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Cristianismo está “sob ataque” no Reino Unido, mostra relatório

Bandeira do Reino Unido e a torre do relógio Big Ben (Foto: Canva Pro)
Bandeira do Reino Unido e a torre do relógio Big Ben (Foto: Canva Pro)

O cristianismo está sendo “marginalizado” no Reino Unido e aqueles que professam a fé cristã são “vistos com desprezo”, alertou um novo relatório.

Os cristãos cujas crenças contradizem a ideologia LGBT predominante são “mais propensos a serem atacados”, diz a Voice for Justice UK (VfJ), que compilou o relatório.

O relatório baseia-se nas respostas de uma pesquisa da VfJ com 1.562 cristãos britânicos sobre suas experiências de intolerância ou discriminação no Reino Unido.

Apenas cerca de metade dos entrevistados (53%) disseram que se sentiam livres para dizer o que pensam sobre questões sociais, caindo para 38% das pessoas com menos de 35 anos.

Mais da metade (56%) relatou ter sofrido hostilidade ou ridicularização por discutir suas crenças religiosas, aumentando para 61% entre os menores de 35 anos.

Mais de três quartos (78%) não achavam que a discriminação religiosa era tratada com a mesma seriedade que outras formas de discriminação.

“Muitas vezes, os entrevistados achavam que a discriminação contra outras religiões recebia atenção; o que era ignorado era a discriminação contra a fé cristã”, disse o relatório.

“Isso foi visto recentemente no calendário que o National Trust produziu para seus voluntários. Eid, Ramadã, Diwali e até mesmo o mês da história LGBT+ foram incluídos. Mas o Natal e a Páscoa não foram incluídos.

“Muitos de nossos entrevistados notaram que foram feitos esforços para acomodar as crenças de pessoas de outras origens religiosas e evitar ofendê-las, enquanto a mesma consideração não foi dada às pessoas de fé cristã.”

Apesar disso, a maioria dos cristãos (78%) se sente à vontade para falar sobre sua fé e suas crenças, embora um quarto tenha dito que sente a necessidade de escondê-las no trabalho, aumentando para um terço entre os menores de 35 anos.

Metade de todos os entrevistados disse que havia estereótipos negativos sobre pessoas de fé em seu local de trabalho ou estudo.

Um jovem estudante católico descreveu ter sido “condenado ao ostracismo” pela maioria de seus amigos da universidade por ter opiniões pró-vida.

“Quando descobriram, começaram a se perguntar ‘se era moral continuar sendo meu amigo’ e muitos deles decidiram não fazê-lo”, disse ele.

Um entrevistado descreveu “muito escárnio e zombaria” quando trabalhava em um conselho local, enquanto outro ex-funcionário da autoridade local disse que seu conselho era “muito favorável à comunidade LGBT, mas não tinha apoio para posições alternativas”.

Um ex-funcionário do NHS disse que “como cristão, muitas vezes eu era ignorado (evitado) ou ridicularizado por minhas crenças” no local de trabalho, e outro entrevistado descreveu “uma pressão moderada da hierarquia para promover questões LGBT”.

O relatório afirma: “Embora não deva haver hierarquia na lista de características protegidas, isso parece ser contraditório com a realidade. Parece que há uma hierarquia de características protegidas, com todas as questões LGBT+ no topo e a etnia um pouco abaixo”.

O deputado Nick Fletcher disse: “O cristianismo é a pedra angular de muitos dos valores que tomamos como garantidos. Se não fosse pelo cristianismo, nossa tolerância, nossa diversidade, liberdade de consciência e amor ao próximo se tornariam coisas do passado.

“Esse relatório precisa ser amplamente divulgado entre os que trabalham com recursos humanos, os responsáveis pela educação, bem como empregadores, líderes da Igreja, funcionários públicos e os responsáveis pela elaboração de políticas.

“Todos nós precisamos despertar para o ataque ao cristianismo em nossa sociedade, antes que ele se transforme em algo ainda mais sinistro. Este relatório é um passo vital para soar o alarme.”

Lynda Rose, diretora da VfJ, disse que as descobertas foram uma “leitura alarmante”.

“O cristianismo está na base da sociedade britânica, sustentando nossa tolerância e aceitação da diversidade. Mas nossa pesquisa mostra que os cristãos no Reino Unido, tanto no local de trabalho quanto socialmente, estão cada vez mais sujeitos à discriminação e à marginalização”, disse ela.

“A sociedade foi vítima de uma ideologia ativamente hostil ao cristianismo. Isso é uma contravenção da nossa lei. Se quisermos proteger nossa tolerância e liberdade, precisamos proteger o próprio cristianismo.”

O relatório foi compilado em resposta à pesquisa do Observatório sobre Intolerância e Discriminação contra Cristãos, que classificou o Reino Unido entre os cinco piores países da Europa em relação a crimes de ódio contra cristãos.

