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Líderes cristãos pedem para que alunos não sejam obrigados a participarem da celebração do Dia dos Mortos, no México

Crianças participando do Dia dos Mortos, no México (Foto: Reprodução)
Crianças participando do Dia dos Mortos, no México (Foto: Reprodução)

Guillermo Trujillo Álvarez, presidente da Rede Evangélica do estado de Veracruz, no México, solicitou ao gerente da Secretaria de Educação de Veracruz (SEV), Víctor Vargas Barrientos, que respeite a decisão das famílias de não comemorar o Dia dos Mortos.

Em conferência de imprensa, Trujillo Álvarez sublinhou que, como cristãos evangélicos, não participam nesta festa, mas que respeitam quem o faz. Em vez disso, exortam a comunidade a honrar, amar e servir as pessoas enquanto estão vivas, vendo isto como a melhor forma de demonstrar apreço.

Trujillo Álvarez apelou à sociedade para que se concentre em homenagear as pessoas em vida, pois, infelizmente, familiares, filhos e vizinhos são muitas vezes maltratados, mas após a sua morte procuram prestar homenagem com oferendas e alimentos.

Ele também relatou que, embora o Dia dos Mortos seja uma tradição enraizada no México, sua congregação não a pratica e, portanto, não quer que seus filhos sejam obrigados a participar nas escolas. Apresentaram um documento à SEV solicitando que os educadores sejam instruídos a respeitar a escolha das crianças a este respeito, com base nos direitos da criança, nos direitos humanos e na constituição. Sublinhou que esta tradição não deve ser imposta nas salas de aula e que quem quiser celebrá-la deverá fazê-lo livremente, sem coação ou pressão.

O apelo surge em resposta a reclamações vindas principalmente das regiões Sul e Norte do estado, bem como de diversas comunidades onde a tradição do Dia dos Mortos está particularmente enraizada. Nestes locais, alguns educadores pressionam as crianças, ameaçando-as com represálias acadêmicas caso não participem da celebração.

Esclarecimento espiritual

Trujillo afirmou que os cristãos respeitam essa tradição, mas observou que há temas espirituais que, com base na Bíblia, não devem ser celebrados.

“Não devemos celebrar os mortos nem ter comunicação com eles. Isso não está certo diante de Deus, por isso nossos filhos são educados para ter uma fé em Jesus Cristo que é vida”, declarou Trujillo.

Na cultura do país, acredita-se que durante esse dia, as almas são autorizadas a visitar os parentes vivos.

Por fim, Trujillo observou que espera receber o documento de resposta ao pedido e assim enviá-lo aos pastores do estado de Veracruz.

O Dia dos Mortos é uma tradição mexicana celebrada nos dias 1 e 2 de novembro em que a memória dos mortos é homenageada. Originou-se como um sincretismo entre as celebrações católicas (especialmente o Dia de Finados e o Dia de Todos os Santos) e também os diversos costumes dos povos indígenas do México. É comumente associado a outras celebrações como Halloween, embora na realidade seja muito diferente desta.

Folha Gospel com informações de Evangélico Digital

Igreja Mundial é condenada a desocupar imóvel e pagar aluguel atrasado

Valdemiro Santiago, líder e fundador da Igreja Mundial do Poder de Deus. (Foto: Reprodução)
Valdemiro Santiago, líder e fundador da Igreja Mundial do Poder de Deus. (Foto: Reprodução)

A juíza Sinii Savana Bosse Saboia Ribeiro, da 9ª Vara Cível de Cuiabá, capital de Mato Grosso, determinou o despejo de uma filial da Igreja Mundial do Poder de Deus, localizada na capital, bem como o pagamento de cinco meses de aluguel atrasados ao proprietário do imóvel. A decisão foi publicada nesta segunda-feira (23).

A Igreja Mundial do Poder de Deus tem como líder e fundador, Valdemiro Santiago.

A ação teve origem em atrasos e não pagamento de aluguéis por parte da igreja requerida, levando à notificação e subsequente desocupação do imóvel locado no ano de 2019, no entanto em 2022 começou a atrasar os pagamentos.

“Alega que no corrente ano a requerida passou a atrasar e não pagar aluguéis, referente aos meses de março e abril, mesmo após realização de um termo de acordo, logo em seguida os meses de junho e julho também não foram pagos, motivo pelo qual, notificou a locatária em 02/08/2022, informando o desejo da rescisão de contrato por falta de pagamentos. Salienta que, a requerida efetuou o pagamento dos meses em atraso, porém não desocupou o imóvel, todavia, desde o mês de agosto a mesma não pagou mais aluguéis, estando os meses de agosto, setembro, outubro e novembro pendentes de pagamento”, diz trecho.

A igreja de Valdemiro Santiago foi notificada para deixar o imóvel ainda em 2022, porém não cumpriu a decisão e tampouco pagou os cinco meses que ainda ficaram nos meses subsequentes no local.

Uma decisão liminar determinou a desocupação do imóvel, o que foi prontamente atendido, mas a igreja não pagou os cinco meses que ainda ficaram no local, o que culminou em um novo recurso na justiça.

