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Igreja é invadida e pastor sofre agressão na Índia

Culto em uma igreja improvisada na Índia
Culto em uma igreja improvisada na Índia

A esposa de Laxman* estava doente. Morrendo. Em desespero, Laxman, um hindu devoto na Índia, a levou para uma igreja e pediu para alguém orar. Isso foi o começo de uma história extraordinária – e o momento que a vida dele mudou para sempre. “Minha esposa foi curada com apenas uma oração. Eu entendi o poder desse Deus, e fiquei determinado a espalhar essa mensagem”, disse.

Laxman estudou Teologia e começou uma igreja, e coisas incríveis começaram a acontecer. “Pessoas vinham aos cultos e eram libertas de seus vícios, como álcool e cigarro”, conta. Outros, incluindo o filho recém-nascido de Laxman, eram curados de doenças. A igreja passou de três para centenas de pessoas. Mas essa vibrante e frutífera comunidade estava sendo observada.

A Índia é a maior democracia no mundo, e a nação mais populosa no planeta. Mas é o 11º lugar mais perigoso para ser um cristão, e há uma tendência preocupante de piora na perseguição e violência. Por todo o país, extremistas hindus veem o cristianismo como uma ameaça. Eles acreditam que indianos devem ser hindus, e ameaçam cristãos e outras minorias com intolerância, discriminação e violência. (A ideologia nacionalista radical de extremistas hindus é conhecida como hindutva).

Leis anticonversão

No estado onde Laxman vive, existem leis para impedir a conversão forçada para outra religião que não seja o hinduísmo. Essas leis anticonversão são amplamente mal utilizadas, então cristãos que compartilham sua fé são muitas vezes acusados de um crime.

“Os extremistas me acusaram de enganar as pessoas para se converterem usando dinheiro. Eu ouvi que se continuasse meu ministério, seria enterrado vivo”, disse Laxman. Um membro da igreja dele foi coagido a assinar um papel em branco. Isso foi usado para criar uma declaração falsa, dizendo que o cristão foi enganado para se converter ao cristianismo. Essa “evidência” era justamente o que os extremistas precisavam.

“Eu estava conduzindo um culto de oração e a polícia veio. Eles me agrediram, me pegaram pelo colarinho e me atingiram com bastões. Eu pensei que os moradores da vila me salvariam, mas ninguém apareceu. A polícia me colocou na prisão, me torturou e zombou de mim. Eu pedi ao Senhor: ‘O que eu farei agora?’”, relembra Laxman, com lágrimas nos olhos.

Após seis dias na prisão, o pastor foi solto. O prédio da sua igreja estava em ruínas, destruído pelos extremistas. Os cristãos estavam assustados, com muito medo para se encontrarem. Sem reuniões na igreja, Laxman perdeu sua renda. Agora, ele está sob constante vigilância, e a polícia invade a casa dele sempre que quer. É uma situação desesperadora, mas Laxman persiste. Ele se encontra secretamente com uma porção de outros cristãos, e ele confia no Senhor. “Deus prometeu que estaria comigo.”

Fonte: Portas Abertas

Autora de “Casamento de Sucesso” explica como ter uma família saudável

Dra. Giseli Lima, escritora e terapeuta de casais. Foto: Divulgação.
Dra. Giseli Lima, escritora e terapeuta de casais. Foto: Divulgação.

Com mais de 15 anos como terapeuta de casais e 36 anos de casada, a Dra. Gisele Lima, que é escritora e terapeuta, compartilha seis atitudes para manter um relacionamento conjugal forte, saudável e duradouro no livro “Casamento de Sucesso”, pela Hagnos. 

Ao site cristão Comunhão, Gisele contou sobre o processo de escrita do livro e disse que o leitor não encontrará soluções fáceis. “Ele não é um livro apenas para leitura, mas é um manual prático para renovar, restaurar, reestruturar ou mesmo curar o casamento”, conta. 

Ela diz que sua obra é destinada para àqueles que querem “conhecer mais sobre como construir um casamento feliz e duradouro”.

Ela falou dos problemas que atingem casamentos no Brasil, como o divórcio, e a contribuição da fé e da igreja na manutenção do casamento, além de dicas para viver um matrimônio de sucesso. 

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Comunhão – Qual o principal fator que contribui para o alto índice de divórcios no Brasil?
Gisele Lima – Atendo casais de forma profissional e ministerial, na sua maioria, pessoas que dizem ter uma convicção cristã e tenho percebido um processo gradativo de mudança na visão sobre casamento e sobre o divórcio. Parece que os conceitos distorcidos, que são disseminados nas mídias, tem influenciado. Com isso, as pessoas se casam com a porta do divórcio aberta, com uma visão de casamento no modo contratual e em um compromisso frágil. Com as crises, que fazem parte da vida, acabam considerando o divórcio como a melhor opção. O projeto de Deus é o caminho certo para o sucesso, se for seguido à risca! O segredo está na execução do projeto, que se mau executado, leva ao fracasso. Na falta de clareza sobre o projeto, muitos tem deixado de acreditar que é possível permanecer casados, satisfeitos, felizes e apaixonados. Você não tem como alcançar o que não acredita, pois não terá isso como alvo e por isso, não agirá para alcançar.

Se o casal precisar focar em um pilar para a manutenção do casamento, por qual deveria começar? 
Apresento seis atitudes que precisam ser assumidas, diariamente, de forma intencional, para conquistar um casamento de sucesso. Essas atitudes são pilares que sustentarão o casamento até que a morte os separe. Atitudes diárias que manterão o nosso jardim verde e florido para que tenhamos sempre prazer de estar nele. Mas, considero a primeira, decisiva, trata-se do relacionamento com Deus (Pai, Filho e Espírito Santo). Trazer Deus para dentro de sua vida, fazendo Dele o alicerce inabalável. Ser imitador de Cristo, é dar e servir primeiro, é ter disposição para perdoar diariamente com os frutos do Espírito Santo: amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Isso, vai manter o casamento forte até que a morte os separe.

