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Cantora gospel Cissy Houston, mãe de Whitney Houston, morre aos 91 anos

Cantora gospel Cissy Houston, mãe de Whitney Houston (Foto: Reprodução)
Cantora gospel Cissy Houston, mãe de Whitney Houston (Foto: Reprodução)

Cissy Houston, a cantora gospel e diretora de coral da igreja, ganhadora de dois prêmios Grammy, mãe da falecida cantora pop e atriz icônica Whitney Houston, morreu. Ela tinha 91 anos.

Nascida Emily Drinkard em 30 de setembro de 1933, Cissy Houston morreu em sua casa em Newark, Nova Jersey, às 10h30 da manhã desta segunda-feira, 7 de outubro, cercada pela família.

Ela estava sob cuidados paliativos para a doença de Alzheimer, disse sua família em uma declaração compartilhada nas redes sociais. Eles chamaram a morte da cantora de um momento de “profunda tristeza”.

“Nossos corações estão cheios de dor e tristeza. Perdemos a matriarca da nossa família”, disse a nora Pat Houston.

“Mãe Cissy tem sido uma figura forte e imponente em nossas vidas. Uma mulher de profunda fé e convicção, que se importava muito com a família, o ministério e a comunidade. Sua carreira de mais de sete décadas na música e no entretenimento permanecerá na vanguarda de nossos corações. Suas contribuições para a música popular e a cultura são inigualáveis”, acrescentou Pat Houston. “Somos abençoados e gratos por Deus ter permitido que ela passasse tantos anos conosco e somos gratos por todas as muitas lições de vida valiosas que ela nos ensinou. Que ela descanse em paz, ao lado de sua filha, Whitney, e da neta Bobbi Kristina e outros queridos membros da família.”

A família agradeceu ao público pelo “generoso apoio”, mas pediu privacidade durante o luto.

A New Hope Baptist Church em Newark, onde Cissy Houston serviu como diretora de coral por mais de 50 anos, também anunciou sua morte. A congregação está se preparando para “celebrar sua vida”.

“O pastor Joe A. Carter e os membros da The New Hope Baptist Church anunciam tristemente o falecimento de nossa querida Dra. Emily Cissy Houston”, disse a igreja em uma declaração na segunda-feira à noite. “A Dra. Houston serviu a The New Hope Baptist Church por mais de 50 anos, e somos muito gratos por sua vida e legado. Por favor, mantenham sua família e amigos em oração, enquanto nos preparamos para celebrar sua vida.”

Houston, que passou décadas como uma figura influente na música gospel americana, ganhou prêmios Grammy na categoria soul gospel tradicional por seus álbuns “Face to Face” em 1997 e “He Leadeth Me” em 1999.

Ela também foi uma cantora de soul reconhecida que forneceu vocais de apoio para estrelas como Aretha Franklin e Elvis Presley. Além de sua filha icônica Whitney Houston, que morreu em 2012, Cissy Houston fazia parte de uma família de cantores de sucesso que inclui suas sobrinhas Dee Dee Warwick e Dionne Warwick e a renomada soprano Leontyne Price.

Quando a notícia de sua morte se espalhou na segunda-feira à noite, muitos na indústria do gospel e do entretenimento fizeram declarações públicas lamentando sua morte.

“Minhas mais profundas condolências a toda a família de Mama Cissy Houston. Depois que Whitney faleceu, a Sra. H e eu conversamos pelo menos uma vez por mês até que ela ficou muito doente”, escreveu o cantor gospel Kurt Carr em uma declaração no Facebook . “Que bênção e privilégio foi conhecê-la e receber toda a sua sabedoria sobre a vida, a igreja, o mundo da música, Elvis lol, e sua fenomenal garotinha Whitney. Descanse bem, Mama Cissy… Grande é sua recompensa.”

Outros, como o magnata da mídia Tyler Perry, lamentaram a morte de três gerações de mulheres na família de Houston, citando Whitney Houston e a filha de Whitney, Bobbi Kristina Brown, que morreu em 2015, aproximadamente três anos após a morte de sua mãe.

“É difícil acreditar que todas as três gerações dessas mulheres já faleceram. Hoje, com o coração humilde e muita tristeza, digo adeus à incrível Cissy Houston. Que voz, que risada, que coração. Descanse bem nos braços do Jesus sobre o qual você nos falou”, escreveu Perry no Facebook.

Em uma declaração à People, Bobby Brown, ex-genro de Cissy Houston, também prestou homenagem.

“Enviando amor e bênçãos à família Houston por essa grande perda”, disse Brown. “Que ela descanse em Paz e Poder. Os Browns.”

