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Fiéis estão perdendo a convicção bíblica sobre família, vida e moralidade nos EUA, mostra estudo

Culto em uma igreja (Foto: canva pro)
Culto em uma igreja (Foto: canva pro)

Um novo estudo nacional realizado pelo Family Research Council (FRC) e pelo Cultural Research Center (CRC) da Arizona Christian University revela um declínio impressionante na convicção bíblica entre frequentadores regulares de igrejas nos EUA, especialmente em questões de família, vida e moralidade.

O estudo, intitulado “Questões sociais e visão de mundo: uma pesquisa nacional com americanos frequentadores de igrejas”, é baseado em pesquisas com mais de 1.000 adultos que frequentam cultos cristãos pelo menos uma vez por mês.

Descobriu-se que menos da metade agora se identifica como pró-vida ou adota uma definição bíblica de família.

Segundo o pesquisador principal, Dr. George Barna: “Crenças outrora sólidas sobre família, vida e moralidade estão dando lugar à influência cultural e à opinião pessoal. Mesmo entre frequentadores assíduos da igreja, a clareza moral está desaparecendo rapidamente.”

As descobertas mostram que apenas 43% dos frequentadores de igrejas se consideram pró-vida atualmente, um declínio acentuado em relação aos 63% em 2023.

Apenas 46% dos frequentadores de igrejas defendem uma visão tradicional de família — definida como um casamento entre um homem e uma mulher que criam filhos, caindo para 34% entre a Geração Z.

O maior apoio à definição bíblica de família veio de cristãos nascidos de novo (59%), congregantes pentecostais (56%) e crentes asiáticos (55%).

A confiança na clareza da Bíblia também diminuiu, com apenas cerca de metade (51%) afirmando que sua mensagem sobre o aborto é direta, em comparação com 65% em 2023.

O Dr. Barna alertou: “O bombardeio da mídia em favor de um novo padrão moral está claramente tendo um efeito transformador sobre os americanos. Talvez a melhor maneira de combater o declínio das perspectivas morais bíblicas seja os cristãos que creem na Bíblia serem mais francos e ousados ​​no diálogo com amigos e familiares sobre questões morais cruciais.

Não podemos deixar que visões antibíblicas passem despercebidas. Os seguidores de Cristo não devem apenas saber no que creem e por quê, mas também buscar ativamente desafiar pontos de vista que são biblicamente indefensáveis.

Da mesma forma, o diretor do Centro de Visão de Mundo Bíblica do FRC e coautor do relatório, David Closson, disse que as tendências refletem “um problema de discipulado, não primariamente político”.

Ele explicou: “Quando o povo de Deus perde a clareza moral sobre algo tão fundamental como a santidade da vida, isso sinaliza uma séria crise de discipulado.

“A próxima geração está sendo catequizada diariamente pelas mídias sociais, entretenimento e academia — muitas vezes de forma mais eficaz do que pela igreja local.”

Apesar dos dados preocupantes, o Dr. Barna acredita que o relatório oferece esperança.

“A grande maioria dos frequentadores de igrejas ainda afirma verdades bíblicas fundamentais sobre Deus e o valor humano”, disse ele.

Ele continuou: “Essas convicções fornecem uma base para a reconstrução. Estou convencido de que a melhor resposta não é recuar, mas sim se engajar. Cristãos que creem na Bíblia devem ser mais francos e ousados ​​ao dialogar com amigos e familiares sobre questões morais cruciais. Não podemos deixar que visões antibíblicas passem despercebidas.”

Este momento exige uma liderança corajosa — pastores, pais e educadores dispostos a confrontar a crescente confusão cultural com clareza bíblica. Sem um discipulado decisivo e um ensino intencional, a igreja continuará a absorver os valores do mundo em vez de transformá-los por meio da verdade.

O presidente da FRC, Tony Perkins, ecoou esse sentimento: “Esta pesquisa mostra a grande necessidade de ensino bíblico sobre as grandes questões dos nossos dias, como a santidade da vida, a família e a sexualidade humana. A boa notícia é que os cristãos estão buscando orientação nos líderes da igreja.”

