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Pastor é preso por abusar sexualmente de fiéis no DF

Algemas
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O pastor Sinval Ferreira, de 41 anos, foi preso pela polícia do Distrito Federal acusado de auferir vantagens financeiras e de abusar sexualmente de fiéis que frequentavam a sua igreja. Segundo as investigações da Operação Jeremias 23, passagem bíblica que alude aos falsos profetas, o religioso usava a sua influência para abusar sexual e financeiramente dos fiéis.

De acordo com reportagem do Metrópoles, a investigação apontou que Ferreira simulava ser um profeta e ter revelações trágicas envolvendo a morte de parentes dos fiéis. Para livrá-los do infortúnio, os homens deveriam receber sexo oral e ter relações sexuais com o líder evangélico.

Usando de seu prestígio, o pastor abordou um fiel de sua igreja e relatou-lhe que teve uma visão de que a esposa dele iria morrer. Para satisfazer o seu desejo sexual, o pastor garantiu à vítima que Deus teria lhe dado uma ordem para que salvasse a esposa do homem da morte. A “revelação” consistia na realização de “sete unções” que teriam o poder de “quebrar a maldição” e salvar a vida da mulher. Para funcionarem, as unções teriam que ser realizadas nas partes íntimas do marido. Com receio das ameaças do religioso, o homem acabou cedendo a suas investidas e manteve relações sexuais com o pastor.

Além de vantagens sexuais, o pastor também auferia vantagem financeira dos membros do templo religioso. Para conseguir dinheiro, ele agia da mesma forma, ou seja, ameaçava os fiéis de que um ente querido morreria ou ficaria paraplégico. O pastor era visto como uma espécie de profeta na comunidade religiosa, pela suposta capacidade de ter revelações que se concretizavam.

Fonte: Bahia Notícias

STF suspende leis que proíbem linguagem neutra em cidades de MG e GO

Sala de aula com frase de linguagem neutra escrita no quadro (Foto: Montagem/FolhaGospel)
Sala de aula com frase de linguagem neutra escrita no quadro (Foto: Montagem/FolhaGospel)

Nesta semana, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu duas leis municipais que proibiam o uso e ensino de linguagem neutra em escolas públicas e privadas de Ibirité, município de Minas Gerais e Águas Lindas, em Goiás.

A decisão tem caráter provisório e será analisada pelos demais ministros do STF a partir de 31 de maio em plenário virtual.

Na ação, Moraes observou que a competência para legislar sobre normas gerais da educação é da União.

“Os municípios não dispõem de competência legislativa para a edição de normas que tratem de currículos, conteúdos programáticos, metodologias de ensino ou modos de exercício da atividade docente. A eventual necessidade de suplementação da legislação federal, com vistas à regulamentação de interesse local, jamais justificaria a edição de proibição à conteúdo pedagógico”, declarou Moraes.

E continuou: “A proibição de divulgação de conteúdos na atividade de ensino em estabelecimentos educacionais, nos moldes efetivados pela lei municipal impugnada, implica ingerência explícita do Poder Legislativo municipal no currículo pedagógico ministrado por instituições de ensino vinculadas ao Sistema Nacional de Educação, e, consequentemente, submetidas à disciplina da Lei Federal 9.394/1996, Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional”.

O ministro é relator de duas das 18 ações apresentadas pela Aliança Nacional LGBTI+ e pela Associação Brasileira de Famílias Homotransafetivas (ABRAFH) contra leis estaduais e municipais que impedem o uso ou o ensino da linguagem neutra ou inclusiva.

Sobre o caso, Toni Reis, diretor-presidente das organizações, afirmou: “Não podemos tolerar leis discriminatórias, vamos construir um país cada vez mais justo”.

De acordo com o Correio Braziliense, a linguagem neutra, também conhecida como linguagem não-binária ou inclusiva, tem a intenção de adaptar a língua portuguesa com o uso de expressões que não marquem gênero — masculino e feminino — para que mais pessoas se sintam representadas.