Folha Gospel com texto original de The Christian Post

Professor cristão demitido por não usar pronomes trans obtém vitória judicial nos EUA

Professor Peter Vlaming foi demitido por não concordar em chamar aluna pelo pronome transgênero que ela escolheu. (Foto: CBN News)
Professor Peter Vlaming foi demitido por não concordar em chamar aluna pelo pronome transgênero que ela escolheu. (Foto: CBN News)

O professor de francês Peter Vlaming, que foi demitido por se recusar a usar o pronome masculino preferido de uma estudante transgênero, nos Estados Unidos, obteve um novo desfecho judicial.

O Conselho Escolar de West Point, na Virgínia, concordou em pagar US$ 575.000 para encerrar um processo movido pelo cristão, que foi demitido em dezembro de 2018.

As autoridades concordaram em indenizar o professor com essa quantia, que abrange danos, prejuízos e honorários advocatícios, além de eliminar a demissão de seu registro.

O professor contou com a representação da Alliance Defending Freedom (ADF), uma organização jurídica sem fins lucrativos conhecida por vencer casos de liberdade religiosa na Suprema Corte dos Estados Unidos.

“Como professor, Peter era apaixonado pelo assunto que ensinava, seus alunos o apreciavam e faziam de tudo para atender aos seus pedidos. Mas ele não podia, em consciência, dizer coisas que sabia que não eram verdadeiras”, relatou o principal consultor jurídico da ADF, Tyson Langhofer.

E continuou: “Temos o prazer de resolver este caso favoravelmente em nome de Peter e esperamos que outros funcionários do governo e da escola tomem nota do alto custo envolvido em não respeitar as liberdades constitucionalmente protegidas dos americanos”.

Após a decisão das autoridades do estado, Peter disse: “Eu tento agradar todos os alunos da minha classe, mas não poderia dizer algo que violasse diretamente minha consciência”.

“Estou muito grato pelo trabalho dos meus advogados da Alliance Defending Freedom que levaram meu caso à vitória, e espero que isso ajude a proteger os direitos fundamentais da Primeira Emenda de todos os outros professores”, acrescentou.

Sobre o caso, o superintendente das escolas públicas de West Point, Larry L. Frazier Jr., informou à imprensa americana que estava satisfeito em ter chegado a um acordo que, segundo ele, “não afetará negativamente os alunos, funcionários ou a comunidade escolar de West Point”.

Processo jurídico

Em 2018, Peter foi demitido após se recusar a se referir a uma estudante usando pronomes masculinos. Então, o distrito escolar o acusou de discriminação com base na identidade de gênero.

Na época, um grupo de estudantes saiu em protesto contra a demissão do professor e um deles afirmou: “Ele não foi demitido por algo que ele disse. Ele foi demitido pelo que não disse”.

Vlaming processou funcionários da escola em 2019, mas o Tribunal de Circuito de King William rejeitou sua ação, levando-o a recorrer à Suprema Corte do estado em 2021.

Em dezembro de 2023, a Suprema Corte da Virgínia decidiu a favor do professor, anulando uma decisão anterior contra ele e enviando o caso de volta ao tribunal inferior para novos procedimentos.

O juiz da Suprema Corte da Virgínia, D. Arthur Kelsey, responsável pela opinião majoritária, afirmou que Peter tinha “uma reivindicação legalmente viável” de que o conselho escolar infringiu sua liberdade religiosa.

“O tribunal de primeira instância cometeu um erro ao rejeitar esta ação. Entendemos, como todo mundo, que deve ser reconhecido algum princípio limitante a este direito não condicionado pelo texto”, declarou o juiz.

“No entanto, sabemos com a mesma certeza que a limitação não pode ser simplesmente ‘guardar a própria religião para si mesmo’. Seria alarmante pensar que na Comunidade da Virgínia, uma pessoa religiosa precisa de um direito constitucional simplesmente para manter uma crença ou opinião silenciosa que não muda nada do que faz ou deixa de fazer”, concluiu.

Fonte: Guia-me com informações de Evangélico Digital

Cristãos são presos por compartilhar testemunhos de fé em aplicativo na China

Mulher chinesa com um smartphone (Foto ilustração)
Mulher chinesa com um smartphone (Foto ilustração)

Dois cristãos foram presos e acusados de violar a aplicação da lei comunista na China após compartilharem testemunhos de fé no aplicativo de mensagens “WeChat” — uma plataforma semelhante ao WhatsApp no Brasil.

O caso ocorreu em agosto de 2023, e mais tarde, eles foram detidos criminalmente pela polícia local sob acusações de “utilizar seitas supersticiosas, sociedades secretas ou cultos para comprometer a aplicação da lei”. Então, foram processados ​​pela procuradoria local.

