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Pastor diz que sua igreja pode fechar por causa das batidas do ICE, nos EUA

Policial do ICE perto de uma igreja nos EUA (Foto: Folha Gospel/Canva IA)
Policial do ICE perto de uma igreja nos EUA (Foto: Folha Gospel/Canva IA)

Um pastor hispânico afirmou na segunda-feira que sua igreja corre o risco de fechar devido ao medo de deportação causado pelas operações do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE), enquanto líderes hispânicos pedem a aprovação de legislação que garanta que a maioria dos imigrantes ilegais possa permanecer nos Estados Unidos, impedindo-os de obter a cidadania.

Um grupo de líderes cristãos hispânicos, liderado pelo pastor Samuel Rodriguez da Conferência de Liderança Cristã Hispânica, realizou uma reunião por telefone na segunda-feira para discutir como a comunidade religiosa deve responder às operações em andamento do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) em Minneapolis, Minnesota, e em todo o país.

O pastor Victor Martinez, da Igreja Nova Geração em Minneapolis, detalhou o impacto que as batidas do ICE estavam tendo em sua comunidade, especificamente na frequência à igreja.

“Isso é traumatizante”, disse ele. “Tenho 40 anos, nasci na Califórnia e, como pastor, estou traumatizado. De vez em quando, fico preocupado e emocionado. Já recebi ligações de pastores brancos republicanos de subúrbios que se desculparam profusamente.”

Após enfatizar que “os pastores estão se preparando para talvez perder seus prédios” porque a frequência à igreja diminuiu em 80%, Martinez disse que sua igreja “provavelmente está considerando fechar neste momento, porque é muito traumático para mim, como pastor, me preocupar com as pessoas da nossa igreja”.

“Agora temos uma despensa improvisada em nosso prédio. Muitos dos nossos pastores estão nesta chamada, somos cerca de seis aqui, e a maioria deles está liderando algum tipo de ação de ajuda humanitária. Nossos prédios parecem uma espécie de centro de refugiados para distribuição de alimentos.”

Martinez disse que duas pessoas que ele conhece “foram presas há três semanas”. Entre elas, um beneficiário do programa Ação Diferida para Chegadas na Infância (DACA), que permite que imigrantes ilegais trazidos aos EUA quando crianças permaneçam no país, e uma pessoa prestes a obter residência legal.

“Eles foram simplesmente libertados sem nenhuma explicação”, disse o pastor, acrescentando: “um deles foi libertado no Texas sem seus documentos de identidade”.

“Então, ele teve que descobrir como voltar para Minneapolis, e o outro foi transportado de volta para Minneapolis. E essas são histórias que estão se acumulando cada vez mais”, acrescentou.

Rodriguez, que lidera a New Season Church em Sacramento, Califórnia, e orou na posse do presidente Donald Trump em 2017, pediu aos participantes da chamada que ajudassem Martinez a garantir que sua igreja não fechasse, dizendo que sentia “o Espírito Santo nos impulsionando para um senso de urgência, onde a apatia não é uma opção e a complacência deve ser rejeitada”.

A deputada Maria Elvira Salazar, republicana da Flórida, participou da chamada e classificou a cota de 3.000 deportações por dia, imposta pelo presidente Donald Trump ao ICE, como uma “grande bagunça” e um “grande problema”.

Salazar, que apoiou Trump nas eleições de 2024, disse que muitos na comunidade hispânica “sentem que foram enganados”. Trump ganhou muito terreno entre os eleitores hispânicos nas eleições de 2024, conquistando 46% dos votos latinos.

“Há muita lamentação porque eles achavam que seriam tratados melhor”, disse ela. Ela argumenta que a pressão do governo por uma deportação em massa de imigrantes ilegais, incluindo aqueles que não têm antecedentes criminais além da entrada ilegal no país, está deixando “um gosto amargo na boca”.

Salazar, uma cubano-americana que representa Miami, promoveu o Dignity Act, legislação de sua autoria, como uma solução que permitirá aos republicanos reverter o que ela caracterizou como danos catastróficos aos seus índices de aprovação entre os eleitores hispânicos.

Ela compartilhou estatísticas que mostram que 55% dos homens hispânicos apoiaram Trump na eleição presidencial de 2024, acrescentando que os números que medem o apoio atual a Trump entre os hispânicos estão na casa dos 20%.

Salazar afirmou que sua legislação “não oferece um caminho para a cidadania” para imigrantes ilegais que permaneceram nos EUA por mais de cinco anos, mas permite que eles continuem no país. Salazar já havia promovido o Dignity Act em uma conferência da NHCLC no ano passado. O projeto de lei também exigiria que imigrantes ilegais autorizados a permanecer nos EUA pagassem US$ 7.000 em multas ao longo de sete anos e doassem 1% de seus salários ao governo federal. A medida também exige o uso do sistema eVerify para verificar o status imigratório dos trabalhadores.

