O Plenário do Senado aprovou, na última terça-feira (27), em votação simbólica, o projeto de lei que reconhece o cristianismo como uma manifestação cultural nacional. O projeto (PL 4.168/2021) agora segue para sanção presidencial.
O senador Esperidião Amin (PP-SC), que relatou o projeto, expressou apoio à proposta. Para garantir que a liberdade de culto prevista na Constituição não fosse restringida, Amin aceitou uma emenda do senador Magno Malta (PL-ES), que assegura que apenas o impacto público e a influência do cristianismo sejam considerados como manifestação cultural, e não o culto em si.
Durante a discussão, Magno Malta defendeu sua emenda, argumentando que ela preserva a distinção entre aspectos religiosos e culturais do cristianismo. “A emenda garante que a fé seja preservada e que não se confunda tudo com cultura. É fundamental que o culto, como garantido pela Constituição, continue a ser respeitado”.
O senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) acrescentou que a emenda aprimora o texto e dá um novo significado ao projeto. “O cristianismo transcende a manifestação cultural, abrangendo uma religião com 32% da população mundial e interagindo com diversas culturas”.
O projeto foi inicialmente apresentado pelo deputado federal Vinicius Carvalho (Republicanos-RR), que destacou a importância do cristianismo na formação cultural do Brasil e sua prevalência até hoje. Após aprovação na Câmara dos Deputados em novembro de 2022, na forma de substitutivo do deputado federal Julio Cesar Ribeiro (Republicanos-DF), a proposta foi discutida em audiência pública na Comissão de Educação e Cultura (CE).
Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS (Foto: Reprodução/UFRGS)
Um grupo de universitários cristãos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) iniciou um abaixo-assinado contra uma peça teatral com temática anticristã, que será exibida na faculdade a partir de sexta-feira (30).
Em entrevista exclusiva ao Guiame, Bruno Franzoso, estudante de História, relatou que a peça chamada “Missa do Pecado” foi divulgada no Instagram da universidade na semana passada, como parte da programação da Mostra de Teatro do Instituto de Artes.
“Uma peça teatral que, já em sua divulgação, ataca nossa fé”, criticou Bruno, de 23 anos, um dos líderes da REDE (Reunião de Evangelismo e Desenvolvimento Espiritual) – um grupo formado por estudantes cristãos da UFRGS.
Na publicação no Instagram, o anúncio da peça afirma: “A Profana Igreja da Insurreição da Carne te convida para a Missa do Pecado”.
O enredo da peça, com classificação indicativa de 16 anos, ainda apresenta personagens com nomes sombrios, como “Sabrina Satânica”, “Maligna Lopes” e “Lux Luxúria”.
A sinopse da obra, divulgada no site do Instituto de Artes da UFRGS, convida: “Venha compartilhar nossa cerimônia satânica”.
“É com muita malícia que a Profana Igreja da Insurreição da Carne convida vocês, seres pecantes, para a deliciosa Missa do Pecado. Um espaço de celebração do prazer e da liberdade, e de combate à culpa e ao ódio de si”, afirma.
Desrespeito a fé
Segundo Bruno, muitos estudantes cristãos da faculdade se sentiram que sua fé está sendo desrespeitada na peça.
“Sentimos que a peça ataca a nossa fé porque logo na sua divulgação vimos que ela junta algo que para nós é sagrado – culto ou a missa – com algo profano. Da mesma forma que nós não atacamos e nem desrespeitamos outras religiões, desejamos o mesmo conosco”, contou o estudante.
Por causa disso, os universitários iniciaram o abaixo-assinado para protestar contra o ataque à fé cristã. O documento possuía 305 assinaturas, até o fechamento desta matéria.
“O objetivo do abaixo-assinado é mostrar que há cristãos dentro da universidade que não se amedrontam diante das ofensas e, dessa forma, encorajar outros cristãos que sofrem, muitas vezes calados, diante das injustiças, e assim demonstrar que eles não estão sozinhos, porque além do suporte que há em Jesus, também encontrarão suporte nos irmãos em Cristo que estão ali na universidade: como nós, do REDE”, explicou Bruno.
