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Ex-muçulmano que espancava cristãos se torna evangelista, na Nigéria

Cristão lendo a Bíblia (Foto: Reprodução)
Cristão lendo a Bíblia (Foto: Reprodução)

Abdul* e seus amigos muçulmanos eram conhecidos por perseguir cristãos na Nigéria. Em um episódio marcante, eles atacaram um grupo de fiéis que se preparava para uma cruzada evangelística no norte do país. Abdul acreditava estar fazendo a coisa certa tanto para a humanidade quanto para Deus.

No entanto, o destino reservava uma reviravolta inesperada para sua vida. As mesmas pessoas que um dia foram suas vítimas agora são seus parceiros e irmãos na fé cristã. Criado em um lar islâmico, Abdul sempre se esforçou para seguir os costumes religiosos da família. Durante sua adolescência, buscou ser um muçulmano exemplar, repetindo as práticas tradicionais com rigor.

Um dos sinais de devoção que ele queria ostentar era o calo na testa, resultado da intensa oração encurvado sobre o tapete cinco vezes ao dia. Para impressionar o pai, que era um sacerdote islâmico, Abdul chegou a esfregar propositalmente a testa no chão para criar essa marca de fervor religioso. Quando o pai viu, ficou satisfeito e prometeu enviá-lo à Arábia Saudita para estudar o islamismo e se tornar um líder.

A vida de Abdul começou a mudar quando ele se mudou para Lagos com seu irmão. Foi lá que teve o primeiro contato com o cristianismo por meio da cunhada, que era seguidora de Jesus. Apesar de ser obrigada a se converter ao islamismo para se casar, ela manteve uma Bíblia escondida, e Abdul a encontrou.

Seu primeiro encontro com Cristo ocorreu de forma misteriosa: ele teve um sonho, do qual não conseguia descrever os detalhes, mas sabia que se tratava de Jesus. O significado do sonho permaneceu um mistério até que ele participou de uma cruzada evangelística e ouviu a mensagem do Evangelho. No entanto, naquele momento, ele ainda resistiu, travando uma batalha interna entre sua fé islâmica e o chamado de Cristo.

A luta espiritual dentro de Abdul continuava intensa. Ele gostava de jogar futebol e foi convidado para uma partida com um grupo de cristãos da igreja local. Após o jogo, sentiu o desejo de conversar com o pastor da juventude. Durante a conversa, o pastor lhe explicou sobre a salvação por meio de Jesus e fez uma pergunta decisiva: “Você está pronto para embarcar nessa jornada com Deus?”. Abdul respondeu afirmativamente, mas ainda estava confuso.

Ao retornar para casa, ele colocou o Alcorão sobre a Bíblia e saiu. Quando voltou, encontrou a Bíblia em cima do Alcorão. Sem saber se alguém havia entrado no quarto ou se era um sinal divino, aquilo mexeu com ele profundamente.

No dia seguinte, Abdul procurou novamente o pastor e tomou sua decisão definitiva. Aceitou Jesus Cristo e, ao ser tocado pelo Espírito Santo, começou a falar em línguas. Mais tarde, lembrou-se de uma profecia que um primo muçulmano lhe havia dito anos antes: que ele se tornaria um líder cristão na Nigéria. Naquele momento, compreendeu que Deus já havia preparado esse caminho para ele.

Atualmente, Abdul é um evangelista dedicado a pregar o Evangelho em regiões remotas da Nigéria. Antes, ele perseguia e agredia cristãos que participavam de cruzadas evangelísticas; hoje, ele também faz parte delas, levando a mensagem de Jesus a muitos que, assim como ele um dia, resistem à fé cristã.

*Nome alterado por motivos de segurança.

Folha Gospel com informações de Guia-me e God Reports

Estudantes cristãos enfrentam perseguição religiosa em Cuba

Bandeira de Cuba em uma rua da capital Havana (Foto: canva)
Bandeira de Cuba em uma rua da capital Havana (Foto: canva)

O jovem Juan Pablo* foi criado pela mãe e avó e desde cedo conheceu Jesus em Cuba. Ele lembra como foi ensinado a orar a Deus em todas as circunstâncias. Aos 16 anos, tomou a decisão pessoal de se tornar cristão e, hoje, é um dos líderes em treinamento apoiados pela Portas Abertas.

Desde os primeiros anos na escola, Juan Pablo enfrentou dificuldades por causa de sua fé. Colegas o chamavam de “garoto estranho” apenas porque orava antes do almoço e frequentava a igreja. Com o tempo, o assédio físico e a humilhação pública começaram a fazer parte de sua rotina, muitas vezes incentivados pelos próprios professores.

