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PEC que criminaliza porte de drogas em qualquer quantidade é aprovada em comissão na Câmara

Usuário de drogas (Foto: Reprodução)
Usuário de drogas (Foto: Reprodução)

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (12) uma Emenda Constitucional que torna ilegal o porte e a posse de qualquer quantidade de drogas.

A proposta foi aprovada na comissão por 47 votos a 17. Agora, a matéria precisa ser analisada por uma comissão especial e pelo plenário da Câmara.

O texto já foi aprovado no Senado em reação ao avanço no Supremo Tribunal Federal (STF) de um julgamento que pode descriminalizar o porte de maconha, em pequenas quantidades, para uso pessoal.

A PEC propõe incluir a criminalização no artigo da Constituição que aborda os direitos e garantias individuais. Especialistas alertam que isso pode endurecer a legislação e possibilitar a retomada da prisão de usuários.

Na semana passada, deputados contrários ao projeto apresentaram um “kit obstrução” para adiar a votação da proposta.

Nesta semana, entretanto, apesar das críticas de alguns deputados, a proposta conseguiu avançar.

“A atual política de drogas é cara, ineficiente, provoca encarceramento em massa, violência policial, genocídio sobre a juventude, negra e pobre, e não reduz a demanda, então é absolutamente ineficaz”, disse o deputado Pastor Henrique Vieira (Psol-RJ).

O relator da proposta, deputado Ricardo Salles (PL-SP), afirmou que o objetivo da proposta é endurecer a legislação para o usuário. “É o usuário que financia o tráfico”, disse. “Tem que haver uma bilateralidade de responsabilização entre quem vende e quem compra, portanto, esta é a lógica desta PEC”.

Distinção entre traficante e usuário

Além de criminalizar o porte e a posse, a proposta prevê inserir na Constituição uma distinção entre traficante e usuário. O usuário estará sujeito a penas alternativas à prisão.

Na prática, a proposta repete o conteúdo já existente na Lei de Drogas, que está em vigor desde 2006.

A proposta estabelece que é crime adquirir, guardar e transportar entorpecentes para consumo pessoal, mas não pune a prática com prisão. Em vez disso, prevê penas alternativas, como advertência, prestação de serviços comunitários e comparecimento a cursos educativos.

O objetivo é, então, dificultar que a regra seja alterada no futuro, uma vez que mudanças na Constituição demandam uma quantidade maior de votos para serem aprovadas em comparação aos projetos de lei.

A lei não especifica a quantidade de droga que distingue um traficante de um usuário, deixando essa avaliação a critério subjetivo da Justiça. A PEC, por sua vez, mantém essa abordagem, sem estabelecer critérios objetivos para diferenciar consumo e tráfico.

Brasileiros são contra legalização

Mais de 70% dos brasileiros são contra a legalização da maconha, revelou uma pesquisa do Datafolha, divulgada no sábado (23).

O estudo recente mostrou um aumento na rejeição da descriminalização da droga no Brasil. Em 2018, 66% eram contra a legalização, hoje, 72% da população é contra o consumo recreativo de maconha.

A pesquisa do Datafolha foi realizada nos dias 12 e 13 de setembro, com 2.016 pessoas maiores de 16 anos, em 139 municípios.

Fonte: Guia-me

STF suspende leis contrárias à linguagem neutra em escolas

Sala de aula com frase de linguagem neutra escrita no quadro (Foto: Montagem/FolhaGospel)
Sala de aula com frase de linguagem neutra escrita no quadro (Foto: Montagem/FolhaGospel)

O Supremo Tribunal Federal (STF) alcançou maioria para suspender a vigência de duas leis que impediam a utilização de “linguagem neutra” ou “dialeto não binário” nas escolas dos municípios de Ibirité, em Minas Gerais, e Águas Lindas de Goiás, em Goiás.

Em maio deste ano, o ministro Alexandre de Moraes já havia suspendido os efeitos de uma lei do município de Ibirité que proibia o ensino de “linguagem neutra ou dialeto não binário” nas escolas públicas e privadas, além de seu uso por agentes públicos da cidade.

Até agora, seis ministros seguiram a decisão liminar do relator Alexandre de Moraes, que determinou que a competência para legislar sobre conteúdo pedagógico é da União, não dos municípios.

O julgamento está sendo realizado no plenário virtual desde 31 de maio, e os ministros têm até as 23h59 para registrar seus votos. No entanto, a medida já está em vigor.

Ministros favoráveis

Votaram para a suspensão das referidas leis municipais os ministros Alexandre de Moraes (relator), Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Edson Fachin, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Roberto Barroso e Cármen Lúcia.

Cristiano Zanin votou pela suspensão das leis por concordar que cabe à União definir diretrizes sobre o tema. No entanto, o ministro expressou que a linguagem neutra “destoa” das normas da língua portuguesa.

O ingresso das ações no STF foi feito pelos grupos ativistas Aliança LGBTI+ e Associação Brasileira de Famílias Homotransafetivas. Elas contestam as leis municipais que proíbem o uso da linguagem neutra, argumentando que essas proibições não estão em conformidade com a língua portuguesa.

