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Evangelismo feito por jovens alcança milhares de pessoas em Praga

Orações nas ruas de Praga. / Foto: T. Bozovsky
Orações nas ruas de Praga. / Foto: T. Bozovsky

Jovens estão testemunhando o impacto do Evangelho em Praga, após uma campanha evangelística com parceria de igrejas evangélicas na capital da República Tcheca.

A missão de verão, que ocorreu de 25 de julho a 4 de agosto, foi iniciada por um ministério norueguês chamado “Jesus Revolution” e pela congregação pentecostal AC Heart Prague.

Cerca de 270 jovens de 30 países diferentes vieram à cidade para uma capacitação evangelística que terminou com evangelismos de rua.

Na ocasião, os jovens fizeram uma apresentação de hip-hop, cujo trecho da letra dizia: “A revolução de Jesus vai virar a cidade de cabeça para baixo”. Além disso, eles contavam testemunhos, pregavam o Evangelho e oravam pelas pessoas duas ou três vezes por noite.

A princípio, as pessoas mantiveram distância. Porém, tempo depois, muitos pararam e ouviram a Palavra.

No dia 5 de agosto, a equipe testemunhou no Instagram: “Ainda não consigo acreditar no que acabou de acontecer em Praga. Os últimos relatórios acabaram de chegar, e acontece que pregamos o Evangelho a mais de 5000 pessoas numa das praças mais icônicas do mundo. Com apenas 0,7% de cristãos evangélicos checos, isto é verdadeiramente um avanço”.

“Foi um cumprimento de palavras proféticas proferidas anos atrás. Duzentos e setenta jovens incendiados encheram as ruas e conseguiram levar 389 pessoas até Jesus”, acrescentaram.

Um dia antes, eles relataram: “Nestes últimos meses, com as nossas equipes, conseguimos ir a 103 cidades em 18 países, alcançando 33.993 pessoas com o Evangelho e vimos 2860 aceitarem Jesus. Servir ao Senhor é uma alegria e um privilégio”.

Jesus Revolution

A organização foi iniciada em 1997 por Stephan e Anne Christiansen com o objetivo de compartilhar o Evangelho para os jovens da Europa e do mundo. Desde então, eles organizaram eventos evangelísticos em mais de 900 cidades em 35 nações.

Ao longo de 20 anos de ministério na Europa, a Jesus Revolution viu milhares de jovens receberem Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador.

“Deus nos chamou para doar e transferir ferramentas para igrejas em todo o mundo, a fim de enviar os crentes para alcançar os perdidos. Ansiamos ver jovens recebendo o amor, a presença de Deus, a salvação e a cura”, informou a missão.

E continuou: “Acreditamos que uma geração está se levantando com uma ousadia e fé diferentes. Acreditamos que a colheita é abundante, e que os trabalhadores precisam ser treinados e enviados para entrar nessa colheita”.

“Nos últimos anos, houve milhares de testemunhos de jovens que encontraram o amor de Cristo e buscaram a salvação nas ruas de cidades europeias. Centenas foram curadas pelo poder de Deus”, concluíram.

Fonte: Guia-me com informações de Evangelical Focus

Cuidados com o uso de imagens gravadas em cultos e eventos

Culto evangélico (Imagem: Canva Pro)
Culto evangélico (Imagem: Canva Pro)

A internet tem se tornado um vasto campo missionário, possibilitando que muitas pessoas sejam alcançadas e edificadas pelo poder de Deus através da pregação das Escrituras. Em vista disso, as igrejas têm adotado a tecnologia para transmitir cultos, atividades e programações.

Contudo, esses conteúdos frequentemente incluem fotos e vídeos que expõem a imagem de diversas pessoas. É essencial, portanto, observar a legislação brasileira para evitar processos por uso indevido de imagem.

O direito à imagem é um direito da personalidade, que engloba a proteção de aspectos fundamentais da identidade de uma pessoa, como o corpo, a imagem e o nome. Esse direito está garantido no artigo 5º, inciso 10, da Constituição Federal de 1988, que afirma: “São invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação,” conforme explica o advogado Matheus Carvalho, diretor-executivo da Anajure (Associação Nacional de Juristas Evangélicos).

Carvalho também cita o artigo 20 do Código Civil Brasileiro, que estabelece: “Salvo se autorizadas, ou se necessárias à administração da Justiça ou à manutenção da ordem pública, a divulgação de escritos, a transmissão da palavra, ou a publicação, a exposição ou a utilização da imagem de uma pessoa poderão ser proibidas, a seu requerimento e sem prejuízo da indenização que couber, se lhe atingirem a honra, a boa fama ou a respeitabilidade, ou se destinarem a fins comerciais.”

Portanto, a legislação garante que a imagem de uma pessoa não pode ser utilizada, divulgada ou explorada sem seu consentimento, exceto em situações específicas previstas por lei, como em casos de interesse público. “Fotografar ou filmar pessoas na igreja e postar essas imagens em redes sociais ou outras mídias sem consentimento pode resultar em ações judiciais, embora isso não seja comum”, ressalta Carvalho. A divulgação não autorizada pode ser considerada uma violação do direito de imagem, levando a possíveis indenizações por danos materiais ou morais, devido ao constrangimento, violação da privacidade ou prejuízo à honra da pessoa.