No mês passado, a Comissão dos EUA sobre Liberdade Religiosa Internacional (USCIRF) repreendeu vários governos europeus que tinham “como alvo indivíduos por sua expressão religiosa pacífica”, incluindo o Reino Unido sobre o tratamento dado à voluntária pró-vida Isabel Vaughan-Spruce, que foi acusada várias vezes por orar silenciosamente perto de clínicas de aborto.

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Alta corte da Turquia mantém a expulsão de 9 cristãos estrangeiros por “atividades missionárias”

Bandeira da Turquia (Imagem de Engin Akyurt por Pixabay
Bandeira da Turquia (Imagem de Engin Akyurt por Pixabay

O Tribunal Constitucional da Turquia confirmou a decisão do governo de expulsar nove cristãos estrangeiros por supostas “atividades missionárias”, rotulando-os como um risco à segurança nacional.

O tribunal decidiu que essa designação, de acordo com o polêmico código de imigração “N-82”, não viola os direitos dos estrangeiros, apesar de seu status de residência legal no país. A maioria citou a “estrutura da ampla discricionariedade das autoridades públicas em relação à imigração e aos controles de fronteira”.

“De fato, os requerentes não têm nenhuma queixa de que tenham encontrado qualquer obstrução ou tratamento discriminatório no cumprimento de suas crenças religiosas enquanto viveram na Turquia”, afirma a decisão. “Além disso, também deve ser levado em consideração que os requerentes Helmut Frank e Matthew Vern Black, para os quais foi aplicado o código de restrição N-82, deixaram a Turquia voluntariamente, enquanto os requerentes Amanda Jolyn Krause e Jeremy Lauren Lambert ainda estão na Turquia.”

A decisão marca um momento significativo na história judicial da Turquia, sendo a primeira decisão conjunta referente a vários casos do código N-82, de acordo com o grupo jurídico ADF International.

Em uma declaração, a organização jurídica de liberdade religiosa afirmou que o tribunal tem historicamente decidido unanimemente contra cristãos estrangeiros em casos semelhantes. Mas essa última decisão mostrou divisão entre os juízes, permitindo que opiniões divergentes viessem à tona.

O juiz Zühtü Arslan, presidente do Tribunal Constitucional, apresentou uma opinião divergente. Ele argumentou que não havia provas que sugerissem que as atividades dos recorrentes ameaçavam a ordem ou a segurança pública.

“Não há nenhuma justificativa concreta apresentada nos processos administrativos ou judiciais no caso concreto que sugira que as atividades dos recorrentes representem uma ameaça à ordem ou à segurança pública”, afirmou Arslan. “Por outro lado, é impossível considerar categoricamente e abstratamente a atividade ‘missionária’ dirigida aos requerentes como uma ameaça à ordem ou à segurança pública.”

Arslan refutou a afirmação da maioria de que “está claro que não houve interferência na liberdade de religião dos requerentes”.

“Essencialmente, entende-se pelas declarações feitas tanto na seção ‘Eventos e Fatos’ da decisão… quanto sob o título ‘Alegações dos requerentes e opinião ministerial’… que o código de restrição N-82 foi aplicado aos requerentes devido às suas atividades missionárias”, escreveu Arslan. “Não há explicação para o fato de que isso constitui uma interferência na liberdade de religião dos requerentes.”

Desde 2018, cerca de 185 ministros protestantes estrangeiros foram deportados ou proibidos de voltar para a Turquia, muitas vezes sem justificativa clara ou acesso aos relatórios de inteligência usados contra eles, de acordo com a ADF International.

“O fato de o governo ter como alvo discriminatório os trabalhadores religiosos cristãos na Turquia, todos eles vivendo pacificamente na Turquia há muitos anos, constitui uma clara violação tanto da Convenção Europeia de Direitos Humanos quanto dos Pactos Internacionais dos quais a Turquia faz parte”, disse Kelsey Zorzi, diretora de defesa da liberdade religiosa global da ADF International.

Ela disse que o país faz esforços sistêmicos para suprimir as crenças cristãs, observando um aumento anual de cristãos estrangeiros considerados ameaças à segurança nacional.

Os indivíduos afetados, que fazem parte de um grupo maior de mais de 30 cristãos estrangeiros marcados com o código N-82, estavam envolvidos em trabalhos religiosos em toda a Turquia. Essa decisão segue-se a vários casos individuais que chegaram ao Tribunal Constitucional, sendo esta a primeira sentença coletiva proferida pela Assembleia Geral do tribunal.

Orhan Kemal Cengiz, um dos advogados que representam os requerentes, apontou as contradições na decisão da maioria e a falta de evidências que sustentem a expulsão.

“A opinião da Corte, conforme descrita pelos juízes dissidentes, está repleta de contradições. Apesar da evidência clara de que esses estrangeiros foram expulsos devido a suas supostas atividades missionárias, a maioria da Corte não viu nenhuma infração à liberdade de religião”, observou Cengiz.

Can Kurtulan, outro advogado, discutiu as implicações para a liberdade religiosa na Turquia.

“Com essa decisão, a jurisprudência local predominante de que ‘as atividades missionárias se enquadram no escopo da liberdade de religião e pensamento, mas podem ser restringidas dentro dos limites legais’ foi efetivamente anulada”, disse ele.

