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Cristãos são forçados a fugir em Mianmar

Cristãos sofrem perseguição em Mianmar (Foto: Portas Abertas)
Cristãos sofrem perseguição em Mianmar (Foto: Portas Abertas)

O golpe militar em fevereiro de 2021 teve consequências para os cristãos em Mianmar. Mais de 100 mil seguidores de Jesus precisaram deixar suas casas e comunidades e agora vivem como deslocados no país.

Os estados de Chin e Kachin, com quase 90% de cristãos indígenas, foram os mais afetados pelos conflitos, e os seguidores de Jesus são vistos como apoiadores da oposição. Os cristãos que já eram perseguidos agora enfrentam ainda mais pressão e violência por parte das autoridades que fecham e incendeiam igrejas e outras instituições cristãs.

Tun Maung (pseudônimo) foi forçado a fugir mais de uma vez com os pais, a esposa e os filhos, assim que o exército tomou o poder em Mianmar. As linhas telefônicas foram cortadas e não havia internet, além disso, os protestos encheram as ruas e a tensão cresceu. “Quando o golpe começou, as forças da Junta Militar invadiram igrejas para bombardeá-las, incendiá-las, pegar todo o dinheiro ou quebrar as janelas.” Enquanto os templos e santuários budistas foram respeitados.

Tun está há vários anos deslocado, mas não deixou de cumprir o seu chamado de compartilhar o amor de Deus e preparar outros cristãos deslocados para enfrentar a perseguição de maneira bíblica. “Os cristãos são muito receptivos e mente aberta. Antes do golpe, eles estavam ocupados com muitas coisas. Agora, são eles que pedem pelo treinamento”, testemunha.

O cristão agradece o apoio dos parceiros locais da Portas Abertas que o ajudaram com as necessidades e pede: “Continuem orando pelo país e pelos cristãos daqui. Minha oração é que, um dia, Min Aung Hlaing, líder do golpe, também aceite a Jesus. Essa é minha esperança e confiança, é por isso que oro”.

Ore por Mianmar no DIP 2025

A oração pode mudar a situação de cristãos deslocados como Tun em Mianmar. Organize o Domingo da Igreja Perseguida (DIP) 2025 em sua igreja e ajude a clamar pela paz e pelo sustento dos nossos irmãos obrigados a fugir.

Fonte: Portas Abertas

Igrejas evangélicas estão fechadas na Argélia

Porta fechada com cadeado (Foto: Canva pro)
Porta fechada com cadeado (Foto: Canva pro)

Na Argélia, todas as igrejas evangélicas estão fechadas após anos de repressão, de acordo com um relatório divulgado pela Missão Portas Abertas na segunda quinzena de janeiro. O país ocupa a 19ª posição na Lista Mundial da Perseguição (LMP) 2025, que destaca as 50 nações mais perigosas para os cristãos.

Até maio do ano passado, quatro das 47 igrejas estavam abertas, mas todas foram forçadas a fechar. “A onda de fechamento de igrejas pelas autoridades deixou muitos cristãos argelinos sem a oportunidade de participar de encontros de estudo bíblico, discipulado e batismo”, explicou a organização.

Desde 2019, as 47 igrejas protestantes no país enfrentam uma crescente repressão do governo islâmico, e a situação piorou em 2024, afetando os 60.800 protestantes e 42.900 pentecostais da nação. De maioria muçulmana, a Argélia tem leis que controlam o culto não muçulmano, proibindo qualquer ação que possa “abalar a fé de um muçulmano” ou atrair muçulmanos à conversão a outra religião.

Como resultado, as igrejas evangélicas foram forçadas a funcionar de forma clandestina, enquanto as católicas são autorizadas, principalmente por serem frequentadas por estrangeiros (cerca de sete mil pessoas). O pastor Youssef Ourahmane, vice-presidente da Igreja Protestante da Argélia (EPA), foi condenado a um ano de prisão em maio de 2024 por conduzir cultos não autorizados.

Os argelinos que se convertem ao cristianismo enfrentam perseguição de autoridades, familiares e líderes muçulmanos. Atualmente, cerca de 20 cristãos, que deixaram o Islã e se converteram à fé cristã, enfrentam processos judiciais na Argélia.

“Acreditamos que Deus é bom o tempo todo. Ele nunca nos abandonou e nosso sofrimento é precioso para ele. Cremos que ele abrirá um caminho quando parecer não haver saída”, declarou Naasima (pseudônimo por questões de segurança), uma cristã local perseguida.

Mulheres convertidas enfrentam o risco de casamento forçado com muçulmanos, violência sexual e até ameaças de morte, enquanto homens podem ser demitidos de seus empregos, presos ou espancados.

A Portas Abertas pede orações pela reabertura das igrejas na Argélia e para que os cristãos locais encontrem novas formas de manter a comunhão. “Ore para que Deus conceda sabedoria, ousadia e proteção ao seu povo, para que compartilhem a fé com suas famílias e comunidades”, concluiu a organização.

Fonte: Comunhão

Eyshila participa do “Encontro” na Globo e fala sobre livro e dor da perda

Eyshila e Patrícia Poeta no programa Encontro, da Globo (Foto: Reprodução/@eyshila)
Eyshila e Patrícia Poeta no programa Encontro, da Globo (Foto: Reprodução/@eyshila)

A cantora Eyshila participou do programa Encontro com Patrícia Poeta, da TV Globo, nesta segunda-feira (10). Ela falou sobre seu livro, Gotas de Consolo, e relembrou a perda do filho mais velho, Matheus Oliveira.