Caso uma igreja ou outra entidade utilize indevidamente a imagem de alguém, Matheus Carvalho destaca que pode ser condenada a indenizar por danos morais, conforme o impacto da violação sobre a pessoa; a indenizar por danos materiais, se o uso da imagem causou prejuízos financeiros; e/ou a se retratar publicamente e remover o conteúdo. Para reduzir riscos e proteger tanto a organização quanto seus membros ou visitantes, o advogado faz algumas recomendações:

1. Obter consentimento expresso: Antes de fotografar ou filmar alguém, obtenha o consentimento das pessoas envolvidas, preferencialmente por escrito. Isso pode ser feito através de autorizações assinadas ou termos de consentimento (como o Termo de Autorização de Uso de Imagem). Embora essa abordagem seja útil para obreiros e voluntários, pode ser inviável em cultos com grandes públicos.

2. Informar claramente: Em eventos com muitos participantes, comunique de forma clara que o evento será filmado ou fotografado e explique como as imagens serão utilizadas. Cartazes informativos na entrada e no interior do templo, além de avisos no telão, são boas práticas para garantir que a permanência no espaço de culto implique em um consentimento tácito.

3. Respeitar a vontade das pessoas: Mesmo com avisos gerais, se alguém expressar que não deseja ser filmado ou fotografado, essa solicitação deve ser respeitada. Informe a equipe de mídia para evitar a captura e divulgação de sua imagem e edite essas partes em eventuais gravações.

4. Atenção a menores de idade: A captura de imagens de crianças e adolescentes requer a autorização prévia dos pais ou responsáveis legais. Recomenda-se evitar a captura intencional de menores no espaço de culto.

5. Revisar o conteúdo antes de publicar: Avalie se a divulgação do conteúdo, seja em transmissão ao vivo ou gravada, pode expor alguém a situações embaraçosas ou prejudiciais. Decisões judiciais recentes têm condenado igrejas ao pagamento de indenizações por danos morais devido à gravação e divulgação de vídeos de cultos que envolvem momentos íntimos ou constrangedores, como libertação ou a leitura pública de pecados para aplicação de disciplina eclesiástica.

Fonte: Comunhão

Nicarágua bane centenas de ONGs e obriga Igreja a pagar impostos

Bandeira da Nicarágua ao lado da Catedral Velha em Managuá, capital do país. (Foto: canva)
Bandeira da Nicarágua ao lado da Catedral Velha em Managuá, capital do país. (Foto: canva)

A Nicarágua ordenou nesta quinta-feira (22/08) que igrejas e entidades religiosas paguem imposto de renda e forçou o fechamento de mais de 150 organizações não governamentais, em uma nova ação contra opositores do regime de Daniel Ortega.

A resolução revoga a “Lei de Regulação Tributária” que isentava as igrejas do pagamento das taxas. Agora, qualquer entidade religiosa fica sujeita a pagar ao governo 30% de sua renda anual.

O governo também fechou 151 ONGs, a maioria delas comerciais. Entre elas estão a Câmara Espanhola de Comércio, a Câmara Americana de Comércio da Nicarágua (Amcham), a Federação das Câmaras Europeias de Comércio e Indústria da Nicarágua e a Associação Civil da Câmara Alemã de Indústria e Comércio da Nicarágua.

O governo acusa as ONGs de não cumprirem as leis que as regulamentam, pois não informaram, por períodos de 1 a 35 anos, seus demonstrativos financeiros. Deputados governistas alegam que as associações usaram recursos de doações para tentar derrubar Ortega nas manifestações contra o regime, em 2018.

Na segunda-feira, o governo já tinha banido do país, em um único ato, outras 1.500 ONGs, incluindo 700 organizações de caráter religioso, além de associações educacionais e sociais. Dessa vez, os bens dos órgãos também foram confiscados pelo Estado.

A ofensiva jurídica contra as ONGs é similar à estratégia encampada pelo presidente venezuelano Nicolás Maduro.

As medidas foram tomadas depois de a Assembleia Nacional do país reformar leis que alteram o funcionamento das ONGs, que agora terão de formar “alianças” com instituições estatais para implementar seus projetos.

Repercussão internacional

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) condenou a decisão nesta quinta-feira (22/08). “Esta ação intensifica a repressão na Nicarágua, demonstrando o ataque contínuo contra o pluralismo e o fechamento deliberado do espaço cívico e democrático no país”, denunciou a CIDH em nota.

“A decisão das autoridades nicaraguenses de proibir mais 1.500 organizações da sociedade civil, cerca de metade delas associações religiosas, é profundamente alarmante, ainda mais em um país que viu o espaço cívico ser erodido nos últimos anos”, concordou a porta-voz do escritório de direitos humanos da ONU, Elizabeth Throssell, em um comunicado.

Ofensiva contra igrejas

O governo já prendeu centenas de opositores desde os protestos contra o regime de Ortega em 2018 que, segundo as Nações Unidas, deixou mais de 300 pessoas mortas. A nova ofensiva aumenta para 5.200 o número de organizações civis dissolvidas no país em seis anos.