A decisão também ressalta uma tendência preocupante na Turquia, onde o nacionalismo e a islamização representam desafios cada vez maiores para as minorias religiosas, especialmente a comunidade cristã, que conta com cerca de 170.000 pessoas em uma população predominantemente muçulmana de 83 milhões, disse a ADF International.

A Turquia faz parte do Tratado de Paz de Lausanne, que reconhece os judeus, gregos ortodoxos e armênios, mas não os protestantes.

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Estado Islâmico mata dezenas de cristãos no Congo; igrejas fecham após ataques

Cristãos durante culto no Congo. (Foto: Facebook/LOVE YOUR NEIGHBOR AFRICA).
Cristãos durante culto no Congo. (Foto: Facebook/LOVE YOUR NEIGHBOR AFRICA).

O Estado Islâmico reivindicou a responsabilidade pela morte de dezenas de pessoas em uma série de ataques violentos que duraram vários dias em várias aldeias da República Democrática do Congo (RDC), com pelo menos 80 cristãos entre os mortos, segundo fontes militares e locais.

A série de ataques teve um de seus dias mais mortais em 7 de junho, quando supostos militantes das Forças Democráticas Aliadas (ADF, sigla em inglês), afiliadas ao Estado Islâmico, lançaram ataques coordenados a várias aldeias no território de Beni, na província de Kivu do Norte, de maioria cristã.

Na sexta-feira, o Estado Islâmico reivindicou a responsabilidade pelo ataque que matou mais de 40 pessoas na aldeia de Mayikengo, no território de Lubero, no início da semana. Citando números das autoridades locais, a Agencia France-Press informa que cerca de 150 pessoas foram mortas desde o início de junho pelas Forças Democráticas Aliadas.

A Portas Abertas, organização de vigilância que monitora a perseguição aos cristãos em mais de 60 países, disse que, dos mortos, pelo menos 80 eram cristãos. Embora os ataques da ADF na RDC não sejam novos, a Portas Abertas relata que a violência recente é “comparativamente mais mortal” e particularmente mais “agressiva ao visar os cristãos” do que nos anos anteriores.

“Os cristãos são forçados a fugir, e algumas igrejas nas aldeias afetadas fecharam como resultado dos últimos ataques. Esses ataques incessantes ocorrem em um momento em que os agricultores cristãos estavam se preparando para a colheita”, disse o CEO da Open Doors US, Ryan Brown.

“O impacto é que muitas famílias estão sem meios para alimentar suas famílias, e o deslocamento despreparado tem pressionado o sustento das famílias cristãs que agora estão se deslocando para destinos desconhecidos.”

Mais de uma dúzia de grupos armados e 100 gangues criminosas e milícias operam no leste da RDC, de acordo com o Departamento de Estado dos EUA. O ADF, que também é conhecido como Província da África Central do Estado Islâmico e às vezes chamado de ISIS-DRC, foi designado pelo Departamento de Estado como uma organização terrorista estrangeira em 2021. O grupo jurou lealdade ao Estado Islâmico em 2017 depois de operar na RDC por anos.

“O ISIS-DRC historicamente dependia de recursos locais e das conexões internacionais do ex-líder Jamil Mukulu para arrecadar fundos, mas tem recebido financiamento de redes de financiamento ligadas ao ISIS desde 2017”, observa um informativo do Departamento de Estado. “Cerca de um terço dos membros do ISIS-DRC, incluindo seus principais líderes, são de origem ugandense.”

A Lista Mundial da Perseguição da Portas Abertas classifica a RDC como o 41º país mais perigoso para os cristãos, com as regiões do leste enfrentando ameaças graves de militantes islâmicos, crime organizado e facções armadas locais. O grupo pediu mais apoio internacional e um esforço conjunto para enfrentar a crise que afeta as comunidades cristãs.

“A velocidade com que as comunidades cristãs continuam a ser atacadas no leste da RDC pelo ADF é terrível. Esses ataques continuam inabaláveis, deslocando milhares de pessoas de suas casas, terras agrícolas e meios de subsistência”, disse Jo Newhouse, porta-voz de campo da Portas Abertas para a África Subsaariana. “Pedimos à comunidade internacional que faça tudo o que estiver ao seu alcance para garantir que o governo da RDC proteja de forma fiel e transparente todas as comunidades afetadas e que os deslocados recebam o apoio de que precisam nessas circunstâncias.”

Na semana passada, na noite de 7 de junho, 41 pessoas foram mortas e várias ficaram feridas, ressaltando um registro sombrio de mais de 80 mortes em apenas quatro dias, disse à Reuters o tenente-coronel Mak Hazukay, porta-voz do exército congolês.

Os vilarejos de Masala, Mapasana e Mahini foram os mais atingidos pelo ataque, com homens armados usando armas e facões em um ataque brutal. Fabien Kakule, uma autoridade local, disse à Reuters que os moradores foram atacados indiscriminadamente e que um centro de saúde local foi incendiado.

