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Grupo cristão exige que México proteja clero após assassinato de padre

Bandeira do México (Foto: reprodução)
Bandeira do México (Foto: reprodução)

Um grupo de liberdade religiosa pediu ao governo do México que proteja o clero depois que um padre foi assassinado no estado de Chiapas.

O padre Marcelo Pérez Pérez, que foi morto a tiros após celebrar a missa, foi um importante defensor da paz e dos direitos humanos na região.

Na semana passada, a Christian Solidarity Worldwide (CSW) pediu ao governo que conduzisse uma investigação completa sobre o assassinato de 20 de outubro na cidade de San Cristóbal de las Casas.

Dois dias após o assassinato, autoridades mexicanas anunciaram a prisão de um suspeito. O gabinete do promotor público de Chiapas identificou o suposto “autor material” do crime como Edgar “N”, seguindo a prática usual de não dar nomes completos, informou a CBS News .

Em setembro, o Padre Pérez Pérez liderou uma marcha pública pedindo paz e se manifestou contra a crescente presença do crime organizado em Chiapas, de acordo com a CSW, que observou que ele havia recebido ameaças após se manifestar contra o tráfico de drogas e a violência relacionada no estado.

O estado de Chiapas está envolvido em uma guerra de cartéis entre grupos poderosos como os cartéis de Sinaloa e Nova Geração de Jalisco.

“Embora uma prisão tenha sido feita no caso, uma investigação completa é fundamental para garantir que todos os responsáveis ​​pela morte do Padre Pérez Pérez — incluindo aqueles no topo dos grupos criminosos organizados transnacionais — sejam responsabilizados”, disse a chefe de advocacia da CSW, Anna Lee Stangl.

“A presidente Claudia Sheinbaum Pardo e o governador do estado de Chiapas, Rutilio Escandón Cadenas, devem tomar medidas rápidas e coordenadas para erradicar esses grupos criminosos organizados que espalham o terror pelo estado, e isso inclui combater agressivamente a corrupção.”

A Conferência Episcopal Mexicana lamentou o “assassinato brutal” do padre, observando que o ato “não apenas priva a comunidade de um pastor dedicado, mas também silencia uma voz profética que lutou incansavelmente pela paz com verdade e justiça na região de Chiapas”, disse a Catholic News Agency.

Segundo a Diocese de San Cristóbal de las Casas, o padre enfrentou um longo período de ameaças, perseguições, assédios, calúnias e difamações. “Mesmo sabendo que sua vida estava em perigo, ele viveu uma fé profunda em Deus e um grande amor pelas pessoas que o levaram às últimas consequências”, declarou a diocese.

O cardeal Felipe Arizmendi, que ordenou o padre Pérez Pérez, o descreveu como um homem “comprometido com a justiça e a paz entre os povos indígenas”. Ele acrescentou que o padre era “muito focado em sua vocação, muito devoto e passava muito tempo diante do sacrário”.

A Organização das Nações Unidas para os Direitos Humanos no México também condenou o assassinato. Jesús Peña Palacios, representante adjunto, observou que, desde 2015, o Padre Pérez Pérez estava sob medidas cautelares da Comissão Interamericana de Direitos Humanos devido ao risco constante à sua vida e segurança pessoal por causa de seu trabalho em defesa dos direitos humanos.

“O assassinato do Padre Marcelo é absolutamente inaceitável”, disse Peña. “Apesar de haver medidas de proteção e reclamações constantes sobre os ataques que ele enfrentou, elas foram insuficientes para evitar seu assassinato.”

Líderes religiosos têm sido alvos de grupos criminosos organizados no México por muitos anos. O México foi designado um dos mais perigosos do mundo para padres católicos romanos, observou a CSW.

O conflito em curso forçou milhares de pessoas a fugir para salvar suas vidas, incluindo mais de 500 moradores que fugiram de Chiapas para a Guatemala em julho, conforme relatado pelo Los Angeles Times.

O governador de Chiapas compartilhou um vídeo nas redes sociais garantindo que as investigações começarão imediatamente “para que este homicídio não fique impune e que os culpados enfrentem a justiça”.

Em entrevista coletiva, o presidente mexicano disse: “Estamos nos coordenando para poder avançar na investigação e garantir que esse crime não fique impune”.

O Conselho Episcopal Latino-Americano reconheceu o Padre Pérez Pérez como um “incansável buscador de paz e justiça para seu povo, fruto de seu fiel compromisso com o Evangelho e sua total dedicação a Cristo presente entre os que mais sofrem”.

