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Autor de ‘Café com Deus Pai’ fala sobre sucesso da obra: “As pessoas têm sede de Deus”

Junior Rostirola. (Foto: Reprodução/Instagram/Junior Rostirola)
Junior Rostirola. (Foto: Reprodução/Instagram/Junior Rostirola)

Após o sucesso do livro devocional “Café com Deus Pai”, o autor e pastor Junior Rostirola afirmou que a grande repercussão por trás de seu best-seller revela a “sede que as pessoas têm de Deus”.

Em uma entrevista recente à coluna Claudia Meireles, do portal de notícias Metrópoles, Junior compartilhou detalhes de como conquistou o posto de autor de uma das obras literárias mais vendidas do Brasil, em 2023 e 2024, com 5 milhões de cópias comercializadas.

“Jamais imaginei que tomaria tamanha repercussão e alcance. Em meio ao imenso mar do mercado editorial, onde diversos autores consagrados fazem um maremoto de sucesso, contra todas as expectativas, o Café com Deus Pai é um verdadeiro milagre, que não pode ser mensurado por fatores humanos”, disse Junior.

“Quando começou a esgotar as tiragens, eu esperava que o público leitor seria somente os membros da minha igreja, mas sem saber explicar, a procura pelo livro foi se multiplicando cada vez mais, e eu não consigo encontrar outro motivo, se não Deus”, acrescentou.

Nos anos 1990, igrejas brasileiras incentivaram a leitura de devocionais para fomentar uma rotina espiritual. Devido ao crescimento do número de evangélicos no Brasil, o interesse por essas leituras aumentou, levando as editoras a se adaptarem a essa demanda.

No entanto, para Junior, a procura pelo “Café com Deus Pai” é mais do que uma “febre”:

“Revela uma sede que as pessoas têm de estarem próximas de Deus, ouvindo o que Ele tem para lhes falar, como se, de fato, estivesse frente a frente com o Pai desfrutando de um tempo de qualidade com Ele, encontrando em Deus a resposta para todos os seus dilemas, e, também, recebendo estratégias e energia para enfrentá-los”.

‘Encontro com Deus’

“Café com Deus Pai” é um projeto que nasceu durante os momentos pessoais de devocional de Junior.

“É um livro atemporal, ou seja, pode ser lido em qualquer ano. Imagine ter a chance de parar por alguns instantes e desfrutar de um agradável momento com alguém que tenha a resposta para todas as nossas preocupações”, afirma a descrição do livro.

Os devocionais “Café com Deus Pai”. (Foto: Reprodução/Instagram/Junior Rostirola)

E continua: “Ao longo de devocionais diários, lhe convidamos para um encontro com Deus que, além de ensinar uma nova forma de apreciar uma xícara de café, mostrará como a vida também pode ser saboreada. Sim, o Pai deseja tomar café com você. E o sabor desse grão será incomparável a tudo o que já provou”.

Segundo Junior, a ideia de produzir o conteúdo surgiu diante de desafios que ele enfrentou na infância e em parte da adolescência.

“Em minha casa, nunca pudemos desfrutar de momentos de paz e harmonia ao redor da mesa”, contou ele.

“Então, Deus colocou esse projeto em meu coração, para ressignificar esses momentos, mostrando que, independente do cenário caótico ao nosso redor, Ele tem um momento especial para compartilhar conosco, e naquela pequena pausa para um café, Ele pode falar ao nosso coração”, acrescentou.

Novos projetos

Além de Café com Deus Pai — que também conta com uma versão infantil — o pastor escreveu “Encontrei um Pai”, que conta seu testemunho de superação após as rejeições da infância e adolescência.

Questionado sobre novos livros, ele disse: “Existem muitos projetos plantados por Deus em meu coração, no qual tenho cuidadosamente cultivado. Alguns já estão em desenvolvimento, e outros sei que não está no momento certo, mas de fato, existem muito mais obras a serem lançadas”.

Na entrevista, ele contou que a versão de 2025 de “Café com Deus Pai” já está disponível, com novas mensagens e reflexões, para cada dia do ano.

“A cada ano, são 365 mensagens totalmente novas, seguindo a célebre máxima de Karl Barth de que a palavra de Deus é tão atual quanto o jornal de amanhã”, destacou Junior.

‘Multiplicadores do Evangelho’

Pastor sênior da Igreja Reviver em Itajaí, Santa Catarina, Junior também comanda um podcast com mensagens diárias.

“Eu creio que o podcast ampliou ainda mais o alcance, principalmente daquela pessoa que, por conta de uma rotina tão exaustiva e frenética, precisa correr contra o tempo, possibilitando que o devocional do dia possa ser ouvido enquanto dirige ou pega o ônibus para o trabalho, por exemplo”, relatou ele.