“Este relatório nos lembra que há muito trabalho a ser feito — a igreja deve continuar a ensinar, viver e defender uma cosmovisão bíblica com convicção e esperança.”

Mesmo em meio à ambiguidade moral generalizada, os dados revelaram que quase 80% concordavam com uma visão binária de gênero; mais de 80% dos participantes afirmaram a crença de que todas as pessoas são criadas à imagem de Deus; 83% reconheceram que cada vida humana carrega um valor intrínseco; e 75% sustentaram que o Deus das Escrituras é a única fonte da vida.

O Dr. Barna concluiu: “Minha esperança é que as descobertas da pesquisa orientem nossos esforços compartilhados para reconstruir a cosmovisão bíblica em todo o país.

“Agora, mais do que nunca, precisamos retornar aos nossos fundamentos: fundamentar os crentes na Palavra de Deus, restaurar a clareza moral e preparar a próxima geração para conhecer, aceitar e permanecer firme na verdade.”

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Igrejas evangélicas levam cultos para salas de cinema

Igreja Batista Atitude em Vila Velha realiza culto, aos domingos, no Cineteatro do Shopping da Terra (Foto: Divulgação)
Igreja Batista Atitude em Vila Velha realiza culto, aos domingos, no Cineteatro do Shopping da Terra (Foto: Divulgação)

Em meio aos desafios urbanos e à falta de espaço nas grandes cidades, igrejas evangélicas têm adotado uma alternativa inusitada para realizar seus cultos: as salas de cinema. O movimento, crescente em várias regiões do país, transforma ambientes antes dedicados ao entretenimento em espaços de adoração, comunhão e evangelismo.

A proposta tem dupla finalidade: facilitar o acesso do público e alcançar pessoas que não se sentem à vontade em templos convencionais. No Espírito Santo, a Igreja Batista Atitude em Vila Velha é um exemplo dessa tendência. Sob a liderança do pastor Rafael Prezença, a congregação realiza cultos dominicais às 18h no Cineteatro do Shopping da Terra. A inauguração oficial do campus está marcada para o dia 22 de novembro, com uma celebração especial.

Segundo o pastor Bruno Caetano, presidente da Regional Espírito Santo da Batista Atitude e líder do campus em Vitória, o modelo da igreja combina grandes cultos aos domingos com encontros em pequenos grupos durante a semana. “O foco é fortalecer vínculos, discipular e alcançar pessoas nas cidades”, explica.

Em Curitiba (PR), a iniciativa já está consolidada. Há mais de dez anos, a Igreja no Cinema reúne fiéis nas salas do Shopping Ventura e do Shopping Jardim das Américas. Fundada pelos pastores Karl e Aline Dietz, a igreja atrai frequentadores que talvez não ingressassem em um templo tradicional. Os cultos ocorrem aos domingos, às 9h30, e são marcados por testemunhos de transformação e restauração de vidas.

No Rio de Janeiro, a Academia da Fé, liderada pelos pastores Hélio e Deise Peixoto, também adotou o formato. Com várias sedes, inclusive uma em Orlando (EUA), a igreja mantém cultos no Cinesystem do Recreio Shopping, sempre aos domingos, às 18h30. A proposta é oferecer ensino bíblico com linguagem acessível e prática, promovendo crescimento espiritual em um ambiente informal, porém reverente.

O uso de cinemas como locais de culto revela uma mudança na forma de evangelizar: menos dependência da estrutura tradicional e mais foco na presença onde o povo está. Com criatividade e ousadia, igrejas contemporâneas mostram que a mensagem cristã pode chegar longe — até mesmo onde antes só se assistia a filmes.

Folha Gospel com informações de Comunhão

STF suspende leis municipais que proibiam ensino sobre gênero nas escolas

Linguagem neutra escrita no quadro em uma sala de aula (Foto: Montagem/FolhaGospel)
Linguagem neutra escrita no quadro em uma sala de aula (Foto: Montagem/FolhaGospel)

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu suspender leis dos municípios de Tubarão (SC), Petrolina e Garanhuns, em Pernambuco, que vetavam o ensino de conteúdos relacionados à identidade de gênero e orientação sexual nas escolas. A decisão foi tomada no julgamento de ações movidas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e pelo PSOL.

