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Paquistão: cristãos ainda vivem com medo, um ano depois de onda de ataques

Igreja incendiada no Paquistão (Foto: Ajuda à Igreja que Sofre)
Igreja incendiada no Paquistão (Foto: Ajuda à Igreja que Sofre)

Cristãos no Paquistão vivem com medo de mais ataques violentos um ano após uma onda de severa perseguição anticristã.

Sexta-feira marcou o aniversário de um ano de violência contra cristãos em Jaranwala, quando mais de 20 igrejas e pelo menos 85 pessoas foram saqueadas por uma multidão.

As igrejas queriam marcar o aniversário realizando cultos, mas a instituição de caridade católica Ajuda à Igreja que Sofre (ACN) disse que foram advertidas pelas autoridades a não fazê-lo.

O padre Yaqub Yousif, pároco de Jaranwala, disse que os cristãos da área se sentem “assustados”.

“As pessoas estão perturbadas com a falta de justiça”, disse ele.

“Eles se sentem muito inseguros. Se as instituições responsáveis ​​por prover justiça não podem ajudar, o que as pessoas podem fazer como minorias fracas?”

Apesar da escala da devastação cometida em 16 de agosto de 2023, os cristãos estão chateados porque ninguém foi responsabilizado e alguns se sentem tentados a resolver o problema por conta própria.

O bispo Indrias Rehmat de Faisalabad disse: “As pessoas estão assustadas e sem esperança porque até agora não lhes foi feita justiça.

“Algumas pessoas estão com raiva e querem agitar.

“Eles exigem que ajamos por justiça, mas o que podemos fazer? A justiça só pode ser dada pelo governo. Os culpados estão, em sua maioria, soltos sob fiança e isso está perturbando a comunidade.”

Embora 305 tenham sido presos pelas atrocidades, a Comissão Nacional de Justiça e Paz (NCJP) da Igreja Católica diz que apenas cinco continuam atrás das grades.

Apenas uma pessoa foi sentenciada em conexão com a violência, e esse foi um homem cristão, Ehsan Shan. Ele foi sentenciado à prisão perpétua por blasfêmia após ser considerado culpado de compartilhar uma imagem blasfema nas redes sociais que desencadeou a violência.

O padre Yousif expressou ceticismo sobre a condenação de Shan: “Gostaria de deixar claro que os cristãos nunca pensam em desrespeitar o Alcorão ou o profeta e não veem absolutamente nenhum valor em atos de profanação.”

Cristãos que inicialmente tentaram processar os perpetradores da violência foram intimidados a desistir de suas acusações, relata a ACN.

O padre Boniface ‘Bonnie’ Mendes, um padre sênior da diocese de Faisalabad, compartilha o sentimento de pesar sobre a falta de justiça um ano depois. Visitando os escritórios da ACN no Reino Unido recentemente, ele disse que os cristãos sentem cada vez mais que querem deixar o país e que o governo paquistanês tem que compartilhar parte da culpa.

“A justiça não foi feita nos últimos 12 meses. As pessoas certas deveriam ter sido sentenciadas, mas isso não aconteceu”, disse ele.

“O governo tem sido tão fraco. Ele tem medo de agir. Sentimos cada vez mais que o governo está impotente. Isso significa que a comunidade cristã tende a ficar cada vez mais voltada para si mesma e quer deixar o país.”

O diretor executivo do NCJP, Naeem Youssif Gill, descreveu algumas medidas práticas que podem ser tomadas para proteger os cristãos.

“A justiça deve ser implementada com espírito de justiça, igualdade e baseada na lei”, disse ele.

“Medidas como acabar com a provocação por meio de alto-falantes, proibir grupos extremistas e apreender literatura que incite o ódio devem ser intensificadas e avaliadas, e seu sucesso deve ser garantido.”

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Uma em cada quatro pessoas na América Latina é evangélica

Culto evangélico (Foto: Reprodução)
Culto evangélico (Foto: Reprodução)

Na última quarta-feira (14), o instituto “M&R Consultores” apresentou os resultados da primeira pesquisa de filiação religiosa chamada “Crenças e Práticas” na América Latina. O estudo revela que a população está dividida em três grupos: católicos, evangélicos e crentes não denominacionais.

O estudo corresponde ao primeiro semestre de 2024 e foi realizado em 16 países latino-americanos, com um total de 9.993 pessoas entrevistadas.

Raúl Obregón, presidente do instituto de pesquisas, observou que esta pesquisa é realizada na Nicarágua há cinco anos e agora se expandiu para vários países da América Latina.

Obregón destacou que na Nicarágua, o catolicismo em 1950 atingia 95% da população, mas em 2024 diminuiu para 30%.

A pesquisa indica que 36,2% dos entrevistados declararam ser católicos; 31% não são afiliados; e 27,7% se identificam como evangélicos ou protestantes. Além disso, 5,1% de pessoas se autodenominam não crentes (agnósticos ou ateus).

“O país com maior população que se identifica ou adere ao protestantismo é Honduras, que tem 44,6%; seguido pela Nicarágua, com 39,7%; na ​​Costa Rica, ainda há mais católicos, mas os protestantes estão se aproximando, e o mesmo acontece na República Dominicana”, explicou Obregón.

Outros dados

Dentre os entrevistados, 64% afirmam ter crescido no catolicismo. No entanto, hoje, 27,8% desses 64% emigraram do catolicismo, com 14,1% se tornando protestantes, 12,7% crentes não denominacionais e 1% para os não-crentes, em toda a região latino-americana.