Além disso, 11 corpos foram encontrados nos vilarejos de Kabweli, Mamulese e Mununze. Mais tarde, outros 13 corpos foram encontrados no vilarejo de Makobu, conforme relatado por líderes locais e membros da sociedade civil envolvidos na busca e recuperação de corpos.

Além das mortes, nove pessoas foram feridas durante os ataques.

O ADF, originalmente um grupo rebelde de Uganda, expandiu significativamente sua base de operações no leste do Congo.

De acordo com o Armed Conflict Location and Event Data, o ADF se tornou a ameaça mais mortal para os civis da região, com mais de 1.000 mortes registradas somente no ano passado. Suas posições estratégicas também facilitaram o aumento dos ataques transfronteiriços em Uganda.

A porta-voz de relações exteriores da União Europeia, Nabila Massrali, disse à Reuters que os grupos terroristas “estão aproveitando o caos para expandir seu domínio em uma região já muito instável”, enfatizando a necessidade de uma solução política para combater a onda crescente de extremismo e violência.

O ex-governador de Kivu do Norte, Julien Paluku, usou a mídia social para expressar preocupação com a resposta do governo nacional, ou a falta dela, à escalada da violência.

“As pessoas têm a impressão, com ou sem razão, de que estão sendo abandonadas ao seu triste destino”, disse ele.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Relatório destaca o assassinato de 54 cristãos durante a Guerra da Coreia

Bandeira da Coreia do Sul (Foto: Canva pro)
Bandeira da Coreia do Sul (Foto: Canva pro)

Em um recente comunicado à imprensa, a Comissão de Verdade e Reconciliação da Coreia do Sul destacou o assassinato de 54 cristãos entre julho e setembro de 1950 pelas forças norte-coreanas durante a Guerra da Coreia. Trinta das vítimas eram mulheres, e a maioria delas tinha menos de 19 anos.

Essa última divulgação faz parte das investigações em andamento da comissão sobre as atrocidades cometidas durante a Guerra da Coreia, especialmente contra os cristãos.

A comissão estima que pelo menos 1.700 cristãos foram assassinados durante o conflito especificamente por sua fé cristã.

A comissão acrescentou que 51 dos 54 assassinados foram mortos em 28 de setembro de 1950, na igreja de Byeongchon. As investigações da comissão estão em andamento e eles estão buscando o perdão do regime norte-coreano, bem como apoio para as famílias dessas vítimas.

Guerra da Coreia

A Guerra da Coreia foi um conflito que aconteceu na Península da Coreia (1950 e 1953) entre os diferentes governos que haviam sido formados na Coreia do Norte e na Coreia do Sul.

Esse conflito foi um dos mais mortais de todo o século XX, causando um total de 2,5 milhões de vítimas. Também contribuiu para agravar a divisão existente entre as duas Coreias.

A guerra que se iniciou em 1950 foi resultado direto da divisão que existia na península e que havia sido imposta por Estados Unidos e União Soviética ao final da Segunda Guerra. Esse conflito refletiu a tensão que existia por causa da bipolarização do mundo no contexto da Guerra Fria.

Folha Gospel com informações de International Christian Concern e História do Mundo

Governador do Pará participa da celebração pelos 113 anos da Assembleia de Deus

Governador do Pará, Helder Barbalho, durante a celebração dos 113 anos da assembleia de Deus (Foto: Alex Ribeiro / Ag. Pará)

Na celebração alusiva aos 113 de fundação da Igreja Assembleia de Deus, no sábado (15), no Centenário Centro de Convenções, em Belém, o governador Helder Barbalho, convidado pela organização do evento, destacou o papel social da Igreja em mais de um século no Pará, onde foi criada.

“Sem dúvida, é uma alegria poder prestigiar os 113 anos da Assembleia de Deus. Neste momento agradeço pelo cuidado espiritual, por cuidar da população de nosso Estado, como povo cristão, mas também pelo trabalho social que tem sido feito de maneira extraordinária. Particularmente, um olhar atento às pessoas mais vulneráveis, ao nosso Marajó, às nossas crianças, àqueles que mais precisam”, ressaltou Helder Barbalho.

Durante a celebração foi relembrada a história da Assembleia de Deus, desde a chegada dos fundadores – os suecos Daniel Berg e Günnar Vingren – até a atuação social e espiritual nos dias atuais. Com música, cenários virtuais e interpretações realizadas por membros da Igreja, o evento reuniu centenas de pessoas, representantes estaduais e da Assembleia no Pará e no Brasil, entre os quais o presidente da Assembleia de Deus – Igreja-mãe, pastor Samuel Câmara.

Na avaliação de Helder Barbalho, “o pastor Samuel tem sido um grande parceiro junto com o Felipe, fazendo com que este Estado possa enfrentar e vencer os seus desafios. Estar aqui é a renovação espiritual para que possamos ter a energia com as bênçãos de Deus, para que o povo cristão possa continuar construindo a história desse Estado especial, o Estado que é o berço da Assembleia de Deus, e a partir de Belém poder chegar a todo o mundo”.