Na segunda-feira, o Dignity Act contava com 35 coautores : 18 democratas e 17 republicanos. O projeto de lei foi encaminhado à Comissão Judiciária da Câmara dos Representantes, mas ainda não foi votado.

O pastor Todd Lamphere, membro do Conselho Consultivo Nacional de Fé da Casa Branca e participante da ligação, orou para que “Deus… impeça, silencie e minimize a… voz dos agitadores” em Minneapolis. Ele insistiu que a maioria dos ativistas que protestavam contra o ICE em Minneapolis “não são de Minneapolis”.

“Eles são trazidos de ônibus, são trazidos de fora, são agitadores profissionais, são agitadores pagos, são ativistas pagos”, afirmou ele. “São pessoas que vieram apenas para causar estragos. … E isso não reflete em nada as pessoas daquela comunidade.”

Lamphere detalhou como as operações do ICE estavam acontecendo em todos os Estados Unidos, em lugares como Flórida e Texas, mas não resultavam em protestos violentos porque “eles têm o apoio das autoridades locais”. Ele contrastou o tratamento que o ICE recebeu na Flórida e no Texas com a retórica usada por líderes políticos em Minnesota.

“Quando você tem um governador que usa palavras fortes e, francamente, chama isso de genocídio, isso desperta muita emoção. E quando você tem um prefeito que repete essa retórica, isso torna muito difícil para as autoridades fazerem seu trabalho”, declarou ele.

Lamphere concluiu seu discurso retratando Trump como alguém disposto a ouvir as preocupações da comunidade hispânica.

“O presidente Trump é… um homem de empatia. Ele se importa. Ele realmente se importa. E ele quer trazer uma solução para isso. Ele ama a América. Ele ama a comunidade hispânica e ele só quer se livrar dos elementos ruins que foram trazidos por uma administração anterior, em particular, e tirar esses elementos ruins do poder.”

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Igreja anglicana em Moscou suspende cultos religiosos

Igreja Anglicana de Santo André em Moscou, Rússia. (Foto: Wikimedia Commons/Domínio Público)
Igreja Anglicana de Santo André em Moscou, Rússia. (Foto: Wikimedia Commons/Domínio Público)

A única congregação anglicana oficial em Moscou, na Rússia, suspendeu os cultos religiosos em meio a uma suposta disputa interna sobre quem controla a igreja.

A Igreja Anglicana de Santo André, afiliada à Igreja da Inglaterra, anunciou em sua página inicial na semana passada que não pode realizar cultos devido a certas exigências legais.

“A administração da Igreja de Santo André lamenta informar que não haverá cultos nas próximas semanas devido à ausência de pessoas autorizadas a realizá-los de acordo com a legislação russa”, declarou a igreja.

“Gostaríamos também de esclarecer que a realização de cultos no edifício da igreja por indivíduos ou grupos ligados a organizações religiosas estrangeiras — incluindo a Diocese na Europa da Igreja da Inglaterra — ou agindo sob suas instruções, não foi aprovada pela organização religiosa ‘Igreja Anglicana em Moscou’ e, portanto, viola a legislação da Federação Russa.”

Além disso, a liderança da igreja declarou que “a Diocese na Europa da Igreja da Inglaterra não tem autoridade para administrar organizações religiosas russas ou realizar atividades religiosas em território russo”.

O anúncio surge na sequência das acusações feitas pelo Reverendo Cônego Arun John, natural da Índia e nomeado capelão de St. Andrew’s em dezembro de 2024, de que alguns membros da igreja “assumiram ilegitimamente o controle da administração e das finanças da igreja”.

“Essa organização invadiu o site da igreja e o grupo do WhatsApp e usou as ferramentas para difamar e publicar informações totalmente falsas sobre a liderança da igreja”, alegou John em um boletim informativo divulgado no outono passado.

“Este grupo também tentou impedir que o capelão designado obtivesse um visto para retornar à Rússia, como forma de controlar o funcionamento da Igreja de Santo André.”

John elogiou os líderes leigos e a congregação por se manterem “firmes contra o mal”. Ele disse estar “grato à nossa diretora Nicolette Kirk e ao nosso tesoureiro Suresh Rose, que, apesar das ameaças e dos abusos verbais, enfrentaram esse grupo hostil com coragem e integridade”.