De acordo com as entidades, as normas representam uma forma de censura e comprometem a liberdade de expressão, além de violar os direitos fundamentais de ensinar e aprender.

As leis 1.528 de 2021, de Águas Lindas de Goiás, e 2.342 de 2022, de Ibirité, previam sanções como multas e a suspensão de benefícios para as instituições que utilizassem linguagem neutra em materiais pedagógicos, durante aulas ou em eventos escolares.

Argumento do relator

Em seu voto, o relator Alexandre de Moraes argumentou que as leis “aparentemente violam a garantia da liberdade de expressão, amplamente reconduzível à proibição da censura”.

Como base para sua decisão, o relator citou um julgamento de 2020 que declarou inconstitucional uma lei de Novo Gama (GO) que proibia a ideologia de gênero nas escolas municipais. O STF suspendeu essa norma por considerar que ela violava o dever de promover políticas de inclusão.

Em outro julgamento, realizado em 2023, a Corte também suspendeu uma lei similar do Estado de Rondônia. Foi determinado que não era competência do Estado legislar sobre esse tema.

Fonte: Guia-me

Pastor da Assembleia de Deus, sua esposa e mais três cristãos são mortos a sangue frio na Nigéria

Bandeira da Nigéria (Foto: Canva)
Bandeira da Nigéria (Foto: Canva)

Terroristas Fulani mataram um pastor, sua esposa e três outros cristãos por volta da meia-noite de 2 de junho no estado de Plateau, na região central da Nigéria, segundo fontes.

Os invasores com armamento pesado atacaram um vilarejo predominantemente cristão no distrito de Kwall, no condado de Bassa, matando o pastor Dauda Dalyop, 63 anos, da Igreja Assembleia de Deus; sua esposa Chummy Dauda, 57 anos; Chwe Ajuhs, 26 anos; Joshua Kusa, 45 anos; e Rikwe Doro, 43 anos, disse Sam Jugo, porta-voz da Associação de Desenvolvimento Irigwe, um grupo de cúpula do grupo étnico predominantemente cristão no estado de Plateau.

“No meio da noite de 2 de junho, terroristas Fulani atacaram e mataram cinco de nossos residentes a sangue frio no vilarejo de Ari Songo, na área de Kimakpa, no distrito de Kwall”, disse Jugo em um comunicado à imprensa. “Dois outros cristãos ficaram gravemente feridos e estão atualmente em tratamento em um hospital em Jos.”

Em sua declaração original à mídia nigeriana, Jugo identificou os agressores apenas como “invasores criminosos”. Questionado pelo Christian Daily International-Morning Star News, ele revisou sua declaração para identificá-los como “invasores terroristas Fulani”.

Dois dias antes, um bando de terroristas emboscou e atacou dois cristãos na mesma área de Kwall, disse ele.

“Esse triste acontecimento está ocorrendo apenas dois dias depois que alguns terroristas emboscaram dois outros cristãos, matando um deles, o Sr. Irmiya Musa Timbi, enquanto a segunda vítima ficou ferida”, disse Jugo.

O reverendo Ronku Aka, um pastor da área, confirmou o ataque em uma mensagem ao Morning Star News. Fidelis Adara, um funcionário do conselho de Bassa, confirmou a informação.

A Igreja Evangélica Winning All (ECWA, sigla em inglês) conclamou o governo nigeriano a investigar os assassinatos contínuos e pôr um fim a eles. O Rev. Akus Odoh, da ECWA, Conselho da Igreja do Distrito de Miango, condenou o ataque mais recente em termos fortes e pediu uma investigação completa.

“A Nigéria perdeu seus valores e o governo não respeita o direito à vida”, disse Odoh.

Alfred Alabo, porta-voz do Comando da Polícia do Estado de Plateau, confirmou que cinco pessoas foram mortas, incluindo o pastor.

“O comissário de polícia foi até lá e viu a cena do incidente, e colocou homens no local para garantir que isso não aconteça novamente”, disse Alabo. “Estamos trabalhando com a comunidade para obter mais informações sobre o incidente.”

A Nigéria continua sendo o lugar mais mortal do mundo para seguir a Cristo, com 4.118 pessoas mortas por sua fé de 1º de outubro de 2022 a 30 de setembro de 2023, de acordo com o relatório da Lista Mundial da Perseguição de 2024 da Portas Abertas. Mais sequestros de cristãos do que em qualquer outro país também ocorreram na Nigéria, com 3.300 casos.

A Nigéria também foi o terceiro país com o maior número de ataques a igrejas e outros edifícios cristãos, como hospitais, escolas e cemitérios, com 750, de acordo com o relatório.

Na Lista Mundial da Perseguição 2024 dos países onde é mais difícil ser cristão, a Nigéria ficou em 6º lugar, como no ano anterior.

Com um número de milhões de pessoas em toda a Nigéria e no Sahel, os Fulani, predominantemente muçulmanos, são formados por centenas de clãs de muitas linhagens diferentes que não têm visões extremistas, mas alguns Fulani aderem à ideologia islâmica radical, observou o Grupo Parlamentar de Todos os Partidos do Reino Unido para Liberdade Internacional ou Crença (APPG) em um relatório de 2020.

