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CPMI do INSS: Deputado do PT pede convocação de Silas Malafaia

Pastor Silas Malafaia (Foto: Reprodução)
Pastor Silas Malafaia (Foto: Reprodução)

O requerimento para convocar o pastor Silas Malafaia a depor na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS provocou forte repercussão política e reacendeu o debate sobre a possível relação entre lideranças religiosas e fraudes em benefícios previdenciários. A iniciativa partiu do deputado federal Rogério Correia (PT-MG), presidente da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara, e foi anunciada nesta quinta-feira (15).

Segundo o parlamentar, a convocação ocorreu após Malafaia reagir publicamente a declarações da senadora Damares Alves (Republicanos-DF), integrante da CPMI. A senadora afirmou haver indícios de envolvimento de igrejas em esquemas de descontos indevidos aplicados a aposentados e pensionistas do INSS.

Em publicação nas redes sociais, Rogério Correia informou que, além da convocação, solicitou um pedido adicional de acareação entre o pastor e a senadora. “E solicitei, de forma complementar, acareação com a senadora Damares, para esclarecer contradições e responsabilidades. A CPMI do INSS não pode recuar. Fraudes contra aposentados exigem investigação séria, sem blindagens políticas ou religiosas”, escreveu o deputado.

As declarações que motivaram o embate foram dadas por Damares Alves em entrevista ao SBT News. Na ocasião, a senadora relatou dificuldades internas para avançar em apurações que envolvem lideranças religiosas. “Nós estamos identificando igrejas no esquema de fraude com aposentados. Há pastores que pedem para não investigar, não decepcionar os fiéis. (…) E quando se fala de um grande pastor, vem a comunidade: ‘não falem, não digam, não investiguem, porque os fiéis vão ficar muito tristes'”, afirmou.

Malafaia reage

Diante da movimentação no Congresso, Silas Malafaia respondeu publicamente nesta sexta-feira (16), por meio de um vídeo divulgado nas redes sociais. O líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo ironizou o pedido de convocação e afirmou que vê a iniciativa como positiva.

“Que notícia boa eu recebo hoje, dia 16 de janeiro, prova que Deus me ama. Ontem, o deputado do PT, Rogério Correia, apresentou um requerimento na CPMI do INSS, da roubalheira dos aposentados, para me convocar. Cara, top. Mas, uma perguntinha ao deputado: que tal você fazer também um requerimento para convocar o irmão ou o Lulinha filho do Lula? Ou você é covarde e omisso?”, declarou o pastor.

Na sequência, Malafaia fez um apelo direto aos parlamentares que integram a comissão, defendendo a aprovação do requerimento. “Quero fazer um pedido a todos os deputados e senadores dessa magna comissão. Por favor, aprovem o requerimento deste deputado. Vai ser um prazer. Aprovem. Não vai ser brincadeira me encarar lá”, completou.

CPMI do INSS

A CPMI do INSS é composta por 32 parlamentares titulares, sendo 16 senadores e 16 deputados federais, além do mesmo número de suplentes. O colegiado investiga descontos indevidos em benefícios previdenciários praticados por associações que representariam aposentados e pensionistas, em um esquema que teria começado em 2019.

De acordo com investigações da Polícia Federal, as fraudes podem ter causado prejuízo de até R$ 6,4 bilhões ao longo de seis anos. O caso envolve cobranças não autorizadas diretamente nos benefícios pagos pelo INSS, atingindo milhões de segurados.

A eventual convocação de Silas Malafaia ainda depende de aprovação da CPMI, mas o episódio já evidencia o aumento da tensão política em torno das investigações, especialmente quando envolvem figuras religiosas de grande influência pública.

Folha Gospel com informações de Itatiaia, Brasil 247, UOL e G1

Rodolfo Abrantes anuncia retorno da banda Rodox com formação original após 22 anos

Rodolfo Abrantes (Foto: Reprodução/Fuxico Gospel)
Rodolfo Abrantes (Foto: Reprodução/Fuxico Gospel)

O cantor Rodolfo Abrantes confirmou nesta quarta-feira (14) um dos anúncios mais inesperados do rock cristão nacional: o retorno oficial da banda Rodox, após um hiato de 22 anos. A volta marca a reunião da formação original e reacende a memória de um dos projetos mais emblemáticos do início dos anos 2000.