“26,6% dos entrevistados dizem que nasceram evangélicos ou protestantes, mas houve uma imigração de 1,1%, então cresceram; e isso vem do catolicismo, 0,9% e 0,2% de crentes não denominacionais”, afirmou Obregón.

O gerente geral da M&R Consultores explicou que, em termos de participação religiosa, “categorizamos como devotos, aquelas pessoas que são assíduos nos seus cultos religiosos, que frequentam a igreja três ou mais vezes por semana e que também participam no movimento da sua igreja”.

E continuou: “No caso dos católicos, 17,2% deles se consideram devotos; no caso dos evangélicos, 57,8%, quase 6 em cada 10 têm mais participação”.

Sobre a leitura da Bíblia, 26,6% dos latino-americanos entrevistados afirmam ter lido a Bíblia: entre os católicos, 23,2%; Protestantes, 54,2%; crentes não denominacionais, 10,2%. Segundo o estudo, no catolicismo a menor porcentagem de leitura da Palavra de Deus.

Fonte: Guia-me com informações de Evangelico Digital

Evangélicos representam uma parcela menor da população do que se pensa, mostra relatório

Culto evangélico (Imagem: Canva Pro)
Culto evangélico (Imagem: Canva Pro)

Os evangélicos representam uma parcela muito menor da população dos Estados Unidos do que o esperado devido a um mal-entendido do termo, afirma um novo relatório de pesquisa, descobrindo que a falta de uma cosmovisão bíblica uniforme entre os evangélicos tem implicações negativas.

O Centro de Pesquisa Cultural da Universidade Cristã do Arizona, liderado pelo veterano pesquisador evangélico George Barna, divulgou a quarta edição do seu Inventário de Visão de Mundo Americana 2024 na semana passada.

O relatório, com foco em “As limitações do evangelicalismo cristão na sociedade americana”, concluiu que “os evangélicos são muito menos numerosos do que normalmente é relatado, muitas vezes são muito menos bíblicos em seu pensamento do que se poderia supor e tendem a votar em números muito menores do que o esperado”.

Os dados do relatório são baseados no American Worldview Inventory, uma pesquisa com 2.000 adultos conduzida pela Arizona Christian University em janeiro de 2024. O Cultural Research Center (CRC) estima que os evangélicos constituem 10% dos adultos nos EUA, entre 25 e 30 milhões de pessoas.

O relatório usa a definição de evangélicos da Associação Nacional de Evangélicos como “pessoas que reconhecem sua vida pecaminosa, confiam em Jesus Cristo para sua redenção e recebem orientação prática de vida e sabedoria da Bíblia em sua busca para viver sob o senhorio de Jesus” e vincula dados do Inventário de Visão de Mundo Americana.

O relatório contrastou suas descobertas com estimativas frequentemente citadas que colocam a parcela evangélica da população dos EUA em 25% a 40% e sugeriu que outros relatórios dependem fortemente de autorrelatos, o que resulta na contagem de pessoas que apenas se descrevem como evangélicas, mesmo que não atendam aos critérios.

“Os relatos da mídia geralmente enganam os leitores ao divulgar dados que representam evangélicos autodeclarados, a maioria dos quais não atende ao tipo de critério teológico usado em nossa pesquisa”, disse o diretor do CRC, Barna, em um comunicado.

Barna disse que eles também podem “denunciar pessoas que frequentam o que o indivíduo considera ser uma igreja evangélica”.

“Esta pesquisa, no entanto, aponta que a maioria das pessoas que se qualificam teologicamente como evangélicas não frequentam o que poderia ser considerado uma igreja evangélica”, ele acrescentou. O relatório focou especificamente nas visões dos evangélicos teológicos.

O Cultural Research Center observou que há um acordo quase unânime entre os evangélicos de que “Deus é o onisciente, todo-poderoso, justo e perfeito Criador do universo que ainda governa o mundo hoje” (97%) e “é a base de toda a verdade” (96%). Mais de 90% dos evangélicos também acreditam que “o propósito da vida é conhecer, amar e servir a Deus completamente com todo o seu coração e alma, mente e força” (92%) e que Deus criou o universo (97%).

A crença em Satanás, Jesus Cristo como “um guia importante” na vida e a ideia de que “todos os humanos nascem em pecado e só podem escapar das consequências do pecado por meio de Jesus Cristo” também são compartilhadas por mais de 90% dos evangélicos. Grandes parcelas de evangélicos também veem o casamento entre pessoas do mesmo sexo (86%), a fornicação (84%), o aborto (82%) e a mentira (81%) como “não moralmente aceitáveis”.

No entanto, o relatório destacou uma série de crenças adotadas pelos evangélicos que estão em desacordo com os ensinamentos bíblicos.

A maioria dos evangélicos acredita que casais “podem ficar unidos um ao outro por toda a eternidade” (76%), “é sempre do seu interesse seguir seus instintos naturais” (71%), o tratamento com gentileza e respeito não deve ser automático, mas merecido (65%), os humanos “devem viver em harmonia” com os animais, as plantas e a natureza, em vez de dominá-los (54%) e “as pessoas são basicamente boas” (54%).

Apenas 35% dos evangélicos subscrevem o que a CRC considera uma cosmovisão bíblica. Em contraste, a maioria dos evangélicos (64%) abraça o sincretismo como sua cosmovisão.