“Eles adotam uma estratégia comparável à do Boko Haram e do ISWAP e demonstram uma clara intenção de atacar os cristãos e símbolos potentes da identidade cristã”, afirma o relatório do APPG.

Líderes cristãos na Nigéria disseram acreditar que os ataques de terroristas a comunidades cristãs no Cinturão Médio da Nigéria são inspirados pelo desejo de tomar à força as terras dos cristãos e impor o Islã, já que a desertificação dificultou a manutenção de seus rebanhos.

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Damares anuncia sua saída da Sony Music após 14 anos

Cantora gospel Damares (Foto: Reprodução)
Cantora gospel Damares (Foto: Reprodução)

A cantora gospel Damares anunciou, em suas redes sociais, o encerramento de sua parceria com a gravadora Sony Music, após 14 anos de sucesso. Em um comunicado emocionado, ela agradeceu pela jornada de aprendizado e crescimento, mencionando inúmeras conquistas ao longo desse período.

Damares iniciou sua carreira musical em 1997 e ganhou notoriedade no mundo gospel com o álbum “Revelação” em 2008, que inclui o sucesso “Sabor de Mel”. Ao longo de sua carreira, lançou vários álbuns de destaque, como “Apocalipse” (2008), “Diamante” (2010), e “O Maior Troféu” (2013), todos certificados com discos de ouro e diamante devido às altas vendas​​.

Em seu comunicado, Damares expressou gratidão à equipe da Sony Music e aos fãs pelo apoio, destacando que a nova fase de sua carreira será guiada por sua fé em Deus. A cantora, que também é conhecida por seu trabalho missionário em diversos países, agora segue para novos desafios, mantendo a música e a fé como pilares de sua trajetória.

Segue a nota publicada por Damares em suas redes sociais:

“COMUNICADO!

DEPOIS DE 14 ANOS NA SONY MUSIC, CHEGOU AO FIM UM CICLO. UM CICLO DE APRENDIZADO, DE CRESCIMENTO E SIM, DE MUITAS E MUITAS CONQUISTAS. AMADURECI, EVOLUÍ! SOU GRATA DEMAIS A DEUS POR ESSA LINDA HISTÓRIA QUE ELE ME FEZ VIVER. GRATA A TODA A CÚPULA (SONY MUSIC), SEMPRE FUI MUITO RESPEITADA E QUERIDA ALI DENTRO! LEVAREI PRA VIDA AS LEMBRANÇAS DE UM TEMPO EXTRAORDINÁRIO! CHEGOU A HORA DE SEGUIR UM NOVO CAMINHO, DE UM NOVO TEMPO QUE ESTÁ SURGINDO, UM CAMINHO QUE VAI CONTINUAR SENDO DIRECIONADO POR DEUS! AFINAL, ELE É O DONO DA MINHA VIDA E DO MEU CHAMADO! ❤️🙏🏽 #GRATIDÃO”

Fonte: Fuxico Gospel

Cristã sofre tortura psicológica em prisão no Irã

Prisão de Evin, a noroeste do Teerã, no Irã. (Foto: Wikimedia Commons)
Prisão de Evin, a noroeste do Teerã, no Irã. (Foto: Wikimedia Commons)

Laleh Saari, uma cristã iraniana de origem muçulmana, está cumprindo atualmente uma sentença de dois anos de detenção na prisão de Evin, na capital do Irã. Ela tentou buscar asilo fora do país, no entanto, não conseguiu sair antes de ser presa.

A mãe da cristã relatou que Laleh está sob tortura psicológica e precisa de ajuda profissional para lidar com os traumas que a prisão tem causado. Na última visita, a mãe de Laleh apelou à Corte para que reduzisse o tempo de sentença da cristã, mas como resposta ela foi orientada a esperar um novo julgamento do caso da cristã.

Apesar dos incidentes de perseguição, cristãos iranianos não deixam de expressar a fé em Jesus. Alguns deles celebraram o Pentecostes discretamente em suas casas, no fim de maio. Eles tomaram todos os cuidados para não serem percebidos, mas não deixaram a data ser esquecida.

Algumas igrejas domésticas também celebraram o Pentecostes, mas em datas diferentes. Elas fizeram cultos em diversas cidades do país também com muito cuidado para não serem notadas. Líderes cristãos e pastores das igrejas domésticas pediram que orássemos pela proteção de Deus para que possam expressar a fé em Jesus com liberdade.

Eles também pediram orações por força e coragem para que os cristãos locais não deixem de seguir a Jesus por causa da perseguição extrema, pois, muitas vezes, a opressão afeta o crescimento espiritual e a jornada com Deus dos cristãos perseguidos.

Fonte: Portas Abertas

Jogos Olímpicos de Paris: missionários preparam estratégias para propagar o Evangelho

Torre Eiffel em Paris, capital da França (Foto: Canva Pro)
Torre Eiffel em Paris, capital da França (Foto: Canva Pro)

No próximo mês, a França sediará os Jogos Olímpicos em Paris. São esperados cerca de 15 milhões de turistas, de várias partes do mundo como também de diferentes parte do país.

O evento é uma excelente oportunidade para propagar o amor de Jesus. Por isso, a equipe de Paris do Conselho de Missões Internacionais (IMB) está se preparando para colocar estratégias evangelísticas em prática.