Compromisso

Aos presentes, o pastor Samuel Câmara destacou a disponibilidade do governo do Estado com o compromisso social. “O governador Helder Barbalho acompanha nossos eventos há muito. Enfrentou chuvas e sol ao nosso lado. De lá para cá, tem se mostrado sempre um grande parceiro e amigo de todos nós”, afirmou.

Com o tema “Sal da Terra, Luz do Mundo”, a programação comemorativa aos 113 anos da Assembleia de Deus será encerrada em Belém na terça-feira (18), no Centenário Centro de Convenções. No dia 22, a comemoração será no Rio de Janeiro, no Domo (templo provisório da Catedral), em Niterói.

Fonte: Agência Pará

Igreja Católica dos EUA pede perdão por “traumas” causados a americanos

Padre
Padre

Os bispos católicos americanos pediram perdão nesta sexta-feira (14) pelo papel da Igreja nos “traumas” infligidos aos indígenas norte-americanos, sobretudo por ter separado crianças de suas famílias para colocá-las em internatos.

“A Igreja reconhece ter desempenhado um papel nos traumas sofridos pelas crianças indígenas”, assinalou a Conferência Episcopal dos Estados Unidos em comunicado.

Uma reportagem do jornal Washington Post publicada em maio concluiu que pelo menos 122 sacerdotes, freiras e frades designados em 22 internatos católicos desde a década de 1890 foram acusados de abuso sexual de crianças indígenas norte-americanas.

A maioria dos abusos documentados ocorreu nas décadas de 1950 e 1960 e afetaram mais de 1.000 crianças.

A Conferência dos Bispos Católicos dos EUA, que votou pela aprovação do documento, estabelece as regras e políticas da Igreja nos Estados Unidos.

“Pedimos desculpa por não ter conseguido elevar, fortalecer, honrar, reconhecer e valorizar as pessoas confiadas ao nosso cuidado pastoral”, acrescentaram, afirmando que pretendem “quebrar a cultura do silêncio”.

Durante décadas, os Estados Unidos removeram em massa as crianças nativas americanas dos seus pais biológicos e colocaram-nas em internatos ou em famílias não-nativas americanas.

O Congresso norte-americano pôs fim a estas políticas de assimilação forçada com a “Lei do Bem-Estar da Criança Indiana” em 1978.

Nos internatos, as crianças nativas americanas “foram forçadas a abandonar as suas línguas, roupas e costumes”, frisaram os bispos.

“A cura e a reconciliação só podem ocorrer quando a Igreja Católica reconhecer o dano causado às suas crianças nativas americanas”, garantiram também, apelando a todos os membros da Igreja para “cooperarem” em qualquer investigação relativa ao seu papel nestes casos.

Em 2022, um relatório do gabinete de assuntos indígenas dos EUA totalizou 408 internatos localizados em 37 estados e territórios dos EUA.

Segundo o documento, 84 internatos eram geridos por comunidades ou entidades religiosas católicas.

No vizinho Canadá, este capítulo sombrio da história da América do Norte foi revivido desde a primavera de 2021 e a descoberta de mais de mil sepulturas anónimas nos locais de antigas escolas residenciais católicas para povos indígenas.

Durante uma visita ao Canadá no verão de 2022, o papa Francisco pediu “perdão pelo mal cometido” contra os povos indígenas do país.

Com informações de Bol e Notícias ao Minuto

Pastores comentam sobre proibição de Bíblias em escolas e bibliotecas públicas de São Paulo

Bíblia Sagrada na biblioteca
Bíblia Sagrada na biblioteca

No Brasil, a religião majoritária é o cristianismo. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 86% dos brasileiros afirmam ser cristãos, ou seja, 185 milhões de pessoas. Apesar disso, a Bíblia, que contém as escrituras sagradas, tem sido constantemente atacada, sob o argumento de que a Palavra de Deus não deve estar em espaços públicos, como bibliotecas e escolas, nem a leitura bíblica deve acontecer em Câmaras Municipais.

Em São Paulo, uma série de ações judiciais recentes comprovam a batalha travada contra a Bíblia. Sob a justificativa de violação do princípio da laicidade do Estado brasileiro, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) questiona a constitucionalidade de leis municipais que favorecem práticas cristãs. Em alguns casos, o Tribunal de Justiça do Estado (TJ-SP) já decidiu de forma favorável ao MP, declarando tais práticas inconstitucionais.

Ainda há casos em andamento. O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, apresentou uma ação para declarar inconstitucional a lei que exige a disponibilidade de Bíblias em bibliotecas públicas na cidade de São José do Rio Preto (SP). O procurador alega que a prática cria uma “preferência” por determinada religião, que é a majoritária no país desde a sua origem.

Além dessa ação, o MP-SP também busca remover Bíblias em braile, disponíveis desde 2009 nas bibliotecas públicas. O órgão questiona ainda a frase “sob a proteção de Deus iniciamos nossos trabalhos”, utilizada no início das sessões legislativas da Câmara Municipal.

