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Cristãos enfrentam conflitos e dificuldades na Índia

Bandeira da Índia (Foto: Canva)
Bandeira da Índia (Foto: Canva)

Nos últimos anos, a Índia tem sido palco de diversas ondas de violência. E apesar de toda a população ser afetada, os cristãos geralmente são o grupo mais afetado. Entre as principais estão Manipur, com início em maio de 2023, Chhattisgarh, entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023, e Odisha, em agosto de 2008. Além dessas, também ocorreram inúmeros outros acidentes. No estado de Chhattisgarh, por exemplo, houve protestos em massa contra cristãos por supostamente estarem convertendo hindus a força. Os protestos duraram meses e foram acompanhados de ataques.

No estado de Punjab, um líder sikh também foi responsabilizado por supostas conversões forçadas. Como resultado ocorreram diversos ataques a igrejas e cristãos. Em vilarejos, pessoas repetidamente agrupam-se contra os cristãos. Um exemplo disso ocorreu em setembro de 2020, quando quinze famílias foram expulsas de suas casas em Singanpur (Chhattisgarh) por cerca de três mil aldeões.

Quanto à onda de violência mais recente, que atingiu o Norte do estado de Manipur, teve início em 3 de maio de 2023. Como resultado, centenas de igrejas e propriedades cristãs foram destruídas, mais de 100 cristãos foram mortos e milhares de famílias deslocadas. A violência envolveu dois grupos étnicos – meitei e kuki. Tudo começou quando a Suprema Corte de Manipur garantiu aos meitei o status de “tribo registrada”, o que foi visto pela tribo kuki como algo que privaria seus direitos de minoria. Isso deu início a um protesto pacífico, mas que acabou se tornando violento devido a ação de malfeitores não identificados da comunidade meitei.

Apesar do primeiro-ministro indiano alegar uma melhora significativa em Manipur por conta da intervenção do governo central e estadual, o parceiro local Priya Sharma afirma que isso difere muito da realidade atual. “É uma ironia essa afirmação vir de um líder que não visitou o estado desde o início da violência e permaneceu em silêncio durante todo esse período”.

Mesmo depois de um ano do início da violência, os moradores continuam testemunhando confrontos, trocas de tiros, mortes e violência entre os extremistas meitei e kuki. As famílias que fugiram ainda não foram capazes de voltar para casa e continuam abrigadas em campos de deslocados ou estados vizinhos. Quando tudo começou, a maioria das famílias fugiu apenas com a roupas do corpo, sem conseguir pegar documentos e itens essenciais. Então, quando um membro da família voltava para tentar pegar esses itens, acabava sendo atacado e morto.

Além disso, igrejas que foram destruídas e incendiadas também precisam ser restauradas. Entretanto, na área de domínio kuki, cristãos conseguiram se reunir durante a semana da Paixão e para celebrações de Páscoa. Já os cristãos meitei ainda estão incapazes de se reunir para adorar devido a ameaças para que assinem cartas que denunciem a fé cristã. Apesar disso, a maioria se recusa e continua vivendo frente a ameaças e incertezas.

Kiran*, um pastor meitei de Imphal compartilha: “Eu preciso encontrar os cristãos secretamente. É desanimador sermos incapazes de nos reunir para adorar livremente. O corpo de Cristo em Manipur está sofrendo. Há divisão, ódio e inimizade, mas creio que com paciência, o Deus de todo entendimento restaurará a paz e a boa vontade aqui”.

Já Minthang*, um pastor kuki, teve que fugir de sua vila após ver sua casa e igreja serem incendiados. Ele conta: “Eu nunca imaginei testemunhar uma situação tão cruel em meu estado. Nós estávamos vivendo felizes e tendo comunhão, mas agora a situação é instável, com confronto de ambas as comunidades. Quando a violência começou, eu achei que duraria um ou dois dias, porém já faz um ano e continuamos ouvindo som de tiros e bombardeios. É doloroso ver o estado se tornar um campo de batalha. Acredito que Deus está atento a nossa situação e devolverá nossa paz e unidade”.

Esperança e resiliência

Famílias com casamento intercomunitário foram obrigadas a viver separadas, apesar do desejo por estarem juntas. Entretanto, não parece haver nenhuma esperança para que sejam reunidas. Zozam*, uma kuki deslocada casada com um meitei há 30 anos está sendo obrigada a viver separada desde que a violência começou. “Todos os dias eu falo com meu marido pelo telefone. Ele está sozinho e chora conosco, pois nem meus filhos podem viver com ele. Eu achava que só a morte poderia nos separar, então nunca imaginei que a violência separaria minha família. Nosso único desejo é estarmos juntos, porém somos incapazes de encontrar uma forma”, ela explica.

O parceiro da Portas Abertas, Priya Sharma, relata sobre a situação: “Até agora, mais de 200 cristãos kuki e meitei foram mortos, mais de mil vilas incendiadas e mais de 700 igrejas destruídas e incendiadas. Cerca de 10 mil casas foram saqueadas e incendiadas e mais de 70 mil famílias deslocadas, sendo forçadas a viver em campos de deslocados ou com parentes em estados vizinhos”.