Ainda refletindo sobre o ambiente digital, o pastor afirmou que as redes sociais, se usadas com sabedoria, podem ser valiosas ferramentas de propagação da Palavra de Deus:

“Nesse contexto, entendo que os usuários das redes que têm o hábito de postarem suas rotinas diárias lendo devocionais estão sendo eficazes multiplicadores da boa nova do Evangelho, podendo alcançar pessoas que jamais alcançaríamos sem o seu testemunho diário”.

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Fonte: Guia-me

Pastor e padre acusados de homotransfobia podem pegar até 5 anos de prisão

Pastor pregando (foto: reprodução)
Pastor pregando (foto: reprodução)

As postagens de um pastor em rede social e a declaração de um padre durante a missa podem custar a liberdade desses líderes religiosos. O reverendo Jackson Jackes Junges, do Rio Grande do Sul, e o clérigo Antônio Carlos, da Diocese de Nova Friburgo (RJ), foram denunciados. Eles estão sendo acusados pelo Ministério Público de homotransfobia, um tipo penal equiparado ao crime de racismo, conforme foi instituído pela Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão nº 26 (ADO 26), do Supremo Tribunal Federal.

O pastor costumava realizar postagens em sua rede social em favor da família tradicional e da masculinidade bíblica, transmitindo a mensagem de que a homossexualidade é pecado, sob a ótica da fé cristã. Três de suas publicações foram consideradas discriminatórias. Em uma delas, Jackson postou uma figura com o desenho de uma família, formada por homem, mulher e dois filhos embaixo de um guarda-chuva, protegendo-a de uma “chuva” de cores, que fazem referência às da bandeira LGBTQI+. Essa ação do líder religioso foi classificada pelo Ministério Público do Rio Grande Sul como uma conduta homofóbica ou transfóbica e, por isso, ele pode pegar de dois a cinco anos de prisão, caso seja considerado culpado.

Já o padre declarou, durante a missa realizada na Capela do Colégio Nossa Senhora das Dores, em Nova Friburgo (RJ), em abril do ano passado, que “o demônio entrava na casa das pessoas de diversas formas para destruir as famílias, sendo uma delas representada pela união de pessoas do mesmo sexo, homem com homem, mulher com mulher”. O Ministério Público do Rio de Janeiro entendeu que se tratava de homotransfobia e, além da acusação criminal, também entrou com uma Ação Civil contra o clérigo, com a justificativa que o padre incitou o ódio em seu discurso. Esta ação prevê que Antônio Carlos deverá pagar uma indenização no valor de R$ 50 mil por danos morais coletivos à comunidade LGBTQI+ caso seja condenado. Assim como o pastor, caso seja condenado na ação penal, ele pode pegar de dois a cinco anos de prisão.

Liberdade religiosa

Para o presidente do Instituto Brasileiro de Direito e Religião (IBDR), Thiago Rafael Vieira, tanto o pastor quanto o padre agiram em prol da liberdade religiosa, um direito que é garantido pela Constituição. Segundo o jurista, as duas acusações beiram a ilegalidade e podem ser consideradas inconstitucionais. “Elas defendem exatamente a supressão dos direitos fundamentais a expressão religiosa, ensino, pregação e culto”, declarou.

O advogado, que atua na defesa de Junges, afirmou que existe uma diferença entre discurso religioso e homofóbico. Desse modo, os réus apenas utilizaram de sua liberdade religiosa e em momento algum teriam lançado mão de um discurso de ódio.

“O discurso religioso homofóbico é aquele que defende objetivamente a violência contra o grupo LGBTQI+ ou defende a supressão de seus direitos fundamentais ou escravização em razão dessa condição. Nenhum discurso religioso baseado em ética sexual cristã e pecado tem qualquer relação com discurso de ódio, pois não se enquadra em defesa de violência ou de supressão de direitos fundamentais”, explicou Vieira.

O jurista informou que a defesa do pastor protocolou uma Reclamação Constitucional contra o ato de recebimento da denúncia criminal e instauração do processo pelo juiz da 7ª Vara Criminal de Porto Alegre. Isto porque entende que essa ação viola a autoridade do STF da ADO 26, que, ao estabelecer o crime de homotransfobia, traz como exceção os casos em que é empregada a liberdade religiosa, a pregação e o ensino. “Essa Reclamação Constitucional está no STF sob o nº 71.627 e qualquer entidade pode entrar no processo na qualidade de amicus curiae para apoiar a liberdade religiosa no Brasil”, salientou Vieira.