Como o livro “Casamento de Sucesso” se diferencia de outras abordagens sobre relacionamento conjugal?
A forma interativa e didática com aplicações práticas dos conteúdos ao final de cada capítulo e QR codes que levam para vídeos meus com conteúdos complementares, é um grande diferencial. Com uma base Bíblica sólida, juntamente com fundamentos da psicologia comportamental, com o foco principal na prevenção e manutenção, o livro é uma ferramenta poderosa que vem somar às outras existentes. Ele, sem dúvida, é o manual prático que todo ministério de família precisa ter! Pode ser aplicado de forma individual, no aconselhamento de um casal, pequenos grupos de casais e inclusive para noivos.

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De que maneira acredita que a igreja possa colaborar para a manutenção e fortalecimento da instituição casamento no Brasil e no mundo?
Existe uma urgência em um posicionamento da igreja frente as estatísticas cada vez mais estarrecedoras sobre divórcio no meio cristão. Tenho tido a graça e privilégio de, junto com meu esposo Neymar, conhecer muitas igrejas, em que os ministérios de casais estão com uma demanda “decrescente”, pois a demanda real é crescente e por isso, o cenário não faz sentido. Talvez, seja o reflexo de ministérios de casais, voltados para eventos esporádicos e foco principal na cura, quando os casamentos estão a beira do divórcio, devido a um processo de anos, que não tem como ser resolvido em um encontro de três dias.

Liste o que pode ser feito para reverter estas estatísticas?
– Estruturar ministérios de família focados na prevenção e manutenção. 
– Programas para casais na igreja são para todos, não apenas aos que estão em crise.
– Realizar programas regulares, classes, grupos, para um casamento saudável.
– Priorizar o investimento em casais, pois o casamento refletirá em tudo. 

Dicas práticas para viver um casamento de sucesso? 
– Ter um relacionamento genuíno com Deus (Pai, Filho e Espírito Santo). 
– Decidir agir e persistir agindo, sem esperar ou depender do outro. 
– Desejar, acreditar que é possível permanecer casados e satisfeitos. 
– Ser um cônjuge saudável. 
– Manter o cônjuge sempre no topo da lista de prioridades. 
– Estar pronto a ouvir, servir e cuidar. 
– Compreender as diferenças. 
– Investir na vida sexual. 

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Fonte: Comunhão

Pastor Josué Valandro ora por Alexandre Ramagem após receber R$ 500 mil em emenda parlamentar

Pastor Josué Valandro e Ramagem (Foto: Reprodução)
Pastor Josué Valandro e Ramagem (Foto: Reprodução)

No culto deste domingo, a Igreja Batista Atitude, liderada pelo pastor Josué Valandro Junior, orou e abençoou a campanha do candidato à prefeitura do Rio de Janeiro, Alexandre Ramagem (PL). O que chamou a atenção, no entanto, foi a notícia de que, meses antes, um instituto ligado à igreja havia recebido uma emenda parlamentar de R$ 500 mil, destinada por Ramagem.

A informação foi divulgada no dia 19 de agosto pelo jornal O Globo.

A verba foi direcionada ao Instituto Assistencial Atitude, braço da Igreja Batista Atitude, em maio deste ano. A entidade, dirigida pelo próprio pastor Valandro, justificou a solicitação da emenda ao Ministério do Esporte como um meio para custear a criação de um time de futebol amador em uma comunidade terapêutica mantida pela igreja em Itaboraí, na Região Metropolitana do Rio. O projeto visa à reintegração social de dependentes químicos, um dos focos do trabalho assistencial da igreja.

Ramagem, que tem o apoio da família Bolsonaro em sua candidatura, é conhecido por seu alinhamento com as pautas conservadoras e por sua proximidade com líderes religiosos como Valandro. O pastor, que também mantém uma relação estreita com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, não respondeu aos pedidos de esclarecimento sobre a destinação da emenda.

Em nota à imprensa, Ramagem defendeu a alocação dos recursos, afirmando que a emenda contribuirá para a “melhoria e ampliação do atendimento de reabilitação de dependentes químicos”, destacando que acolher e reintegrar essas pessoas é uma maneira de “preservar vidas”. No entanto, ele não comentou se houve influência ou pedido direto da família Bolsonaro para que o valor fosse destinado ao instituto ligado a Valandro.

Ramagem é apadrinhado pela família Bolsonaro. Em abril deste ano, por exemplo, Michelle apareceu em um vídeo fazendo campanha para o congressista à Prefeitura do Rio.

Durante o governo Bolsonaro, Ramagem chefiou a Abin (Agência Brasileira de Inteligência). O deputado foi o responsável por gravar, em agosto de 2020, a reunião em que foram discutidas estratégias para blindar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente, do caso das “rachadinhas” (repasse de salário).

A gravação foi encontrada pela PF (Polícia Federal) durante as investigações da “Abin paralela”, que apuram o uso da estrutura do órgão para vigiar autoridades, como congressistas e ministros do Supremo e jornalistas, ilegalmente.

Oração por Eduardo Paes

Horas antes, O pastor Valandro, conhecido por seu alinhamento com figuras da direita, abençoou o candidato e atual prefeito Eduardo Paes (PSD), de centro-esquerda.