As normas locais proibiam a abordagem do tema em disciplinas obrigatórias, materiais didáticos e espaços escolares. No caso de Petrolina, a lei também impedia a permanência de livros sobre o assunto nas bibliotecas municipais.

Votos e argumentos no plenário

Durante o julgamento, o ministro Alexandre de Moraes afirmou que o Estado deve combater o discurso de ódio e promover uma educação voltada ao respeito e à inclusão. Para ele, a proteção da infância não pode ser confundida com censura.
“Ninguém defende que não se deva preservar a infância, mas preservar a infância não significa esconder a realidade, omitir informações sérias e corretas sobre identidade de gênero”, declarou.

O ministro Flávio Dino também acompanhou o entendimento, destacando que o conceito de família na sociedade é plural e que apenas a legislação federal pode definir diretrizes educacionais.
“O ato de ensinar e aprender é submetido a uma lei, que é a LDB [Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional]”, afirmou.

O ministro Nunes Marques votou pela suspensão das leis, mas fez uma ponderação sobre a abordagem conforme a maturidade dos estudantes.
“Preservar a infância não é conservadorismo. É reconhecer que toda liberdade genuína nasce da maturidade e que apressar esse processo significa limitar a liberdade futura do adulto que essa criança se tornará”, completou.

O advogado Carlos Nicodemos ressaltou que a Constituição e acordos internacionais protegem todos os cidadãos contra qualquer forma de discriminação.
“É necessário, hoje, no dia 15 de outubro, Dia do Professor, debater a criação de leis municipais que tentam afetar a liberdade de cátedra na construção de um olhar diverso, plural e inclusivo da educação”, afirmou.

Competência da União e impacto nas políticas educacionais

O STF reafirmou que compete à União legislar sobre diretrizes da educação nacional. Com a decisão, leis semelhantes em outros municípios podem vir a ser contestadas, abrindo precedente para uniformizar o tratamento do tema em todo o país.

Folha Gospel com informações de Agência Brasil e STF

Missão leva amor e transformação a moradores de rua em Porto Alegre

A missão “Sul, Missões e Graça” promove cultos debaixo de uma ponte. (Foto: Instagram Sul/Missões e Graça).
A missão “Sul, Missões e Graça” promove cultos debaixo de uma ponte. (Foto: Instagram Sul/Missões e Graça).

Em meio ao cenário de vulnerabilidade que marca as ruas de Porto Alegre (RS), um movimento evangelístico tem se tornado símbolo de acolhimento e restauração. A missão “Sul, Missões e Graça” (SMG) realiza cultos sob o Viaduto da Conceição, onde moradores em situação de rua encontram não apenas alimento e abrigo, mas também uma mensagem de fé e dignidade.

O projeto, de caráter interdenominacional, reúne voluntários que ministram louvor, pregam o Evangelho e oram com os frequentadores. Além da assistência espiritual, o grupo oferece refeições, cobertores, roupas e até barracas para aqueles que não têm onde dormir.

Em uma das ações mais marcantes, a missão promoveu um rodízio com 4.300 pizzas e um churrasco com 4.600 galetos, reforçando que a partilha do pão caminha lado a lado com a pregação da fé.

Segundo o pastor Sandro Fontoura, líder do projeto, os frutos desse trabalho já são visíveis.
“Em menos de 5 meses tiramos 131 pessoas em situação de rua debaixo da ponte. Mais de 250 aceitaram a Jesus ou se reconciliaram. Realmente estamos vivendo um avivamento debaixo da ponte”, afirmou em entrevista ao portal Guiame.

O impacto vai além da conversão religiosa. Dependentes químicos têm sido encaminhados para centros de recuperação, enquanto famílias desestruturadas começaram processos de reconciliação.

Fontoura destaca que o desafio é grande: Porto Alegre abriga cerca de 5 mil pessoas em situação de rua, e em todo o Rio Grande do Sul esse número ultrapassa 15 mil.
“Resolvemos pastorear esse povo com o desejo de mostrar o Reino de Deus a todas essas pessoas”, declarou o pastor em vídeo nas redes sociais.