O relatório definiu o sincretismo como “uma visão de mundo que combina crenças e comportamentos fundamentais de uma variedade de visões de mundo bem definidas, como o marxismo, o humanismo secular, o misticismo oriental e o pós-modernismo, em uma mistura individualizada e personalizada”.

Enquanto isso, menos da metade dos evangélicos leem ou estudam a Bíblia diariamente “exceto em cultos/eventos da igreja” (41%), descrevem-se como “muito ativos em sua fé cristã” (42%), “prestam ‘muita’ ou ‘bastante’ atenção” às notícias sobre política e governo (42%) e atendem às qualificações para um cristão conservador espiritualmente ativo e engajado na governança (44%).

Enquanto dois terços dos evangélicos (67%) “votam em todas as eleições gerais e em todas/na maioria das primárias”, o relatório considera o nível de participação dos evangélicos nas eleições como inadequado. Outras “crenças/comportamentos biblicamente corretos adotados por muito poucos evangélicos” incluem a recusa em “comprar produtos ou serviços específicos por causa da posição da empresa sobre uma questão que importa para você” (52%) e a visão de que “animais, plantas, vento e água têm um espírito único, assim como os seres humanos” (60%).

O relatório atribuiu a falha dos evangélicos em adotar uma cosmovisão bíblica como uma das principais razões por trás “da decadência da sociedade americana e do fim dos Estados Unidos”.

Também descobriu que “a maioria dos evangélicos definidos teologicamente nem sequer frequentam o que são consideradas igrejas evangélicas”.

Barna expressou preocupação sobre “a influência de perspectivas não bíblicas — ou, no mínimo, não evangélicas — ensinadas aos evangélicos em igrejas não evangélicas que alteram as crenças teológicas e as escolhas de estilo de vida dos evangélicos”.

Estatísticas incluídas no relatório demonstraram que apenas 35% daqueles que se enquadram na definição de evangélico frequentam igrejas evangélicas, enquanto 21% vão a igrejas independentes ou não denominacionais, 15% frequentam igrejas tradicionais, 14% frequentam igrejas pentecostais e parcelas significativamente menores frequentam igrejas católicas (3%) e tradicionalmente negras (2%).

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Justiça decide a favor da Assembleia de Deus em caso de pregação considerada “discurso de ódio”

Martelo da justiça
Martelo da justiça

Em 19 de fevereiro de 2023, o pastor norte-americano David Eldridge ministrou no congresso da União das Mocidades das Assembleias de Deus de Brasília (Umadeb). Em seu sermão, Eldridge afirmou que “todo homossexual, lésbica, transgênero, bissexual, drag queen e prostituta tem uma reserva no inferno”.

A pregação, gravada em vídeo, foi publicada no Youtube e instantaneamente despertou a reação da comunidade LGBTQIAPN+, que entrou com ação civil pública contra a instituição religiosa alegando que o pastor e a denominação incitaram a violência e desrespeitaram a dignidade da comunidade, pedindo a imediata retirada do vídeo de todas as redes sociais e uma indenização de R$ 5 milhões por danos morais coletivos, que seriam destinados à estruturação de centros de cidadania ou a entidades de acolhimento LGBTIA+.

A juíza Lívia Lourenço Gonçalves, da 4ª Vara Cível de Taguatinga, deu sentença favorável ao pedido da Aliança Nacional LGBTI+ e da Associação Brasileira de Famílias Homotransafetivas e mandou remover o sermão das redes sociais. Inconformada, a Umadeb recorreu da decisão judicial e a 22ª Vara Cível de Brasília acatou o recurso, publicando neste mês de agosto uma sentença que revoga a determinação da juíza.

Ao reconhecer explicitamente que “a afirmação de que pessoas não heterossexuais e transgêneros possuem ‘uma reserva no inferno’, constitui exercício legítimo do proselitismo religioso”, a nova decisão judicial configura-se como uma importante vitória para todas as igrejas e lideranças protestantes, que neste caso viram assegurado o seu direito de expressão nos templos e púlpitos.

Sentença bem embasada

Em sua decisão, o juiz afirma que “a pregação do pastor estadunidense baseia-se em uma interpretação da Bíblia de que todas as pessoas irão para o Céu/Paraíso ou para o Inferno” e acrescenta que a condenação também se refere a vários comportamentos que a Bíblia considera pecaminosos, como fraude, imoralidade etc.

A sentença favorável à Umadeb baseou-se em normas constitucionais e internacionais, bem como em precedentes do Supremo Tribunal Federal (STF) que definem critérios específicos para identificar os crimes que se enquadrariam nesses casos, e cita os requisitos que configuram o discurso de ódio: 1) a constatação da desigualdade entre as pessoas/grupos, 2) a hierarquização entre grupos, sendo um considerado bom/ superior e outro mau/inferior; e 3) defesa do dever de escravizar, explorar ou, em casos extremos, eliminar o grupo tido por inferior.

Na avaliação do juiz, o pastor não promoveu a conversão forçada, extermínio ou retirada de direitos da comunidade supostamente ofendida, não se enquadrando, portanto, como discurso de ódio. Ao contrário: na visão do juiz, a fala do pastor tem o objetivo de ajudar as pessoas de sua comunidade de fé a alcançar a salvação pelo arrependimento de atos que a Bíblia condena.

Por fim, o magistrado reforça que o proselitismo constitui o núcleo essencial da liberdade de expressão religiosa, e que “o seu afastamento, no caso concreto, acarretaria o sacrifício completo do referido direito fundamental”.