Centenas de pessoas compareceram ao funeral do padre em sua cidade natal, gritando: “Viva o padre Marcelo, padre dos pobres!”, informou a CBS News, observando que o México registrou mais de 450.000 assassinatos desde que uma controversa operação militar antidrogas foi lançada em 2006.

Folha Gospel com texto original de The Christian Today

Cristão percorre sua região de bicicleta para evangelizar surdos, na Ásia Central

Aktash pedala cerca de 50 a 60 quilômetros com sua bicicleta para compartilhar o evangelho com pessoas surdas na Ásia Central (Foto: Portas Abertas)
Aktash pedala cerca de 50 a 60 quilômetros com sua bicicleta para compartilhar o evangelho com pessoas surdas na Ásia Central (Foto: Portas Abertas)

Aktash (pseudônimo) é um evangelista na Ásia Central de origem muçulmana que nasceu surdo. Muitos muçulmanos na região veem a surdez como uma maldição de Alá. Assim foi com Aktash, a família não se importava com ele e a sociedade o desprezava. Porém, um encontro com um cristão mudou sua vida para sempre. O homem surdo falou a ele sobre Jesus e, quando o aceitou como Senhor, experimentou uma cura miraculosa, física e espiritual.

Experimentar a rejeição o fez ter empatia por outras pessoas surdas. “É sempre difícil para nós, porque nascemos surdos. Quando o mundo nos olha, não nos entende. Eu nunca experimentei amor ou interação dos meus pais. Nunca nos sentamos juntos. Nunca falei sobre meus sonhos porque eles não me entendiam. Apesar de saberem que eu era surdo, todos meus irmãos escutavam, então eles nem tentaram aprender a língua de sinais para se comunicar comigo”, relembra.

Aktash se sentiu sozinho e queria ter outros como ele por perto. Quando conheceu o cristão surdo e soube sobre sua comunidade, ficou intrigado. “Eu queria estar entre os surdos. Ele me disse: ‘Há pessoas surdas, você pode ir e ver por si mesmo’. Então, comecei a ir por isso. Não tinha aceitado a Cristo, mas, para mim, era muito importante me comunicar com surdos. Quatro anos depois, em 2003, me converti”, relembra.

“A mudança em minha vida depois de aceitar a Cristo foi muito grande. Antes eu roubava e andava com pessoas que não eram boas”, conta. A fé de Aktash se aprofundou ao conhecer mais sobre Deus. “Eu comecei a estudar a palavra de Deus, orar e me aproximar dele, o que mudou minha vida. Eu sabia que se não fosse até os surdos, ninguém falaria a eles sobre Jesus”, disse. Pela primeira vez, sua deficiência não foi um impedimento, mas uma ferramenta para alcançar um grupo que desejava amor e aceitação, algo que apenas Deus pode dar.

O custo de carregar a mensagem de Cristo

Ele sabe os custos de ser um mensageiro de Cristo na Ásia Central, ainda assim, escolheu tornar esse seu objetivo de vida. “Sei que há muitas proibições, mas eu não poderia ficar em casa enquanto me dizem: ‘Essa pessoa surda morreu, aquela pessoa surda morreu’. Eu sei que elas não conheciam nada sobre Cristo, então percebi que Deus planejou esse caminho para mim. Eu sei que eles podem me prender se descobrirem que compartilho o evangelho, mas também sei que Deus não me deixará porque estou fazendo o trabalho dele”, afirma.

Assim Aktash começou seu ministério. “Primeiro, servi pessoas surdas que vivem perto de mim, a cerca de um ou dois quilômetros de distância. Mas ainda havia pessoas surdas que viviam mais distante. Eram 50 ou 60 quilômetros, então não conseguiria ir a pé, mas Deus me abençoou com uma bicicleta. Eu vou com minha bicicleta mesmo quando não há estradas”, disse. Ter um transporte permitiu que ele viajasse para onde sente que Deus está lhe dizendo para ir. “Quando compartilho a palavra, as pessoas surdas estão sedentas. Estou fazendo o trabalho de Deus apesar de todos os riscos.”

Desde a época em que aceitou a Jesus até agora, ele e sua família experimentaram a fidelidade de Deus de muitas formas, por isso confiam nele a cada dia. “Sou uma pessoa surda, mas quando vejo o trabalho de Deus, é como se ele dissesse: ‘Não se preocupe. Sirva-me e eu farei o resto’. Vejo isso nos milagres feitos em minha vida. Eu não tinha um lugar para morar, mas Deus nos deu uma casa. Quando ministro aos surdos, sei que meus três filhos estão em casa e é preciso alimentá-los e vesti-los. Fico fora de casa por semanas, mas, quando chego, há roupas e comida. Eu não entendo como, mas sei que Deus fez isso. Ele sempre faz milagres em minha vida. Eu faço o trabalho dele e ele faz o meu”, conclui.