– É uma dor tão grande que você não sabe o que dizer, o que falar. Você não quer ouvir explicação, não quer que ninguém te pregue um sermão. Mas, às vezes, uma gotinha de consolo, para você sobreviver um dia, já é o suficiente. Então, pensando nisso, a gente trouxe esse livro para ajudar. (Detalhes do livro abaixo)

Matheus morreu no dia 14 de junho de 2016, após um agravamento do quadro de meningite com encefalite herpética. O filho primogênito da cantora tinha apenas 17 anos.

Patrícia Poeta destacou que Eyshila se tornou um exemplo de superação. A artista gospel deixou uma palavra de esperança.

– Eu lembro que ficava assim: “Meu Deus, eu vou procurar alguém que sobreviveu a isso para eu poder olhar para essa pessoa e pensar: se ela conseguiu, eu consigo”. Então, se eu puder ser para alguém uma inspiração para que essa pessoa continue querendo viver, eu estou aqui na Rede Globo para dizer que essa pata de elefante vai sair do seu peito.

Sobre o livro “Gotas de Consolo”

Com uma linguagem profunda e inspiradora, este devocional traz 30 reflexões geradas nos momentos mais dolorosos da vida da autora, e cada mensagem é uma gota de sabedoria divina, destinada a nutrir e fortalecer a alma cansada.

Versículos bíblicos, orações sinceras e testemunhos de superação se entrelaçam, com o objetivo de mostrar que, até mesmo nas noites mais escuras, ainda há vida.

Eyshila não promete uma solução mágica para o sofrimento, mas revela a presença consoladora de Deus em meio ao caos, mostrando como a fé pode ser um alicerce firme nos momentos mais desafiadores.

Em Gotas de consolo, você será convidado a experimentar porções diárias de encorajamento e conforto, e a apurar seu olhar para ver a mão de Deus cuidando de você nos detalhes, seja no tempo de celebração, seja no tempo de aflição. Ainda é possível continuar sonhando, apesar da dor. Ainda há esperança, mesmo diante de perdas. Este devocional não é apenas um livro, mas um companheiro fiel para os dias difíceis, um lembrete de que o consolo divino está sempre ao nosso alcance.

Detalhes do livro

  • Título ‏ : ‎ Gotas de Consolo: 30 devocionais de esperança e fé para o seu dia a dia
  • Editora ‏ : ‎ Editora Central Gospel; 1ª edição (17 janeiro 2025)
  • Onde Comprar ‏ : ‎ Amazon (clique aqui para comprar)

Fonte: Pleno News

Geração Z está rejeitando o ateísmo no Reino Unido, revela pesquisa

Jovens adorando a Deus durante culto (Foto: Reprodução)
Jovens adorando a Deus durante culto (Foto: Reprodução)

Um estudo recente revelou uma tendência curiosa no Reino Unido; enquanto os idosos continuam mantendo posições mais firmes em relação à religiosidade, os jovens da Geração Z estão rejeitando o ateísmo mais do que qualquer outra faixa etária.

A pesquisa realizada pela “OnePoll” apontou que apenas 13% dos britânicos entre 18 e 24 anos se consideram ateus, um percentual menor do que entre aqueles com 25 a 44 anos e os idosos com 65 anos ou mais, nos quais cerca de 20% afirmam não acreditar em Deus.

Essa mudança aponta para um movimento singular entre os mais jovens, que estão redescobrindo a espiritualidade de formas diversas.

Esse fenômeno sugere que a Geração Z tem buscado um sentido maior para a vida. De acordo com a pesquisa, 62% dos jovens de 18 a 24 anos se identificam como “espirituais”, um percentual superior ao registrado em qualquer outro grupo etário.

A busca pelo transcendente parece ser uma característica marcante dessa geração, que cresceu em um mundo dominado pela tecnologia e pela incerteza.

A espiritualidade, para muitos, surge como um caminho de estabilidade em meio às mudanças rápidas e às crises globais.

Religiosidade alternativa

O aumento da espiritualidade entre os jovens no Reino Unido também pode estar relacionado ao impacto das redes sociais. Com a popularização de plataformas como o TikTok, houve uma ampla disseminação de conteúdo sobre crenças alternativas, fé e autoconhecimento.

Esse ambiente digital facilita o contato com diferentes formas de expressão espiritual, permitindo que os jovens explorem suas crenças de maneira menos convencional. No entanto, essa busca nem sempre significa um retorno direto ao cristianismo tradicional, ainda que os dados mostrem um crescimento significativo da fé cristã na Geração Z.

Contrastes entre as gerações

A tendência no Reino Unido contrasta com a dos Estados Unidos, onde os dados indicam que as gerações mais velhas ainda são mais religiosas do que os jovens. De acordo com uma pesquisa da Gallup, 87% dos americanos com 65 anos ou mais se consideram religiosos ou espirituais, enquanto entre aqueles de 18 a 29 anos, esse percentual é de 73%.

A diferença entre os dois países pode ser atribuída a fatores culturais e históricos, mas também revela que o cenário global da fé está passando por transformações significativas.

O crescimento da espiritualidade entre os jovens do Reino Unido é um sinal de que a sede por significado continua presente na sociedade contemporânea.