Apesar de tantas perdas e dores, a boa notícia é que cristãos deslocados deram início a novos ministérios nos lugares em que se estabeleceram. Com isso, novas comunidades estão sendo formadas, resultando em pequenos projetos ou programas de geração de renda. O parceiro local da Portas Abertas, Nitya Kapur*, expressa sua felicidade por ver que, em tempos de adversidade, os cristãos deslocados encontram maneiras de se ajudar.

*Nomes alterados por segurança.

Fonte: Portas Abertas

Religião e oração não são relevantes para a maioria dos europeus, mostra pesquisa

Mãos postas sobre a Bíblia durante oração
Mãos postas sobre a Bíblia durante oração

Uma pesquisa global realizada pela “Pew Research Center” apontou a África Subsaariana, América Latina e Oriente Médio-Norte da África como os lugares mais religiosos do mundo, enquanto os menos religiosos foram a Europa e o Leste Asiático.

As pesquisas foram realizadas entre 2008 e 2023, em 102 países. Onde através das seguintes perguntas: “Quão importante é a religião na sua vida?” e “Com que frequência você ora?”, os especialistas chegaram a uma conclusão.

A pesquisa indica que pelo menos 90% dos adultos afirmam que a religião é muito importante em suas vidas no Senegal, Mali, Tanzânia, Guiné-Bissau, Ruanda e Zâmbia.

No entanto, “as pessoas em quase todos os países europeus pesquisados estão entre as menos propensas a dizer que a religião é muito importante em suas vidas”.

Na Estônia, República Tcheca, Dinamarca, Suíça, Reino Unido, Suécia, Letônia e Finlândia, apenas 10% ou menos adultos têm a religião como uma prioridade.

No sul e sudeste da Ásia, “o padrão não é tão consistente quanto na África Subsaariana e na Europa”, informou a Pew Research.

Em lugares como a Indonésia, por exemplo, 98% dos adultos estão entre os mais propensos em todo o mundo a dar grande importância à religião, enquanto um grupo muito menor em Cingapura (36%) e no Vietnã (26%) dão essa resposta.

Já nos Estados Unidos, a porcentagem de pessoas que dizem que a religião é muito importante em suas vidas está abaixo da média dos 102 lugares (42% x 55%).

Conforme o estudo, os adultos na América Latina estão entre os que mais oram diariamente no mundo, socialmente na Guatemala e no Paraguai (82%), seguidos pela Costa Rica e Honduras (78%).

Na Europa, apenas a Turquia (60%) está acima da média. Já na Estônia, República Tcheca, Dinamarca, Suíça, Reino Unido, Alemanha e Áustria, menos de 10% dos adultos oram diariamente.

Em nenhum lugar pesquisado no leste da Ásia, mais de 21% dos adultos relatam orar diariamente.

Por fim, a pesquisa também mostra que cerca de 45% dos americanos dizem que falam com Deus diariamente, que é quase idêntico à média da maioria dos países, que é de 46%.

Fonte: Guia-me com informações de Evangelical Focus

Justiça condena deputado pastor Eurico por transfobia

Pastor Eurico e Erika Hilton Foto: GIlmar Félix / Câmara dos Deputados; Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Pastor Eurico e Erika Hilton Foto: GIlmar Félix / Câmara dos Deputados; Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

O deputado federal Pastor Eurico (PL-PE) foi condenado a pagar R$ 15 mil de indenização por danos morais à também deputada Erika Hilton (PSOL-SP). Como a condenação foi na primeira instância, há possibilidade de recurso.

Em abril, no lançamento da Frente Parlamentar Mista Contra o Aborto, na Câmara, sem citar o nome de Erika Hilton, ele afirmou que “um ex-cidadão, que agora diz que é cidadã” estaria atacando “mulheres de verdade”.

Também disse que “uma pessoa que nunca teve útero e nunca vai ter, mesmo estando aí com outras mudanças na questão anatômica, disse que ninguém poderia falar” sobre o aborto.

As declarações foram feitas no calor das discussões por divergências em torno da resolução do Conselho Federal de Medicina contra o aborto legal, proibindo os médicos de fazerem um procedimento clínico chamado assistolia fetal, que consiste na indução da parada do batimento cardíaco do feto antes da retirada do útero, em gestações com mais de 22 semanas, mesmo nos casos de violência sexual.

As falas foram consideradas transfóbicas pela juíza Oriana Piske, do 4º Juizado Especial Cível de Brasília, que condenou o deputado por “menosprezar” a colega e por ofender sua honra e imagem.

A decisão afirma ainda que a imunidade parlamentar não dá “liberdade absoluta e irrestrita para ofender, ainda que no exercício do mandato e em razão dele, outra parlamentar”.

– Assim, verifico que as expressões dirigidas à autora não se limitaram à crítica natural do debate político – escreveu a juíza.

