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Cerca de 28,8 milhões de crianças vivem na pobreza no país, diz Unicef

Criança sentada no chão com um prato de arroz (Foto: Canva Pro)
Criança sentada no chão com um prato de arroz (Foto: Canva Pro)

Hoje, 12 de outubro, é celebrado o Dia da Criança. Contudo, os dados mostram que ainda há pouco o que comemorar. Segundo o estudo Pobreza Multidimensional na Infância e Adolescência no Brasil, lançado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) em janeiro deste ano, o número de crianças e adolescentes vivendo em situação de pobreza é de 28,8 milhões. Se levar em consideração apenas as que têm até 6 anos de idade, cerca de 3,3 milhões enfrentam a pobreza extrema no país.

Apesar desse grupo, na maioria das vezes, viver longe dos olhos da maior parte da sociedade, é responsabilidade do cristão amparar e acolher os pequeninos que sofrem. Para o pastor Ricardo Costa, líder da Comunidade Presbiteriana Vinhedo, mestre em Missiologia, diretor de Treinamento da MPC Brasil e coordenador da Escola de Jesus, cristão de verdade não pode viver apenas de teorias.

“Pregar o Evangelho apenas com um discurso que não possa ser demonstrado não é, em absoluto, pregar o Evangelho. Assim, toda forma de manifestação de misericórdia ao próximo é uma ação lícita com a qual a igreja pode se envolver, conforme a necessidade do seu contexto”, ressalta Costa.

Além disso, o pastor lembra que os dons dados por Deus às pessoas devem ser usados para ajudar o próximo, principalmente as crianças, que estão no grupo mais vulnerável da história. Inclusive, a igreja pode criar ações e convidar outros profissionais que não sejam da mesma religião para ajudar nessa campanha humanitária.

“Profissionais que poderiam se envolver nesse tipo de ação precisariam ser selecionados baseados em seu compromisso com o Evangelho. Contudo, em ações que possam ser para suprir necessidades sociais gerais, como de saúde, corte de cabelo, etc., podem ter colaboração de profissionais que não sejam cristãos, junto com outros cristãos”, orienta.

Olhar amoroso de Deus sobre as crianças deve nos inspirar

O olhar de Deus sobre a infância é um olhar de amor, cuidado e propósito. Proteger e ensinar os pequeninos é mais do que um dever social — é uma missão espiritual. Na Bíblia, as crianças ocupam um lugar especial no coração de Deus. Jesus as colocou como modelo de pureza, humildade e fé, e as Escrituras estão repletas de orientações sobre como elas devem ser tratadas. Em Marcos 9:36-37, Jesus deixa claro que acolher uma criança é acolher o próprio Deus:

“Quem recebe uma destas crianças em meu nome, está me recebendo; e quem me recebe, não está apenas me recebendo, mas também àquele que me enviou.” O salmista também reforça que todas as crianças são criaturas divinas, formadas com amor e propósito: “Tu criaste o íntimo do meu ser e me teceste no ventre de minha mãe” (Salmos 139:13).

Desde cedo, elas precisam ser ensinadas no caminho do Senhor. Como está em Deuteronômio 6:6-7: “E estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração; e as intimarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te.”

O ensino deve ir além do conhecimento religioso: envolve caráter, exemplo e amor, conforme Provérbios 22:6 orienta: “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e mesmo quando for idoso não se desviará dele.”

O cuidado também inclui atenção às crianças em situação de vulnerabilidade. Em 1 Timóteo 5:4, Paulo destaca que a piedade começa dentro de casa: “Mas, se alguma viúva tiver filhos, ou netos, aprendam primeiro a exercer piedade para com a sua própria família, e a recompensar seus pais; porque isto é bom e agradável diante de Deus.”

Cuidar dos pequenos hoje é também semear o próprio futuro, como diz Provérbios 17:6: “Coroa dos velhos são os filhos dos filhos; e a glória dos filhos são seus pais.” Educar com amor é outro princípio essencial. A Bíblia adverte contra a rigidez e o autoritarismo: “E vós, pais, não provoqueis a ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor” (Efésios 6:4).

Essa criação com afeto e sabedoria está diretamente ligada à proteção divina, pois, como ensina Mateus 18:10, “Vede, não desprezeis algum destes pequeninos, porque eu vos digo que os seus anjos nos céus sempre veem a face de meu Pai que está nos céus.”

A fé também precisa ser transmitida de geração em geração. O salmista registra: “Não os encobriremos aos seus filhos, mostrando à geração futura os louvores do Senhor, assim como a sua força e as maravilhas que fez” (Salmos 78:4). E lembra que as crianças são bênçãos dadas por Deus: “Eis que os filhos são herança do Senhor, e o fruto do ventre, o seu galardão” (Salmos 127:3).

Por fim, Jesus mostra o exemplo mais poderoso de todos. Em Mateus 18:2, Ele chama uma criança e a coloca no centro do grupo, dizendo: “Em verdade vos digo que se não vos converterdes e não vos fizerdes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus.”

