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Cristãos são pressionados a renunciar à fé em Bangladesh

Mulher cristã lendo uma Bíblia. (Foto representativa: Portas Abertas)
Mulher cristã lendo uma Bíblia. (Foto representativa: Portas Abertas)

Kulsum* e Hamila* são duas mulheres cristãs do Norte de Bangladesh que conhecem a dura realidade da perseguição de perto. Elas participam do projeto de discipulado para mulheres na região para saber como lidar com a pressão para renunciar a Jesus. A perseguição não afeta apenas as mulheres, mas também suas famílias e mostra o quanto a liberdade de expressar a fé em Jesus é uma realidade distante no Norte do país.

Kulsum tem 42 anos. Desde a agitação política em agosto de 2024, o marido dela está sendo ameaçado de morte por líderes islâmicos e políticos locais, por isso, precisou fugir. Kulsum e as duas filhas pequenas ficaram em casa, com medo. Os líderes locais afirmaram que se as meninas não deixarem Jesus, não podem voltar para a escola.

“Estamos lutando muito. Não tenho onde compartilhar nossos problemas. Não sei como vamos sobreviver, já que meu marido não pode trabalhar para sustentar nossa família. Não temos segurança. Não podemos nem sair de casa. As pessoas nos ameaçam e insultam minhas filhas. Por favor, orem por nossa família”, ela pede.

Mas Kulsum também compartilhou corajosamente: “Eles ameaçam que, se não renunciarmos à nossa fé, eles vão nos matar. Mas eu disse a eles: ‘Se necessário, você pode me matar, mas eu não renunciarei a Cristo!’.”

Escondidos por causa da fé

Hamila, de 38 anos, teve que enviar o filho de 16 anos para um abrigo em Daca, capital do país, enquanto ela e o marido fugiram para um vilarejo vizinho devido a ameaças constantes.

Agora, eles dependem completamente de seus parentes para comida, abrigo e outras necessidades. “Não gosto de depender dos outros. Mas agora não temos escolha a não ser contar com os familiares. Não temos para onde ir”, afirma a cristã.

Para Hamila, parece que a vida diária parou. Ela não pode ir para casa para verificar se ainda está tudo bem ou se algo foi roubado. Faz meses desde que se esconderam e ainda não há certeza de quando poderão voltar e retomar sua vida normal. A frustração cresce e eles estão começando a perder a esperança de voltar à normalidade. “Não esperava ter que me esconder por causa da fé em Jesus. Nunca imaginei que esse tipo de situação aconteceria na minha vida. Antes disso, eu tinha uma casa e todas as necessidades, mas agora não tenho nada. Estou completamente dependente dos outros”, disse Hamila.

Apesar de suas dificuldades e desafios, Hamila ainda está forte na fé em Jesus e está comprometida a segui-lo. “Não renunciarei à minha fé. Sei que, se renunciar à minha fé, então, os muçulmanos me receberão de volta e poderei voltar para casa livremente. Mas não quero a simpatia daqueles que perpetraram essa violência. Estou orando para que Deus abra um caminho para minha família”, ela disse.

Um parceiro local da Portas Abertas está acompanhando as famílias e orando por elas, além de fornecer suporte emergencial. Elas precisam de uma solução permanente para que possam praticar sua fé livremente em sua casa e igreja.

*Nomes alterados por segurança.

Fonte: Portas Abertas

Pregador de rua é agredido na Avenida Paulista enquanto evangelizava

Pregador é hostilizado na Avenida Paulista e tem Bíblia jogada no chão. (Captura de tela/Instagram/irpretth)
Pregador é hostilizado na Avenida Paulista e tem Bíblia jogada no chão. (Captura de tela/Instagram/irpretth)

Um pregador de rua na Avenida Paulista foi filmado enquanto sofria agressões e intolerância religiosa por parte de um vendedor ambulante e outras pessoas.

Como parte do programa Ruas Abertas, da Prefeitura de São Paulo, o local é fechado ao trânsito aos domingos e feriados, transformando-se em um espaço para atividades de lazer e cultura. Não há restrição para pregações religiosas ali.

Enquanto pregava com a Bíblia aberta, o pastor foi intimidado por algumas pessoas, sendo chamado de ignorante por um vendedor com barraca montada no local.

Outro rapaz aparece nas imagens justificando as agressões, alegando que o pregador estava gritando na rua. “Eu falo de Jesus”, diz o pastor.