Para aqueles que creem, essa é uma oportunidade de apresentar a verdade do Evangelho de forma acessível, mostrando que a fé cristã é mais do que uma tradição, ela é uma experiência viva, transformadora e capaz de responder às dúvidas e inquietações de uma nova geração.

Fonte: Comunhão

Cuba: Quase mil atos contra a liberdade religiosa registrados em 2024

Bandeira de Cuba em uma rua da capital Havana (Foto: canva)
Bandeira de Cuba em uma rua da capital Havana (Foto: canva)

Em Cuba, pelo menos 996 atos contra a liberdade religiosa ocorreram em 2024, pelo menos esse é o número para o qual há registros. Um número superior ao do ano anterior, “que reflete um cenário inalterável de violações dos direitos religiosos dos cidadãos, apesar da propaganda governamental”, denunciou o Observatório Cubano de Direitos Humanos (OCDH).

“As liberdades religiosas em suas diversas formas continuam sendo violadas em Cuba”, disse a ONG.

Ele também indicou que “tanto as limitações legais e burocráticas contra as igrejas independentes (em sua maioria evangélicas) quanto o assédio contra seus membros repercutem no cidadão comum, que vê nas comunidades cristãs uma mão amiga em meio a tanta pobreza, principalmente depois dos desastres causados ​​pelos furacões”.

Em particular, as igrejas cristãs independentes, não reconhecidas pelo Governo e incapazes de serem reconhecidas, sofreram assédio pela Segurança do Estado. “As religiões continuam sob suspeita. A existência do Escritório de Assuntos Religiosos do Partido Comunista e de unidades especiais de contrainteligência para ‘lidar’ com líderes religiosos e se infiltrar e monitorar suas comunidades não correspondem ao caráter secular proclamado do Estado, muito menos à suposta imagem de tolerância religiosa”, acrescentou o OCDH.

Entre as violações mais frequentes documentadas pelo OCDH estão a proibição de comparecimento a missas e serviços religiosos, multas para líderes religiosos de igrejas evangélicas e outras não reconhecidas pelo Estado, assédio a cristãos com compromisso cívico e a negação de assistência religiosa a presos políticos. Vários de seus líderes, especialmente aqueles que realizam trabalhos sociais importantes, foram citados, multados ou ameaçados com consequências legais mais sérias e confiscos.

Atualmente, as relações entre o regime e as igrejas e líderes cristãos estão tensas, devido às constantes críticas publicadas nas redes sociais, referindo-se ao colapso geral, às injustiças e à falta de liberdades na sociedade cubana.

Segundo fontes da OCDH, em Cuba há mais de 60 igrejas, ministérios ou congregações cristãs sem reconhecimento legal, incluindo “Viento Recio” (Las Tunas), “Deus sacode Cuba e as Nações”, “Emmanuel” (Santiago de Cuba) e “Palabra de Fuego Bendición Sagrada” (Camagüey).

A organização também enfatizou que “vários presos políticos cristãos de diferentes denominações tiveram assistência religiosa negada”.

“O clima de restrições legais e assédio, especialmente contra movimentos religiosos independentes, afeta seu trabalho social, uma vez que lhes é negado status legal. Essa falta de reconhecimento estatal coloca problemas práticos, por exemplo, na abertura de contas bancárias institucionais ou na contratação de funcionários”, acrescentou.

“No início de 2025, Miguel Díaz-Canel se comprometeu com a Santa Sé a libertar 553 prisioneiros no Ano do Jubileu, mas o processo, que carece de transparência e condições justas, está suspenso no momento em que este comunicado foi escrito”, concluiu o OCDH.

Folha Gospel com informações de Evangelico Digital

Os 10 países onde cristãos são mais perseguidos

Igreja destruída com uma cruz em pé (Foto: IA do Canva)
Igreja destruída com uma cruz em pé (Foto: IA do Canva)

Por mais de 30 anos, a Lista Mundial da Perseguição (LMP), elaborada pela Portas Abertas, tem relatado o alcance global da perseguição aos cristãos. A lista classifica os 50 lugares onde é mais difícil seguir a Jesus, para entender as necessidades e orar pelos cristãos perseguidos. Quando o Irmão André levou Bíblias para além da Cortina de Ferro, há 70 anos, ele estava fazendo a mesma coisa: ouvindo as necessidades da Igreja Perseguida e fazendo o que podia para ajudar.

Mas, entre os 50 países da LMP 2025, dez se destacam nas primeiras posições do ranking internacional. Quando você ora por seus irmãos e irmãs na fé que vivem nesses países, você permite que eles saibam que não estão sozinhos, não importa quão desesperadora a situação possa parecer. Entenda um pouco o contexto dessas nações a seguir e adote uma delas em oração.

10º Afeganistão

A maioria dos cristãos afegãos são convertidos do islamismo. Praticar a fé abertamente é quase impossível, e a conversão é punível com a morte. Isso tem sido cada vez mais aplicado desde que o Talibã assumiu o controle do Afeganistão em 2021. Ainda assim, Deus está trabalhando no país. Khada*, uma cristã afegã, conta: “No difícil regime do Talibã, enfrentamos desafios, mas com fé forte, perseveramos”.

9º Irã

No Irã, a comunidade cristã é dividida entre cristãos reconhecidos pelo governo e os que não são. Os cristãos de origem muçulmana enfrentam graves violações da liberdade religiosa e são vistos como uma ameaça. Tanto líderes quanto cristãos comuns são frequentemente presos e condenados a longas sentenças. “Vivemos sob constante vigilância e enfrentamos diferentes tipos de pressão. É uma batalha diária manter nossa fé em condições tão hostis. Mas Deus é bom!”, conta Fatemeh*, uma cristã iraniana.