Na decisão, a juíza julgou procedente o pedido de rescisão do contrato de locação, consolidando a posse com o autor. A requerida, Igreja Mundial do Poder de Deus, foi condenada ao pagamento dos cinco aluguéis inadimplidos, corrigidos monetariamente pelo INPC e acrescidos de juros de mora de 1% ao mês a partir de cada vencimento. Além disso, a requerida deverá arcar com as custas do processo e honorários advocatícios, fixados em 10% sobre o valor da condenação.

A sentença é passível de recurso após o trânsito em julgado. Após essa fase, as devidas anotações e baixas serão realizadas.

Fonte: O Documento

Ditadura da Nicarágua dissolve organizações evangélicas e católicas

Daniel Ortega na frente da bandeira da Nicarágua (Foto/Montagem: Canva Pro e Folha Gospel)
Daniel Ortega na frente da bandeira da Nicarágua (Foto/Montagem: Canva Pro e Folha Gospel)

A ditadura de Daniel Ortega, na Nicarágua, dissolveu 17 organizações não governamentais ligadas às igrejas evangélicas e católicas, nesta terça-feira (24).

A dissolução se dá pelo cancelamento da personalidade jurídica outras instituições. De acordo com o diário oficial do regime, a justificativa para o fechamento dessas entidades é de que elas não informaram fontes de financiamento e detalhes de doações. Os bens móveis e imóveis das organizações são transferidas ao Estado.

A medida é mais um ataque da ditadura comandada por Daniel Ortega e sua vice e esposa, Rosario Murillo, a instituições religiosas na Nicarágua.

Em março, o governo ditatorial da Nicarágua ordenou o fechamento de duas universidades ligadas à Igreja Católica. A Universidade Juan Pablo II, que possuia unidades em Manágua e em outras quatro cidades e a Universidade Autônoma Cristã da Nicarágua (Ucan), com operação em León e outras cinco cidades.

A Missão Cristã Verbo, uma entidade evangélica que possui diversos projetos sociais e templos, e está no país desde 1980, teve seus bens confiscados em maio deste ano. Através de uma ordem emitida pelo Ministério do Interior, o regime ditador ordenou a passagem dos bens da ONG para o Estado. Além disso, o governo retirou a personalidade jurídica da organização.

No final de julho, foram cancelados os estatutos jurídicos da Universidade Evangélica Nicaraguense Martin Luther King Jr. (UENIC) e da Universidade do Ocidente (UDO), que funcionavam como organizações sem fins lucrativos (OSFL /ONG) registrado desde 1998.

O governo na Nicarágua também expropriou, em agosto, todos os bens e contas bancárias da Universidade Centro-Americana (UCA), pertencente à Companhia de Jesus (jesuítas), após acusá-la de “terrorismo”.

A Nicarágua fechou mais de 3.000 ONGs desde que endureceu a legislação após protestos de 2018 contra o regime, que em três meses de bloqueios de ruas e confrontos deixaram mais de 300 mortos, segundo as Nações Unidas.

A relação entre a Igreja Católica e o governo se deteriorou no meio dessas manifestações, que Ortega afirma terem sido uma tentativa de golpe de Estado promovida pelos Estados Unidos —o país, junto com a União Europeia e outras nações, denunciaram a repressão contra opositores da ditadura nicaraguense.

Vários religiosos foram instados a deixar o país e 12 padres foram enviados a Roma na última semana após sua libertação.

Folha Gospel com informações de ACI Digital, Comunhão, Folha de S. Paulo e Evangélico Digital

Brasil, de maioria cristã, é o 2º país mais promíscuo do mundo, revela pesquisa

Casal na cama (Foto: Canva)
Casal na cama (Foto: Canva)

O Brasil, o país que mais se acredita em Deus no mundo (89%) e quase 97% da população é cristã (IBGE), é também a segunda nação mais promíscua do mundo, segundo o Índice Global de Promiscuidade, uma pesquisa realizada em 45 países, pela empresa NapLab e divulgada esta semana. Em primeiro lugar está a Austrália.

O estudo levou em conta os seguintes requisitos: a idade média em que se perde a virgindade, o número médio de parceiros sexuais ao longo da vida, a taxa de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), a porcentagem da população que considera o sexo antes do casamento aceitável e se a prostituição no país é legal ou não. O levantamento se baseou na coleta de vários dados, de diferentes fontes, por meio de taxas nacionais e entrevistas, que compuseram as estatísticas da pesquisa.

Dentro desses critérios, foi observado que, em média, os brasileiros perdem a virgindade aos 17 anos de idade e têm nove parceiros sexuais ao longo da vida. Na Turquia, por exemplo, são 14. Já o número de pessoas que contraíram algum tipo de DST no Brasil é de 31,746 para cada 100 mil habitantes e 61% aceitam o sexo antes do casamento. Na França, esse percentual é de 94%. Na contramão dessa tendência está a Índia, onde apenas 19% dos indianos aprovam o ato sexual antes do matrimônio.

“A maior parte dessa população se diz cristã apenas porque os avós eram, ou quem sabe, os pais. São cristãs apenas no nome, mas não são, de fato, praticantes daquilo que a Bíblia ensina. Muitas dessas pessoas imaginam que o cristianismo é apenas uma sugestão para um estilo de vida e não um ordenamento onde tenho que pautar a minha vida por isso”, ressalta o pastor e pedagogo, Alacy Mendes Barbosa, especialista em Psicologia Organizacional.