Alfabetização para cristãos surdos 

Nos países da Ásia Central (Cazaquistão, Quirguistão, Tajiquistão, Turcomenistão e Uzbequistão), a estimativa é que das 80,5 milhões de pessoas que vivem na região, 800 mil sejam surdas, cerca de 1% da população. Sua doação permite que cristãos surdos sejam alfabetizados e aprendam a língua de sinais, mudando sua realidade e perspectiva de futuro. 

Fonte: Portas Abertas

Evangélicos serão o maior grupo religioso do Brasil em dois anos, afirma pesquisa

Culto evangélico (Imagem: Canva Pro)
Culto evangélico (Imagem: Canva Pro)

A pesquisa de mercado “O Brasil Evangélico”, realizada pela empresa Data-Makers, traz uma série de dados relacionados a este grupo religioso e, entre eles, um que se destaca: em dois anos, os evangélicos serão o maior grupo religioso do país. Tal afirmação diverge de forma considerável de outros estudos já realizados, como o do demógrafo José Eustáquio Alves, que conjectura que os evangélicos devem ultrapassar o número de católicos por volta de 2032.

Na visão do cientista político e diretor do Observatório Evangélico, Vinicius do Valle, é preciso ter um pouco de cautela com informações produzidas por pesquisas de mercado, tendo em vista que não há o mesmo rigor metodológico e os objetivos do estudo são diferentes das pesquisas estatísticas e de outros estudos sociológicos.

“Para esse tipo de informação, a gente precisaria de dados mais consistentes. Estamos aguardando os dados do Censo em relação à religião e há dezenas de pesquisas feitas por institutos, como o Datafolha, Quest, entre outros, que não estão batendo com esses números”, ressaltou o pesquisador.

O teólogo Rodolfo Capler também considerou o estudo questionável, sobretudo por confrontar a legitimidade de previsões feitas por pesquisas mais embasadas, como a de José Eustáquio Alves, que é professor aposentado da Escola Nacional de Ciências Estatísticas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nas palavras de Capler, “tais previsões chegam a parecer um factóide”.

“Essa pesquisa da Data-Makers parece ser um pouco frágil. Um dos principais problemas desta pesquisa é que ela parece desconsiderar o contexto social, histórico e cultural do Brasil, onde sobretudo a religião católica possui um profundo enraizamento, uma capilaridade profunda na sociedade. É óbvio que os evangélicos estão crescendo e assumindo a vanguarda em algumas questões, mas, ainda assim, penso que essa projeção de que os evangélicos serão o grupo maioritário carece de mais embasamento”, acrescentou o teólogo.

Capler pontuou, ainda, que uma pesquisa mercadológica tem objetivos comerciais, o que pode comprometer os resultados. “O crescimento do evangelicalismo no Brasil é um fenômeno complexo, que não pode ser resumido a essas projeções rápidas. Por exemplo, as projeções do José Eustáquio Alves oferecem um quadro mais realista, mais alinhado com as evidências atuais, tem gráficos, uma série de elementos que embasam a projeção dele, que também não é absoluta, é uma projeção”, realçou.

Estudo traz dados sobre comportamento de consumo do evangélico
Um compilado de dados da pesquisa foi disponibilizado no site da Data-Makers. Esse documento não mostra o detalhamento das informações e nem a metodologia. Consta, apenas, que o estudo foi feito em parceria com a Dolores Design de Soluções e foi realizado com mais de 1,7 mil brasileiros, entre evangélicos e não evangélicos.

O documento com o resumo da pesquisa recebe o título “10 coisas que você precisa saber sobre o Consumidor Evangélico”. A primeira delas é que os evangélicos são 35% da população no país, enquanto os católicos, 39%. Já a segunda informação é que, em dois anos, os evangélicos serão o maior grupo religioso do Brasil. Na sequência, o estudo revela que, em comparação aos não evangélicos, os fiéis deste segmento cristão são bem mais envolvidos com a religião, comportamento que também se reflete nas decisões de compra, que seriam influenciadas, em grande parte, pela religião.

A pesquisa aponta, ainda, que um terço dos evangélicos não se sente atendido pelo mercado, enquanto mais da metade deles não se sentem representados pelas marcas. O estudo mapeou, inclusive, as redes sociais mais acessadas por este segmento religioso, estando o Instagram em primeiro lugar, seguido pelo YouTube.