Valandro, que tem um histórico de apoio à família do ex-presidente Jair Bolsonaro e uma postura crítica em relação à esquerda nas últimas eleições, iniciou o dia abençoando Eduardo Paes. Durante o culto matutino, o pastor ressaltou as intervenções positivas do prefeito em projetos que beneficiaram a igreja, como a abertura de uma creche e a cessão de um terreno. Valandro expressou gratidão a Paes e conduziu uma oração, pedindo a proteção divina ao candidato à reeleição.

Fonte: Fuxico Gospel, Poder360 e O Globo

Pastor é condenado à prisão por obter US$ 3,5 milhões em fundos de auxílio à Covid e comprar Tesla

O pastor Rudolph E. Brooks é o fundador e pastor sênior do Kingdom Tabernacle of Restoration Ministries, Inc, em Washington, DC. | YouTube /Robin Dorsey
O pastor Rudolph E. Brooks é o fundador e pastor sênior do Kingdom Tabernacle of Restoration Ministries, Inc, em Washington, DC. | YouTube /Robin Dorsey

Rudolph Brooks, um pastor de 48 anos de Cheltenham, Maryland, nos EUA, foi condenado a 18 meses de prisão federal por obter fraudulentamente mais de US$ 3,5 milhões em empréstimos do Programa de Proteção ao Salário (PPP, sigla em inglês) da COVID-19 e usar parte desses fundos para comprar um Tesla.

A sentença também inclui dois anos de liberdade supervisionada e determina o confisco de bens significativos, incluindo propriedades em Maryland.

Investigações revelaram que, de abril de 2020 a setembro de 2021, Brooks, fundador e pastor sênior do Kingdom Tabernacle of Restoration Ministries em Washington, DC, explorou o programa enviando documentos falsificados para obter empréstimos para empresas sob seu controle, incluindo uma concessionária de automóveis e um ministério, disse Erek L. Barron, procurador dos EUA para o Distrito de Maryland, em um comunicado.

As atividades fraudulentas de Brooks se concentravam em seus negócios, Cars Direct by Gavawn HWD Bob’s Motors, Kingdom Tabernacle of Restoration Ministries e Madaro, LLC. Ele inflou os números de funcionários e as despesas com folha de pagamento em solicitações de empréstimo PPP, garantindo milhões, que ele então usou indevidamente para despesas pessoais.

Compras notáveis ​​incluíram um Tesla Model 3 2018, uma propriedade em Upper Marlboro, Maryland, e gastos extravagantes em mantimentos, itens de varejo e refeições em restaurantes.

A Lei CARES, sob a qual Brooks cometeu a fraude, foi promulgada em março de 2020 para fornecer assistência financeira emergencial aos americanos afetados pela crise econômica causada pela COVID-19.

Brooks se declarou culpado de acusações de fraude eletrônica e lavagem de dinheiro, conforme registros do tribunal da sentença. Como resultado, ele foi ordenado pela juíza Deborah L. Boardman a perder mais de US$ 2 milhões, o veículo Tesla e o imóvel comprado com os fundos obtidos de forma fraudulenta.

O caso contra Brooks envolveu várias agências federais, incluindo o FBI e o IRS.

Brooks foi processado pela Força-Tarefa do Distrito de Maryland, uma das três iniciativas nacionais destinadas a combater fraudes relacionadas à pandemia.

Em uma entrevista com Robin Dorsey do The Impact na WBGR em 2018, Brooks disse que soube que foi chamado por Deus quando tinha cerca de 4 ou 5 anos de idade. Ele ainda observou que foi criado na igreja e seu pai era um ministro.

O site da sua igreja descreve o descreve como “um homem segundo o coração de Deus e apaixonado pelo povo de Deus”.

“O pastor Brooks deseja ver os crentes crescerem espiritualmente e deseja ver a igreja funcionar de acordo com a palavra do Senhor. Seu intenso amor pelo Senhor, espírito implacável e habilidade de tocar o próprio coração de Deus fazem dele um orador memorável. Com seu amor por Deus e estilo de pregação animado, que pode prender a atenção até mesmo dos céticos, o pastor Brooks fala e compartilha o coração de Deus com compaixão e convicção”, observa a igreja.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Nigéria: mais de 16.000 cristãos mortos em 4 anos, mostra relatório

Cristãos durante culto em igreja na Nigéria (Foto: Gracious Adebayo/Unsplash.com )
Cristãos durante culto em igreja na Nigéria (Foto: Gracious Adebayo/Unsplash.com )

Mais de 16.000 cristãos foram mortos na Nigéria em quatro anos entre 2019 e 2023, já que mais seguidores de Cristo foram vítimas de violência do que adeptos de outras religiões, de acordo com dados coletados pelo Observatório para a Liberdade Religiosa na África (ORFA, sigla em inglês). 

O ORFA divulgou um projeto de dados de quatro anos, na quinta-feira, documentando 55.910 fatalidades de 9.970 ataques, incluindo civis e combatentes, em toda a Nigéria. Dos mortos, 30.880 eram civis. As vítimas cristãs totalizaram 16.769, superando significativamente as 6.235 fatalidades muçulmanas — a proporção de mortes de cristãos para muçulmanos sendo de 6,5:1. Pastores muçulmanos radicalizados Fulani foram responsáveis ​​por 55% das mortes de cristãos. 

“Por mais de uma década, atrocidades contra civis na Nigéria foram minimizadas ou minimizadas. Isso provou ser um grande obstáculo para aqueles que buscam entender a violência”, escreveram os pesquisadores no relatório de 136 páginas compartilhado com o The Christian Post.

