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Ucrânia aprova lei que proíbe igrejas vinculadas à Rússia

Igreja Ortodoxa da Rússia
Igreja Ortodoxa da Rússia

O Parlamento da Ucrânia aprovou, nesta terça-feira (20), uma lei que proíbe o funcionamento de organizações religiosas com fortes vínculos com a Rússia, abrindo caminho para uma possível ilegalização das atividades da Igreja Ortodoxa subordinada a Moscou.

A lei “sobre a proteção da ordem constitucional no âmbito das atividades das organizações religiosas” foi aprovada com os votos a favor de 265 deputados, informaram em suas redes sociais os parlamentares Yaroslav Zhelezniak e Irina Gerashchenko.

– Uma votação histórica! Esta é uma questão de segurança nacional e não de religião – disse Gerashchenko.

A lei entrará em vigor 30 dias depois de o Parlamento tornar o texto público e dará às paróquias da Igreja Ortodoxa ucraniana do Patriarcado de Moscou nove meses para cortar laços com a Igreja Ortodoxa russa, explicou Zhelezniak.

– Levando em conta o fato de que a Igreja Ortodoxa russa é uma continuação ideológica do regime do Estado agressor, cúmplice de crimes de guerra e crimes contra a humanidade cometidos em nome da Federação Russa e da ideologia do mundo russo, as atividades da Igreja Ortodoxa russa na Ucrânia ficam proibidas – afirma a lei.

A normativa estipula que nenhuma organização religiosa na Ucrânia pode ser gerida pela Igreja Ortodoxa russa ou outras organizações religiosas proibidas ou manter comunicação ativa com elas.

Uma comissão governamental criada expressamente para esse fim determinará se uma congregação religiosa está infringindo a lei e, em caso afirmativo, ordenará que corte relações com a Rússia no prazo de dois meses. Caso a organização não o faça, um tribunal tomará a decisão final sobre o seu banimento.

– Trata-se de um ato ilegal, que constitui uma grave violação dos conceitos básicos de liberdade de consciência e dos direitos humanos – escreveu no Telegram o porta-voz da Igreja Ortodoxa russa, Vladimir Legoida.

Segundo Legoida, a “perseguição” da Igreja ucraniana subordinada a Moscou receberá uma avaliação justa “mais cedo ou mais tarde”.

Por sua vez, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia pediu às organizações de direitos humanos para neutralizarem a “arbitrariedade” das autoridades de Kiev, que poderia levar à proibição total da Igreja Ortodoxa ucraniana. Moscou afirma que a decisão de Kiev “ignora a opinião de milhões de crentes” e é um “duro golpe” para a comunidade ortodoxa e sua unidade canônica.

A aprovação da lei ocorre dez dias depois de o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, ter antecipado uma decisão que “fortalecerá a independência espiritual dos ucranianos”. O Conselho Panucraniano de Igrejas e Organizações Religiosas também informou no último dia 17 de agosto que respaldava a lei.

A Igreja Ortodoxa ucraniana do Patriarcado de Moscou tinha mais de 8.500 paróquias na Ucrânia no início de 2022, embora após a invasão russa cerca de 600 tenham sido subordinadas à Igreja Ortodoxa ucraniana que emergiu da unificação da Igreja Ortodoxa ucraniana do Patriarcado de Kiev e da Igreja Ortodoxa ucraniana autocéfala.

A Igreja subordinada ao Patriarcado de Moscou foi acusada de não ter condenado em termos inequívocos a invasão, de não ter cortado completamente os seus laços com a Rússia e de cooperar com as autoridades de ocupação nos territórios conquistados pela Rússia.

Fonte: Pleno News com informações de EFE

Cristãos corajosos espalham o evangelho pela Índia

Cristãos enfrentam perseguição religiosa na Índia (Foto: Portas Abertas)
Cristãos enfrentam perseguição religiosa na Índia (Foto: Portas Abertas)

Extremistas hindus estabeleceram a meta de “limpar” a Índia dos cristãos. Porém, diante de uma pressão severa, seguidores de Jesus no país não apenas mantêm sua fé, mas também espalham a palavra. Evangelistas corajosos e dedicados encaram grandes perigos a fim de que pessoas encontrem a Jesus.