Andamento

Os dois processos criminais estão em fases iniciais. O caso do pastor Jackson Jackes Junges já foi recebido pelo juízo e está em instrução processual, que é o momento em que são produzidas as provas. De acordo com a defesa de Antônio Carlos, uma contestação está sendo preparada para ser apresentada contra a Ação Civil Pública, enquando, na ação penal, a denúncia ainda não foi recebida pelo juiz.

Fonte: Comunhão

Cid Moreira, o mais conhecido locutor da Bíblia em áudio, morre aos 97 anos

Jornalista Cid Moreira (Foto: César Abreu/Divulgação)
Jornalista Cid Moreira (Foto: César Abreu/Divulgação)

O jornalista e apresentador Cid Moreira morreu na manhã de quinta-feira (3), aos 97 anos. Um dos rostos – e vozes – mais conhecidos da televisão brasileira também se destacou na narração das Escrituras em áudio. Ele estava internado no Hospital Santa Teresa, em Petrópolis, na Região Serrana do Rio. A causa da morte foi falência múltipla de órgãos após quadro de pneumonia

O jornalista enfrentava problemas nos rins, e já fazia diálise com frequência, segundo Fátima Sampaio, viúva de Cid Moreira. Em entrevista nesta manhã ao programa Encontro, de Patrícia Poeta, na TV Globo, ela contou sobre os últimos dias com o marido: “Mudamos para perto do hospital quando ele começou a fazer a diálise. Não contei para ninguém para ter o direito como ser humano de privacidade”.

Fátima explicou também que Cid Moreira pediu para que seu corpo fosse enterrado em Taubaté (SP), onde nasceu. “Ele quer ficar perto da primeira esposa e do filho que se foi. Ele ama Petrópolis, então vamos fazer uma despedida em Petrópolis, e outra no Rio”, disse. Além da esposa, o jornalista deixa dois filhos: Roger e Rodrigo.

Cid Moreira sempre foi um destaque na narração, tendo passado pela rádio Mayrink Veiga e pela TV Excelsior. Em 1969, ele alcançou um dos marcos mais importantes de sua carreira ao se tornar apresentador-âncora do Jornal Nacional, da Rede Globo, cargo que ocupou até 1996.

Com sua voz inconfundível, Cid também se destacou na locução da Bíblia em áudio. Mais tarde, ele lançou um canal no YouTube com uma proposta semelhante, dedicando-se a ler passagens bíblicas.

Cid aceitou realmente a Jesus aos 72 anos, quando ele teve sua maior experiência com Deus. “Já estava me preparando para dormir. Saudável, com conforto material, desejado pela mulheres de todo canto do país. Enfim, famoso! Tudo que alguém pode desejar. E… Me sentindo completamente só e vazio”, afirmou ele, em postagem no Instagram de 2019.

O jornalista compartilhou em sua rede social que sentiu uma dor intensa que dominou seu corpo. “Comecei a chorar e a clamar a Deus. Chorava tanto que tremia! Buscava um sentido para a vida e sentia uma profunda solidão.”

Após reconhecer sua necessidade de Deus, Cid se ajoelhou e orou no tapete do escritório. “Pedi a Ele uma companheira e disse que, se ainda houvesse tempo, gostaria de fazer algo em Sua honra. Acabei adormecendo”, relatou, acrescentando que duas semanas depois conheceu Fátima, sua esposa até o fim da vida.

Anunciando Boas Notícias

Em uma entrevista exclusiva ao site cristão Guiame em 2016, Moreira contou como surgiu sua paixão por anunciar o Evangelho através de narrações da Bíblia. 

“Isso começou há uns 25 anos, quando eu dei uma entrevista a um jornal no Rio de Janeiro, dizendo que gostava de gravar mensagens cristãs. Esse jornal foi publicado no suplemento do domingo e, na segunda-feira, eu recebi um telefonema sendo convidado para gravar Salmos”, disse ele, durante o lançamento da Nova Versão Transformadora, pela Editora Mundo Cristão.

Depois de fazer parte do primeiro projeto de narração da Bíblia, seu envolvimento com as mensagens cristãs não pararam mais. “Na sequência, depois que eu fui contratado por outra gravadora, a Warner Continental, eu gravei ‘O Sermão da Montanha’”, contou.

Quando completou 25 anos apresentando o Jornal Nacional, Cid se tornou mais do que um homem de notícias — um homem a serviço de Deus. Ao todo, seus CD’s com as passagens bíblicas já venderam mais de 30 milhões de cópias por todo o Brasil, um sucesso de vendas incontestável.

“Na capa do LP [da Bíblia] eu escrevi que passei 25 anos gravando notícias nem sempre boas aos lares do país, mas a partir daquele momento, eu queria levar o Evangelho, que são notícias de Deus, até o último dia de minha vida. Eu simplesmente estou cumprindo aquilo que eu prometi”, afirmou.