Fonte: Comunhão

Após anos rejeitando o Evangelho, indígenas se abrem para Cristo

Índios cristãos
Índios cristãos

Desde 2012, os missionários Mitchell e Liz Heinz trabalham com uma tribo que nunca tinha sido alcançada pelo Evangelho. Composta por cerca de 4.000 indígenas que vivem da agricultura, essa comunidade está dividida em 14 aldeias espalhadas por uma reserva de 30 mil hectares.

Ao longo dos últimos 12 anos, Mitchell e Liz visitaram regularmente as aldeias, construindo laços com as famílias e compartilhando o Evangelho através de histórias da Bíblia. Apesar de receberem os missionários com simpatia, as pessoas hesitavam em se converter ao cristianismo.

O maior obstáculo era a liderança tribal, que proibia qualquer membro da tribo de se tornar cristão, ameaçando aqueles que se mostrassem abertos à fé.

“Descobrimos que os líderes da tribo estavam nos vigiando e monitorando tudo que fazíamos”, contou Mitchell ao site Baptist Press. “Depois que saíamos das aldeias, eles interrogavam as famílias sobre o que dissemos e advertiam para que não nos recebessem mais.”

Em certa ocasião, um pajé tentou expulsar Mitchell e Liz da reserva, ameaçando as famílias que queriam saber mais sobre o Evangelho.

Nasce uma igreja debaixo do cajueiro

Em 2014, o casal conheceu Mara, a única cristã da tribo na época. Ela havia conhecido o Evangelho enquanto vivia em São Paulo e enfrentava perseguição constante por sua fé, mas não desistia.

“Passamos muito tempo com Mara e vimos que, embora sua igreja de origem tivesse algumas doutrinas questionáveis, ela parecia confiar sinceramente em Jesus e obedecer ao Evangelho”, disse Mitchell.

Mara aprofundou seu conhecimento na fé cristã e ajudou os missionários a alcançar outras famílias nas aldeias vizinhas.

O primeiro casal que Mara apresentou foi sua irmã e seu cunhado, que começaram a convidar os missionários para ensinarem a Palavra em sua casa. Eles se reuniam debaixo de um enorme cajueiro, onde Mitchell contava histórias da Bíblia.

Por dois anos, todas as semanas, o casal reunia amigos e familiares para estudarem as Escrituras. A cada encontro, parecia que a sede deles pela Palavra só aumentava.

“A fome deles pela Palavra aumentava a cada semana, então continuamos ensinando”, contou Mitchell.

A casa deles se tornou um ponto de encontro na aldeia, onde familiares, amigos, vizinhos e até mesmo líderes tribais apareciam para tomar um café. Foi o ambiente perfeito para começar uma igreja indígena.

Experiência com a graça de Deus

Mesmo com advertências da liderança da tribo, a família permaneceu firme. Com o passar dos anos, outros membros da tribo também se converteram, e, em 2022, foi formada a primeira igreja indígena da tribo. Eles continuam se reunindo duas vezes por semana para estudar a Bíblia e orar.

Com o crescimento dos cristãos, aumentou também a perseguição. Léo e Luana, um casal de novos convertidos, chegaram a perder seus postos como professores na escola da aldeia por causa de sua fé — por influência de uma respeitada líder na tribo chamada Sue.

Até que, em maio deste ano, o filho mais velho de Sue desapareceu por duas semanas, e ela temia o pior. Léo foi até a casa dela para orar, juntamente com outros membros da igreja. Sue nunca imaginou que as pessoas que ela perseguia seriam tão amorosas e solidárias.

Na manhã seguinte, o filho de Sue voltou para casa. Deus demonstrou Sua misericórdia através da vida dos cristãos. Desde esse acontecimento, Sue mudou sua postura: parou de perseguir a igreja e agora está aberta a ouvir sobre Jesus.

A igreja continua crescendo e testemunhando o agir de Deus. O progresso é lento, mas novos membros estão sendo batizados, e a igreja se dedica a fazer novos discípulos, relata a Baptist Press.

“Hoje há mais abertura para o Evangelho do que havia quando Liz e eu começamos a trabalhar com essa tribo, há 12 anos”, disse Mitchell.

* Os nomes foram alterados por razões de segurança.

Fonte: Guia-me com informações de Baptist Press

Acidente de ônibus com missionários da JOCUM deixa um morto e três feridos, na África

Trânsito em Benin, na África (Foto: Canva Pro)
Trânsito em Benin, na África (Foto: Canva Pro)

Um ônibus que levava 15 missionários da JOCUM se envolveu em um grave acidente em Benin, país da África Ocidental, deixando um morto e três feridos.