“Extremistas hindus odeiam Jesus e aqueles que propagam o evangelho”, disse Sachin Pal*, evangelista indiano que sabe muito bem sobre o assunto. Extremistas o emboscaram em uma manhã enquanto pregava em uma igreja. Ele foi espancado até cair desacordado, então jogaram água no rosto dele para fazê-lo recobrar a consciência e continuar a espancá-lo com bastões de metal. Um dos agressores estava prestes a acertá-lo com um machado quando a polícia chegou. Em vez de ajudá-lo, a polícia o acusou de conversão forçada e o levou à delegacia. “Por causa das suas lesões, não vamos espancá-lo também, mas você será punido”, disseram. Sachin passou três semanas na prisão sem acusações.

Pastores e evangelistas como Sachin vivem perigosamente na Índia. Frequentemente, eles são alvos de ataques de extremistas hindus, não apenas para tentar impedir a propagação do evangelho, mas também para intimidar a comunidade. Extremistas não atacam apenas pastores, mas também suas famílias. Eles usam de violência sexual contra esposas e filhas para impor um estigma de vergonha na família e punir o pastor por seu ministério.

Além disso, leis anticonversão atrapalham muito o ministério, mesmo assim, pastores e suas famílias estão dispostos a enfrentar grandes riscos para que outros ouçam as boas-novas de Jesus.

Levando boas-novas aos pobres

Outro evangelista que conhecemos é Kabir Rao*. Cerca de um ano após decidir viver com Jesus, Deus colocou Isaías 61.1-2 em seu coração. Como está escrito na passagem, Kabir entendeu que sua missão era “levar boas-novas aos pobres, para consolar os de coração quebrantado, proclamar libertação aos cativos, […] confortar todos os que choram”. Ele obedeceu e começou a evangelizar nos vilarejos ao redor há 13 anos e não tem intenção de parar.

Ele conhece bem as dificuldades do ministério: jornadas longas e árduas até vilarejos remotos ou lugares onde é ameaçado porque as pessoas não querem nada com Jesus. Mas também experimentou momentos de alegria que fazem tudo valer a pena: como quando pessoas aceitam a Jesus como Salvador e o evangelho se espalha. Kabir conta sobre um vilarejo que tinha inicialmente apenas duas cristãs idosas. Por meio do testemunho dele, um rapaz alcóolatra encontrou Jesus e teve sua vida transformada. “Os moradores do vilarejo ficaram maravilhados em ver como Deus mudou aquele homem.” Por conta disso, 25 famílias do vilarejo tornaram-se cristãs.

Avivamento e perseguição

Kabir construiu uma cabana para as reuniões da igreja recém-formada, porém, nacionalistas hindus a destruíram, o que é um problema recorrente. Quando deseja construir locais de reunião para cristãos recém-convertidos, extremistas hindus incitam a população a impedir a construção. 

Sachin também tem dificuldades para encontrar um lugar para encontros de oração. Quando saiu da prisão, a perseguição não acabou. Os agressores extremistas o tornaram novamente um alvo. Eles o seguiam e vigiavam locais onde Sachin se encontrava com outros cristãos. “Eu já mudei o local do encontro de oração 18 vezes. Eles me seguem, interrompem reuniões de oração, me ameaçam e vandalizam os locais”, diz Sachin. Eles ameaçaram usar violência, atirar nele ou matá-lo de outras formas. 

Kabir explica o que está por trás destes ataques. “Extremistas hindus têm medo de que mais pessoas buscarão a Jesus e irão à igreja se houver um local permanente para culto. Dessa perspectiva, as dificuldades que Kabir, Sachin e outros evangelistas experimentam são um sinal positivo. Elas significam que seu ministério está frutificando, o que gera resistência.  

*Nomes alterados por segurança. 

Fonte: Portas Abertas

Quase metade dos migrantes do mundo são cristãos, diz pesquisa

Migrantes (Foto: Canva pro)
Migrantes (Foto: Canva pro)

Novo relatório da Pew Research Center revela que os cristãos são o maior grupo religioso em movimento, representando aproximadamente 47% do total.

Esse deslocamento tem um impacto significativo na demografia religiosa tanto nos países de origem quanto nos destinos.

A migração de regiões de maioria cristã, como América Latina, Europa e África Subsaariana, contribuiu para essa tendência. Fatores econômicos, instabilidade política e conflitos levaram milhões de cristãos a buscar novas oportunidades e segurança no exterior.

“As pessoas se mudam internacionalmente por muitas razões, como para encontrar empregos, obter educação ou se juntar a familiares. Mas religião e migração estão muitas vezes intimamente conectadas”, diz o estudo.

Destinos

Os cristãos frequentemente se deslocam para países com grandes populações cristãs, e quatro dos dez principais destinos são predominantemente de língua inglesa.

Assim como outros grupos religiosos, eles buscam nações desenvolvidas para encontrar melhores oportunidades econômicas.