Segundo o The Moscow Times , a Igreja de Santo André é o “único edifício construído especificamente para a Igreja Anglicana na Rússia”, já que muitas congregações anglicanas no país precisam alugar espaço.

A Igreja de Santo André foi fundada em 1825 e consagrou seu edifício em 1885. Sua propriedade foi confiscada pelos comunistas em 1920 e usada para fins seculares até 1991, quando retornou oficialmente à Comunhão Anglicana em 1994.

De acordo com o The Times, não está claro se a disputa de propriedade e a suspensão dos cultos estão relacionadas.

O governo russo mantém há muito tempo um controle rígido sobre as organizações religiosas e reprime congregações não registradas em todo o país, com especialistas afirmando que a proteção da ortodoxia russa tem sido vista como alinhada aos “interesses estratégicos nacionais”.

A maioria dos russos pertence à Igreja Ortodoxa Russa, que desempenha um papel dominante na sociedade russa desde 988 d.C., de acordo com a organização Portas Abertas Internacional . Apenas cerca de 1,3% da população russa se declara protestante.

No ano passado, tribunais russos proibiram mais igrejas batistas afiliadas ao Conselho de Igrejas Batistas, com igrejas em Timashyovsk, Armavir e Tuapse sendo impedidas de funcionar, a menos que notifiquem as autoridades sobre suas atividades.

Em 2016, o presidente russo Vladimir Putin sancionou uma lei que impôs restrições mais rigorosas sobre grupos religiosos, incluindo os evangélicos, podiam pregar ou evangelizar, o que levou a várias acusações contra igrejas protestantes.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Templo da Assembleia de Deus é demolido na Bahia e gera indignação entre fiéis

Templo da Igreja Evangélica Assembleia de Deus Peniel foi demolido no município de Camaçari, Bahia (Foto: Reprodução/Redes sociais)
Templo da Igreja Evangélica Assembleia de Deus Peniel foi demolido no município de Camaçari, Bahia (Foto: Reprodução/Redes sociais)

Um templo da Igreja Evangélica Assembleia de Deus Peniel foi demolido na manhã desta segunda-feira (26), no município de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (BA). A ação ocorreu na área do Condomínio Algarobas e provocou reação de indignação entre membros da congregação e moradores da região.

Segundo o pastor presidente da igreja, Washington, a demolição aconteceu enquanto ele se deslocava de casa, por volta das 9h. O líder religioso relatou que passou a receber ligações de fiéis informando que uma força-tarefa havia chegado ao local para derrubar o templo. Ao chegar à igreja, parte significativa da estrutura já havia sido destruída.

De acordo com o pastor, a operação contou com a presença de representantes da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur), além de equipes da Polícia Civil e da Polícia Militar. Ele afirmou que solicitou a preservação de materiais como telhas e estruturas metálicas, avaliadas em milhares de reais, mas não teve o pedido atendido.

“Chegaram aqui arbitrariamente. Pedi para aproveitar algumas telhas, que custaram cerca de R$ 7 mil, e também as ferragens e a estrutura metálica, que foram muito caras, mas não deram ouvidos”, declarou em entrevista ao programa Bahia no Ar.

Ainda segundo o pastor Washington, a demolição ocorreu sem a apresentação de documentação formal no local. Ele informou que, na semana anterior, a Sedur havia colocado um adesivo de interdição no portão do templo e que chegou a procurar a secretaria para esclarecer a situação. Na ocasião, afirmou ter sido orientado por um coordenador a ficar tranquilo, sob a garantia de que não haveria perseguição.

A Secretaria de Desenvolvimento Urbano alegou que a obra não possuía alvará de construção. O pastor, por sua vez, contestou a justificativa e afirmou que a situação fundiária do terreno — adquirido por meio de contrato de compra e venda, sem escritura — é comum no município. Para ele, a ação configura perseguição religiosa.

“O terreno foi comprado e pago, como acontece em grande parte de Camaçari. Não tem escritura, tem compra e venda. Construímos, investimos muito aqui, fizemos uma boa base estrutural, e hoje demoliram tudo sem nenhuma piedade. Isso é perseguição religiosa”, afirmou.

O líder religioso ressaltou que, além do adesivo de interdição, nenhum documento de embargo teria sido entregue oficialmente à igreja. A congregação reúne cerca de 40 membros fixos e aproximadamente 60 frequentadores regulares.

Ao comentar o impacto da demolição, o pastor destacou os projetos sociais desenvolvidos pela igreja na comunidade, voltados especialmente para crianças e famílias em situação de vulnerabilidade. “É um sentimento de pesar pela falta de sensibilidade do poder público. A igreja trabalha para restaurar vidas e ajudar pessoas que viviam à margem da sociedade”, concluiu.