No último sábado (2), a equipe de obreiros retornava de uma reunião regional, quando seu veículo se envolveu em um acidente com quatro veículos, na fronteira da Nigéria com Benim.

Jean Serge Mienahou foi a vítima fatal. Ele era missionário da JOCUM no Congo. “Familiares e amigos foram notificados e os preparativos para o memorial estão em andamento”, informou a missão, em um comunicado.

A JOCUM de Benin pediu oração pelos três missionários que ficaram feridos. Tchando Matthieu, de Benin, sofreu ferimentos graves e está em estado crítico. Tomsuwa Cosme, do Togo, sofreu lesões, mas já se encontra em estado estável. Evariste Gbejihounde, de Benin, quebrou duas costelas e foi hospitalizado.

“Os líderes e amigos locais da JOCUM têm garantido o acesso a cuidados de qualidade e apoiado familiares e amigos. Nas últimas 24 horas, uma manifestação global de amor e preocupação foi recebida”, informou a JOCUM de Benin, em um comunicado.

Outro acidente

No final de fevereiro, onze missionários da Jovens Com Uma Missão (JOCUM) morreram em um trágico acidente de trânsito perto de Arusha, na Tanzânia, país na África Oriental. O incidente, envolvendo vários veículos, também custou a vida de várias outras pessoas, incluindo o motorista do ônibus.

Um dos dois ônibus envolvidos, transportando líderes e candidatos da JOCUM, sofreu danos significativos, enquanto o outro retornou em segurança para o campus da JOCUM em Arusha. Vários indivíduos estavam em estado crítico e recebendo atenção médica em hospitais locais.

Fonte: Guia-me e The Christian Post

Projeto de lei que permite cultos em escolas é apresentado por deputada federal evangélica

A deputada federal Michele Collins (Foto: Divulgação)
A deputada federal Michele Collins (Foto: Divulgação)

Em setembro deste ano, reuniões espontâneas de alunos durante o recreio para orar e cantar louvores viraram alvo de uma investigação do Ministério Público de Pernambuco (MPPE). Isso motivou a deputada federal Missionária Michele Collins a criar o Projeto de Lei (PL) nº 4134/2024, que garante a realização de ritos religiosos voluntários em escolas públicas e particulares em todo o país.

A proposição define ritos religiosos como “o conjunto de ações que tem o propósito de compartilhar experiências religiosas, como leitura bíblica, comemoração de cunho religioso, cultos, devocional, dentre outros.” O texto propõe que a iniciativa de fazer essas reuniões pode partir da instituição de ensino e que nenhum aluno ou servidor será obrigado a participar dessas atividades. O PL também prevê que esses eventos ocorram apenas nos intervalos entre as aulas ou em momentos que não prejudiquem o andamento das tarefas curriculares.

A autora afirma no Projeto que excluir manifestações religiosas dos espaços públicos fere o princípio do Estado laico, que deve prezar pela liberdade religiosa, uma prerrogativa constitucional.

“O exercício voluntário de ritos religiosos, como os cultos cristãos por alunos em unidades de ensino públicas e privadas, é uma ação legítima e está ligado ao princípio constitucional da dignidade da pessoa humana. O Estado Laico garante a liberdade religiosa, por meio da expressão da fé e, consequentemente, a harmonia entre o Estado e a religião”, consta no texto.

A deputada também mencionou na proposição o parecer do Instituto Brasileiro de Direito e Religião (IBDR), publicado no último dia 18 de outubro. O documento, feito por membros do Grupo de Estudos Constitucionais e Legislativos (GECL) dessa entidade, destaca a importância da religiosidade para o indivíduo e reúne o arcabouço legislativo que protege a liberdade religiosa, além de ressaltar que a laicidade brasileira é colaborativa. Isso significa que, nesse modelo, a interação entre religião e Estado é mais abrangente, de modo que se promova “um ambiente onde ambas as esferas possam coexistir e colaborar”.

Movimentos ideológicos têm atropelado a Constituição, afirma presidente do IBDR

Embora a Constituição Federal de 1988 proteja a liberdade de crença e religião, esta lei maior não vem sendo suficiente para garantir a liberdade religiosa. É o que defende o presidente do Instituto Brasileiro de Direito e Religião (IBDR), Thiago Rafael Vieira.