“Eu invisto em mim levando a palavra de Deus sempre que eu posso. É uma missão que vou cumprir até o último dia da minha vida“, acrescentou ele.

Fonte: Comunhão com informações Agência Estado

Evangelista é espancado por vizinhos e preso em Bangladesh

Cristãos em Bangladesh
Cristãos em Bangladesh

A recente crise política e insegurança social em Bangladesh, desde a renúncia da primeira-ministra, causaram ataques e perseguições de extremistas contra minorias religiosas. Os cristãos de origem muçulmana estão em uma situação ainda pior, vivendo em estado de medo e pânico, incertos sobre quando será o próximo ataque.

A maioria das atividades da igreja não podem ser realizadas como antes por causa dos ataques. Até mesmo evangelistas e pastores estão com medo, especialmente aqueles que vivem e servem em áreas rurais.

Mizanur, um evangelista cristão de origem muçulmana é exemplo dessa realidade. Ele e outro evangelista foram entregues à polícia local no Norte de Bangladesh após serem atacados e espancados pelos vizinhos. No dia 5 de setembro, os dois evangelistas foram a uma das igrejas domésticas locais para ter comunhão com outros cristãos e se encorajarem mutuamente.

Ataque em meio ao culto

No meio do culto, um grupo de muçulmanos invadiu a casa e começou a atacar os presentes. Os agressores apreenderam os dois evangelistas e começaram a espancá-los com a intenção de feri-los gravemente. Em seguida, o cristão foi interrogado por eles. Perguntaram se ele já foi muçulmano, pois Mizanur é um nome muçulmano.

Sem forças para responder, um membro da multidão pegou o telefone de Mizanur e ligou para sua esposa, que confirmou que Mizanur é de fato cristão. Isso irritou a multidão, que imediatamente o levou com o outro evangelista para a delegacia. Isso aconteceu após muita humilhação e espancamentos. Os evangelistas foram detidos a noite toda sem tratamento ou cuidado para seus ferimentos.

Ao ouvir o que aconteceu com os evangelistas, outros membros da igreja ficaram preocupados e a família de Mizanur ficou aterrorizada com a possibilidade de ele ser preso. “Eles podem estar detidos, mas não estão seguros”, disse um membro da igreja a um parceiro local.

Eles explicaram que recentemente houve um jovem hindu que foi severamente espancado e levado para a delegacia e, enquanto estava detido, uma multidão de homens muçulmanos o arrancou da cela apenas para espancá-lo novamente sob acusação de blasfêmia, mesmo sem provas.

Parceiros locais da Portas Abertas estão em contato com o pastor local desta igreja para acompanhar a situação de Mizanur. “Estamos analisando a situação e tentando encontrar maneiras de ajudar as vítimas. Nossos contatos locais estão nos enviando atualizações regularmente. No momento, eles precisam de nossas orações e apoio emocional.”

Fonte: Portas Abertas

Cristão é preso por vender Bíblias na China

China: pessoas com Bíblias
China: pessoas com Bíblias

Ruojie* está perto de completar 30 anos e atua como professor de Escola Bíblica Dominical (EBD) na China há oito anos. Além de servir na igreja, ele vendia Bíblias e outras literaturas cristãs desde o início de 2023, mas foi preso por isso e acusado de “operações comerciais ilegais”.

O cristão tem esperança de que será liberto até o fim deste ano. Recentemente, Li, um parceiro local, visitou Chen, a mãe de Ruojie, e descobriu que ele havia sido preso. Ruojie nasceu em um lar cristão e é o mais velho de dois irmãos. O caçula da família ainda está no Ensino Médio.

“Meu filho vende livros por todo o país de maneira discreta, em diversas províncias”, conta a mãe do professor de EBD. Mas ele foi descoberto pelas autoridades quando estava a caminho de uma das entregas. “Mais de dez mil livros foram encontrados na casa de Ruojie e outros dez mil exemplares em um depósito”, conta o parceiro Li.

Na China, possuir uma Bíblia ou outras literaturas cristãs não é ilegal. Mas comprar esse tipo de material se torna cada vez mais complicado, e as regras estão ainda mais estritas do que em anos anteriores. Em 2018, quando novas regulamentações religiosas foram implementadas, vender e comprar Bíblias online se tornou proibido.

Apenas as igrejas com o registro do governo – Concílio Cristão da China (CCC, da sigla em inglês) e Igreja Movimento das Três Autonomias (TSPM, sigla em inglês) – e livrarias afiliadas ao sistema de controle do governo podem vender literatura cristã. As transações fora desse contexto são consideradas ilegais.