Desde 2022, Ortega intensificou uma ofensiva contra as igrejas católica e evangélica no país, confiscando propriedades e prendendo padres e bispos que denunciaram a guinada autoritária do regime.

No começo de agosto deste ano, ogoverno Lula expulsou a embaixadora da Nicarágua no Brasil, Fulvia Patricia Castro Matus. A decisão veio como resposta à expulsão, um dia antes, do embaixador brasileiro na Nicarágua, Breno de Souza da Costa.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantinha proximidade com Ortega desde 1980, mas a relação passou a ficar estremecida desde o ano passado.

Ortega tornou-se líder da Nicarágua como chefe de uma junta, em 1979, depois de lutar no movimento sandinista que derrubou a ditadura da família Somoza, apoiada pelos EUA. Mais tarde, foi eleito presidente do país, em 1985. Derrotado nas eleições de 1990, ele retornou ao poder em 2007 e, desde então, anulou os limites do mandato presidencial e assumiu o controle de todos os ramos do Estado.

Fonte: MSN

Atriz Heloísa Périssé diz que não tem mais religião

Heloísa Pérrissé, atriz da Rede Globo
Heloísa Pérrissé, atriz da Rede Globo

A atriz Heloísa Périssé, conhecida por seus papéis cômicos na televisão e no teatro, passou por uma profunda transformação pessoal após enfrentar um câncer nas glândulas salivares, diagnosticado em 2019. Durante uma recente entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil, exibido em 21 de agosto de 2024, Heloísa revelou que essa experiência a levou a ressignificar sua vida, incluindo sua relação com a religião.

Heloísa, que anteriormente se identificava como evangélica, declarou que não se considera mais ligada a uma religião específica. “Eu sempre fui uma pessoa muito religiosa, tenho uma igreja lá em casa. Mas não sou religiosa pelo lado do dogma, sou pelo lado do religar. Hoje, aos 58 anos de idade, eu não tenho mais religião. Eu tenho fé”, afirmou a atriz, destacando que a fé, e não uma religião organizada, é agora o centro de sua espiritualidade.

A atriz compartilhou ainda que, durante o tratamento do câncer, vivenciou momentos de profunda reflexão e de confronto com a própria mortalidade. Essa jornada a levou a reavaliar suas crenças e a desenvolver uma visão mais pessoal e madura sobre a fé, enfatizando que “a fé realmente move montanhas, seja física ou espiritual”.

Essa mudança de perspectiva reflete não apenas a superação do câncer, mas também um processo de amadurecimento espiritual que, segundo Heloísa, a colocou em um “lugar muito especial” na vida. A transição da religião institucional para uma espiritualidade baseada na fé pessoal marca um novo capítulo na vida da atriz, que continua a ser uma figura inspiradora para muitos, tanto por sua carreira artística quanto pela sua resiliência em momentos difíceis.

Fonte: Fuxico Gospel

Proibição da Ucrânia contra grupos religiosos ligados à Rússia levanta preocupações sobre liberdade religiosa

Bandeira da Ucrânia (Foto: Canva)
Bandeira da Ucrânia (Foto: Canva)

Na terça-feira, o Parlamento ucraniano aprovou um projeto de lei muito aguardado que proíbe as atividades de igrejas consideradas afiliadas à Igreja Ortodoxa Russa ou que apoiem a invasão russa.

A legislação, que deve ser sancionada em breve pelo presidente Volodymyr Zelenskyy, proíbe explicitamente instituições religiosas subordinadas a líderes baseados na Rússia e é vista até mesmo por alguns apoiadores da Ucrânia como um exagero em nome da segurança nacional, uma violação da liberdade religiosa e um risco potencial à continuação da ajuda militar estrangeira.

O alvo claro da lei é a Igreja Ortodoxa Ucraniana (UOC, sigla em inglês) com seus laços históricos com Moscou. A igreja se declarou independente do Patriarcado de Moscou três meses após a invasão russa em larga escala em 2022, mas muitos ainda suspeitam que pelo menos parte da liderança da igreja tenha lealdade à Rússia.

“O governo de Kiev quer ver os canais de influência russa na sociedade ucraniana totalmente minimizados”, disse Andreja Bogdanovski, autora, acadêmica e analista do cristianismo ortodoxo.

Antes da votação, Zelenskyy disse que a lei “garantiria que não haveria manipulação da Igreja Ucraniana por parte de Moscou”.

“Este projeto de lei deve funcionar e deve acrescentar à Ucrânia a unidade da catedral, nossa verdadeira unidade espiritual”, acrescentou.

Historicamente, a Igreja Ortodoxa Ucraniana (UOC, sigla em inglês) tem sido o maior grupo religioso na Ucrânia, mas os cristãos ortodoxos do país se viram divididos em 2019, quando um novo corpo religioso, a Igreja Ortodoxa da Ucrânia (OCU, sigla em inglês), foi reconhecido como canônico e totalmente independente de Moscou sob a bênção do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla.

A OCU, que agora representa a maioria dos cristãos ortodoxos na Ucrânia, foi formada em parte por paróquias que resistiram ao controle russo durante os movimentos de independência da Ucrânia no início e no final do século XX. Na esteira da anexação da Crimeia pela Rússia em 2014 e do apoio às milícias separatistas na região de Donbas, a OCU foi reforçada por clérigos ucranianos que sentiam que os cristãos ortodoxos ucranianos precisavam de um corpo religioso divorciado do Patriarca Kirill de Moscou, que há muito tempo é um aliado próximo do presidente russo Vladimir Putin e justificou a agressão da Rússia em termos espirituais.