O Tribunal Popular da Cidade de Aksu havia programado inicialmente a audiência do caso para 29 de agosto de 2024. Contudo, em razão de objeções apresentadas pelos advogados quanto a determinadas condutas da equipe do tribunal, a audiência pública foi substituída por uma conferência pré-julgamento na data prevista para o julgamento.

Antes da conferência pré-julgamento, os advogados de defesa solicitaram formalmente uma cópia dos dados eletrônicos do juiz, mas o pedido foi negado. Em resposta, o juiz orientou-os a visualizar e ouvir os dados eletrônicos diretamente no tribunal.

Yuan, um dos advogados dos cristãos, considera que os dados eletrônicos são evidências fundamentais para a resolução do caso. Segundo a legislação, os advogados precisam estar plenamente familiarizados e entender esses dados antecipadamente para realizar seu trabalho de forma eficaz.

Portanto, se os advogados não tiverem acesso aos materiais do caso, ele não cumpre os requisitos necessários para a audiência. No entanto, o juiz organizou uma conferência para esse propósito.

Após a decisão do juiz, os advogados se opuseram, mas para avançar no caso, concordaram com o horário da conferência pré-julgamento, esperando solicitar a cópia das evidências novamente durante a reunião. Porém, o pedido foi negado.

Censura de dados cruciais

A China Aid informou que alguns problemas do caso foram expostos durante a conferência pré-julgamento. Entre eles:

  1. O tribunal não notificou os cristãos sobre o julgamento com três dias de antecedência, conforme exigido por lei;
  2. Os cristãos demoraram a serem retirados do centro de detenção, o que também deixou o juiz impotente;
  3. Os crentes chegaram do centro de detenção no tribunal usando algemas nas pernas e a polícia não tinha chaves para removê-las;
  4. O promotor reconheceu no tribunal que assinaturas em evidências complementares da investigação foram adicionadas e retrodatadas posteriormente, o que, segundo os advogados, pode indicar uma possível fabricação de provas;
  5. Embora o painel colegiado normalmente não tenha interrompido os discursos dos advogados durante a reunião, eles negaram o pedido para que os advogados pudessem fazer cópias legais das evidências de dados eletrônicos no local.

Em resposta a algumas das irregularidades do tribunal, o advogado Yuan apresentou uma queixa e compartilhou o assunto no Weibo (Twitter na China):

“Se o direito dos advogados de acessar os arquivos do caso não pode ser garantido, como o caso pode ser julgado de forma justa? No início do ano, relatei problemas à Procuradoria Popular da Região Autônoma de Xinjiang e recebi uma recepção muito calorosa, atenciosa e profissional”.

E continuou: “Então, acredito que o que encontramos em Aksu é apenas um caso isolado. Por favor, Tribunal da Cidade de Aksu, proteja os direitos de prática dos advogados de acordo com a lei”.

A data oficial do julgamento ainda não foi definida. O tribunal de Aksu notificou os advogados sobre a intenção de realizar o julgamento em 17 de outubro.

No entanto, o advogado Yuan acredita que as condições necessárias para o julgamento não foram atendidas, uma vez que os advogados ainda não foram autorizados a copiar dados eletrônicos cruciais do caso.

Fonte: Guia-me com informações de China Aid

Cid Moreira deixa parte de sua herança para organização cristã

Jornalista Cid Moreira (Foto: César Abreu/Divulgação)
Jornalista Cid Moreira (Foto: César Abreu/Divulgação)

Durante entrevista ao programa Encontro com Patrícia Poeta, na última sexta-feira (4), a viúva de Cid Moreira, Fátima Sampaio, declarou que seu esposo deixou parte da herança destinada para uma organização social cristã ligada à Igreja Adventista do Sétimo Dia.

– Ele quer doar para uma instituição chamada ADRA (Agência Humanitária da Igreja Adventista do Sétimo Dia), que cuida de crianças abandonadas e com problemas familiares, como forma de devolver o carinho que recebeu quando gravou o projeto da Bíblia – revelou Fátima.

Outra revelação feita pela viúva do ex-apresentador do Jornal Nacional é que Cid Moreira deixou um contrato assinado com uma empresa de inteligência artificial que irá usar sua voz para narrar a Bíblia Sagrada em várias línguas.

Cid Moreira faleceu na última quinta-feira (3) aos 97 anos, em Petrópolis (RJ), onde estava internado para tratamento de uma pneumonia.

– Passei os últimos dias aqui com ele [no hospital], não tinha outro lugar que eu poderia estar. Ele dizia estar cansado, não contei para ninguém para garantir sua privacidade e confortá-lo. Mas ele estava lúcido até o fim – disse a viúva.