O Instituto Brasileiro de Direito e Religião (IBDR) e a União Nacional das Igrejas e Pastores Evangélicos (Unigrejas) publicaram nota conjunta celebrando o resultado do julgamento e destacando que ele preserva a liberdade religiosa no país. Leia a nota clicando aqui.

Fonte: Comunhão

Muçulmano que perseguia cristãos se torna pastor após sonhar com Jesus

Hassan, ex-muçulmano, pregando na igreja. (Foto: Reprodução/YouTube/Christ is Enough Ministries)
Hassan, ex-muçulmano, pregando na igreja. (Foto: Reprodução/YouTube/Christ is Enough Ministries)

Hassan se considerava um perseguidor dos cristãos, pois desde criança estudava filosofias islâmicas para ser aceito pelo padrasto, um muçulmano radical.

“Às vezes falávamos sobre cristianismo na rua quando eu conhecia evangelistas. Mas, eu dizia: ‘Deus não tem filho, é impossível, é blasfêmia’. Eu era um pouco como o apóstolo Paulo, o perseguidor dos cristãos. Eu os insultei’”, relembrou ele, em um vídeo do Christ is Enough Ministries.

Hassan nasceu no Líbano e sofreu violência doméstica por parte do pai alcoólatra, que traía e agredia sua mãe. Quando eles tiveram a chance de imigrar do país devastado pela guerra para o Canadá, a mãe esperava que o pai mudasse, porém, ele não mudou.

“Meu pai tentou matar minha mãe jogando-a do quarto andar. Ela sobreviveu porque se agarrou à janela. Mas houve muitos abusos”, disse Hassan.

A mãe ensinou Hassan sobre o islamismo, ela o levava à mesquita e lhe ensinava orações e o Alcorão.

Tempo depois, ela se envolveu com outro homem muçulmano radical: “Era outro nível, ele era muito radical e começou a maltratar meus irmãos e a mim também. Nós passamos por muitos danos emocionais, muitos traumas”.

Por isso, quando recebia dinheiro da mãe, Hassan comprava livros islâmicos para receber a aprovação do padrasto. Apesar de não ter funcionado, ele aprendeu muito sobre o Islã e se tornou um radical também.

‘O Messias’

No entanto, essa perspectiva mudou depois que ele presenciou um ataque extremista de um muçulmano que esfaqueou até a morte um homem em um restaurante, onde trabalhava: “Isso me fez questionar o islamismo”.

Uma noite, Hassan teve um sonho onde se via com as pernas paralisadas: “Eu me senti como se estivesse morto. Eu gritei. Eu implorei por ajuda. O desespero tomou conta de mim por dentro, porque eu sabia que estava indo para o inferno”.

Segundo ele, sua alma saiu do corpo. Então, uma voz anunciou: “O Messias está chegando”.

Nesse momento, ele relatou que ficou apavorado, porque conforme aprendeu no islamismo, o Messias vem apenas para executar os ímpios.

“Eu não sabia nada sobre o cristianismo”, disse ele. De repente, ele ouviu passos se aproximando do corredor e uma luz iluminou seu quarto: “Senti um amor imensurável. Então, Ele [Jesus] me disse: ‘Levante e ande’”.

Até o momento, Hassan não sabia que era Jesus. Mas, Cristo colocou a mão em sua cabeça e declarou: “Filho, se você busca paz, encontrará paz em mim”.

A princípio, Hassan não entendeu o sonho. Seus amigos muçulmanos alegaram que se tratava de um “teste de Alá”. Ele até chegou a pensar que Deus queria que ele se tornasse judeu.

Dez anos depois, uma amiga o convidou para ir ao batismo dela em uma igreja. Ele não quis ir e discutiu com ela sobre isso, mas cedeu e, quando chegou na congregação, seus olhos espirituais foram abertos.

“Eu vi o amor Dele nas pessoas e eu não entendia. As pessoas me abraçaram e demonstraram amor. Havia até alguns ex-muçulmanos lá”, contou Hassan.

Visão

Enquanto dirigia, ele teve uma visão de uma cruz: “Comecei a chorar. Pela primeira vez, senti esse amor de um pai que não estava presente na minha vida, esse Deus que me ama. Pela primeira vez, posso oferecer perdão para as pessoas e para mim mesmo”.

Na igreja, o pastor pregou sobre Mateus 11:28, que diz: “Vinde a mim, todos os que estais perdidos e cansados, e Eu vos aliviarei”.

Em seguida, o pastor perguntou: “Há alguém aqui que foi abusado, que passou por dor, que teve tendências suicidas, que passou por coisas extremamente aterrorizantes?”.

Naquele momento, Hassan saiu de seu lugar e foi até o altar, onde caiu de joelhos e gritou: “Jesus! Jesus! Jesus”.

Os cristãos se aproximaram, impuseram as mãos sobre ele e oraram. Ali, ele foi preenchido de paz e amor e recebeu o Senhor Jesus como seu Salvador.

Hoje, o pastor Hassan lidera a “Christ is Enough Ministries Church” em Montreal, no Canadá, com sua esposa. Nas ruas, ele realiza evangelismos, onde cita o Alcorão e os hadiz (registo escrito de comunicações orais do profeta do islã, Maomé), expondo os equivocos do islamismo.