Casamento cancelado

A aplicação da lei varia de província para província, mas ainda assim impacta e torna ainda mais difícil para os cristãos chineses adquirirem Bíblias e livros cristãos. Por isso, Roujie foi considerado um criminoso. “Durante algum tempo, as autoridades locais não nos deixaram visitá-lo na prisão. Elas também inspecionaram a casa do meu filho diversas vezes e entraram em contato com pessoas próximas a ele em busca de mais evidências”, conta Chen, a mãe do professor cristão.

Mas há pouco tempo, Chen e o irmão de Ruojie conseguiram autorização para visitar o cristão. Chen pede orações pelo filho, não apenas para que saia da prisão, mas por outros desafios que ele tem enfrentado. “Ruojie estava noivo e planejava se casar este ano. Mas, quando foi preso, a noiva decidiu romper o compromisso. Ela foi visitá-lo na prisão apenas para terminar com ele. Ruojie ficou surpreso e não estava preparado para essa notícia, não sabia o que fazer”, conta Chen.

A noiva de Chen servia com ele na EBD. “Chen está preocupada com o filho porque é difícil para ele encontrar a esposa certa, especialmente por ser de uma família de origem humilde”, acrescenta o parceiro Li. Na cultura chinesa, o casamento não é apenas a união de duas pessoas, mas das duas famílias. Como a família de Chen não tem carros nem casas, o que muitos consideram o básico para um casamento na região, ela sofre pelo filho.

Apesar dos momentos difíceis, Li conta que quando conhece pessoas com desafios como os de Chen e Ruojie, ele se lembra que há cristãos do mundo todo orando por eles e isso o anima a prosseguir no trabalho. “Muitas vezes me sinto desamparado, sem saber o que fazer, como ajudar de maneira prática. Mas o que podemos fazer é levar conforto para eles, visitá-los e orar com eles no momento que outras pessoas viraram as costas para eles ao invés de ajudá-los”, conclui Li.

*Nomes alterados por segurança.

Fonte: Portas Abertas

Eleições 2024: Urnas terão menos títulos religiosos como ‘pastor’ e ‘irmão’

Urna eletrônica
Urna eletrônica

Um levantamento feito pelo Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento) identificou 7.940 candidaturas municipais em todo o Brasil que incorporaram em seus nomes como candidatos posições como pastor/pastora, irmão/irmã e padre nas eleições de 2024..

O número representa queda de 21,5% em relação ao pleito municipal de 2020, quando 10.117 aspirantes a prefeito, vice-prefeito ou vereador tiveram títulos religiosos em seus nomes de urna.

Até então, o fenômeno crescia a cada pleito. Em 2000, atingiu 0,61% do total de candidatos. Duas décadas depois, era 1,81%. Caiu para 1,73% nas eleições 2024.

O Cebrap, por meio do seu Observatório da Religião e Interseccionalidades, considerou 74 termos associados a líderes de crenças diversas para mapear o ecossistema religioso nesta eleição. Aí entram babalorixás, gurus, rabinos e afins.

Entre os títulos inseridos nas urnas desde 2000, o de pastor é o mais popular, com 41,3% desse universo. Na sequência, estão os irmãos (28,8%) e irmãs (11,8%) que disputaram os últimos sete ciclos municipais.

A pesquisa não abrange todos os candidatos que se valem da fé na corrida eleitoral, já que nem todos declaram o sacerdócio ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Outros que dispensam o recurso: Marcello Crivella (Republicanos), ex-senador, ex-prefeito do Rio de Janeiro e hoje deputado federal, que é sobrinho do bispo Edir Macedo e ele próprio bispo licenciado da Igreja Universal, além do deputado federal Paulo Freire Costa (PL-SP), da estadual Marta Costa (PSD-SP) e a vereadora Rute Costa (PL-SP), todos filhos do pastor José Wellington Bezerra da Costa, à frente do poderoso Ministério Belém da Assembleia de Deus.

O cientista político Vinicius do Valle, do Observatório Evangélico, lembra que a adoção dos cargos eclesiásticos no nome de guerra eleitoral “fica um pouco desnecessária se é um candidato que já é promovido dentro das igrejas”. Quem reforça a pertença religiosa nas urnas, em geral, “é para suprir a falta de engajamento da sua instituição”, diz. Isso explicaria em parte a retração neste ano.

Diretor-executivo adjunto do Instituto de Estudos da Religião, o sociólogo e pastor Clemir Fernandes atenta que, com a dilatação de grupos cristãos na política, sobretudo de 2018 para cá, expor o título religioso não é tão relevante mais. Até porque, diz, “toda a gramática e estética das candidaturas já seria fortemente evangélica ou católica”.