O narrador da Bíblia deixou um patrimônio estimado em R$ 60 milhões, mas deserdou seus dois filhos, Rodrigo e Roger Moreira, em testamento público. Os dois filhos de Cid Moreira passaram os últimos anos movendo processos contra ele e sua esposa.

Fonte: Pleno.News

Cristãos são obrigados a cultuar em segredo no sul da Ásia

Cristãos durante culto na Índia ((Foto representativa: Portas Abertas)
Cristãos durante culto na Índia ((Foto representativa: Portas Abertas)

Os cristãos do sul da Ásia sendo obrigados a cultuar em segredo devido a ameaças, ataques e pressão da família e da comunidade.

Isso acontece em países como Índia, Laos e Nepal, que apresentam níveis de perseguição extremo e severo, segundo a pesquisa da Lista Mundial da Perseguição (LMP) 2024. A LMP é uma classificação anual que mostra os países onde é mais difícil seguir a Cristo.

Na Índia, quando uma igreja é atacada, muitas vezes, cristãos são agredidos. Isso resulta em cristãos mentalmente traumatizados e com medo de manter sua fé. Muitas vezes, não podem mais se reunir para orar e ter comunhão. Além disso, são ameaçados com violência e acusados falsamente de conversão religiosa forçada caso orem ou se reúnam para qualquer atividade cristã. É difícil para pastores se reunirem com cristãos, pois os líderes são monitorados.

Quando igrejas são fechadas, pastores que dependem de ofertas como fonte de renda perdem seu sustento. Assim, se torna difícil para o pastor e sua família sobreviverem e precisam achar novas formas de ganhar dinheiro, o que pode ser difícil caso a comunidade se volte contra eles. Além disso, o pastor e sua família ficam com medo de novos ataques. No Nepal, recém-convertidos e membros de igrejas protestantes enfrentam pressão de família, amigos, comunidade e autoridades locais. De tempos em tempos, grupos radicais hindus se aproveitam da instabilidade política do país para atacar cristãos e ficarem praticamente impunes. Há relatos de igrejas atacadas, agressões físicas a cristãos e prisões arbitrárias. Alguns cristãos também precisaram fugir de casa e dos vilarejos por causa das ameaças.

Ameaça real

No Laos, cristãos foram expulsos de suas comunidades, suas casas foram destruídas e suportaram muitas dificuldades por seguir a Jesus. A nível local, autoridades comunistas monitoram intensamente atividades religiosas em algumas partes do país. Nessas áreas, líderes de igrejas relatam casos de autoridades locais fecharem igrejas domésticas. Encontros cristãos devem ocorrer sem chamar atenção; tecnicamente, eles são ilegais.

Mesmo entre igrejas registradas, as ameaças são reais. Elas são monitoradas e estima-se que 75% de todas as igrejas evangélicas registradas no Laos devem cultuar em casas, o que as autoridades consideram ilegal. Isso acontece porque muitas igrejas domésticas não registradas se reúnem sob a autorização de uma igreja registrada nacionalmente. Mas, oficialmente, reuniões de adoração são permitidas apenas em prédios religiosos aprovados.

Convertidos do budismo ou animismo ao cristianismo carregam vulnerabilidades adicionais. Como eles são vistos como traidores de suas comunidades e como pessoas que iraram os espíritos, podem enfrentar pressão e violência da família e de autoridades locais. A família de um convertido pode ser vista como incômodo na comunidade local, que muitas vezes expulsa convertidos de suas casas e vilas.

Fonte: Portas Abertas

Líderes cristãos são vistos como ameaça pelo governo da Nicarágua

Bandeira da Nicarágua (Foto: canva)
Bandeira da Nicarágua (Foto: canva)

Maria* era uma apoiadora do partido revolucionário na Nicarágua. Durante mais de 20 anos, a cristã apoiou o movimento político do atual presidente da Nicarágua, Daniel Ortega. Mas agora que o governo mostrou suas verdadeiras intenções para a igreja, ela mudou de posição.

“A minha família e eu apoiamos a revolução sandinista desde 1987 por causa de toda a desigualdade econômica, opressão e falta de liberdade política que víamos. Por isso, ajudamos os guerrilheiros que lutaram na revolução com comida e um lugar para dormir”, explica María.

A Revolução Sandinista foi o processo entre 1979 e 1990, quando a Frente Sandinista de Libertação Nacional pôs fim ao governo de Somoza, uma ditadura familiar que estava no poder há mais de 40 anos na Nicarágua. Em 1990, a revolução alcançou a sua maior vitória com a eleição de Daniel Ortega para a presidência do país com promessas de um futuro melhor para a população, livre da corrupção, do totalitarismo e da desigualdade.

Desafios ao ministério

María já conhecia a Jesus no período, mas foi depois de 15 anos que recebeu um chamado e viu os desafios impostos pelo novo governo. Em 2020, com o apoio do marido, ela fundou uma pequena igreja onde começaram a pregar o evangelho e a servir a comunidade.