A lei, uma vez assinada, equiparia o governo ucraniano para criar uma comissão para investigar instituições religiosas em todo o país. A comissão teria então nove meses para fornecer uma lista daqueles considerados subordinados às instituições russas.

A maior organização de entidades religiosas da Ucrânia, o Conselho Ucraniano de Igrejas e Organizações Religiosas, que representa grupos cristãos, judeus e muçulmanos, endossou o projeto de lei em uma declaração de 17 de agosto , elogiando o esforço “para tornar impossível que tais organizações operem em nosso país”.

Aqueles que cortarem seus laços com a Rússia durante esse período poderão continuar a funcionar. O que constitui um laço e um nível apropriado de separação ainda não foi especificado. Esses detalhes são o que em parte atrasou a aprovação da legislação por mais de um ano e meio depois que Zelenskyy endossou seu rascunho pela primeira vez.

Iryna Herashchenko, primeira vice-presidente do Parlamento ucraniano, saudou a aprovação do projeto de lei como uma “votação histórica”.

O Parlamento “aprovou um projeto de lei proibindo a filial do país agressor na Ucrânia. 265 parlamentares votaram A FAVOR! Esta é uma questão de segurança nacional, não de religião”, ela anunciou no X.

Apesar do amplo apoio dentro da Ucrânia, o projeto de lei foi fortemente criticado por alguns líderes ortodoxos, incluindo aqueles da população que apoia a Ucrânia contra a agressão russa.

O recém-eleito Patriarca da Bulgária, Daniil, enviou uma carta de apoio ao Metropolita Onufriy, o primaz da UOC. A igreja búlgara não reconhece a OCU como canônica, mas a igreja e o governo expressaram apoio à Ucrânia na guerra.

“Vocês resistiram e continuam, com a ajuda de Deus, a resistir a todas as tentativas de criar desunião, preservando a unidade, a integridade e a canonicidade da Igreja Ortodoxa Ucraniana”, escreveu o Patriarca Daniill.

Onufriy também recebeu cartas de apoio dos chefes das igrejas ortodoxas de Antioquia e da Geórgia. Ambas as jurisdições emitiram declarações tímidas de condenar o papel do Patriarca Kirill na agressão russa.

Mas o projeto de lei também foi criticado por muitos observadores por questões de liberdade religiosa e deve ser contestado à medida que a Ucrânia se aproxima de ingressar na União Europeia.

“É muito difícil, diplomaticamente, conciliar essa lei com as ambições europeias da Ucrânia”, disse Samuel Noble, um estudioso do cristianismo ortodoxo na Universidade Aga Khan em Londres. “Esse é o tipo de coisa que acabará sendo levada a Estrasburgo, ou seja, ao Tribunal Europeu de Direitos Humanos.

“Não é normalmente o tipo de coisa que se faz em um país que aspira a se juntar à União Europeia. Por outro lado, a Ucrânia não está em uma situação normal”, ele acrescentou.

Smilen Markov, um estudioso búlgaro do cristianismo ortodoxo, foi mais direto: “O estado ucraniano está violando a liberdade religiosa. Ele declara uma comunidade religiosa pró-Rússia, o que é legalmente problemático, divisivo e ruinoso.”

Regina Elsner, presidente de igrejas orientais e ecumenismo no Instituto Ecumênico da Universidade de Muenster, postou no Twitter que a aprovação da legislação é “profundamente perturbadora”.

“Esta lei abre uma porta para violações sérias da liberdade religiosa e nova fragmentação dentro da Ucrânia”, ela disse. “As emendas dos últimos meses não melhoraram nada. Ódio e violência contra fiéis da UOC recebem aprovação pública. Triste.”

Desde o início da guerra em larga escala, a Ucrânia prendeu mais de 100 padres da UOC sob acusações de espionagem e discurso anti-ucraniano, incluindo publicação de opiniões nas redes sociais e discursos no púlpito.

A Igreja Ortodoxa Russa, em particular, tentou usar essas preocupações com a liberdade religiosa para angariar simpatia pela UOC e lançar dúvidas sobre a ajuda ocidental à Ucrânia, que tem sido crucial para a defesa ucraniana.

“A Igreja Ortodoxa Ucraniana está sendo submetida a represálias por sua recusa em se juntar à organização de cismáticos e povos autoordenados, criada como um projeto político que visa destruir a herança espiritual comum dos povos russo e ucraniano”, disse Vladimir Lagoida, um porta-voz da Igreja Ortodoxa Russa, no Telegram. “Não há dúvida de que a perseguição à Igreja Ortodoxa Ucraniana receberá, mais cedo ou mais tarde, uma avaliação justa, assim como os regimes ímpios do passado a receberam, destruindo o direito humano à fé e a pertencer à sua Igreja.”

A UOC deixou de homenagear o Patriarca Kirill em orações e disse que não está vinculada às decisões do Santo Sínodo do Patriarcado de Moscou.