O vendedor chegou a dar um tapa na Bíblia, que caiu no chão, e xingá-la, dizendo ao pregador: “Você deveria ler essa *erda e aprender alguma coisa. Você é burro”.

Ele também fez gestos obscenos para o pregador, que respondeu: “Jesus está na minha vida”.

O pastor afirmou que o local é livre para todos, mencionando outras religiões que, segundo ele, também estavam se manifestando na avenida.

Durante as agressões, ele diz ao ambulante: “Um dia você vai se lembrar da Palavra de Cristo! Pode bater em mim.”

E continuou: “Você pode rasgar a Bíblia, pois eu jamais deixarei de falar de Cristo. Você pode fazer o que quiser comigo. Jesus é o único Senhor.”

O homem que gravou e publicou as imagens defendeu o direito do pregador: “O cara tá aqui pregando a palavra dele… que Deus abençoe a vida dele. As pessoas querem lutar por respeito, mas ninguém quer respeitar”. No final, ele pediu oração ao pregador.

Dezenas de comentários foram feitos na postagem em apoio ao pregador.

Uma delas dizia: “Que desaforo o cara bater na bíblia e ir pra cima do senhor que está lendo a palavra de Deus.”

Outra questionou: “Onde está a liberdade de expressão?”

Fonte: Guia-me

2024 foi um ano angustiante para muitos cristãos em todo o mundo, mostra relatório

Igreja destruída com uma cruz em pé (Foto: IA do Canva)
Igreja destruída com uma cruz em pé (Foto: IA do Canva)

Os cristãos foram significativamente impactados em meio ao deslocamento generalizado em 2024 e, em alguns países, foram alvos ou mortos por partes em conflito e grupos terroristas islâmicos, de acordo com um extenso relatório de uma organização de vigilância da liberdade religiosa.

A International Christian Concern (ICC), sediada nos Estados Unidos, divulgou seu “Índice Global de Perseguição 2025“, destacando “os violadores mais flagrantes da liberdade religiosa em 2024” e “catalogando os países, organizações terroristas e líderes governamentais cujas ações sistematicamente têm como alvo os cristãos”.

“De igrejas domésticas clandestinas na China a vilarejos remotos na Nigéria, o Corpo de Cristo tem enfrentado perseguição implacável de governos, organizações terroristas e da sociedade”, disse Jeff king, presidente do ICC.

Zonas de perseguição

O ICC dividiu os países em zonas para mostrar o nível de perseguição aos cristãos. Congo, Sahel, Nigéria, Somália, Eritreia, Afeganistão, Coreia do Norte e Paquistão estão na zona vermelha, “onde os cristãos são regularmente torturados ou mortos por sua fé”.

Quatro países foram classificados como parte da “zona laranja”, o que significa que seus governos “oprimem severamente os direitos dos cristãos”. Os países na “zona laranja” são China, Índia, Irã e Arábia Saudita.

Azerbaijão, Egito, Indonésia, Malásia, Mianmar, Nicarágua, Rússia e Vietnã foram colocados na “zona amarela”, reservada para jurisdições onde “os cristãos sofrem ataques, prisões e opressão”.

A ICC tem como objetivo fornecer uma compreensão clara do cenário global de perseguição por meio de zonas para identificar métodos e a gravidade. Essas categorias, embora fluidas devido à complexidade e à variabilidade da perseguição, ajudam a esclarecer os fatores subjacentes que contribuem para a instabilidade em cada região. Embora não consigam captar totalmente as realidades sutis de cada situação, esses esforços fornecem percepções valiosas sobre as tendências e os desafios mais amplos enfrentados em todo o mundo.

Deslocamento em massa

Entre as tendências globais que surgiram ou se intensificaram em 2024 estava o deslocamento em massa em regiões assoladas por conflitos, como Sudão e Mianmar, bem como em países da região do Sahel, na África, impactados pelo aumento do extremismo islâmico. 

A região do Sahel na África inclui Gâmbia, Senegal, Mauritânia, Mali, Burquina Fasso, Argélia, Níger, Nigéria, Camarões, Chade.

No Sudão, mais de 8 milhões de pessoas foram deslocadas desde o início da guerra em 2023, na qual ambos os lados em conflito “atacaram locais religiosos, mataram líderes religiosos e interromperam práticas religiosas em todo o país”.

O relatório cita estatísticas das Nações Unidas, descobrindo que cerca de 3,3 milhões de pessoas que residem nos países do Sahel, Burkina Faso, Mali, Mauritânia e Níger, foram deslocadas no início de 2024, enquanto a região era tomada pela ascensão de grupos terroristas islâmicos que substituíram governos fracassados.