O pastor enfatiza que viver uma vida sem princípios pode gerar consequências piores do que se imagina. “Caso a pessoa já tenha um compromisso com alguém, a promiscuidade pode trazer complicações, dor e frustração. Outro problema é que você se expõe a doenças sexualmente transmissíveis, um risco para você e para as pessoas da sua família. Além disso pode gerar filhos que ficarão perdidos, muitas vezes, crescerão sem um pai, uma mãe, uma família”, alerta Barbosa.

Para o pastor, é fundamental que a igreja faça a sua parte e fortaleça ainda mais os valores familiares. “A igreja pode fortalecer as famílias, para que se evite entrar nessa estatística maldita. Orientar sobre esse assunto de uma forma equilibrada, respeitosa, amorosa para não afastar os jovens. Mostrá-los que os valores cristãos trarão segurança, tranquilidade e felicidade para a vida. Mas isso não é suficiente. Eles têm que ver esses princípios sendo vividos na prática, na vida da liderança”, afirma.

Promiscuidade como parte da cultura nacional

O pastor e jornalista Josué Ebenézer de Sousa Soares, da Comunidade Batista Atos 2 de Nova Friburgo (RJ), explica que o problema da promiscuidade no Brasil está diretamente ligado à história do país, que é pautada na sensualidade.

“Além da construção imagética de um país sensual, onde índios andavam nus e mulheres negras serviam de objeto aos senhores brancos, essa imagem foi reforçada nos estereótipos do carnaval e das praias, com suas mulheres em biquínis sumaríssimos. Os novos ares da religiosidade brasileira, propuseram uma transmutação de endereço, mas não de estilo de vida. O país se tornar mais evangélico não significou se tornar mais ético”, explica Soares.

Ele enfatiza que, além dos problemas emocionais e espirituais, a promiscuidade atinge a sociedade como um todo e impacta diretamente as famílias. “Há o esfacelamento dos pilares da sociedade e essa é uma bandeira dos movimentos socialistas e comunistas, sejam de que ordem forem, a medida em que almejam a desconstrução do já estabelecido, gerando o caos, onde pretendem exercer dominação. Onde há promiscuidade e subversão dos valores, a família, a igreja e a sociedade sofrem”, afirma.

Lutar para não ceder a primeira vez

O pastor Ebenézer alerta para que o cristão não ceda a “primeira vez”, principalmente diante dos colegas de trabalho ou de faculdade, pois caso aconteça, ele perderá o poder de testemunhar e entrará numa espiral descendente, naquilo que a Bíblia chama de “abismo que chama outro abismo” (Sl 42:7).

“O cristão precisa demarcar o território das suas vivências. Ele não admite certas piadas, conversas, bebidas e festas que vão contra os seus princípios. O Salmo 1 é exemplar para ilustrar essa questão. Lá o salmista deixa bem claro que o homem justo e que é um bem-aventurado, não anda, não se detém, nem se assenta com escarnecedores, homens ímpios e pecadores. É com muita fé e dependência de Deus que o cristão consegue se blindar das influências mundanas para a sua vida. Não é fácil, mas é possível”, orienta.

Informação e prevenção são fundamentais

O pastor afirma que a prevenção e a informação ainda são os melhores remédios contra a promiscuidade. “Ter um bom ministério com família, com líderes preparados que enfatizem a necessidade de relacionamentos saudáveis, casamentos abençoadores e famílias cristãs que funcionam debaixo da vontade de Deus, é o primeiro passo”.

E completa: “Promover palestras com educação temáticas abertas, objetivas, de todas essas questões que pululam no cotidiano: pornografia, drogas, promiscuidade, desvalorização dos valores cristãos, coisificação da mulher, mau uso da Internet são alguns dos temas que devem ser tratados e debatidos com rigor no ambiente eclesiástico visando ao aperfeiçoamento de todos”, finaliza.

Países mais promíscuos do mundo (pesquisa realizada em 45 países)

Austrália

Brasil

Grécia

Chile

Nova Zelândia

Alemanha

Itália

Suíça

Tailândia

África do Sul

Fonte: Comunhão e Extra

Cristãos palestinos acusam líderes religiosos ocidentais de cumplicidade nos ataques aéreos em Gaza

Israel lança contra-ataque em Gaza (Foto: Reprodução)
Israel lança contra-ataque em Gaza (Foto: Reprodução)

Organizações cristãs palestinas acusaram os líderes cristãos ocidentais que manifestaram o seu apoio a Israel após o ataque terrorista do Hamas, em 7 de outubro, de serem “cúmplices” da “violência e opressão de Israel” nos dias que se seguiram à explosão mortal numa igreja em Gaza.

Em resposta, um líder cristão americano acusou as organizações de ignorarem as atrocidades do Hamas no sul de Israel.

Uma carta aberta publicada no Change.org critica o que chama de “apoio inabalável à guerra de Israel contra o povo da Palestina” dos líderes cristãos ocidentais, já que Israel conduziu ataques aéreos em Gaza após o ataque no sul de Israel pelo Hamas, um grupo terrorista que governou Gaza desde 2007.

O ataque de 7 de outubro às comunidades fronteiriças israelenses perto da fronteira com Gaza matou pelo menos 1.400 civis e mais de 30 americanos.