Os desafios aumentaram quando ele ingressou na faculdade de economia. As autoridades acadêmicas descobriram sua fé e começaram a pressioná-lo para renunciar a ela. Ele foi forçado a se filiar à Federação de Jovens Comunistas Cubanos (UJC), mas recusou. Como consequência, suas notas, antes excelentes, começaram a cair sem explicação. Eventualmente, a perseguição se tornou insustentável e Juan Pablo precisou abandonar a universidade.

A repressão a cristãos em Cuba não é um fenômeno novo. Muitos jovens vivem situações semelhantes há décadas. Segundo Josué Valdez*, pesquisador da Portas Abertas, o regime comunista passou a enxergar a religião como uma ameaça ao seu controle, associando a fé cristã a valores contrários ao socialismo. As instituições religiosas passaram a ser vigiadas de perto, e seus líderes, perseguidos.

Miguel*, pastor há mais de 20 anos e voluntário da Portas Abertas, conta como, quando era estudante, precisava se reunir em segredo com outros cristãos. Para evitar a repressão, encontravam-se nas montanhas ou em locais isolados para compartilhar a fé. Caso fossem descobertos, poderiam ser expulsos e acusados de evangelismo. Embora o governo tenha declarado Cuba um Estado laico em 1992 e afirmado que a perseguição havia diminuído, a realidade dos cristãos cubanos mostra o contrário.

Miguel testemunhou como o governo tenta controlar o crescimento das igrejas e silenciar aqueles que não apoiam suas políticas. Segundo dados da Portas Abertas, entre janeiro de 2021 e março de 2024, foram registrados 614 incidentes de perseguição contra cristãos em Cuba, incluindo o fechamento de igrejas. Atualmente, o país ocupa a 26ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2025, sendo considerado o mais perigoso da América Latina para os cristãos.

Para especialistas, a educação cristã se tornou essencial para manter a fé em meio à repressão. As igrejas desempenham um papel crucial ao fornecer apoio espiritual e moral às famílias, algo que o Estado não pode oferecer. Nos últimos quatro anos, a Portas Abertas tem investido na capacitação de líderes cristãos por meio de treinamentos bíblicos, discipulado e estratégias de evangelismo.

Os esforços incluem métodos para engajar os jovens e fortalecer as igrejas mesmo sob perseguição. Juan Pablo é um dos beneficiados por esse treinamento e encontrou um novo propósito após ter que deixar a universidade. Seu objetivo agora é continuar no ministério e dedicar sua vida a servir a Deus, levando outras pessoas a Jesus, mesmo diante das restrições impostas pelo regime cubano.

Fonte: Portas Abertas

Robert Morris, fundador da Gateway Church, se entrega à polícia após ser indiciado por abuso sexual infantil

Robert Morris após se entregar à polícia. (Foto: Gabinete do Xerife do Condado de Osage, EUA)
Robert Morris após se entregar à polícia. (Foto: Gabinete do Xerife do Condado de Osage, EUA)

Robert Morris, fundador da Gateway Church em Southlake, Texas, se entregou formalmente ao Gabinete do Xerife do Condado de Osage, em Oklahoma, na manhã desta segunda-feira, e deve se declarar inocente no tribunal alguns dias após ser indiciado por cinco acusações de atos obscenos ou indecentes com uma criança por um grande júri de vários condados naquele estado na última quarta-feira.

Documentos de prisão analisados ​​pelo The Christian Post mostram que Morris foi formalmente autuado, no horário local, às 7h57 e liberado às 8h11 sob fiança de US$ 50.000.

O advogado de Morris, Mack Martin, se recusou a comentar mais especificamente sobre as acusações, mas disse à Associated Press que espera declarar-se inocente em nome do fundador da megaigreja em audiência.

A rendição de Morris ocorre poucas horas depois de autoridades da Gateway Church oferecerem orações aos fiéis e tentarem distanciar a igreja de seu antigo líder em dificuldades.

As acusações decorrem de alegações feitas por Cindy Clemishire, agora com 54 anos, em junho passado, de que Morris abusou sexualmente dela durante vários anos na década de 1980, quando ele era um evangelista viajante, começando quando ela tinha 12 anos.

Nic Lesmeister, pastor executivo de alcance global da Gateway Church, reiterou em um discurso no domingo que Morris, que renunciou devido às acusações em junho passado, não tem mais nenhum vínculo formal com a igreja.