“Alguns movimentos ideológicos, inclusive dentro do Ministério Público, têm, literalmente, atropelado a Constituição, tentando impor o direito francês em nosso território. Mas o Brasil não é a França e nunca será! Nesse sentido, iniciativas como a da Deputada Michele Collins, com o PL 4134/2024, fortalecem ainda mais o arcabouço protetivo brasileiro da primeira das liberdades. Que mais medidas como a da Deputada sejam implementadas no Brasil e que interferências covardes ao estilo francês sejam extirpadas do solo nacional”, declarou Vieira.

  • O que diz o PL 4134/2024:
  • Ritos religiosos poderão ser realizados em escolas públicas e particulares, em todo o território nacional;
  • A unidade de ensino pode tomar a iniciativa de realizar a cerimônia religiosa;
  • Os eventos deverão ocorrer nos intervalos das aulas ou em momentos que não atrapalhem o andamento das atividades curriculares;
  • A participação nos eventos não será obrigatória;
  • Caso ritos religiosos sejam proibidos no ambiente escolar, a unidade de ensino estará sujeita a advertência e multa, que pode variar de R$ 1 mil a R$ 3 mil;
  • A instituição educacional que descumprir a lei poderá responder a um procedimento administrativo.

Fonte: Comunhão

7 de 11 nações do Sudeste Asiático perseguem cristãos

Cristãos sofrem perseguição religiosa em vários países do mundo. (Foto representativa: Portas Abertas)
Cristãos sofrem perseguição religiosa em vários países do mundo. (Foto representativa: Portas Abertas)

As nações de Brunei, Camboja, Indonésia, Laos, Malásia, Mianmar e Vietnã toleram ou participam ativamente da perseguição aos cristãos.

A opressão dos seguidores de Cristo e a discriminação contra o cristianismo continuam em toda a região.

Cristãos em Brunei e Camboja são proibidos de compartilhar sua fé, e seguidores de Cristo em Brunei não podem celebrar o Natal publicamente. Além disso, em 2023, autoridades em Brunei supostamente vigiaram serviços religiosos não islâmicos para garantir que muçulmanos não estivessem presentes e que os sermões não ensinassem nada contra o islamismo.

Os militares na Birmânia (Mianmar), conhecidos como Tatmadaw, rotineiramente alvejam e perseguem cristãos. Em 2023, Zo Tum Hmung, diretor executivo da Chin Association of Maryland, um grupo de defesa da liberdade religiosa e dos refugiados, falou sobre as circunstâncias deteriorantes em torno dos cristãos na Birmânia.

Em um depoimento escrito à Comissão dos Estados Unidos sobre Liberdade Religiosa (USCIRF), Hmung declarou que o Tatmadaw intensificou sua violência contra comunidades cristãs.

“Eles estão destruindo e queimando vilas e cidades habitadas por cristãos”, Hmung acrescentou. “Os militares estão prendendo, detendo, condenando, torturando e matando pastores e outros líderes cristãos. Eles também estão queimando igrejas, conventos, escolas e edifícios religiosos.”

As leis de blasfêmia da Indonésia permitem que cristãos sejam presos por criticar o islamismo. Em 2023, Rudi Simamora, um YouTuber cristão, foi condenado a um ano de prisão por postar um vídeo condenando o islamismo. Em junho de 2022, Muhammad Kace, um ex-clérigo muçulmano que se converteu ao cristianismo, foi condenado a seis anos de prisão por postar vídeos ensinando contra o islamismo e o profeta Maomé.

As autoridades no Laos discriminam rotineiramente os cristãos. Autoridades da Igreja Evangélica do Laos relataram em 2023 que as autoridades forçaram 79 famílias cristãs a deixarem suas casas na província de Khammouane e as fizeram renunciar à sua fé.

Na Malásia, cristãos foram presos sob acusações de blasfêmia por insultar o islamismo. Os seguidores de Cristo são proibidos de evangelizar muçulmanos. Dependendo de onde na Malásia um cristão, ou qualquer não muçulmano, é condenado por compartilhar sua fé com um muçulmano, eles podem ser presos ou sofrer chicotadas.

O Vietnã continua a perseguir e aprisionar cristãos, particularmente os grupos católicos Ha Mon e protestantes montanheses. De acordo com a USCIRF , “as autoridades restringem ativamente as atividades religiosas dos protestantes montanheses independentes, forçando-os a renunciar à sua fé e prendendo-os e sentenciando-os sob acusações de ‘minar a unidade nacional’ e ‘abusar das liberdades democráticas’”. O Vietnã está atualmente na Lista de Vigilância Especial do Departamento de Estado dos EUA “por se envolver ou tolerar violações graves da liberdade religiosa”.