Israel afirma que tem como alvo a infraestrutura do Hamas nos seus ataques aéreos. No entanto, as autoridades de saúde palestinas dirigidas pelo Hamas afirmaram no domingo que os ataques aéreos mataram mais de 5.000 pessoas e feriram mais de 14.000. Israel admitiu na semana passada que um ataque aéreo destinado a um centro de comando do Hamas causou danos ao complexo da Igreja Ortodoxa Grega de São Porfírio , a igreja mais antiga de Gaza. Dizia-se que o complexo abrigava centenas de pessoas. A explosão matou pelo menos 18 pessoas e levou o Patriarcado Ortodoxo de Jerusalém a acusar Israel de um “crime de guerra”.

“Nós, das instituições cristãs palestinas e dos movimentos populares abaixo assinados, sofremos e lamentamos o renovado ciclo de violência na nossa terra. Quando estávamos prestes a publicar esta carta aberta, alguns de nós perderam amigos e familiares queridos no atroz bombardeio israelense de civis inocentes em 19 de outubro de 2023, incluindo cristãos, que se refugiavam na histórica Igreja Ortodoxa Grega de São Porfírio, em Gaza”, diz a carta.

“As palavras não conseguem expressar o nosso choque e horror em relação à guerra em curso na nossa terra. Lamentamos profundamente a morte e o sofrimento de todas as pessoas porque é nossa firme convicção que todos os seres humanos são feitos à imagem de Deus. Estamos também profundamente perturbado quando o nome de Deus é invocado para promover a violência e as ideologias religiosas nacionais.”

Os signatários procuram “desafiar os teólogos ocidentais e líderes religiosos que expressaram apoio acrítico a Israel e convocá-los ao arrependimento e à mudança”.

“Infelizmente, as ações e os padrões duplos de alguns líderes cristãos prejudicaram gravemente o seu testemunho cristão e distorceram gravemente o seu julgamento moral em relação à situação na nossa terra”, afirma a carta.

Os signatários incluem Kairos Palestine, Christ at the Checkpoint, Bethlehem Bible College, o YMCA de Jerusalém Oriental, a Sociedade Árabe Ortodoxa de Jerusalém, o YWCA da Palestina, o Centro Ecumênico Sabeel para Teologia da Libertação e o Departamento de Serviço aos Refugiados Palestinos do Conselho de Igrejas do oriente Médio, entre outros.

“Estamos ao lado de outros cristãos na condenação de todos os ataques a civis, especialmente a famílias e crianças indefesas. No entanto, estamos perturbados pelo silêncio de muitos líderes religiosos e teólogos quando são civis palestinos que são mortos”, afirma a carta. “Também estamos horrorizados com a recusa de alguns cristãos ocidentais em condenar a ocupação israelense em curso da Palestina e, em alguns casos, a sua justificação e apoio à ocupação. Além disso, estamos chocados com a forma como alguns cristãos legitimaram os ataques indiscriminados de Israel.”

A carta também acusava alguns teólogos e líderes cristãos de ignorarem o contexto mais amplo e as “causas profundas” do conflito, citando a “opressão sistêmica” de Israel sobre os palestinos ao longo dos últimos 75 anos e a “limpeza étnica em curso” e a “ocupação militar”.

Referindo-se ao “legado cristão ocidental da Teoria da Guerra Justa” e às “teologias sionistas”, a carta sugeria que este “duplo padrão” poderia refletir um discurso colonial que tem historicamente justificado atrocidades em várias partes do mundo.

A carta das organizações cristãs palestinas surge dias depois de dezenas de líderes cristãos e judeus americanos terem assinado uma carta publicada no The Jerusalem Post, na quarta-feira passada, instando o presidente Joe Biden a não pressionar Israel a um “cessar-fogo prematuro”. O ex-embaixador dos EUA em Israel, David Friedman, encabeçava a carta.

“Israel deve fazer tudo o que for necessário para destruir o Hamas”, afirmam os líderes cristãos e judeus. “Não é suficiente que Israel degrade ou mesmo derrote este regime terrorista brutal, que oprime o seu próprio povo. Israel deve destruir completamente todos os terroristas do Hamas, para que este mal seja apagado da história humana. Se a América pressionar Israel para um cessar-fogo, os inimigos serão encorajados e Israel estará em perigo por muito tempo no futuro.”

O reverendo Johnnie Moore, presidente do Congresso de Líderes Cristãos, signatário da carta a Biden, acusou as organizações cristãs palestinas responsáveis ​​pela carta no Change.org de espalhar desinformação e omitir fatos importantes sobre o Hamas.

“Carta espalha desinformação”

Numa declaração ao The Christian Post, Moore observou que a carta não apela ao Hamas para parar de usar os palestinos como escudos humanos e espalha “desinformação” sobre a explosão no hospital na semana passada, que o Hamas inicialmente atribuiu a Israel.

Embora o governo dos EUA afirme que a explosão no hospital não foi causada por Israel e as Forças de Defesa de Israel afirmem que a explosão foi causada por um “foguete errante disparado por um grupo terrorista em Gaza”, a carta dos palestinos acusava Israel do “hediondo massacre no Hospital Anglicano-Batista Al-Ahli.”