“Em novembro passado, nossos presbíteros deixaram claro que tínhamos traçado uma linha clara como igreja e que estávamos seguindo em frente. E porque estamos seguindo em frente, e a Gateway não está mais envolvida nessa questão legal, não continuaremos a atualizá-los sobre os procedimentos do caso, mas continuaremos a orar por todos os envolvidos e afetados nessa questão”, explicou Lesmeister.

Em uma declaração após a acusação de Morris, o procurador-geral de Oklahoma, Gentner Drummond, que atuou como advogado de Clemishire enquanto ele exercia advocacia privada em 2005, disse que os supostos crimes de Morris eram “mais desprezíveis” porque ele era pastor quando ocorreram.

“Não pode haver tolerância para aqueles que abusam sexualmente de crianças”, disse ele. “Este caso é ainda mais desprezível porque o suposto perpetrador era um pastor que explorou sua posição. A vítima neste caso esperou muitos anos para que a justiça fosse feita.”

Em 2005 e 2007, Drummond tentou negociar um acordo com Morris para Clemishire. Mas Morris supostamente se recusou a fornecer assistência a menos que ela assinasse um acordo de não divulgação.

Quase 43 anos após o suposto abuso de Clemishire, ela disse, em uma entrevista, que estava grata que a lei finalmente tivesse alcançado Morris.

“Depois de quase 43 anos, a lei finalmente pegou Robert Morris pelos crimes horríveis que ele cometeu contra mim quando criança. Agora, é hora do sistema legal responsabilizá-lo”, disse ela. “Minha família e eu somos profundamente gratos às autoridades que trabalharam incansavelmente para tornar este dia possível e continuamos esperançosos de que a justiça finalmente prevalecerá.”

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Pastor Fernando Takayama, fundador da Assembleia de Deus Nipo-Brasileira, morre aos 80 anos

O pastor Fernando Takayama foi o fundador da Assembleia de Deus Nipo-Brasileira (ADNIPO) e deixa um grande legado. (Foto: Reprodução internet)
O pastor Fernando Takayama foi o fundador da Assembleia de Deus Nipo-Brasileira (ADNIPO) e deixa um grande legado. (Foto: Reprodução internet)

Morreu na última sexta-feira (14), aos 80 anos, o pastor Fernando Takayama, fundador da Assembleia de Deus Nipo-Brasileira (ADNIPO). Um emocionante culto fúnebre foi realizado no sábado (15), com a presença de parentes, amigos, membros da igreja, além de lideranças religiosas e políticas.

A orquestra tocou as músicas que ele mais gostava e, durante as homenagens, um vídeo narrado por Inteligência Artificial apresentou um resumo de seu legado.

“Com pesar, informamos o falecimento do nosso querido Pr. Fernando Takayama. Ele descansou em paz, nos braços do Pai, que o preparou para sua partida com amor e graça”, declarou a ADNIPO. A Convenção Geral de Ministros das Igrejas Evangélicas Assembleias de Deus do Brasil (CGADB) também emitiu uma nota de pesar, manifestando condolências e apoio à família e aos amigos.

Vindo de uma família budista, Takayama aceitou Jesus e foi batizado aos 16 anos. Em 1980, fundou a ADNIPO, na zona leste de São Paulo, com o propósito de levar a palavra de Deus aos japoneses e demais orientais. Hoje, a denominação conta com mais de 100 filiais. Além disso, a orquestra e o coral da igreja, com 320 integrantes, tornaram-se referência na música cristã no país.

ADNIPO

Irmão biológico do renomado conferencista Hidekazu Takayama, de Curitiba (PR), o pastor Fernando fundou a ADNIPO em 1980, com o propósito inicial de levar a palavra de Deus aos japoneses e orientais.

Com mais de 320 integrantes, a orquestra e o coral da igreja destacam-se como um dos maiores e mais renomados conjuntos de música sacra do Brasil.

Após mais de quatro décadas, a ADNIPO se consolidou e atualmente conta com mais de 100 filiais, a maioria localizada no estado de São Paulo.

O falecimento do pastor Fernando gerou manifestações de diversos líderes da igreja evangélica do Brasil.

A Convenção Geral de Ministros das Igrejas Evangélicas Assembleias de Deus do Brasil (CGADB) divulgou uma nota de pesar, manifestando sinceras condolências pelo falecimento do pastor e demonstrando apoio à família e aos amigos.