Os EUA têm a maior população de migrantes internacionais do mundo, acolhendo aproximadamente 27% (ou 35,4 milhões) dos migrantes cristãos globais.

O número de migrantes cristãos mais que dobrou no país, passando de 16,9 milhões em 1990 para 35,4 milhões em 2020, em parte devido ao aumento de migrantes do México, Filipinas e Guatemala.

A Alemanha é o segundo destino mais comum para cristãos nascidos no exterior, acolhendo cerca de 6% deles (8,4 milhões).

Semelhante aos EUA, a Alemanha possui uma grande população cristã nativa e uma economia robusta e dinâmica.

A principal origem dos migrantes cristãos na Alemanha é a Polônia, com 1,8 milhão de indivíduos. Além disso, outros migrantes cristãos na Alemanha frequentemente vêm de países europeus vizinhos ou do Cazaquistão.

Na Espanha, a população migrante cristã saltou de menos de 500.000 para quase 4,2 milhões nesse período (aumento de 865%).

Em 2020, a Rússia era o terceiro destino mais popular para migrantes cristãos, abrigando 7,2 milhões deles. Os migrantes cristãos que vão para a Rússia frequentemente vêm de países vizinhos, como Ucrânia, Cazaquistão e Uzbequistão.

Historicamente, a Rússia teve uma situação econômica mais favorável do que muitas nações vizinhas, atraindo migrantes dessas regiões mesmo antes da dissolução da União Soviética em 1991.

Origens

Com algumas exceções, os migrantes cristãos tendem a vir de países com maiorias cristãs e economias mais fracas que seus vizinhos.

O México é o país de origem mais comum para migrantes cristãos, com 11,3 milhões de pessoas, o que representa 9% dos migrantes cristãos do mundo.

A maioria desses migrantes se mudou para os EUA buscando melhores oportunidades de emprego, maior segurança ou para se reunir com familiares que migraram anteriormente.

A Rússia é o segundo país de nascimento mais comum para migrantes cristãos, com 7,8 milhões de pessoas. Os cristãos russos frequentemente se mudam para países vizinhos, como Ucrânia, Cazaquistão e Alemanha, buscando oportunidades de trabalho ou para se reunir com familiares.

As Filipinas são o terceiro país de origem mais comum para migrantes cristãos, com 5,2 milhões de pessoas. Os filipinos frequentemente deixam o país em busca de oportunidades econômicas ou devido à instabilidade política.

Talvez surpreendentemente, a Índia também é uma fonte significativa de migrantes cristãos, com mais de 3 milhões de pessoas originárias de lá.

Embora os cristãos constituam uma minoria na Índia, o vasto tamanho da população do país resulta em dezenas de milhões de cristãos nascidos na Índia.

Outras religiões

Os muçulmanos são o segundo maior grupo religioso entre os migrantes globais, representando 29% do total.

A migração de muçulmanos, especialmente proveniente de regiões afetadas por conflitos, como o Oriente Médio, é predominantemente impulsionada pela busca de estabilidade e melhores oportunidades econômicas.

Embora os judeus representem um grupo menor em termos absolutos, eles apresentam a maior taxa de migração, com aproximadamente 20% da população judaica global residindo fora de seu país de nascimento.

“Muitos migrantes se mudaram para escapar da perseguição religiosa ou para viver entre pessoas que têm crenças religiosas semelhantes. Frequentemente, as pessoas se mudam e levam sua religião com elas, contribuindo para mudanças graduais na composição religiosa de seu novo país”, disse o estudo.

“Às vezes, porém, os migrantes abandonam a religião com a qual cresceram e adotam a religião majoritária do novo país anfitrião, alguma outra religião ou nenhuma religião”, acrescentou.

Essa migração é influenciada por uma combinação de fatores históricos e desafios contemporâneos enfrentados por comunidades judaicas em determinadas regiões.

O estudo também aponta que a migração contribuiu para a diversificação religiosa em muitos países de destino, frequentemente introduzindo novas comunidades religiosas em áreas que anteriormente apresentavam uma diversidade religiosa limitada.

Fonte: Guia-me com informações de Pew Research Center

Espanha, menos católica e mais ateísta, agnóstica e indiferente, revela pesquisa

Crucifixo com a bandeira da Espanha (Foto: Domínio Público)
Crucifixo com a bandeira da Espanha (Foto: Domínio Público)

A afiliação católica na Espanha continua em declínio ano após ano, de acordo com dados coletados nas pesquisas mensais realizadas pelo Centro de Pesquisas Sociológicas (CIS) oficial.