Segundo Moore, o comentário sobre o hospital “meio que diz tudo o que precisa ser dito sobre a carta”.

“Além disso, a igreja não foi alvo e a igreja antiga está lá, mas pergunto-me por que é que os líderes da igreja não facilitaram a transferência daqueles que estavam abrigados na igreja da Cidade de Gaza, quando durante mais de uma semana os israelenses imploraram aos habitantes de Gaza que se retirassem para uma zona segura, mais ao sul”, disse Moore.

“Independentemente disso, convido estes irmãos, e os meus críticos, a juntarem-se a mim na exigência da libertação imediata E INCONDICIONAL de todos os 200 reféns que são cidadãos de mais de 40 países e com idades compreendidas entre os 9 meses e os 95 anos. O Hamas precisa libertá-los.”

Moore, antigo comissário da Comissão dos EUA para a Liberdade Religiosa Internacional, descreveu os atos horríveis atribuídos ao Hamas contra civis judeus no dia 7 de outubro e destacou que o Hamas tem escondido armas em hospitais e escolas.

O que Jesus faria?

Fares Abraham, fundador e CEO do Levant Ministries em Lake Mary, Flórida, um cristão palestino-americano, também emitiu uma declaração pedindo uma resposta equilibrada dos cristãos.

Ele disse que pondera o que Jesus faria nas atuais circunstâncias. Ele acredita que Jesus confortaria os israelenses afetados pelos ataques do Hamas e estenderia a mesma compaixão aos palestinianos em Gaza, ajudando-os a encontrar segurança.

Abraham condenou a violência de todos os lados, incluindo as ações do Hamas e as respostas militares israelenses. Ele argumentou que nenhuma das ações dos lados traz a paz ou representa os interesses do seu povo. Ele apelou aos cristãos para servirem como agentes de cura e paz enraizados nos ensinamentos bíblicos.

“Não há dúvida de que o Hamas não representa as queixas legítimas do povo de Gaza, e não representa as aspirações genuínas dos palestinos que desejam viver em paz, dignidade e liberdade. Da mesma forma, a resposta agressiva das forças armadas de Israel contra os inocentes habitantes de Gaza nunca trarão paz e estabilidade”, escreveu ele. “Como seguidores de Jesus, não podemos permitir que a dor, o medo, o terror – ou mesmo a raiva legítima – justifiquem uma retaliação insustentável e uma punição coletiva contra palestinos e israelenses”.

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Associação Evangelística Billy Graham anuncia grande encontro na Europa sobre evangelismo

Berlim, capital da Alemanha (Foto: Canva)
Berlim, capital da Alemanha (Foto: Canva)

A Associação Evangelística Billy Graham (BGEA) está se preparando para reunir líderes cristãos de toda a Europa para um grande encontro sobre evangelismo.

O Congresso Europeu sobre Evangelismo acontecerá na capital alemã, Berlim, de 27 a 30 de maio de 2025, com a expectativa de que participem 1.000 líderes cristãos de todos os países e territórios europeus.

Segue uma longa linha de reuniões focadas em missões na Europa, incluindo o primeiro Congresso Mundial sobre Evangelismo que foi realizado em Berlim em 1966, a conferência de Lausanne em 1974 e três congressos estratégicos de evangelismo em Amsterdã em 1983, 1986 e 2000.

No congresso de Berlim em 2025, espera-se que os líderes da igreja saiam com um compromisso renovado com o “evangelismo de proclamação ousada e bíblica”, disse a BGEA.

O Evangelista Ulrich Parzany, que falou no encontro de Amsterdão 2000, há 23 anos, disse: “Nos nossos tempos difíceis, os cristãos e as igrejas devem unir-se para espalhar novamente as Boas Novas de Jesus Cristo por toda a Europa.

“Estou ansioso pelo próximo Congresso Europeu sobre Evangelismo e confio que irá despertar entusiasmo e um novo compromisso para o fazer.”

Saudando o anúncio, o Dr. Hugh Osgood, presidente do ministério Churches in Communities International, com sede no Reino Unido, disse: “A igreja na Europa precisa se levantar com nova confiança. O Congresso Europeu sobre Evangelismo fornecerá inspiração, força e confiança no Evangelho que nos permitirá fazer isso. Vamos priorizar esta oportunidade de estarmos juntos para avançar o reino de Deus”.

Os oradores do congresso ainda não foram confirmados, mas o tema será centrado em Romanos 1:16 , que exorta os crentes a não terem vergonha do Evangelho.

A participação é apenas por convite e é limitada àqueles com cidadania europeia e cujo trabalho ministerial é na Europa, disse a BGEA.

Per Ewert, diretor do think tank cristão sueco The Clapham Institute, disse: “A Europa no século XXI está a experimentar duas tendências paralelas, um vento contínuo de individualismo secular e uma oposição crescente a esta filosofia e às suas consequências para a sociedade e os indivíduos.

“É vital proclamar a Boa Nova sobre Jesus Cristo numa cultura que necessita de um fundamento moral e espiritual, de paz e de amor ágape”.

Os líderes cristãos podem manifestar o seu interesse em participar aqui .