A Prefeitura de Ibirité informou ao portal que o prefeito do município já está tomando as devidas providências para revogar a lei e cumprir o prazo estipulado por Moraes. Já a Prefeitura de Águas Lindas, não se manifestou.

Linguagem neutra

Recentemente, o Ministério da Cultura anunciou uma lista contendo 30 propostas destinadas a integrar o novo Plano Nacional de Cultura. Se aprovado pelo Congresso, o plano estabelecerá as metas para o setor nos próximos dez anos.

No entanto, em outubro de 2023, a Academia Brasileira de Letras (ABL) se posicionou contra o uso da linguagem neutra, durante uma reunião pública realizada pelo Conselho Nacional de Educação.

Na ocasião, o presidente da ABL, Merval Pereira, afirmou que não é o momento para a linguagem neutra entrar oficialmente na língua portuguesa.

Merval explicou que a Academia está analisando o assunto com cuidado e que a linguagem neutra ainda é um fenômeno novo e de nicho. Para a ABL, a mudança seria complexa, porque alteraria a estrutura do português brasileiro.

Fonte: Guia-me com informações Correio Braziliense

Ministério Público vai investigar denúncias de fraude contra a igreja Bola de Neve

Logo da igreja Bola de Neve (Foto: reprodução)
Logo da igreja Bola de Neve (Foto: reprodução)

O Ministério Público de Balneário Camboriú abriu uma investigação para apurar denúncias de supostas irregularidades envolvendo a igreja Bola de Neve. O promotor de moralidade administrativa, Jean Michel Forest, confirmou que sua equipe examinará as acusações que surgiram na imprensa local.

A investigação irá analisar um contrato firmado entre a prefeitura de Balneário Camboriú e a Organização da Sociedade Civil Árvore da Vida, entidade mantenedora da Casa das Anas, ligada à igreja Bola de Neve. O contrato, que totaliza R$ 1.128.600,00 para o ano de 2024, levantou suspeitas após denúncias feitas por ex-integrantes da igreja.

As denúncias ganharam destaque devido ao envolvimento de Peeter Lee Grando, pré-candidato a prefeito pelo grupo de Fabrício Oliveira e pastor auxiliar da igreja Bola de Neve. Entre as acusações, há relatos de que uma pastora da Bola de Neve teria desviado recursos materiais destinados à Casa das Anas.

Conotação política

O pré-candidato a prefeito em BC e pastor auxiliar da Bola de Neve, Peeter Lee (PL), afirma que as denúncias têm como objetivo atrapalhar a sua pré-candidatura e que confia plenamente nos pastores acusados. Em nota ele diz que a apresentação de denúncias no atual momento político tem o objetivo atingir a sua pré-candidatura.

“Tudo muito orquestrado, tudo muito articulado no tempo e no conteúdo. Contudo não acredito que o objetivo dessas pessoas será alcançado, pois pauto minha conduta pelos mais sólidos valores morais e éticos, o que me deixa a consciência tranquila.
Agora, conheço a idoneidade dos meus pastores e da igreja que congrego há 20 anos. A tentativa de os atacarem para me atingir é covarde e dá claros sinais da velha política que me posiciono totalmente contra”, diz a nota.

Veja a live com as denúncias

Fonte: Fuxico Gospel e Página 3

Igreja resiste à pressão de grupos ilegais na Colômbia

Cristãos na Colômbia (Foto: Reprodução)
Cristãos na Colômbia (Foto: Reprodução)

Violência, pobreza extrema e presença de grupos armados ilegais são algumas das ameaças que os cristãos enfrentam na Colômbia. O pastor Salomón não se deixa abater pelas dificuldades e lidera cristãos em uma comunidade dominada por grupos armados.

O trajeto até a igreja do pastor Salomón é desafiador. É preciso uma hora e 15 minutos de avião e duas horas de barco para sair da capital e chegar à região que o líder cristão pastoreia. Apesar dos perigos da natureza, como cobras venenosas, o maior desafio para os cristãos locais são os grupos ilegais que dominam a região. Sem a autorização deles, não é possível entrar ou sair da comunidade local.