Na visão do pastor e teólogo Lourenço Stelio Rega, isso está ocorrendo devido a algumas causas, sendo uma delas a secularização que se destaca desde após a época da Idade Média. Nesse processo, “temos o desencantamento do mundo, onde Deus já não é mais necessário e não é mais a fonte de significação da vida”.

Segundo ele, o ser humano toma o Seu lugar e se torna a sua própria fonte de significação da vida. “Esse processo se intensifica com a Hipermodernidade (Pós-modernidade) e, assim, tudo o que está relacionado com o cristianismo necessita ser dispensado, eliminado”.

Liberdades constitucionais

Rega lembra que a raiz do Brasil conta com a participação do cristianismo na formação histórica, cultural e social, inclusive na modelagem do direito, das liberdades constitucionais. Por isso, “a liberdade religiosa é um dos principais fatores a ser considerado, uma vez que há garantia constitucional para a liberdade de crença”.

Isso significa, de acordo com o pastor, que quando se proíbe algo contra o cristianismo também se proíbe contra outras religiões. “Mesmo porque no país, mesmo sendo um Estado laico, há um pluralismo religioso, apesar de o cristianismo ser majoritário. Desconsiderar a maioria religiosa seria promover um ato de opressão e oposição”, avalia Lourenço.

Diante do atual cenário, o pastor considera que, mais do que se posicionar, a Igreja tem de revisitar as Escrituras e redescobrir o papel com a “nova humanidade”: ser a vitrine de Deus e resgatar toda criação e criatura. “Temos cumprido a missão do envio, anunciando a salvação, plantando igrejas, mas precisamos redescobrir nossa missão de presença no mundo e reconquistar o direito de sermos ouvidos”.

Nesse sentido, de acordo com Lourenço, os crentes precisam ser uma comunidade exemplar, “um povo de contraste, que demonstra a transformação que as Boas-Novas proporcionam de maneira concreta em nossas vidas. O cristão necessita ser devolvido ao mundo, ser a tradução de Deus por meio de sua participação como cidadão, como profissional, em seus relacionamentos e influências sociais. Fomos perdendo esse aspecto de nossa missão. Precisamos agora fazer esse dever de casa”.

Foco de Satanás

O pastor José Ernesto Conti, da Igreja Presbiteriana Água Viva no bairro Estrelinha, Vitória (ES), segue o mesmo entendimento, e diz que Bíblia é atacada desde quando foi escrita. “Na idade média, chegou-se a pensar que as Escrituras seriam destruídas de forma completa, tantos foram os ataques sofridos por esse livro”, frisa e argumenta: “Por ser a Palavra de Deus, tudo que o diabo quer é destruí-la completamente, e ele tem lutado, vigorosamente, para atingir seus objetivos”, comenta.

O pastor ressalta que, enquanto a Igreja não for arrebatada, a Bíblia será atacada por todos os lados. Então, como o diabo não tem conseguido destruir o Livro Sagrado, a segunda linha de ataque utilizada é incentivar a humanidade a fazer tudo que as Escrituras condenam e não realizar o que aprova. “Tem sido assim ao longo dos séculos e continuará. Na verdade, todo esse esforço não tem sido eficaz, pois há dentro do ser humano a lei de Deus. Por isso, sabemos o que é certo e o que é errado, mesmo desprezando a instrução da Bíblia, esses princípios estão no coração do homem”.

Para concluir, Conti observa que os cristãos foram chamados para ser proclamadores do Evangelho, a trombeta de Deus para que o mundo saiba o que Ele fez por intermédio de Cristo. “Ainda é necessário e válido o conselho de Cristo para Paulo: ‘Fale e não te cale […] pois tenho muito povo nesta cidade’ (Atos 18.9,10)”.

Mentes depravadas

“Aqueles que defendem a proibição da leitura de textos bíblicos em escolas e repartições públicas o fazem por uma razão simples: a Bíblia os incomoda, ao condenar pecados que não querem abandonar”, comenta Joarês Mendes de Freitas, pastor emérito da Primeira Igreja Batista em Jardim Camburi, Vitória (ES), acrescentando que, “pelo contrário, elas se esforçam para incentivar tais práticas como algo natural. Daí o interesse em silenciar a voz das Escrituras Sagradas”.

Ele salienta, ainda, que as tentativas de dar um caráter de normalidade a comportamentos condenáveis do ponto de vista bíblico revela mentes depravadas. Isso porque essas pessoas “se esforçam para impor à sociedade o seu padrão de conduta como um novo normal para aquilo que buscam aprovação”.

Diante do atual contexto social, Joarês adverte que a Igreja não pode se calar. Ao contrário, precisa se manter como “coluna e firmeza da verdade” (1 Timóteo 3.15). “Os seguidores de Cristo são o sal da Terra e a luz do mundo (Mateus 5.13-16) e, como tais, devem, pelo seu testemunho corajoso, confrontar os que trabalham para corromper a sociedade, sendo um farol em meio à escuridão”, prega e finaliza: “A Bíblia é a norma de fé e conduta dos cristãos.”