Reunião histórica da formação original

O retorno contará com Fernando Schaefer, Pedro Nogueira e Patrick Laplan, integrantes que ajudaram a consolidar a identidade sonora e conceitual do grupo. O anúncio foi feito por meio das redes sociais de Rodolfo e destacou a intenção de resgatar não apenas o som pesado que marcou época, mas também a mensagem de fé, introspecção e autenticidade que definiu o Rodox.

As informações são do site Fuxico Gospel

No vídeo divulgado, Rodolfo afirmou que o reencontro representa mais do que nostalgia: trata-se da retomada de uma mensagem que continua relevante, especialmente em um cenário musical cada vez mais superficial. A resposta do público foi imediata, com milhares de comentários celebrando a volta e pedindo uma turnê nacional.

Um marco na trajetória de Rodolfo Abrantes

O Rodox ocupa um lugar singular na carreira de Rodolfo Abrantes. Após sua saída da banda Raimundos, o projeto simbolizou uma virada artística e espiritual, consolidando o músico como uma das principais vozes do rock cristão brasileiro. Com letras densas e sonoridade influenciada pelo hardcore e pelo new metal, o grupo se tornou referência para uma geração que buscava fé sem abrir mão de atitude e identidade musical.

O que esperar para 2026

Embora datas e locais ainda não tenham sido anunciados, a expectativa é que o retorno tenha como eixo central os álbuns “Estreito” e “Rodox”, trabalhos que seguem sendo redescobertos por novas audiências nas plataformas digitais. Fãs destacam que os temas abordados pelo grupo — como crise existencial, espiritualidade, autoconhecimento e crítica social — permanecem atuais mesmo décadas depois.

Um revival com propósito

A volta do Rodox acontece em meio a um movimento global de resgate de bandas de new metal e hardcore do início dos anos 2000, impulsionado pela nostalgia da Geração Y e pelo consumo via streaming. No Brasil, o retorno atende a um público que busca alternativas ao modelo de louvor congregacional que dominou o cenário evangélico na última década.

Nesse contexto, o Rodox preenche uma lacuna importante: a de um rock cristão com atitude, densidade lírica e fundamentação bíblica, capaz de dialogar com festivais de música alternativa e grandes arenas. Em um mercado cada vez mais guiado por produções efêmeras e algoritmos, a volta da banda representa a retomada de um discurso artístico mais profundo — e, para muitos, necessário.

Fonte: Fuxico Gospel

STF autoriza assistência religiosa a Bolsonaro na Papudinha

Bispo Rodovalho, Jair Bolsonaro e o Pastor Thiago Manzoni (Foto: Reprodução/Instagram)
Bispo Rodovalho, Jair Bolsonaro e o Pastor Thiago Manzoni (Foto: Reprodução/Instagram)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) receba assistência religiosa durante sua permanência no Complexo Penitenciário da Papudinha, no Distrito Federal. A decisão foi tomada no mesmo despacho que determinou a transferência de Bolsonaro para a unidade prisional, nesta quinta-feira (15).

De acordo com o documento, o acompanhamento espiritual poderá ser realizado pelo bispo Robson Rodovalho, fundador da igreja Sara Nossa Terra, e pelo deputado distrital Thiago Manzoni (PL-DF), pastor da igreja IDE Brasília. As visitas ocorrerão de forma individual, uma vez por semana, às terças ou sextas-feiras, com duração de uma hora, respeitando as normas do sistema prisional.

Segundo Manzoni, a assistência religiosa dá continuidade ao apoio espiritual iniciado durante o período em que Bolsonaro esteve em prisão domiciliar, quando participava de encontros de oração organizados pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. “A Bíblia contém ensinamentos capazes de consolar, confortar, animar e fortalecer o coração humano em todas as circunstâncias da vida”, afirmou o parlamentar.