“Embora esse deslocamento tenha afetado seguidores de todas as religiões, grupos terroristas frequentemente selecionam cristãos e grupos religiosos desfavorecidos para violência direcionada e são particularmente vulneráveis ​​ao deslocamento”, afirmou o relatório.

Ponto positivo

Embora grande parte do relatório tenha retratado um quadro sombrio do estado da liberdade religiosa em todo o mundo, o documento apontou o “descontentamento popular com a repressão” como um desenvolvimento positivo em 2024.

O relatório menciona as eleições da primavera de 2024 na Índia, onde o partido Bharatiya Junta (BJP), no poder, “se viu com um mandato eleitoral significativamente reduzido”, o que o forçou a “formar uma coalizão com vários outros partidos para montar um governo no Parlamento”.

O ICC lista o BJP como um dos “grupos/entidades” que está “causando mais danos” na Índia, enfatizando como ele “é conhecido por defender uma visão estreita da identidade indiana baseada na ideia de que ser verdadeiramente indiano é ser hindu — uma visão que necessariamente reduz os cristãos e as minorias religiosas a um status de segunda classe”.

Embora reconheça que “as implicações de longo prazo dessa mudança ainda não foram totalmente compreendidas”, o grupo de defesa antecipou que, após as eleições de 2024, “a agenda nacionalista do BJP será prejudicada por seus parceiros de coalizão, que são significativamente mais seculares”.

Outro exemplo de “descontentamento popular com a repressão” se materializou em Mianmar, onde uma junta militar liderada por budistas extremistas conhecidos como Tatmadaw continuou a governar o país após derrubar seu governo democraticamente eleito em 2021.

O ICC observa que “a violência da junta uniu as muitas minorias étnico-religiosas do país, que conquistaram muitas vitórias militares impressionantes contra a junta em 2024”.

“Uma pesquisa do Conselho Consultivo Especial para Mianmar sugere que os avanços da milícia anti-junta reduziram a área sob controle sólido do Tatmadaw para 17% ou menos”, acrescentou o relatório.

No Irã, o ICC citou a eleição de “políticos relativamente moderados, como Masoud Pezeshikian em 2024”, como uma “revolta popular” que pode sugerir que “o controle do regime [teocrático] não é absoluto”.

Um chamado à ação

“Os detalhes da perseguição que você lerá em nosso relatório não são incidentes isolados. Eles representam a realidade vivida por milhões de cristãos em todo o mundo que enfrentam ameaças diárias às suas vidas e à liberdade religiosa. Na International Christian Concern, temos o compromisso de defender seus direitos, amplificar suas vozes e oferecer assistência prática a eles. Convido-os a se juntarem a nós em oração, defesa e ação em nome deles e a se lembrarem das palavras de Tertuliano: ‘O sangue dos mártires é a semente da Igreja’. Embora os adversários da fé tentem extinguir a Igreja, eles apenas espalham sua chama”, conclui Jeff king, presidente do ICC.

Folha Gospel com informações de ICC e The Christian Post

Aborto foi a principal causa de morte no mundo pelo 6° ano consecutivo

Grávida
Grávida

O aborto continua sendo a principal causa de morte em todo o mundo. Segundo dados do Worldometer, no ano de 2024, a interrupção de gravidez foi a causa número um de mortes, pelo 6° ano consecutivo.

O site de referência que monitora estatísticas sobre saúde, população global e óbitos em tempo real, registrou um recorde de mais de 45,1 milhões de bebês mortos no útero no ano passado, conforme o jornal Breitbart.

O número de abortos ultrapassou a quantidade de óbtos por câncer (8,2 milhões), por tabagismo (5 milhões), por HIV (1,7 milhões), por acidentes de transito (1,35 milhões) e suicídio (1,1 milhões).

O aborto foi responsável por 42% de todas as mortes em 2024, conforme o relatório do Worldometer. O site registra estatísticas sobre aborto disponibilizadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Todos os anos nos Estados Unidos, a interrupção de gestação é a causa de cerca de um terço das mortes.

De acordo com um estudo publicado no Open Journal of Preventive Medicine em 2016, o aborto é a principal causa de mortes entre afroamericanos no país.

O reverendo Clenard Childress Jr., um pastor negro reconhecido nos EUA, denunciou o “genocídio negro” através da indústria do aborto.