Fonte: Comunhão e Guia-me

Baby do Brasil se pronuncia após dizer que abusadores devem ser perdoados

A cantora Baby do Brasil (Foto: Felipe Souto Maior - SecultPE/Fundarpe)
A cantora Baby do Brasil (Foto: Felipe Souto Maior - SecultPE/Fundarpe)

Após sofrer duras críticas por pedir, em um culto na D-Edge, que vítimas de violência sexual perdoassem seus abusadores, a cantora Baby do Brasil usou suas redes sociais para se explicar. Em uma postagem no Instagram, a artista afirmou que o perdão ao qual se referiu não significava abrir mão da justiça. Ela também citou Mateus 5:43, onde Jesus fala sobre perdoar e amar os inimigos.

“Estou falando do perdão que liberta. Não estou falando do perdão que significa abrir mão da justiça. Não estou falando do perdão que inocenta alguém de seu erro. É o perdão que me livra dos gatilhos que me acompanhariam por toda a vida se eu carregasse dentro de mim essa dor, essa tristeza, essa mágoa”, explicou.

O vídeo, que pode ser visto abaixo, veio acompanhado de um texto no qual ela deixa claro que “jamais defenderia abusadores de qualquer espécie, pois sou contra qualquer tipo de abuso” e que fez questão de, pessoalmente, dar sua versão sobre o ocorrido.

“Agora todos podem comprovar, pela minha própria boca, o que realmente disse em um culto sobre o perdão espiritual e profundo, que nos liberta dos gatilhos emocionais e traumas que carregamos como consequência dos mesmos. Culto esse aberto a todas as pessoas que buscaram o amor de Deus”, escreveu.

Sobre os ataques que recebeu nos últimos dias, a artista respondeu em vídeo: “Todos estão perdoados”.

Fonte: Comunhão

Síria: igreja teme que violência provoque novo êxodo de cristãos

Bandeira da Síria (Foto: canva)
Bandeira da Síria (Foto: canva)

No dia 15 de março de 2011, começava uma guerra civil avassaladora na Síria cujos efeitos ainda persistem no país. A situação se tornou ainda mais imprevisível após a queda de Bashar al-Assad em dezembro de 2024. Prova disso foi a onda de violência que tomou o país na última semana, no conflito entre apoiadores do antigo governo e as autoridades interinas, o que colocou a Síria nas principais manchetes internacionais.

O porta-voz de comunicações da Portas Abertas para o Oriente Médio e Norte da África confirmou que quatro cristãos foram mortos na crise, mas não há evidência de que foram assassinados por causa da perseguição religiosa, nem de um ataque em massa a cristãos nos últimos dias. Ele expressa grande preocupação com os rumores não confirmados de um “massacre de cristãos” que vêm circulando nas redes sociais e podem ter repercussões negativas para a população cristã local.

“Recentemente, quando uma ONG cristã iniciou um processo contra o novo presidente da Síria, o governo interrogou um líder cristão da mesma denominação da ONG, mas que não tinha relação com a solicitação, questionando por que os cristãos sírios eram tão contrários ao presidente. Da mesma forma, os rumores atuais podem repercutir gravemente sobre a comunidade cristã que não tem relação com o surgimento ou a divulgação desses rumores”, afirma o porta-voz.

O maior receio da igreja local é que haja um novo êxodo de cristãos sírios fugindo da violência. É importante reforçar que a Portas Abertas só comunica notícias verificadas e está acompanhando de perto os vídeos e notícias recentes para verificar sua veracidade. “Temos uma rede forte em campo há mais de 20 anos, pela qual continuamos a monitorar a situação de perto. À medida que recebermos novas informações verificadas, compartilharemos em nossos canais de comunicação”, disse o responsável pela comunicação da Portas Abertas Internacional.

Ainda há muitas incertezas e medo para os 579 mil cristãos que permanecem na Síria de que grupos radicais aproveitem as mudanças no país para oprimir ainda mais os seguidores de Jesus. Embora não haja evidências fortes de uma matança em massa de cristãos sírios nesta ocasião, isso não significa que eles não estejam em risco. A Síria ocupa o 18º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2025, com uma classificação de perseguição severa.

Entre medo e esperança

“Por quatorze anos ouvimos que quando o grupo de oposição HTS chegasse ao poder, seríamos massacrados”, disse um jovem cristão de Homs. Uma consequência negativa da mudança de regime é o crescimento do crime devido à ausência do Exército, polícia e serviço secreto, que foram demitidos após a queda do ex-presidente Bashar al-Assad. Com esses agentes da lei desaparecidos, surgiu um vácuo de poder nas ruas, que os criminosos aproveitaram.