Fonte: Pleno News com informações AE

Mãe acusa pastor Davi Brunet de abusar sexualmente suas filhas

Mulher chorando por abuso e a sombra de uma mão (Foto: Canva Pro)
Mulher chorando por abuso e a sombra de uma mão (Foto: Canva Pro)

Uma mãe de duas meninas, de 18 e 16 anos, está desesperada. Ela acusa o pastor Davi Brunet, tio de Tiago Brunet, de assédio e importunação sexual contra as filhas. Daniele Costa registrou a queixa contra o líder religioso, que tem 74 anos, no início de julho.

De acordo com o Boletim de Ocorrência, que a coluna Fábia Oliveira, do portal Metrópoles, teve acesso com exclusividade, a matriarca relatou que Davi, ministro da Igreja Vida Nova, em Inhaúma, na Zona Norte do Rio de Janeiro, teria abraçado a menor e apalpado seus seios.

Numa outra ocasião, Daniele revelou que Brunet teria cumprimentado a menina com um beijo no rosto e, aproveitando de um descuido, encostou a boca no canto dos lábios dela. E que, além disso, o pastor buscava estar sempre nos mesmos lugares que a menor. Os casos teriam acontecido em dezembro de 2023 e janeiro deste ano, dentro do templo que frequentavam há três anos.

“Do nada ela saiu da igreja e tomou ódio de igreja. Ficava trancada no quarto e não falava com a gente sobre o motivo disso [do afastamento]. Ela era uma menina envolvida na igreja, tocava bateria com os jovens, superativa na igreja, beleza. Aí, a minha filha de 18 anos veio me falar, conversou comigo que o pastor da igreja dela estava a assediando pelo celular, pela internet, que estava seguindo ela”, disse Daniele.

A mãe das meninas continuou: “Na igreja, a minha filha maior foi orientada a conversar comigo e procurar uma delegacia. E eu fiz isso. No dia que eu estava indo, a de 16 anos começou a ter uma crise de choro muito forte e eu pressionando, pressionando ela… aí ela veio confirmar, né? Que o pastor, o mesmo pastor [que assediou a maior] estava perseguindo ela. Que [ele] chegou um dia na igreja, foi cumprimentar ela e pegou nos seios delas, apertou e passou a mão na bunda dela. Nas nádegas dela, entendeu?”.

Daniele explicou que Davi Brunet seguia menina, buscando estar sempre em contato com ela. “Tipo, quando ela ia no bebedor, ele queria ir atrás, mas sempre aparecia alguém. Isso acontecia sempre que ele via ela sozinha. [Ele] queria estar com ela em algum momento sozinha, então, ela acabou saindo da igreja. Saiu por isso”, pontuou.

Daniele Costa ainda frisou que a menor desenvolveu alguns transtornos depois de ser importunada sexualmente: “Conclusão, minha filha está fazendo tratamento psicológico. Minha filha está com depressão, tomando remédio, fazendo uso de antidepressivo. Minha filha mudou. Depois que a gente denunciou [o abuso], outras meninas denunciaram também, que nunca tiveram coragem de denunciar”.

Além do documento policial, a jornalista Fábia Oliveira teve acesso a um print de uma conversa entre a menina de 18 anos e o pastor Davi Brunet.

Daniele Costa ainda afirmou que outras meninas também sofreram assédio de Davi Brunet. Ela citou uma criança, que atualmente já é adulta, foi abusada aos 10 anos. E outra, em 2010, teria sido vítima de um estupro cometido pelo pastor. Todos os casos foram registrados na Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam). “Esse homem não pode ficar impune”, concluiu.

Davi Brunet vem de uma família criada na igreja evangélica. Ele é pai de Mário Brunet, que também é pastor. Seu irmão, Marcos Brunet, pai de Tiago, é cantor e compositor gospel.

Fonte: Portal Metrópoles

Igreja se desculpa por oferecer R$ 1,2 milhão para padre suspeito de pedofilia

Padre durante celebração de missa
Padre durante celebração de missa

A Igreja Anglicana emitiu um pedido de desculpas por oferecer uma quantia significativa para um padre abandonar suas funções no noroeste da Inglaterra, após ser apontado como possível risco para as crianças locais.

Após ser acusada de inação frente a casos de pedofilia no clero, a Igreja da Inglaterra foi obrigada a prometer mais uma vez que reforçará seus procedimentos para lidar com esses casos, após uma investigação da BBC.

De acordo com a emissora pública, Andrew Hindley atuou como padre em Blackburn de 1991 a 2021, apesar das reiteradas acusações sobre seu comportamento, amplamente conhecidas na instituição.

Conforme repercutido pela Folha de Pernambuco, via BBC, em 2022, o padre recebeu uma oferta de 240 mil libras esterlinas (equivalente a R$ 1,2 milhão na cotação da época) para deixar seu cargo. O valor exato recebido não é conhecido devido a questões de confidencialidade.

Em um comunicado, os dois principais líderes da Igreja, os arcebispos de Canterbury, Justin Welby, e de York, Steven Cottrell, disseram estar “sinceramente arrependidos que os sobreviventes não tenham recebido o apoio necessário”.