Sob o barulho dos carros e as sombras do concreto, a SMG revela que a Igreja também pode nascer onde a dor é mais visível — e que, para muitos, o caminho de volta à esperança começa debaixo de uma ponte.

Fonte: Guia-me

Perseguição afeta a saúde mental de cristãos no México

Cristãos durante culto no México (Foto representativa: Portas Abertas)
Cristãos durante culto no México (Foto representativa: Portas Abertas)

Um dos fatores que mais afetam os cristãos que enfrentam perseguição é a saúde mental. Conviver com o medo, a desconfiança e a angústia torna tudo mais difícil. Um dos projetos da Portas Abertas no México é a prova de que Deus também usa o suporte psicológico como forma de restaurar vidas que foram marcadas pela violência.

Mais de 260 moradores indígenas da região de Chiapas, no México, foram expulsos de suas casas por um cartel após ataques. Entre as vítimas, havia cristãos que também foram forçados a deixar a comunidade sem levar nenhum pertence pessoal.

Desde então, essas pessoas estão vivendo espalhadas e em condições precárias. Algumas vivem em abrigos improvisados, sem acesso a comida, saneamento básico e cuidados médicos.

“Eu sinto falta de casa. Na comunidade, nós tínhamos trabalho, nossas plantações, nosso café, nosso milho. Agora passamos o dia apenas esperando”, diz Dalia*, uma das cristãs deslocadas.

O início da cura

A Portas Abertas ficou sabendo da situação e iniciou um projeto de suporte psicológico com a ajuda de Clara*, uma terapeuta parceira no México. “A primeira coisa que vi foi um grupo de pessoas com dores de cabeça, insônia e taquicardia”, conta Clara. Além da fome e da falta de moradia, essas famílias carregavam um trauma por conta da perseguição.

Por mais que toda a comunidade tenha sido deslocada, Clara trata de cada caso individualmente. Ela criou espaços onde as pessoas podem se expressar abertamente e serem ouvidas. Aos poucos, os resultados começam a aparecer.

“Quando vejo as pessoas se alimentando, dormindo bem e voltando a sorrir, enxergo o agir de Deus. Apesar de tudo que ainda falta, a força dessas pessoas é impressionante. A fé em Deus é a base de tudo”, diz Clara. Pablo*, um dos deslocados, fala sobre esse apoio: “A ajuda que recebemos nos faz perceber que não estamos sozinhos. Confiamos que Deus está conosco”.

Você pode ser parte do agir de Deus 

Com sua doação, a Portas Abertas leva suporte jurídico, psicológico e médico, entre outras necessidades básicas, aos cristãos indígenas de Chiapas, uma das regiões com mais casos de perseguição no México. Faça a diferença na vida dessas famílias! 

*Nomes alterados por segurança

Turquia classifica cristãos como “ameaça à segurança nacional” e deve deportá-los, alerta grupo de direitos humanos

Bandeira da Turquia em uma igreja (Foto: Canva Pro)
Bandeira da Turquia em uma igreja (Foto: Canva Pro)

A Turquia vem deportando centenas de cristãos estrangeiros e bloqueando seu retorno, rotulando-os como ameaças à segurança nacional, de acordo com um grupo internacional de defesa jurídica.

A oficial jurídica internacional da Aliança em Defesa da Liberdade (ADF, sigla em inglês), Lidia Rieder, disse em uma reunião da Conferência sobre Dimensão Humana da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa, em Varsóvia, Polônia, na segunda-feira, que tais designações são emitidas por meio de códigos de segurança internos e deixaram comunidades protestantes locais sem liderança.

Desde 2020, pelo menos 200 trabalhadores cristãos estrangeiros e suas famílias, totalizando cerca de 350 pessoas, foram impedidos de entrar no país sob os códigos de segurança interna N-82 e G-87, relata a ADF International .

Os códigos são usados ​​pelo Ministério do Interior para impedir a reentrada ou negar autorizações de residência, muitas vezes sem acusações ou evidências de irregularidades criminais, disse o grupo.