No primeiro ano do ministério, o governo de Ortega convidou María e outros líderes cristãos de várias partes do país para encontros pastorais patrocinados pelo regime. Mas ela descobriu que os seus ideais já não eram os mesmos que os do governo.

“Para mim, foi um grande choque saber que o governo queria mudar a Palavra de Deus e as mensagens evangelísticas a favor da agenda política. Não gostei porque era como a ditadura que existia antes, então decidi afastar-me da política e dedicar-me ao ministério”, conta Maria.

Rapidamente María descobriu que deixar de participar das reuniões do governo teve repercussões significativas no seu ministério. “Uma vez fui abordada por membros do governo que me disseram que se eu continuasse a opor-me ao sistema sandinista não dariam o estatuto legal da minha igreja e prenderiam os meus filhos e as pessoas que se reúnem na igreja”, explica.

Repressão crescente

Embora ninguém tenha sido preso, o governo cumpriu a sua promessa de negar o estatuto legal da igreja durante anos. Quando as igrejas não têm certificado, ficam vulneráveis a intervenções, ao confisco de bens ou mesmo ao fechamento. Isso é resultado da perseguição à igreja na Nicarágua tem aumentado nos últimos anos, especialmente para aqueles que criticaram o regime.

Por exemplo, em maio de 2024, o governo revogou o estatuto legal de 15 associações que funcionavam como organizações sem fins lucrativos. Seis delas eram organizações religiosas. Além disso, de 2022 a 2023, a Portas Abertas identificou 242 casos de perseguição no país.

Pastores e padres foram detidos, acusados e expulsos do país. Em alguns casos, os líderes religiosos foram acusados arbitrariamente de crimes como incitamento à violência ou conspiração. Houve também casos de líderes religiosos que foram forçados ao exílio para evitar represálias.

No final de 2022, María foi convidada a participar em ações de formação de aconselhamento jurídico e financeiro desenvolvidas pela Portas Abertas. Durante o treinamento, ela aprendeu a obter o certificado da igreja. Para ela, participar do treinamento foi um alívio porque a encorajou a continuar o ministério mesmo em meio da perseguição.

“Graças à Portas Abertas, em 2023 obtive o registro da igreja e pude continuar a pregar a palavra de Deus. Esse ano, eles negaram mais uma vez o certificado, mas mesmo sem ele, continuaremos o ministério. Que Deus nos abençoe”, conclui Maria.

Fonte: Portas Abertas

Novas tecnologias de monitoramento ameaçam cristãos na Coreia do Norte

Bandeira da Coreia do Norte (Foto: Portas Abertas)
Bandeira da Coreia do Norte (Foto: Portas Abertas)

Muitas pessoas sabem que a Coreia do Norte tem um dos maiores exércitos do mundo, mas sabia que a nação também investe grande parte do seu orçamento em agências de segurança e na polícia?

Nos últimos anos, Kim Jong-un alargou as prisões e campos de trabalho forçado, fortificou ainda mais a fronteira com a China e enviou muitos espiões para lá. De acordo com uma fonte anônima que falou com a agência de notícias DailyNK, o líder norte-coreano também expandiu o Ministério da Segurança do Estado.

Após a diretiva do ditador da Coreia do Norte para a ampliação, o gabinete de contraespionagem internacional duplicou de tamanho, e a equipe de contraespionagem nacional aumentou em 50%. Para enfrentar as crescentes ameaças à rede de comunicações do país, foi criado um novo departamento de gestão da segurança das transmissões.

Cristãos ainda mais cercados

Esses esforços se baseiam na construção de um edifício de alta tecnologia que poderá custar cerca de 100 milhões de dólares. Esse contexto deixa o povo norte-coreano cada vez mais insatisfeito com o regime, e a estratégia busca distrai-los de influências internacionais, principalmente sul-coreanas com músicas K-pop e doramas.

Para sobreviverem, os norte-coreanos dependem muitas vezes do contrabando ou de outras atividades consideradas ilegais pelo governo. Com novas leis, tecnologias aprimoradas e mais poder humano, o regime tem buscado cada vez mais controlar a população.

Tal tendência aumenta os riscos para os cristãos na Coreia do Norte. O país atualmente é o mais perigoso para cristãos da Lista Mundial da Perseguição 2024. Um maior controle das atividades diárias significa que eles precisam ser ainda mais cuidadosos quando leem a Bíblia, oram ou cantam louvores em sussuros.

Para cristãos fora da Coreia do Norte, é difícil imaginar como é a vida dos nossos irmãos na fé no país fechado ao evangelho. Eles contam com suas orações para que resistam às novas medidas de segurança com fé em Cristo e para que a igreja continue a crescer na Coreia do Norte.