Já Julian Henderson, ex-arcebispo de Blackburn, afirmou que o acordo financeiro era “a única opção da igreja” diante do risco que Hindley representava para crianças e pessoas vulneráveis. “Estamos absolutamente convencidos de que não há lugar no clero para aqueles que representam um risco para os outros”, acrescentou.

Após a divulgação do ocorrido, a Igreja confirmou que foi feita uma quantia para encerrar uma ação judicial movida pelo padre após sua aposentadoria em 2021.

A BBC também revelou que a oferta de mais de R$ 1 milhão não foi a única tentativa da Igreja para afastar Hindley. Segundo a emissora, o padre já havia recebido outras propostas, mas “influências e redes” foram utilizadas para garantir que ele permanecesse na função. Anteriormente, ele havia sido proibido de participar de passeios escolares e visitas a corais, sendo que o Arcebispo de Canterbury chegou a considerar o fechamento da Catedral de Blackburn.

Fonte: Aventuras na História

Marlene Guerrato morre aos 89 anos

Marlene Guerrato. Foto: Reprodução / Instagram marleneguerrato.
Marlene Guerrato. Foto: Reprodução / Instagram marleneguerrato.

Marlene Guerrato, conhecida por ministrar às mulheres e famílias, morreu aos 89 anos nesta segunda-feira (12).

A notícia de seu falecimento foi compartilhada na sua conta do Instagram no final da tarde. Não foi informado o motivo da morte de Marlene.

Conhecida como “Vovó Marlene” nas redes sociais, Guerrato foi um exemplo de fé e sabedoria, e ministrou a milhares de pessoas sobre vida cristã, casamento e criação de filhos.

Ela tinha mais de 1 milhão de seguidores no Instagram e compartilhava conselhos bíblicos.

Na sua nota de falecimento, líderes cristãos lamentaram sua morte e destacaram o legado deixado pela líder à Igreja brasileira.

“Que legado maravilhoso ela deixou. Nós amamos muito ela! Obrigado Senhor pela vida de Marlene Guerrato”, escreveu o pastor Douglas Gonçalves.

Karina Bachi declarou: “Que o Senhor conforte toda a família na certeza de ser recebida com grande alegria no Céu. Foi um grande privilégio poder aprender e estar com você tanta sabedoria, doçura e graça sendo usadas para o Reino”.

“Quanto ela contribuiu e o quanto deixará saudade, ainda mais em sua família. Que Deus console com amor, algo que ela tanto conhecia”, disse a cantora cristã Marcela Taís.

O velório e enterro de Marlene Guerrato aconteceram na terça-feira (13), no Cemitério Memorial Jardim da Serra, a partir das 7h, em Bragança Paulista (SP).

“Todos os familiares, amigos, e pessoas que de alguma forma aprenderam algo com ela, estão convidados a comparecer neste momento”, afirmou a nota de falecimento.

Fonte: Guia-me

Manifestação da fé de atletas cristãos gerou intolerância religiosa nas Olimpíadas de Paris

Olimpíadas de Paris (Foto: Montagem/FolhaGospel/Canva Pro)
Olimpíadas de Paris (Foto: Montagem/FolhaGospel/Canva Pro)

O cenário esportivo tem o poder de reunir pessoas das mais variadas culturas e visões de mundo, assim como diferentes religiões. Assim, o respeito e a tolerância são fundamentais para que todos tenham uma convivência saudável, harmoniosa e de crescimento no exercício da liberdade religiosa e de expressão.

Durante os Jogos Olímpicos de Paris, algumas situações chamaram atenção. Uma delas envolveu a skatista brasileira Rayssa Leal, de 16 anos, que ganhou a medalha de bronze. Antes de uma de suas apresentações, a atleta utilizou Libras (Língua Brasileira de Sinais) para enviar uma mensagem religiosa. Com sinais, a jovem destacou: “Jesus é o caminho, a verdade e a vida” (João 14.6). O Comitê Olímpico do Brasil (COB) foi comunicado pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) quanto à reprovação do gesto da skatista.

Já o surfista brasileiro João Chianca, mais conhecido como Chumbinho, passou por um imprevisto nas vésperas da estreia das Olimpíadas. Para participar do torneio, o atleta customizou o próprio material com a imagem do Cristo Redentor. Contudo, foi vetada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI). Isto porque, de acordo com o artigo 50 do regulamento da competição, “não é permitido nenhum tipo de manifestação ou propaganda política, religiosa ou racial”.

Entretanto, atletas que professam o islamismo foram liberadas pelo COI para utilização do véu islâmico, ou Hijab, que evidencia a crença e não deixa de ser uma maneira de propagar a fé. Meses antes dos jogos, a ministra de esportes da França, Amélie Oudéa-Castéra, e ativistas da Aliança Sport & Rights – cujos parceiros incluem a Human Rights Watch e a Anistia Internacional – enviaram uma carta ao COI e pediram o fim da proibição que deixa os atletas muçulmanos “excluídos e humilhados”, segundo o grupo. Em resposta, o comitê afirmou que as restrições da França não se aplicariam a atletas de outros países.