Cristãos estrangeiros de países como Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Coreia do Sul, América Latina e outras partes da Europa tiveram vistos negados ou foram deportados nos últimos anos. Muitos moravam na Turquia com suas famílias por longos períodos e não tinham antecedentes criminais ou processos judiciais pendentes, afirmou a associação protestante.

Uma decisão do Tribunal Constitucional da Turquia, em 8 de junho, rejeitou um recurso de nove cristãos estrangeiros contra o código N-82. O tribunal publicou seus nomes, levando a mídia a rotulá-los como missionários e inimigos do Estado. O relatório observou que muitos comentários online pediam a pena de morte e descreviam matá-los como um dever religioso.

Somente entre dezembro de 2024 e janeiro de 2025, pelo menos 35 novos códigos foram atribuídos, inclusive para pessoas que viveram no país por décadas.

Essas proibições administrativas interromperam significativamente a vida religiosa na Turquia, onde muitas congregações dependem de pastores estrangeiros.

Um desses casos é o caso Wiest v. Türkiye , atualmente perante o Tribunal Europeu de Direitos Humanos. O autor, um cidadão americano que residia legalmente na Turquia há mais de 30 anos, foi impedido de retornar sem explicação. A ADF International afirmou que, sozinha, está apoiando mais de 30 ações judiciais relacionadas em tribunais turcos e europeus.

Embora a Constituição da Turquia proteja a liberdade religiosa, cristãos estrangeiros e igrejas locais enfrentam restrições crescentes.

O histórico Seminário Halki continua fechado, os seminários protestantes não têm status legal e a educação bíblica é proibida, mesmo que o treinamento teológico islâmico continue sob supervisão estatal, observa a ADF International, acrescentando que congregações como a comunidade protestante de Bursa perderam o acesso aos seus locais de culto.

A Associação de Igrejas Protestantes, em seu Relatório de Violações de Direitos Humanos de 2024, documentou um aumento no discurso de ódio e na violência contra cristãos na Turquia. Entre os incidentes, está um ataque armado ao prédio da associação da Igreja da Salvação em Çekmeköy, em dezembro passado, quando um indivíduo disparou de um carro e tentou remover as placas da igreja, observou o relatório.

Também em dezembro, uma professora cristã de inglês perdeu o emprego em uma escola particular noturna em Malatya sem explicação. Um funcionário da escola a alertou sobre as associações que frequentava e os amigos estrangeiros que mantinha. Seu apelo às autoridades locais foi rejeitado, e ela evitou entrar com uma ação judicial por medo de sua irmã, funcionária pública, segundo a reportagem.

Em 20 de janeiro de 2024, tiros atingiram o prédio da Igreja da Salvação de Eskişehir enquanto ele estava desocupado. Os tiros atingiram o consultório de um dentista abaixo da igreja, mas a polícia que atendeu o chamado não coletou provas nem registrou boletim de ocorrência, afirmou a associação protestante.

Vandalismo, ameaças e danos físicos também foram relatados em igrejas em Kayseri, Bahçelievler e İzmir ao longo de 2024.

Outros incidentes incluíram permissões negadas para distribuir folhetos, convites cancelados para a Páscoa e o Natal e uso crescente de mídias sociais para insultar e ameaçar líderes e fiéis da igreja.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

“Paz não é ausência de guerra”, afirmam bispos finlandeses sobre acordo de paz

Mãe com o filho nos braços em meio aos prédios destruídos em Gaza (Foto: Christian Aid)
Mãe com o filho nos braços em meio aos prédios destruídos em Gaza (Foto: Christian Aid)

Bispos da Igreja Evangélica Luterana Finlandesa escreveram uma carta aberta declarando que “paz não é ausência de guerra”, enquanto o acordo de paz entre Israel e Palestina começa provisoriamente.

“Como cristãos, acreditamos que a paz não é apenas a ausência de guerra, mas a presença de Cristo”, escreveu Kaisamari Hintikka, bispo da diocese de Espoo.

“Sempre podemos escolher entre a paz e o conflito, o amor e a inimizade. Essas pequenas escolhas que fazemos todos os dias também contam.”