Fonte: Folha de S. Paulo

Papa Francisco pede perdão e manifesta vergonha pelos “pecados” da Igreja Católica

Papa Francisco cabisbaixo
Papa Francisco cabisbaixo

O papa Francisco pediu perdão sentindo vergonha pelos pecados cometidos pela Igreja Católica. O pedido ocorreu numa ‘vigília penitencial’ antes do Sínodo, a assembleia dos bispos que começa nesta quarta-feira para abordar as questões mais importantes para a Igreja Católica.

“Pedimos perdão por todos os nossos pecados (…) Pedimos perdão, sentindo vergonha, àqueles que foram feridos pelos nossos pecados”, frisou o sumo pontífice.

Francisco quis escrever pessoalmente “os pedidos de perdão lidos por alguns cardeais porque era necessário chamar pelo nome os principais pecados”, como “a falta de coragem para lutar contra a paz”, a conversão do mundo “de oásis a um deserto” e pecados contra os povos indígenas, os migrantes e as mulheres, entre outros.

“Como poderíamos ser credíveis (…) se não reconhecemos os nossos erros e estamos inclinados a curar as feridas que causamos com os nossos pecados? A cura começa pela confissão do pecado que cometemos”, salientou.

A cerimônia contou ainda com o testemunho de três vítimas destes pecados: um barítono sul-africano que sofreu abusos sexuais por parte de um membro do clero católico, uma freira originária da Síria que sofreu os horrores da guerra e um migrante da Costa do Marfim que sobreviveu à violência das rotas migratórias.

Entre os cardeais que leram os pedidos de perdão, destacou-se Seán Patrick O’Malley, chefe da comissão do Vaticano que combate os abusos sexuais de menores na Igreja Católica.

“Peço perdão, sentindo-me envergonhado, por todas as vezes que nós, fiéis, fomos cúmplices e cometemos diretamente abusos de consciência, abusos de poder e abusos sexuais”, apontou, antes de mostrar “vergonha e dor ao pensar especialmente nos abusos sexuais contra menores e pessoas vulneráveis”, que são “fracos e indefesos”, e cuja “inocência foi roubada”.

O’Malley manifestou desculpas aos religiosos que se aproveitaram da sua posição: “Usamos a condição do ministério ordenado e da vida consagrada para cometer este terrível pecado, sentindo-nos seguros e protegidos e aproveitando-nos diabolicamente dos pequenos e pobre”.

Outros cardeais, entre os quais o prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé, o argentino Víctor Manuel Fernández, intervieram para pedir perdão por outros pecados, entre eles “contra a paz, contra as populações indígenas, contra os imigrantes, contra as mulheres, a família e os jovens”.

“Peço perdão, sentindo-me envergonhado por todas as vezes em que demos justificações doutrinárias para tratamentos desumanos”, destacou Fernández, enquanto Francisco observava.

Por sua vez, o cardeal Michael Czerny pediu desculpa por nem sempre reconhecer “o direito e a dignidade de cada pessoa humana, discriminando-a e explorando-a”, e “particularmente dos povos indígenas”, bem como por “quando fomos cúmplices de sistemas que favoreceu a escravatura e o colonialismo”.

Para Francisco, “a confissão é uma oportunidade para restaurar a confiança na Igreja Católica, a confiança quebrada pelos erros e pecados”, exclamou, exortando “a começar a curar as feridas que não param de sangrar”.

Fonte: Notícias ao Minuto

Gabriela Rocha comemora nascimento do primeiro filho com o álbum “Pequenos Levitas”

Gabriela Rocha (Foto: Reprodução/Youtube)
Gabriela Rocha (Foto: Reprodução/Youtube)

Mãe de primeira viagem, a cantora Gabriela Rocha deu à luz a Levi, fruto de seu casamento de seis anos com o empresário Leandro Moreira. Como forma de celebrar essa nova fase da vida pessoal, a artista apresenta o projeto “Pequenos Levitas”, que praticamente foi gerado juntamente com o filho.

“Muitos médicos relatam a importância de você colocar música para o seu bebê ouvir dentro da barriga. Então, comecei a ter esse tempo de oração e de cantar com o Levi, mas eu sentia falta de um álbum de ninar com uma voz mais tranquila. O nome do álbum foi baseado na tribo de Levi, que fazia parte da adoração e esse é um projeto de adoração a Deus”, explica a cantora.

A produção musical é de Matheus Charles, que é tecladista de Gabriela e que foi responsável pelo projeto “Ecoar” e pela releitura do sucesso “Creio Que Tu És a Cura”, ambos lançados em 2021.