8º Paquistão

Um quarto de todas as acusações de violação das famosas leis antiblasfêmia no Paquistão visam cristãos, que representam apenas 1,8% da população. Embora raramente sejam de fato punidos com a pena de morte, cristãos acusados são vulneráveis a ataques ou assassinatos por multidões, entre outros tipos de discriminação. “Estamos em uma batalha espiritual, então, seremos Cristo, até para nossos inimigos. Mostraremos a eles que nossa fé é mais forte do que o ódio”, diz Rashid*, um cristão paquistanês.

7º Nigéria

A violência jihadista continua a escalar na Nigéria, e os cristãos são alvos frequentes dos militantes entre os fulani, do ISWAP e do Boko Haram. Os ataques são brutalmente chocantes, por isso, mais uma vez, a Nigéria é o país mais violento e com o maior número de mortes por causa da fé em Jesus na Lista Mundial da Perseguição 2025, além dos milhares de deslocados internos. “Adoraremos a Deus porque ele preservou nossas vidas. Deus ainda está no trono e ele certamente me libertará”, conta Abraham, um cristão deslocado interno.

6º Eritreia

O cenário de perseguição na Eritreia é complexo. Há poucas igrejas oficiais reconhecidas pelo governo. Cristãos que não fazem parte delas, correm o risco de sofrer graves maus-tratos. Por muitos anos, as forças de segurança fazem batidas nas casas, prendendo centenas de cristãos. A Eritreia também é chamada de “Coreia do Norte da África” devido ao controle extremo do Estado. Mas a fé corajosa permanece. “Vivemos com medo de quem será preso a seguir. Será outro irmão em Cristo? Serei eu? Mas devemos continuar a caminhar com Deus”, conta Paulos, um cristão na Eritreia.

5º Sudão

O Sudão estava no caminho para a liberdade religiosa, mas um golpe e uma guerra devastadora destruíram a esperança a esse respeito. Após um ano e meio de guerra, o país abriga as maiores crises de deslocamento e fome do mundo, com quase 9 milhões de pessoas forçadas a fugir de suas casas. O Sudão subiu três posições na Lista Mundial da Perseguição 2025, e os cristãos estão novamente em perigo. “Há muitas doenças, ficamos doentes, precisamos de remédios para nos curar e nossos filhos. Temos tantos desafios. Eu oro para que Deus ouça o que eu digo, e que ele veja minhas lágrimas devido a essa situação e guerra”, conta Alya, uma cristã deslocada interna.

4º Líbia

Na Líbia, seguir a Jesus é um grande risco para qualquer um. Cristãos de origem muçulmana enfrentam pressão violenta de suas famílias e comunidades para renunciar à fé. Cristãos estrangeiros, especialmente da África Subsaariana, são alvos de sequestros e assassinatos de grupos militantes. Cristãos que expressam abertamente sua fé ou tentam compartilhá-la com outros correm risco de prisão e oposição violenta.

3º Iêmen

Destruído pela guerra civil, a vida é muito difícil para todos no Iêmen, e ainda mais difícil para os cristãos. O país agora está dividido em territórios governados por três diferentes poderes, bem como algumas áreas controladas pela Al-Qaeda e pelo Estado Islâmico. Pelo menos um cristão iemenita foi morto por sua fé e dezenas de igrejas domésticas não podem mais se reunir. Mas iemenitas desiludidos com o islamismo estão buscando a verdade e descobrindo sobre Cristo por meio de conversas online com cristãos secretos. “Sonhamos com Deus e sabemos que há cristãos reais vivendo para o Senhor em nosso país”, conta a cristã iemenita Zahra*.

2º Somália

Na Somália, seguir a Jesus é uma questão de vida ou morte. O Al-Shabaab, um grupo militante islâmico violento, está em guerra com o governo e controla grandes áreas do país. Esse grupo impõe uma forma estrita da sharia (lei islâmica) e está comprometido em erradicar o cristianismo da Somália. Eles frequentemente matam cristãos somalis no local. Ser muçulmano é uma grande parte da identidade somali, e rejeitar isso é visto como uma grande traição que afeta toda a família.

1º Coreia do Norte

A Coreia do Norte é o número 1 na Lista Mundial da Perseguição 2025. É impossível se reunir para cultos ou oração, e até mesmo encontros de oração secretos colocam os cristãos em grande risco. Espiões oficiais, vizinhos ou professores podem denunciar qualquer um suspeito de seguir a Jesus, pois reconhecer qualquer divindade além da família Kim é considerado uma ameaça à liderança do país. A Portas Abertas estima que há 400 mil cristãos na Coreia do Norte, todos seguindo a Jesus em segredo. “Se eu for pega, posso acabar em um campo de trabalho, pagando um preço alto por ser cristã agora”, Joo Min*.

*Nomes alterados por segurança.

Fonte: Portas Abertas

Entrevista: Vanessa Giácomo e Dan Stulbach revelam os bastidores de “Fé para o Impossível”

Vanessa Giácomo e Dan Stulbach protagonizam o filme "Fé para o Impossível" (Foto: Reprodução/Comunhão/360WayUp)
Vanessa Giácomo e Dan Stulbach protagonizam o filme "Fé para o Impossível" (Foto: Reprodução/Comunhão/360WayUp)

A +Galeria e a 360 WayUp preparam-se para o lançamento de Fé para o Impossível, que estreia nos cinemas em 20 de fevereiro. O longa, dirigido por Ernani Nunes, traz Vanessa Giácomo e Dan Stulbach nos papéis de Renee e Philip Murdoch, um casal que teve sua vida transformada por um evento traumático.