Fonte: Portas Abertas

Maioria dos evangélicos não se sente preparada para compartilhar o Evangelho, revela pesquisa

Jovem lendo a Bíblia para os amigos (Ilustração)
Jovem lendo a Bíblia para os amigos (Ilustração)

Embora a esmagadora maioria dos evangélicos acredite que tem o dever de compartilhar os ensinamentos da Bíblia, a maioria não se sente preparada para fazê-lo, de acordo com uma nova pesquisa.

O Instituto de Fé e Cultura divulgou na terça-feira os resultados de sua Pesquisa sobre Engajamento Cultural Cristão de 2024 (acesse aqui em inglês), conduzida em colaboração com a Lifeway Research.

Quando perguntados se os cristãos têm a responsabilidade de “compartilhar verdades da Palavra de Deus com pessoas que têm visões diferentes”, 92% concordaram, enquanto apenas 6% discordaram e 2% estavam inseguros. No entanto, apenas 35% dos evangélicos se consideraram “prontos para a maioria das oportunidades de compartilhar o que a Bíblia diz sobre questões culturais e polêmicas”.

Outros 18% disseram que estavam “prontos para qualquer oportunidade de compartilhar o que a Bíblia diz”, enquanto 32% sustentaram que estavam “prontos apenas para discutir algumas verdades” que conheciam bem. Nove por cento não achavam que estavam prontos para “a maioria das oportunidades de compartilhar o que a Bíblia diz”, enquanto 5% acreditavam que “não estavam prontos para compartilhar o que a Bíblia diz de forma alguma”.

Mesmo que muitos evangélicos permaneçam hesitantes em compartilhar os ensinamentos da Bíblia em alguns casos, 40% dos entrevistados “concordaram um pouco” que “sua igreja os prepara para ter conversas com pessoas cujas visões diferem da Bíblia”, e 38% “concordaram fortemente” que sua igreja os equipa para tais encontros. Apenas 10% “discordaram um pouco” que sua igreja os prepara adequadamente para falar com aqueles que têm uma visão de mundo diferente, e 3% “discordaram fortemente”.

No entanto, apenas 37% dos entrevistados “concordaram um pouco” que sua igreja “intencionalmente cria ambientes para discutir diferenças entre os valores da nossa cultura e os da Bíblia”, enquanto outros 22% “concordaram fortemente”. Parcelas significativas dos entrevistados “discordaram um pouco” (17%) ou “discordaram fortemente” (9%) dessa afirmação.

“Há diferenças notáveis ​​no grande número de evangélicos que se sentem responsáveis ​​por compartilhar as visões da Bíblia do que o número que está pronto para fazê-lo”, disse Scott McConnell, CEO da Lifeway Research. “As igrejas buscam ajudar os evangélicos a ter conversas com pessoas cujas visões diferem da Bíblia, mas menos igrejas discutem a Bíblia e os valores da cultura lado a lado.”

Quando perguntados se achavam que Deus “não se importava com a forma como votavam”, 12% disseram que “concordavam fortemente” com essa análise, enquanto outros 12% relataram que “concordavam um pouco” com ela. Quarenta e quatro por cento “discordaram fortemente”.

“Embora poucos evangélicos duvidem que Deus se importe com a forma como eles se envolvem com o mundo ao redor deles, mais de 1 em 5 não acha que isso se aplica à votação”, observou McConnell. “Essa discrepância pode levar a decisões diferentes entre essa minoria de evangélicos.”

Apenas uma pluralidade dos entrevistados (38%) reconheceu que às vezes “buscam oportunidades para promover a perspectiva da Bíblia sobre tópicos sabendo que eles não são populares”. Outros 20% admitiram buscar tais oportunidades “frequentemente”, enquanto 10% disseram que o fazem “sempre”. Vinte e dois por cento dos entrevistados “raramente” buscam trazer à tona posições bíblicas sobre assuntos se eles são impopulares, enquanto 7% nunca o fazem.

Da mesma forma, uma pluralidade (45%) dos entrevistados disse aos pesquisadores que às vezes “compartilham uma visão biblicamente informada quando alguém diz algo que não é bíblico”. Outros 23% “frequentemente” fornecem uma resposta bíblica a comentários não bíblicos de outros, enquanto 9% “sempre” o fazem, e 16% dos evangélicos disseram que “raramente” o fazem e 6% “nunca” o fazem.

Quarenta e sete por cento dos entrevistados “concordam um pouco” que “querem falar quando conversam com alguém que diz algo que não está de acordo com as Escrituras”, seguidos por 28% que “concordam fortemente” que possuem tal desejo, 14% que “discordam um pouco” e 6% que “discordam fortemente”.