“Pequenos Levitas” tem sete faixas que serão lançadas gradativamente nas plataformas digitais. A primeira é “A Bênção”, versão do sucesso “The Blessing”, do Elevation Worship, e chega ao streaming nesta terça-feira (1º). Na sequência virão as canções “Bondade de Deus” (03), “Não Vou Calar Meus Lábios” (07), “Gratidão” (10), “Meu Respirar” (14), “Vim Para Adorar-Te” (17) e “Bom Bom Pai” (21).

Por ser um estilo pouquíssimo explorado na música cristã, Gabriela ressalta que o projeto vem no oposto das tradicionais canções de ninar que muitas vezes são “maldições” com letras que assustam as crianças, como a popular “Nana Neném”, em que um dos versos fala que “a cuca vem pegar”.

“Selecionei músicas que fazem parte do meu dia a dia com Deus e que, de alguma maneira, tem uma letra para orar, adorar e profetizar sobre os filhos. Escolhi “A Bênção” para iniciar o projeto porque você consegue exatamente adorar a Deus e profetizar baseado no que a Palavra diz”, afirma.

Como é um projeto de ninar, todas as faixas terão seus respectivos visuais que foram desenvolvidos pelos estudantes da Escola ZION, com direção, roteiro e storyboard desenvolvidos por Douglas Madureira, Diretor Acadêmico da ZION, com ilustrações de Isabella Valentine e edição e finalização de Jean Carlo. Tudo com base nas ideias de Gabriela e do marido Leandro, que vai mostrar como se fosse uma criança desenhando. Já a capa do álbum foi desenvolvida pelo diretor de arte da Onimusic, Kleber Junio.

“O maior objetivo com o ‘Pequenos Levitas’ é que as mães e também as futuras mães e os papais tenham esse momento de adoração com seus filhos. Que isso realmente possa ser algo gerado desde da barriga e continue nos primeiros dias de vida do bebê para que a adoração e a presença de Deus sejam naturais e essenciais na vida dessa criança. Assim, ela vai ter memórias e raízes muito profundas”, declara Gabriela Rocha.

A mãe de Levi ainda ressalta que “Pequenos Levitas” não é só um álbum infantil, mas é um projeto para toda a família.

“Nossa oração é para que esse álbum atinja as famílias em geral. Quando o pai for ajudar a mamãe com recém-nascido, a mãe vai descansar um pouco e ele pode colocar um louvor. São momentos que você pode aproveitar daquele tempo de uma maneira mais assertiva e também fazer o seu devocional com o Senhor. Desejo que o Levi e esses pequenos levitas possam ser apaixonados pela presença de Deus e entender o valor que ela tem. Que sejam verdadeiros e não falsos adoradores e que isso seja uma verdade em Deus construída a partir de um relacionamento real com Ele. Que a próxima geração de adoradores seja ainda mais apaixonada, mais conectada e enraizada com Deus em conhecer Sua Palavra e fazer Sua vontade até que Cristo venha e assim voltaremos com Ele”, finalizou a cantora

Assista ao clipe de “A Benção”:

Fonte: Guia-me

Pastor condenado a 10 anos de prisão é libertado após 1 ano, no Irã

Pastor iraniano Anooshavan Avedian (foto: Article 18)
Pastor iraniano Anooshavan Avedian (foto: Article 18)

O pastor iraniano-armênio Anooshavan Avedian, que cumpria uma pena de 10 anos de prisão por liderar uma igreja doméstica, foi absolvido e libertado após pouco mais de um ano na prisão de Evin, em Teerã.

Avedian, de 62 anos, foi libertado após seu recurso ser aceito em uma audiência no Tribunal de Apelações de Teerã.

O pastor passou pouco mais de um ano na prisão, tendo sido convocado a cumprir sua pena no mesmo dia em que outro pastor iraniano-armênio, Joseph Shahbazian, foi liberado de sua sentença de 10 anos.

O primeiro dia do pastor na prisão coincidiu com a visita do ex-presidente iraniano, Ebrahim Raisi, a Nova York, enquanto seu último dia na prisão ocorreu durante a visita de seu sucessor, Masoud Pezeshkian.

No entanto, o diretor do Article18, Mansour Borji, alertou contra a suposição de que a libertação tinha tal vínculo, e acrescentou:

“Para Anooshavan, passar até mesmo um dia na prisão foi injusto, especialmente agora que foi constatado que ele não cometeu nenhum crime. Esperamos que ele seja totalmente compensado por tudo o que suportou.”

Liberdade de religião

No ano passado, o Comitê de Direitos Humanos da ONU apelou ao Irã para “libertar imediatamente aqueles presos por exercerem seu direito à liberdade de religião ou crença” e garantir que eles recebam “compensação adequada”.