As florestas majestosas no território colombiano são visadas pelos grupos armados por causa dos rios acessíveis, que permitem fácil circulação de drogas e outros produtos ilícitos. “A igreja está sendo vigiada”, diz o pastor Salomón. Há mais de cinco anos ele cuida da igreja com 17 membros. O líder cristão relatou que antes havia mais cristãos, mas muitos foram embora por causa do medo.

Espiões dentro das igrejas

Os grupos ilegais têm diferentes estratégias de vigilância. Eles enxergam a igreja como uma ameaça, um obstáculo que deve ser silenciado ou destruído para que as atividades criminosas não sejam prejudicadas. Quando jovem, o pastor Solómon estava intimamente relacionado aos grupos armados, por isso ele sabe como monitoram e controlam as igrejas.

Eles usam espiões dentro das igrejas para garantir que nada seja dito contra as atividades criminosas, ameaçam pastores que não se subjugam a suas ordens, atacam templos, abusam sexualmente de meninas e recrutam rapazes das igrejas. No contexto de pobreza extrema e falta de oportunidades, muitas pessoas aderem a esses grupos para sobreviver.

“Os grupos armados usam artimanhas para seduzir os jovens. Eles despertam o interesse deles com promessas de passeios em barcos, motocicletas e dinheiro. Assim, muitos são enganados e, quando pensam que podem deixar o tráfico, estão encurralados sob o poder dos criminosos”, conta o pastor.

Recentemente, parceiros da Portas Abertas visitaram cristãos perseguidos na igreja ministrada pelo pastor Salomón, como parte do ministério de presença na região. Eles levaram mensagens de esperança, reforçaram que nossos irmãos na fé são amados, não estão sozinhos e que a igreja global ora por eles. Havia ao menos dez membros da igreja no dia da visita.

“Sinto que a visita foi uma resposta de Deus às minhas orações, porque nos sentimos sozinhos. E Deus silenciosamente respondeu nosso clamor”, conta o pastor Salomón. No fim do dia, os parceiros conheceram o projeto de geração de renda que a Portas Abertas faz com o pastor. Ele trabalhava em uma madeireira que foi fechada pelos criminosos. Com a ajuda de parceiros locais, ele começou a plantar maracujá e consegue os recursos para dar continuidade ao ministério na área de risco.

Fonte: Portas Abertas

Evangélicos são um dos principais grupos afetados pela Rússia na Ucrânia

Culto em igreja evangélica ucraniana realizado no domingo, 27 de fevereiro de 2022, em meio à guerra, após invasão da Rússia.
Culto em igreja evangélica ucraniana realizado no domingo, 27 de fevereiro de 2022, em meio à guerra, após invasão da Rússia.

Mais de dois anos após o início da invasão russa na Ucrânia, as consequências em todos os níveis são devastadoras.

Um dos grupos mais visados pela Rússia na Ucrânia ocupada são os evangélicos, perdendo apenas para os membros da Igreja Ortodoxa Ucraniana.

A revista Time informou que 34% das perseguições religiosas registradas tinham como alvo os protestantes, 48% deles na região de Zaporizhzhia.

Há mais de 600 locais de culto destruídos, mais de trinta casos de religiosos mortos e sequestrados, 109 casos conhecidos de interrogatório forçado, bem como expulsões, prisões, detenções e, às vezes, até tortura.

A denominação evangélica mais afetada durante a invasão russa foi a dos batistas (13%), a terceira maior denominação da Ucrânia. Sob o controle russo, 400 congregações batistas desapareceram, 17% do total na Ucrânia, observa o relatório da revista Time.

Petro Dudnyk, pastor da Good News Church em Sloviansk, uma cidade na região de Donbas, disse à rádio Svoboda que o motivo da perseguição é que as forças de ocupação “acham que os protestantes são a fé americana, e os americanos são nossos inimigos, portanto, os inimigos devem ser destruídos”, relata a Time.