O líder afirmou que 52% das gestações afro-americanas terminam em aborto, com quase 1.800 bebês negros mortos no útero por dia.

Luta em defesa da vida

Em novembro deste ano, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou a PEC que preserva o direito à vida para fetos e impede o aborto legal no Brasil.

A Constituição já garantia a todos os brasileiros e estrangeiros residentes no país a inviolabilidade do direito à vida, mas não estabelecia uma definição sobre o momento exato em que esse direito passa a ser aplicável.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 164/12, de autoria dos ex-deputados Eduardo Cunha (RJ) e João Campos (GO), determina que o direito à vida será reconhecido desde a concepção do feto.

Na prática, o texto proíbe o aborto nas situações atualmente permitidas por lei, chamado “aborto legal”.

No Brasil, o procedimento é autorizado apenas em três casos: risco de morte para a gestante, gravidez em caso de estupro e anencefalia fetal (má-formação do cérebro).

Após a aprovação na CCJ, comissão inicial no processo legislativo, a PEC 164/12 será analisada por uma comissão especial, ainda sem data definida para início de seus trabalhos.

No país, 70% dos brasileiros é contra a legalização do aborto, conforme uma pesquisa do IPEC.

Fonte: Guia-me com informações de Breitbart

Aldeia cristã é queimada no Natal em Bangladesh

Bandeira de Bangladesh (Foto: Canva)
Bandeira de Bangladesh (Foto: Canva)

Na noite de 24 de dezembro, uma aldeia indígena cristã foi queimada até virar cinzas em Bangladesh. Os malfeitores, ainda não identificados, atacaram enquanto os moradores participavam de um culto de Natal em uma aldeia cristã vizinha. O incidente ocorreu por volta da meia-noite em Tongojhiri Para, no Sudeste do país.

Das 19 casas na aldeia, 17 foram completamente destruídas pelo fogo. Feitas principalmente de bambu e madeira, as casas queimaram rapidamente, deixando as vítimas apenas com cinzas. Assim, a celebração de Natal se transformou em luto.

De acordo com vítimas e fontes locais, o ataque foi supostamente orquestrado por indivíduos politicamente influentes e um Superintendente de Polícia (SP) que têm tentado despejar os moradores cristãos indígenas tripura para tomar a terra. Sabendo que os moradores estariam fora celebrando o Natal em outra aldeia, eles aproveitaram a oportunidade para executar o plano e queimaram a aldeia até o chão.

As autoridades locais visitaram prontamente as famílias afetadas, fornecendo ajuda emergencial. O governo interino de Bangladesh assegurou às vítimas que as casas queimadas serão reconstruídas e que os responsáveis pelo ataque enfrentarão a justiça.

Um FIR (Relatório de Primeira Informação) foi registrado imediatamente após o incidente, e a polícia realizou operações para prender os culpados. Apesar da esperança de recomeço, as vítimas precisam urgentemente de orações. É inverno agora em Bangladesh, então é muito difícil para eles suportarem o clima frio, pois não têm abrigo e roupas suficientes.

Fonte: Portas Abertas

Trabalho secreto apoia norte-coreanos na China

Mãos dadas (Ilustração)
Mãos dadas (Ilustração)

O desejo de ver os norte-coreanos conhecerem a Jesus mudou a vida da cristã Han (pseudônimo). Hoje, como parceira de campo da Portas Abertas, ela está envolvida no treinamento de norte-coreanos escondidos na China, especialmente mulheres vítimas do tráfico humano. Em uma rara entrevista, ela compartilhou sua história e deu um vislumbre desse trabalho secreto e crítico que ela e outros fazem para ajudar os refugiados norte-coreanos.

Anunciando o evangelho às mulheres

Han deixou um emprego corporativo para anunciar as boas-novas aos membros da sua linhagem norte-coreana. “Eu costumava trabalhar em marketing e não estava interessada na Coreia do Norte. Isso mudou depois que me tornei cristã em 2006. De repente, percebi que havia vivido por mais de 30 anos sem fazer nada pelas pessoas dali, mesmo sendo da mesma linhagem sanguínea. Eu me arrependi por nunca ter me importado com elas”, conta.

Hoje, como trabalhadora de campo da Portas Abertas, todos os meses, ela se encontra com as mulheres norte-coreanas na China para ensiná-las sobre a Bíblia e espera pelo dia em que algumas dessas mulheres se tornarão futuras líderes da igreja norte-coreana. “A maioria dessas mulheres foi forçada a se casar com homens chineses. Eu organizo cultos secretos com elas e dou a ajuda de que precisam. Elas são muito gratas. Gostaria de poder contar a elas sobre o apoio de tantos doadores, mas elas não podem saber sobre o apoio estrangeiro. É muito perigoso”, conta Han.