Agora, grupos de jovens cristãos estão protegendo suas áreas à noite, atuando como vigilantes em seus bairros. Em Damasco, há agora 25 desses grupos. Mas também em outras cidades as pessoas se organizaram para fazer o mesmo. Em Homs, alguns cristãos compartilharam que não saem quando está escuro, nem se sentem seguros ao deixar áreas cristãs.

Há sinais claros de que o pensamento e a governança islâmica terão um papel mais significativo. “Eles estão formando uma nova polícia e todos esses candidatos têm que estudar a sharia (conjunto de leis islâmicas)”. Entre muitos dos cristãos, a incerteza levou a um novo impulso para querer deixar o país.

“Quase todos os jovens querem sair, mas não apenas os que nasceram em famílias cristãs, os que se converteram do islamismo para o cristianismo também querem sair”, afirmou um líder cristão. Outro pastor disse: “Os cristãos de origem muçulmana se tornarão a maioria na igreja síria do futuro, mas eles estão com medo”.

Apesar do que esses dois pastores dizem, outros pastores que trabalham com um número significativo de cristãos de origem muçulmana no Norte e Nordeste do país veem a nova era da Síria como uma oportunidade. “É hora de provar que estamos aqui”. Um líder cristão disse que a Síria agora é como uma mulher em trabalho de parto, “entre dor e esperança”.

Fonte: Portas Abertas

Quase 3 mil pessoas aceitam Jesus em cruzada evangelística no Egito

Cristãos no Egito (Foto: reprodução)
Cristãos no Egito (Foto: reprodução)

O ministério Christ for all Nations (CfaN), sob a liderança do evangelista Daniel Kolenda, realizou uma cruzada evangelística em Cairo, no Egito, onde documentou que 2.962 pessoas aceitaram Jesus.

As atividades do ministério na região ocorreram de 22 a 23 de novembro de 2024. Segundo o Missions Box, eles documentaram 2.962 salvações.

Pela primeira, Daniel pregou o Evangelho próximo a um minarete — torre de uma mesquita — então, a preocupação com muçulmanos locais era iminente.

“Por toda parte havia casas e complexos de apartamentos, habitados por famílias muçulmanas, tão perto que podíamos ver por suas janelas”, disse o evangelista no site do ministério.

No entanto, enquanto o culto continuava, o Espírito Santo atraiu as pessoas. Algumas se sentaram em suas varandas, para ouvir a pregação.

Quando o Daniel fez o apelo, a resposta foi “extraordinária”: “Eu preguei sobre Apocalipse 3:20, que diz: ‘Eis que eu bato na porta e bato’. Enquanto eu falava, eu podia ver o impacto na multidão. Até mesmo homens enxugaram as lágrimas enquanto Jesus tocava corações de diferentes religiões, raças e culturas”.

Nesse momento, o evangelista também orou pelos doentes e muitos testemunharam o poder de Deus.

“Milagres aconteceram. Alguns tinham muito medo de testemunhar publicamente, mas nada poderia impedir Jesus de salvar e curar”, afirmou ele.

“Prometi à multidão que não apenas pregaria o Evangelho e oraria pelos doentes, mas também oraria para que eles recebessem o preenchimento do Espírito Santo. Depois de um momento de adoração, pedi silêncio. As pessoas oraram em silêncio, e então começou — um derramamento do Espírito Santo tão poderoso que me colocou de joelhos”, acrescentou.

‘Começou com um sonho’

A cidade de Cairo, localizada no Egito, tem um significado profético especial para o ministério.

Há anos, quando falecido evangelista e fundador do ministério, Reinhard Bonnke, visitou o Cairo, um guia turístico compartilhou com ele que o Rio Nilo é o único rio na África que flui do sul para o norte.

Então, Reinhard ouviu o Senhor falar com ele que o “rio do Espírito Santo na África fluirá na mesma direção”.

Em 1974, Reinhard teve um sonho profético no qual viu um mapa da África, lavado no sangue de Jesus. Ele ouviu uma voz declarar: “Da Cidade do Cabo ao Cairo, a África será salva”.

Assim, ele deu início a um movimento que continua a transformar vidas até hoje.

“Agora, aqui estamos — 2024 — celebrando 50 anos de Cristo para todas as Nações. Este ano, sentimos um convite divino para seguir as promessas de Deus. Pregar o Evangelho no Cairo foi ousado. O campo estava lotado, mas a atmosfera era diferente de tudo a que estamos acostumados. A multidão era reservada, quieta, respeitosa”, contou Daniel.

“Parte disso é cultural, mas parte disso é a pura novidade deste evento — algo inédito nesta parte do mundo”, acrescentou.