Para Azat Azatyan, pastor batista de crianças e fundador do centro infantil Garne Misce em Zaporizhzhia, que passou 43 dias em cativeiro e foi torturado, “o que o Kremlin teme dos protestantes é que sigamos a lei de Deus, não a deles, e eles querem ter tudo sob seu controle”.

Relatório sobre liberdade religiosa

Em fevereiro passado, a International Religious Freedom or Belief Alliance (IRFBA) publicou um relatório denunciando que “líderes e denominações religiosas considerados desleais são perseguidos por meio de acusações infundadas de espionagem, sectarismo, extremismo ou atividades missionárias ilegais”.

“Os fiéis ucranianos são coagidos pelas autoridades de ocupação a se registrarem novamente, aceitarem a cidadania russa e apresentarem listas de membros da comunidade. No entanto, mesmo o cumprimento dessas exigências não garante o novo registro”, acrescenta o relatório.

O IRFBA conclamou a comunidade internacional a “se solidarizar com a Ucrânia, abordar as repercussões da agressão russa e responsabilizar a Federação Russa pelas violações flagrantes do direito internacional, incluindo crimes contra a humanidade e crimes de guerra”.

Conflito na Igreja Ortodoxa

Após dois anos de guerra, apenas 4% dos ortodoxos ucranianos permanecem leais ao Patriarcado de Moscou e ao seu líder, o Patriarca Kirill. A maioria mudou sua filiação para a Igreja Ortodoxa sob o Patriarcado de Kiev.

Kirill apóia abertamente o governo na guerra e prometeu a “purificação dos pecados” dos soldados russos que morrem no campo de batalha. Entretanto, alguns clérigos ortodoxos também foram acusados de questionar a guerra.

De acordo com o IRFBA, “o envolvimento do Patriarcado de Moscou, muitas vezes chamado de Igreja Ortodoxa Russa, na tentativa de legitimar a agressão russa e corroer a soberania ucraniana é inequívoco”.

O parlamento ucraniano está trabalhando em um projeto de lei que proibiria as organizações religiosas controladas por um país que esteja praticando agressão armada contra a Ucrânia.

Perseguição dentro da Rússia

A pressão de Putin sobre grupos religiosos minoritários também continuou dentro da Rússia.

Em agosto passado, um tribunal proibiu a atividade do principal grupo de vigilância da liberdade de religião e crença, o SOVA, por “violações graves e irreparáveis”.

Em março de 2023, várias pessoas foram multadas por citarem a Bíblia para “desacreditar as forças armadas” e, um mês depois, um pastor batista russo em Bryansk foi condenado por “trabalho missionário ilegal”.

Fora da Rússia, Yury Sipko, um conhecido pastor batista russo que serviu no passado como líder da União Evangélica Batista Russa, foi forçado a fugir para o exílio na Alemanha e não se espera que tenha permissão para voltar para casa.

Além disso, um membro de uma igreja evangélica livre em Vladivostok, perto da fronteira entre a China e a Coreia do Norte, foi condenado a dois anos e seis meses de prisão por se recusar a lutar pela Rússia na Ucrânia.

Folha Gospel com informações de Evangélico Digital

Igreja evangélica é atacada após culto dominical na Itália

Fachada da igreja evangélica na Itália (Foto: Reprodução/Google Maps)
Fachada da igreja evangélica na Itália (Foto: Reprodução/Google Maps)

Membros de uma igreja evangélica em San Giuliano Milanese (norte da Itália) sofreram um ataque após o culto de domingo em 5 de maio.

Um homem que havia consumido álcool tentou entrar nas instalações da igreja depois de gritar frases anticristãs, incluindo “Allah Akbar” (Alá é grande, um slogan usado por islamistas radicais), de acordo com o jornal local Il Cittadino.