Fonte: guia-me com informações de God Reports

André Valadão relembra visita de Silvio Santos na Lagoinha

Silvio Santos com André Valadão na Lagoinha Orlando, nos EUA
Silvio Santos com André Valadão na Lagoinha Orlando, nos EUA

O pastor André Valadão usou as redes sociais neste sábado (17) para relembrar uma visita que o apresentador Silvio Santos fez à sua igreja, a Lagoinha Orlando Church, em fevereiro de 2022.

O dono do SBT esteve na igreja acompanhado de sua filha, Patrícia Abravanel, que deu uma palavra durante o culto, e também de sua esposa, Irís Abravanel. Na ocasião, o comunicador fez questão de falar com os membros da igreja.

– Eu não poderia deixar de abraçar todos vocês que estão nessa reunião. Há muito tempo eu ouço falar no culto do André. Quando eu estou em casa, minha mulher liga a televisão e assiste lá de São Paulo – declarou Silvio Santos.

Ao lembrar desses momentos, André Valadão enviou uma mensagem de pesar pela morte do apresentador que faleceu neste sábado vítima de broncopneumonia, aos 93 anos.

– Dois anos atrás tivemos a honra que vai ficar pra sempre na lembrança de ter recebido na @lagoinhaorlandochurch um dos maiores comunicadores do Brasil! Silvio Santos trouxe um legado incrível e sempre entendeu a força e o papel da televisão no lar de cada brasileiro, abriu portas para a música cristã ser tocada e a fé conhecida em diversos lugares através de programas de calouros, que revelou tantos artistas que hoje servem o Senhor com seus talentos! O espaço livre para expressão da fé no SBT com toda certeza será lembrado como honra, além de tantos feitos, de um dos maiores brasileiros! – escreveu Valadão.

Assista:

Fonte: Pleno News

Morre Silvio Santos, aos 93 anos: “Hoje o céu está alegre”

Silvio Santos
Silvio Santos

Morreu hoje, sábado (17), o apresentador Silvio Santos aos 93 anos em decorrência de broncopneumonia após infecção por Influenza (H1N1).

O Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, onde Silvio estava internado desde o início do mês, confirmou que o apresentador faleceu às 4h50, deixando a esposa Íris Abravanel, seis filhas e netos.

Os médicos acreditam que a infecção inicial que evoluiu para uma broncopneumonia e causou a morte de Silvio foi agravada, possivelmente, pela idade avançada. 

“Extremos de idade (neonatos, lactentes e idosos longevos) são caracterizados por uma condição de relativa imunodeficiência (imaturidade do sistema imunológico nos muito novos e a senescência dele nos idosos), o que os predispõem ao maior risco de infecções e da manifestação mais grave delas”, afirmou o médico Gustavo Prado, pneumologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz à CNN Brasil.

O SBT compartilhou uma nota nas redes sociais informando a morte de Silvio, onde destacaram:

“Hoje o céu está alegre com a chegada do nosso amado Silvio Santos. Ele viveu 93 anos para levar felicidade e amor a todos os brasileiros. A família é muito grata ao Brasil pelos mais de 65 anos de convivência com muita alegria. Para nós, o Senor Abravanel é ainda mais especial e somos muito felizes pelo presente que Deus nos deu e por todos os momentos maravilhosos que tivemos juntos. Aquele sorriso largo e voz tão familiar será para sempre lembrada com muita gratidão. Descansa em Paz que você sempre será eterno em nossos corações. Silvio Santos (1930 – 2024)”.

Logo depois, a família informou por meio de um comunicado que não haverá velório e explicou:

“Ele pediu para que assim que ele partisse, que o levássemos direto para o cemitério e fizéssemos uma cerimônia judaica. Ele pediu para que não explorássemos a sua passagem. Ele gostava de ser celebrado em vida e gostaria de ser lembrado com a alegria que viveu. Ele nos pediu para que respeitássemos o desejo dele. E assim vamos fazer. Por este motivo, pedimos a compreensão de todos vocês. De guardar na memória tudo de bom que ele fez e de tantas alegrias que ele nos trouxe ao longo dos anos. Ele foi muito feliz com tudo que fez. E sempre fez tudo do fundo do seu coração. Ele amou o Brasil e os brasileiros”.

Silvio Santos era o único judeu em sua família. A filha, também apresentadora Patrícia Abravanel, assim como a mãe e as cinco irmãs, são evangélicas.

No Instagram, muitos prestaram homenagens ao apresentador. Dentre eles, o pastor Márcio Valadão comentou:

“O Brasil se despede hoje de um grande homem. Um amigo de toda a nação, uma presença em cada casa, uma memória viva em tantos corações. Com Silvio Santos se vai muito, mas fica uma marca eterna de alguém que com coragem e ousadia revolucionou a história. Cremos que a semente plantada o faz hoje florescer ao lado de Jesus, a quem confessou como Senhor e Salvador. Ele é bondoso e misericordioso para fazer infinitamente mais do que pensamos”.

E concluiu: “Nossas orações, da família Valadão e de toda a Lagoinha, para que o Espírito Santo de Deus console a esposa, as filhas, os genros e netos. Um homem com tamanho legado jamais parte em definitivo”.

Legado de Silvio Santos

Nascido no Rio de Janeiro, em 12 de dezembro de 1930, Silvio Santos, era filho de pais imigrantes (um grego e uma judia) e tinha cinco irmãos.

Presente nos domingos dos brasileiros por mais de 65 anos, Silvio era conhecido como o apresentador que jogava aviõezinhos de dinheiro para a plateia.