Manzoni é um dos principais nomes do bolsonarismo no Distrito Federal. Atualmente, preside a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Legislativa e ocupa o cargo de secretário-geral do PL-DF. Ele também é ligado à deputada federal Bia Kicis (PL-DF) e já participou da organização de manifestações em apoio ao ex-presidente no ano passado.

Quem são os líderes religiosos autorizados

Robson Rodovalho, de 70 anos, é bispo e fundador da comunidade Sara Nossa Terra, criada em 1992 ao lado da esposa, Lúcia Rodovalho. A denominação afirma ter mais de 900 unidades no Brasil e presença internacional, com cerca de 1,3 milhão de membros. Ele também fundou a Rede Gênesis, emissora de televisão gospel com transmissão no Brasil, Estados Unidos, Europa e África.

Além da atuação religiosa, Rodovalho tem formação acadêmica em Física, com doutorado em física quântica, e já exerceu mandato como deputado federal pelo Distrito Federal entre 2007 e 2011, período em que Bolsonaro também atuava no Congresso. Nas últimas semanas, o bispo manifestou preocupação pública com a saúde do ex-presidente após sua prisão.

Já Thiago Manzoni, de 42 anos, é advogado formado pelo UniCEUB e ingressou na política após atuar como produtor de conteúdo nas redes sociais com pautas conservadoras. Ele foi eleito deputado distrital em 2022 e afirma que a defesa da família é uma de suas principais bandeiras no Legislativo local.

Outras garantias na Papudinha

Além da assistência religiosa, a decisão de Alexandre de Moraes assegura a Bolsonaro atendimento médico 24 horas, visitas de seus médicos sem necessidade de autorização prévia, continuidade das sessões de fisioterapia e alimentação especial. Segundo o ministro, a transferência permitirá melhores condições, como ampliação do tempo de visitas familiares, liberdade para banho de sol e exercícios físicos em qualquer horário do dia, inclusive com uso de equipamentos recomendados pela equipe médica.

No ano passado, Moraes havia vetado a participação de Rodovalho em encontros coletivos de oração durante a prisão domiciliar do ex-presidente, ao alegar risco de desvio de finalidade das visitas. Desta vez, a autorização foi concedida de forma individualizada e restrita ao acompanhamento espiritual.

Folha Gospel com informações de G1, O Globo e Folha de S. Paulo

Eleições aumentam riscos para cristãos em Mianmar

Bandeira de Mianmar (Foto: Canva Pro)
Bandeira de Mianmar (Foto: Canva Pro)

A Junta Militar de Mianmar está realizando eleições nacionais em três fases: entre 28 de dezembro de 2025 e 25 de janeiro de 2026. Parceiros locais da Portas Abertas relatam dificuldades que afetam diretamente a vida da igreja birmanesa.

Desde o golpe militar de 2021, tentativas de votação em Mianmar falharam diante da resistência generalizada e do conflito armado no país. A fase 1 das eleições estava prevista para 28 de dezembro de 2025 em 102 municípios; a fase 2 em 11 de janeiro de 2026 em 100 municípios; e a fase final, em 25 de janeiro de 2026, nas localidades restantes.

Pastores e jovens em risco em Mianmar

A Comissão Eleitoral afirma que os resultados dos candidatos vencedores serão divulgados no mesmo dia em cada circunscrição. Já os resultados nacionais oficiais serão anunciados após a conclusão de todas as apurações.

“À medida que as eleições se aproximam, estamos enfrentando baixa conectividade e restrições de viagem. Em muitas áreas de conflito, os cristãos não conseguem se reunir e nossos jovens e até pastores não estão seguros, pois o recrutamento continua.”, disse Win Tin (pseudônimo), parceiro local da Portas Abertas

Muitos cidadãos descreveram a eleição como um esforço dos militares para formalizar e consolidar seu poder. Ao mesmo tempo, as Forças de Defesa do Povo (PDFs, da sigla em inglês) e outros grupos armados incentivam o boicote ao voto, criando um cenário em que civis temem ficar presos no fogo cruzado.