Nos últimos cinco anos, a porcentagem de pessoas que se identificam como católicas (praticantes e não praticantes) caiu mais de 12 pontos percentuais.

Enquanto cada vez menos pessoas se identificam com a fé católica romana, aqueles que se identificam como ateus, agnósticos ou indiferentes à religião aumentaram em quase 14 pontos percentuais no mesmo período.

De acordo com esse centro de pesquisa oficial, os católicos praticantes são 17,8%, os católicos não praticantes são 36,6%, enquanto os adeptos de outra religião representam 3,2% da população.

Aumento dos indiferentes e dos não crentes

Em 2020, o CIS acrescentou a categoria “indiferente, não crente”, diferenciando-a de “agnóstico (não nega a existência de Deus, mas também não a descarta)” e “ateu (nega a existência de Deus)”.

Assim, em julho de 2024, 12,7% se identificam como “indiferentes, não crentes”, 16,1% como “ateus” e 12,1% como “agnósticos”. Juntos, os três grupos representam mais de 40% da população espanhola.

Evangélicos, entre 1% e 2%?

Quanto às minorias religiosas, o CIS não pergunta especificamente sobre nenhuma outra religião além do catolicismo em seus barômetros mensais.

Isso dificulta a identificação da religião de 3,2% da população, o número mais alto no período de cinco anos.

Os dados oficiais mais recentes sobre crenças religiosas, coletados pelo Observatório do Pluralismo Religioso na Espanha (outra entidade estatal), apresentaram números mais altos para as minorias religiosas. O estudo mais recente é de 2018. Então, 2% dos protestantes, 1,5% dos muçulmanos e 1,1% dos cristãos ortodoxos foram identificados.

A participação em liturgias religiosas também caiu significativamente, pois um relatório recente da PR Agency concluiu que 80,4% das pessoas na Espanha não praticam nenhuma religião.

Folha Gospel com informações de Evangelical Focus

Cristã permanece comprometida com a fé, apesar dos riscos no Afeganistão

Cristãos no Afeganistão
Cristãos no Afeganistão

Dina (pseudônimo) é uma cristã que vive no Afeganistão. Junto com seus dois irmãos, ela foi levada para o que chama de “família iluminada”. Ela teve uma infância feliz, mas enquanto ainda era pequena, o pai foi morto em uma das guerras civis do Afeganistão, e a mãe precisou sustentar a família. Embora não ganhasse muito, ser professora permitiu que a mãe de Dina comprasse uma pequena casa, fazendo com que tivessem o suficiente para sobreviver. Dina contribuía com a renda da casa vendendo comida perto de uma escola toda manhã.

Quando completou 18 anos, se casou. Foi por meio do marido que ela passou a seguir a Jesus. O que a convenceu a fazer isso não foi apenas o que leu na Bíblia, mas também o comportamento do marido. “O casamento trouxe alegria e desafios quando meu marido, um carpinteiro, compartilhou a história de Jesus comigo. Inicialmente, eu estava resistente, mas testemunhar a transformação dele e os ensinamentos sobre um viajante gentil abriu gradualmente meu coração ao cristianismo”, compartilha.

O casal cresceu em fé e compartilhou a esperança encontrada na Bíblia com outros. Esse é um ato perigoso no Afeganistão, afinal, ser descoberto como cristão, ainda mais ao compartilhar a fé, pode torná-lo um alvo do Talibã e do entranhado sistema de clãs, que vê a conversão religiosa como uma traição a família, tribo e nação.

“Como cristãos, fizemos discípulos e impactamos positivamente nossa comunidade”, explica Dina. Mas a fé da cristã passou por um teste difícil no dia em que seu marido e um amigo desapareceram e nunca mais voltaram. Após passar por isso, Dina vê como as raízes que se aprofundaram enquanto ela e o marido cresciam na fé frutificaram nesse tempo. Ela buscou forças em Jesus para não se desencorajar. “Os ensinamentos da Bíblia me trouxeram consolo, enfatizando a alegria de viver em Cristo. Apesar dos potenciais riscos, permaneço comprometida com minha fé, esperando pelo dia em que as boas-novas da palavra de Deus alcançarão cada canto do Afeganistão”, explica.

Bíblias para cristãos secretos afegãos

A Portas Abertas ajuda cristãos secretos ao redor do mundo a entender a esperança e as promessas da palavra de Deus. Uma doação garante Bíblias para cristãos afegãos, para que conheçam mais a Deus e tenham a fé fortalecida por meio das Escrituras.