“O mundo delas é muito pequeno. É difícil construir confiança com essas mulheres. A Coreia do Norte as doutrinou sobre a Bíblia e o cristianismo. Elas são muito hesitantes no início. Além disso, muitas dessas mulheres passaram por eventos traumáticos. Algumas estão sendo abusadas por seus maridos e/ou parentes”, acrescenta Han.

A maioria das norte-coreanas apoiadas têm um passado difícil. “Uma jovem tinha a mãe muito doente. Ela tinha câncer na Coreia do Norte, mas a família não tinha dinheiro para pagar o tratamento médico. A filha queria ir para a China para ganhar algum dinheiro e procurou uma corretora. A corretora prometeu levá-la e disse que não era difícil conseguir um bom emprego. No entanto, a corretora a enganou e a vendeu para um marido chinês por cerca de sete mil dólares. Por isso, ela não conseguiu voltar para a Coreia do Norte”, conta.

Como orar pelo projeto com norte-coreanos?

“Essa jovem ainda não é cristã, mas participa fielmente das reuniões, então temos esperança de que ela permita que Deus entre em seu coração. Estamos sempre com medo de que nos denunciem à polícia. Hoje em dia, qualquer tipo de reunião é suspeita na China. O governo não gosta quando grupos se reúnem, especialmente cristãos, ainda mais cristãos norte-coreanos. Se fizermos muito barulho, ou alguém na vizinhança ficar desconfiado, podemos ser facilmente denunciados e presos. Quem sabe o que acontecerá então? Especialmente com as mulheres norte-coreanas. Elas podem ser enviadas de volta para seu país”, relata a parceira.

Quando questionada sobre como orar pelos refugiados norte-coreanos, Han diz que “acima de tudo, ore por proteção. Há muitos espiões. É sempre possível que um dos membros do grupo seja um agente secreto. Além disso, o governo chinês tem capturado mais refugiados. Recentemente, algumas centenas de norte-coreanos, na maioria mulheres, foram enviados de volta e presos na Coreia do Norte”.

“Ore também pelos corações das refugiadas norte-coreanas, para que recebam Jesus que bate à porta de seus corações. Finalmente, ore por mais trabalhadores dispostos a correr riscos para apoiar os cristãos norte-coreanos”, conclui Han.

Presenteie um cristão norte-coreano 

Cristãos que fogem da Coreia do Norte para a China vivem em dificuldades e não podem trabalhar normalmente, pois serão capturados pela polícia chinesa. Faça uma doação e presenteie cristãos norte-coreanos com ajuda emergencial, abrigo e remédios. 

Fonte: Portas Abertas

André Valadão tenta explicar área vip dentro da igreja Lagoinha

André Valadão (Foto: Reprodução/Redes Sociais)
André Valadão (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

O pastor André Valadão, líder da Igreja da Lagoinha, precisou se justificar após a polêmica sobre a existência de uma área VIP na congregação ganhar repercussão nas redes sociais.

A iniciativa gerou revolta entre alguns fiéis, que questionaram a necessidade de um espaço exclusivo dentro de um ambiente religioso.

Em resposta a um internauta, Valadão afirmou que “na igreja ninguém é mais importante que ninguém”, mas justificou que figuras públicas enfrentam situações que dificultam a vivência de uma rotina normal, incluindo a frequência a cultos.

O líder religioso explicou que muitas dessas pessoas sofrem assédio, como produção não autorizada de imagens e vídeos, e que o espaço VIP seria uma forma de atender à necessidade dessas figuras de forma mais adequada.

André destacou que o objetivo não é criar hierarquias, mas permitir que todos, inclusive os mais conhecidos, possam participar dos cultos com tranquilidade. No entanto, suas declarações não foram suficientes para convencer parte do público, que levantou críticas nas redes sociais.

Fiéis apontaram que a separação de áreas dentro da igreja vai contra os princípios de igualdade e acessibilidade promovidos pelo cristianismo. Alguns internautas mencionaram exemplos de celebridades que frequentaram cultos na Lagoinha em áreas comuns sem serem incomodadas, reforçando a visão de que o espaço exclusivo seria desnecessário.

