

Em 2011, o Ministério Público Federal em São Paulo denunciou o bispo Edir Macedo e mais três dirigentes da Igreja Universal do Reino de Deus, acusados de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro arrecadado dos fiéis.

De acordo com a investigação, o grupo teria utilizado os serviços de uma casa de câmbio de São Paulo para mandar recursos de forma ilegal para os Estados Unidos, entre 1999 e 2005.

Os frequentadores da Universal seriam, segundo a denúncia, vítimas de estelionato. Os denunciados são acusados de só declarar à Receita parte dos recursos arrecadados com doações.

Em 2020, a Justiça decidiu que os crimes prescreveram e que não ficou comprovado o envolvimento dos réus nos delitos de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e formação de quadrilha a eles atribuídos.

Edir Macedo também foi beneficiado pela regra que reduz pela metade o prazo de prescrição, sendo assim declarado extinta a punibilidade.

Apartamentos à beira-mar nos EUA

Segundo o site Trinity Foundation, Edir Macedo teria colocado à venda seu apartamento de praia em Sunny Isles Beach, Flórida, EUA. Após uma recente redução de preço, Macedo está pedindo quase US$ 14,6 milhões pela luxuosa residência na Porsche Design Tower.

Os vizinhos de Macedo incluem oligarcas russos, o jogador de futebol Lionel Messi, o cantor colombiano Maluma, a atriz e cantora mexicana Thalía e Andrea Romanello Ferdinand , filha de Patrick Romanello, que o The New York Times relatou ser “supostamente um associado da família criminosa Bonanno”.

De acordo com o site Trinity Foundation, um banco de dados de propriedades indica que a família de Macedo é dona de um condomínio de praia de US$ 9,6 milhões. No entanto, o site do avaliador do Condado de Miami-Dade não lista seus nomes. Em vez disso, uma misteriosa LLC com gerentes não identificados é mostrada como proprietária.

Enquanto isso, a igreja de Macedo também acumulou e vendeu imóveis de luxo. Em 2023, a igreja de Macedo vendeu um condomínio de praia em Sunny Isles Beach por US$ 7,8 milhões, que o site imobiliário Redfin descreveu como um “palácio no céu”, segundo o site Trinity Foundation.

Fonte: Folha de S. Paulo e The Christian Post com informações de Trinity Foundation

Mianmar: Número de mortos sobe para 3 mil após terremoto; faça sua doação

Terremoto em Mianmar (Foto: Reprodução/X)
Terremoto em Mianmar (Foto: Reprodução/X)

O número de mortos pelo forte terremoto em Mianmar subiu para mais de 3 mil, enquanto o país luta para atender feridos e para se recuperar.

Na última sexta-feira (28), dois terremotos consecutivos de magnitudes 7,7 e 6,4 atingiram Mianmar. Mais de 4 mil ficaram feridos e mais de 300 ainda estão desaparecidos, de acordo com agências de notícias Reuters.

O terremoto causou danos em vários edifícios, como o aeroporto Mandalay — segunda maior cidade do país — além de afetar igrejas e os cristãos perseguidos.

O prédio que Caleb*, um pastor local, usava para abrigar cristãos deslocados teve as paredes rachadas pelos terremotos.

“Isso resultou em danos graves à sala de oração do andar superior, onde o teto desabou e os móveis ficaram tombados e quebrados. A perna de um jovem foi gravemente ferida enquanto ele tentava escapar do prédio”, contou o pastor, à Portas Abertas.

O governo declarou estado de emergência e pediu ajuda internacional para lidar com a situação.

Pedido de oração especial

Líderes locais, apoiados pela Missão Portas Abertas, estão mobilizados para apoiar o trabalho de resgate e levar ajuda emergencial para os afetados pelos tremores.

A missão fez um pedido de oração especial pelo parceiro local Noah, que atua na região central de Mianmar e por sua esposa, Lin. A cristã está grávida e o parto está previsto para a terceira semana de abril.

“Quando o terremoto ocorreu, Noah estava fora, por isso Lin estava sozinha em casa. A experiência aterrorizante causou um trauma significativo, que afetou tanto ela quanto o bebê. Além disso, Lin tem sentido sintomas incomuns, o que levou o casal cristão a procurar um hospital próximo”, relatou a Portas Abertas.

Porém, muitos hospitais foram afetados pelo terremoto e outros estão ocupados atendendo casos de emergência dos atingidos.

“Por favor, ore para que eles encontrem uma instalação médica que ofereça o atendimento urgente de que Lin precisa e pela continuidade do trabalho de parceiros locais como Noah em socorro às vítimas dos terremotos em Mianmar”, solicitou a missão.

Doação para os afetados

A Portas Abertas iniciou uma arrecadação online para ajudar os afetados em Mianmar em suas necessidades básicas, como alimentação, remédios, água e artigos de higiene. Doações podem ser realizadas através do site da missão.

O país ocupa o 13º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2025, que classifica os 50 países onde os cristãos são mais perseguidos.

A Junta Militar de Mianmar tem reprimido o cristianismo no país, em meio à guerra civil entre o exército e as milícias rebeldes.

Desde quando tomaram o poder em Mianmar, em fevereiro de 2021, os militares têm governado sob um regime budista-nacionalista, prendendo pastores, destruindo igrejas e vigiando cristãos.

*Nomes alterados por motivos de segurança.

Fonte: Guia-me com informações de Portas Abertas

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