Os jogos serão iniciados no dia 26 de julho, e o encerramento acontecerá em 11 de agosto. Na opinião de Jason Harris, que está liderando o alcance olímpico do IMB, os franceses são um dos maiores grupos de povos não alcançados do mundo.

“Existem lugares com 200 a 300 mil pessoas na França onde não existem igrejas evangélicas. Portanto, ter pessoas de toda a França vindo a Paris e ter esta oportunidade de compartilhar o Evangelho com elas é enorme”, relatou Jason, que está entusiasmo para vivenciar esse “momento único” para compartilhar as Boas-Novas.

Durante o período dos jogos, os missionários começarão e terminarão os dias reunidos em uma das três igrejas localizadas em importantes pontos de Paris. O objetivo é que eles possam adorar a Deus, orar e conversar.

“Nosso desejo é ver o evangelismo durante as Olimpíadas nos lançar em uma temporada frutífera de plantação de igrejas em Paris, ao lado da igreja francesa”, frisou Jason.

Um dos grupos estará concentrado na Igreja Batista mais antiga, de Paris. “É um edifício de igreja realmente único e bonito. Esse é um local que nos entusiasma porque há potencial para o trabalho de plantação de igrejas se desenvolver posteriormente”, comentou Harris.

Ações criativas

A igreja, de propriedade da Federação das Igrejas Evangélicas Batistas da França, fica próxima ao Louvre e ao Museu D’Orsay. Ela abriga uma livraria, além de um espaço de arte permanente, que pode ser alugado.

Harris revelou que os voluntários estão fazendo parceria com um artista francês cristão. A ideia é que ele hospede uma experiência artística imersiva na igreja com base nos princípios da salvação.

“Ele é um artista, então, acho que está acostumado a pensar fora da caixa. Está pronto para experimentar coisas novas, conhecer pessoas e se conectar de forma relacional com elas”, relatou Jason.

Além disso, outras mobilizações evangelísticas acontecerão: festivais com temática olímpica, noites recreativas, jogos em parques locais e descanso. Os voluntários usarão também estratégias digitais para compartilhar o Evangelho.

Haverá ainda distribuição de garrafas de água, folhetos, como também outras ações criativas.“Estamos pensando em qualquer maneira possível de nos conectarmos com as pessoas. Há muitas oportunidades de interagir e compartilhar o Evangelho onde quer que elas estejam”, ressaltou Jason.

Por fim, ele revelou: “Minha oração é que a evangelização nas Olimpíadas seja um trampolim para a plantação de igrejas em Paris”.

Fonte: Comunhão com informações de IBM

Bola de Neve: pastora Denise consegue medida protetiva contra o apóstolo Rina

Apóstolo Rina e a esposa Denise Seixas (Foto: Reprodução/Igreja Bola de Neve)
Apóstolo Rina e a esposa Denise Seixas (Foto: Reprodução/Igreja Bola de Neve)

A pastora Denise Seixas conseguiu uma medida protetiva de urgência contra o marido, Rinaldo Luiz de Seixas Pereira, o apóstolo Rina, fundador e líder da Igreja Bola de Neve.

A informação é da advogada de Denise, Gabriela Manssur, e foi confirmada ao site Universa, do portal UOL.

De acordo com a advogada, Denise passava por violência psicológica muito forte e está muito abalada. “A violência psicológica está trazendo grande abalo à saúde física e psíquica dela, um sofrimento muito grande”.

A pastora Denise conseguiu sair de casa na sexta-feira para receber atendimento jurídico e, segundo fontes, estaria decidida pelo divórcio. Procurada pela reportagem do UOL, ela não quis falar.

Segundo Gabriela Manssur, Rinaldo não pode manter contato e nem se aproximar de Denise. “Foram concedidas medidas protetivas a favor dela contra ele […] Ela está protegida pela Lei Maria da Penha”, explicou Gabriela. De acordo com a defesa, Denise estava sob forte violência psicológica e espiritual.

Pessoas próximas da pastora contaram à reportagem que ela “praticamente saiu fugindo de casa” e que as denúncias que vieram sobre os líderes da Bola de Neve e a respeito do apóstolo Rina teriam encorajado Denise a pedir ajuda e sair de casa.

As redes sociais da pastora, conforme a advogada, foram apropriadas indevidamente. “Ela me disse que está sem acesso às redes.”

Pessoas próximas ao casal, ouvidas pela reportagem do Universa, disseram que o apóstolo Rina teria comprado uma arma de fogo há alguns meses.

A medida protetiva serve para impor o afastamento do agressor do lar ou local de convivência com a vítima, estabelece um limite de distância que não pode ser ultrapassado e suspende ou restringe a posse de armas, se for o caso.

A advogada explicou ainda que os três filhos de Denise com Rina não saíram de casa com a pastora e estão na casa da família, sendo cuidados por pessoas de confiança.

“Ela teve de sair de casa para preservar a própria segurança. Estamos atuando na defesa da proteção da Denise no que diz respeito à lei Maria da Penha, na proteção da Denise enquanto mulher”, concluiu Gabriela Manssur.