Um camelô que se tornou um dos maiores empresários de comunicação do país. Ele se consolidou como empresário e dono de um conglomerado que, além da rede de emissoras de televisão do SBT, inclui uma empresa de capitalização, uma rede de hotéis e uma marca de cosméticos.

Com a morte do apresentador, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decretou neste sábado (17) luto oficial de três dias em todo o país. O decreto saiu em edição extra do Diário Oficial da União (DOU).

Fonte: Guia-me

The Chosen: mais de 100 mil apoiadores garantem financiamento total da 5° temporada

“The Chosen” é uma série baseada no relato bíblico do evangelho de Jesus Cristo. (Foto: Divulgação”.
“The Chosen” é uma série baseada no relato bíblico do evangelho de Jesus Cristo. (Foto: Divulgação”.

Após a 4° Temporada de “The Chosen” ser um sucesso de bilheteria nos cinemas do Brasil, a série que conta com o método de financiamento coletivo Crowdfunding, anunciou nessa terça (13) que o valor para a 5° temporada da série foi arrecadado. A notícia foi divulgada pela organização sem fins lucrativos Come and See Foundation, que revelou que mais de 104 mil apoiadores de 151 países fizeram as doações. 

A 5° temporada contará a história da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém nos dias anteriores à sua morte e ressurreição.

“A 5ª temporada está totalmente financiada porque mais de cem mil pessoas de todo o mundo doaram para tornar a 5ª temporada desta série inovadora possível”, diz Stan Jantz, CEO da Come and See, fundação que arrecada dinheiro para a produção da série. 

O criador e diretor Dallas Jenkins agradeceu aos fãs pelo apoio. “A razão pela qual consigo me concentrar em executar o show The Chosen é porque os espectadores continuam a doar para Come and See”, disse Jenkins.

“E ainda mais bonito é o impacto que o show está tendo em todo o mundo por causa do trabalho de Come and See em manter o show gratuito e traduzi-lo para tantos idiomas”, completou o diretor.

Jenkins disse anteriormente que a quinta temporada incluirá a entrada triunfal [em Jerusalém], a virada das mesas por Jesus e as interações de Jesus com os fariseus no templo. “E, claro, também estamos explorando o que a Semana Santa significou para os discípulos, seguidores e inimigos de Jesus em tempo real “, finalizou.

As quatro primeiras temporadas de The Chosen estão disponíveis no aplicativo oficial da série, que está disponível em mais de 50 idiomas. Confira neste link!

Fonte: Comunhão

Metade das faculdades bíblicas do Reino Unido pode fechar nos próximos dois anos

Bíblia Sagrada na biblioteca
Bíblia Sagrada na biblioteca

O diretor de uma instituição acadêmica que oferece formação teológica com uma perspectiva evangélica está prevendo que, nos próximos dois anos, metade de todas as faculdades bíblicas do Reino Unido fechará suas portas.

“Em reuniões recentes com a Associação de Diretores de Faculdades Bíblicas, parece que 50% das faculdades bíblicas cristãs no Reino Unido fecharão nos próximos um ou dois anos”, disse o Dr. Anthony Royle, diretor da Kings Evangelical Divinity School (KEDS).

Assumindo a direção da escola há menos de um ano, Royle não perdeu tempo em lançar um alerta para todo o setor.

A lista de desafios enfrentados pelas instituições teológicas é alarmante: a persistente ressaca da pandemia de Covid-19, a diminuição do número de alunos, a crise do custo de vida e, por cima de tudo, um clima de declínio implacável das igrejas em toda a Grã-Bretanha.

Ironicamente, a pequena faculdade online de Royle, especializada em interpretação bíblica, está em uma posição mais favorável para se adaptar e sobreviver. Mesmo assim o diretor disse temer que muitos de seus colegas e concorrentes fossem à falência.

Fechamentos recentes

O número exato de escolas teológicas varia conforme a definição utilizada, mas há cerca de 50 faculdades bíblicas na Grã-Bretanha. Enquanto algumas estão prosperando, a maioria está apenas se mantendo e algumas estão realmente enfrentando dificuldades.

Faculdades têm surgido e desaparecido ao longo dos anos, mas o número de fechamentos aumentou consideravelmente nos últimos cinco anos.

Entre elas estão a St John’s, em Nottingham, que encerrou suas atividades em 2019, enquanto o Redcliffe College, em Gloucestershire, fechou em 2020.

O pequeno Nexus Institute for Creative Arts, em Londres, está formando sua última turma, e a Oasis Academy chegou ao fim em 2019. O Institute for Children, Youth and Mission (conhecido como CYM) interrompeu a recrutação para seus programas de graduação.

Na recente reunião do Sínodo Geral, a Igreja da Inglaterra revelou uma queda significativa no número de candidatos ao treinamento para ordenação, com centenas de candidatos a menos se apresentando em comparação com alguns anos atrás. Isso está exercendo uma enorme pressão sobre sua própria rede de faculdades.

Uma tempestade perfeita

Segundo os diretores, a diminuição no número de pessoas que buscam estudar teologia é resultado de uma série de fatores que, juntos, configuram uma “tempestade perfeita”.

Primeiramente, em um contexto de alta inflação e aumento dos custos de vida, a educação teológica pode parecer um luxo que a maioria dos cristãos não pode arcar.