“Na lógica da Igreja Ortodoxa, isso é efetivamente uma declaração de independência”, disse Noble. “Mesmo da perspectiva dos russos, oficialmente no papel, a UOC é autônoma em todas as coisas, exceto pelo assento de Onufriy no Sínodo do Patriarcado de Moscou, que ele mais ou menos renegou.”

Ainda assim, muitos ucranianos continuam profundamente desconfiados da UOC. Em 2021, 18% dos ucranianos religiosos se identificaram como membros da UOC, mas meses após a invasão em larga escala da Rússia, esse número caiu para apenas 4%, de acordo com o Instituto Internacional de Sociologia de Kiev . A mesma pesquisa descobriu que a filiação à OCU aumentou de 34% para 54%. Além disso, centenas de congregações ortodoxas mudaram de lealdade da UOC para a OCU, de acordo com registros da igreja, mas poucos monges, tradicionalmente vistos como fontes de autoridade na igreja, seguiram.

“É claro que é verdade que a hierarquia da UOC é parcialmente pró-Rússia”, observou Markov. “As alegações sobre laços com Moscou são frequentemente factualmente corretas.

“No entanto, essas perpetrações são pessoais e devem ser provadas caso a caso”, ele acrescentou. “Elas não podem ser atribuídas a uma comunidade religiosa de milhões de ucranianos.”

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Autoridades ameaçam igrejas no Vietnã

Cristão em uma igreja no Vietnã (Foto representativa: Portas Abertas)
Cristão em uma igreja no Vietnã (Foto representativa: Portas Abertas)

Nos últimos meses, parceiros locais da Portas Abertas receberam relatos de cristãos de três igrejas no Vietnã, país que ocupa o 35º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2024. que têm sido assediadas pelas autoridades locais. Além das ameaças, a comunidade cristã está sendo privada de benefícios do governo.

Um dos incidentes começou em março. Autoridades locais passaram a interferir frequentemente nos cultos dominicais. Membros da igreja, composta por aproximadamente 30 pessoas, também relataram ameaças de pessoas de fora do vilarejo e tentativas de furar os pneus das motocicletas que usam para visitar os cristãos locais.

Ameaça às crianças e aos mais pobres

“Os cristãos estão tentando se encontrar durante a semana, não mais no domingo, e em pequenos grupos em vários locais para evitar retaliações das autoridades. A congregação também está se esforçando para registrar a igreja oficialmente e, para isso, precisa diminuir as atividades para que as autoridades aceitem o pedido de documentação”, conta Vinh (pseudônimo), um parceiro local.

Outra igreja na planície Centro-Norte do Vietnã tem recebido visitas e assédios frequentes das autoridades locais. “Apesar de o governo ter reconhecido a denominação da igreja no ano passado e o pastor ter se encontrado com as autoridades locais, a igreja continua sendo vigiada todos os domingos”, diz o parceiro local.

Eles foram alertados que caso a igreja continue a fazer os cultos, os membros mais pobres que contam com benefícios do governo perderiam a assistência social e de saúde”, acrescenta Vinh. Mesmo sob monitoração intensa, os cristãos locais continuam a praticar a fé e a se reunir no domingo.

Na terceira igreja assediada, as crianças cristãs são o alvo da vigilância. “Os policiais as observam na escola porque fazem parte de famílias cristãs. Ainda assim, nessa igreja, os cristãos também continuam a fazer os cultos e atividades da igreja. Peça a Deus que os próximos meses sejam menos tensos e para que as crianças não tenham a fé abalada. Elas estão muito assustadas”, diz o parceiro local.

Fonte: Portas Abertas

11% dos protestantes não conseguem distinguir entre o Antigo e o Novo Testamento, nos EUA

Jovens estudando a Bíblia (Foto: canva)
Jovens estudando a Bíblia (Foto: canva)

Mais de 10% dos cristãos protestantes mencionaram uma história do Novo Testamento ao serem questionados sobre sua passagem favorita do Antigo Testamento, conforme revelou um novo estudo.

A Lifeway Research divulgou na semana passada um relatório intitulado “Visões de Frequentadores de Igrejas Protestantes sobre Histórias Bíblicas”, baseado em respostas de 1.008 frequentadores de igrejas protestantes americanas coletadas em setembro de 2023.

A pesquisa questionou os entrevistados: “De todas as histórias encontradas no Antigo Testamento da Bíblia, qual é a sua favorita?”

Moisés e arca de Noé

Treze por cento dos entrevistados destacou o livro do Êxodo e o foco em Moisés como sua parte favorita do Antigo Testamento. A história de Noé e a Arca ocupou o segundo lugar, com 11% dos frequentadores de igrejas protestantes citando-a como sua favorita.

No entanto, a porcentagem de entrevistados que mais apreciaram a história de Noé e a Arca foi equivalente àquela que mencionou uma história ou livro do Novo Testamento como sua parte favorita do Antigo Testamento.

Além disso, 7% dos entrevistados responderam “nenhum” quando questionados sobre sua parte favorita do Antigo Testamento, enquanto 3% disseram que não sabiam.

Isso indica que apenas 79% dos participantes realmente identificaram uma história ou livro do Antigo Testamento como sua parte favorita, quando questionados sobre o Antigo Testamento.