Orientações bíblicas sobre as crianças

Fazer o bem a uma criança e fazer o bem ao próprio Deus
“Quem recebe uma destas crianças em meu nome, está me recebendo; e quem me recebe, não está apenas me recebendo, mas também àquele que me enviou”. Marcos 9:36,37

Todas as crianças são criaturas de Deus e merecem respeito
“Tu criaste o íntimo do meu ser e me teceste no ventre de minha mãe”. Salmos 139:13

As crianças devem ser ensinadas no caminho do Senhor
“E estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração; e as intimarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te”. Deuteronômio 6:6-7

Os pequenos também devem ser instruídos a terem bom caráter
“Ensina a criança no caminho em que deve andar, e mesmo quando for idoso não se desviará dele”. Provérbios 22:6

É preciso dar assistência às crianças em situação vulnerável
“Mas, se alguma viúva tiver filhos, ou netos, aprendam primeiro a exercer piedade para com a sua própria família, e a recompensar seus pais; porque isto é bom e agradável diante de Deus”. 1 Timóteo 5:4

Crianças bem cuidadas hoje cuidarão de você amanhã
“Coroa dos velhos são os filhos dos filhos; e a glória dos filhos são seus pais”. Provérbios 17:6

Eduque sem grosseria ou ignorância
“E vós, pais, não provoqueis a ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor”. Efésios 6:4

As crianças são protegidas por Deus
“Vede, não desprezeis algum destes pequeninos, porque eu vos digo que os seus anjos nos céus sempre vêem a face de meu Pai que está nos céus”. Mateus 18:10

Mostre as crianças o quanto Deus é poderoso
“Não os encobriremos aos seus filhos, mostrando à geração futura os louvores do Senhor, assim como a sua força e as maravilhas que fez”. Salmos 78:4

Deus transmite as Suas bençãos às crianças
“Eis que os filhos são herança do Senhor, e o fruto do ventre, o seu galardão”. Salmos 127:3

Jesus amava as crianças e devemos imitá-lo
“Jesus, chamando uma criança, colocou-a no meio deles, 3 e disse: Em verdade vos digo que se não vos converterdes e não vos fizerdes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus”. Mateus 18:2

Fonte: Comunhão

Crianças cristãs enfrentam humilhação e isolamento

Crianças orando (Foto Canva Pro)
Crianças orando (Foto Canva Pro)

A discriminação e a exclusão de crianças cristãs são observadas em 72% dos 50 países onde os cristãos são mais perseguidos, segundo uma nova pesquisa da Portas Abertas. O estudo revela que o isolamento social e o assédio contra crianças cristãs têm consequências psicológicas a longo prazo. 

A discriminação por meio da educação é a área de maior pressão, identificada em 100% dos 50 países da Lista Mundial da Perseguição 2025, seguida pela violência psicológica e pelo assédio verbal, relatados em 92% dos países. 

“Eu não sabia o que dizer quando falavam coisas ruins sobre Jesus. Eu não tinha respostas. Também não tinha ninguém para perguntar. Me sentia envergonhado por ser cristão”, diz Adel (pseudônimo), um cristão egípcio de dez anos entrevistado no estudo. 

Adel relata discriminação na escola e em seu trabalho em uma oficina na periferia do Cairo. Ele conta que recebia menos do que crianças muçulmanas e era zombado e chamado de “louco” por causa de sua fé. Encontrar um ministério de jovens foi o caminho para escapar da infelicidade. 

Efeitos da exclusão social sobre jovens cristãos 

“A exclusão social que crianças cristãs enfrentam afeta muitas esferas da vida”, observa Kathryn de Carvalho, analista de perseguição religiosa específica da Portas Abertas e uma das autoras do estudo. 

“Desde a rejeição social por colegas no recreio ou em shoppings até a vergonha imposta por figuras de autoridade, o afastamento por parte da própria família ou a exclusão da comunidade mais ampla. O impacto na fé, na identidade e no bem-estar mental da criança pode ser devastador”, ela relata. 

O estudo lista diversos efeitos da exclusão social sobre jovens cristãos.

  • Dificuldades de saúde mental: depressão, ansiedade, transtorno de estresse pós-traumático, baixa autoestima. 
  • Dificuldade em formar relações de confiança.
  • Impactos na saúde física comparáveis ao consumo de até 15 cigarros por dia.
  • Oportunidades educacionais e profissionais limitadas.
  • Crescimento espiritual prejudicado e desconexão de comunidades de fé.

A pesquisa da Portas Abertas pede a integração da Liberdade de Crença Religiosa no Artigo 14 da Convenção da ONU sobre os Direitos da Criança. Além disso, recomenda maior capacitação e envolvimento de pessoas relevantes em questões religiosas locais sobre como eliminar práticas nocivas contra crianças. 

“A forma como famílias, igrejas e comunidades respondem tem o potencial de apoiar e fortalecer jovens cristãos. Construir um senso de pertencimento e conexão social pode ajudar indivíduos a prosperar e ter liberdade para crescer em sua fé”, afirma a pesquisa. 

O estudo destaca o papel essencial de clubes juvenis cristãos e redes de apoio para reduzir os impactos nocivos à saúde e ajudar jovens cristãos a confiar nos outros e formar boas relações.  

Conecte suas crianças aos cristãos perseguidos    

O Almanaque Detetives da Lista Mundial da Perseguição 2025 mostra como seus pequenos podem ajudar cristãos perseguidos de maneira divertida e simples. Baixe agora e use com suas crianças!     