Fontes próximas ao casal confirmaram à reportagem do Universa, que as imagens vazadas no ano passado mostram como era a vida de Denise com Rina. “Ele sempre gritou com ela, não importava quem estivesse por perto. Ela tinha de fazer tudo por ele, na hora que ele queria, com ele sempre gritando”, contou um ex-membro da igreja que não quis se identificar por temer represálias.

Acusações do enteado

As supostas agressões de Rina contra Denise tornaram-se públicas em abril do ano passado depois que Nathan Gouvea, filho de um relacionamento anterior de Denise, vazou um vídeo com trechos de uma discussão entre o casal.

“Sempre se teve uma cultura do medo em casa. Éramos dois serviçais, eu e minha mãe”, disse Nathan a Universa.

Na época, durante um culto na matriz da Igreja Bola de Neve, em São Paulo, o apóstolo Rina se pronunciou sobre as acusações feitas pelo seu enteado.

Segundo Nathan, o padrasto constantemente agia com violência verbal e psicológica contra sua mãe e parecia planejar interná-la em uma clínica psiquiátrica. Ele, inclusive, teria convencido membros do conselho da Bola de Neve e familiares de que a esposa estava com sérios problemas psiquiátricos.

“O Rina já vinha falando para o círculo mais íntimo da igreja, da família e para os meus irmãos que minha mãe não estava bem psicologicamente e que talvez teria de interná-la. Era muito claro para a gente que ele ia interná-la.”

Afastamento da igreja

Após a repercussão das brigas entre o casal, Rina, responsável pelas 560 igrejas da Bola de Neve, subiu ao púlpito da sede, em São Paulo, e comunicou o afastamento de suas funções. Ele alegou que seu casamento teria sido abalado pelas notícias e que Denise estava sobrecarregada emocionalmente.

Mas, pouco tempo depois, já estava novamente à frente da igreja, e Denise passou a não mais ser vista na Bola de Neve.

No culto de domingo, 2 de junho, Rina voltou ao púlpito para comunicar um novo afastamento, deixando a igreja interinamente aos cuidados do pastor Felipe Parente e da equipe que já trabalhava com o líder.

No discurso, ele afirmou que Denise estaria tendo “crise de ansiedade e síndrome do pânico”.

Ao comentar o pronunciamento, Nathan afirmou: “Ele, como sempre, pôs a culpa na minha mãe, falando que ela estava mal e não se desculpou por nada. Mesma ladainha.”

Esta semana, a Igreja Bola de Neve emitiu uma nota de esclarecimento informando o afastamento do apóstolo Rina, “para que se dedique integralmente a esclarecer os apontamentos apresentados e restabelecer sua saúde e a de sua família.”

O que diz o apóstolo Rina

Procurado pela reportagem, Rina disse que não foi notificado, que eles estão enfrentando uma crise conjugal e que ele quer restaurar seu casamento. “Vamos aguardar para ver se há mesmo alguma medida. Estamos enfrentando uma crise conjugal já há algum tempo e tudo que tenho tentado, com todas as minhas forças, é restaurar nosso casamento.”

Rinaldo disse que não sabe o que motivou o pedido de medida protetiva.

“Amo profundamente minha esposa, mãe dos meus filhos. Escrevemos uma história linda, mas infelizmente estamos enfrentando uma crise que nunca, nem em nossos piores pesadelos, imaginaríamos enfrentar.”

Sobre as supostas agressões psicológicas, Rina disse que não tem “absolutamente nada” para dizer. “Tivemos discussões como qualquer casal corre o risco de ter.”

Questionado sobre a compra de uma arma de fogo, o apóstolo Rina não respondeu.

Sobre as acusações do enteado, Rina disse: “Nathan saiu de casa há dez anos. Não tem a mínima ideia do que vivemos. Tudo o que eu sempre quis foi vê-la com saúde física, mental e emocional. Isso incluiu todo o cuidado com acompanhamento profissional, porém, em nenhuma hipótese, uma internação em clínica psiquiátrica. Essa foi só uma difamação para colocá-la contra mim.”

Sobre o acesso de Denise as redes sociais, Rina disse que a informação não procede. “Não temos absolutamente nenhum acesso às redes sociais dela. Como ela estaria sendo vigiada? Por quem? Estou de cama há quatro dias, com dengue.”

Fonte: UOL, Fuxico Gospel, Pleno News

Igreja Bola de Neve emite nota após mais uma acusação contra o apóstolo Rina

Logomarca da Igreja Bola de Neve (Foto: Reprodução)
Logomarca da Igreja Bola de Neve (Foto: Reprodução)

As denúncias envolvendo a Igreja Bola de Neve e seu fundador, o apóstolo Rina, ganharam novos desdobramentos após a divulgação de um áudio que sugere graves acusações de abuso sexual.

A vítima diz ser uma ex-funcionária da igreja e revelou que os abusos contínuos teriam acontecido na casa do pastor ao longo dos anos.

Em um áudio divulgado pelo perfil Fuxico Gospel no Instagram, a mulher detalha como Rina a teria submetido a toques inapropriados e tentativas de abuso, com pedidos de massagem, toques íntimos e convites para encontros.