A produção, baseada em fatos reais, narra a história de superação da missionária Renee Murdoch após um violento ataque no Rio de Janeiro. O público demonstrou grande interesse na trama desde que os primeiros detalhes foram divulgados, e a expectativa só cresce com a proximidade da estreia. Em entrevista para a Comunhão, os protagonistas compartilharam suas experiências com o filme, destacando a força da história e a importância da fé.

Escolha pelo projeto

Vanessa Giácomo conta que ficou imediatamente tocada ao ler o roteiro e perceber a potência da história. “Quando li, senti vontade de fazer por isso. Fiquei apaixonada pelo roteiro e por tudo o que ele representa”, revelou.

Já para Dan Stulbach, o envolvimento com a produção aconteceu de forma natural. “Já havíamos trabalhado juntos antes em uma série, e tem pessoas que cruzam o nosso caminho na profissão que são especiais de alguma maneira. A Vanessa é uma dessas. Primeiro, são as pessoas, e depois vem a obra, o roteiro, a história real. Tudo isso nos contagiou”, contou.

Conexão com a fé

O filme traz uma forte conexão com o universo cristão, abordando a jornada de fé da família Murdoch. Questionada sobre seu contato com esse universo, Vanessa compartilhou que sempre teve uma relação próxima com a espiritualidade. “Eu sou uma mulher de muita fé. Tudo que eu faço, primeiro peço a Deus direção para saber se é para fazer mesmo. Algumas questões específicas desse universo eram novas para mim, mas a fé, não”. 

Dan, por sua vez, comentou sobre o aprendizado que teve ao mergulhar nesse contexto. “A questão da fé não é nova para mim, mas algumas palavras, gestos e detalhes desse universo foram novidade. Foi muito legal porque você aprende e amplia seu leque de compreensão. É importante tratar esse tema com respeito e seriedade”.

Emoção nos bastidores

Ambos os atores destacaram cenas marcantes do longa. Vanessa revelou que ficou profundamente emocionada ao assistir ao resultado final. “Quando assisti, fiquei muito emocionada. Na cena em que a personagem fala com os filhos, me tocou muito. Fiquei assistindo de camarote, antes de todo mundo, e achei tudo muito comovente. Estava todo mundo entregue”, disse.

Dan também relembrou momentos impactantes, como uma cena de conflito entre seu personagem e a filha. “Tem um momento em que a Julia (atriz que interpreta Júlia Murdoch) me questiona e está brava comigo. Há muito conflito entre pai e filhos antes do acidente e durante a internação, mas depois tudo muda. É bonita essa transformação na relação deles”.

Fidelidade da adaptação 

Baseada em fatos reais, a história detalha como o evento traumático impactou profundamente a vida de Renee e seus familiares. Durante o processo de criação, Renee e seu marido, Philip, atuaram como consultores, garantindo a fidelidade da adaptação.

“Foi um desafio adaptar uma história tão delicada, mas ficamos felizes ao saber que a família se sentiu representada de maneira fiel e autêntica”, afirmou Clara Ramos, Diretora Geral da +Galeria.

Com uma estreia antecipada, a expectativa é que o filme inspire e emocione o público. “Queremos que as pessoas saiam do cinema refletindo sobre fé, superação e a força do amor familiar”.

Fonte: Comunhão

Cristãos mortos e sequestrados por terroristas na Nigéria

Cristãos choram a morte dos entes queridos na Nigéria (foto representativa)
Cristãos choram a morte dos entes queridos na Nigéria (foto representativa)

Na última quarta-feira (5), pastores Fulani mataram três cristãos no estado de Kaduna, na Nigéria, uma semana depois de outros três terem sido mortos na mesma área.

Líderes locais informaram que os agressores mataram um cristão na vila de Majagada Binawa, no condado de Kauru, e sequestraram outros cinco na comunidade predominantemente cristã. Felizmente, um homem conseguiu escapar, mas ficou ferido.

“Este ato de violência não é apenas um ataque às vítimas e suas famílias, mas à paz e estabilidade de toda a comunidade”, disse Istifanus Danjuma Makoshi, presidente da Associação de Desenvolvimento de Binawa (BIDA), em um comunicado à imprensa.

“A BIDA apela ao governo do estado de Kaduna, agências de segurança e todas as autoridades relevantes para tomarem medidas urgentes e decisivas para garantir a libertação imediata e segura dos sequestrados; levar os criminosos à justiça; e aumentar a presença de segurança em Binawa e outras comunidades vulneráveis ​​para evitar novos ataques”, acrescentou.

Já na área de Galadimawa, outra aldeia cristã de Fadan Rumaya, os extremistas mataram dois cristãos e deixaram outros três feridos. Além disso, cinco moradores também foram sequestrados.

“Sofremos mais um ataque devastador de bandidos em que vidas foram perdidas, e muitos mais ficaram traumatizados”, disseram os líderes.

E continuaram: “Condenamos este ato terrível, que é um flagrante desrespeito aos direitos humanos e à segurança dos moradores rurais em nossa região. Nosso governo fez ouvidos moucos à nossa situação? Exigimos ação urgente e proteção para nossas comunidades”.