Contexto brasileiro

Situações como as que ocorreram em Paris não são isoladas nem restritas aos Jogos Olímpicos. Em 2021, por exemplo, ocorreu um caso emblemático, no Brasil, envolvendo Maurício Souza, então jogador da Seleção Brasileira de Vôlei e do Minas Tênis Clube. Ele sofreu diversas ofensas nas redes sociais por defender posicionamento contrário à homossexualidade com base na fé cristã.

Maurício foi dispensado do Minas, além de ser sido multado pelo clube. Além disso, as portas da seleção brasileira foram fechadas para Souza. Renan Dal Zotto, técnico da equipe brasileira na época, chegou a afirmar ser “inadmissível a conduta de Maurício e que na seleção brasileira não tem espaço para profissionais homofóbicos”.

Liberdade religiosa

Quando atletas são proibidos de expressar manifestações religiosas, sérias questões são levantadas sobre a liberdade religiosa, um direito fundamental que deve ser respeitado em qualquer sociedade democrática, analisa o advogado Rafael Durand, acrescentando que “não apenas fere a liberdade de crença dos atletas, mas também revela uma postura que pode ser interpretada como intolerância religiosa, especialmente em um contexto onde a diversidade de crenças deve ser celebrada”.

Rafael lembra que o ordenamento jurídico brasileiro adota uma perspectiva de laicidade colaborativa, conforme previsto no artigo 19, inciso I, da Constituição Federal, que assegura a liberdade religiosa e proíbe qualquer forma de discriminação em razão da crença. “Essa abordagem permite que o Estado colabore com organizações religiosas em prol do interesse público, reconhecendo a importância da religião na vida de muitos cidadãos”.

No entanto, o laicismo, que tem raízes profundas na Revolução Francesa, muitas vezes se traduz em uma postura mais rígida, onde a expressão religiosa é limitada em espaços públicos, explica Rafael. “A França, ao adotar uma abordagem laicista, pode estar inadvertidamente promovendo uma forma de exclusão que contraria os princípios de liberdade e igualdade, fundamentais em uma sociedade pluralista”.

Sendo assim, segundo Rafael, a proibição de manifestações religiosas em eventos esportivos acaba sendo uma forma de intolerância religiosa, especialmente contra os atletas cristãos. Desse modo, eles ficam impedidos de exercer um direito natural reconhecido nas declarações de direitos humanos e nas constituições de países democráticos.

No entanto, Rafael diz que a liberdade de expressão religiosa é um pilar fundamental da dignidade humana e deve ser respeitada em todas as suas formas. Por isso, ele avalia: “É crucial que se reavalie a postura do COI, promovendo um ambiente onde a diversidade religiosa seja não apenas tolerada, mas celebrada, garantindo que todos os atletas possam expressar sua fé sem medo de represálias”.

Evangelho e perseguição

A pastora Eristelia Bernardo pontua que o esporte traz muitos princípios, fundamentos e pilares que são descritos na Palavra, que é o manual de vida para todos. Nesse sentido, nas competições fica clara a resiliência, determinação, além do foco, garra, amizade, compreensão mútua, solidariedade, igualdade. “Isso facilita a propagação do Evangelho, porque são ensinamentos bíblicos”.

Em contrapartida, Eristelia pondera que a perseguição religiosa aos cristãos no esporte é natural e ficará cada vez mais acirrada, em todos os ambientes. Isto porque, desde os primórdios, há perseguição aos crentes. “A Palavra diz que aqueles que quiserem viver, conforme a fé em Jesus serão perseguidos”, expõe e conclui: “A perseguição não vai cessar, mas ficará acirrada até a volta do Senhor como o cumprimento do que diz as Escrituras”.

Fonte: Comunhão

Pesquisa mostra as principais razões pelas quais cristãos não estão se envolvendo mais com suas igrejas

Igreja vazia (Foto: Canva Pro)
Igreja vazia (Foto: Canva Pro)

A exclusão e a existência de panelinhas são os motivos mais comuns pelos quais os cristãos americanos não querem se envolver mais com suas igrejas e locais de culto, embora a maioria não relate nenhuma experiência negativa com suas congregações, sugere uma nova pesquisa.

A American Bible Society lançou o quinto capítulo do seu relatório “State of the Bible USA 2024” na quinta-feira. A última parcela foca no envolvimento dos americanos com comunidades de adoração e quais fatores os levam a aumentar ou diminuir seu envolvimento com suas próprias congregações.

Os dados são baseados em respostas coletadas de 2.506 adultos dos Estados Unidos entre 4 e 23 de janeiro de 2024. A amostra tem uma margem de erro de ±2,73 pontos percentuais.

Quando perguntados sobre quais experiências positivas aumentam seu “nível de participação em uma igreja, templo ou comunidade religiosa”, todos os entrevistados receberam nove respostas para escolher.

Cerca de 42% disseram que não participavam de nenhuma comunidade desse tipo, embora a parcela de entrevistados sem afiliação religiosa representasse 26% da amostra, sugerindo um grupo demográfico “nominal” que se identifica com uma religião, mas não participa dela.