Escute o áudio abaixo:

Diante da gravidade das acusações, a Igreja Bola de Neve emitiu uma nota oficial informando o afastamento de Rina de suas funções. O Conselho Deliberativo da Igreja Bola de Neve Church diz que assumirá a responsabilidade pelo ministério enquanto o fundador se dedica a esclarecer os fatos e restabelecer a sua saúde e da sua família. O apóstolo Rina recentemente havia se pronunciado sobre seu afastamento para se dedicar a melhora da sua esposa, que vem sofrendo de crises de ansiedade e episódios de pânico, segundo ele.

A nota destaca que a igreja tomará medidas para manter a integridade e a santidade da estrutura eclesiástica, incluindo a instalação de um canal de ouvidoria e a elaboração de um conselho de ética para apuração de irregularidades. Além disso, a igreja se compromete a reformular seu regimento interno para evitar que eventos semelhantes ocorram novamente.

A igreja afirma que está empenhada em promover a cura, restauração e salvação de famílias, e não a destruição. O conselho deliberativo pede perdão a Deus e à comunidade por qualquer falha ou falta de atenção aos fatos apresentados.

Leia a íntegra da nota abaixo:

É com muito pesar e tristeza que nos dirigimos a vocês para tratar dos fatos que se desdobram nas últimas semanas envolvendo o Ministério Bola de Neve. O Conselho Deliberativo, junto ao Apóstolo Rina, decidiu pelo afastamento do seu fundador para que se dedique integralmente a esclarecer os apontamentos apresentados e restabelecer sua saúde e a de sua família. A partir de agora, o Conselho Deliberativo assume a responsabilidade por todo o Ministério.

Desta forma, pedimos perdão primeiramente a Deus, a quem um dia prestaremos conta, pelas falhas e falta de atenção aos fatos apresentados.

Estendemos nossa verdade e retratação à família Bola de Neve, a qual tanto amamos, e a todos que, de alguma forma, decepcionaram-se com a condução da liderança e, também, para aqueles que um dia saíram feridos por quaisquer falhas cometidas no Ministério. Investimos nossas vidas pela cura, restauração e salvação de famílias, nunca para a destruição.

Como medidas construtivas, nos comprometemos com ações que farão com que a Igreja mantenha a integridade e a santidade da estrutura eclesiástica, entre elas estão:

•⁠ ⁠Instalação do canal de ouvidoria para catalisar possíveis falhas e má conduta, por meio do e-mail ouvidoria@boladeneve.com
•⁠ ⁠Elaboração de um Conselho de Ética para apuração e deliberação a respeito de todas as irregularidades apresentadas.
•⁠ ⁠Diligência e apuração de cada caso (inclusive de foro íntimo), averiguando necessidade de afastamento ou desligamento de lideranças.
•⁠ Acompanhamento de situações apresentadas pela investigação interna.
•⁠ Reformulação do Regimento Interno para alinhar com mais clareza expectativas da congregação e evitar que eventos semelhantes aconteçam novamente.

Queremos por fim reconhecer, humildemente, que momentos assim, apesar de toda tristeza e dor, são oportunos para aperfeiçoamentos, melhorias e restruturação. Não estamos empenhados em sustentar uma placa ministerial, mas sim a Igreja, noiva de Cristo.

Com todo carinho e respeito,

Conselho Deliberativo da Igreja Bola de Neve

Tratamento psicológico

Em post no X (antigo Twitter), o pastor Alexandre Gonçalves, da Igreja de Deus no Brasil, em Santa Catarina, disse que, pela sua experiência de pastor, o casal precisa de tratamento psicológico e que não deveriam estar à frente de uma igreja.

“O dono da Igreja Bola de Neve tratando de forma amorosa sua esposa, pastora Denise Seixas. Pela minha longa experiência de pastor, alguém aí quer com todas as forças que a outra peça divórcio pra ele dizer que foi a parte inocente e sair de boa da situação. Ambos precisam de tratamento psicológico e não deveriam jamais estar à frente de uma igreja, se é que isso seja uma igreja.”

Acusações do enteado

No início de abril do ano passado, durante um culto na matriz da Igreja Bola de Neve, em São Paulo, o apóstolo Rina se pronunciou sobre as acusações feitas pelo seu enteado Nathan Gouvêa nas redes sociais.

O jovem publicou uma série de vídeos expondo uma briga que Rina teve com a esposa, a pastora Denise, e acusou o líder religioso de abusos emocionais, físicos e financeiros contra a família.

Em seu discurso, o apóstolo afirmou que todo casamento passa por dificuldades, inclusive os líderes cristãos, e que um relacionamento é um projeto complexo que envolve pessoas distintas com experiências diferentes. Ele contou que está casado com a pastora Denise há 23 anos e que eles passaram por diversas crises no relacionamento.

O pastor disse que nunca tirou um ano sabático mas que agora precisa de um tempo para cuidar do casamento pois não valeria nada ganhar o mundo e perder a família.

Acusação de estelionato e exploração de trabalho voluntário

Em uma live no Instagram, há poucos dias, os empresários Márcio Bieda e Thiago Santana fizeram graves denúncias contra a Igreja Bola de Neve e seu fundador, o apóstolo Rina. A transmissão ao vivo expôs alegações de estelionato e má gestão de doações feitas por fiéis.