Graham Tomlin, que ajudou a fundar o St Mellitus College e agora é bispo na Igreja da Inglaterra, observou que muitos cristãos estão menos dispostos a abandonar seus empregos para um curso residencial de três anos em uma faculdade, especialmente diante da incerteza de garantir um emprego na denominação após a conclusão do curso.

No entanto, muitos destacam fatores mais amplos, como a secularização.

Sean Doherty, diretor do Trinity College em Bristol, afirmou que, devido ao “declínio acentuado” da igreja, era “inevitável” que o número de pessoas interessadas em estudar teologia também diminuísse. Para ele, essa não é apenas uma crise financeira ou estudantil, mas uma crise missionária.

Andy du Feu, que lidera o Moorlands College em Dorset, relatou que, ao revisar seu prospecto e enviá-lo para todas as igrejas de sua lista de mala direta, descobriu um número surpreendentemente alto de devoluções, pois muitas igrejas não existiam mais.

Ele alertou que o fechamento de faculdades não é uma preocupação futura, mas uma realidade presente. Mesmo para aquelas que ainda não estão à beira da extinção, a questão da viabilidade continua sendo um desafio constante.

Alfabetização bíblica

Há uma questão ainda mais fundamental: será que ainda existe uma visão e entusiasmo suficientes para enviar membros para estudar a Bíblia?

“O valor de uma educação teológica está baixo no momento e esta pode ser uma das razões pelas quais não conseguimos recrutar tão bem”, observou Royle da KEDS.

Mark Norridge, diretor da King’s School of Theology (KST), afirmou que não está sozinho ao acreditar que, dentro das igrejas, a “alfabetização bíblica está mais baixa do que nunca”.

Ele observou que menos cristãos estão se preocupando em ler a Bíblia e ainda menos estão dispostos a se dedicar ao estudo aprofundado dela.

Mas outros discordaram, incluindo Doherty da Trinity, que disse que as pessoas pareciam tão famintas quanto nunca por educação teológica (sua faculdade viu recentemente números recordes ingressarem em seu curso de meio período, mesmo com seus programas de período integral diminuindo).

Tomlin também descartou a ideia de um apetite diminuído por teologia, em vez disso, apontando para uma falta de criatividade e imaginação entre as faculdades para reinventar como os programas tradicionais são ministrados.

Os diretores afirmam que os crentes (e até mesmo os pastores) estão equivocados ao presumir que podem obter uma formação teológica adequada apenas com o vasto conteúdo disponível no YouTube e em outras plataformas online.

Eles argumentam que o discernimento necessário para filtrar e avaliar as milhões de horas de sermões gratuitos só pode ser desenvolvido por meio de uma educação teológica profunda e rigorosa.

O valor das faculdades não se limita ao conhecimento que transmitem, mas também à capacidade que oferecem para que os cristãos “se envolvam criticamente com diversas vozes e cheguem a conclusões bíblicas”, como destacou Royle.

Mudanças significativas

Embora todos compartilhassem preocupações sobre a viabilidade do setor, poucos concordaram que até metade das faculdades poderia estar enfrentando o esquecimento.

Du Feu, do Moorlands College, destacou a importância de reconhecer o cenário diversificado, onde algumas faculdades estão prosperando e até crescendo, enquanto outras enfrentam dificuldades.

O que está claro é que as faculdades bíblicas estão passando por mudanças significativas e precisarão continuar se adaptando rapidamente para superar a atual tempestade.

Impulsionadas pela pandemia de Covid-19, quase todas agora oferecem cursos híbridos e flexíveis, permitindo que os alunos permaneçam em suas comunidades e trabalhem enquanto estudam, geralmente de forma online ou com encontros presenciais ocasionais.

No entanto, apesar dessas mudanças necessárias – e consideradas bem-vindas para muitos –, todos concordam que o estudo presencial ainda é uma parte crucial do processo que não deve ser descartada em uma busca desesperada por economia financeira.

Doherty, da Trinity College, reconheceu que é um “privilégio” para os alunos poderem passar anos imersos em uma comunidade formativa de colegas e tutores, e que essa experiência não deve ser descartada levianamente.

Tomlin acrescentou que, embora plataformas online como o Zoom sejam úteis, elas não substituem a natureza transformadora da comunidade física.

“O aprendizado teológico não se resume apenas a adquirir conhecimento. Trata-se da formação do caráter e do tipo de pessoa que você está se tornando, e isso é difícil de alcançar apenas com o YouTube”, argumentou Tomlin.

Soluções

Mesmo assim, as faculdades estão explorando ativamente novas fontes de receita e segmentos de estudantes, incluindo a atração de mais alunos internacionais e de estudantes leigos.

Outra estratégia é destacar a importância da educação teológica para aqueles que não estão buscando cargos ministeriais assalariados em tempo integral.

Outra solução possível seria uma série de fusões e racionalizações.

Du Feu lembrou que, há mais de uma década, um consórcio de faculdades bíblicas se reuniu para explorar um modelo de federação, mas o esforço não prosperou devido à falta de comprometimento.

Royle sugeriu que mais colaboração e uma “mentalidade do Reino” entre as faculdades poderiam ajudar, mas outros alertaram que o trabalho conjunto é sempre desafiador, especialmente para instituições que desejam manter suas afiliações denominacionais ou suas especialidades históricas.

Tomlin também recordou uma tentativa de consolidação e racionalização entre faculdades anglicanas na década de 1990, que, na maioria das vezes, não teve sucesso real. No entanto, ele previu que, se o declínio atual no número de alunos não mudasse rapidamente, algumas faculdades teriam que fechar ou se fundir, ou então diversificar e encontrar outras fontes de receita para sobreviver.