Suas palavras ecoam as do cientista político John Heathershaw, que disse ao Premier Christian News que um profundo “arrependimento” é necessário no Oriente Médio.

Um cessar-fogo é quando há uma interrupção temporária do conflito armado. Paz é um período duradouro em que não apenas a guerra termina, mas também há algo como o termo bíblico ‘shalom’: paz e justiça.

“De uma perspectiva cristã, isso exige arrependimento por parte daqueles que cometeram violência e perdão mútuo”, enfatizou Heathershaw. “São exigências muito, muito grandes neste contexto.”

Enquanto Donald Trump declarou ter “encerrado 3.000 anos de conflito” com o acordo de paz, o primeiro-ministro Keir Starmer reconheceu que uma paz duradoura “não é um desafio pequeno”.

A ansiedade está crescendo em Gaza de que o cessar-fogo possa ser prejudicado, depois que a Defesa Civil Palestina relatou que sete pessoas foram baleadas pelas IDF desde a entrega dos reféns.

Centenas de palestinos foram devolvidos em troca de 20 reféns vivos do dia 7 de outubro, mas os corpos de até 24 reféns mortos ainda não foram entregues às forças israelenses.

Os bispos finlandeses estão pedindo uma profunda mudança cultural a partir deste momento, para que a região se cure.

“A paz é um estado a ser buscado”, escreveram eles, “um modo de vida que flui do coração do indivíduo para as comunidades e, finalmente, para o mundo inteiro.

Folha Gospel com informações de Premier Christian News

Cristãos celebram o fim da guerra entre Israel e Hamas

Cristãos nos Territórios Palestinos (Foto: Portas Abertas)
Cristãos nos Territórios Palestinos (Foto: Portas Abertas)

Nesta segunda-feira, 13 de outubro, foi declarado oficialmente o fim da guerra entre Israel e o grupo extremista Hamas. O anúncio foi feito pelo presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump. Reféns foram libertos, prisioneiros deixaram suas celas e o povo de Gaza e Israel pôde respirar aliviado após dois anos de conflito.

Desde o início da guerra, em outubro de 2023, quase todos os cristãos em Gaza, permaneceram abrigados nos complexos das igrejas. Agora, com o fim dos combates, eles expressam profunda gratidão a Deus.

“Finalmente, a guerra acabou, e os piores dias na vida de cada pessoa que vive em Gaza chegaram ao fim. Agradecemos ao nosso Senhor pelo cuidado divino que esteve conosco a cada momento”, relata um cristão abrigado em uma das igrejas em Gaza

Mais de 80% das casas dos cristãos foram danificadas ou completamente destruídas no conflito entre Israel e Hamas. Por isso, muitos continuarão abrigados nas igrejas, enquanto o futuro permanece incerto nos Territórios Palestinos.

“Senhor, conforte os corações de todos que perderam entes queridos. Fortaleça os fracos, sustente os que perderam suas casas e compense-os com tudo o que é bom. Que a sua paz e segurança prevaleçam em nossos países e que não haja mais sons de morte e destruição”, oração de cristão palestino.

Além da gratidão, há pedidos urgentes por provisão. Os cristãos pedem por comida, água, tratamento médico para crianças e idosos e proteção diante da chegada do inverno. Veja os pedidos de oração a seguir.

Pedidos de oração pelos cristãos em Gaza e Israel

  • Agradeça a Deus pelo fim da guerra e pela proteção dos cristãos em Israel e nos Territórios Palestinos durante o conflito.
  • Interceda por provisão de alimentos, abrigo e cuidados médicos para os cristãos em Gaza.
  • Clame por consolo para os que perderam entes queridos e pela reconstrução das casas destruídas no conflito.
  • Ore para que a paz de Cristo prevaleça em Israel e nos Territórios Palestinos e transforme o coração dos militantes do Hamas.