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Em decisão histórica, casal cristão tem fiança aceita em caso de blasfêmia, no Paquistão

Bandeira do Paquistão (Imagem: Canva Pro)
Bandeira do Paquistão (Imagem: Canva Pro)

Um casal cristão acusado de blasfêmia no Paquistão teve o pedido de fiança aceito por um tribunal local devido à falta de provas.

A decisão foi aclamada como um “julgamento histórico” por um grupo de defesa dos direitos humanos, provocando apelos por reformas nas polêmicas leis de blasfêmia do país.

Shaukat Masih e Kiran Bibi, que moram em Chaudhry Colony, em Lahore, tiveram seu pedido de fiança aceito pelo juiz do Tribunal de Sessões Adicionais, Mian Shahid Javed, em 18 de outubro.

Segundo a UCA News, o casal foi acusado de profanar o Alcorão.

Kiran estava detida na Cadeia Central, Kot Lakhpat, enquanto seu marido, Shaukat Masih, na Cadeia de Camp, ambas em Lahore.

Na citação do juiz Javed, havia falta de provas de “dano intencional ou contaminação do texto original do Alcorão Sagrado” nos termos da Seção 295-B do Código Penal do Paquistão.

‘Julgamento histórico’

Nasir Saeed, diretor do Centro de Assistência e Liquidação de Assistência Jurídica (CLAAS), com sede no Reino Unido, expressou seu apoio à decisão em uma declaração ao The Christian Post. Ele comentou: “Este julgamento histórico foge da norma.”

No Paquistão, a violação da Seção 295-B pode resultar em uma sentença de prisão perpétua.

O casal enfrentou acusações feitas por Muhammad Tamoor, que alegou ter testemunhado páginas do Alcorão sendo retiradas da casa do casal em 8 de setembro.

Tamoor alegou que Kiran Bibi permitiu sua entrada na casa e sugeriu que as páginas do Alcorão podem ter sido inadvertidamente manuseadas por seus filhos, todos menores de idade. O tribunal identificou deficiências nas provas e no relatório.

O CLAAS também ressaltou que o tribunal não encontrou depoimentos de testemunhas oculares confiáveis que corroborassem as graves alegações. Isso levantou questões sobre a identificação do verdadeiro culpado.

O casal foi liberado sob fiança, estabelecida em 100.000 rúpias paquistanesas (equivalente a US$ 357). Além disso, o tribunal instruiu a polícia a realizar uma nova rodada de investigações relacionadas às alegações.

Saeed recebeu com satisfação a solicitação de uma investigação mais abrangente, afirmando: “Esta decisão sublinha a importância de uma investigação minuciosa para estabelecer os fatos e garantir que a justiça prevaleça”.

Segundo Saeed, a situação econômica da família é complicada, sendo agravada pela condição física do filho mais velho, Sabir, bem como pelas deficiências mentais das duas filhas, Sundas e Rubi, que têm enfrentado essas limitações desde o nascimento.

Alguns relatórios sugerem que a irmã do proprietário pode ter tentado forçá-los a sair de casa e tenha usado a alegação de blasfêmia como pretexto.

Reforma na legislação de blasfêmia

Ele também enfatizou a importância de reformas nas leis de blasfêmia do Paquistão, que resultaram em sentenças de morte ou prisão perpétua, embora não tenham sido realizadas execuções.

Em agosto, a cidade de Jaranwala testemunhou ataques contra cristãos, que resultaram no incêndio de igrejas e residências, em decorrência de acusações de blasfêmia contra dois cristãos locais.

A comunidade cristã compreende aproximadamente 1,6% da população total do Paquistão, que é de 241 milhões de habitantes.

Em um incidente distinto ocorrido em agosto passado, dois juízes do Supremo Tribunal concederam fiança a um outro cristão que também enfrentava acusações de blasfêmia contra o Islã.

Casos frequentes

Os juízes Qazi Fael Isa e Syed Mansoor Ali Shah ordenaram a libertação de Salamat Mansha Masih, destacando a preocupação com a frequência das acusações de blasfêmia.

Eles enfatizaram que o Estado deve garantir a proteção dos suspeitos até que os casos sejam devidamente resolvidos.

Em outro caso, em setembro de 2021, um tribunal de sessões concedeu fiança a duas enfermeiras cristãs. Na época, os advogados destacaram que essa concessão de fiança foi a primeira de sua natureza em um caso de blasfêmia.

As acusações muitas vezes levam à violência popular, com poucas consequências para os falsos acusadores.

Com frequência, os tribunais inferiores cedem à pressão islâmica, resultando em inúmeras condenações.

Fonte: Guia-me com informações de The Christian Post

Conheça os vencedores do Dove Awards 2023

Brandon Lake no GMA Dove Awards 2023. Foto: (Reprodução/ Portal GMA Dove Awards/cortesia de Terry Wyatt)
Brandon Lake no GMA Dove Awards 2023. Foto: (Reprodução/ Portal GMA Dove Awards/cortesia de Terry Wyatt)

Grandes nomes da música gospel em nível internacional estiveram no tapete vermelho da 54ª edição do prêmio GMA Dove Awards, o maior evento anual de música cristã do mundo. A premiação foi transmitida na noite da última sexta-feira (20), pelo canal TBN. 