Discriminação na universidade
Embora não existam meios legais para cancelar a peça, o estudante cristão afirmou que a ação é uma forma de denunciar a falta de respeito a outros pensamentos na universidade pública.
“Entrei em contato com o Instituto Brasileiro de Direito e Religião, e me comunicaram que não há prerrogativa jurídica para cancelar a peça, mas o nosso intuito vai além disso: buscamos descortinar que apenas um lado do discurso tem voz na universidade”, enfatizou.
Junto com a Frente Parlamentar em Defesa da Liberdade Religiosa da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, o Instituto Brasileiro de Direito e Religião (IBDR) divulgou uma nota de repúdio, condenando a peça “Missa do Pecado”.
As instituições classificaram a obra como um “escárnio contra a religião Católica Apostólica Romana”. “A realização do evento pode configurar crime contra o sentimento religioso, nos termos do artigo 208, do Código Penal, ao promover o escárnio de crença e vilipendio de ato e do objeto de culto religioso”, afirmou a nota.
Para Eloísa Vargas, estudante de Enfermagem na UFRGS, a fé cristã ser depreciada no meio acadêmico já é algo recorrente.
“Infelizmente esse é um tipo de coisa comum que ocorre em universidades”, disse a jovem cristã, de 20 anos.
A própria estudante, junto com outros alunos cristãos, já foi alvo de piadas de colegas por causa de suas crenças.
“A universidade é uma reprodução da sociedade. Então, se a sociedade é hostil [à fé cristã], a universidade também será. Estar em uma universidade te deixa vulnerável a sofrer algum tipo de discriminação, julgamento ou intolerância assim como em qualquer outro lugar”, refletiu Eloísa.
Em defesa da fé
Apesar de enfrentar situações de intolerância religiosa, Bruno Franzoso afirmou que é importante o jovem cristão defender sua fé na universidade.
“A nossa fé não é um apetrecho que se descarta às portas da universidade, mas está conosco em todos os momentos, porque faz parte do nosso ser”, lembrou ele.
“Então defender a fé para o cristão é mais do que obrigação, mas também é parte do nosso comissionamento. Apesar de terem muitas vozes contrárias ao que acreditamos, devemos nos inclinar à voz verdadeira, que é a voz do nosso Senhor”.
O estudante ainda encorajou a juventude cristã a brilhar a luz de Cristo em sua faculdade. “Devemos ir sem medo para a universidade, não a encarando como uma fornalha ardente, mas como um campo missionário, pois somos sal da terra e luz do mundo e devemos demonstrar a real face do Evangelho”, declarou.
O Ministério do Interior (MINT) da Nicarágua continuou a sua campanha para fechar ONGs na Nicarágua, cancelando o estatuto jurídico de outras 169 organizações sem fins lucrativos (OSFL), como em outras ocasiões, principalmente organizações evangélicas e sindicais.
O Estado acusa as ONG de terem os seus conselhos de administração “caducados” e de “não reportarem” as suas demonstrações financeiras por períodos entre um e 30 anos, segundo o acordo ministerial 40-2024-OSFL, publicado no Diário Oficial La Gaceta desta quinta-feira, 29 de agosto de 2024.
A lista de organizações inclui um grande número de organizações religiosas – entre elas a Igreja Morávia da Nicarágua –, pecuaristas, pequenos produtores, cavaleiros, artistas, aposentados e organizações sociais.
O acordo ministerial, assinado pela chefe do Interior, María Amelia Coronel Kinloch, estabelece que “no que diz respeito ao destino dos bens móveis e imóveis” das ONG eliminadas, “caberá à Procuradoria-Geral da República realizar o transferência destes em nome do Estado da Nicarágua.”
O regime tirânico de Ortega-Murillo cancelou mais de 70% das 7.227 ONG que existiam na Nicarágua até 2017, segundo dados de organizações independentes.
Folha Gospel com informações de Evangelico Digital
Dois irmãos cristãos no Paquistão foram presos e acusados de blasfêmia na terça-feira após serem acusados de profanar páginas do Alcorão, disseram fontes.