Entre aqueles que disseram que participam de comunidades religiosas, 55% identificaram um “sentimento de comunidade e pertencimento” como um fator que os fez querer se envolver mais com suas comunidades religiosas. Cinquenta e três por cento citaram “crenças espirituais e fé compartilhadas”, enquanto 51% declararam “significado e propósito” (51%) como fatores que os fizeram querer aumentar seu envolvimento com suas comunidades religiosas.

Os atrativos menos comuns para o aumento da participação da comunidade religiosa entre os frequentadores da igreja incluem “culto e cerimônias” (48%), “educação e aprendizado religioso” (38%), uma “tradição cultural ou familiar” (29%), “serviço e extensão comunitária” (27%) e uma “conversão ou experiência religiosa” (24%).

A maioria (52%) dos entrevistados, tanto aqueles com ou sem histórico em comunidades religiosas, não relatou nenhuma “experiência negativa” em uma “igreja, templo ou comunidade religiosa” que os fez diminuir seu “nível de participação”. No entanto, a “experiência negativa” mais comumente citada que afastou as pessoas de suas congregações foi uma aparência de “exclusão ou panelinhas dentro da comunidade religiosa”, relatada por 20% dos entrevistados.

“Panelinha” é um termo usado para um grupo fechado de pessoas, ou seja, um grupo que não é receptivo a novos membros.

Fatores adicionais que levaram as pessoas a “diminuir a participação na igreja” incluem “julgamento ou condenação por minhas crenças ou escolhas de estilo de vida” (19%), “desacordo com os ensinamentos bíblicos ou comentários sociais da comunidade religiosa” (18%), “impropriedades financeiras ou exploração dentro de uma comunidade religiosa” (14%), conflitos dentro de uma comunidade religiosa que não foram resolvidos satisfatoriamente” (12%), “manipulação espiritual ou abuso dentro da comunidade religiosa” (11%), falha em receber cuidados suficientes quando necessário (7%) e sensação de insegurança (5%).

“Embora alguns possam se sentir seguros de que ‘apenas’ um quinto da população mencionou panelinhas ou julgamentos, isso representa cerca de 50 milhões de americanos que dizem participar menos de uma comunidade religiosa por esses motivos”, afirmou o relatório.

O diretor de inovação da Sociedade Bíblica Americana e editor-chefe da série State of the Bible (Estado da Bíblia), John Farquhar Plake, insistiu que as congregações “se beneficiariam de nossa pesquisa nacional sobre o que as pessoas gostam e não gostam em suas igrejas”.

“As principais respostas, tanto para respostas positivas quanto negativas, são sobre pertencer”, disse Plake em uma declaração. “Quando os frequentadores da igreja sentem que pertencem, eles participam mais. E quando se sentem excluídos por panelinhas , eles se afastam.”

A Geração X, definida como o grupo de americanos nascidos entre 1965 e 1980, foi a mais propensa a relatar exclusão ou existência de panelinhas em sua igreja ou comunidade de fé que os afastaram em algum grau (24%), enquanto uma porcentagem quase idêntica de entrevistados da geração Y (23%) disse o mesmo. O relatório define a geração Y como adultos nascidos entre 1981 e 1996.

Parcelas menores de adultos nascidos em 1964 ou antes (20%) e da Geração Z (19%), nascidos entre 1997 e 2012, reconheceram panelinhas e exclusão como fatores que os afastaram de suas comunidades religiosas. Uma porcentagem maior de entrevistados do sexo masculino (23%) listou panelinhas e exclusão como uma preocupação do que suas contrapartes femininas (20%).

As visões sobre a existência de panelinhas dentro das congregações não diferiram drasticamente com base nos níveis de engajamento nas escrituras.

Vinte e dois por cento dos envolvidos com as Escrituras — aqueles que pontuam pelo menos 100 em uma Escala de Engajamento com as Escrituras que examina a “frequência de uso da Bíblia por um indivíduo e o impacto e a centralidade [de] sua mensagem” em suas vidas — identificaram grupos ou exclusão como algo que os faz ter menos desejo de se envolver com suas congregações.

Exatamente a mesma porcentagem de pessoas desligadas da Bíblia — aquelas que pontuam menos de 70 na Escala de Engajamento com as Escrituras — relataram a mesma experiência.

Apenas 19% dos entrevistados no Movable Middle, entrevistados com pontuação entre 70 e 99 na Escala de Engajamento com as Escrituras, concordaram sobre o problema que os grupos representam ao considerar o envolvimento com suas igrejas.

“Os Engajados com as Escrituras têm menos problemas com a igreja, exceto em duas áreas: panelinhas e conflitos não resolvidos”, diz o relatório. “O problema mais mencionado por todos na pesquisa, ‘exclusão e panelinhas’, recebe reclamações tanto dos Engajados quanto dos Desengajados (ambos com 22%).”

O estudo descobriu que os entrevistados que dizem ser voluntários em seus locais de culto são mais propensos a destacar coisas positivas sobre essa instituição. Sessenta e oito por cento dos voluntários listaram o “Sentimento de Comunidade e Pertencimento” como positivo sobre sua igreja, em comparação com 55% do público em geral.