Pedidos de oração por crianças cristãs perseguidas 

  • Ore para que as crianças discriminadas por seguir a Jesus lembrem que sua identidade é definida em Cristo apenas e não em qualquer ofensa ou preconceito humanos.  
  • Interceda por cura e consolo para crianças cristãs perseguidas.  
  • Clame por sabedoria para os pais, líderes cristãos e outros responsáveis que cuidam e ensinam as crianças em contexto de perseguição e exclusão por motivo religioso. 

Fonte: Portas Abertas

Cristão é expulso de casa pelos filhos e pede comida nas rua de Bangladesh

Bandeira de Bangladesh fixada no mapa (Foto: Canva Pro)
Bandeira de Bangladesh fixada no mapa (Foto: Canva Pro)

Os cristãos de origem muçulmana em Bangladesh são alguns dos mais perseguidos. Quase todos eles enfrentam perseguição diariamente. Quem abandona o islamismo para seguir a Jesus geralmente é isolado ou até mesmo expulso do convívio com a família e com a comunidade.

Recentemente, Mamun (pseudônimo), um cristão de origem muçulmana de 56 anos, teve seu terreno roubado pela família. Os próprios filhos o expulsaram de casa, deixando-o sem ter onde morar e sem sustento. A única alternativa para Mamun foi começar a pedir comida nas ruas.

Ele conheceu Jesus por meio da esposa em 2010 e começou a frequentar cultos e treinamentos. O casal era ativo na igreja e servia em diversos ministérios. “Minha esposa era uma mulher de fé. Ela me incentivava a frequentar as atividades da igreja e me ajudava muito, mas morreu em decorrência de um câncer de mama em março de 2024”, conta Mamun.

Após a conversão, Mamun e a esposa enfrentaram pressões e ameaças da família, mas permaneceram fiéis ao Senhor. A perseguição não foi capaz de afastá-los da fé.

A expulsão de Mamun foi um duro golpe, não apenas pelo ato, mas pelas palavras que ele ouviu dos filhos. “Eles me avisaram: ‘Se você quiser ficar vivo, saia dessa vila, se não, você terá problemas. Nunca mais volte aqui’.”

Como ele está hoje

Atualmente, Mamun está vivendo em uma casa alugada, mas as condições não são boas porque sua saúde é frágil e ele não consegue trabalho, por mais que procure. “Não consigo pagar as contas, então o dono da casa está me pedindo para devolvê-la. Eu não sei para onde ir. Muitas vezes passo dias sem comida, então vou às casas de outros cristãos que me convidam para almoçar”, diz Mamun.

Um dos parceiros locais da Portas Abertas conversou com líderes cristãos locais sobre a situação de Mamun, mas infelizmente não há muito o que eles possam fazer no momento pois os recursos das igrejas em Bangladesh também são poucos.

“Assim que soubemos da situação de Mamun, oferecemos tratamento de saúde e alimentos, mas ainda não é o suficiente para resolver o problema porque ele precisa de uma fonte de renda. Mamun era um cozinheiro e trabalhava em um restaurante, mas por causa dos problemas de saúde que prejudicaram sua visão, ele precisou abandonar a profissão”, conta um de nossos parceiros.

Fonte: Portas Abertas

Discriminação de cristãos na Turquia é denunciada na ONU

Markus Stefan Hofer, Oficial de Comunicações e Advocacia da ONU da WEA, discursando no Conselho de Direitos Humanos da ONU durante a Revisão Periódica Universal (RPU) da Turquia em 29 de setembro de 2025. / Foto: WEA na ONU
Markus Stefan Hofer, Oficial de Comunicações e Advocacia da ONU da WEA, discursando no Conselho de Direitos Humanos da ONU durante a Revisão Periódica Universal (RPU) da Turquia em 29 de setembro de 2025. / Foto: WEA na ONU

A Aliança Evangélica Mundial ( WEA ) e a Aliança Batista Mundial (BWA) fizeram uma declaração oral conjunta na 60ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU , durante a adoção do resultado da Revisão Periódica Universal (RPU) da Turquia , em 29 de setembro.

Eles expressaram sua preocupação com as proibições de entrada que a comunidade protestante, que “inclui cidadãos e não cidadãos, bem como muitos membros estrangeiros — alguns residentes de longa data com famílias”, enfrenta na Turquia.

A WEA e a BWA explicaram que, apesar de “não terem sido acusados ​​de nenhum crime”, esses cristãos “estão sendo banidos do país simplesmente por causa de sua filiação religiosa”.

“A exclusão deles também perturba as congregações locais , muitas vezes deixando as comunidades sem pastor”, alertaram.

É por isso que a declaração instou o governo turco “a se envolver em um diálogo estruturado com a minoria protestante e a incluir representantes da comunidade em reuniões oficiais”.

Discurso de ódio

Além das proibições de entrada, as entidades evangélicas denunciaram que “os cristãos vivenciaram um aumento de discursos de ódio e crimes de ódio em 2024”, e “os autores foram soltos sem consequências, alimentando a desconfiança”.