“Eufemismos enganosos, como ‘pastores armados’ e ‘pastores de gado’ são usados ​​para descrever ondas contínuas de invasão, tortura e matança em comunidades rurais. Descrições de ataques como ‘conflitos étnicos’, ‘conflitos entre fazendeiros e pastores’ ou ataques retaliatórios são seriamente enganosas.”

Outro termo frequentemente usado para descrever milícias que realizam sequestros em massa e impõem “servidão” às comunidades é “bandidos”, alerta o relatório, acrescentando que “uma política de ocultação da identidade religiosa das vítimas” está distorcendo a realidade da situação.

“A milícia étnica fulani está atacando populações cristãs, enquanto os muçulmanos também sofrem severamente em suas mãos”, disse o Rev. Gideon Para-Mallam, analista e parceiro do observatório, em um comunicado.

“Milhões de pessoas ficam desprotegidas”, acrescentou Frans Vierhout, analista sênior do Observatório da Liberdade Religiosa na África. “Por anos, ouvimos falar de pedidos de ajuda sendo ignorados, enquanto terroristas atacam comunidades vulneráveis. Agora, os dados contam sua própria história.”

Em toda a Nigéria, mais de 21.621 pessoas foram sequestradas em 2.705 ataques, com alguns incidentes sobrepostos. O observatório registrou 11.610 ataques distintos em que indivíduos foram mortos ou sequestrados. Destes, 8.905 envolveram apenas assassinatos, 1.065 incluíram assassinatos e sequestros e 1.640 envolveram apenas sequestros.

Dos 21.532 civis sequestrados, 11.185 eram cristãos e 7.899 eram muçulmanos, de acordo com a ORFA.

Pesquisadores declararam que a identidade religiosa das vítimas influenciava significativamente o tratamento que recebiam dos sequestradores, com os prisioneiros cristãos frequentemente enfrentando condições mais duras e maiores riscos de execução em comparação aos seus colegas muçulmanos.

Em média, oito ataques envolvendo assassinatos ou sequestros ocorreram diariamente ao longo de um período de quatro anos na Nigéria. O medo da violência piorou tanto que houve relatos de crianças dormindo em árvores para evitar ataques noturnos.

Os dados mostraram uma grande distribuição geográfica da violência, com 65 diferentes Áreas de Governo Local afetadas. A maioria das fatalidades civis ocorreu durante ataques a comunidades, particularmente durante os meses de pico da temporada agrícola, entre abril e junho. As regiões Noroeste, Centro-Norte e Nordeste foram identificadas como epicentros de tais ataques.

As pessoas eram mais vulneráveis ​​em suas casas, com a maioria dos civis — 25.312 mortos e 16.761 sequestrados — sofrendo ataques em suas comunidades, de acordo com o relatório. Isso contrasta com outros locais onde 5.568 civis foram mortos e 4.771 sequestrados.

O relatório apontou a Milícia Étnica Fulani e outros grupos menos conhecidos como principais agressores.

Pastores fulani armados, parte da FEM, e vários grupos terroristas foram responsáveis ​​pela maioria dos assassinatos e sequestros, ofuscando as ameaças mais reconhecidas internacionalmente do Boko Haram e da Província do Estado Islâmico da África Ocidental. Por exemplo, pastores fulani armados foram responsáveis ​​pelas mortes de 11.948 civis, enquanto outros grupos terroristas foram responsáveis ​​por 12.039 mortes. Os fulani armados foram responsáveis ​​por mais de 6.000 sequestros de civis, enquanto outros grupos foram responsáveis ​​por 13.000.

Os Fulani armados foram responsáveis ​​por 9.153 mortes de cristãos durante esse período; Outros grupos terroristas foram responsáveis ​​por 29% ou 4.895 mortes. Juntos, Boko Haram e ISWAP foram responsáveis ​​por 8% das mortes de cristãos, o que equivale a 1.268 fatalidades.

O relatório criticou o foco do governo nigeriano em relação a essas áreas, sugerindo que a falta de uma resposta de segurança adequada permitiu que esses grupos operassem quase impunemente.

“O governo nigeriano deve acordar para sua responsabilidade de proteger as vidas e propriedades dos nigerianos. A impunidade permitiu que ataques direcionados contra pessoas inocentes continuassem inabalavelmente”, conclui o relatório. “O governo tem [a] responsabilidade de manter a lei e a ordem, portanto, fornecer proteção para vidas e propriedades tranquilizará os cidadãos e aumentará a confiança no governo. Se as pessoas não puderem confiar no governo para fazer justiça, mais grupos militantes e atores subestatais podem se levantar contra o Estado contra seus cidadãos.”

O observatório pede que o governo nigeriano priorize a paz e a coexistência, reavalie suas estratégias de segurança e aumente o apoio às comunidades afetadas.

As principais sugestões incluem reorientar os valores nacionais para a justiça e a reconciliação, melhorar as medidas de segurança para proteger os civis e promover o diálogo inter-religioso para mitigar preconceitos e tensões religiosas.

O relatório também pediu um esforço conjunto de organismos internacionais para abordar a violência na Nigéria.

Os estados-membros da União Europeia, juntamente com os governos dos Estados Unidos e do Reino Unido, devem alocar mais recursos de ajuda à Zona Centro-Norte da Nigéria e ao Sul de Kaduna, que estão passando por uma crise de deslocamento, disse o relatório, explicando que em áreas onde os deslocados internos podem retornar às suas comunidades de origem, eles frequentemente encontram suas casas e comunidades em ruínas.

O ORFA acrescentou que os governos dos EUA e do Reino Unido devem usar suas posições no Conselho de Segurança das Nações Unidas para buscar uma resolução que vise melhorar a segurança das comunidades na Nigéria que são vulneráveis ​​a ataques.