Marcha para Jesus é proibida em área de maioria muçulmana, em Londres

Polícia em Londres (Foto: Folha Gospel/Canva)
Polícia em Londres (Foto: Folha Gospel/Canva)

Autoridades de Londres proibiram a realização de uma Marcha para Jesus em Whitechapel, área de maioria muçulmana no bairro de Tower Hamlets, alegando risco de “violência e distúrbios graves”. O evento estava programado para o dia 31 de janeiro e havia sido divulgado nas redes sociais como uma “marcha cristã” de adoração pública a Jesus Cristo.

As publicações de divulgação convidavam a comunidade local a participar da caminhada religiosa, destacando o mês de janeiro como dedicado ao “santo nome de Jesus”. No entanto, a Polícia Metropolitana decidiu barrar a realização do ato na região específica, afirmando que, embora a marcha pudesse ocorrer em outro local da cidade, seria “imprudente” permitir sua realização em Whitechapel.

A decisão foi influenciada por episódios anteriores de tensão no bairro. Em outubro de 2025, uma marcha organizada pelo partido político UKIP (Partido da Independência do Reino Unido) também foi impedida de acontecer na região e acabou sendo transferida para o centro de Londres após intervenção policial.

Na ocasião, a mobilização do UKIP provocou forte reação de grupos contrários, que organizaram uma contra-manifestação. Segundo a imprensa internacional, esses grupos eram formados majoritariamente por homens mascarados, vestidos de preto, que afirmaram estar dispostos a “defender sua comunidade”. Durante o protesto, foram registradas palavras de ordem religiosas islâmicas e gritos hostis contra judeus, o que gerou preocupação entre membros da comunidade judaica local.

O episódio foi classificado pelo fundador do UKIP, Nigel Farage, como “uma das coisas mais aterrorizantes” que já presenciou. Ele acusou a polícia de ceder à pressão de extremistas islâmicos e de violar o direito democrático de reunião.

Diante desse histórico, a Polícia Metropolitana decidiu aplicar dispositivos da Lei de Ordem Pública para impedir novas manifestações na região que pudessem gerar confrontos. O comissário adjunto James Harman afirmou que havia uma “probabilidade muito real” de que eventos desse tipo em Whitechapel resultassem em distúrbios graves.

“Não estamos dizendo que o protesto, isoladamente, seria desordeiro. Mas sabemos que muitos o considerariam provocativo, o que poderia gerar uma reação local adversa”, declarou Harman. Segundo ele, a combinação entre manifestantes e grupos opositores hostis aumentaria significativamente o risco de violência contra moradores e policiais.

A decisão foi apoiada pela Rede de Solidariedade à Palestina de Tower Hamlets, que afirmou que o bairro possui uma “longa e orgulhosa história de luta contra o fascismo”. A organização agradeceu a líderes locais por pressionarem a polícia a proteger a comunidade.

O prefeito de Tower Hamlets, Lutfur Rahman, informou que se reuniu com líderes religiosos da região, incluindo representantes cristãos de diferentes denominações, para discutir o episódio e buscar diálogo diante das tensões registradas.

Enfermeiras cristãs são absolvidas da acusação de blasfêmia, no Paquistão

Bandeira do Paquistão (Foto: Folha Gospel/Canva)
Bandeira do Paquistão (Foto: Folha Gospel/Canva)

Duas enfermeiras cristãs foram absolvidas da acusação de blasfêmia no Paquistão, encerrando um caso que começou há mais de quatro anos e as obrigou a viver escondidas sob ameaça de violência coletiva. Um tribunal distrital decidiu que a acusação não conseguiu comprovar a alegação.

Mariam Lal e Newosh Arooj, que foram acusados ​​com base no Artigo 295-B do Código Penal do Paquistão, que prevê prisão perpétua por danificar textos do Alcorão, foram absolvidos em novembro de 2025, e o prazo para as autoridades recorrerem da decisão expirou esta semana, de acordo com a Ajuda à Igreja que Sofre .

As acusações surgiram após uma denúncia feita por um médico sênior em abril de 2021, alegando que as enfermeiras, que trabalhavam no Hospital Civil da cidade de Faisalabad, na província de Punjab, haviam profanado um adesivo com uma inscrição islâmica colado em um armário do hospital.

À medida que a notícia se espalhava, as enfermeiras escaparam por pouco de uma tentativa de linchamento por uma multidão enfurecida e foram detidas pelas autoridades. Ambas permaneceram sob custódia por cinco meses antes de serem autorizadas a aguardar o julgamento fora da prisão por motivos de segurança.