Portanto, a declaração conjunta encorajou as autoridades turcas a “reforçar a sua legislação, definindo claramente o discurso de ódio e os crimes de ódio, em conformidade com as normas internacionais, e a garantir que todas as queixas sejam efetivamente investigadas e os perpetradores responsabilizados”.

Folha Gospel com informações de Evangelical Focus

Israel e Hamas assinam acordo de paz; presidente israelense cita profecia de Jeremias

Cúpula da Rocha, na Cidade Velha de Jerusalém, e a bandeira de Israel (Fotos: Canva Pro - Montagem/FolhaGospel)
Cúpula da Rocha, na Cidade Velha de Jerusalém, e a bandeira de Israel (Fotos: Canva Pro - Montagem/FolhaGospel)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na quarta-feira (8) que Israel e o Hamas assinaram a primeira fase do acordo de paz para a Faixa de Gaza, que pode representar um passo decisivo rumo ao fim do conflito na região.

Segundo Trump, após intensas negociações no Egito, Israel e o Hamas concordaram com a primeira fase de um plano de paz proposto pelos EUA.

“Isso significa que todos os reféns serão libertados muito em breve, e Israel vai retirar suas tropas até uma linha acordada”, informou Trump ao anunciar o acordo nas redes sociais.

Ele também destacou que “todas as partes” seriam tratadas de forma justa e descreveu o pacto como “os primeiros passos rumo à paz duradoura”.

Para Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro israelense, o momento foi “um grande dia para Israel”. Ele observou que seu governo se reunirá nesta quinta-feira (9) para aprovar o acordo e “trazer todos os nossos queridos reféns de volta para casa”.

Já o Hamas, ao confirmar o anúncio, afirmou que o pacto “encerra a guerra em Gaza, garante a retirada completa das forças de ocupação, permite a entrada de ajuda humanitária e estabelece uma troca de prisioneiros”.

Após a divulgação da notícia, Isaac Herzog, presidente de Israel, compartilhou no X: “Neste momento, o coração de Israel bate em uníssono com o dos reféns e suas famílias”.

Em seguida, o presidente citou a passagem bíblica descrita no livro de ‭‭Jeremias‬ ‭31‬:‭16‬-‭17‬, que diz: “Assim diz o Senhor: ‘Reprima a sua voz de choro e enxugue as lágrimas de seus olhos, porque o seu trabalho será recompensado’, diz o Senhor; ‘pois os seus filhos voltarão da terra do inimigo. Há esperança para o seu futuro’, diz o Senhor, ‘porque os seus filhos voltarão para a sua própria terra.’”

E destacou: “Eles retornarão da terra do inimigo e os filhos retornarão às suas fronteiras”.

O anúncio ocorre dois anos e dois dias após o ataque de 7 de outubro de 2023, quando militantes do Hamas invadiram o território israelense, matando cerca de 1.200 pessoas e fazendo 251 reféns. Em resposta, Israel lançou uma ofensiva militar contra o grupo na Faixa de Gaza.

Entenda o acordado

Conforme a BBC News, o que foi firmado corresponde à primeira fase de um plano de paz anunciado pelo presidente Donald Trump na Casa Branca, na última semana, ao lado do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu.

Desta vez, Trump teria demonstrado forte determinação em avançar com o acordo, utilizando a influência dos Estados Unidos para impulsionar o processo e garantir o envolvimento de todas as partes.

O Hamas também enfrentou intensa pressão internacional. Países árabes e muçulmanos manifestaram apoio à proposta americana, e as negociações contaram com a participação ativa do Egito, Catar e Turquia.

Como Israel e o Hamas não mantêm contato direto, as tratativas foram mediadas pelo enviado de Trump para o Oriente Médio, Steve Witkoff, pelo genro de Trump, Jared Kushner, e por representantes dos países envolvidos.

Próximos passos

Nesta quinta-feira (9), o governo de Israel deve votar o acordo. Caso seja aprovado, Israel iniciará a retirada gradual de suas tropas da Faixa de Gaza até a área definida no entendimento, segundo informou um alto funcionário da Casa Branca à emissora CBS News.

Ainda conforme a fonte, a retirada militar deve ocorrer em até 24 horas. Após essa etapa, começará uma contagem de 72 horas para que os terroristas do Hamas liberte os reféns que permanecem em cativeiro.

A expectativa é que a libertação dos primeiros reféns comece já na próxima segunda-feira (13).

Segundo o Canal 12 de Israel, em publicação no X (antigo Twitter), o presidente Donald Trump deve desembarcar em Israel no próximo domingo (12), a convite do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, para realizar um discurso no Parlamento israelense (Knesset).

A reação do público a primeira fase do acordo de paz

Parentes de reféns israelenses receberam o anúncio do acordo com esperança e aprovação. Eli Sharabi, que perdeu a esposa e os filhos no conflito e ainda aguarda a devolução do corpo de seu irmão, Yossi, retido pelo Hamas, compartilhou: “Alegria imensa, mal posso esperar para ver todos em casa”.

A mãe do refém Nimrod Cohen também expressou emoção nas redes sociais: “Meu filho, você está voltando para casa”.

Na Faixa de Gaza, houve comemorações após o anúncio. “Graças a Deus pelo cessar-fogo, pelo fim do derramamento de sangue e das mortes”, disse Abdul Majeed abd Rabbo, morador da cidade de Khan Younis, no sul do território, à agência de notícias Reuters.