“Voluntários geralmente têm menos reclamações sobre a igreja do que não voluntários, exceto por ‘Exclusão ou panelinhas dentro da comunidade de fé’ (mencionada por 24% dos voluntários, comparado a 21% dos não voluntários)”, acrescenta o relatório. “Lembre-se de que essas reclamações são baseadas em experiência pessoal, o que sugere todos os tipos de histórias de fundo. Esses insiders já foram outsiders excluídos? Ou a preocupação deles com panelinhas os leva a se envolver e acolher a todos?”

Para o restante do ano, um capítulo adicional do relatório “State of the Bible” está programado para ser lançado em cada um dos meses restantes. O produto final, programado para publicação no final do ano, deve ter nove capítulos.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Cristãos precisam de ajuda emergencial em Bangladesh

Cristãos em Bangladesh
Cristãos em Bangladesh

Parceiros locais da Portas Abertas pedem com urgência que oremos por Bangladesh. A crise começou com protestos contra corrupção do governo que rapidamente se tornaram violentos. A população reclama do privilégio de vagas de estudos e de trabalho para filhos de militares que lutaram na guerra de independência em detrimento da população geral que se esforça para conquistar espaço no Ensino Superior.

Milhões de cidadãos continuaram a tomar as ruas para manifestar a insatisfação geral. A demora para formar um governo interino também tornou a situação ainda mais complicada. Edifícios do governo começaram a ser depredados e a casa da ex-primeira-ministra foi invadida na capital de Bangladesh, Daca.

Ao menos 110 pessoas foram mortas em meio à violência. O domingo (4) foi o dia mais letal da história recente de Bangladesh, com 90 mortes. Grupos radicais também têm se aproveitado da instabilidade para atacar cristãos e outras minorias.

Novo governo interino

Parceiros locais estão trabalhando arduamente para ajudar os cristãos perseguidos que precisam de ajuda. “Estamos procurando formas de ajudá-los para que possam sobreviver à emergência. Até os nossos supervisores foram forçados a dar as motocicletas que receberam com apoio da Portas Abertas para os radicais”, conta um parceiro local.

Na quinta-feira (8), por volta das oito horas da noite, o professor Muhammad Yunus foi declarado o líder do governo interino, três dias depois da renúncia da primeira-ministra Sheikh Hasina. A ordem ainda não foi restabelecida e os policiais se recusam a voltar ao serviço sem o cumprimento de nove demandas. Entre as demandas estão a indenização para as famílias dos policiais assassinados nos protestos e que ao menos um dos membros da família possa ocupar o posto dos oficiais mortos.

Apesar das solicitações, eles foram instruídos a voltarem aos postos em 24 horas para a cerimônia de posse do governo interino. Durante o dia, os estudantes têm contribuído com um papel vital no controle do sistema de trânsito nas cidades. As estradas estão com poucos carros, pois as pessoas estão com medo de circular sem os agentes de segurança e pela instabilidade política.

“Ninguém está seguro”

Ladrões têm se aproveitado da crise para os furtos e roubos, muitas vezes à mão armada. Por isso, moradores se organizaram em turnos durante a noite para vigiar as casas, ainda assim, não tem sido suficiente para garantir a segurança de que precisam.

Muitos cristãos têm sido atacados no momento sem lei. Parceiros locais os orientaram a permanecer em casa para a própria segurança e estão trabalhando ao máximo para contatar cada cristão local e saber se estão em segurança.

Um parceiro local no Norte de Bangladesh relatou que um cristão indígena quase foi morto por um extremista que o agarrou pelo pescoço com uma faca. Outro parceiro local relatou que uma família de jovens cristãos foi atacada na segunda-feira (5), também no Norte de Bangladesh, porque não havia autoridade alguma para protegê-los. “Ninguém está seguro, especialmente os grupos minoritários. Eles estão vulneráveis e são alvos fáceis para os agressores”, disse um parceiro local.

Ajude quem mais precisa  

A Portas Abertas atua em mais de 60 países na missão de prover as necessidades da Igreja Perseguida. Com uma doação, você mantém esse trabalho com alimento, água, Bíblia, treinamento e outras necessidades emergenciais de nossa família da fé. 

Fonte: Portas Abertas

Líderes cristãos exigem ação do governo dos EUA sobre perseguição na Índia

Casas de cristãos foram destruídas em Manipur, na Índia. (Foto: Portas Abertas)
Casas de cristãos foram destruídas em Manipur, na Índia. (Foto: Portas Abertas)

Mais de 300 líderes cristãos nos Estados Unidos, incluindo líderes denominacionais, estão pedindo ao Departamento de Estado dos EUA que designe a Índia como um “País de Preocupação Particular” em meio a crescentes violações de liberdades religiosas, especialmente contra cristãos.

Uma carta enviada no início deste mês responde à crescente violência e à perseguição sistêmica sob o governo nacionalista hindu liderado pelo primeiro-ministro Narendra Modi.

Os signatários incluem uma ampla gama de líderes religiosos de várias denominações, com 18 bispos, três arcebispos e vários clérigos e líderes de escolas teológicas e organizações cristãs.