Tabish Shahid e Kalu Shahid, filhos de 18 anos de Shahid Masih, de Kalay Wala Tehsil, distrito de Kasur, província de Punjab, foram presos após denúncia de um muçulmano, Ghulam Mustafa, depois que os irmãos analfabetos foram acusados de rasgar páginas do Alcorão.
Profanar o Alcorão pode resultar em pena de prisão perpétua no Paquistão, país de maioria muçulmana, mas a intenção deve ser comprovada para haver condenação.
Mustafa alegou que na segunda-feira à noite os irmãos profanaram páginas do Alcorão em uma feira local.
“Os meninos estavam fazendo vídeos no TikTok jogando notas falsas e pedaços de papel durante o Urs [aniversário] anual no santuário de Baba Ronaq Shah quando alguns moradores locais notaram versos do Alcorão no papel rasgado”, afirmou Mustafa no Primeiro Relatório de Informações (FIR), uma espécie de boletim de ocorrência, registrado sob a Seção 295-B dos estatutos de blasfêmia amplamente condenados do Paquistão.
Sajid Christopher, da Organização de Amigos Humanos, disse que os irmãos eram analfabetos e pertenciam a uma família pobre.
“Tabish e Kalu foram ao santuário para assistir às celebrações de Urs e fazer vídeos do TikTok”, disse Christopher ao Christian Daily International-Morning Star News. “Quando viram outras pessoas jogando dinheiro para o alto em júbilo, os meninos pensaram em se divertir. Devido ao seu analfabetismo e ignorância, os dois não perceberam que inadvertidamente rasgaram páginas de um livreto corânico colocado nas proximidades.”
Familiares dos jovens os entregaram à polícia depois que as autoridades levaram a mãe deles e um tio materno sob custódia, disse Christopher.
“O pai deles, Shahid Masih, trabalhava em uma olaria, mas ele tinha começado a trabalhar recentemente como pedreiro”, ele disse. “Os meninos também tinham começado a trabalhar em uma fábrica local poucos dias antes deste incidente.”
Christopher disse que a família entrou em contato com sua organização para obter apoio jurídico, que contratou um advogado muçulmano, Chaudhry Imtiaz, para defender os irmãos.
Enfatizando a necessidade de aumentar a conscientização sobre a ameaça de acusações de blasfêmia entre os pobres analfabetos, Christopher disse que muitos cristãos acusados não têm educação básica.
“Embora seja verdade que a maioria das alegações de blasfêmia surjam de disputas e rivalidades pessoais, há casos em que os cristãos se encontraram em apuros devido ao seu analfabetismo”, disse Christopher. “A Igreja e as organizações da sociedade civil devem se concentrar neste aspecto também para evitar que as pessoas sejam implicadas nesses casos.”
Mustafa alegou em seu FIR que o incidente feriu os sentimentos religiosos dos muçulmanos.
Fontes locais, sob condição de anonimato, disseram ao Christian Daily International-Morning Star News que algumas famílias cristãs da vila fugiram de suas casas devido ao medo de violência.
“A situação se normalizou agora depois que os meninos se renderam à polícia, mas havia temores de que grupos islâmicos pudessem atacar suas casas”, disse uma fonte.
Em Jaranwala Tehsil do distrito de Faisalabad, província de Punjab, uma multidão muçulmana saqueou 25 igrejas e mais de 80 casas de cristãos em 16 de agosto de 2023, depois que dois irmãos foram acusados de profanar o Alcorão e escrever conteúdo blasfemo. Os irmãos foram liberados do caso oito meses depois que foi descoberto que eles tinham sido falsamente acusados por outro cristão.
Quase 3.000 pessoas foram acusadas de blasfêmia desde 1987, de acordo com o Center for Social Justice. A escala real de abuso dessas leis pode ser de três a quatro vezes maior, observou em um relatório.
Ele afirmou que centenas de acusados foram encarcerados no ano passado no Paquistão, com 552 detidos em prisões somente na província de Punjab. Em junho de 2024, pelo menos 350 pessoas estavam atrás das grades, de acordo com o relatório, acrescentando que 103 novas pessoas foram acusadas de blasfêmia entre janeiro e junho de 2024.