E acrescentou: “Não sou o único feliz; toda a Faixa de Gaza está feliz, todo o povo árabe, todo o mundo está feliz com o cessar-fogo e o fim do derramamento de sangue”.

Líderes internacionais também manifestaram apoio. O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, classificou o acordo como “um passo muito necessário rumo à paz” e pediu que todas as partes “respeitem os termos do plano”.

No Congresso dos Estados Unidos, parlamentares demonstraram cauteloso otimismo. “O primeiro passo foi dado, e todas as partes precisam garantir que isso leve a um fim duradouro da guerra”, declarou o senador Chris Coons, do Partido Democrata, em publicação no X.

O senador James Risch, do Partido Republicano e presidente do Comitê de Relações Exteriores do Senado, considerou o acordo bem-vindo e afirmou que aguarda conhecer os detalhes do plano.

Fonte: Guia-me com informações de BBC News

Cristianismo está sendo censurado em todos os lugares, até mesmo no supostamente livre Ocidente

Igreja destruída com uma cruz em pé (Foto: IA do Canva)
Igreja destruída com uma cruz em pé (Foto: IA do Canva)

Um alto funcionário de comunicações jurídicas do grupo de defesa dos direitos cristãos Alliance Defending Freedom (ADF) alertou que as expressões públicas do cristianismo estão cada vez mais ameaçadas.

Escrevendo para o The Spectator , Lois McLatchie Miller mirou não nos suspeitos habituais da Coreia do Norte, China e certas nações muçulmanas, mas na Grã-Bretanha, nos Estados Unidos e em partes da Europa.

O assassinato de Charlie Kirk , ela argumenta, foi a forma mais dramática de censura: “Ele passou sua curta vida ensinando aos alunos que homens e mulheres não são intercambiáveis, que as crianças merecem proteção e que a fé pode transformar o desespero em esperança. Ele convocou as pessoas a se casarem, a construírem famílias e a servirem a causas maiores do que elas mesmas. Por isso, a escuridão lhe custou a vida.”

Técnicas assassinas semelhantes, embora não tão conhecidas, são utilizadas na Nigéria. Apesar de ter pelo menos 50% de população cristã, a Nigéria atualmente ostenta a distinção de ter mais cristãos mortos por ano do que qualquer outro país. Segundo a Portas Abertas, só neste ano, 7.000 cristãos foram mortos em atos de violência sectária, cometidos principalmente por muçulmanos.

Miller citou o caso de uma estudante nigeriana, Deborah Yakobu , que foi espancada e apedrejada até a morte por seus colegas de classe após agradecer a Jesus por seus resultados na prova em um grupo de WhatsApp. Para agravar o crime, Rhoda Jatau , uma mãe local, foi condenada a 19 meses de prisão por “blasfêmia”, mas, na verdade, por condenar o assassinato. Ela foi posteriormente absolvida após receber assistência jurídica da ADF.

Mais perto de casa, Miller apontou para formas mais insidiosas de censura apoiadas pelo Estado. Em um caso que atraiu a condenação do Departamento de Estado dos EUA, a avó escocesa Rose Docherty foi presa novamente na semana passada por segurar uma placa em uma zona de aborto que dizia: “Coerção é crime. Estou aqui para conversar, só se você quiser”.

Miller escreve: “Rose não estava com uma mensagem influente. Ela estava dando às pessoas a escolha: seguir em frente ou parar e conversar. Mas a escolha, ao que parece, agora pertence apenas ao lobby do aborto. Rose, com duas próteses de quadril, foi arrastada por policiais pelo crime de compaixão.”

Apesar do cenário aparentemente sombrio, Miller observou que ao longo da história, mesmo voltando aos dias de Atos, a perseguição e as tentativas de censura muitas vezes ajudam a espalhar a mensagem cristã.

O assassinato de Kirk teria levado a um aumento no número de jovens frequentando a igreja , por exemplo.

Como diz Miller: “Se os últimos 2.000 anos nos ensinam alguma coisa, é isto: a escuridão não vence. Opositores da fé, cuidado. A supressão fornece o terreno mais fértil para espalhar a fé.”

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Pastor sequestrado é morto após pagamento de resgate na Nigéria

O Rev. James Audu Issa, pastor da ECWA em Ekati, estado de Kwara, Nigéria, foi encontrado morto em 2 de outubro de 2025. (Foto: Igreja ECWA / Ekati)
O Rev. James Audu Issa, pastor da ECWA em Ekati, estado de Kwara, Nigéria, foi encontrado morto em 2 de outubro de 2025. (Foto: Igreja ECWA / Ekati)

Supostos criminosos Fulani no oeste da Nigéria sequestraram e mataram um pastor cristão apesar de terem recebido 5 milhões de nairas (US$ 3.125) em resgate, disseram fontes.

O Rev. James Audu Issa da Igreja Evangélica Winning All (ECWA) na área de Ekati, no estado de Kwara, foi encontrado morto no deserto na quinta-feira (2 de outubro) após ser sequestrado de sua casa dentro das instalações da ECWA na cidade de Ekati, Condado de Patigi, em 28 de agosto.