“Embora os frequentadores da igreja possam abrir uma Bíblia na igreja, pelo menos 1 em cada 5 pode não estar familiarizado com a forma como ela é organizada e o que distingue o Novo Testamento do Antigo Testamento”, disse Scott McConnell, CEO da Lifeway Research, ao The Christian Post.

“Alguns desses frequentadores podem ter passado menos tempo na Bíblia, enquanto outros podem não conhecer a Bíblia por si mesmos porque outra pessoa sempre foi seu GPS para navegar nela.”

Outras histórias e livros amplamente adotados pelos cristãos como suas partes favoritas do Antigo Testamento incluem o livro de Gênesis (10%), a história de Davi e Golias (8%), a história de Adão e Eva (5%), a história de Jó (4%), a história de Rute (4%), a história de José (3%), a história de Jonas (3%), a história de Daniel (3%), a história de Ester (2%), a história de Davi (2%), o livro dos Salmos (2%), a história de Caim e Abel (2%), a história de Abraão (1%), a história de Elias (1%) e a história de Sansão (1%).

Resumir ou recitar passagem

Menos de 1% dos entrevistados selecionaram todas as opções restantes como suas histórias ou livros favoritos do Antigo Testamento. A pesquisa também avaliou a capacidade dos frequentadores de igrejas de recitar ou resumir algumas das histórias bíblicas mais notáveis de memória.

Em relação à história de Davi e Golias, 34% dos entrevistados afirmaram que “podem contar tudo com precisão”, enquanto 39% disseram que “podem contar, mas alguns detalhes podem estar faltando ou errados”.

Vinte e três por cento expressaram confiança de que “poderiam apenas dar uma rápida visão geral” da história, e 3% acreditavam que “não poderiam contar nada dela”. Menos de 1% afirmou que não se tratava de uma história bíblica.

Uma parcela ligeiramente maior de entrevistados acreditava que poderia contar toda (39%) ou a maior parte (43%) da história da Arca de Noé. A porcentagem daqueles que se sentiam confiantes o suficiente para “apenas dar uma rápida visão geral” caiu para 17%. Apenas 1% afirmou que “não conseguia contar nada disso”, enquanto menos de 1% não a reconheceu como uma história bíblica.

A confiança na capacidade de recitar toda a história de Daniel e a Cova dos Leões foi significativamente menor, com apenas 24% dos entrevistados se sentindo capazes de contar a história com precisão. No entanto, a mesma porcentagem (39%) que acreditava poder resumir a história de Davi e Golias com precisão também se sentiu capaz de fazer o mesmo com a história de Daniel e a Cova dos Leões. Um por cento dos entrevistados alegou que não se tratava de uma história bíblica.

Vinte e nove por cento dos entrevistados se sentiram confiantes em sua capacidade de contar toda a história de Deus pedindo a Abraão que sacrificasse Isaque, enquanto 35% acreditavam que poderiam descrever a maior parte dela. Vinte e seis por cento caracterizaram seu conhecimento da história como suficiente para dar apenas uma visão geral, e menos de 1% não a reconheceu como uma história bíblica.

Jonas e o peixe grande

Quanto à história de Jonas e o peixe grande, uma pluralidade de 35% dos entrevistados afirmou que poderia contar a maior parte dela de memória, enquanto 28% sustentaram que poderiam contar toda a história. Vinte e seis por cento consideraram seu conhecimento suficiente para dar uma “visão geral rápida”, e 8% disseram que não poderiam contar nada da história. Dois por cento dos entrevistados não conseguiram identificá-la como uma história bíblica.

Embora a maior parte da pesquisa tenha se concentrado nas opiniões dos entrevistados sobre histórias bíblicas reais, uma pergunta abordou uma história bíblica inexistente: a de Rômulo e Remo. Apenas uma pluralidade dos entrevistados (39%) reconheceu que essa passagem fictícia não fazia parte da Bíblia.

Rômulo e Remo

Em contraste, a maioria dos entrevistados pareceu acreditar que a Bíblia contém o livro fictício mencionado. Trinta e três por cento disseram que “não conseguiam contar nada” sobre a passagem inexistente, enquanto 16% destacaram sua capacidade de “dar uma visão geral rápida”. Seis por cento demonstraram um grau ainda maior de confiança, afirmando que poderiam se lembrar da maior parte da história. Apenas 1% respondeu que conseguia recitar a história de Rômulo e Remo de memória.

“O grande número de frequentadores de igrejas que admite prontamente não ter clareza sobre alguns dos detalhes das interações de Deus com os patriarcas ajuda a explicar a necessidade de ensino bíblico regular nas igrejas,” observou McConnell.

“Embora reconhecer os nomes de cada pessoa mencionada na Bíblia possa ter pouco valor, a fé cristã atribui grande importância ao reconhecimento do ensino bíblico por outras vozes, pois Jesus disse que Ele é o único caminho.”