Em contraste, 50% dos evangélicos indicaram que “concordam fortemente” que queriam “promover a verdade bíblica entre pessoas que conhecem”, enquanto outros 39% “concordam um pouco” que tinham tal desejo. Apenas 5% “discordam um pouco” que buscavam compartilhar os ensinamentos da Bíblia com pessoas que conhecem, enquanto apenas 3% “discordam fortemente”.

“Promover a verdade bíblica parece ser muito mais fácil para os evangélicos quando eles estão entre pessoas que concordam com eles”, disse McConnell. “Muito menos dizem que raramente dão uma resposta bíblica em cenários onde a posição da Bíblia não é popular.”

Os dados do relatório são baseados em respostas coletadas de 1.000 evangélicos entre 18 de julho e 2 de agosto. A pesquisa teve uma margem de erro de +/-3,3 pontos percentuais.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Ministério Público pede condenação do pastor Lucinho após dizer que beijou a boca da filha

Pastor Lucinho Barreto (Foto: Reprodução/YouTube prlucinho)
Pastor Lucinho Barreto (Foto: Reprodução/YouTube prlucinho)

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) pediu a condenação do pastor Lúcio Barreto Júnior, conhecido como Lucinho, por incitação à violência de gênero. Ele é reverendo na Igreja Batista da Lagoinha e, durante uma conferência voltada para homens, em abril deste ano, afirmou ter beijado sua filha nos lábios. Se condenado, o MPMG pede também o pagamento de uma indenização por danos morais e uma retratação pública.

O vídeo do culto em que Lucinho fez a declaração foi publicado nas redes sociais no dia 15 de abril deste ano. Ele pregava, ao lado de seu filho, Davi Barreto, a passagem de Gênesis 22 e, em determinado momento, falou sobre a criação dos filhos. No trecho que foi divulgado no YouTube, o pastor declarou:

“Eu peguei minha filha um dia, dei beijo nela, falei que amava ela, ela passava e eu falava ‘nossa, que mulherão, ai se eu te pego!’ Aí ela falava assim, ‘credo, pai! Você já é da mamãe!’ Aí, dava beijo nela, um dia ela distraiu, eu dei um beijo na boca dela. Ela fez assim ‘que isso, pai!? E eu falei ‘quando eu encontrar seu namorado, eu vou falar assim: você é o segundo, eu já beijei’”.

Na época, essa fala viralizou nas redes sociais e recebeu muitas críticas. Pastor Lucinho publicou um vídeo em sua defesa no seu perfil no Instagram, no qual afirmou que a declaração dada na ocasião foi retirada de contexto e que o beijo dado na filha foi inocente, com a intenção de elevar a autoestima dela. “A única coisa que eu quis dizer é que nós, pais, temos que amar, que cuidar, e beijar e abraçar os nossos filhos e dizer o quanto eles são maravilhosos”, afirmou no vídeo, que teve quase 140 mil curtidas.

O vídeo recebeu muitos comentários, de críticas, mas também de apoio. Entre os apoiadores, estava o pastor Josué Gonçalves, que escreveu: “Você é um cristão de caráter íntegro. A sua vida fala mais alto do que a sua voz! Tamujunto irmão !”. O pastor André Valadão também comentou: “Deus te abençoe irmão. Tenha paz.” Ambos foram criticados por terem falado em defesa de Lucinho.

Família

A filha de Lucinho, Emily Barreto, também se manifestou em suas redes sociais. No Instagram, no dia 2 de maio, ela repetiu a fala do pai, de que o trecho da pregação foi retirado de contexto, e que ela nunca havia sido abusada por ele. “Ele sempre me ajudou, sempre me colocou lá em cima, falando que eu era linda, para eu não me importar com comentários negativos na escola. […] no máximo selinho de pai e mãe, ali, quando a gente é criança”, afirmou Emily Barreto.

Por sua vez, a esposa dele, Patrícia Barreto, publicou em sua rede social que ela e o marido já trabalham com jovens há 30 anos e sempre se posicionaram contra situações de abuso sexual. “Ele está sendo acusado de algo que sempre lutamos para combater. Por isso vim aqui em público falar o quanto meu marido é um homem íntegro, bom, de caráter e um pai maravilhoso para os meus filhos. Os frutos falam por si”, publicou a mulher de Lucinho.

Denúncia

Após a publicação do vídeo com o trecho da pregação, Sara Azevedo, que é candidata a vereadora pelo PSOL, em Belo Horizonte, registrou uma denúncia no Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), no dia 3 de maio. Agora, o órgão pede a condenação do pastor Lucinho e da Igreja Batista da Lagoinha, sujeitando ambos ao pagamento de indenização no valor de R$ 300 mil, destinada a um fundo público em defesa da igualdade de gênero.