“O pastor foi morto por bandidos Fulani que aterrorizavam as áreas de governo local de Edu e Patigi no estado de Kwara”, disse o morador da área, Peter Kolo.

Seus captores inicialmente exigiram uma quantia exorbitante de 100 milhões de nairas (US$ 62.500), disse Kolo.

“Os familiares aflitos do pastor e da comunidade de Ekati conseguiram negociar a quantia para 5 milhões de nairas, que pagaram em um esforço para garantir a liberdade do pastor”, disse ele. “Após coletar os 5 milhões de nairas, os bandidos demonstraram extrema crueldade, exigindo mais 45 milhões de nairas [US$ 28.125]. Tragicamente, antes que qualquer negociação pudesse ocorrer, o Rev. James Audu Issa foi morto pelos bandidos Fulani.”

O Rev. Romanus Ebeneokodi, porta-voz da ECWA, emitiu uma breve declaração sobre o assassinato.

“Este pastor inofensivo foi morto, um entre muitos, deixando sua esposa, filhos, parentes, igreja e amigos em agonia”, disse Ebeneokodi.

Ralph Madugu, editor da revista Today’s Challenge da ECWA, descreveu o assassinato como um dos muitos ataques direcionados a cristãos e seus pastores.

“No entanto, há alguns funcionários do governo negando que haja genocídio contra cristãos?”, disse Madugu.

Com milhões de membros espalhados pela Nigéria e pelo Sahel, os Fulani, predominantemente muçulmanos, compreendem centenas de clãs de muitas linhagens diferentes que não têm visões extremistas, mas alguns Fulani aderem à ideologia islâmica radical, observou o Grupo Parlamentar Multipartidário para a Liberdade Internacional ou Crença (APPG) do Reino Unido em um relatório

de 2020. “Eles adotam uma estratégia comparável ao Boko Haram e ao ISWAP e demonstram uma clara intenção de atingir cristãos e símbolos poderosos da identidade cristã”, afirma o relatório do APPG. Líderes

cristãos na Nigéria disseram acreditar que os ataques de pastores a comunidades cristãs no Cinturão Médio da Nigéria são inspirados por seu desejo de tomar à força as terras dos cristãos e impor o islamismo, já que a desertificação tornou difícil para eles sustentar seus rebanhos.

A Nigéria permaneceu entre os lugares mais perigosos do mundo para os cristãos, de acordo com a Lista Mundial da Perseguição 2025 (LMP) da Portas Abertas dos países onde é mais difícil ser cristão. Dos 4.476 cristãos mortos por sua fé em todo o mundo durante o período do relatório, 3.100 (69%) estavam na Nigéria, de acordo com a LMP.

“A violência anticristã no país já atingiu o nível máximo possível segundo a metodologia da Lista Mundial de Perseguição”, afirma o relatório.

Na zona centro-norte do país, onde os cristãos são mais comuns do que no nordeste e noroeste, milícias extremistas islâmicas Fulani atacam comunidades agrícolas, matando centenas de pessoas, principalmente cristãos, segundo o relatório. Grupos jihadistas como o Boko Haram e o grupo dissidente Estado Islâmico na Província da África Ocidental (ISWAP), entre outros, também atuam nos estados do norte do país, onde o controle do governo federal é escasso e os cristãos e suas comunidades continuam sendo alvos de invasões, violência sexual e assassinatos em bloqueios de estradas, segundo o relatório. Os sequestros para resgate aumentaram consideravelmente nos últimos anos.

A violência se espalhou para os estados do sul, e um novo grupo terrorista jihadista, o Lakurawa, surgiu no noroeste, armado com armamento avançado e uma agenda islâmica radical, observou a LMP. Lakurawa é filiado à insurgência expansionista da Al-Qaeda, Jama’a Nusrat ul-Islam wa al-Muslimin, ou JNIM, originária do Mali.

A Nigéria ficou em sétimo lugar na Lista Mundial da Perseguição 2025 dos 50 países onde é mais difícil ser cristão.

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Cerca de 5 mil pessoas se convertem a Jesus diariamente na Índia, afirmam líderes cristãos

Igreja na Índia registra grande crescimento - (Foto: Evangelical Fellowship of India)
Igreja na Índia registra grande crescimento - (Foto: Evangelical Fellowship of India)

Após 15 anos, quase 450 líderes cristãos de todos os estados da Índia se reuniram em Nagpur para o Congresso Nacional “Igreja em Missão” (AICOCIM) 2025, promovido pela Evangelical Fellowship of India (EFI). O evento superou amplamente as expectativas — inicialmente previstas em cerca de 300 participantes — e reuniu representantes de diferentes denominações e áreas como educação, saúde e ministério pastoral.

O encontro, realizado em setembro, marcou um momento de reflexão e renovação espiritual, abordando o crescimento expressivo da Igreja indiana, que, segundo líderes, ganha entre 3 mil e 5 mil novos seguidores de Jesus por dia. Durante a abertura, o secretário-geral da EFI, reverendo Vijayesh Lal, destacou a relevância histórica do congresso em sua mensagem “Um chamado à clareza e à fidelidade”.