Vários membros da igreja Assembleia de Deus estavam arrumando e limpando o prédio às 14h20 quando o incidente aconteceu. Ainda havia crianças dentro do prédio. O agressor tentou entrar no salão de cultos, mas foi rechaçado por alguns membros da igreja, momento em que ele quebrou a janela da entrada com uma garrafa, relata o site de notícias italiano Evangelici.net.

Os membros da igreja chamaram a polícia Carabinieri, e o agressor, de nacionalidade egípcia, foi finalmente preso minutos depois de deixar o local.

Um representante das Assembleias de Deus relatou todo o evento à polícia. A igreja dessa cidade ao sul de Milão tem vários projetos sociais na área.

Enquanto isso, a comunidade islâmica em San Giuliano Milanese reagiu ao ataque dizendo que “nos distanciamos de qualquer forma de violência”, acrescentando que “se o episódio realmente aconteceu nas mãos de uma pessoa bêbada, isso não tem absolutamente nada a ver com nossa religião”.

Folha Gospel com informações de Evangelical Focus

Viúvas cristãs recebem apoio após morte dos maridos por extremistas em Camarões

Viúvas cristãs recebem apoio em Camarões (Foto: Portas Abertas)
Viúvas cristãs recebem apoio em Camarões (Foto: Portas Abertas)

Muitas mulheres se tornaram viúvas ou perderam membros da família por causa do crescimento da violência na África Subsaariana. O avanço de extremistas do Boko Haram no Norte de Camarões não tem o mesmo destaque que as ações do grupo na Nigéria, mas a proporção de destruição a comunidades cristãs nos dois países tem se assemelhado.

Parceiros locais da Portas Abertas atuam na região para encorajar os cristãos perseguidos a serem sal e luz nesse momento de crise. Em homenagem ao Dia Nacional de Camarões, celebrado na segunda-feira, 20, e na semana do Domingo da Igreja Perseguida 2024, cujo tema é Desperta África, conheça o ministério com mulheres que tem sido particularmente frutífero e essencial para o recomeço das vítimas da violência.

O poder da oração

Entre 29 e 30 de maio de 2023, 111 mulheres se reuniram em uma igreja no Norte de Camarões. A maioria delas eram viúvas ou haviam perdido membros da família em ataques do Boko Haram. Cada uma viveu algum tipo de isolamento, incapaz de viver o luto ou conversar com alguém sobre os sofrimentos pelos quais passaram. No grupo de apoio organizado pela Portas Abertas, elas tiveram a oportunidade de compartilhar suas preocupações e encontrar apoio umas nas outras.

O grupo de apoio também ajudou as participantes a encontrarem novo propósito de vida. Nos workshops ministrados pelos parceiros locais, os momentos de oração permitiam que cada mulher se rendesse aos pés de Jesus. “No primeiro dia do seminário, não sabíamos como começar, porque a maioria das mulheres estava fria, triste e magoada. Elas não estavam respondendo às primeiras discussões. Decidimos então usar diretamente os textos bíblicos e fazer momentos de oração”, conta um dos organizadores.

Foi então que a mudança se tornou visível nas participantes. “Vimos a presença do Espírito Santo trazendo alegria e paz a cada uma delas”, acrescenta o parceiro. A dor não foi completamente embora, mas estava claro que essas mulheres colocaram Deus no centro de suas vidas e encontraram nele consolo, cura e sustento em meio à insegurança causada pelo Boko Haram.

Em agosto do ano passado, outras 43 viúvas da região participaram de outro seminário de cuidados pós-trauma organizado por parceiros locais. Elas foram divididas em quatro grupos, um com as que os maridos haviam sido mortos por tiros e explosivos, outro com facas e objetos afiados, o terceiro com as que os esposos haviam tido morte natural e o último com as que já haviam participado do outro seminário.

Durante as conversas, a familiaridade entre as histórias as ajuda a se identificarem e encontrarem apoio umas nas outras em suas dificuldades individuais. Elas também recebem ajuda emergencial com alimentos e outros itens básicos para cuidarem de si mesmas e dos filhos, recursos que lhes faltam diariamente nos acampamentos de deslocados internos.