Don Abamu, um morador da área, contou que os cristãos foram mortos por “bandidos muçulmanos”.

“Eles também sequestraram dezenas de outros aldeões cristãos. Os assassinatos e sequestros por bandidos muçulmanos se tornaram uma rotina diária na Área do Governo Local de Kauru”, disse ele ao Morning Star News

‘Pedimos segurança’

O presidente do Conselho do Governo Local de Kauru, Abel Habila Adamu, confirmou os ataques.

“O recente aumento da violência e dos ataques na área resultou em perda de vidas, deslocamento de pessoas e destruição de propriedades”, disse Adamu em um comunicado à imprensa.

“Como comunidade, tentamos abordar essas questões por meio de nossas próprias iniciativas, como programas de vigilância de bairro e policiamento comunitário. No entanto, a situação piorou a um ponto em que exigimos intervenção imediata das agências de segurança relevantes e da comunidade global. Os casos de sequestro de pessoas inocentes na área são alarmantes e desnecessários”, acrescentou.

Nas comunidades de Kumana e Kauru, milhares de pessoas foram deslocadas e mortas em diversas outras aldeias do país.

Adamu destacou que uma mulher foi morta em Kiffin Chawai após pagar o resgate exigido pelos bandidos que a sequestraram.

“Para resolver esse problema, estamos pedindo ao governo que estabeleça duas bases militares, uma em Kauru e outra em Kumana, se possível em Dokan Karji e Kaibi. Essas bases militares fornecerão uma segurança permanente na área, ajudando a deter ataques e fornecer uma sensação de segurança para a população local, que agora está dormindo com os dois olhos abertos com medo do desconhecido”, concluiu.

Outros ataques

Em 30 de janeiro, também no Condado de Kauru, um pastor e dois outros cristãos foram mortos por Fulanis. Outros 17 cristãos foram sequestrados em Fadan Ruruma no dia 2 de fevereiro.

Augustine Baye, diretor da Baye Child Foundation, disse em um comunicado à imprensa que o pastor conhecido como, Ezekiel, foi emboscado e morto por “bandidos”, e que seu corpo foi encontrado dois dias depois, após uma extensa busca da família.

“O assassinato do pastor Ezekiel deixou a comunidade em choque e luto. Tragicamente, ele foi atacado por bandidos no caminho de volta. Eles o arrastaram para longe e o mataram brutalmente, deixando sua motocicleta abandonada perto de um rio. Depois de dois dias agonizantes, seu irmão, apesar dos perigos, embarcou em uma busca e finalmente encontrou o corpo do pastor. A visão era angustiante; ele havia sido morto com a cabeça quase decepada”, relatou Baye.

Essa tragédia deixou a esposa e quatro filhos pequenos do pastor com dificuldades financeiras para suprir necessidades básicas.

“O assassinato do pastor Ezekiel é um lembrete devastador da insegurança que assola muitas comunidades no estado de Kaduna. Ele destaca a necessidade urgente de maior segurança e apoio para famílias que sofrem tais perdas, garantindo que elas possam reconstruir suas vidas diante de uma tragédia inimaginável”, afirmou Baye.

Nehemiah James, outro morador da área, pediu uma intervenção urgente do governo nigeriano para acabar com o derramamento de sangue.

“As aldeias outrora pacíficas foram lançadas em um estado de pânico e medo, pois bandidos tomaram conta das comunidades, causando medo nos corações do meu amado povo”, disse James ao Morning Star News.

E continuou: “Nos últimos meses, as comunidades testemunharam um aumento nos sequestros, com vários moradores, incluindo idosos, sendo sequestrados por bandidos. As pessoas, que são predominantemente fazendeiros e comerciantes, agora vivem em medo constante, incapazes de realizar suas atividades diárias sem olhar por cima dos ombros”.

Os ataques também levaram a uma crise financeira, já que muitos abandonaram suas fazendas e negócios por medo de serem sequestrados.

“Apesar de vários relatos às autoridades, os sequestros continuam inabaláveis, com as pessoas se sentindo abandonadas e desamparadas. A falta de presença de segurança adequada nas áreas encorajou os bandidos, que agora operam com impunidade”, explicou James.

Sunday Marshall Katung, um senador da parte sul do estado de Kaduna, informou em uma recente sessão da Assembleia Nacional que extremistas tomaram conta da maioria das comunidades na região e pediu intervenção militar imediata.

A Nigéria ficou em 7º lugar na Lista Mundial da Perseguição da Missão Portas Abertas de 2025 como um dos lugares mais difíceis para ser cristão.

Fonte: Guia-me com informações de Morning Star News

Marcela Taís lança “Copinho de Extrato de Tomate” com tendência vintage do rock anos 60

Marcela Taís. (Foto: Divulgação)
Marcela Taís. (Foto: Divulgação)

Com uma carreira iniciada em 2011, Marcela Taís é uma das referências quando o assunto é o folk e o indie dentro do segmento gospel. Com uma música cheia de poesia, ela alcançou popularidade principalmente entre o público mais adolescente por cantar sobre a vida em seus altos e baixos e sobre o amor.

E é com toda essa bagagem e poesia que a cantora chega para somar ao cast da Onimusic, onde quebra um hiato de quatro anos lançando um single que traz o curioso nome “Copinho de Extrato de Tomate”.