Márcio Bieda iniciou a live revelando que um instituto de Balneário Camboriú, que supostamente deveria ajudar mulheres carentes com empreendedorismo, foi transformado em um salão de beleza de luxo.

As acusações também se estenderam a outras práticas dentro da igreja. Bieda e Santana alegaram que há uma cantina na igreja onde os voluntários trabalham sem remuneração, beneficiando financeiramente os líderes da igreja.

Rodolfo Abrantes denuncia abusos e manipulações

Rodolfo Abrantes e sua esposa, Alexandra Abrantes, denunciaram abusos sofridos enquanto frequentavam a igreja Bola de Neve em Balneário Camboriú, Santa Catarina, há 13 anos. O ex-vocalista dos Raimundos compartilhou seu desabafo no Instagram nesta quarta-feira, 22, afirmando que ainda carrega “traumas que demoram demais para curar e ainda doem”.

“Eu não devia absolutamente nada. Mas o que quero dizer não se refere às acusações que têm vindo à tona sobre fraudes, pois isso não me diz respeito. Não tenho prova, nem base, nem capacidade de acusar ninguém. O que estou aqui para dizer é que estou com minha esposa e vi o quanto de abusos emocionais que ela sofreu naquele ministério e nós sofremos demais como família. Nosso casamento foi abalado naquela época e nós sobrevivemos. Estamos firmes e carregamos cicatrizes de feridas que demoram a curar.”, disse Rodolfo.

Fonte: Portal de Prefeitura, Fuxico Gospel e Pleno News

Cristãos protestantes enfrentam violência e ataques durante cultos na Turquia, revela relatório

Bandeira da Turquia (Imagem de Engin Akyurt por Pixabay
Bandeira da Turquia (Imagem de Engin Akyurt por Pixabay

Os cristãos protestantes na Turquia continuaram a enfrentar oposição por praticarem sua fé em 2023, de acordo com um relatório de direitos humanos.

Incidentes de discurso de ódio escrito e oral, juntamente com alguma violência, foram relatados, de acordo com o Relatório de Violação de Direitos Humanos 2023, publicado em 4 de junho pela Protestan Kiliseler Derneği (Associação de Igrejas Protestantes).

Algumas das 205 igrejas protestantes, todas independentes ou em grupos de comunhão, sofreram oposição aos seus edifícios. O relatório também citou a negação de direitos legais no treinamento de líderes ministeriais.

“Nenhum progresso foi feito em 2023 com relação aos direitos dos cristãos de treinar seus próprios obreiros religiosos”, informou a associação. “Muitos líderes de igrejas estrangeiras foram deportados, tiveram sua entrada na Turquia negada ou enfrentaram problemas para renovar suas autorizações de residência.”

A educação cristã e o treinamento ministerial continuam sendo um grande desafio devido à oposição oficial. O relatório disse que as leis na Turquia “continuaram a negar a possibilidade de treinamento do clero cristão e a abertura de escolas para fornecer educação religiosa para os membros das comunidades da igreja de qualquer forma. No entanto, o direito de treinar e desenvolver líderes religiosos é uma das pedras fundamentais da liberdade de religião e crença”.

Os protestantes tentam resolver esse problema por meio de iniciativas como enviar estudantes para o exterior ou convidar líderes de ministérios estrangeiros para treinar cristãos turcos. No entanto, ainda há uma necessidade extrema de trabalhadores estrangeiros para apoiar as igrejas.

“Em 2023, continuamos a ver casos de obreiros religiosos estrangeiros e membros de congregações sendo deportados ou tendo sua entrada na Turquia recusada ou autorizações de residência e vistos negados”, disse o relatório. “Muitas congregações foram deixadas em situações difíceis e a necessidade de trabalhadores religiosos continua a ser grande.”

Protestantes ou suas instituições sofreram crimes de ódio ou ataques físicos associados baseados apenas na fé.

“Em 2023, os problemas continuaram a ser enfrentados com relação a pedidos para estabelecer um local de culto, para continuar usando uma instalação para culto ou com pedidos para usar edifícios de igrejas existentes”, observou o relatório.

Ele listou vários incidentes de cristãos que sofreram perseguição física. Um bandido disse à polícia que “queria testar o quanto os cristãos eram tolerantes” depois de dar um soco em um pastor que pregava em um culto na província de Eskişehir em 6 de novembro. O promotor público ordenou sua prisão, mas ele foi parar em um hospital psiquiátrico local para avaliação, de acordo com o relatório.

Duas pessoas ameaçaram atear fogo em um pastor e enfrentaram acusações de “comportamento ameaçador e violação da imunidade no local de trabalho”, informou a associação. Em 25 de novembro, os agressores forçaram a entrada no prédio de uma igreja em Tepebaşı, Eskişehir, e perguntaram: “Você é judeu? Você é israelense? Se você chamar a polícia, vamos incendiá-lo”.

As forças de segurança chegaram e levaram a dupla ao tribunal sob a acusação de “incitar o público ao ódio e à hostilidade, comportamento ameaçador como um grupo de mais de uma pessoa, violar a imunidade no local de trabalho usando força ou ameaças”. Ambos foram liberados sob fiança.