O governo dos EUA continua enfrentando pressão de defensores e da Comissão dos EUA sobre Liberdade Religiosa Internacional para rotular novamente a Nigéria como um país de particular preocupação para a liberdade religiosa internacional, depois que o país foi removido da lista durante o primeiro ano do governo Biden.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Cristãos indígenas enfrentam perseguição no México

Cristãos sofrem perseguição no México (Foto: Portas Abertas)
Cristãos sofrem perseguição no México (Foto: Portas Abertas)

Nas últimas semanas, muitos órgãos de imprensa mostraram a situação difícil de cristãos indígenas perseguidos na comunidade de San Isidro el Arenal e em Oaxaca, México. O conflito se intensificou há um mês e resultou em uma igreja queimada, em cristãos presos e muitos homens e mulheres devastados e expulsos de suas terras.

Vídeos na internet mostram as casas de cristãos destruídas e a situação crítica. Apesar de a Constituição do México garantir a liberdade religiosa, as muitas comunidades indígenas na cidade de Oaxaca proíbem a prática de qualquer religião que não seja o catolicismo. No entanto, é importante ressaltar que se trata de uma mistura de crenças mesoamericanas e adoração a santos católicos, distante dos ensinos cristocêntricos.

“É por isso que aqueles que seguem o cristianismo bíblico são mal-vistos. Nessas comunidades, eles julgam uns aos outros com base nos costumes locais e muitas vezes cometem abusos em nome da tradição”, afirma Yeraldo Hernández, um pastor local, em um vídeo que tem circulado na internet.

No mesmo vídeo, Moisés Sarmiento, outro pastor mexicano que visita cristãos indígenas em Oaxaca para levar comida, conta que foi preso ilegalmente na região. Ele e outros quatro pastores foram detidos por algumas horas. Os líderes cristãos foram privados dos pertences, despidos e insultados na cadeia.

“Não estamos com medo”

“Eles nos levaram como prisioneiros, nos julgaram e disseram que éramos pessoas que não poderiam entrar na comunidade, que não éramos bem-vindos e não poderíamos pregar o evangelho”, conta Moisés. O pastor também conta que foi ameaçado de morte.

“Eles ameaçaram nos queimar vivos. Não estamos com medo disso porque sabemos em quem confiamos, pertencemos a Cristo, isso é tudo o que permanece em nossa mente”, ele acrescenta.

Esse não é um problema novo no México. Desde novembro de 2023, ao menos 13 cristãos na região relataram assédios por causa da fé em Jesus. Os ataques envolvem cortes de energia elétrica, bloqueio em estradas para impedi-los de dirigir ao trabalho e confisco das terras de alguns deles. No mesmo período, um parceiro local da Portas Abertas começou a visitá-los para encorajá-los e para orar por eles e treiná-los para responder biblicamente à perseguição.

De acordo com uma equipe da Portas Abertas que investigou a situação, cristãos locais saíram da comunidade pouco depois de suas casas serem destruídas, mas têm recebido apoio de igrejas locais, tanto no âmbito jurídico, quanto no espiritual.

Além disso, eles organizaram campanhas pelas redes sociais para levantar recursos financeiros e materiais. Eles também mobilizaram protestos pacíficos em Oaxaca e na Cidade do México como forma de demonstrar a gravidade da situação.

Atualmente, membros da Portas Abertas estão se mobilizando para dialogar com as autoridades de Oaxaca em busca de uma solução mais rápida para o conflito, para que a paz volte a existir na comunidade.

Ajude cristãos indígenas mexicanos 

Ao abandonarem a religião tradicional de seus ancestrais, cristãos indígenas no México precisam de amparo legal para responder à perseguição de autoridades locais e líderes comunitários. Com uma doação, você permite que sejam preparados para se defender legalmente em casos de perseguição em comunidades indígenas. 

Fonte: Portas Abertas

Megaigreja de Robert Morris, que renunciou após escândalo de abuso sexual, enfrenta êxodo de fiéis

Pastor Robert Morris, fundador da Gateway Church em Southlake, Texas, reununciou após escândalo de abuso sexual. (Foto: YouTube/Pastor Robert Morris)
Pastor Robert Morris, fundador da Gateway Church em Southlake, Texas, reununciou após escândalo de abuso sexual. (Foto: YouTube/Pastor Robert Morris)

Alegações de abuso sexual infantil surgiram em um blog dedicado a histórias de sobreviventes cristãos. Desta vez, o homem envolvido passou a liderar uma das maiores megaigrejas dos Estados Unidos.

Robert Morris, que fundou e liderou a Gateway Church por quase 25 anos no subúrbio de Dallas-Fort Worth, em Southlake, Texas, renunciou após o escândalo vir à tona em junho. Sua saída levou milhares de evangélicos a uma temporada de luta.

As informações são da CNN.

Na semana passada, um pastor que supervisionava todos os campi da Gateway saiu em meio a uma “questão moral” não revelada, tornando-se a mais recente de uma série de mudanças para a igreja: o cancelamento de sua conferência anual, a saída do sucessor de Morris, a renomeação de seu campus em Houston e um êxodo de fiéis.

A cada culto de fim de semana, os fiéis continuam enfrentando lembretes do escândalo, com pastores interinos ou convidados iniciando seus sermões dizendo “Sinto muito”, falando sobre tristeza ou encontrando esperança em tempos difíceis. Eles notaram que as pessoas que se sentaram e oraram ao redor deles por anos não estão mais aparecendo para o culto.

A igreja viu uma queda de 17% a 19% na frequência aos cultos de fim de semana, disse um porta-voz da igreja à CNN.