A canção surgiu como um poema em 2017, quando Marcela ainda estava solteira. A cantora se casou em 2019 com o músico Samuel Antunes e, em 2022, os versos ganharam melodia e arranjos durante a pandemia. Em 2024, prestes a dar à luz à filha Serena, “Copinho de Extrato de Tomate” foi finalizada e gravada.

“A escolha da música tem tudo a ver com esse momento de volta porque ela fala justamente sobre superação, sobre como Deus coloca tudo de volta no lugar, nos refaz depois de quebrados e nos dá novos sonhos. Eu assino a composição e produção, mas tive parceiros essenciais para o resultado final. Um parceiro já antigo na criação das melodias e arranjos que é o Tobias Adoniran, que tocou por anos na minha banda e entende bem os caminhos malucos da minha cabeça. Outro que chamei já na fase final e que inclusive gravou as guitarras foi o amigo Alexandre Magnani que acabou acrescentando arranjos e dicas bem legais nas gravações. O estilo lembra o rock dos anos 60 mas tem uma pegada ‘vintage moderna’ que eu fui colocando experimentações”, relatou Marcela.

Juntamente com a música, a cantora também lançou o videoclipe em seu canal no YouTube, que segue esse estilo vintage na estética da produção, com direito à banda e vários elementos visuais que se encaixam na história, além da participação do marido da artista. Quem assistir vai poder conferir Marcela Taís nas últimas semanas de gestação, mas mesmo assim ela não mediu esforços na hora de entregar sua performance a cada take.

“Eu sabia desde o ínicio que este clipe deveria carregar o mesmo tom “humorado dramático” que a canção já expressava e sempre o imaginava num fundo branco com integrantes da banda expressando comigo as emoções descritas na canção. Por isso, eu precisava ter alguém na direção com visão bem artística e poética para organizar e dar vida a essas ideias. Convidei o Rodrigo de Paula que, juntamente com a Sarah Martins, da SARÇA films, assinarem ‘Copinho de Extrato de Tomate’. Inclusive ele já dirigiu outros clipes meus e juntos temos ideias muito legais”, destacou a artista.

Nova fase e projetos experimentais

Sobre os próximos projetos, Marcela Taís revela que “Copinho de Extrato de Tomate” faz parte de um EP que ela considera bem experimental e que trará poemas que ela escreveu e que ainda não haviam virado música.

“São canções bem do meu ‘Acervo pessoal’ se assim posso dizer, que foram nascendo em momentos bem diferentes da minha vida, bem na pegada poética, despretensiosa e orgânica que gosto de compor. São canções que fiz sem a pressa de cumprir um lançamento e acabaram carregando muita liberdade criativa. Neste EP teremos, por exemplo, uma canção com estilo sertanejo raiz, com viola caipira que eu amo, falando sobre relacionamento de pais e filhos e será uma realização pessoal em memória da minha infância e origem sul-mato-grossense. Estou trazendo muitas experimentações. O que não deixa também de ser já marca do meu trabalho que é misturar e criar dentro de estilos que eu curto. Eu gosto muito do folk e está também em minhas raízes, mas eu me sinto muito mais empolgada e livre agora para fazer as melodias, ritmos e arranjos, deixando fluir ainda mais os sons que tocam dentro da minha cabeça e alma”, disse a cantora.

Em relação aos temas que estarão presentes no EP, Marcela Taís pretende falar sobre “assuntos propícios a este tempo presente, o qual tem nos sufocado e diluído verdades”.

“Quero que minhas canções nesta minha nova fase deem palco ao puro, ao que é verdadeiro, ao belo, ao que é louvável, ou seja, reforçar os valores originais que vêm de Deus, que são os únicos meios de alcançar sanidade espiritual, mental e manter os relacionamentos vivos em tempos tão mentirosos. Irei abordar sobre a Graça de Deus como a única forma de trazer graça à vida, continuarei falando sobre relacionamentos incluindo de casados e também pais e filhos, falarei das emoções e a necessidade de Deus na cura delas e o quanto precisamos mais depender dEle para sobrevivermos estes tempos. Foi o repertório mais fácil de definir porque, como disse, desta vez eu não compus para um lançamento, eu já tinha um acervo com várias canções e escolhi as que mais senti fazerem parte deste momento”, contou ela.

Sobre a entrada na Onimusic, Marcela explica o que pesou em sua decisão de assinar com a gravadora que conta com nomes da adoração em seu cast, como Gabriela Rocha, Gabriel Guedes, Diante do Trono e Isaías Saad, e também artistas com um estilo mais alternativo e regional, como Rodolfo Abrantes, Coletivo Candiero, Milena Pina, Pagode Restaura e Sarau do Reino.

“Hoje com a Onimusic estamos em parceria com a distribuição digital de todas as minhas canções e duas coisas aconteceram que foram chave. A primeira é que eu estava vindo de uma experiência muito negativa com o selo que administrou meus trabalhos anteriores. Então eu sabia que quando fosse o momento de “voltar”, eu não queria mais lidar com abusos. A Oni é uma empresa sólida e cantores amigos me deram boas referências”, relatou Marcela.

Burnout, casamento, maternidade e superação

Com três álbuns já lançados — “Cabelo Solto” (2011), “Moderno à Moda Antiga” (2015) e “Não Sou Tão Forte” (2021), Marcela coleciona hits em sua carreira. Canções como “Não Tenho o Dom”, “Escolhi Te Esperar”, “Pequenas Alegrias”, “Ame Mais, Julgue Menos”, “Menina Não Vá Desanimar”, “Vai Passar Rápido” e “Sobrevivi” são só alguns dos hits da artista, que revela ter tido um início desafiador e enfrentou momentos que ela considera tóxicos ao longo da carreira.