“Este é um tempo kairos — um momento em que Deus convoca Seu povo à atenção, ao arrependimento e à coragem”, afirmou. “Nossa esperança não está em tempos favoráveis nem em nossas forças, mas em Cristo, que venceu a morte. Por isso, não seremos abalados.”

O programa incluiu plenárias e consultas em treze eixos estratégicos, entre eles missão, educação teológica, liderança feminina e discipulado. Durante o evento, também foi lançado um “Manual de Resiliência para Igrejas”, voltado a apoiar congregações em contextos de crise.

Desafios e perspectivas

Uma das características mais marcantes desta edição foi a ausência de palestrantes internacionais, o que, segundo os organizadores, proporcionou um ambiente de diálogo mais autêntico e contextualizado à realidade indiana.

Entre os principais temas discutidos estiveram a necessidade de ampliar a representatividade feminina na liderança eclesiástica, a resistência à renovação geracional de líderes e o enfrentamento do sistema de castas — considerado incompatível com os princípios cristãos de igualdade e amor ao próximo.

Os participantes também debateram novas oportunidades para a Igreja na Índia, como o cuidado com a saúde mental, o combate à solidão e a atenção integral ao ser humano. “Podemos fazer a diferença ao demonstrar o amor de Cristo, especialmente a quem ninguém mais alcança”, destacou um dos palestrantes.

O editor do Christian Daily News, Timothy Goropevsek, que acompanhou o congresso, resumiu a experiência: “Foi um privilégio testemunhar líderes discutindo como levar o Evangelho a uma nação de 1,4 bilhão de pessoas — um sexto do mundo. Saí encorajado e profundamente grato pelo que Deus está fazendo na Índia.”

Fonte: Comunhão com informações de Christian Daily News

Crianças cristãs são forçadas a fingir ser muçulmanas nas escolas no Irã

Crianças na sala de aula (Imagem Ilustrativa: Reprodução)
Crianças na sala de aula (Imagem Ilustrativa: Reprodução)

Com a Bíblia em casa e o Alcorão na escola, crianças cristãs no Irã aprendem desde cedo a viver uma vida dupla. Sob pressão para parecer muçulmanas, elas precisam recitar orações islâmicas e aprender versões modificadas de histórias bíblicas, enquanto em casa, seus pais tentam ensiná-las o Evangelho em segredo.

Conforme Lana Silk, da missãoTransform Iran (“Transformação do Irã”), todo o sistema educacional do país é fortemente influenciado pelo islamismo.

“Todo material tem um toque islâmico. Mesmo que você esteja estudando matemática ou artes”, disse Lana ao Mission Network News.

Além das disciplinas regulares, os alunos têm aulas de religião e de árabe para aprender a recitar as orações islâmicas (Namaz) e se tornarem “muçulmanos verdadeiros”. Até mesmo histórias bíblicas conhecidas são adaptadas para refletir uma visão islâmica.

“Eles precisam ser capazes de falar sobre a versão islâmica na escola, participar e fingir que essa é a realidade deles — tudo isso mantendo as diferenças claras em suas mentes e sem misturá-las. É muita pressão para as crianças”, explica Lana.

Em casa, os pais buscam manter os filhos firmes na Palavra de Deus, mas muitos não têm formação para isso. Por isso, a Transform Iran tem atuado para suprir essa necessidade por meio de materiais bíblicos infantis e programas de apoio às famílias.

“Temos muitos ministérios focados em crianças e criamos recursos focados nelas para dar aos pais as ferramentas necessárias para ajudar a incutir essas bases em seus filhos desde cedo, para que cresçam sabendo a verdade”, afirmou Lana.

Sempre que possível, o ministério também promove encontros discretos entre pequenos grupos familiares, liderados por professores treinados. As reuniões, realizadas a cada poucas semanas, utilizam materiais bíblicos adaptados à faixa etária das crianças.

Mesmo diante das restrições, Lana destacou que muitas crianças percebem de forma clara a diferença entre o ambiente escolar e o lar cristão:

“Eles experimentam o amor de Deus muito cedo em suas vidas em lares cristãos e, particularmente no clima tóxico do Irã, eles reconhecem que em casa há alegria e paz — algo que falta fora de seu lar”.

No entanto, essa vida dupla traz consequências. Muitas crianças lutam contra a ansiedade, depressão e baixa autoestima enquanto tentam conciliar dois mundos em conflito.

“Elas precisam das suas orações. Ore para que os pais iranianos guiem sabiamente seus filhos através da tensão emocional do ambiente em que vivem. Ore para que as crianças se apeguem à Verdade que conhecem em casa”, concluiu Lana.

A Transformação do Irã começou em 1991, quando os pastores iranianos Maggie e Lazarus Yeghnazar seguiram o chamado de Deus. Desde então, mais de 100.000 pessoas aceitaram Jesus e milhares de líderes se desenvolveram.

O ministério tem o objetivo de pregar o Evangelho a todos os iranianos, plantar igrejas, discipular novos convertidos, capacitar líderes, traduzir Bíblias e ativar o corpo de Cristo.