O Paquistão ficou em sétimo lugar na Lista Mundial da Perseguição de 2024, da Portas Abertas, que mostra os lugares mais difíceis para ser cristão, assim como no ano anterior.
Folha Gospel com informações de The Christian Post
Líderes cristãos têm sido mortos em ataques frequentes em Burkina Faso (foto representativa)
Os cristãos estão entre as 150 pessoas mortas em um ataque “sem precedentes” de terroristas islâmicos em Burkina Faso.
O ataque aconteceu na última sexta-feira, quando soldados e civis estavam cavando trincheiras defensivas para se protegerem em Barsalogho, na região central de Burkina Faso, de acordo com relatos recebidos pela instituição de caridade católica Ajuda à Igreja que Sofre (ACN).
Vinte e dois cristãos estavam entre as vítimas do que a ACN descreveu como uma das atrocidades mais mortais da história de Burkina Faso.
O bispo Théophile Nare, de Kaya, chamou o fato de uma “tragédia de proporções sem precedentes” e anunciou a quarta-feira como um dia de luto pelas vítimas, que também incluíam crianças.
“É meu dever vir aqui e exortá-los a não se deixarem derrotar, mas a manter a esperança, que é a esperança que nos mantém vivos”, disse ele.
“Eu também gostaria de exortá-los à penitência e à conversão para que o Deus da misericórdia possa nos dar a cura e o consolo que esperamos dele.”
Burkina Faso tem lutado para conter a disseminação do extremismo islâmico na última década e a violência continuou neste ano, com três ataques somente neste mês.
O paradeiro de mais de cem pessoas sequestradas por homens armados no início do mês permanece desconhecido. Elas foram levadas para a região de Boucle du Mouhoun, no oeste de Burkina Faso.
Folha Gospel com informações de The Christian Today
Paulo Silas do Prado Pereira, ou simplesmente Silas, como os fãs de futebol o conhecem, foi um dos grandes nomes do São Paulo Futebol Clube nos anos 1980 e, durante a Copa de 1990, herdou a camisa 10 da Seleção Brasileira que pertenceu a Zico.
Com brilhantismo dentro e fora dos campos, Paulo Silas precisou se esforçar para provar o próprio valor e enfrentar muitos altos e baixos ao longo da carreira. Os bastidores dessa jornada de superação são contados na autobiografia Além do Sucesso: Um Em Um Milhão (Compre na Amazon), publicada pela Editora Vida.
No livro, o profissional que pensou diversas vezes em desistir, mas amarrou as chuteiras e decidiu jogar até o fim em todas as partidas da vida, relata os momentos em que a fé e a coragem venceram o cansaço, a tristeza e a solidão.
Os leitores também poderão conhecer detalhes da origem humilde em Campinas, os graves problemas de saúde na infância e a perda precoce da mãe, até a consagração mundial como referência no esporte.
Das fases de glória às dores emocionais, Silas relembra, ainda, as vezes em que teve que esperar como reserva dos times, as grandes disputas internacionais, quando venceu o prêmio Bola de Ouro da Adidas no Mundial Sub-20, e os 15 anos em que viveu em solo europeu para jogar em Portugal e Itália.
Ainda, ele compartilha um dos dias mais dolorosos da própria carreira: quando soube que o pai morrera vítima de um AVC – enquanto Silas jogava fora do Brasil.
“A distância da família e dos amigos do Brasil tornavam as coisas mais difíceis […] se em campo tudo transcorria muito bem, fora dele enfrentávamos as dificuldades de qualquer imigrante, em busca de nos sentirmos menos solitários e acolhidos numa terra estranha. Em Lisboa, encontramos uma Igreja do Nazareno, e por lá adotamos a rotina de congregar. Foi muito importante viver em um país de língua portuguesa e com uma comunidade cristã que já era nossa conhecida. Para mim, estar em uma igreja funciona como um braseiro que mantém a chama acesa dentro de nós cristãos — é onde você conversa, percebe as necessidades das pessoas, e elas percebem as suas”.