Pregar o Evangelho em uma nação onde mais de 90% da população é muçulmana, não é apenas raro, geralmente é proibido. E mesmo assim,

Embora muitos países do norte da África estejam fechados ao Evangelho, Reinhard sentiu que Deus abriria o caminho para que sua Palavra chegasse até mesmo nos lugares mais resistentes.

“À medida que terminamos 2024, sentimos que estávamos à beira dessa profecia sendo cumprida”, testemunhou Daniel.

Cristo para Todas as Nações

Fundada por Reinhard Bonnke em 1974 e liderada por Daniel Kolenda, Christ for All Nations é conhecida por conduzir campanhas evangelísticas em larga escala, particularmente na África.

Desde 1987, a CfaN testemunhou mais de 93 milhões de decisões documentadas para Cristo.

O ministério é líder global em evangelismo, fornecendo programas de treinamento de primeira linha para criar evangelistas e garantir o trabalho contínuo de evangelismo e discipulado dentro de suas comunidades.

Fonte: Guia-me com informações de CfAN

Cristãos saem às ruas em protesto contra a lei anticonversão, na Índia

Cristãos orando durante culto na Índia
Cristãos orando durante culto na Índia

Em meio ao assédio e prisão de centenas de cristãos, frequentemente com acusações fraudulentas, e sob as leis anticonversão implementadas em diversos estados da Índia, os cristãos de Arunachal Pradesh, no nordeste do país, organizaram um grande protesto no dia 6 de março, pedindo a revogação da Lei de Liberdade Religiosa de Arunachal Pradesh (APFRA).

“Se esta lei não for revogada até o final de março, seremos forçados a organizar um comício para um referendo sobre isso”, disse Mir Stephen Tarh, presidente do Fórum Cristão local, ao Register.

Tarh informou que mais de 200.000 cristãos se reuniram em Borum, próximo à capital do estado, Itanagar, e em outras sedes distritais afastadas, no dia do protesto.

Apesar de o governo ter negado a permissão para a organização cristã realizar a manifestação em frente à Assembleia Estadual, os protestos ocorreram de forma pacífica.

‘Respeite nossa fé’

Milhares de cristãos tribais, de diversas denominações, se reuniram vestindo trajes tradicionais coloridos e segurando cartazes com mensagens como “Proteja Nosso Direito à Liberdade Religiosa”, “Respeite Nossa Fé” e “Unidos Defendemos a Harmonia Religiosa”, marchando de Itanagar até Borum.

“Esta marcha de protesto foi uma demonstração de unidade e solidariedade contra a ameaça percebida à liberdade religiosa e à harmonia no estado”, disse o Bispo Benny Varghese de Itanagar ao Register.

Antes do protesto, algo inédito no estado, o lobby nacionalista hindu, sob a bandeira da Rede dos Povos Indígenas de Arunachal Pradesh, realizou uma manifestação no dia 1º de março, pedindo a implementação de regras mais rigorosas para a aplicação da Lei Anticonversão, que é eufemisticamente chamada de “Lei da Liberdade Religiosa” de 1978.

No entanto, apesar da presença de Mohan Bhagwat, chefe do Rashtriya Swayamsevak Sangh (Corpo Nacional de Voluntários), no comício, Tahr afirmou: “Apenas algumas centenas de pessoas compareceram ao protesto com motivação política”.

Regras legislativas

A revitalização da Lei Anticonversão, aprovada pela Assembleia Legislativa estadual, foi exigida pelo Tribunal Superior de Guwahati, que ordenou ao governo estadual, em setembro, que “elaborasse regras” dentro de seis meses para implementar a lei promulgada em 1978, em resposta a uma petição apresentada por um ativista dos direitos indígenas.

Na Índia, uma lei só pode ser implementada após a formulação e notificação das regras para sua aplicação. No entanto, como esse processo não foi seguido em Arunachal Pradesh, a Lei Anticonversão nunca foi aplicada ao longo de 46 anos.

O acontecimento ganhou destaque na mídia no final do ano passado, quando o primeiro-ministro do estado, Pema Khandu, à frente do governo nacionalista hindu do BJP (Partido Bharatiya Janata), afirmou que seu governo tomaria todas as medidas necessárias para cumprir a ordem do tribunal superior.

Consternada com o anúncio do primeiro-ministro, que havia prometido aos cristãos que a medida seria revogada, o Fórum Cristão se reuniu em meados de janeiro. Durante a reunião, seus delegados decidiram fazer lobby político e protestar contra a medida, iniciando com protestos em nível distrital, seguidos pelo protesto estadual em 6 de março.

