Sepultamento de vítimas de ataque no estado de Plateau, na Nigéria. (Foto: ICC)
Sepultamento de vítimas de ataque no estado de Plateau, na Nigéria. (Foto: ICC)

A nova onda de violência no estado de Plateau atingiu a comunidade de Bin Mper enquanto moradores enterravam outra vítima de um atentado anterior

Na madrugada de terça-feira, 18 de agosto de 2026, um ataque brutal na comunidade de Bin Mper, localizada no distrito de Kombun, no condado de Mangu, resultou na morte de pelo menos 25 cristãos e deixou outros três feridos. A investida armada ocorreu de forma trágica no momento em que os moradores realizavam o sepultamento de um jovem que havia sido assassinado em uma ofensiva anterior na mesma região do estado de Plateau, conforme dados de portais locais de notícias.

A sequência de investidas violentas gerou pânico generalizado entre as famílias de Bin Mper. Antes do massacre que vitimou as 25 pessoas, a área já havia sido alvo de uma ação criminosa que resultou no incêndio de residências, cabanas e na destruição completa de lavouras. Os feridos sobreviventes foram encaminhados para unidades hospitalares locais, onde seguem sob cuidados médicos.

Histórico de convivência pacífica

Durante a cerimônia de despedida das vítimas, o presidente da Associação Nacional da Juventude de Mwaghavul, Jonathan Kyesmang, lamentou a violência sofrida e enfatizou a postura pacífica da população local.

“Somos conhecidos por sermos um povo pacífico. Nosso povo viajou por todo o município de Mangu, no estado de Plateau, na Nigéria e na África, e vivemos pacificamente com pessoas de diferentes origens.”

O representante comunitário esclareceu que as ações violentas recentes não podem ser atribuídas de forma generalizada a todos os integrantes do grupo étnico Fulani que habitam a região de Plateau. Ele apontou ainda que o pano de fundo dos atentados envolve disputas territoriais e tentativas de expropriação de terras ancestrais pertencentes aos povos tradicionais do estado de Plateau. Historicamente, as comunidades Mwaghavul mantêm relações de coexistência harmônica com diversas etnias, como os Tiv, Idoma, Yoruba e Igbo.

A liderança reforçou o compromisso da comunidade com a transparência e a coexistência pacífica regional.

“Somos cidadãos responsáveis e continuaremos a dizer a verdade ao mundo inteiro. Nunca nascemos para atacar ninguém.”

Posicionamento das autoridades estaduais

O governo do estado de Plateau condenou publicamente a ação ocorrida em Bin Mper. Em nota oficial, a comissária de Informação e Comunicação do estado, Joyce Lohya Ramnap, manifestou solidariedade e apoio às famílias afetadas pelo crime.

A administração estadual, sob a liderança do governador Caleb Mutfwang, determinou o reforço imediato do patrulhamento e da vigilância no condado de Mangu. As forças policiais solicitaram que os cidadãos mantenham a calma e colaborem com informações que possam ajudar a identificar e capturar os autores do atentado. Até o momento, nenhuma organização ou suspeito foi oficialmente responsabilizado ou detido pelas forças de segurança.

Cenário de insegurança constante

A escalada de violência reflete um cenário crônico de insegurança enfrentado por produtores agrícolas e comunidades cristãs na região central da Nigéria. Nos últimos anos, esses grupos têm enfrentado ataques recorrentes, deslocamentos forçados e danos severos a templos religiosos e propriedades rurais.

Diante desse panorama de vulnerabilidade, Kyesmang fez um apelo público às autoridades locais por medidas de segurança efetivas. O líder comunitário cobrou ações concretas para proteger os cidadãos e evitar novos episódios de violência armada na região.

Folha Gospel com informações de ICC

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