Entre os desafios dessa trajetória, o autor destaca como a fé cristã o ajudou a superar todas as adversidades da carreira. O atleta também oferece reflexões sobre a importância de cuidar do corpo, da mente e do espírito, a fim de incentivar as pessoas a buscarem seus sonhos com o coração aberto para receber os planos de Deus.
Dividido em três partes, o livro é uma retrospectiva sincera sobre como o meio-campista transcendeu as fronteiras dos gramados para se tornar um exemplo de perseverança, valores familiares e dedicação missionária.
Mais do que uma visão inspiradora sobre o que significa vencer, Além do Sucesso: Um Em Um Milhão revela os segredos de um pai, marido e membro ativo da comunidade cristã sobre como deixar um legado positivo pelos caminhos trilhados e alcançar um sentido mais profundo de realização e propósito.
Sobre o autor: Paulo Silas do Padro Pereira, ou simplesmente Silas, foi um dos grandes nomes do São Paulo Futebol Clube nos anos 1980. Durante a Copa de 1990, herdou a camisa 10 da Seleção Brasileira que pertenceu a Zico. Filho de Geny e Alberto, cresceu em uma família numerosa, de nove irmãos, entre eles Eli Carlos, jogador, técnico, dirigente, comentarista esportivo e grande inspiração de Silas e Paulo Pereira – irmão gêmeo e ex-jogador do FC do Porto, Benfica e Genova.
Sobre a editora: A Editora Vida oferece títulos nas áreas infantil, jovem, relacionamentos, espiritualidade, vida cristã, ficção, acadêmicos e bíblias. Com enfoque contemporâneo e respeito a obras clássicas, promove o crescimento espiritual do leitor. Com mais de 60 anos de destaque na publicação e venda de literatura cristã, também se firma como relevante distribuidora de Bíblias, em diversas versões, edições especiais e traduções inéditas.
Detalhes do produto
Livro: Além do Sucesso: Um Em Um Milhão Editora : Editora Vida; 1ª edição (5 agosto 2024) Idioma : Português Capa comum : 208 páginas Onde comprar: Amazon
Recentemente, um estudo revelou que cantar o hino “Amazing Grace” (“Maravilhosa Graça” em português) pode reverter os efeitos de doenças cardíacas. A pesquisa envolveu 65 participantes, entre homens e mulheres, na faixa etária dos 60 anos.
Assim, pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Wisconsin investigaram como a interpretação de quatro músicas diferentes afeta a saúde dos vasos sanguíneos em idosos com problemas cardíacos. Com a orientação de um professor de canto, os voluntários cantaram “Amazing Grace”, “Hey Jude” dos Beatles, “Jolene” de Dolly Parton e a música folk “This Land Is Your Land”.
Entre as canções analisadas, “Amazing Grace” — composta por John Newton em 1772 — foi a que provocou a maior melhora na função endotelial, um indicador da saúde dos vasos sanguíneos ao redor do coração. O estudo, publicado na revista médica online medRxiv, revelou que 22% dos participantes apresentaram uma melhora no fluxo sanguíneo após cantar esse louvor.
Em contraste, “Hey Jude” e “Jolene” tiveram efeitos menos significativos; Já “This Land Is Your Land” mostrou pouca diferença.
Os pesquisadores atribuíram os efeitos positivos de “Amazing Grace” ao esforço físico e emocional envolvidos na interpretação deste hino amplamente apreciado nos Estados Unidos. Segundo eles, “As demandas fisiológicas do canto são comparáveis a caminhar em um ritmo moderadamente rápido, e descobrimos que ‘Amazing Grace’ teve o maior impacto positivo”.
Em sequência a série de lançamentos dos singles do álbum “A Igreja”, a cantora Gabriela Rocha apresenta o medley “Deus Está Aqui”. A canção chega logo após “Toda Terra” e “Yahweh (com Fernandinho)”, que somam quase 10 milhões de views no YouTube.