“Na Lagoinha de Alphaville, já sentei ao lado do Safadão, Cesar filho, já vi a Simone e nunca vi ninguém os assediar, e estavam sentados em locais comuns. Entendo a área VIP, mas não acho necessária”, disse um usuário.

Outros lembraram o exemplo de Jesus, que mesmo sendo constantemente procurado e vivendo sob ameaças, nunca se isolou ou buscou privilégios, mas esteve sempre no meio do povo.

“Jesus vivia ameaçado, perseguido, as pessoas queriam tá perto dele o tempo todo, muitos viajavam dias para encontrá-lo e ele nunca teve mordomias, lugares privilegiados, ou lugares separados dos outros. Ele vivia no meio do povo, mesmo com tanta fama”, ressaltou outro.

A polêmica intensificou o debate sobre os valores da comunidade religiosa e como lidar com as demandas de um público diversificado. Enquanto alguns apoiam a justificativa apresentada pelo pastor, muitos continuam a questionar se a criação de um espaço VIP é coerente com os princípios fundamentais do evangelho, como igualdade e comunhão.

Folha Gospel com informações de Correio Braziliense e Fuxico Gospel

Remoção do status de caridade de grupos religiosos preocupa evangélicos no Canadá

Bandeira do Canadá (Foto: canva)
Bandeira do Canadá (Foto: canva)

A Aliança Evangélica do Canadá (Evangelical Fellowship of Canada – EFC) levantou preocupações sobre recomendações apresentadas ao Governo Canadense pedindo a remoção do status de caridade para instituições de caridade religiosas e organizações antiaborto. O potencial impacto negativo não apenas no setor religioso, mas nas muitas pessoas que ele atende seria imenso, alerta o grupo.

Os detalhes estão ocultos em centenas de recomendações feitas em um relatório (leia aqui em inglês) do Comitê de Finanças apresentado na Câmara dos Comuns em 13 de dezembro do ano passado (2024), que faz parte de um processo de consulta antes do próximo orçamento federal.

A Recomendação 429 pede que o governo “não forneça mais status de caridade para organizações antiaborto” e a Recomendação 430 quer alterar a Lei do Imposto de Renda para “fornecer uma definição de instituição de caridade que removeria o status privilegiado de ‘promoção da religião’ como um propósito de caridade”, declarou a EFC.

Ambas as recomendações são encontradas no relatório no Capítulo Cinco, “Uma Política Fiscal Competitiva, Finanças Sustentáveis ​​e Operações Governamentais Eficientes”.

“A tributação federal desempenha um papel fundamental no financiamento de gastos públicos e na direção da atividade econômica para sustentar e enriquecer a economia canadense”, afirma o breve preâmbulo do capítulo. “… O imposto de renda pessoal é a maior fonte de receitas governamentais no Canadá, seguido pelo imposto de renda corporativo. A política tributária também é um mecanismo importante para motivar os contribuintes a se envolverem em atividades consideradas benéficas para a sociedade ou, ao contrário, dissuadir os contribuintes de se envolverem em atividades consideradas prejudiciais à sociedade.”

O EFC acreditava que a formulação das recomendações ecoava a submissão escrita da British Columbia Humanist Association ao comitê. (A consulta ouviu muitas empresas, escolas e organizações sem fins lucrativos oferecendo submissões escritas com interesses diferentes.)

O Ministro das Finanças não é obrigado a adotar as recomendações para o orçamento da primavera, mas a EFC continua preocupada com a questão, chamando o fato de um comitê parlamentar, envolvendo todos os principais partidos políticos, ter pedido tais mudanças de “significativo” e indicativo de que os partidos apoiaram as ideias.

“O Partido Conservador tem uma opinião divergente no relatório, e o NDP e o Bloc Quebecois têm opiniões suplementares, mas nenhuma menciona ou se opõe a essas recomendações de status de caridade no relatório principal”, declarou o EFC. “Essas recomendações podem ter sido negligenciadas entre as 462 recomendações feitas, mas nenhum dos partidos expressou oposição a elas.

“Essa mudança, se adotada, teria um impacto devastador e de longo alcance – nas instituições de caridade religiosas, nas pessoas que elas atendem e na sociedade canadense. Pouco mais de 40% das instituições de caridade registradas no Canadá promovem a religião. Essa proposta desestabilizaria o setor de caridade no Canadá.”

Além disso, a EFC opinou que as recomendações do comitê podem servir como um “balão de ensaio”.