Posteriormente, o tribunal permitiu que elas evitassem comparecimentos públicos, alegando ameaças críveis às suas vidas. Ao longo do processo, as enfermeiras ficaram impossibilitadas de trabalhar e necessitaram de medidas de segurança devido à intimidação constante.

Sua defesa legal foi conduzida pela Comissão Nacional para a Justiça e a Paz, um órgão católico apoiado pela Ajuda à Igreja que Sofre.

Defensores locais consideraram a decisão um caso raro de um tribunal inferior absolvendo réus em um caso de blasfêmia, que normalmente são encaminhados a tribunais superiores devido à pressão social.

O padre Khalid Rashid Asi, da NCJP, afirmou que a decisão demonstrou que o juiz distrital agiu de forma independente, com base nas provas apresentadas.

Embora as famílias das enfermeiras tenham expressado alívio, elas continuam sob pressão.

“Nossa luta continua agora por um futuro seguro, pela reabilitação e pela reintegração digna das enfermeiras”, disse Asi à ACN.

Ele reconheceu o esforço do bispo Indrias Rehmat de Faisalabad e dos advogados Sanaullah Baig e Shahid Anwar, apesar das ameaças. Agradeceu também à comunidade internacional pelo apoio.

“Suas orações, assistência financeira e solidariedade internacional fortaleceram não apenas as duas enfermeiras, mas também nos lembraram que a Igreja e a comunidade global não permanecem em silêncio em tempos de sofrimento”, disse o padre Asi.

John Pontifex, chefe de imprensa e relações públicas da ACN UK, que se encontrou com as enfermeiras em 2023, disse que elas nunca perderam a esperança, apesar do perigo.

A lei da blasfêmia, prevista nos artigos 295 e 298 do código penal do Paquistão, é frequentemente usada indevidamente para fins de vingança pessoal. Embora permita a pena de morte para aqueles condenados por insultar o Islã ou seu profeta Maomé, ela não prevê punição para quem acusa falsamente ou presta falso testemunho em casos de blasfêmia.

Os radicais islâmicos também usam a lei para atacar minorias religiosas, incluindo cristãos, xiitas, ahmadis e hindus.

Um grupo sediado em Lahore, o Centro para a Justiça Social, relatou que 200 pessoas foram acusadas de blasfêmia em 2020, um número recorde de casos em um único ano. No total, o grupo informa que pelo menos 1.855 pessoas foram acusadas com base nas leis de blasfêmia do Paquistão desde 1987.

Organizações internacionais de defesa dos direitos humanos têm instado o Paquistão a reformar seu código penal, uma vez que ele é frequentemente usado para perseguir minorias religiosas.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Ludmila Ferber: morte da cantora completa quatro anos

A cantora e pastora Ludmila Ferber foi diagnostica com câncer de pulmão em 2018, e faleceu em 26 de janeiro de 2022. (Foto: Reprodução redes sociais)
A cantora e pastora Ludmila Ferber foi diagnostica com câncer de pulmão em 2018, e faleceu em 26 de janeiro de 2022. (Foto: Reprodução redes sociais)

Nesta segunda-feira (26), completam-se quatro anos da morte da cantora gospel Ludmila Ferber, aos 56 anos, vítima de um câncer de pulmão. Considerada uma das vozes mais influentes da música cristã contemporânea no Brasil, a artista deixou um legado marcado pela fé, perseverança e impacto espiritual em diferentes gerações.

A canção “Nunca pare de lutar”, um de seus maiores sucessos, tornou-se símbolo de sua trajetória pessoal e ministerial. A mensagem da música reflete a postura adotada por Ludmila especialmente nos últimos anos de vida. Sua última publicação nas redes sociais, onde reunia mais de 2 milhões de seguidores, também trouxe versos de uma de suas composições: “É nessa hora que a gente precisa lutar e jamais desistir”.

Ludmila Ferber deixou três filhas: Daniela Ferber Lino, Ana Lídia Ferber Lino e Vanessa Ferber Lino. Sua carreira musical começou nos anos 1990 como integrante do grupo Koinonya, referência no louvor congregacional brasileiro. Posteriormente, seguiu carreira solo, consolidando-se como uma das principais compositoras e ministras de louvor do país.

Ao longo de sua trajetória, lançou mais de 20 álbuns e eternizou canções que marcaram gerações de cristãos, como Os sonhos de Deus, Ouço Deus me chamar, Buscar tua face é preciso, Um novo começo, Doce presença, Aguenta firme e Unção sem limites.

Em 2018, Ludmila foi diagnosticada com câncer de pulmão. Desde então, passou a compartilhar publicamente sua luta contra a doença, relatando dores, fragilidades e desafios, mas também reafirmando sua fé e confiança em Deus durante todo o tratamento. Seu testemunho foi amplamente reconhecido por admiradores como um exemplo de perseverança espiritual.