Entre os indicados, artistas renomados e novos talentos foram premiados em 35 categorias, além de duas contemplações voltadas para séries e filmes cristãos. A programação, exibida três dias depois, foi gravada na terça-feira (17), na Allen Arena, no campus da Universidade Lipscomb, em Nashville.

Para o público brasileiro que acompanha as atualizações musicais, esta é uma oportunidade de conferir artistas que estão em alta no cenário e performances de destaque. Entre os vencedores, Brandon Lake foi o destaque desta noite com quatro prêmios: artista do ano; compositor do ano (artista); canção gravada de adoração do ano; e canção gravada de rap/hip hop do ano. Além disso, os músicos Tasha Cobbs Leonard, Jeff Pardo, Toby Mac, Blessing Offor receberam dois prêmios cada.

Confira os vencedores de cada categoria!

Álbum Bluegrass/Country/Roots do AnoLight in the Canyon,
por Sandra McCracken
Álbum de Worship do anoLion: Live from the loft – Por Elevation Worship
Álbum de Rap/Hip Hop do anoChurch Clothes 4 – de Lecrae
Álbum de Rock Contemporâneo do anoDominion: Day of Destiny – por Skillet
Álbum de Southern Gospel do anoBelieve – por The Hoppers
Álbum de Worship Gospel do anoFor Hymns (Live) – por Tasha Cobbs Leonard
Álbum do Ano de Natal/Evento EspecialChristmas at Home – por Michael W. Smith
Álbum do ano em Língua EspanholaTu reino está aqui – por Generación 12
Álbum Gospel Contemporâneo do AnoKingdom Book One (Deluxe) – por Maverick City Music, Kirk Franklin
Álbum Gospel Tradicional do AnoTransitions (Live) – por Brian Courtney Wilson
Álbum Inspirador do ano Turn Your Eyes, Vol II – por Point Of Grace
Álbum Pop/Contemporâneo do ano Life After Death – por TobyMac
Música do anoGoodnes of God, por Jenn Johnson (escritores: Ben Fielding, Ed Cash, Jason Ingram, Jenn Johnson, and Brian Johnson)
Coleção Musical/Coral do AnoA Night of Worship with The Brooklyn Tabernacle Choir
Music Packaging gravada do ano The Stories I Tell Myself- por Matt Maher, Maverick City Music, Kirk Franklin
Vídeo Musical Curto do ano (conceito)Thank God I Do – por Lauren Daigle
Vídeo Musical Curto do ano (apresentação)The Goodness – TobyMac, Blessing Offor
Vídeo longo do anoCome Up Here – por Bethel Music
Novo Artista do AnoKaty Nichole
Artista do ano Brandon Lake
Compositor de ano (artista) Brandon Lake
Compositor do ano (não artista) Jeff Pardo
Produtor do anoJeff Pardo
Canção Gospel Contemporânea Gravada do Ano Your World – por Jonathan McReynolds
Canção gravada do ano de Bluegrass/Country/Roots“Good Morning Mercy”, por Jason Crabb e Dylan Scott
Canção Gravada do ano de Rap/Hip Hop Graves – por KB e Brandon Lake
Canção gravada do ano de rock contemporâneoBrother Jack – por Gable Price And Friends
Canção Gravada do Ano de Southern Gospel The Keepers – por Karen Peck & New River
Canção Gravada Do Ano Em Língua Espanhola “Coritos (En Vivo)” -por Miel San Marcos, Daniel Calveti, Marcos Witt, Ingrid Rosario
Canção Gravada Gospel Worship do AnoImpossible – por Pastor Mike Jr., ft. James Fortune
Canção gravada de adoração do ano Gratitude – por Brandon Lake
Canção infantil gravada do ano Sounding Joy – por Ellie Holcomb
Canção Inspiradora Gravada do Ano– He’s been faithful – por Brooklyn Tabernacle, ft. TaRanda Greene
Canção Pop/contemporânea gravada do anoBrighter Days, por Blessing Offor
Canção Tradicional gravada do ano It Is Well – por Tasha Cobbs Leonard
Longa-metragem do ano – Jesus Revolution – Diretores: Jon Erwin e Brent McCorkle. Produtores: Kevin Downes, Andrew Erwin, Daryl Lefever e Josh Walsh
Série de televisão do anoThe Chosen – Diretor: Dallas Jenkins. Produtores: Dallas Jenkins, Chad Gundersen, Chris Juen

Fonte: Comunhão

Fernanda Brum fala sobre mulheres que se exibem, música gospel e fãs homossexuais

Fernanda Brum, cantora e pastora gospel (Foto: reprodução internet/ Divulgação)
Fernanda Brum, cantora e pastora gospel (Foto: reprodução internet/ Divulgação)

A cantora gospel Fernanda Brum participou do Podcast Tá Benito, apresentado por Isabele Benito, que também apresenta o programa Focalizando do SBT.

No bate-papo, a cantora falou sobre o dinheiro que ganha com a música gospel, como lida com fãs homossexuais, e respondeu o que pensa sobre as fotos de biquíni da apresentadora nas redes sociais.

As informações são do site Fuxico Gospel.

Fernanda Brum ressaltou que não é rica, pois o show gospel não custa o mesmo que um show sertanejo, e que só faz 4 eventos por mês, o que é suficiente para sobreviver.