O medley une três clássicos da música cristã brasileira: “Deus Está Aqui”, escrita por Livingston Farias; “O Espírito de Deus”, de Bené Gomes; e “Manancial”, de Ana Paula Valadão. Assim como as demais do projeto “A Igreja”, esta também foi gravada na majestosa Catedral Metodista de São Paulo para um público de 350 pessoas. A produção musical é assinada por Gabriela Rocha, Matheus Charles, Marcos Oliveira, Renato Mor e André Lima. Já a parte de vídeo ficou a cargo da Multiforme Filmes.
Casada com o empresário Leandro Moreira e à espera de Levi, primeiro filho do casal, Gabriela Rocha estava grávida de três meses durante a gravação do projeto “A Igreja”, que se tornou o mais especial da vida da artista.
“A gravação mais especial da minha vida! No dia da gravação, eu estava com três meses e é tanta gratidão por estar vivendo aquele momento com o Levi. Meu amor pela Igreja só cresce e quando nos reunimos é maravilhoso. O que vivemos juntos no Senhor nunca haverá palavras que consigam expressar o quão lindo é esse momento e essas músicas mostram um pouco da nossa igreja Brasileira por meio de canções que marcaram nossas vidas”, declara a artista.
Com mais de cinco milhões de ouvintes mensais no Spotify, Gabriela Rocha é um verdadeiro fenômeno da música gospel. Aos 30 anos de idade, ela coleciona sucessos e até mesmo parcerias internacionais com Elevation Worship, Kim Walker-Smith, CeCe Winams, Michael W. Smith, Christine D’Clario e Miel San Marcos.
O sucesso de Gabriela Rocha também se reflete em suas redes sociais, onde soma quase 20 milhões de seguidores. Em seu canal no YouTube, ela conta com mais de 9 milhões de inscritos que geram mais de 3 bilhões de visualizações. “A minha oração é que realmente seja uma semente na nossa geração e que nós possamos voltar para esse lugar do que é ser igreja”, afirma.
Após dez anos da ascensão do Estado Islâmico, é o apoio que ajuda cristãos no Iraque a se manterem de pé. Por uma década, nossos irmãos na fé precisaram resistir ao trauma e ao terror da violência do grupo radical. Mas o apoio em oração e as doações permitem que eles encontrem esperança e mantenham a presença cristã que estava perto de desaparecer no país.
A planície de Nínive, que corresponde na modernidade ao Norte da cidade de Mosul, é uma das regiões que mais chamam atenção na nação. O local, alcançado por Jonas, conforme os relatos bíblicos, se tornou uma região em que se concentram cristãos perseguidos. Ainda hoje, a língua na planície de Nínive é o aramaico, a mesma usada por Jesus. É curioso pensar que uma região histórica tão conhecida, onde os cristãos viveram por anos, hoje precisa de socorro urgente para que a presença cristã não desapareça.
Igrejas, monastérios e instituições cristãs, algumas construídas no século 4 d.C., se tornaram fábricas e prédios comerciais após a invasão do Estado Islâmico. Todas as cruzes nas igrejas foram retiradas e alguns templos foram usados para armazenar munição ou até mesmo como base de ataque dos radicais. As pessoas foram obrigadas a fugir, levando apenas a roupa do próprio corpo e documentos de identidade. Elas só enxergavam um futuro incerto e muitas foram mantidos em cativeiro pelo grupo extremista na planície de Nínive e ainda hoje estão desaparecidas.
Mais do que a ajuda humanitária, parceiros locais da Portas Abertas foram representantes da presença de cristãos do mundo todo em união com os cristãos perseguidos no Iraque. Eles organizaram treinamentos e distribuíram literatura cristã para fortalecer a igreja fragilizada durante uma década.
Além disso, socorreram mais de 15 mil famílias cristãs deslocadas internas, totalizando 60 mil vítimas socorridas. “A situação não foi fácil para nós, e a Portas Abertas fez o melhor que pôde para socorrer as pessoas e ajudar as igrejas. Entregamos 25 mil Bíblias para os que perderam suas Bíblias durante a invasão e isso permitiu que eles se reaproximassem de Deus em meio à dor”, explica Shifaa (pseudônimo), um parceiro local.