Fonte: Guia-me com informações de Mission Network News

ONU e Estados-membros são criticados por ignorarem perseguição aos cristãos

Crucifixo no chão com sangue (Foto: Reprodução/Flickr)
Crucifixo no chão com sangue (Foto: Reprodução/Flickr)

Cristãos estão sendo violentamente perseguidos em todo o mundo, enquanto governos mundiais e organismos internacionais continuam a ignorar a crise, disse um alto diplomata do Vaticano, o arcebispo Paul Richard Gallagher, acusando as Nações Unidas e seus estados-membros de não responderem ao que ele descreveu como a perseguição religiosa mais severa e generalizada do mundo.

O arcebispo Gallagher, secretário da Santa Sé para as relações com os Estados, disse à Assembleia Geral da ONU na semana passada que mais de 360 ​​milhões de cristãos vivem em lugares onde enfrentam altos níveis de discriminação e violência, de acordo com a Catholic News Agency .

Ele disse que os ataques aumentaram nos últimos anos e incluem destruição de igrejas, prisões, deslocamentos forçados e assassinatos.

“Os dados mostram que os cristãos são o grupo religioso mais perseguido em todo o mundo”, disse Gallagher. “No entanto, a comunidade internacional parece estar ignorando a sua situação.” Ele também criticou a erosão da liberdade religiosa de forma mais ampla, chamando-a de uma das ameaças mais urgentes à paz.

Em seus comentários, Gallagher vinculou a perseguição aos cristãos a uma falha maior das instituições globais em defender o direito à crença e à expressão religiosa. Ele afirmou que a verdadeira liberdade religiosa deve permitir que indivíduos e comunidades pratiquem e professem sua fé em público e em particular, sem obstruções.

Ele também condenou o que descreveu como uma “cultura da morte” promovida pelo aborto e pela eutanásia, e apelou às nações para que defendam a vida desde a concepção até a morte natural. “O direito à vida”, disse ele, é um “pré-requisito fundamental para o exercício de todos os outros direitos”.

Gallagher também alertou contra o crescente uso da barriga de aluguel, chamando-a de violação da dignidade de mulheres e crianças. A Santa Sé, afirmou ele, renovou seu apelo pela proibição internacional da prática, informou o Vatican News .

Ao longo de seu discurso, o arcebispo enquadrou a negligência global da perseguição aos cristãos como parte de um colapso moral mais amplo, em que interesses econômicos e políticos substituíram os direitos humanos básicos. Ele citou uma série de crises, incluindo pobreza, conflitos armados, mudanças climáticas e desigualdade sistêmica, que, segundo ele, continuam a corroer a dignidade e a estabilidade.

Ele pediu o cancelamento das dívidas dos países mais pobres, argumentando que essas obrigações aprisionam as nações na pobreza e devem ser perdoadas por uma questão de justiça. Ele também pediu um novo compromisso global com políticas de desenvolvimento humano que coloquem os indivíduos no centro do planejamento econômico.

No mês passado, Bill Maher, apresentador do programa de longa duração da HBO “Real Time”, criticou a mídia americana e o discurso público por ignorar os assassinatos em larga escala de cristãos na Nigéria.

“Eles estão literalmente tentando exterminar a população cristã de um país inteiro”, disse Maher, referindo-se aos ataques do grupo terrorista islâmico Boko Haram. “Se você não sabe o que está acontecendo na Nigéria, suas fontes na mídia são péssimas.”

A deputada Nancy Mace, RS.C., que estava no painel de Maher, elogiou-o por levantar a questão e criticou o que ela disse ser uma falta de cobertura da mídia.

Maher observou que, desde 2009, mais de 100.000 cristãos foram mortos na Nigéria e 18.000 igrejas foram queimadas.

Gallagher também abordou diversos pontos críticos e conflitos globais, incluindo a Ucrânia, a República Democrática do Congo e a Síria. Reiterou o apelo do Papa Leão XIV por um cessar-fogo imediato na Ucrânia e denunciou ataques que violam o direito internacional humanitário.

O representante da Santa Sé argumentou que a paz global não pode ser alcançada por meio de políticas de poder ou escalada militar e, em vez disso, instou as nações a investirem em diplomacia, desarmamento e desenvolvimento. Ele propôs que uma fração dos gastos militares globais fosse redirecionada para a erradicação da pobreza, da fome e da degradação climática.

Ele também abordou a necessidade de reformar a ONU e retornar aos princípios fundamentais da Carta de 1945, dizendo que o atual sistema multilateral sofre de uma “crise de credibilidade”. A ONU, afirmou ele, deve evitar ser diluída por novas ideologias e, em vez disso, concentrar-se nos objetivos originais de paz, justiça e respeito à lei.

O Papa Leão XIV também pediu que a ONU fosse um fórum para clareza moral e ação coletiva, não uma plataforma para lutas ideológicas pelo poder.

Gallagher alertou o órgão da ONU que o silêncio e a inação diante de tal violência equivalem a cumplicidade. Ele afirmou que a liberdade religiosa não é apenas a ausência de perseguição, mas a capacidade de viver a própria fé plenamente e sem medo.

O arcebispo encerrou seu discurso instando os governos mundiais a priorizarem a proteção dos mais vulneráveis, incluindo aqueles que são alvos de críticas por suas crenças, e a rejeitarem políticas que reduzam as pessoas a unidades econômicas ou peões políticos. Ele descreveu os pobres como potenciais construtores de um futuro mais humano.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

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