O proprietário do prédio da Igreja Kurtuluş em Çekmeköy, İstanbul, recebeu um telefonema em 18 de dezembro dizendo-lhe para despejar a reunião da igreja no local. Mais tarde, dois agressores armados com facas quebraram a placa da igreja e destruíram um painel do logotipo. Os agressores confessaram à polícia, mas “a igreja ainda se sente ameaçada”, afirmou o relatório.

Na área de Üsküdar, em Istambul, a Eurasia Protestant Churches Foundation relatou que alguém gritando em linguagem violenta jogou ovos e moedas em sua porta de entrada em 2 de maio de 2023.

Na região de Kayeri, em 5 de junho de 2023, pedras danificaram as janelas de uma instalação da igreja usada para lavar roupas para as vítimas do terremoto. Outro incidente de arremesso de pedras aconteceu na província de Amasya em 3 de dezembro, quando um criminoso atirou pedras em uma igreja durante o culto, continuando a atacar o prédio mesmo depois da chegada da polícia. Os policiais o prenderam, mas a igreja retirou sua queixa depois de receber um pedido de desculpas.

O relatório também catalogou incidentes verbais. Em 28 de janeiro de 2023, uma mulher em uma casa de luto fez acusações falsas contra um líder da igreja, sua família e membros da congregação. As autoridades intervieram e a repreenderam.

Após o terremoto de 6 de fevereiro de 2023 na Turquia, durante os esforços de ajuda em 28 de fevereiro, pessoas vestindo trajes religiosos zombaram de uma cozinha de campo que uma igreja havia montado na província de Hatay. O relatório observou que “o público local e as autoridades agradeceram à igreja por seu serviço”.

Em Adiyaman, um grupo vestido com batinas islâmicas assediou cristãos que serviam refeições às vítimas do terremoto. O grupo de cristãos foi “identificado como um alvo nas mídias sociais” e as forças de segurança emitiram um aviso para aqueles que os assediaram.

Em Sinop, o diretor da área de uma organização nacionalista extremista fez ameaças contra um pastor e sua igreja durante um discurso em um evento público em 18 de setembro. Os usuários das mídias sociais compartilharam o discurso e, “embora a igreja estivesse muito apreensiva”, a polícia não recebeu nenhuma queixa.

Outro pastor se tornou alvo na província de Mardin em 28 de outubro. Um jornal local trocou sua foto pela de um conhecido vigarista em uma notícia sobre fraude que não tinha nenhuma ligação com o pastor. A polícia recebeu uma queixa, mas não tomou nenhuma providência.

Em comparação com as igrejas tradicionais e históricas de Tuekey, as novas igrejas não têm apoio oficial para usar os prédios, observou o relatório. Elas tentam se unir como associações religiosas e alugar prédios como lojas ou depósitos para o culto.

“No entanto, muitas dessas instalações não têm status oficial de local de culto e, portanto, não são oficialmente reconhecidas como local de culto, embora sejam usadas dessa forma”, afirmou o relatório. “Elas não podem se beneficiar das vantagens ou da assistência dada a um local de culto oficialmente reconhecido, como eletricidade e água gratuitas, bem como isenção de impostos.”

Quando essas novas igrejas se apresentam às autoridades, elas recebem avisos de que não são legais e podem ser fechadas, informou a associação. A maioria das 205 igrejas na Turquia está localizada em Istambul, Ancara e Izmir.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Três cristãos são executados pelo Estado Islâmico na Nigéria

Cristãos durante culto em igreja na Nigéria (Foto: Gracious Adebayo/Unsplash.com )
Cristãos durante culto em igreja na Nigéria (Foto: Gracious Adebayo/Unsplash.com )

Circulam nas redes sociais imagens que mostram a execução de três homens cristãos na Nigéria.

A International Christian Concern (ICC) relata que as imagens foram compartilhadas pela Província da África Ocidental do Estado Islâmico (ISWAP).

A ICC disse que uma foto mostrava os homens ajoelhados com os braços amarrados atrás das costas em frente a carrascos armados com metralhadoras, enquanto outra mostrava-os sendo mortos a tiros.

Acredita-se que os homens foram sequestrados de um veículo que trafegava por uma rodovia no estado de Borno em 3 de junho. Há relatos de que os passageiros muçulmanos foram autorizados a sair. O situação de um quarto passageiro sequestrado é desconhecido.

As mortes foram confirmadas pelo Rev. Ibrahim Abako, secretário da Seção Estadual de Yobe da Associação Cristã da Nigéria.

“Em nome da Associação Cristã da Nigéria, seção do Estado de Yobe, condenamos totalmente o assassinato de três jovens cristãos ao longo da rodovia federal Damaturu-Biu Road”, disse ele à agência de notícias nigeriana Leadership Media Group.

Houve uma onda de assassinatos de cristãos pelo ISWAP este ano, depois que o ISIS emitiu um chamado aos seus afiliados em janeiro para que matassem cristãos “onde quer que os encontrassem”.

No mesmo mês, 12 cristãos foram mortos quando o ISWAP realizou uma série de ataques a comunidades cristãs rurais.

Folha Gospel com informações de The Christian Today

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