A rotatividade na igreja pode ter efeitos de longo alcance. A Gateway Church atrai cerca de 100 mil pessoas para seus cultos de fim de semana e tem mais de 560 funcionários em nove locais no Texas e outros dois no Missouri e Wyoming, de acordo com a igreja.

É considerada uma das maiores megaigrejas dos Estados Unidos, que são congregações com uma frequência média semanal de culto de 2 mil pessoas ou mais. Há quase 1.800 megaigrejas nos Estados Unidos, de acordo com o Hartford Institute for Religion Research.

A posição de Morris como uma figura pública vai além do tamanho de sua antiga congregação. Em 2016, ele fez parte do Conselho Consultivo Executivo Evangélico do ex-presidente Donald Trump, anunciou a campanha em um comunicado à imprensa na época.

Trump também realizou uma mesa redonda no campus de Dallas da Gateway em 2020 e Morris liderou uma oração antes do evento.

“Eu não sabia a verdade”, diz ancião sobre abuso de Morris

A ​​temporada “difícil” da congregação — como o pastor interino Max Lucado a chamou em um sermão no último fim de semana — começou em junho, quando o relato de abuso de Cindy Clemishire foi publicado no The Wartburg Watch, um blog de vigilância da igreja.

Clemishire, de 54 anos, disse à afiliada da CNN WFAA que Morris a molestou em 1982, quando ela tinha 12 anos. Começou no dia de Natal e continuou até que ela contou aos pais em 1987, ela disse.

Logo após as alegações surgirem, Morris admitiu ter tido “comportamento sexual inapropriado com uma jovem” na década de 1980. Em sua resposta inicial, a Gateway Church disse que o pastor tinha sido “aberto e direto sobre uma falha moral” que ocorreu quando ele tinha 20 anos e trabalhava em outra igreja, e teve um “processo de restauração” de dois anos, de acordo com declarações obtidas pela WFAA.

Só dias depois Morris renunciou ao seu cargo. Em uma declaração anunciando a renúncia, o Conselho de Anciãos da Gateway Church disse que o grupo não tinha todos os fatos sobre o relacionamento extraconjugal de Morris, a idade da vítima e a duração do abuso.

O conselho disse que Morris discutiu isso muitas vezes como algo que aconteceu antes de fundar a congregação, mas ele não mencionou que foi com uma criança.

“Como ancião, eu não sabia a verdade. E, francamente, como muitos de vocês, minha esposa e eu estamos chocados, devastados e sofrendo”, disse Tra Willbanks, um dos anciãos da megaigreja, à congregação em um culto em junho.

Por cerca de 10 minutos, ele chorou enquanto falava sobre a renúncia de Morris atrás de um púlpito no centro do palco. “Não consigo imaginar carregar um fardo como esse por tantos anos e quero dizer a você, Cindy. Sinto muito”, acrescentou.

Desde então, a igreja disse que contratou um escritório de advocacia para “revisar o relatório de abuso passado” para que possa entender “os fatos”. Clemishire alega que pelo menos um líder da igreja sabia sobre o abuso em 2005, disse ela em uma declaração à CNN.

Se houver outras vítimas, Clemishire disse que as encoraja a falar.

“Eu acredito de todo o coração e tristemente que não sou a única vítima. Eu encorajo qualquer um que tenha sido vítima sexualmente de um líder da Gateway Church a dar um passo ousado e dizer algo. Agora é a hora. Por favor, saiba que você será apoiado e não caminhará esta jornada sozinho”, disse Clemishire em sua declaração.

Sucessor de Morris renuncia

Pelo menos três outros pastores deixaram a Gateway Church desde a renúncia de Morris, desencadeando mais incertezas sobre o futuro.

O filho de Morris, James Morris, que estava programado para se tornar pastor principal no ano que vem, e sua esposa Bridgette renunciaram um mês após o escândalo.

Eles concordaram em deixar seus papéis atuais e deixar “a liderança da Gateway no futuro”, disse a igreja em uma declaração de 27 de julho. Ele foi convidado a tirar uma licença enquanto o escritório de advocacia conduzia sua revisão.

Quando o casal se dirigiu à congregação uma última vez durante o culto, eles deram as mãos após subirem ao palco. O jovem Morris escolheu focar sua mensagem na alegria e no amor que sentia na igreja, enquanto sua esposa engasgou antes de falar sobre o luto.

“O Senhor está nos dando uma visão para o futuro, mas nós lamentamos, lamentamos (por) não estar aqui com vocês”, disse Bridgette Morris.

Com a partida deles, o casal escolheu permitir que Gateway “tivesse um novo começo”, disse Willbanks, que os apresentou no culto.

Três presbíteros atuais que serviram no conselho de 2005 a 2007 foram afastados enquanto a revisão do escritório de advocacia é conduzida, disse a igreja.

Os homens estão seguindo uma recomendação feita pelo escritório de advocacia e disseram que “não tinham conhecimento dos fatos verdadeiros desta situação”, de acordo com uma declaração de 28 de junho da igreja.

Outro pastor sai, igreja de Houston corta laços

Outro pastor, Kemtal Glasgow, foi demitido por uma “questão moral” não especificada, anunciou a igreja na semana passada. A função de Glasgow era supervisionar todos os campi da Gateway.

“Fomos informados na semana passada sobre uma questão moral, que acreditamos, como presbíteros, o desqualifica de servir na função que ele tinha na Gateway”, disse Willbanks em uma declaração em vídeo.

“Amamos sua família, amamos sua esposa e seus filhos, e queremos estar ao lado deles durante este momento difícil e ajudá-los a encontrar a restauração e a cura de que precisam como família.”, acrescentou.