Fonte: Portas Abertas

Proibição da “terapia de conversão” tornaria o Evangelho “ilegal” no Reino Unido, alertam líderes cristãos

Bandeira do Reino Unido e a torre do relógio Big Ben (Foto: Canva Pro)
Bandeira do Reino Unido e a torre do relógio Big Ben (Foto: Canva Pro)

Líderes cristãos de alto escalão no Reino Unido alertaram que a proposta de proibição da chamada terapia de conversão criminalizaria elementos essenciais da fé cristã. Em carta ao ministro da igualdade, eles afirmaram que a legislação poderia tornar ilegal compartilhar o Evangelho ou orientar crianças sobre questões de gênero e sexualidade.

A carta aberta, organizada pela campanha Let Us Pray e apoiada pelo The Christian Institute, foi assinada por 24 líderes de várias denominações e enviada à Ministra da Igualdade, Olivia Bailey, informou o The Telegraph .

Os líderes escreveram que a proibição planejada pelo Partido Trabalhista à terapia para mudança de orientação sexual, incluindo aconselhamento pastoral, poderia “criminalizar o ensino cristão tradicional e histórico sobre casamento e ética sexual” e “tornar ilegal compartilhar o Evangelho com algumas pessoas”.

A carta expressou preocupação de que a legislação possa impedir os pais de pedir cautela caso seus filhos, que estejam passando por confusão de gênero, compartilhem o interesse em procedimentos trans irreversíveis. A carta afirmou que as leis existentes já proíbem o abuso e alegou que os ativistas que defendem a nova proibição confundem rotineiramente “o trabalho cotidiano das igrejas com abuso”.

Os signatários argumentaram que a oração e as conversas pastorais estavam sendo erroneamente enquadradas como formas de terapia de conversão. “Eles insinuam que a mera expressão de crenças cristãs sobre sexualidade e gênero em orações e conversas pastorais constitui ‘terapia de conversão’ e deveria ser proibida.”

O porta-voz do Instituto Cristão destacou os comentários feitos por Bailey em uma recente conferência trabalhista, onde ela afirmou estar “trabalhando duro” para apresentar um projeto de lei. O porta-voz alegou que as repetidas promessas trabalhistas não produziram uma lei viável porque “elaborar um projeto de lei viável e compatível com os direitos humanos é impossível”.

O Partido Trabalhista retomou os esforços para aprovar a proibição em 2024 com o lançamento do Escritório para a Igualdade e Oportunidades. O partido se comprometeu a introduzir uma “proibição total e inclusiva de práticas de conversão para pessoas trans” e descreveu isso como uma prioridade legislativa.

O Sínodo Geral da Igreja da Inglaterra pediu a proibição da terapia de conversão em 2017, dizendo que a prática “não tinha lugar no mundo moderno”. Em uma declaração recente, um porta-voz da Igreja da Inglaterra disse que a denominação “tem se oposto consistentemente às terapias de conversão coercitivas e apoia a intenção do governo de proibir tais práticas”.

A terapia de conversão pode, alegadamente, variar de orações e terapias de conversação a práticas mais severas, como privação de alimentos, exorcismo e abuso físico. Cerca de 5% dos entrevistados na pesquisa LGBT de 2018 do governo do Reino Unido relataram ter recebido alguma forma de terapia de conversão, enquanto 2% afirmaram já tê-la experimentado, observou o Telegraph.

O Instituto Cristão informou em junho que o governo trabalhista havia iniciado conversas com o Partido Nacional Escocês para alinhar seus planos legislativos. O grupo também afirmou que um projeto de lei para a Inglaterra e o País de Gales seria divulgado “muito em breve”, após demandas de ativistas transgêneros, após a Suprema Corte do Reino Unido decidir que a definição de “sexo” na Lei da Igualdade se refere ao sexo biológico.

O manifesto trabalhista prometeu uma proibição inclusiva de terapia de conversão para pessoas trans, “ao mesmo tempo em que protege a liberdade das pessoas de explorar sua orientação sexual e identidade de gênero”.

O Governo Escocês suspendeu o seu próprio projecto de legislação em Setembro de 2024, após preocupações sobre uma revisão judicial, afirmando que, em vez disso, iria prosseguir “abordagens complementares em todo o Reino Unido”.