Além disso, o banco de dados da USCIRF reflete que atualmente há 45 cristãos desaparecidos, detidos ou presos nos países da Birmânia, Indonésia, Malásia e Vietnã.

Folha Gospel com texto original de International Christian Concern

Igreja cresce em meio à perseguição em Bangladesh

Cristãos cantando durante culto em Bangladesh
Cristãos cantando durante culto em Bangladesh

A realidade da perseguição é inevitável para cristãos de origem muçulmana em Bangladesh. “Somos perseguidos, afligidos e maltratados, mas não desfalecemos. Aprendemos a resistir e a permanecermos unidos quando somos subjugados à perseguição e dificuldades”, conta o pastor Mijanur Rahman, um pastor local no Norte de Bangladesh.

Com frequência, Mijanur evangeliza não cristãos na comunidade onde vive. A maioria dos que se aproximaram de Jesus por meio do ministério do pastor são cristãos de origem muçulmana. Mas a alegria da salvação tem sido desafiada diariamente. Quase todos os dias, pessoas procuram o pastor para ajudar cristãos perseguidos.

“Discipular cristãos de origem muçulmana é muito perigoso. Especialmente quando nos reunimos para as atividades da igreja. Autoridades locais nos ameaçam e querem nos expulsar do vilarejo. Os recém-convertidos precisam lutar muito para sobreviver”, conta Mijanur. Houve situações em que os cristãos foram obrigados a ficarem escondidos por semanas, sob os cuidados do pastor Mijanur, por causa dos riscos.

Firmes em Cristo

Mesmo nesse contexto de pressão e violência, a igreja continua a crescer. Mais e mais pessoas têm experimentado a graça salvadora de Jesus. Eles são firmes e determinados na decisão de seguir a Cristo, independentemente do preço que isso possa custar. A maioria dos cristãos de origem muçulmana começam como cristãos secretos. Mas é quase impossível manter a identidade cristã em segredo por muito tempo e, quando descobertos, começa a opressão.

Por isso, parceiros locais da Portas Abertas oferecem treinamentos para preparar os cristãos para resistirem biblicamente à perseguição em Bangladesh. O pastor Mijanur foi um dos participantes e conta: “Eu teria muita dificuldade para lidar com os perseguidores sem o treinamento. Aprendi a como me aproximar deles e a responder com sabedoria, conforme os ensinos da Bíblia, aqueles que nos perseguem, provocam e maltratam por seguirmos a Jesus. Entendi por que eles nos perseguem e algumas das táticas que usam. Hoje consigo capacitar outros cristãos com os mesmos princípios”, conta o pastor.

Os seminários de treinamento também ajudaram a esposa de Mijanur, Shapla. “Minha esposa trabalha no ministério comigo. Quando a perseguição vem, minha família inteira é afetada. Enquanto estou fora, minha esposa tem que administrar a casa e cuidar da igreja, então percebi que ela também deveria passar por esse treinamento. Agora nós dois estamos muito confiantes ao lidar com a perseguição”, ele explica.

Shapla também percebeu como o treinamento poderia beneficiar outras mulheres em sua igreja. Ela incentivou as mulheres a participarem do treinamento. “Quando as mulheres enfrentam perseguição, elas me procuram para pedir ajuda e me perguntam o que devem fazer. Eu as encorajo e digo a elas que sejam firmes e orem. Como mãe, também tenho de lidar com os efeitos da perseguição sobre meu filho de nove anos, que é zombado na escola por ser cristão. Aprendi essas coisas com o [seminário]”.

“Todos os anos enfrentamos perseguição, mas não tínhamos nenhum material para treinar os cristãos locais. Não só isso, mas também não tínhamos nem mesmo um especialista para treinar a igreja. A perseguição faz parte de nossas vidas, por isso precisamos desse treinamento”, contam Anna e Sarkar, participantes do treinamento.

Socorro para cristãos no Sul da Ásia  

 A Portas Abertas oferece suporte prático e espiritual a cristãos vítimas de pressão e violência na região. Uma contribuição garante ajuda emergencial para cristãos afetados por perseguição violenta no Sul da Ásia. Ajude a tornar isso possível.  

Fonte: Portas Abertas

Pastor é preso acusado de forçar conversões na Índia

Preso lendo a Bíblia na cadeia (Foto: canva)
Preso lendo a Bíblia na cadeia (Foto: canva)

O pastor Rishi* e sua esposa foram presos no distrito de Azamgarh, no estado de Uttar Pradesh, Índia. O casal foi acusado falsamente de forçar conversões em massa dos vizinhos hindus. A detenção aconteceu logo após a comemoração do aniversário da filha adotiva do casal. Na hora da festa, a polícia cercou a casa do pastor Rishi e, quando o evento acabou, os cristãos foram presos acusados de violar a lei anticonversão do estado.