Os líderes dizem que a perseguição às minorias religiosas na Índia piorou consideravelmente desde o início do regime de Modi em 2014. A carta marca o primeiro esforço conjunto dos líderes cristãos dos EUA para abordar a perseguição religiosa na Índia.

“Este aumento na violência é impulsionado por uma ideologia política hindu etnonacionalista ou supremacista Hindutva, que confunde uma ideologia hindu militante com identidades de cidadãos indianos”, diz a carta. “Como resultado, tanto a religião hindu quanto a democracia secular constitucional da Índia foram severamente distorcidas, levando a níveis alarmantes de violência sancionada pelo estado contra cristãos, dalits de casta inferior e outras minorias religiosas, tanto nas ruas quanto dentro das estruturas do estado.”

A carta, organizada pela Federação de Organizações Cristãs Indo-Americanas na América do Norte, refere-se a uma petição de janeiro de 2024 assinada por mais de 3.000 líderes cristãos ecumênicos na Índia, condenando os supostos abusos de direitos humanos sancionados pelo governo indiano contra minorias religiosas.

Citando um relatório do Fórum Cristão Unido, a carta observa um aumento drástico nos ataques a cristãos, de 127 incidentes em 2014 para 720 em 2023.

A perseguição levou mais de 65.000 pessoas a serem deslocadas em Manipur e mais de 400 igrejas a serem destruídas ou danificadas em maio de 2023, aponta a carta. Outro relatório de Chhattisgarh observou que mais de 2.500 cristãos foram deslocados à força entre dezembro de 2022 e fevereiro de 2023 devido à sua recusa em se converter ao hinduísmo.

Mostrando a gravidade da situação, a carta se baseia em classificações internacionais, como a do órgão de vigilância de perseguição International Christian Concern, sediado nos EUA, que coloca a Índia como o terceiro pior perseguidor de cristãos no mundo.

Os signatários da carta pedem ao Departamento de Estado que tome várias ações, incluindo a designação da Índia como um CPC sob o International Religious Freedom Act. Países designados como um CPC enfrentam a possibilidade de consequências negativas, incluindo potenciais sanções paralisantes.

Os líderes cristãos instam o Departamento de Estado a responsabilizar os funcionários do governo indiano por violações das liberdades religiosas, a considerar sanções específicas e a apoiar organizações religiosas e de direitos humanos independentes, tanto na Índia como nos EUA.

A carta ao Secretário de Estado Antony Blinken argumenta que o silêncio dos EUA sobre essas questões contrasta fortemente com sua aliança geopolítica com a Índia e insta o Departamento de Estado a não ignorar essas graves violações.

“O governo indiano cortou o financiamento de centenas de escolas e hospitais cristãos que educaram e cuidaram de todas as pessoas, independentemente de casta ou religião”, observa a carta. “O apoio internacional é cortado pela aplicação draconiana do Foreign Contribution Regulation Act (Lei de Regulamentação das Contribuições Estrangeiras) da Índia, impactando milhares de organizações respeitadas internacionalmente, como a Anistia Internacional, a Compassion International, a Visão Mundial e as Missionárias da Caridade de Madre Teresa. Isso deixa os cristãos indianos isolados, medrosos e precários.”

A Anistia Internacional e a Human Rights Watch criticaram o governo indiano por defender a violência contra minorias com impunidade. A carta também se refere à legislação “anticonversão” aplicada em pelo menos 10 estados indianos que criminalizam a conversão religiosa, resultando na prisão de milhares de cristãos.

Em janeiro, a Comissão dos EUA sobre Liberdade Religiosa Internacional, uma comissão bipartidária que aconselha o governo federal e o Congresso sobre questões de liberdade religiosa internacional, criticou o Departamento de Estado por sua recusa em incluir a Índia e a Nigéria na lista do CPC.

“Nós nos reunimos com o Departamento de Estado em muitas ocasiões para soar o alarme sobre esses países, mas nem todas as nossas recomendações foram seguidas”, disseram o então presidente da USCIRF, Abraham Cooper, e o vice-presidente Frederick A. Davie, em uma declaração de janeiro.

Em seu relatório anual sobre liberdade religiosa internacional, o Departamento de Estado abordou preocupações sobre liberdade religiosa na Índia. Durante uma coletiva de imprensa em junho para lançar o relatório deste ano, Blinken discutiu o “aumento preocupante em leis anticonversão, discurso de ódio e demolições de casas e locais de culto para membros de comunidades religiosas minoritárias” na Índia. O relatório declarou que pelo menos 10 dos 28 estados da Índia aprovaram políticas que restringem “conversões religiosas para todas as religiões”.

“Comunidades cristãs relataram que a polícia local auxiliou multidões que interromperam cultos religiosos sob acusações de atividades de conversão ou ficaram paradas enquanto as multidões os atacavam e então prenderam as vítimas sob acusações de conversão”, disse o embaixador dos EUA para a Liberdade Religiosa Internacional, Rashad Hussain, na coletiva de imprensa.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

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