“Se uma recomendação parece amplamente apoiada, ou pelo menos não contestada, ela pode encorajar o governo a seguir em frente com ela”, observou o corpo evangélico.

“Este é um momento importante para garantir que os parlamentares ouçam as preocupações dos canadenses sobre esta proposta, agora que o Comitê de Finanças a colocou na mesa. É mais eficaz impedir que essas recomendações sejam introduzidas em um projeto de lei do que pedir que sejam removidas depois que o projeto de lei for introduzido.”

Folha Gospel com texto original de Christian Daily International

Briga pelo comando da igreja Bola de Neve expõe faturamento milionário

Fachada da igreja Bola de Neve (Foto: Reprodução)
Fachada da igreja Bola de Neve (Foto: Reprodução)

Decisões judiciais recentes têm agitado a disputa pelo comando da Igreja Bola de Neve, revelando acusações de fraudes, desvios de dinheiro e uma arrecadação anual que pode ultrapassar os R$ 250 milhões. O conflito envolve a pastora e cantora gospel Denise Seixas, ex-esposa do fundador da igreja, Rinaldo Luiz de Seixas Pereira, conhecido como apóstolo Rina, que faleceu em novembro após um acidente de moto.

Denise acusa o conselho administrativo da igreja de irregularidades financeiras, incluindo o uso de empresas de fachada para movimentações suspeitas. A denúncia foi enviada ao Ministério Público de São Paulo (MPSP) e tramita sob sigilo.

Segundo documentos obtidos pelo veículo de notícias Metrópoles, a Bola de Neve possui cerca de 560 templos e arrecada até R$ 250 milhões por ano. Empresas como a SIAF Solutions, supostamente controlada pelo presidente do conselho Everton César Ribeiro, são acusadas de administrar receitas com dízimos e doações, aplicando taxas de até 5% sobre os valores arrecadados. Outras empresas, como a Green Grid Energy e a Filhos do Rei Serviços de Conservação, também foram citadas na denúncia.

Segundo a denúncia, a SIAF Solutions Serviços de Tecnologia Limitada controlava a receita com dízimos e taxas e arrecadou cerca de R$ 492 mil por meio de 57 notas fiscais reunidas. A empresa de softwares, que também prestaria serviços para outras igrejas evangélicas, fornece maquininhas de cartão. O objetivo seria supostamente “centralizar ao máximo toda a arrecadação de dízimos e doações”, segundo a denúncia. “Há a aplicação de uma taxa que pode variar de 3% a 5% sobre o total arrecadado nos templos da Igreja Bola de Neve”, diz a peça.

A Green Grid Energy, fundada por Ribeiro, seria responsável por serviços de consultoria financeira à igreja. A companhia, criada em maio, declarou faturamento de R$ 6 milhões.

Outra empresa citada na denúncia, a Filhos do Rei Serviços de Conservação, tem como sócia Kelly Cristina Ribeiro Bettio, irmã de Everton Ribeiro. Ela emitiu notas fiscais que chegam a um valor milionário, “embora não se tenha clareza acerca da natureza dos serviços contratados” pela Bola de Neve.

“Ao questionar os vizinhos sobre o endereço indicado como sede da empresa, foi informado que o local é uma residência”, afirma a ação judicial movida por Denise Seixas pedindo para que nenhum documento da igreja que não tenha sido assinado por ela seja validado em cartório, incluindo o da posse da diretoria que assumiu a Bola de Neve após a morte de Rina.

Denise acionou a Justiça para contestar sua renúncia ao cargo de vice-presidente, após a morte de Rina, alegando que o documento de divórcio assinado em agosto nunca foi homologado. Em decisão de dezembro, o juiz Fabio Evangelista, da 45ª Vara Cível, declarou o acordo inválido, permitindo que Denise reassuma o posto e, consequentemente, o comando da igreja.

No entanto, a disputa judicial continua. A 9ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a decisão favorável a Denise, mas o caso foi redistribuído a outra vara.

Bens de Rina

Em 16 de dezembro, a Justiça de São Paulo negou o pedido da pastora Denise Seixas para ser inventariante dos bens de Rina. Na decisão, o juiz José Walter Cardoso, da 9ª Vara da Família, acatou os argumentos do filho mais velho do casal, Rinaldo Neto, de 19 anos, e o nomeou como responsável pela listagem de posses. Ele terá dois meses para providenciar os documentos necessários. Ele alegou que os dois estavam separados desde junho e que a mãe havia obtido uma medida protetiva contra o ex-marido.