Mesmo diante do diagnóstico grave, a cantora continuou ministrando, compondo e encorajando pessoas que enfrentavam situações semelhantes, reforçando sua mensagem de esperança e fé em meio à adversidade. Quatro anos após sua morte, Ludmila Ferber segue sendo lembrada como uma referência na música gospel e um símbolo de resistência e confiança em Deus.

Trajetória

Ludmila Ferber nasceu no Rio de Janeiro. Sempre amou as artes. A primeira composição foi escrita aos oito anos. Ela estudou canto, violão e até teatro. Ingressou na faculdade de pedagogia na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), transferiu-se para letras. No entanto, não concluiu a graduação. Afinal, queria viver de música.

Aos 20 anos, converteu-se ao Cristianismo em um pequeno grupo em Niterói (RJ). Desde então, construiu sua vida dentro da igreja. Seu álbum “Marcas”, lançado em 1996, foi o começo de uma estrada que dura mais de 20 anos.

Dona de uma extraordinária carreira na música gospel, Ludmila Ferber lançou albuns ao vivo que foram importantes para o cenário gospel, como;

  • 2002: Unção sem Limites
  • 2004: Tempo de Cura
  • 2004: Uma História, Uma Estrada, Uma Vida
  • 2005: Nunca Pare de Lutar
  • 2007: Coragem
  • 2007: Pérolas da Adoração
  • 2011: O Poder da Aliança

Seus maiores sucessos incluem “Sonhos de Deus”, “Sopra Espírito”, “Ouço Deus me Chamar” e “Nunca pare de lutar”. Este último também é o título de seu livro, que foi lançado, em 2013, pela editora Thomas Nelson Brasil.

Em 2005, Ludmila chegou a lançar um projeto infantil, intitulado: “Meu amigão do peito”. Ela chegou a apresentar ao menos dois programas na TV:  Nunca Pare de Lutar, entre 2007 – 2010, na Rede Super, e em 2012, pelo Você Adora, ela apresentou o “Cozinhando com a Pastora Ludmila Ferber”.

O sucesso da música “Nunca pare de lutar” foi tão grande, que em 2012 ela lançou um livro com esse título.

Sua história de superação e luta contra a doença inspirou milhares de pessoas ao redor do mundo, e no dia em que se completa um ano de sua morte, ela recebe homenagens dos amigos, fãs e familiares.

Homenagem

Em seu Instagram, a equipe de Ludmila Ferber, que mantem o perfil dela no ar, lembrou dos 4 anos sem a cantora:

Hoje vivemos o marco de 4 anos desde o último dia da nossa querida Pastora Ludmila Ferber na Terra.

É possível dizer que sua trajetória de vida conta o quão imenso é o poder de Deus, que segue se manifestando através daqueles que vivem o chamado, independente do tempo, da distância, do lugar ou das pessoas.

Quando somos transformados por Jesus e entendemos nosso propósito, vivemos uma vida cheia de significado, capaz de nos inspirar a inspirar pessoas. Que possamos servir a Deus e transbordar do amor Dele, fazer a diferença e dar o nosso melhor nessa Terra.

Equipe Indesistível 🦋

Ana Paula Valadão esclarece que não faz mais parte da Igreja da Lagoinha

Ana Paula Valadão (Foto: Reprodução/Instagram)
Ana Paula Valadão (Foto: Reprodução/Instagram)

A pastora e cantora Ana Paula Valadão se manifestou publicamente para esclarecer que não faz mais parte da Igreja Batista da Lagoinha, após uma publicação nas redes sociais tentar associar a denominação a investigações envolvendo o Banco Master e a CPMI do INSS.

A postagem utilizou uma imagem de Ana Paula durante uma apresentação do ministério Diante do Trono para comentar o caso, sem mencionar que a líder cristã deixou a Lagoinha há mais de dez anos. A igreja foi fundada e por muitos anos presidida por seu pai, o pastor Márcio Valadão, e atualmente é liderada por seu irmão, o pastor André Valadão.

Diante da repercussão, Ana Paula pediu publicamente que sua imagem e seu nome fossem retirados do conteúdo. Em comentário, ela afirmou que a associação era indevida e solicitou correção das informações.

“Por amor à verdade, peço encarecidamente que apaguem a minha foto do carrossel, e se mencionarem meu nome ou do meu ministério chamado Diante do Trono, que deixem claro não apenas na matéria completa, mas aqui também, que há dez anos eu e meu esposo não fazemos parte da denominação, e já há oito anos temos a alegria de ver nascer a Igreja Diante do Trono”, escreveu.