“Nesses quase 15 anos eu suportei situações muito pesadas, abusivas, sofri injustiças, fui até roubada literalmente em meus direitos, passei muita coisa e ser mulher jovem e solteira me deixava ainda mais vulnerável infelizmente. Eu amo meu ministério mas a ‘carreira’ foi emocionalmente e, muitas vezes ‘espiritualmente’ tóxica, pois pessoas acabam misturando negócios e a fé para manipulação. Então, após dez anos intensos, acabei tendo episódios de burnout e não estava bem de saúde quando entreguei meu último álbum. Neste período eu conheci o Samuel e foi ele quem me levou para cuidar da saúde e até a uma psicóloga”, disse Marcela.

E continuou: “Casamos e veio a pandemia e Deus me levou para um descanso total, um período necessário que me prepararia para uma fase muito difícil a seguir com a perda da minha mãe. Foi aí que decidi de vez me refugiar no cuidado da família e ter uma vida mais leve. Eu nunca pensei em parar de cantar, mas foi totalmente necessária esta pausa. Hoje entendo a carreira de uma forma diferente”.

“Agora sou esposa, mãe e empresária também, tenho sonhos novos, projetos e compromissos acontecendo juntos e acho que isso na verdade trouxe uma Marcela muito mais evoluída, segura e ainda mais independente de opiniões e, o mais importante, que compreende inclusive os próprios limites e isso é essencial se realmente desejamos ir mais longe”, acrescentou.

Paralelo à música, Marcela Taís aproveitou para desenvolver seu lado empresária. Em fevereiro de 2023, ela e Samuel lançaram a Poeticamente, que se apresenta como “uma marca de produtos com poesia”. Com uma linha de joias e semijoias, a loja traz uma coleção de colares, brincos, pingentes e aneis, a marca preza por um resultado que vai além de venda de produto, proporcionando experiências, que vão desde a qualidade, beleza e criatividade do produto, quanto às elegantes embalagens e o atendimento e respeito ao consumidor.

A Poeticamente tem um espaço físico e um ateliê em Campinas, em São Paulo, mas conta com revendedoras em diversos estados e uma loja online.

E, em relação ao futuro, Marcela pretende priorizar a maternidade e concluir a faculdade de Psicologia assim que possível. Mas é claro que a música também está na sua lista de coisas importantes a seguir fazendo.

“Tenho diversas canções, das mais diversas temáticas inclusive. A propósito minhas canções românticas prediletas ficaram guardadas e sinto que chegou a hora delas. A Serena também me inspira muito, já tenho nossas musiquinhas ‘secretas’ que componho para ela e nos divertimos juntas. Isso também tem me dado boas ideias. Eu não pretendo voltar com uma carreira mirabolante e acelerada, pretendo sim fazer ainda algumas agendas e cantar por aí, mas com certeza agora num ritmo e num planejamento próprio que me permita continuar tendo uma vida leve e, é claro, minha vida privada”, concluiu.

Assista ao clipe de “Copinho de Extrato de Tomate”, de Marcela Taís, clicando aqui

Fonte: Guia-me

Após polêmica com Claudia Leitte, vereador propõe lei contra “cristofobia”

Claudia Leitte (Foto: Instagram/@claudialeitte)
Claudia Leitte (Foto: Instagram/@claudialeitte)

O vereador Cezar Leite (PL), que diz ser evangélico, protocolou nesta terça-feira, 4, um projeto de lei na Câmara Municipal de Salvador (BA) para combater a “cristofobia” na cidade após a polêmica envolvendo a cantora Claudia Leitte e as religiões de matriz africana.

A cantora se envolveu em uma confusão por trocar a letra da música “Caranguejo”, que fazia referência a Orixá Iemanjá por Yeshua, nome hebraico utilizado pelos cristãos para se referir a Jesus Cristo.

Ao defender a proposição, o vereador diz que a “fé cristã também precisa ser respeitada” na cidade.

“Salvador é uma cidade conhecida por sua diversidade cultural e religiosa. Não podemos aceitar ataques ou preconceitos contra nenhuma tradição. A fé cristã também precisa de proteção e respeito”, afirmou o vereador.

A proposta chega ao Legislativo uma semana após a audiência do Ministério Público da Bahia (MP-BA) sobre a acusação de racismo religioso praticado pela cantora Claudia Leitte, com a presença da yalorixá Jaciara Ribeiro, autora da ação.

O vereador também esteve presente no ato e afirmou nas redes sociais que foi silenciado pelos participantes no momento da sua fala. Ele ainda citou uma “colega irmã” que foi vaiada por defender o cristianismo.

De acordo com o vereador, o projeto de lei busca instituir medidas para proteger e promover o respeito às manifestações cristãs, garantindo um ambiente de convivência harmoniosa entre as diversas tradições religiosas.

O projeto de lei propõe a implementação de campanhas educativas e ações de conscientização sobre a importância do respeito às diferenças religiosas. Além disso, prevê a criação de canais de denúncia para casos de discriminação contra cristãos e a aplicação de penalidades administrativas para atos comprovados de cristofobia.

A proposta aguarda tramitação e debates nas comissões da Câmara Municipal antes de ser submetido à votação em plenário.

Fonte: A Tarde

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