O porta-voz da Gateway Church, Lawrence Swicegood, reconheceu que a igreja pediu que Glasgow renunciasse por causa de sua “falha moral”, disse ele à CNN na quarta-feira. “Para deixar claro, esta decisão sobre Kemtal não teve nada a ver com a saída de Robert Morris nem relacionada a essas circunstâncias.”

O genro de Morris disse que sua igreja cortou laços com ele no início deste verão, e anunciou recentemente a mudança de marca de sua congregação de Gateway Church Houston para Newlands Church.

O pastor sênior Ethan Fisher, que é casado com a filha de Morris, Elaine, disse que sua igreja foi apoiada pela Gateway desde seu lançamento em 2020, mas opera como uma “igreja autônoma, tanto financeira quanto legalmente”.

“Acredito que durante esta temporada, como igreja, Deus está mais uma vez nos chamando para algo novo, e eu simplesmente quero seguir”, disse Fisher à congregação.

O que vem a seguir?

Os membros da igreja estão divididos sobre continuar frequentando. Lou Comunale, um membro de longa data da igreja, disse à afiliada da CNN KTVT que compareceu a um culto em junho e viu que os líderes não estão “se escondendo atrás da vergonha”.

“Acho que foi certeiro. Acho que ele não se escondeu atrás da vergonha… que isso trouxe para a igreja, mas fomos além disso e não estamos olhando apenas para um homem, estamos olhando para Jesus Cristo e esta igreja vai prosperar porque eles confessaram”, disse Comunale sobre Willbanks discursando para a congregação.

Na semana em que as alegações surgiram, várias pessoas fizeram um protesto do lado de fora da igreja enquanto o culto de domingo estava em andamento. Elas seguravam cartazes em apoio a Clemishire, carregando mensagens que diziam “Justiça para Cindy”, “Ela tinha 12 anos” e “Eles sabiam”.

Para Emily High, os 17 anos que ela passou como membro da igreja foram interrompidos porque ela se sentiu traída, ela disse.

“É raiva, é toda a gama de emoções”, disse High à WFAA. “Ser um pedófilo, um molestador, isso não é OK.”

Como a busca por um novo pastor está em andamento, os dois pastores interinos têm dividido as tarefas de fim de semana.

O pastor Joakim Lundqvist, líder de uma megaigreja na Suécia, compartilhou como sua própria congregação enfrentou e superou várias crises. Lucado, um autor e líder da igreja em San Antonio, Texas, encorajou a comunidade Gateway a pensar sobre o que vem a seguir.

“Estou confiante de que esta temporada, que é uma subida difícil para a temporada dos ventos, resultará em um segundo vento, uma nova temporada, um tempo em que a igreja estará melhor por causa disso, e mais forte do outro lado dela”, disse Lucado no último final de semana.

Eles esperam ajudar os adoradores a se curarem e permanecerem unidos.

Este texto foi criado originalmente em CNN

Cresce a hostilidade contra os cristãos na Índia

Bandeira da Índia (Foto: Canva)
Bandeira da Índia (Foto: Canva)

A vida está se tornando cada vez mais “tempestuosa” para os cristãos da Índia, já que o aumento do nacionalismo hindu na última década não mostra sinais de diminuição.

O filho de um pastor foi torturado e estrangulado até a morte em um caso de crescente hostilidade contra cristãos na Índia.

Release International, um ministério que apoia cristãos perseguidos globalmente, relata que o jovem de 22 anos foi encontrado por seu pai pendurado no teto de um galpão de animais no mês passado. A família do pastor já havia sido alvo de ameaças de morte no passado.

No mesmo mês, uma mulher cristã de 32 anos foi brutalmente morta em um ataque de machado. Ela e sua família já tinham perdido suas terras agrícolas ancestrais por causa de sua conversão. Os membros sobreviventes de sua família fugiram devido a ameaças de morte.

Também em julho, 50 cristãos, incluindo mulheres e crianças, foram espancados em Madhya Pradesh quando extremistas hindus atacaram seu culto. Foi a quarta vez que a congregação foi atacada.

O pastor disse ao Morning Star News que eles foram ameaçados de serem apedrejados até a morte se se reunissem para orar novamente. Somando-se à tragédia, a polícia ficou do lado dos extremistas.

De acordo com relatos no Times of India , quase 1.700 pessoas foram presas em Uttar Pradesh sob as rígidas leis anticonversão do estado. Muitas delas são cristãs.

A Comissão de Liberdade Religiosa da Evangelical Fellowship of India (EFI) registrou um aumento de 45 por cento em casos de perseguição contra cristãos no ano passado – atingindo um recorde de 601 casos. Só no ano passado, 440 pastores foram presos.

O Fórum Cristão Unido da Índia (UCF) relata que apenas nos primeiros seis meses de 2024 houve 361 ataques contra cristãos.

A Release International disse que a intolerância e a hostilidade contra os cristãos estão “crescendo” sob o governo do BJP, que está no poder há uma década.

Militantes hindus foram encorajados, disse, e os estados governados pelo BJP estão “liderando a carga anticonversão”.

Um pastor em Uttar Pradesh, Josemon Pathrose, foi preso recentemente sob acusações de conversão fraudulenta de hindus. Ele foi preso depois que um hindu o acusou de oferecer 200.000 rúpias (£ 1.825) para se converter ao cristianismo. A polícia também apreendeu seu veículo, Bíblias e literatura. O pastor Pathrose nega as acusações e diz que nunca conheceu seu acusador. Ele alega que foi agredido enquanto estava sob custódia policial.

A Release está se unindo aos cristãos indianos para pedir a revogação das leis anticonversão do país.