“Obrigada, muito obrigada! Há cinco anos durmo nas montanhas. Obrigada por cuidarem de nós”, disse uma das participantes. “Aprendi que não posso guardar os sentimentos no coração, porque isso nos sufoca e adoece nosso corpo e espírito”, disse Fatou, outra participante, de 33 anos, cujo marido foi assassinado em abril de 2023.

Fonte: Portas Abertas

Pastor Yago Martins lança o livro “Igrejas que Calam Mulheres”

Livro "Igrejas que Calam Mulheres" do pastor Yago Martins (Foto: Reprodução)
Livro "Igrejas que Calam Mulheres" do pastor Yago Martins (Foto: Reprodução)

Ao relatar casos de violência e machismo dentro de templos, o autor Yago Martins, mestre em teologia, escancara no livro “Igrejas que calam mulheres”, lançado pela Editora Mundo Cristão, o uso de interpretações distorcidas do texto bíblico como forma de opressão ao sexo feminino.

“As mulheres cristãs têm todo o direito de procurar ajuda civil em caso de agressão e violência doméstica. […] todo tipo de mentira é jogado na cabeça da esposa para que ela não busque ajuda, não denuncie, não ligue para a polícia. Igrejas adotam essa postura ou tratam isso como questões de regimento exclusivamente interno, alegando que cristãos não podem levar outros ao tribunal, que poderiam resolver na igreja. No caso de abusos, contudo, não é assunto trivial para líderes religiosos resolverem”, explica Yago Martins.

Com exemplos de casos concretos com os quais lidou como pastor de igreja, o autor resgata ensinamentos teológicos para dar respostas objetivas a abordagens que acabam por silenciar as cristãs. Embasado nas Escrituras, Yago mostra como a boa teologia liberta, e a má produz ambientes religiosos traumáticos, controladores e abusivos.

Violência doméstica

Pastor e teólogo Yago Martins. (Foto: Divulgação)
Pastor e teólogo Yago Martins. (Foto: Divulgação)

Mais de 40% das brasileiras que se declararam vítimas de agressões físicas, psicológicas e verbais dos próprios maridos estão inseridas em templos evangélicos – segundo dados apontados pelo Atlas de Violência.

Igrejas que calam mulheres não apenas desafia leituras teológicas distorcidas que induzem a erro e situações desastrosas, mas enfatiza que a Bíblia promove igualdade, respeito e liberdade. A obra, que conta com endossos escritos por mulheres, é um guia de clareza para a compreensão correta da Palavra, a fim de levar para o sexo feminino cura e restauração, principalmente para aquelas vítimas que nunca conseguiram encontrar uma saída perante os traumas e agressões.

  • Livro‏ : ‎ Igrejas Que Calam Mulheres
  • Editora ‏ : ‎ Editora Mundo Cristão; 1ª edição (15 maio 2024)
  • Idioma ‏ : ‎ Português
  • Onde Comprar‏ : ‎ AMAZON (Clique Aqui)

    Fonte: Comunhão

Quase um terço dos brasileiros já trocou de religião, mostra pesquisa

Culto evangélico (Imagem: Canva Pro)
Culto evangélico (Imagem: Canva Pro)

Uma pesquisa recente revelou que quase 33% dos brasileiros deixaram sua religião de nascimento e se converteram a outra fé, nos últimos anos.

O Instituto Brasilis investigou o comportamento da fé no Brasil e descobriu o aumento da troca de religião entre os fieis, conforme a Veja.

Quase um terço dos entrevistados disseram que mudaram de fé ao longo da vida, abandonando a religião que lhe foi apresentada na infância.

Um quinto dessas mudanças aconteceu a partir de 2019, ajudando a intensificar ainda mais o crescimento dos evangélicos no país.

Em 1940, os cristãos evangélicos eram apenas 2,7% da população. Em 2020, passaram a 22,2%. A estimativa é que em 2022, cujo recenseamento ainda não foi divulgado, tenha chegado a 30%. Os números incluem pentecostais, neopentecostais e tradicionais.