Fonte: Guia-me com informações de The Christian Post

Cristã é indenizada após ser presa por orar em frente à clínica de aborto

Isabel Vaughan-Spruce foi acusada por orar em pensamento - Foto: ADF UK)
Isabel Vaughan-Spruce foi acusada por orar em pensamento - Foto: ADF UK)

Após ser detida por orar silenciosamente em frente a uma clínica de aborto no Reino Unido, uma voluntária de uma instituição cristã recebeu uma indenização de £13.000 (aproximadamente R$78 mil) e um pedido de desculpas. Isabel Vaughan-Spruce foi inicialmente presa pela Polícia de West Midlands em novembro de 2022.

Em fevereiro de 2023, Vaughan-Spruce foi absolvida de todas as acusações pelo Tribunal de Magistrados de Birmingham, mas foi novamente detida semanas depois pela mesma acusação. “Embora eu esteja muito grata pela absolvição, nunca deveria ter sido necessário chegar a esse ponto para resolver a situação”, afirmou Vaughan-Spruce.

Ela observou: “Não deveríamos ter que processar a polícia. Muitas pessoas não suportariam passar pelo que eu passei e poderiam desistir ou renunciar aos seus direitos. Isso é algo que não deveríamos enfrentar como cristãos e defensores da vida.”

Isabel foi presa enquanto orava silenciosamente em uma “zona de proteção”, uma área onde comportamentos que possam intimidar mulheres que vão a clínicas de aborto são proibidos. Contudo, a promotoria não conseguiu apresentar provas suficientes contra ela.

Com o apoio da ADF International, Vaughan-Spruce entrou com uma ação legal contra a polícia, alegando prisão injusta, detenção indevida e violação de direitos humanos. Agora, os ministros estão considerando revisar as diretrizes policiais, que determinam que a “oração silenciosa” a menos de 150 metros de uma clínica de aborto ou hospital não deve ser considerada uma ofensa em toda a Inglaterra e no País de Gales.

Vaughan-Spruce comentou: “É uma vergonha absoluta que essas zonas de proteção tenham sido estabelecidas nacionalmente. Defensores da vida são pacíficos e estão lá para ajudar realmente as mulheres. Muitas mulheres que ajudamos não nos procurariam se estivéssemos fazendo o que alegam.”

Fonte: Comunhão com informações Premier

Justiça Eleitoral suspende vídeo que acusa candidato de usar dinheiro de igreja evangélica

Martelo da Justiça
Martelo da Justiça

O juiz da 1ª Zona Eleitoral de Cuiabá, Moacir Rogério Tortato, determinou que o candidato Eduardo Botelho (União) suspenda imediatamente a divulgação de um vídeo falso no qual um homem afirma que seu adversário, o candidato Abilio Brunini (PL), teria desviado dinheiro da Igreja Assembleia de Deus.

O assunto foi suscitado por Eduardo Botelho (União) durante o debate realizado pelo portal de notícias “Primeira Página” na noite de terça-feira (20). Em seguida, segundo assessores de Abilio, seus apoiadores passaram a disseminar em grupos de WhatsApp. O próprio perfil do candidato também postou o material de ataque.

O magistrado concordou com o pedido de que a intervenção da Justiça é necessária para coibir práticas que visam destruir reputações alheias a partir de mentiras.

“É livre a manifestação de pensamento na internet, sendo esta, contudo, passível de limitação quando ofender a honra ou a imagem de candidatos, partidos, federações ou coligações, ou quando divulgar fatos sabidamente inverídicos” justificou o magistrado.

Ofensa aos evangélicos

Ainda no debate, Abilio apontou que Botelho ofendeu evangélicos e a Igreja Assembleia de Deus com a fala.

“Tenho ótimos projetos pela igreja e tenho muito a agradecer ao meu avô, pastor Sebastião, ao qual o senhor desrespeitou. E ele liderava quando eu trabalhada lá na Igreja Assembleia de Deus, a qual o senhor vai lá pedir voto de vez em quando”, rebateu Abilio.

Ao final Abilio cedeu seu tempo para que Botelho pedisse desculpas para a igreja, mas foi ignorado.

Fonte: LEIAGORA

Número de fiéis cai com fechamento de igrejas no Reino Unido, revela pesquisa

Bandeira do Reino Unido e a torre do relógio Big Ben (Foto: Canva Pro)
Bandeira do Reino Unido e a torre do relógio Big Ben (Foto: Canva Pro)

Algumas pessoas podem nunca mais retornar à igreja se a sua própria igreja fechar as portas, revelou uma nova pesquisa.

A pesquisa com 2.667 cristãos do Reino Unido realizada pela National Churches Trust descobriu que a frequência presencial à igreja pode cair em mais de um quarto (29%) quando uma igreja local fecha.

Mais de um quinto (22%) dos frequentadores de igrejas que atualmente frequentam cultos presenciais disseram que não estariam dispostos ou não poderiam frequentar uma igreja diferente se sua igreja fechasse. Isso subiu para quase um terço entre os frequentadores de igrejas no Nordeste (30%) e Noroeste (31%) da Inglaterra.

Outros 7% disseram que só fariam cultos on-line se a igreja fechasse, enquanto a mesma proporção disse que iria a uma igreja diferente, mas com menos frequência do que atualmente.

Pessoas mais velhas com 65 anos ou mais eram mais propensas a se afastar, com apenas um quinto dessa faixa etária (19%) dizendo que encontrariam uma nova igreja para frequentar com a mesma frequência que fazem atualmente. Mesmo entre os jovens de 18 a 24 anos, apenas um quarto (28%) disse que encontraria uma nova igreja.