Fonte: Comunhão

Em votação histórica, Batistas do Sul rejeitam a proibição de mulheres pastoras

Sede da Convenção Batista do Sul nos EUA
Sede da Convenção Batista do Sul nos EUA

A Convenção Batistas do Sul (SBC), a maior denominação evangélica dos Estados Unidos, rejeitou a proibição de mulheres pastoras, em uma votação histórica na quarta-feira (12).

A medida para colocar a proibição oficial na constituição da igreja não foi aprovada porque não alcançou a maioria absoluta de dois terços que era necessária. A proposta recebeu votos positivos de 61% dos delegados.

A medida estabelecia que qualquer igreja filiada aos Batistas do Sul deveria nomear apenas homens para os cargos de pastor ou presbítero.

Os opositores da ação argumentaram que a emenda não era necessária, porque a denominação já possui ferramentas para expulsar igrejas com pastorado feminino, como fez no ano passado com a megaigreja Saddleback da Califórnia.

“Mostramos que os mecanismos que temos atualmente são suficientes para lidar com esta questão”, defendeu Spence Shelton, pastor da Mercy Church.

Já Mike Law, pastor da Igreja Batista de Arlington na Virgínia e autor da emenda, afirmou que há cerca de 1.800 mulheres pastoras atuando na denominação. Ele citou passagens bíblicas que limitam o ofício pastoral aos homens. Mas, ponderou que as mulheres podem servir em outras áreas na igreja.

“A nossa cultura pode considerar esta proibição dura, mas o nosso Deus é todo sábio e escreveu esta palavra para o florescimento de homens e mulheres”, acrescentou ele.

Declaração doutrinária mantida

Apesar da proposta não ser aprovada, a Convenção Batista mantém sua declaração doutrinária, de 2000, estabelecendo que o cargo de pastor é apenas para homens.

A votação foi a mais esperada da reunião anual da SBC, após anos de debate sobre o assunto.

Dwight McKissic, um pastor negro do Texas, que apoia mulheres no ministério sob a liderança de um pastor, comemorou a rejeição da medida.

“Deus ama as mulheres demasiado para permitir restrições antibíblicas, que violam a autonomia da igreja local, para impedir que as mulheres recebam e utilizem dons espirituais. A supremacia masculina não governava a ordem do dia”, declarou ele, em postagem no X.

Fonte: Guia-me com informações de AP News

Bola de Neve: Denise relata agressões do apóstolo Rina; igreja vê desligamento de pastores após escândalos

Logo da Igreja Bola de Neve entre o Apóstolo Rina e sua esposa pastora Denise Seixas (Foto: Montagem/FolhaGospel)
Logo da Igreja Bola de Neve entre o Apóstolo Rina e sua esposa pastora Denise Seixas (Foto: Montagem/FolhaGospel)

Em depoimento à Polícia Civil, a pastora Denise Seixas, esposa do apóstolo Rina, fundador e líder da Igreja Bola de Neve, disse que sofreu diversos tipos de agressão durante todo o relacionamento com o pastor, de xingamentos a violência física.

Denise disse que em um dos episódios violência, tomou um soco no nariz, mas não denunciou em razão de sua influência.

Em abril de 2023, o filho da pastora divulgou um vídeo em que Rina aparece dizendo que a mulher está “completamente enlouquecida”. Denise conta que, a partir disso, o líder religioso teria ficado enfurecido, e ela passou a sofrer violência psicológica.

Ela disse, ainda, que nos últimos meses de relacionamento, foi obrigada a gravar vídeos desmentindo que Rinaldo seria um agressor, a fim de proteger sua imagem e reputação.

Como o vídeo “não deu certo, uma vez que as pessoas perceberam que ela estava lendo”, ela conta que o pastor arremessou uma cadeira em sua direção, mas não acertou porque ela teria desviado.

Denise relata que, em um episódio de violência, o pastor disse que a esposa não poderia “ficar longe do leito”, já que ele estaria sem relação sexual havia um mês.

Em outra suposta ocorrência, Rinaldo pediu para conversar com Denise e disse que aquele seria o “último dia”, ou seja, o prazo que ela teria para voltar a ter relação sexual com o marido.

Denise ainda diz que, nos últimos dois meses, perdeu o acesso às redes sociais e teme que alguém faça algo contra sua reputação.

Ela também afirmou que não tem acesso às suas finanças, tendo que recorrer a uma pessoa indicada por Rinaldo sempre que precisa de dinheiro.

Medida protetiva

A pastora Denise Seixas conseguiu uma medida protetiva de urgência contra o marido, Rinaldo Luiz de Seixas Pereira, o apóstolo Rina, fundador e líder da Igreja Bola de Neve.

A informação é da advogada de Denise, Gabriela Manssur, e foi confirmada ao site Universa, do portal UOL.

De acordo com a advogada, Denise passava por violência psicológica muito forte e está muito abalada. “A violência psicológica está trazendo grande abalo à saúde física e psíquica dela, um sofrimento muito grande”.