Ela disse que é próspera, o que é diferente de ser rica, e que apesar de não ter luxo, gosta de ir para Cancún no México.

Nesse momento, Isabele aproveitou para perguntar se Fernanda teria alguma foto de biquíni, e ela foi enfática em dizer que não, pois o seu corpo era do seu marido.

A apresentadora insistiu mais um pouco, e questionou a cantora sobre o que ela achava se visse suas fotos de biquíni. Brum disse que ficaria escandalizada, pois acha errado.

Já sobre as mulheres que costuma usar a peça de roupa íntima na praia ou piscina, a cantora disse que achava desnecessário.

Assista abaixo aos principais trechos. Para assistir a entrevista na íntegra, clique aqui.

Fernanda Brum critica as roupas de mulheres evangélicas

Em maio deste ano, uma declaração da cantora Fernanda Brum postada em suas redes sociais, criticando as roupas de algumas irmãs da igreja, reascendeu o debate sobre a questão do vestuário cristão.

“Que geração é essa que não consegue cobrir o quadril? Queria entender isso. A irmã vai tirar oferta lá na frente, vai dar aviso, sei lá, vai fazer qualquer coisa. Fazer teatro. Desculpa os meninos que estão presentes: dá para ver a lua, o céu, as estrelas, o negócio. Você não sabe se ouve o anúncio, se lê o texto, não tem condição”, reclamou a cantora.

No vídeo, que dividiu opiniões, a cantora diz que as mulheres deveriam “cobrir o quadril”, principalmente se forem fazer algum tipo de atividade no púlpito.

Fonte: Fuxico Gospel e Comunhão

Justiça fecha uma das maiores igrejas evangélicas da Bielorrússia

Igreja Nova Vida, na Bielorrússia, se reuniu durante meses no estacionamento, após ter seu templo derrubado (Foto: Forum 18)
Igreja Nova Vida, na Bielorrússia, se reuniu durante meses no estacionamento, após ter seu templo derrubado (Foto: Forum 18)

O Tribunal de Justiça da Cidade de Minsk, capital da Bielorrússia ou Belarus, divulgou o fechamento oficial da Igreja Nova Vida, que passa a ser considerada ilegal após 21 anos de funcionamento.

Durante a audiência, a igreja pentecostal foi acusada de não ter realizado o recadastramento até 2004, conforme exigido pela Lei Religiosa, e de ter realizado atividades que estavam além do escopo de seu estatuto, como um acampamento de verão para crianças.

A promotora pública Yekaterina Kaverina alegou que a igreja evangélica “espalhou propaganda de guerra ou atividades extremistas”.

Com o encerramento, qualquer atividade que a igreja conduza agora pode resultar em multas ou prisão de até dois anos, uma vez que o Código Penal sanciona “a organização ou participação em atividades de partido político, fundação, organização civil ou religiosa não registado”.

A igreja, uma das maiores de Minsk, manifestou apoio aos protestos pacíficos em prol da democracia ocorridos em 2020 e denunciou ser alvo das autoridades devido à sua falta de apoio ao regime bielorrusso sob o presidente Aleksandr Lukashenko.

Razões não suficientemente fortes

De acordo com Vyacheslav Goncharenko, o pastor da Igreja Nova Vida, os motivos para o fechamento da igreja que ele lidera são infundados.

A igreja da comunidade cristã foi originalmente registrada em um endereço diferente. No entanto, quando solicitou um novo registro em 2004 com o endereço antigo do estábulo, as autoridades recusaram os documentos.

O acampamento de verão foi iniciado por voluntários e pais, e a igreja não esteve envolvida, conforme relatado pelo Forum 18, um grupo norueguês de defesa da liberdade religiosa.

“Não compreendo por que as autoridades estão trazendo essa questão agora, depois de quase 10 anos”, afirmou Goncharenko ao Fórum 18.

Ele também especula que as autoridades podem estar buscando retaliação contra a igreja devido a anos de resistência e desobediência.

“Não desanimemos”

Em uma mensagem de vídeo gravada e enviada via Telegram, o pastor Goncharenko lembrou aos membros de sua igreja que a decisão judicial levará 15 dias para entrar em vigor, e o processo de liquidação completo pode levar vários meses, caso a igreja decida recorrer.

“Não desanimemos”, acrescentou Goncharenko, que também incentivou a sua igreja a continuar a reunir-se e a orar juntos.

Um longo processo

O veredicto foi anunciado aproximadamente 15 semanas após o governo local ter destruído o prédio da igreja. Algumas semanas depois, as autoridades bielorrussas fecharam o site da igreja, e o pastor Goncharenko foi detido por 10 dias.

Em entrevista à Evangelical Focus em 2021, o pastor bielorrusso lamentou que “o estado suprime tudo o que eles identificam como inimigo”.

As tentativas anteriores de despejar a igreja, ocorridas em dezembro de 2020, abril de 2017 e junho de 2013, não obtiveram êxito.

Em fevereiro de 2021, a polícia e os oficiais de justiça forçaram a comunidade a deixar sua igreja, no entanto, no domingo seguinte, dezenas de cristãos se reuniram na neve do lado de fora do prédio para realizar seu culto.

Fonte: Guia-me com informações de Evangelical Focus e Fórum 18

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