Ana Paula reforçou que, desde sua saída da Lagoinha, segue à frente de outro trabalho ministerial, desvinculado da denominação presidida atualmente por André Valadão.

O pastor André Valadão já havia se pronunciado anteriormente sobre as investigações envolvendo o Banco Master, afirmando que nem ele nem a Igreja Batista da Lagoinha possuem qualquer relação com os escândalos mencionados. Segundo ele, o empresário e pastor Fabiano Zettel — cunhado do ex-banqueiro Daniel Vorcaro — foi afastado de suas funções ministeriais assim que a liderança da igreja tomou conhecimento das investigações.

Folha Gospel

Mais de 90 cristãos sequestrados e torturados para denunciar outros fiéis no Iêmen

Cristão preso (Foto: Portas Abertas)
Cristão preso (Foto: Portas Abertas)

Mais de 90 cristãos foram presos ou sequestrados por rebeldes houthis no Iêmen apenas no mês de janeiro de 2026, segundo informações divulgadas pela organização cristã Portas Abertas. De acordo com o levantamento, ao menos 50 seguidores de Jesus foram detidos e outros 43 sequestrados em diferentes regiões do país.

Relatos apontam que os cristãos foram retirados das ruas e levados para locais secretos, onde estariam sendo interrogados sob tortura. O objetivo seria forçá-los a fornecer informações sobre outros cristãos e redes de fé ativas no país.

Daniel Hodge, especialista em Iêmen da Portas Abertas, afirmou que a onda de prisões gerou pânico entre os fiéis. Segundo ele, muitas pessoas deixaram suas casas por medo de também serem alvo dos rebeldes. “Há muito medo. Muitos acreditam que os houthis estão à procura de outros cristãos”, relatou.

Motivações religiosas e políticas

Em entrevista ao Premier Christian News, Hodge afirmou que os próprios cristãos iemenitas têm dificuldade em compreender as razões por trás da ofensiva. No entanto, há especulações de que as prisões estejam ligadas tanto a motivações religiosas quanto políticas.

Segundo ele, os houthis — grupo rebelde apoiado pelo Irã — podem estar tentando reforçar sua imagem de controle após recentes instabilidades no país. Hodge também destacou interpretações extremistas do Alcorão usadas para justificar a perseguição. “No Alcorão está escrito que qualquer pessoa que vire as costas para seu Deus é considerada apóstata e pode ser punida com a morte. Isso pode estar sendo usado como convicção religiosa”, explicou.

Iêmen segue entre os países mais hostis aos cristãos

O Iêmen ocupa atualmente a terceira posição na Lista Mundial da Perseguição 2026, que classifica os países onde cristãos enfrentam maior hostilidade por causa da fé. De acordo com Hodge, a atual onda de repressão é inédita. “Não vimos nada parecido com isso nos últimos 30 anos da história da igreja no Iêmen”, afirmou.

Apesar da repressão, algumas famílias conseguiram recentemente notícias de parentes presos. Segundo relatos, detidos conseguiram fazer ligações pedindo alimentos e roupas, o que trouxe algum alívio às famílias, ainda que a situação continue crítica.

Apoio e pedidos de oração

A Portas Abertas informou que segue oferecendo apoio à igreja no país, com assistência médica, distribuição de alimentos e roupas, além de capacitação de líderes cristãos locais.

Diante do agravamento do cenário, Hodge fez um apelo à igreja global por intercessão. “A oração é tudo o que podemos fazer neste momento”, declarou. Ele pediu oração pelas famílias dos presos, pelos cristãos detidos, pela cura física e emocional das vítimas e para que Deus levante novos líderes no país.

“Acima de tudo, oramos para que, mesmo em meio a essa situação, as bênçãos e a glória de Cristo sejam reveladas ao povo iemenita”, concluiu.

Folha Gospel com informações de Premier Christian News

Família esclarece causa da morte do filho de Shirley Carvalhaes

Cantora Shirley Carvalhaes e seu filho, Weslley Carvalhaes (Foto: Reprodução/ Redes sociais)
Cantora Shirley Carvalhaes e seu filho, Weslley Carvalhaes (Foto: Reprodução/ Redes sociais)

A família da cantora gospel Shirley Carvalhaes informou neste sábado (24) que Weslley, filho da artista, morreu em decorrência de uma pneumonia. O falecimento do jovem, de 35 anos, havia sido comunicado ao público na sexta-feira (23), por meio de uma nota divulgada pela equipe da cantora nas redes sociais.