“No inverno, entregamos cobertores, aquecedores e roupas. Por dois anos e meio também oferecemos mensalmente alimento para mais de 15 mil famílias e ajuda médica para os doentes. Nosso objetivo é apoiar a igreja em meio ao sofrimento. Tentamos mostrar que cristãos do mundo todo se importam com eles, que não estão sozinhos, estamos conectados como corpo de Cristo”, acrescenta Shifaa.
Estima-se que, em 2003, 1,5 milhão de cristãos viviam no Iraque. Hoje, o número é menos que 200 mil, sendo 25 mil na planície de Nínive. Muitos deles estão voltando para casa e se veem confrontados com a devastação deixada para trás. A possibilidade de que a presença cristã desapareça do Iraque é muito grande, mas Deus tem outros planos.
“Depois da libertação, as cidades começaram a ser reconstruídas aos poucos. A Portas Abertas contribuiu com 2.283 casas e continua a oferecer cuidados pós-trauma e cursos profissionalizantes nas igrejas históricas que se tornaram Centros de Esperança”, conta o parceiro local.
“Dizer obrigada é pouco. Vocês nos ajudaram, estiveram conosco, nos encorajaram e isso me ajudou a recomeçar”, diz Farah, uma cristã local. Rivan, um jovem de 30 anos que foi apoiado pelo projeto de geração de renda também agradeceu e usou os recursos que recebeu para começar uma pequena roça que sustenta sua família.
Graças a você, a vida tem retornado à planície de Nínive e a todo o Iraque. A resiliência, a fé e a lealdade dos cristãos que escolheram permanecer no Iraque e manter a igreja são evidências dos frutos da conexão que temos com eles, mesmo a quilômetros de distância, mas unidos no propósito de adorar a Deus. A presença cristã no Iraque não foi destruída e, pela graça de Deus, nunca será.
Cristãos que desejam servir a Igreja Perseguida precisam ter mais de 18 anos e ser membro de uma igreja local. Em seguida, devem preencher o formulário para se candidatar e conhecer as oportunidades existentes para atuação, de acordo com os dons e talentos pessoais.
Cristãos são grupo religioso mais perseguido no mundo. (Foto: Reprodução / GOD TV)
A violência contra cristãos não é exclusiva da África e da Ásia. O Observatório sobre a Intolerância e a Discriminação contra os Cristãos na Europa (OIDAC) aponta para uma tendência alarmante também no continente europeu.
O Observatório de Intolerância e Discriminação contra os Cristãos na Europa é uma organização com sede em Viena que monitora a liberdade religiosa no continente europeu.
Em comunicado, a organização destaca a necessidade de atenção também à crescente violência no Ocidente, além dos casos dramáticos na África e na Ásia:
“No Ocidente, tendemos a considerar a violência contra crentes religiosos principalmente como um problema de países na África e na Ásia. Embora seja importante destacar esses exemplos dramáticos de perseguição, devemos também prestar atenção ao que está acontecendo na Europa”, afirma Anja Hoffmann, Diretora Executiva da OIDAC Europa.
A organização constatou que, além da maioria dos ataques serem direcionados a igrejas e cemitérios, também está crescendo o número de agressões contra cristãos individuais em toda a Europa.
Por exemplo, o Ministério do Interior francês registrou quase 1.000 crimes de ódio anticristãos em 2023, dos quais 84 foram ataques pessoais contra os cristãos.
Às vezes, comunidades inteiras são alvo de violência antirreligiosa. Em junho, por exemplo, uma Igreja Adventista do Sétimo Dia em Dijon foi atacada com gás lacrimogêneo durante um culto, causando pânico e ferindo nove pessoas, segundo o relatório da OIDAC.
Segundo a diretora Anja Hoffmann, especialmente os cristãos convertidos de origem muçulmana são vulneráveis à violência.
Em abril, um tribunal italiano condenou pessoas que agrediram um cristão tunisiano convertido. Hoffmann ressalta que o direito de se converter a outra religião é “um elemento essencial da liberdade religiosa”. Portanto, ela afirma que os governos europeus devem fazer o máximo para proteger esses cristãos, “que estão em alto risco de violência.”