Em maio, o Ministro da Igualdade do SNP, Kaukab Stewart, alertou que a Escócia apresentaria seu próprio projeto de lei na próxima sessão parlamentar se a legislação do Reino Unido “não atendesse às nossas prioridades ou não fosse suficientemente longe”.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Maioria dos não cristãos dizem que estão abertos à fé, mas falta convite para ir à igreja

Evangelismo e oração (Imagem ilustrativa: Unsplash/Kevin Wright)
Evangelismo e oração (Imagem ilustrativa: Unsplash/Kevin Wright)

Uma nova pesquisa realizada pela Lifeway Research trouxe um dado surpreendente sobre a relação entre a Igreja e aqueles que estão fora dela. Segundo o autor e pesquisador Dr. Thom Rainer, muitos americanos sem vínculo religioso não são hostis à fé — ao contrário — estariam abertos a visitar uma igreja. O problema, porém, está na ausência de convites.

Enquanto isso, dentro das igrejas, cresce um silêncio evangelístico: quase metade dos cristãos admite não ter compartilhado o evangelho com ninguém nos últimos meses. Esse contraste revela uma distância preocupante entre a disposição do público e a ação da Igreja.

O levantamento indica que apenas cerca de 60% dos cristãos afirmaram ter convidado um não crente para algum culto ou evento nos últimos seis meses. Os motivos para não convidar são diversos: 40% dizem não conhecer alguém fora do círculo cristão, outros mencionam experiências negativas anteriores, receio de rejeição ou acham que esse papel cabe a líderes e missionários.

Diante desses números, surge a pergunta levantada por Thom Rainer: Se os não crentes estão dispostos, por que não os convidamos?

Para Scott McConnell, diretor-executivo da Lifeway Research, o principal problema não é falta de interesse, mas a falta de convivência com pessoas fora da igreja: “É preciso intencionalidade para conhecer novas pessoas na sua comunidade e ter oportunidades de convidá-las”.

Scott lembra que um convite não se resume a preencher assentos, mas a acolher pessoas: “Um convite para ir à igreja é um convite para participar de atividades de que você gosta, uma mensagem que lhe traz esperança e relacionamentos com você e com os outros”.

A pesquisa aponta ainda que muitos não cristãos aceitariam convites para eventos simples — como encontros sociais, ações solidárias ou projetos comunitários — antes mesmo de entrar em um culto.

“Às vezes, o primeiro passo é convidar alguém para algo fora do culto de domingo. Eles podem não estar prontos para o culto, mas estão prontos para a comunidade”, reforça Scott.

Apesar da abertura do público, o medo parece paralisar muitos crentes. Medo de ser rejeitado, de constranger ou de ofender alguém. Scott, no entanto, esclarece: “A realidade é que a maioria das pessoas sem igreja não se ofende quando um amigo fala com elas sobre fé. O medo costuma ser maior no cristão do que na pessoa com quem ele estaria falando”.

Ele resume o desafio com uma frase marcante: “Em outras palavras, o muro não está no coração dos nossos vizinhos — está nas nossas cabeças”.

Muitos cristãos afirmam desejar evangelizar, mas vivem isolados em círculos religiosos, sem convivência com pessoas fora da fé. Esse distanciamento, segundo Scott, enfraquece silenciosamente a missão bíblica: “Há um número pequeno, mas significativo, de cristãos que parecem não ter contato com pessoas que não vão à igreja”.

Scott destaca que evangelizar pode começar com um gesto simples: “Às vezes, a coisa mais poderosa que você pode fazer é fazer um convite simples e pessoal. Não é um debate, não é um discurso de vendas. É apenas dizer: ‘Vem comigo’”.

Ele lembra ainda que igreja não significa apenas culto dominical: “E ‘igreja’ nem sempre significa domingo de manhã. Pode significar um churrasco, um evento ou um dia de voluntariado…”

Ao final, o estudo reforça que o campo missionário não está apenas em outros países, mas nas ruas das próprias cidades:
“Um convite não significa apenas trazer alguém a um prédio; trata-se de oferecer esperança, comunidade e um relacionamento que pode mudar a vida dele. Há pessoas que diriam ‘sim’, se ao menos perguntássemos”.

Fonte: Guia-me com informações de Relevant Magazine

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