Outra possibilidade é que as faculdades bíblicas busquem obter seus próprios poderes para outorga de diplomas, em vez de depender da validação de universidades externas, muitas vezes seculares e também pressionadas. Isso não apenas economiza em taxas de validação, mas também permite que as faculdades evitem os obstáculos impostos pelas universidades parceiras.

O Spurgeon’s College, em Londres, acaba de se tornar o primeiro a conquistar esses poderes, o que pode transformar o cenário se começar a atuar como parceiro de validação para outras instituições evangélicas.

O Moorlands College também está avançando para atender aos requisitos necessários para obter seus próprios poderes de outorga de diplomas.

Desafios enfrentados

O cenário é misto e complexo. No entanto, apesar dos numerosos desafios enfrentados pelas instituições teológicas, persiste uma veia teimosa de otimismo entre a maioria, possivelmente impulsionada pela convicção de que o estudo teológico é essencial e não uma mera indulgência da era da cristandade a ser descartada.

Nem todas as faculdades podem ou devem sobreviver, mas a teologia persistirá.

“O estudo teológico não é um luxo – é uma necessidade para a igreja,” afirmou Tomlin. Ele alertou que, se os líderes da igreja não forem treinados em discernimento bíblico e não forem capazes de distinguir entre bom e mau ensino, “a igreja declinará ainda mais, oferecendo apenas um eco fraco do que todos os outros pensam.”

As faculdades não existem por si mesmas, mas para construir “igrejas mais fortes e saudáveis,” acrescentou Norridge.

“Esse é o objetivo final. Acredito que as instituições teológicas perderam de vista isso. Não existimos para nós mesmos; existimos porque queremos ver o reino de Deus manifestado através da igreja.”

Doherty afirmou que não se levanta todos os dias motivado a preservar o número de faculdades no Reino Unido. Em última análise, “Jesus é o educador teológico, e enquanto houver uma igreja, Jesus chamará as pessoas para pensar nele e conhecê-lo. E enquanto isso estiver acontecendo, a teologia estará acontecendo.”

Fonte: Guia-me com informações de Premier

Cristãos enfrentam crescente perseguição na Rússia e na Ucrânia

Bandeira da Ucrânia em frente a um prédio residencial destruído pela guerra da Rússia (Fotos: Canva com montagem de Folha Gospel)
Bandeira da Ucrânia em frente a um prédio residencial destruído pela guerra da Rússia (Fotos: Canva com montagem de Folha Gospel)

Os cristãos estão sofrendo graves violações da liberdade religiosa na Rússia e na Ucrânia ocupada pela Rússia, alertou a Release International.

A organização sem fins lucrativos diz que a escala da hostilidade lembra a repressão da era soviética, com prisões, torturas e assassinatos aumentando.

Na Rússia, o pregador cristão Eduard Charov está sendo julgado após questionar a moralidade da guerra na Ucrânia nas redes sociais.

Sua postagem de 2023 dizia: “Jesus Cristo teria ido matar na Ucrânia?”

Na Ucrânia ocupada, um líder cristão foi preso por oposição pública à guerra, e igrejas que compartilham essa visão correm risco de demolição ou outras formas de intimidação, disse o Release.

Uma mulher protestante, chamada apenas de Olena, de Melitopol, na Ucrânia ocupada, está sendo mantida em uma prisão em Donetsk por comentários que fez em uma reunião de oração. Ela deveria ser julgada em 15 de agosto por espalhar “informações conscientemente falsas” sobre as forças armadas da Rússia, e pode pegar até 10 anos de prisão.

O CEO da Release, Paul Robinson, disse que os casos “refletem a crescente perseguição aos cristãos na Rússia e na Ucrânia ocupada pela Rússia”.

“Líderes cristãos foram torturados, desaparecidos e assassinados por assumirem uma posição cristã, no que parece preocupantemente um retorno aos velhos tempos de perseguição aos cristãos na União Soviética”, disse ele.

Charov, que administra um abrigo para moradores de rua com sua esposa, deve ser julgado neste mês e espera uma sentença de prisão.

Ele disse ao meio de comunicação russo Takiye Dela : “Já tenho uma mala pronta em casa. Minha esposa cuidará do abrigo enquanto isso. E eu continuarei a ajudar as pessoas na prisão. Há pessoas necessitadas em todos os lugares.”

O homem de 53 anos pode pegar até sete anos de prisão ou uma multa de até um milhão de rublos.

A situação dos cristãos que se manifestam contra a guerra foi destacada pela Comissão dos Estados Unidos sobre Liberdade Religiosa Internacional em seu relatório mais recente.

“A retaliação do Estado contra aqueles que se manifestaram contra a invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia em 2022, usando linguagem religiosa ou por motivos morais, [continuou] em níveis alarmantes”, afirmou.

“Nos territórios ocupados pela Rússia [na Ucrânia], autoridades de fato baniram grupos religiosos, invadiram locais de culto e fizeram líderes religiosos desaparecerem.

“Na região de Zaporizhzhia, autoridades russas baniram a Igreja Católica Grega Ucraniana e fecharam a Igreja Ortodoxa da Ucrânia, a Católica Romana e as igrejas batistas. No final do ano, o paradeiro de vários padres que as forças russas haviam detido… permanecia desconhecido.”

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