“O Fórum Cristão de Arunachal, em colaboração com todas as igrejas irmãs de Arunachal, uniu-se em milhares no protesto, motivado pela preocupação de que a Lei de Liberdade Religiosa, que visa regular as conversões, possa ser mal interpretada e usada para atacar as comunidades minoritárias e restringir seu direito à liberdade religiosa”, disse o Bispo Varghese.

“Líderes de várias comunidades religiosas que se dirigiram ao público enfatizaram a importância da liberdade religiosa e da harmonia em Arunachal Pradesh. Eles convocaram o governo a respeitar os direitos de todos os cidadãos e a promover o entendimento mútuo e o respeito entre pessoas de diferentes crenças”, reiterou o bispo.

O Cristianismo encontra um caminho

Embora missionários cristãos tenham sido proibidos em Arunachal até a década de 1970, mais de 40% da população de 1,7 milhão do estado são cristãos, conforme o censo de 2011, que registrou mais de 30% da população professando a fé cristã.

Estudos indicam que os cristãos são o maior grupo religioso em Arunachal Pradesh, uma região montanhosa e escassamente povoada situada no extremo leste da Índia, aos pés dos Himalaias cobertos de neve, na fronteira com o Butão, China e Mianmar.

O nome “Arunachal Pradesh” significa “Terra do Sol Nascente”. Os povos indígenas étnicos ocupam o segundo lugar, seguidos pelos budistas e outros grupos religiosos.

“O objetivo da revogação da [lei] anticonversão é apenas assediar os cristãos”, disse Likh Tabb, católico e presidente do ACF do distrito de Kei Panyo, ao Register.

“Não é para preservar as culturas indígenas, mas para promover a religião hindu em Arunachal Pradesh em nome de dony polo (‘fé indígena’)”, disse Tabb.

“Rejeitamos totalmente esta lei draconiana, pois ela será usada contra nós. Nos 11 estados onde essa lei é implementada, houve alguma prisão que não tenha sido de cristãos ou muçulmanos sob essa lei? Então, mesmo em Arunachal Pradesh, a intenção deles é muito clara”, afirmou Tabb.

‘Jesus é o Deus vivo’

Milhares de pessoas, incluindo funcionários do governo, compareceram ao comício; alguns viajaram mais de três horas, afirmou Tabb.

Nathom Lowang, uma mulher católica que trabalha como professora na histórica paróquia de Borduria, na diocese oriental de Miao, também refutou a alegação de “reviver a lei anticonversão”.

“Estamos convencidos de que nossa cultura ou nossa densidade indígena não podem ser destruídas com a aceitação de qualquer religião. A fé é pessoal, e tanto a cultura quanto a fé podem andar lado a lado”, afirmou Lowang.

“Para preservar a cultura indígena, não há necessidade de reviver a lei anticonversão. Não somos pessoas tolas. Sabemos que Jesus Cristo é o Deus vivo. Podemos orar e adorá-lo sem perder nossa cultura.”

Fonte: Guia-me com informações de Register

Depois do culto “Vem Novinha”, igreja Casa gera polêmica com “balada sunset”

Balada Sunset na Igreja Casa, em Goiás. (Foto: Reprodução/@casa.oficial)
Balada Sunset na Igreja Casa, em Goiás. (Foto: Reprodução/@casa.oficial)

Mais uma vez, a Igreja Casa de Goiânia–GO, se tornou alvo de críticas nas redes sociais. Depois do culto “Vem Novinha”, a denominação inovou com um culto-balada.

Sempre com o argumento de atrair a juventude, a primeira “balada sunset” idealizada pela igreja evangélica aconteceu há cerca de duas semanas, mas continua repercutindo na web.

Os fiéis foram ao evento com roupas típicas de festa e se divertiram em um cenário que causou polêmica. O evento, que englobou luzes de neon, música eletrônica e bebidas sem álcool, gerou controvérsias entre os usuários da internet.

A igreja fez publicação oficial nas redes sociais: “Nossa primeira SUNSET foi simplesmente inesquecível! Muita comida boa, comunhão, drinks sem álcool e um ambiente surreal! Cada detalhe fez desse dia algo único, e quem esteve aqui sabe: foi só o começo! Se essa foi a primeira, imagina as próximas?”.

Os usuários não perdoaram e criticaram veementemente a inovação que transformou a celebração religiosa em uma balada.

“Isso é uma boate, passa muito longe de um lugar para louvar e adorar a Deus”, escreveu um internauta.

“Achei que trocando a direção ia mudar”, escreveu outro. “Daí pro inferno é 5 reais de Uber”, desabafou outro usuário.