Esse tipo de denúncia contra os seguidores de Jesus se tornou frequente desde que foi aprovada a lei que pune com prisão e multa as pessoas que “induzem” conversões de hindus a religiões como cristianismo e islamismo.

A onda de prisões de cristãos

Mensalmente, há mais de 100 casos de denúncias contra cristãos nos estados do Norte da Índia. A maioria aconteceu em Uttar Pradesh e a tática de hostilidade é a mesma. A polícia recebe a denúncia contra o cristão, ele é preso, sem qualquer procedimento para investigar a acusação, e o caso é registrado.

Segundo a parceira local da Portas Abertas, Sonia Khanna*, mais de 800 incidentes contra os cristãos foram registrados entre janeiro e setembro de 2024. Apenas no último mês, aconteceram 140 casos de prisões de cristãos. Atualmente, há 60 pastores e seguidores de Jesus presos, entre eles 11 mulheres. Além disso, três líderes cristãos foram condenados por “forçar” conversões de hindus.

Sonia contou o testemunho da prisão de seis cristãos em Ghaziabad durante uma reunião de oração. A polícia fez uma busca no celular dos seguidores de Jesus e usou a lista de contatos como prova de que estavam forçando conversões. “Essas situações estão colocando as igrejas, especialmente as domésticas de primeira geração [cristãos de origem hindu], sob muita pressão”, revela.

A líder cristã também explicou que as unidades de inteligência locais estão intimidando cristãos por meio de visitas aos locais onde se reuniam para adoração. “Por essas razões, muitas igrejas domésticas estão optando por cultos online, e os centros cristãos dificultaram o empréstimo do espaço para reuniões. Eles pedem uma documentação que declare ‘Nenhuma atividade cristã está sendo conduzida’”, afirma.

Sonia pede aos seus irmãos na fé ao redor do mundo: “Por favor, orem pela situação no Norte da Índia. À medida que os governos estaduais em Uttar Pradesh e Uttarakhand implementam leis anticonversão mais rígidas, a segurança dos cristãos está cada vez mais em risco. Medo e incerteza obscurecem a vida cotidiana, tornando inseguras até mesmo reuniões de oração privadas. Precisamos urgentemente de suas orações e apoio”.

*Nomes alterados por segurança.

Fonte: Portas Abertas

Jonathan Nemer surpreende ao postar vídeo do seu casamento

Jonathan Nemer se casou neste sábado, 2 de novembro, com a médica Lívia Kanayama (Foto: Reprodução/Instagram)
Jonathan Nemer se casou neste sábado, 2 de novembro, com a médica Lívia Kanayama (Foto: Reprodução/Instagram)

O humorista Jonathan Nemer surpreendeu a todos, neste sábado (2), ao publicar o vídeo de seu casamento com a médica Lívia Kanayama, em seu perfil no Instagram. Ele não havia divulgado que se casaria, pegando a todos de surpresa.

Nesta semana, ele chegou a publicar um vídeo dentro do carro, junto a sua namorada, sua sogra e seus pais, e na ocasião, sugeriu que ambas as famílias estivessem, só agora, se conhecendo. Jonathan chegou a perguntar à sogra se não estaria cedo demais para se casar, e ela concordou. Tudo em clima despretensioso, sem conduzir o assunto ao status de coisa séria.

E, de repente, na noite deste sábado, um vídeo publicado pelo humorista revela o inesperado: o dia (real) do seu casamento. Ainda assim, seguidores não acreditaram. Devido à veia cômica do jovem, que possui mais de quatro milhões de seguidores no Instagram, muitos deduziram que a “cena” não passava de mais uma “pegadinha” do talentoso Nemer. Aos poucos foram analisando e digerindo a veracidade da repentina informação.

– É hojeeee!!! Meu casamentooo!!! Deus é bom… que presente viver isso. Ainda mais poder entrar com minha mãe depois de tudo que ela passou. Esse era um dos 3 pedidos que fiz pra Jesus durante a internação dela. Que ela pudesse entrar comigo em meu casamento. Glória a Deus. Mais uma prova da bondade de Deus na minha vida. E justamente no aniversário dela. Que dia especial… – celebrou.

Em 2021, a mãe de Jonathan, Sara Nemer, ficou internada durante sete meses em razão de complicações da Covid-19. O drama foi compartilhado durante o período nas redes sociais do humorista.

Fonte: Pleno News

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