Fonte: Portas Abertas

Autor ensina 4 passos para conquistar organização financeira à luz da Bíblia

Moedas e cédula de Real (Foto: Canva pro)
Moedas e cédula de Real (Foto: Canva pro)

A cada dez brasileiros, oito estão endividados. A pesquisa do Instituto Locomotiva e MFM Tecnologia é uma das muitas que apontam a realidade enfrentada pelas famílias com escassez de dinheiro no Brasil. Segundo o administrador de empresas Tiago Tozzi Nunes, o descontrole financeiro é um dos principais fatores que levam as pessoas ao endividamento, e isto pode estar relacionado, também, à instabilidade emocional.

“Crenças limitantes de incapacidade, por exemplo, podem ocasionar a busca do preenchimento de um vazio interno, levando a pessoa a gastar sem controle com supérfluos”, diz o autor do livro Educação Financeira E Reflexões Sobre A Verdadeira Riqueza. Ele explica que esta questão, muitas vezes, pode ser resolvida com apoio espiritual e gerenciamento mais consciente das finanças.

E, para quem não sabe por onde começar ou não tem conhecimento prévio de organização, o profissional deixa quatro orientações para aplicar no dia a dia.

  1. Reconheça e controle o descontrole: Faça um levantamento das despesas e receitas. Identifique onde estão aqueles gastos desnecessários no mercado, com roupas, ou assinaturas de serviços e produtos – evite compras impulsivas. Mas lembre-se: o descontrole é algo interno, já que o dinheiro potencializa a satisfação de vontades. Por isso, a principal transformação precisa ser interior; aprenda a não viver de comparações; agradeça o que já tem e foque no que deseja conquistar.
  2. Avalie necessidades: Agora que você deu um basta no descontrole, faça uma nova análise nas contas e gastos. Priorize necessidades básicas e planeje como atingi-las de forma econômica. Optar por um produto de outra marca e fazer pesquisas de preço são sempre indicados. Há também as necessidades que o dinheiro não preenche, e é preciso ficar atento a elas. Busque alimentar sua alma com notícias boas, momentos em família ou amigos, ações que tragam bem-estar; e reserve também um tempo para praticar a sua fé.
  3. Equilibre suas contas pessoais: Liste a sua receita mensal e, deste total, priorize as despesas fixas, como moradia, alimentação e transporte. Crie o hábito de reservar uma quantia mensal para a poupança – ou outro investimento para planos futuros e objetivos maiores. E não precisa ser muito dinheiro, só sabe poupar no muito quem aprendeu a poupar no pouco.

Já para despesas variáveis, a dívida é o saldo restante em partes iguais para cada semana do mês. Exemplo: se você tem R$ 1 mil disponível, pode gastar R$ 250 por semana. Considere também fazer uma projeção anual das finanças, incluindo despesas como IPVA e IPTU. Esta é uma maneira de se preparar para os meses com gastos adicionais. Quanto a rendas extras, como o 13º salário ou “frilas”, transforme-as em poupança ou investimento para o futuro.

  1. Enxergue a verdadeira prosperidade: Independentemente de crenças, é importante refletir que a verdadeira riqueza vai além dos bens materiais. Envolve ter saúde, paz, vida familiar harmoniosa e alegrias; tudo isso sustentado por uma crença viva em Jesus. Por isso, inclua a sua fé nas finanças – ao ajudar o próximo, alguma instituição ou a igreja que congrega. Confie em Deus durante todo este processo, pois Ele proverá e guiará suas ações; leia mais a Bíblia, aprenda com os seus ensinamentos e siga de acordo com os princípios divinos.

E será que, se ouvires a voz do Senhor teu Deus, tendo cuidado de guardar todos os seus mandamentos que eu hoje te ordeno, o Senhor teu Deus te exaltará sobre todas as nações da terra. – Deuteronômio 28:1

Por fim, Tiago explica que ser próspero significa seguir dois grandes princípios: união, ao contar com a família para viver uma vida mais completa e com apoio de quem se ama; e honestidade, porque dever a alguém pode prejudicar quem não recebeu o pagamento. Agir corretamente só trará bons frutos para você, então reorganize a sua vida em todos os sentidos.

Sobre o autor: Tiago Tozzi Nunes é natural de São José do Rio Preto (SP) e formado em Administração de Empresas. A partir da experiência profissional e pessoal na área de finanças, ensina como aplicar a gestão financeira com ações simples no dia a dia pautadas principalmente pela organização.

O livro pode ser encontrado na Amazon, também na versão em inglês.