No YouTube, um outro vídeo mostra dois fiéis em cima do palco da mesma igreja fazendo coreografias de músicas de funk e virais do TikTok, o que também gerou reação nos comentários.

“Muitos acham que é fácil chegar ao reino de Deus”, escreveu uma internauta nos comentários.

Histórico de polêmicas

A Igreja Casa, que tem sede em Goiânia (GO), não é estranha a formatos inovadores em seus cultos. Antes da “balada gospel”, a instituição já havia promovido eventos como o “Vem Novinha”, outro encontro de forte apelo jovem.

A igreja é atualmente liderada por Giovanna Lovaglio, esposa de Davi Passamani, pastor que foi preso em abril do ano passado sob suspeita de crimes sexuais.

Segundo a investigação, ele usava versículos bíblicos para abordar mulheres emocionalmente vulneráveis. Passamani já havia renunciado ao cargo em dezembro de 2023, após ser acusado de importunação sexual por uma fiel. Na ocasião, ele passou a liderança para a esposa.

Procurada pelo Metrópoles, a Igreja Casa afirmou que não vai se manifestar sobre o evento Sunset, que gerou repercussão nas redes. Sobre o ex-líder Davi Passamani, a instituição declarou que “qualquer tentativa de vinculá-lo à igreja no presente momento é tida como desinformação, sensacionalismo e propagação de fake news”.

Fonte: Fuxico Gospel e Metrópoles

Ministério Público decide não interferir nos intervalos bíblicos nas escolas de PE

Intervalo bíblico realizado em escola estadual de Pernambuco (Foto: Reprodução/Instagram)
Intervalo bíblico realizado em escola estadual de Pernambuco (Foto: Reprodução/Instagram)

O Ministério Público de Pernambuco decidiu que não proibirá os intervalos bíblicos nas escolas do estado.

A decisão foi anunciada pelo Instituto Brasileiro de Direito e Religião (IBDR) em uma postagem no Instagram.

Na última quarta-feira (12), a vice-diretora do IBDR, a advogada Bárbara Alice Barbosa, participou de uma audiência promovida pelo MP para discutir a realização dos encontros pelos alunos da rede pública.

“O promotor, Dr. Salomão, afirmou que o Ministério Público chegou à conclusão de que não normatizará nem interferirá nessas reuniões”, informou Bárbara.

“A Secretaria de Educação do Estado de Pernambuco conversou com o Ministério Público, e eles sinalizaram que não deve haver normatização dos intervalos bíblicos. Enquanto os alunos sigam o equilíbrio e a razoabilidade na realização desses intervalos, eles podem continuar acontecendo”, acrescentou.

A advogada explicou que, de agora em diante, qualquer conflito que surgir a respeito dos encontros cristãos deverão ser resolvidos com a própria direção e coordenação das escolas.

“O IBDR contribuiu trazendo fundamentos sobre laicidade colaborativa, Direito Religioso e a dimensão externa da fé, garantindo que esse direito seja respeitado”, afirmou a vice-diretora.

“Continuamos reafirmando o nosso compromisso com a liberdade religiosa dos alunos e celebramos essa vitória”, concluiu.

A ANAJURE (Associação Nacional de Juristas Evangélicos), que também participou da audiência, comemorou a decisão do MP.

“Vitória da liberdade religiosa, vitória dos estudantes das escolas públicas. Reconheceram que a liberdade religiosa é um direito consagrado dos alunos. A Anajure segue atenta e reforça o compromisso e a disponibilidade com os alunos das escolas públicas para quaisquer problemas que possam ocorrer. Podemos dar glória a Deus pela vitória que tivemos”, declarou a advogada Gabriela Moura, coordenadora da associação em Pernambuco.

Intervalos bíblicos denunciados

Os encontros, realizados voluntariamente pelos alunos para orar e estudar a Bíblia, se tornaram alvo de investigação do Ministério Público (MP), após denúncias do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Pernambuco (Sintepe), em outubro de 2024.

Na época, o Sindicato argumentou que o espaço público das escolas não devem ser usados para eventos religiosos, a fim de garantir a laicidade nas instituições de ensino. O Sintepe ainda criticou os intervalos bíblicos por não ter a participação de outras religiões e serem feitos sem a supervisão da escola.

Já a Secretaria de Educação e Esportes de Pernambuco declarou que não orienta encontros cristãos no ambiente escolar, e quando o órgão é informado que “intervalos bíblicos” estão acontecendo em determinada escola, eles são proibidos de continuarem.

Fonte: Guia-me

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