Enquanto isso, o Article18 fez um apelo às autoridades iranianas para a liberação imediata de Anooshavan e de outros prisioneiros de consciência cristãos, como parte de nossa última submissão conjunta à ONU em julho.

Pelo menos outros 21 cristãos estão atualmente cumprindo penas devido à sua fé, incluindo pelo menos 10 na prisão de Evin.

Entre eles está Hakop Gochumyan, um cidadão armênio que cumpre sua própria sentença de 10 anos por supostamente se envolver em “proselitismo desviante” e que acompanhou Anooshavan até o portão da prisão de Evin.

O comparecimento de Anooshavan ao tribunal de apelações de Teerã ocorreu após a Suprema Corte ter aceito sua última petição de novo julgamento, apresentada em abril de 2024, depois de ter negado anteriormente todas as outras petições.

Fonte: Guia-me com informações de Article 18

Irã lança centenas de mísseis contra Israel que avisa que ataque “terá consequências”

O Irã lançou centenas de mísseis contra Israel. (Foto: Reprodução/Instagram/Hoje no Mundo Militar).
O Irã lançou centenas de mísseis contra Israel. (Foto: Reprodução/Instagram/Hoje no Mundo Militar).

O Irã lançou cerca de 180 foguetes contra Israel nesta terça-feira (1), segundo o The Jerusalem Post. Sirenes de alerta soaram em todo o país.

Vários foguetes foram interceptados, mas ainda não está claro quantos. Até o momento, quatro pessoas morreram no ataque aéreo. Houve dois ataques diretos, um deles em Tel Aviv.

O Irã lançou a ofensiva depois que as Forças de Defesa de Israel (IDF) anunciaram, na noite de segunda-feira (30), que haviam iniciado operações terrestres no Líbano.

Israel iniciou a operação no Líbano após ataques contínuos do grupo terrorista Hezbollah, que tem sede na nação libanesa e é apoiado pelo Irã.

O grupo tem feito frequentes ataques contra Israel desde o ano passado, um dia depois do 7 de outubro, quando o Hamas lançou um ataque massivo no sul do país.

Depois que o grupo terrorista Hamas matou cerca de 1200 pessoas em 7 de outubro de 2023, Israel tem enfrentado ataques do Irã, Hezbollah, Hamas, Houthis e grupos de milícias no Iraque.

Após o ataque feito pelo Irã, as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) se manifestaram sobre a ofensiva e afirmaram que “terá consequências”. O órgão afirmou que foi alvo de 180 mísseis iranianos, mas que a maioria foi neutralizada.

O almirante Daniel Hagari, porta-voz da IDF, classificou o episódio como um “ataque de larga escala” que promoveu uma “severa e perigosa escalada” do conflito na região.

“Nossas capacidades defensivas e ofensivas estão nos mais altos níveis de prontidão. Nossos planos operacionais estão prontos. Responderemos onde, quando e como escolhermos, de acordo com a diretriz do governo de Israel”, apontou.

Israel também disse que as forças de segurança seguirão protegendo a população do país.

“As Forças de Defesa de Israel continuarão fazendo tudo o que for necessário para defender o Estado de Israel e proteger o povo de Israel”, destacou.

Ataque terrorista em Tel Aviv

Também nesta terça-feira (1), um ataque terrorista a tiros em Jaffa, no sul de Tel Aviv, deixou seis mortos e pelo menos nove feridos, incluindo um cachorro, de acordo com o Magen David Adom, o serviço nacional de emergência médica e desastres de Israel.

O tiroteio aconteceu perto da estação Erlich do metrô, em Tel Aviv. Dois terroristas, que foram vistos saindo do metrô, foram mortos pelas forças de segurança. A polícia acredita que mais um terrorista ainda esteja na região.

“Eles identificaram o atirador, se protegeram sem hesitar e atiraram nele. Parece que a arma do terrorista não funcionou durante o tiroteio”, declarou Hanan Peretz, chefe da Unidade Sela, ao elogiar a resposta rápida de sua equipe.

Pessoas que testemunharam o atentado, descreveram o momento de terror e caos.

“Estávamos no metrô quando de repente ouvimos tiros do lado de fora. No começo, pensamos que eram fogos de artifício, mas depois percebemos que era algo muito pior. Houve muitos tiros. Caímos no chão e as pessoas choravam. Eu vi alguém sangrando no chão”, disse uma testemunha, ao The Jerusalem Post.

O dono de uma loja próxima acrescentou: “Eu vi multidões de pessoas correndo e gritando ataque terrorista. Eu rapidamente fechei minhas persianas e tranquei”.

A polícia e as forças de segurança estão investigando o atentado terrorista.

Fonte: Guia-me e Pleno News

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