A Igreja Bola de Neve afirma que Denise renunciou ao cargo de vice-presidente em agosto e que a decisão judicial não a reconhece como presidente. Segundo nota oficial, as finanças da igreja são auditadas por uma empresa multinacional há mais de uma década.

O que dizem

Por meio de advogado, Denise Seixas afirmou apenas que “há uma comunicação judicial de indícios de irregularidade junto ao Ministério Público do Estado de São Paulo, que tramita perante a 17ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo, em segredo de Justiça”.

Já o conselho da Bola de Neve disse que a gestão está “totalmente de acordo com a legislação e boas práticas de conformidade”. O colegiado também assegurou que a igreja segue à disposição para prestar esclarecimentos às autoridades competentes.

Citado na denúncia, Everton César Ribeiro argumenta que Denise Seixas faz acusações falsas e responderá na Justiça. “Nossos contratos são regulares e auditados e foram firmados quando a pastora ainda ocupava a direção da igreja, o que permite concluir que ou ela age com má-fé ou omissão.”

Fonte: Metrópoles e Jornal Extra

Mais de 40 cristãos foram mortos enquanto celebravam Natal na Nigéria

Cristãos durante culto adorando a Deus em igreja queimada na Nigéria. (Foto: Imagem ilustrativa/Portas Abertas)
Cristãos durante culto adorando a Deus em igreja queimada na Nigéria. (Foto: Imagem ilustrativa/Portas Abertas)

Mais de 40 cristãos foram brutalmente assassinados enquanto celebravam o Natal na Nigéria. Extremistas Fulani realizaram ataques a comunidades cristãs em dois estados do país.

No dia 23 de dezembro, terroristas armados atacaram a Igreja Evangélica Winning All (ECWA) logo após o culto de Natal, no estado de Plateau, na tribo Irigwe, segundo o International Christian Concern (ICC),

Os fulanis mataram 14 cristãos, incluindo um bebê de 1 ano e sua mãe. O ataque vitimou famílias inteiras e a comunidade realizou um enterro em massa.

A região próxima a igreja abriga cerca de 1.000 cristãos do povo Irigwe, que tem enfrentado perseguição dos extremistas islâmicos Fulani. Desde 2016, mais de 2.000 cristãos foram mortos na área.

Cinco aldeias cristãs atacadas

Dois dias depois, em 25 de dezembro, no estado de Benue, outros ataques deixaram 33 cristãos mortos no dia do Natal, conforme o Morning Star News. Pelo menos 11 cristãos foram assassinados na Área de Governo Local (LGA, sigla em inglês) de Kwande, em Benue.

Cinco aldeias de maioria cristã foram atacadas por terroristas Fulani: Anwase, Ubutu, Tse Azege, Nyiev-ya e Ityuluv. Além dos assassinatos, os islâmicos ainda queimaram casas e plantações.

“Os ataques a essas comunidades ocorreram quando as pessoas estavam ocupadas celebrando o Natal com seus entes queridos”, relatou o morador local Adam Kpandev, em entrevista ao Morning Star News.

E o morador Abraham Kyambe afirmou: “O ataque resultou na destruição de produtos agrícolas no valor de milhões de nairas, deixando a comunidade cambaleando”.

Um líder comunitário do grupo étnico Tiv e morador local, Iorbee Ihagh, confirmou o número de mortos e acrescentou: “Muitos cristãos ainda estão desaparecidos”.

O governador do estado de Benue, Hyacinth Alia, divulgou um comunicado na última sexta-feira (27), confirmando os ataques e prometendo que os agressores serão presos e levados à justiça.

“Esses ataques são ataques hediondos a cidadãos inocentes e desarmados do estado de Benue por supostos pastores armados. Posso garantir que os perpetradores deste ato pagarão caro por isso. Eles podem pensar que não são conhecidos, mas não se pode permitir que continuem perpetuando isso. É uma questão de tempo”, afirmou o governador.

Perseguição

A Nigéria continua sendo a nação mais mortal do mundo para quem decide seguir a Cristo. Só no período entre outubro de 2022 a setembro de 2023, 4.118 cristãos foram mortos por causa de sua fé, conforme relatórios da Portas Abertas, sem contar os sequestros, ataques a igrejas, casas e escolas cristãs.

O país ocupa a 6ª posição da Lista Mundial da Perseguição 2024 da Missão Portas Abertas de países mais difíceis para ser cristão.

Fonte: Guia-me com informações de Morning Star News e International Christian Concern

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