Paul Robinson, CEO da Release, disse: “Nos últimos dez anos, temos visto ataques crescentes contra cristãos na Índia, à medida que o clima de intolerância em relação a outras religiões se torna cada vez mais tempestuoso.

“A onda crescente de legislação anticonversão apenas legitima o preconceito e a violência que os cristãos estão enfrentando. Essas leis fortalecem militantes e extremistas e devem ser revogadas.”

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Teto de santuário católico desaba em Recife e mata duas pessoas

Desabamento de teto do Santuário do Morro da Conceição, no Recife - PE (Foto: Rafael Vieira/DP)
Desabamento de teto do Santuário do Morro da Conceição, no Recife - PE (Foto: Rafael Vieira/DP)

Nesta sexta-feira (30), o teto do Santuário do Morro da Conceição, no Recife (PE), desabou. O acidente causou a morte de dois homens, segundo a prefeitura, e deixou pelo menos 17 pessoas feridas, de acordo com a vice-governadora de Pernambuco, Priscila Krause (Cidadania).

A igreja fica na Zona Norte da capital pernambucana. No momento do desabamento, havia entre 60 a 70 pessoas no local. Corpos ficaram sob os escombros e entre os bancos do templo.

O desabamento aconteceu por volta das 13h50. De acordo com as autoridades, 25 pessoas foram socorridas. Oito adultos e uma criança de 4 anos foram levados ao Hospital da Restauração, na área central da capital. De acordo com a unidade, os pacientes apresentam politrauma e o quadro geral de saúde deles é estável.

Outras vítimas foram levadas para o hospital Getúlio Vargas e para as Unidades de Pronto Atendimento da região. Ao menos sete pessoas tiveram alta hospitalar até a noite desta sexta. Entre elas está uma mulher com 21 semanas de gravidez.

“Infelizmente, dois óbitos já foram confirmados após a queda do telhado no Santuário do Morro da Conceição. Nossas equipes seguem atuando nas ações emergenciais por conta dessa tragédia”, escreveu o prefeito João Campos nas redes sociais.

O município decretou três dias de luto oficial pelas vítimas. O presidente Lula (PT) usou as redes sociais para lamentar o ocorrido e prestar solidariedade às vítimas. “Uma tragédia. Minha solidariedade com as vítimas, seus familiares, amigos e com a cidade de Recife neste momento”, afirmou.

A governadora, Raquel Lyra (PSDB), estava na cidade de Buíque, no Agreste, para participar do último fim de semana do Festival Pernambuco Meu País, mas decidiu voltar à capital pernambucana para acompanhar o caso.

Ela destacou que o Governo de Pernambuco se compromete em ajudar na reconstrução da igreja: “Estamos juntos para que possamos garantir o socorro, a atenção e a assistência e depois devolver à população do Recife o nosso símbolo de fé. Cabe a nós cuidar das pessoas e depois cuidar da obra da igreja e permitir que logo mais a população possa voltar a frequentá-la”.

Testemunhas relataram que havia uma distribuição de cestas básicas para pessoas em situação de vulnerabilidade no interior da igreja no momento em que o teto cedeu.

Fonte: Pleno News, G1, folha de S. Paulo e NE10

Brasil registra mais de 212 milhões de habitantes e aumento de evangélicos, afirma IBGE

Adoração durante culto (Foto: Canva Pro)
Adoração durante culto (Foto: Canva Pro)

A população brasileira é estimada em 212.583.750 habitantes, conforme os dados atualizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta quinta-feira (29).

A estimativa, que inclui o total de habitantes em estados e municípios, considera a contagem de pessoas até 1º de julho de 2024. Os dados foram divulgados no Diário Oficial da União (DOU).

A projeção atual representa um aumento de 4,68% em relação ao que foi revelado pelo Censo de 2022.

Acompanhando o crescimento populacional brasileiro, o número de evangélicos também cresceu significativamente, aumentando cerca de 61,5% em dez anos e somando 16 milhões de novos fiéis, conforme um levantamento divulgado com base no Censo 2010 do IBGE. O estudo também revelou a continuidade na queda do número de católicos no país.

“Temos notado um declínio acentuado da população católica no Brasil, e essa é uma tendência observada nos Censos de 1991, 2000 e 2010”, afirmou o pesquisador do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) Cláudio Dutra.

“No crescimento da população evangélica como um todo, os pentecostais puxam o crescimento”, acrescentou.

Entre 2000 e 2010, o número de evangélicos no Brasil aumentou de 26,2 milhões para 42,3 milhões, elevando sua proporção na população de 15,5% para 22,2%.

Em 1991, essa proporção era de apenas 9%. A pesquisa inclui diversas correntes evangélicas, como missionários e pentecostais.

Contagem anterior

Em outubro de 2023, após ajustar os números iniciais do Censo, o IBGE informou que a população brasileira era de 203.080.756 pessoas, enquanto a contagem anterior havia registrado 203.062.512 brasileiros.

Apesar do aumento registrado até julho de 2024, o IBGE recentemente anunciou que a população do Brasil deve começar a diminuir em 2042, seis anos antes do previsto até 2018.

Na última quarta-feira, o Instituto divulgou novas projeções indicando que, até 2041, a população brasileira deverá continuar crescendo, alcançando 220 milhões de pessoas. No entanto, a partir de 2042, a população começará a diminuir, prevendo-se que atinja 199,2 milhões de pessoas até 2070.

Assim, 2042 é o novo ponto de inflexão calculado pelo IBGE. Esse ponto marca a estimativa de quando a população de um local deixará de crescer e começará a diminuir.

As contagens populacionais são essenciais porque fornecem referências para diversos indicadores sociais, econômicos e demográficos do país.

Fonte: Guia-me com informações de G1 e Terra

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