Na Ação, o MPMG também solicita uma retratação pública, que deverá ser realizada na mesma igreja onde ocorreu o fato, sendo que o tempo e o público deverão ser os mesmos do culto em que a declaração foi feita. O Ministério Público pede, ainda, que a igreja publique o vídeo da retratação, ficando disponível por, no mínimo, um ano.

Fonte: Comunhão

150 cristãos expulsos no México voltam para casa após 5 meses

Cristãos sofrem perseguição no México (Foto: Portas Abertas)
Cristãos sofrem perseguição no México (Foto: Portas Abertas)

Mais de 150 cristãos protestantes que foram expulsos há cinco meses, retornaram para suas casas no estado de Hidalgo, no México, após uma resolução promovida por autoridades estaduais e municipais.

Segundo a organização Christian Solidarity Worldwide (CSW), sediada no Reino Unido, o acordo foi estabelecido entre a comunidade deslocada e as autoridades locais de Rancho Nuevo e Coamila, no município de Huejutla de Reyes.

O retorno dos cristãos, que inclui mais de 70 crianças e bebês, representa a conclusão de um conflito prolongado que envolveu sérias violações da liberdade religiosa.

No dia 26 de abril, o conflito se agravou quando líderes da aldeia, majoritariamente católicos romanos, interromperam o fornecimento de eletricidade, vandalizaram uma igreja e obstruíram o acesso às residências da minoria protestante.

Durante o deslocamento, o grupo enfrentou condições adversas, inicialmente vivendo em um prédio municipal e, posteriormente, em um complexo esportivo. Contaram com o apoio de igrejas locais para alimentação e utilizaram água do rio para higiene, o que resultou em doenças e infecções generalizadas.

Conforme o The Christian Post, o recém-eleito governo municipal tomou medidas para resolver a crise, com o Secretário de Estado de Hidalgo, Guillermo Olivares Reyna, e a Diretora de Assuntos Religiosos, Margarita Cabrera Román, desempenhando papéis cruciais na mediação do acordo.

O acordo

De acordo com os termos do acordo, o fornecimento de eletricidade e água foi restabelecido nas casas afetadas, e a comunidade protestante se comprometeu a retomar as contribuições para os fundos comunitários, que estavam suspensas desde 2015.

Além disso, o governo concordou em encerrar a investigação criminal contra os responsáveis pelo deslocamento, permitindo que as vítimas avaliassem suas propriedades e acessassem, se necessário, programas de assistência estatal.

Pablo Vargas, diretor nacional da instituição que faz parte da CSW “Impulso18”, elogiou a resolução:

“Ficamos satisfeitos em saber das notícias do acordo alcançado na semana passada que permitiu o retorno de mais de 30 famílias de minorias religiosas para Coamila e Rancho Nuevo, e reconhecemos os esforços do estado e dos novos governos municipais para chegar a uma solução que defenda a liberdade religiosa ou crença para todos”.

A chefe de advocacia da CSW, Anna Lee Stangl, disse: “O acordo intermediado pelos governos estaduais de Hidalgo e municipais de Huejutla, e acordado pelas autoridades de Coamila e Rancho Nuevo e pela comunidade de minorias religiosas deslocadas, serve como um exemplo do que pode ser alcançado em termos de proteção da liberdade religiosa ou crença e manutenção da lei mexicana, quando há vontade política e um investimento de tempo e outros recursos por parte do governo”.

A intolerância religiosa nessas comunidades é moldada pela Lei de Usos e Costumes, que permite que as comunidades indígenas se governem de formas que, por vezes, entram em conflito com os padrões nacionais e internacionais de direitos humanos.

Intolerância religiosa

Apesar da Constituição mexicana assegurar a liberdade religiosa, sua aplicação tem sido fraca, resultando em conflitos religiosos recorrentes em áreas como Rancho Nuevo e Coamila.

Historicamente, autoridades locais têm pressionado a minoria protestante a participar de eventos e práticas católicas romanas, resultando em significativas violações dos direitos humanos.

A perseguição a cristãos no México também tem aumentado em meio à violência dos cartéis de drogas. Segundo a missão Portas Abertas, os incidentes de perseguição se tornaram mais frequentes, e o país subiu na classificação da Lista Mundial da Perseguição.

David Curry, presidente e CEO da Portas Abertas nos EUA, afirmou que católicos tradicionalistas frequentemente perseguem cristãos mexicanos.

Essa perseguição se assemelha à “violência de clã”, semelhante a pequenos grupos rurais praticando religiões populares antigas ao redor do mundo.

Fonte: Guia-me com informações de The Christian Post

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