Entre os deslocados internos, há relatos de pressão com ameaças para voto antecipado. Quem se recusar pode perder acesso aos abrigos oferecidos pelas autoridades. Muitos vivem sob intensa pressão e medo, forçados a escolher entre votar contra a própria consciência ou enfrentar violência e privação.

Para os cristãos, o ciclo eleitoral aprofunda a vulnerabilidade: além de ameaças, privação e mobilidade limitada, a pressão por votos aumenta o temor de retaliação e perda de acesso a recursos básicos, como abrigo e proteção em áreas controladas por autoridades militares.

Lista Mundial da Perseguição 2026 e a perseguição aos cristão em Mianmar

Cristãos em Mianmar continuam a sofrer intensamente devido à perseguição e ao conflito. Os terremotos em março de 2025 aumentaram a vulnerabilidade de muitos seguidores de Jesus.

Já se passaram cinco anos desde o golpe militar, que aprofundou a prolongada guerra civil em Mianmar e teve um impacto catastrófico em todo o país. Muitos cristãos foram pegos no fogo cruzado, especialmente em áreas de minorias étnicas, com cristãos mortos, igrejas bombardeadas e vilarejos destruídos. Milhares foram deslocados, e um terremoto em março matou mais de 3.600 pessoas e forçou outras a deixarem suas casas.

A vulnerabilidade dos cristãos em Mianmar remonta a anos e está enraizada na crença de que ser birmanês é ser budista – isso significa que outras religiões são frequentemente vistas como estrangeiras e uma ameaça à unidade nacional. Isso leva à discriminação cotidiana, como dificuldades para registrar o cristianismo em documentos de identidade, negação de acesso a serviços básicos, como água, e participação forçada em rituais budistas.

Existe até um plano apoiado pelo Estado para converter cristãos e outras minorias religiosas ao budismo, especialmente em áreas remotas. Igrejas, por sua vez, enfrentam dificuldades para se registrar junto às autoridades, e atividades evangelísticas são fortemente combatidas.

Cristãos de origem budista podem enfrentar hostilidade adicional de suas famílias e comunidades, que podem ver sua fé como uma traição à herança cultural.

“A razão pela qual permanecemos resilientes em meio à perseguição e às dificuldades é o treinamento de preparação para a perseguição que recebemos.” afirma Pastor Yang (pseudônimo), líder cristão em Mianmar.

Como as mulheres são perseguidas em Mianmar?

Desde o golpe militar em 2021, os riscos enfrentados pelas mulheres cristãs se intensificaram, com o exército perpetuando violência física e sexual contra mulheres de minorias étnicas. O estigma cultural silencia as vítimas, deixando muitas sem proteção. Mulheres cristãs das etnias kachin e kayah continuam vulneráveis ao tráfico para a China para casamento forçado e exploração sexual, enquanto cristãs rohingya historicamente enfrentaram sequestro e conversão forçada.

Cristãs de origem budista podem enfrentar prisão domiciliar, casamento forçado, expulsão, ameaça de divórcio e perda de herança. Quando meninas frequentam escolas Na Ta La, são forçadas a práticas budistas e a pedir esmolas, prejudicando o futuro da comunidade cristã.

Como os homens são perseguidos em Mianmar?

Os homens cristãos estão expostos à perda de emprego, despejo e trabalho forçado, privando suas famílias de ter uma renda justa. Cristãos de origem budista enfrentam ameaças adicionais, incluindo agressões físicas.

A lei de conscrição introduzida em 2024 aumentou o risco de recrutamento forçado, com cristãos às vezes colocados deliberadamente nas posições mais vulneráveis em zonas de conflito. A ameaça de prisão e tortura persiste.

Escolas Na Ta La coagem meninos cristãos a práticas budistas, colocando-os sob os cuidados de monges, comprometendo o futuro do testemunho cristão em Mianmar.

Quem persegue os cristãos em Mianmar?