Fonte: Guia-me

“Preguem com ousadia”, diz pastor ao celebrar vitória da Assembleia de Deus na Justiça

O pastor David Eldridge pregando no congresso da AD, em 2023 - Foto: Reprodução
O pastor David Eldridge pregando no congresso da AD, em 2023 - Foto: Reprodução

O pastor David Eldridge, em 2023, teve um sermão censurado em rede social após ação movida pela comunidade LGBTQIA+. Na época, ele condenou a homossexualidade à luz da Bíblia durante congresso da União das Mocidades das Assembleias de Deus em Brasília (UMADEB). No entanto, esta semana, a Justiça decidiu por liberar a pregação na internet.

Em rede social, ele impulsionou os pastores do Brasil: “Este é o momento de se manter firme na Palavra de Deus e pregar com ousadia! Não deixem essa oportunidade escapar. Foquem em alimentar as ovelhas, e não seus próprios interesses!”

Na mesma postagem, Eldridge deixou uma mensagem de encorajamento para a Igreja brasileira: “Vocês são um exército poderoso usado por Deus para este tempo. Que o fogo do avivamento continue a se espalhar por toda a nação!” Assim, David chamou atenção para a mensagem de Mateus 16.18: “Lembrem-se das palavras de Jesus: ‘Sobre esta pedra edificarei a minha igreja; e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.’”

Para os líderes políticos do Brasil, David afirmou: “Respeito o sistema de justiça de vocês e nunca busquei causar mal ao país. Deus me enviou ao Brasil para ser um pregador, não um político.”

Finalmente, dirigindo-se à comunidade LGBT, o pastor fez um apelo ao arrependimento: “Jesus é o Salvador de todos e Ele os chama hoje para a luz. Acredito que muitos de vocês aceitarão Jesus como Salvador e serão libertos das trevas que estão destruindo suas vidas. Voltem-se para Jesus e vivam!”

Além disso, o pastor agradeceu ao Senhor pela vitória na Justiça. “Esta semana, o Reino de Deus prevaleceu sobre aqueles que tentaram barrar o avanço do Evangelho”. Ele compartilhou ainda que percebeu a intervenção divina durante o processo judicial. “Nos últimos 18 meses, tenho visto a ação de Deus. Não há palavras suficientes para expressar minha gratidão ao Deus das Escrituras por sua misericórdia. Sua mão também tem sustentado e fortalecido a Assembleia de Deus em Brasília e a UMADEB para enfrentar um momento como este.”

O pastor também demonstrou gratidão pelo suporte recebido da igreja e das organizações jurídicas. “Agradeço à minha equipe legal em Brasília e à Christian Law Association, nos EUA. Sou eternamente grato à AD e à sua liderança pelo apoio constante”, disse ele, antes de agradecer o juiz pela decisão em favor da liberdade bíblica e religiosa.

Fonte: Comunhão

Fernanda Brum processa prefeitura após ser acusada de cancelar show nunca contratado

Cantora gospel Fernanda Brum (Foto: Reprodução)
Cantora gospel Fernanda Brum (Foto: Reprodução)

A cantora gospel Fernanda Brum entrou com uma ação judicial contra a Prefeitura Municipal de São Mateus do Maranhão, exigindo uma indenização de R$ 100 mil por danos morais. A ação foi motivada por uma série de eventos ocorridos em dezembro de 2021, quando a prefeitura divulgou que a artista participaria de um evento na cidade, sem que houvesse qualquer contrato firmado para tal apresentação.

De acordo com a cantora, a situação se agravou quando a prefeitura anunciou publicamente o cancelamento do suposto show, alegando que Fernanda Brum teria sofrido um assalto, o que a impediu de cumprir a agenda. A artista afirma que nunca houve um acordo para o evento e que as informações divulgadas prejudicaram seriamente sua imagem.

Sentindo-se lesada, Fernanda Brum buscou reparação na justiça, alegando que as falsas declarações abalaram sua reputação e mancharam seu nome. Em junho deste ano, a justiça decidiu a favor da cantora, que agora exige, além da indenização, uma retratação pública por parte da prefeitura.

A cantora também solicita que a correção seja divulgada nas mesmas plataformas onde as informações falsas foram veiculadas. Caso a prefeitura não cumpra com a retratação no prazo estipulado, poderá enfrentar uma multa diária de R$ 5 mil.