Eddie Tulasiewicz, Chefe de Política e Relações Públicas do National Churches Trust, disse: “O impacto dramático do fechamento de igrejas fica claro em nossa pesquisa de opinião; ele reduz o número de pessoas que vão à igreja em um terço. Pessoas mais velhas, muitas das quais vivem sozinhas e para quem frequentar a igreja ajuda a combater a solidão, são as mais propensas a serem afetadas negativamente pelo fechamento ou por sua igreja local.

“Manter as igrejas locais abertas permite que as pessoas locais cultuem em um prédio que elas conhecem e amam. Também mantém a herança local viva para as gerações futuras e significa que as pessoas locais podem continuar a se beneficiar de serviços de apoio, como bancos de alimentos, espaços acolhedores e clubes de jovens, e acessar atividades culturais como concertos e exposições.

“No ano passado, o National Churches Trust conseguiu ajudar mais de 250 projetos urgentes de construção e reparo de igrejas com financiamento de quase £ 2 milhões, mantendo as igrejas abertas e salvaguardando mais de 72.000 anos de história. Os reparos de igrejas ajudam a criar empregos e desenvolver habilidades especializadas de valor para os setores mais amplos de construção e patrimônio.”

O reverendo Alisdair Laird é reitor regional e vigário das vinte paróquias rurais do decanato de South Holderness, em East Yorkshire.

Ele disse: “Quando um prédio de igreja é fechado, especialmente em vilas e cidades do interior, de muitas maneiras o que representa o coração histórico daquele lugar é abandonado, para todos, não apenas para aqueles que compartilham a fé cristã.”

Ele está muito familiarizado com o impacto do fechamento de igrejas. Ano passado, a All Saints Church em Burstwick, uma igreja listada como Grau 1 em sua área, teve que fechar e muitos fiéis “sentiram uma profunda tristeza pela perda de sua igreja histórica local”.

“Quando o pub, a loja, a escola e, finalmente, a igreja desaparecem, o que resta de fato? O que isso diz sobre nós mesmos como seres humanos, nossos valores e nossa disposição de sermos membros responsáveis ​​de uma sociedade viva?”, ele disse.

“Tradicionalmente, as pessoas, sem surpresa, tendem a ser muito focadas em ‘sua igreja’, especialmente em vilas, e são relutantes em se envolver além disso. A boa notícia é que estamos descobrindo que as pessoas aqui estão se esforçando mais para ‘ir pela estrada’ até uma igreja vizinha, ainda mais onde as pessoas fornecem carona para aqueles que não dirigem.

“Ajudar as pessoas a adorar em uma nova igreja significa, é claro, que elas precisam se sentir bem-vindas pelo clero e outros fiéis, mas representa uma oportunidade para a comunidade e o crescimento.

“Nossas igrejas paroquiais são um tesouro enorme e glorioso de história compartilhada, celebrações, criatividade e esperanças. Independentemente da fé e crenças, temos uma responsabilidade compartilhada com nossos ancestrais, nossos descendentes e uns com os outros para reconhecer esse tesouro e fazer nossa parte em cuidar dele e ajudar o máximo de igrejas possível a permanecerem abertas.”

O Reino Unido viu um declínio drástico no número de igrejas ativas, com mais de 3.500 fechando definitivamente na última década.

Ao norte da fronteira, a Igreja da Escócia está vendendo cerca de 40% de suas igrejas devido à queda no número de membros e às pressões financeiras.

O National Churches Trust disse que o ritmo de fechamento de igrejas em todo o Reino Unido está acelerando e que muitos prédios de igrejas estão ameaçados devido ao aumento do custo de reparos e manutenção.

Na Inglaterra, mais de 900 igrejas estão no Registro de Patrimônio Histórico da Inglaterra em Risco, e no País de Gales, cerca de um quarto das igrejas e capelas históricas fecharam nos últimos anos, com um número semelhante em risco.

O National Churches Trust está apelando ao governo para ajudar igrejas em risco com dificuldades, estendendo o Listed Places of Worship Grants Scheme além de março de 2025, quando ele deve terminar. O esquema permite que as igrejas reivindiquem o IVA de volta em reparos, reduzindo significativamente os custos.

Claire Walker, presidente-executiva do National Churches Trust, disse: “Muitos fechamentos de igrejas acontecem porque não há dinheiro para fazer reparos urgentes. Consertar um telhado pode custar mais de meio milhão de libras.

“O acúmulo de reparos somente nas igrejas da Igreja da Inglaterra é de pelo menos £ 1 bilhão, e a necessidade anual é estimada em £ 150 milhões por ano.

“Algumas igrejas são atualmente ajudadas pelo Listed Places of Worship Grants Scheme, que permite que igrejas históricas reivindiquem o IVA sobre reparos. Mas esse esquema deve expirar em março de 2025.

“Portanto, pedimos ao novo Governo que estenda este esquema, introduzido pela primeira vez por Gordon Brown em 2002, no próximo Orçamento. Isso permitirá que aqueles que administram igrejas planejem o futuro com a certeza de que poderão reivindicar 20% de seus custos.”

Folha Gospel com informações de The Christian Today

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