De acordo com a decisão, Rinaldo deve manter ao menos 300 metros de distância de Denise, seus familiares e eventuais testemunhas do processo.

Além disso, ele está proibido de manter qualquer tipo de contato com a vítima, mesmo que por intermédio de terceiros.

Por meio de sua assessoria de imprensa, o apóstolo Rinaldo Seixas negou “qualquer prática de violência e confia na apuração isenta e técnica de todos os fatos pela Polícia Civil e Ministério Público”.

A igreja, que tem 560 igrejas em 34 países, emitiu uma nota de esclarecimento no último domingo (9) informando o afastamento do apóstolo Rina de suas funções como líder religioso. (Leia aqui a íntegra da nota).

Desligamento de pastores

Há 25 anos como uma força neopentecostal, agora a Bola de Neve Church enfrenta uma crise sem precedentes. O impacto do delicado e complexo momento começa a surgir.

Em rede social, pastores já começaram a anunciar a saída da denominação. Um deles é Felipe Parente. Na postagem, o líder religioso destacou que está no ministério pastoral há 18 anos. “Vivemos uma vida de entrega e dedicação ao Reino desde então. Fizemos amigos, irmãos, nos tornamos família, com tantas pessoas. Amamos o rebanho que Deus nos deu”.

Ele compartilhou ainda que sempre foi guiado por princípios e valores, legado que deseja deixar aos filhos. “Com os corações completamente dilacerados, hoje comunicamos nosso desligamento do Ministério Bola de Neve”.

Felipe agradeceu a todos aqueles que de alguma forma fizeram parte da história dele. “Pedimos muito que respeitem nosso momento de contrição e dor. Deus nos dará forças para que possamos nos reconstruir”, finalizou o pastor, que liderava a igreja em Curitiba (PR).

O pastor Natanael Paixão, que há 20 anos desempenha o ministério pastoral, também utilizou uma rede social para divulgar a decisão do desligamento da Bola de Neve. “Nessa caminhada, criamos e vivemos muitas histórias maravilhosas, fizemos amizades eternas, vivemos de forma intensa o ministério”, escreveu e acrescentou: “Cuidamos da Igreja do Senhor com muito amor, zelo e dedicação e, assim, pretendemos continuar”.

Ele enfatizou que, movido por um direcionamento do Senhor para um novo tempo familiar, está se desligando do Ministério Bola de Neve. “Não foi uma decisão fácil”, admitiu o ex-líder da igreja em Balneário Camboriú (SC).

Para concluir a postagem, Natanael pediu oração pela família. “Cremos que o Senhor é a nossa força e com Ele vamos conseguir reconstruir a nossa história”, disse o pastor, que concluiu: “Somos gratos a todos que passaram pela nossa história nesses 20 anos”.

Fonte: Comunhão, Portal de Prefeitura, Fuxico Gospel, G1 e Pleno News

Câmara aprova urgência para projeto que equipara aborto a homicídio

Câmara dos Deputados (Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)
Câmara dos Deputados (Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (12) o regime de urgência para o Projeto de Lei 1904/24, do deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e outros 32 parlamentares, que equipara o aborto de gestação acima de 22 semanas ao homicídio. Os projetos com urgência podem ser votados diretamente no Plenário, sem passar antes pelas comissões da Câmara.

O autor do requerimento de urgência e coordenador da Frente Parlamentar Evangélica, deputado Eli Borges (PL-TO), defendeu a aprovação. “Basta buscar a Organização Mundial da Saúde (OMS), [a partir de 22 semanas] é assassinato de criança literalmente, porque esse feto está em plenas condições de viver fora do útero da mãe”, afirmou.

Já a deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP) criticou a aprovação que, segundo ela, criminaliza crianças e adolescentes vítimas de estupro. Ela afirmou que mais de 60% das vítimas de violência sexual têm menos de 14 anos. “Criança não é mãe, e estuprador não é pai”, disse.

Segundo Sâmia Bomfim, uma menina estuprada ficaria presa por 20 anos enquanto o estuprador ficaria atrás das grades por 8 anos. “As baterias dos parlamentares estão voltadas para essa menina, retirá-la da condição de vítima para colocá-la no banco dos réus”, declarou.

Procedimento de votação

A deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS) criticou o fato de a votação ter sido feita simbolicamente, sem pronunciamento dos partidos. “Achamos que esse regime de urgência precisava ficar registrado, porque é um ataque muito grande às meninas brasileiras.”

O deputado Chico Alencar (Psol-RJ) afirmou que os projetos a serem votados precisam ser anunciados com antecedência. “Fui ali atrás, quando voltei fui informado que um projeto foi deliberado em sua urgência sem que quase ninguém percebesse”, criticou.

Segundo o presidente da Câmara, Arthur Lira, a votação simbólica foi acertada por todos os líderes partidários durante reunião nesta quarta-feira (12). “Nós chamamos por três vezes o Pastor Henrique Vieira [vice-líder do Psol] para orientação”, afirmou.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

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