Texto original publicado em Fuxico Gospel

Daniel Ortega fecha 1.500 ONGs com apreensão dos bens, na Nicarágua

Daniel Ortega na frente da bandeira da Nicarágua (Foto/Montagem: Canva Pro e Folha Gospel)
Daniel Ortega na frente da bandeira da Nicarágua (Foto/Montagem: Canva Pro e Folha Gospel)

O governo de Daniel Ortega, na Nicarágua, anunciou o fechamento de cerca de 1.500 organizações não governamentais (ONGs), nesta segunda-feira (19), sendo a maioria com vínculos religiosos. A decisão foi publicada no diário oficial e justificada pela falta de prestação de contas financeiras das ONGs, que variam de um a 35 anos.

Todos os bens das organizações serão confiscados pelo Estado. A iniciativa marca um novo episódio na crescente tensão entre o governo e as entidades religiosas no país.

Essa medida ocorre em meio a uma crescente onda de perseguições religiosas que tem causado preocupação na comunidade internacional. Desde dezembro de 2023, pelo menos 13 sacerdotes, incluindo um bispo, foram presos na Nicarágua.

A advogada Martha Molina, especialista em questões da Igreja nicaraguense, relatou que desde 2018, a Igreja Católica no país sofreu 740 ataques, com 176 sacerdotes e religiosos sendo expulsos ou impedidos de retornar. “Podemos considerar este último ano como o mais violento para a Igreja no último quinquênio”.

Desde que Ortega começou a enfrentar intensos protestos populares em 2018, mais de 5 mil organizações foram fechadas. A decisão de segunda-feira também reflete o endurecimento do governo em relação às organizações religiosas, com entidades ligadas principalmente à Igreja Católica denunciando a perseguição a párocos e líderes opositores.

Desde 2018, a relação entre a Igreja Católica e o governo de Ortega tem se deteriorado. Naquela época, o presidente acusou os líderes religiosos de apoiar os opositores durante os protestos, que resultaram em mais de 300 mortes, conforme relatado pela ONU.

Além das tensões internas, o governo da Nicarágua enfrenta também conflitos diplomáticos, incluindo a recente expulsão do embaixador brasileiro Breno Souza da Costa. Em retaliação, o governo brasileiro expulsou a chefe da embaixada nicaraguense em Brasília, Fulvia Patricia Castro Matus, exacerbando ainda mais a relação entre os dois países.

Fonte: Comunhão

Vice-presidente da Indonésia rejeita plano para facilitar construção de igrejas

Igreja protestante na Indonésia (Foto: Canva Pro)
Igreja protestante na Indonésia (Foto: Canva Pro)

Surgiu oposição à proposta do Ministério de Assuntos Religiosos da Indonésia de acabar com o papel de um órgão dominado por muçulmanos que tem complicado os esforços de religiões minoritárias para construir locais de culto.

O vice-presidente da Indonésia alertou na semana passada contra o esforço para acabar com o papel do Fórum de Harmonia Inter-religiosa (Forum Kerukunan Umat Beragama, ou FKUB), dominado por muçulmanos. O vice-presidente Ma’ruf Amin, cujo mandato termina em outubro, disse a repórteres em 7 de agosto que o ministro de assuntos religiosos não deveria ter feito a proposta.

“A regra de estabelecer casas de culto é um acordo dos conselhos religiosos”, disse ele.

Ma’ruf Amin disse que o Ministério de Assuntos Religiosos deveria rever a base das recomendações da FKUB para estabelecer locais de culto, dizendo que as autoridades do ministério deveriam ouvir as partes envolvidas na formulação do regulamento.

“Primeiro, dê uma olhada nas razões para o que e por que a regulamentação ocorreu — há razões pelas quais a regulamentação foi feita”, ele disse. “E ouça muitas opiniões daqueles envolvidos naquela época.”

Ma’ruf Amin ajudou a estabelecer o papel do FKUB.

“O acordo foi feito depois de quatro meses e em 11 reuniões”, ele teria dito. “Lembro que fui eu quem deu à luz a ele. A partir dos resultados dessas discussões, um acordo foi feito e então declarado como uma regulamentação conjunta do ministro da religião e do ministro dos assuntos internos.”

O Ministro de Assuntos Religiosos da Indonésia, Yaqut Cholil Qoumashad, anunciou que o governo estava planejando mudar as regulamentações para a construção de locais de culto para facilitar o estabelecimento de grupos religiosos minoritários, de acordo com o detik.com.

Falando no Diálogo Nacional e Reunião Nacional de Trabalho do Movimento Cristão da Grande Indonésia (Gekira), no Hotel Bidakara, em Jacarta, em 3 de agosto, Yaqut disse que, sob os novos regulamentos, apenas recomendações para construção de prédios de culto por filiais locais do Departamento de Assuntos Religiosos seriam consideradas.