Segundo a família, Weslley estava internado desde o dia 25 de dezembro, após passar mal em casa e ser levado ao hospital pelo padrasto. Durante a internação, exames médicos apontaram alterações nas plaquetas. Apesar de apresentar sinais iniciais de melhora, o quadro clínico se agravou nos dias seguintes, levando ao óbito.

Em nota oficial, a família agradeceu as mensagens de apoio e as orações recebidas, além de prestar uma homenagem ao jovem. O texto destacou o relacionamento próximo, o carinho mútuo e a presença constante de Weslley na vida da família Carvalhaes.

Poucas horas antes da confirmação da morte, Shirley Carvalhaes havia publicado uma foto ao lado do filho, pedindo orações e alertando para a gravidade do estado de saúde dele. Após o falecimento, a cantora voltou às redes sociais para agradecer a solidariedade do público e relembrar momentos vividos com Weslley.

A morte do filho da artista gerou comoção entre fãs, amigos e personalidades públicas, que manifestaram apoio à cantora. Entre as mensagens recebidas está a da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Weslley atuava como estrategista de marketing havia pelo menos cinco anos e era filho adotivo de Shirley Carvalhaes.

Em razão do luto, a cantora suspendeu temporariamente sua agenda de compromissos e apresentações.

Mais de dez mil igrejas já foram fechadas em Ruanda

Igreja em Ruanda. (Foto: Imagem ilustrativa/Wikimedia Commons/Adam Jones, Ph.D)
Igreja em Ruanda. (Foto: Imagem ilustrativa/Wikimedia Commons/Adam Jones, Ph.D)

Mais de dez mil igrejas foram fechadas em Ruanda em meio a uma campanha de repressão em que a liberdade de religião ou crença está sofrendo ataques.

A situação começou com a introdução da lei de 2018 que regulamenta os locais de culto e se tornou ainda mais crítica este ano, gerando preocupação, pois governos africanos, como o da Tanzânia, e até de países da Lista Mundial da Perseguição 2026, como Moçambique Etiópia, estão considerando leis semelhantes. 

Exigências rigorosas impostas pela lei de 2018 

Desde que foi formalizada, a lei exige requisitos extremamente rígidos de igrejas e mesquitas sobre segurança, higiene, infraestrutura e registro, muitas vezes impossíveis para as comunidades religiosas alcançarem. Entre as exigências estão:  

  • banheiros posicionados a uma distância específica da entrada;
  • instalação de um tipo específico de forro de lona, mesmo com risco de incêndio;
  • isolamento acústico obrigatório;
  • estradas de acesso e pátios pavimentados; 
  • paredes internas e tetos rebocados e pintados (tijolo aparente proibido); 
  • instalação de para-raios;
  • pastores formados em Teologia em instituição acreditada;
  • apenas instituições que ofereçam Ciência e Tecnologia podem ensinar Teologia;
  • igrejas que desejam registro devem comprovar mil membros.

Embora, no papel, as regras se apliquem tanto a cristãos quanto a muçulmanos, cristãos locais relatam que muito menos mesquitas foram afetadas.

Cristãos presos por celebrar a ceia em Ruanda 

Cinco cristãos foram presos este ano após realizarem um culto de ceia em uma igreja doméstica. Embora a condenação tenha acontecido em novembro de 2025, as prisões ocorreram apenas agora. O casal que cedeu sua casa para o culto foi acusado de “recusar-se a parar de testemunhar a fé”, informou uma fonte à Portas Abertas. 

Até o momento, essa é a terceira prisão relacionada à lei de 2018. Em março de 2018, seis pastores foram detidos acusados de desafiar o fechamento de templos em Kigali e em 2019, o governo prendeu um missionário americano e se recusou a renovar seu visto para continuar atuando no país. 

O presidente Paul Kagame expressou abertamente sua posição contrária à reabertura das igrejas. “Se dependesse de mim, eu não reabriria nem uma única igreja”, ele disse em novembro. Para o governo, a igreja é um resquício do período colonial.   

“A declaração do presidente Paul Kagame de que as igrejas fechadas não serão reabertas mostra que as ações do governo vão além da regulação legítima de padrões de higiene e saúde pública. Sentenciar indivíduos à prisão por testemunhar e reunir-se em encontros domésticos reflete uma tentativa deliberada de controlar e suprimir instituições religiosas e a prática livre da fé”, afirma um analista da Portas Abertas.

Desperta África: pelo fim da violência e início da cura 

A perseguição em Ruanda reflete a pressão crescente sobre cristãos em toda a África Subsaariana. Fortaleça a Igreja Perseguida participando da campanha Desperta África. Assine a petição

Fonte: Portas Abertas

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