Previsões apontam que a fé evangélica se tornará a religião predominante no Brasil por volta de 2032.

De acordo com o estudo da Brasilis, a troca de religião entre os brasileiros têm diversas causas.

54% dos novos evangélicos pentecostais trocaram de religião para buscar a salvação, 43% dos católicos deixaram o catolicismo por más experiências com o padre, e 33% dos evangélicos não pentecostais perceberam que pensam diferente da igreja em que estavam.

Outros motivos para a conversão foram: por experimentarem uma melhor convivência na igreja evangélica e terem sido evangelizados por familiar ou amigo.

A pesquisa ainda mostrou que a Igreja brasileira está ativa na evangelização, já que 33% dos entrevistados foram evangelizados no último ano.

Brasil é país que mais acredita em Deus

O levantamento “Global Religion 2023”, realizado em 26 países, apontou que o Brasil é um dos países que mais acredita em Deus, com 89% dos brasileiros dizendo que tem fé.

O estudo mostrou que 76% dos brasileiros seguem alguma religião. Deste número, 70% são cristãos, entre católicos, protestantes e evangélicos.

Fonte: Guia-me com informações de Veja

Assembleia de Deus celebra Santa Ceia após ficar totalmente inundada no RS

Assembleia de Deus de Lajedo realiza culto de Santa Ceia após enchentes no RS (Foto: Reprodução/Instagram)
Assembleia de Deus de Lajedo realiza culto de Santa Ceia após enchentes no RS (Foto: Reprodução/Instagram)

Uma igreja voltou a se reunir e celebrou a Santa Ceia no domingo (19), após ser inundada a mais de 5 metros de altura, durante as enchentes no Rio Grande do Sul.

No dia 3 de maio, o templo matriz de dois andares da Assembleia de Deus em Lajeado foi tomado pela água do Rio Taquari, chegando a ficar totalmente submerso.

Dentro do prédio, a destruição foi total. Após a água baixar, os danos dentro da igreja ficaram visíveis.

As cadeiras ficaram completamente encharcadas de água e barro, e os ar condicionados e iluminação queimaram.

“A água deu no teto, pegou até na iluminação e todos os ar condicionados. Estamos muito tristes, não dá para dizer que não estamos frustrados. Mas não estamos desanimados, desesperados. Nós cremos em um Deus que levanta coisas novas em meio ao caos”, declarou o pastor presidente da AD Lajeado, Daniel Fish, na época.

Os membros trabalharam na limpeza e na recuperação da igreja, e a congregação pode voltar a cultuar após duas semanas sem cultos.

“A nossa igreja recebeu 5 metros e meio de água aqui dentro, mas temos uma equipe maravilhosa e dedicada. Por isso, nós já estamos em condições de nos reunir para celebrar ao Senhor. É um reencontro da família da fé”, anunciou Daniel, no Instagram, no sábado (18).

E o pastor ressaltou: “Não é um tempo de desespero, é tempo de ativação profética!”.

É a segunda vez que a igreja enfrenta um alagamento. Nas enchentes causadas por um ciclone em 2023, o templo matriz foi inundado pela água, atingindo 1m70 de altura, cobrindo até o altar.

Apesar de enfrentar prejuízos em mais uma enchente, a AD Lajeado está ajudando os moradores atingidos, distribuindo cestas básicas, visitando abrigos e pregando a esperança do Evangelho.

Tragédia no RS

Segundo o último boletim da Defesa Civil, 157 pessoas morreram, 806 ficaram feridas e 88 moradores ainda estão desaparecidos devido às inundações.

Mais de 600 mil gaúchos estão desabrigados em 461 cidades atingidas. No total, mais de 2 milhões de pessoas foram afetadas pelas fortes chuvas. A população ainda enfrenta a falta de água, energia elétrica e sinal de internet.

Fonte: Guia-me

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