“O governo, para mostrar sua presença entre os grupos religiosos minoritários, considera que a recomendação para o estabelecimento de uma casa de culto é suficiente apenas com o ministério da religião, e a partir de agora revoga o papel do FKUB”, disse Yaqut.

Afirmando que levar em consideração as recomendações do FKUB complica os esforços das comunidades religiosas minoritárias para construir locais de culto, Yaqut então prometeu que os regulamentos seriam emitidos em breve.

Há dois requisitos na lei atual que os grupos religiosos devem cumprir, disse ele.

“É claro que isso dificulta para todos vocês, especialmente quando há muitos muçulmanos e a maioria lá”, disse Yaqut. “Ontem, o ministro coordenador de assuntos políticos, legais e de segurança concordou conosco e com o ministro de assuntos internos para que isso se tornasse um regulamento presidencial. Então, em um momento, espero que o estabelecimento dessas casas de culto não seja mais difícil.”

O apelo de última hora do vice-presidente do governo de Joko Widodo, no entanto, preocupou Bonar Tigor Naipospos, vice-presidente da organização de direitos humanos Setara Institute for Democracy and Peace, que disse estar preocupado que a rejeição atrasasse a implementação do novo regulamento.

“O problema é que a declaração de Ma’ruf Amin pode representar um grande poder por trás dele — o poder dos islâmicos que nem sempre estão alinhados com os indonésios moderados”, disse Bonar ao Morning Star News.

Ma’ruf Amin é o líder do Majelis Ulama Indonesia (Conselho Ulema Indonésio, ou MUI), o principal órgão acadêmico islâmico do país, que tende a ser conservador.

Ma’ruf foi uma figura-chave em várias fatwas emitidas pelo MUI que promovem a intolerância e alimentam violações dos direitos constitucionais de minorias por grupos de vigilantes, disse Bonar. Essas fatwas incluem decisões contra o secularismo, o pluralismo e o liberalismo religioso em 2005, a heresia de Ahmadiyah em 2008 e a blasfêmia contra o Alcorão e os clérigos no discurso de Basuki Tjahaja Purnama (Ahok) em 2016.

Bonar disse que muitas das opiniões de Ma’ruf Amin e do MUI impedem o avanço e o cumprimento dos direitos constitucionais de grupos minoritários.

Apoio cristão

Duas importantes organizações indonésias que abrigam centenas de denominações cristãs responderam positivamente às novas regulamentações.

O chefe da Comunhão das Igrejas da Indonésia (Persatuan Gereja Indonesia, ou PGI), pastor Gomar Gultom, disse que a política proposta está alinhada com a proposta de longa data que a PGI apresentou ao presidente Widodo, ao ministro de Assuntos Religiosos Yaqut e ao ministro de Assuntos Internos Tito Karnavian.

“É extremamente absurdo que a autoridade do estado para conceder ou não uma licença para estabelecer uma casa de culto possa ser cancelada por recomendação da FKUB, embora não seja um aparato estatal”, disse Gomar ao CNNIndonesia.com em 4 de agosto.

Ele acrescentou, no entanto, que duvidava que a mudança tornasse mais fácil estabelecer locais de culto.

“Mas, de qualquer forma, a nova regulamentação é um esforço para cumprir o mandato do Artigo 29 da Constituição de 1945”, disse ele.

O presidente do Instituto Setara concordou.

“Vejo a medida como compatível com o sistema de diversidade da Indonésia, que consiste em várias identidades e crenças religiosas”, disse Hendardi, que atende por um único nome, na última terça-feira.

Setara há muito tempo pressiona o governo a simplificar o processo de estabelecimento de locais de culto e a tomar medidas progressivas para eliminar disposições discriminatórias no decreto conjunto que causaram dificuldades para religiões minoritárias obterem licenças de construção, de acordo com Hendardi.

A Conferência Episcopal da Indonésia (Konperensi Wali Gereja Indonesia, ou KWI) declarou que aprecia o plano, dizendo que ele simplificaria a burocracia. A KWI também pediu ao Ministério de Assuntos Religiosos para revisar outros requisitos para a construção de casas de culto, além de revogar a recomendação da FKUB.

A Indonésia ficou em 42º lugar na Lista Mundial da Perseguição, que mostra os 50 países onde é mais difícil ser cristão, da organização de apoio cristão Portas Abertas 2024. A sociedade indonésia adotou um caráter islâmico mais conservador, e as igrejas envolvidas em evangelismo correm o risco de serem alvos de grupos extremistas islâmicos, de acordo com o relatório da WWL

Folha Gospel com texto original publicado por Morning Star News

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