O termo “tipo de perseguição” é usado para descrever diferentes situações que causam hostilidade contra cristãos. Os tipos de perseguição aos cristãos em Mianmar são: paranoia ditatorial, nacionalismo religioso, hostilidade etno-religiosa, corrupção e crime organizado.  

Já as “fontes de perseguição” são os condutores/executores das hostilidades, violentas ou não violentas, contra os cristãos. Geralmente são grupos menores (radicais) dentro do grupo mais amplo de adeptos de uma determinada visão de mundo.

O que a Portas Abertas faz para ajudar os cristãos em Mianmar?

Parceiros da Portas Abertas fortalecem cristãos perseguidos em Mianmar por meio de distribuição de Bíblias e literatura cristã, treinamento de preparação para a perseguição, ministério de presença e apoio socioeconômico.

Como você pode ajudar os cristãos perseguidos em Mianmar?

Além de orar por eles, você pode ajudar de forma prática doando para o projeto da Portas Abertas de apoio aos cristãos perseguidos que enfrentam maiores necessidades.  CLIQUE AQUI PARA AJUDAR 

Fonte: Portas Abertas

Mais igrejas protestantes estão fechando do que abrindo nos Estados Unidos, revela estudo

Igreja vazia com as portas fechadas (Foto: Folha Gospel/Canva IA)
Igreja vazia com as portas fechadas (Foto: Folha Gospel/Canva IA)

Mais igrejas protestantes estão sendo fechadas nos Estados Unidos do que novas estão sendo fundadas, e as congregações mais antigas parecem estar sofrendo o impacto mais forte dessa redução, de acordo com dados de um novo estudo da Lifeway Research.

estudo publicado na terça-feira utilizou dados coletados de 35 grupos denominacionais que representam 58% das igrejas protestantes dos EUA. O braço de pesquisa da Lifeway Christian Resources, com sede no Tennessee, também citou informações do Perfil Anual da Igreja de 2023 e 2024 da Convenção Batista do Sul — a maior denominação protestante dos Estados Unidos.

Embora 4.000 igrejas protestantes tenham sido fechadas em 2024, a Lifeway Research estima que apenas 3.800 foram fundadas naquele ano. As 4.000 igrejas que fecharam em 2024 representam cerca de 1,4% das 293.000 igrejas protestantes identificadas no Censo Religioso dos EUA de 2020.

A análise também constatou que 1,4% das congregações batistas do sul em atividade se dissolveram ou fecharam as portas entre 2023 e 2024, enquanto cerca de 0,4% deixaram a igreja ou se desvincularam dela durante o mesmo período.

“O impacto imediato da COVID parece ter passado. As denominações identificaram aquelas que fecharam durante a quarentena e nunca mais reabriram. No entanto, a igreja típica nos Estados Unidos tem menos frequentadores do que há 20 anos”, disse Scott McConnell, diretor executivo da Lifeway Research, em um comunicado sobre a pesquisa. “Essas congregações costumam ser mais fracas do que as gerações anteriores. Mas, ao mesmo tempo, novas igrejas estão florescendo e um subconjunto de igrejas está crescendo.”

Embora a maioria dos pastores protestantes no estudo da Lifeway (94%) não acredite que suas igrejas serão fechadas na próxima década, cerca de 4% discordam dessa perspectiva e outros 2% disseram não ter certeza.

Pastores que lideram congregações com menos de 50 pessoas frequentando os cultos semanais foram os que menos concordaram que suas igrejas sobreviveriam por mais uma década. O estudo também constatou que as novas congregações tinham maior probabilidade de crescer do que as mais antigas.

Uma análise dos dados da Convenção Batista do Sul (SBC) mostrou que as igrejas fundadas a partir de 2000 cresceram 12%, enquanto o número de membros nas igrejas fundadas entre 1950 e 1999 diminuiu 11%. As igrejas fundadas entre 1900 e 1949 registraram uma queda de 13%, e as fundadas antes de 1900, de 11%.

“Embora o cenário da igreja americana mude lentamente, ele não está parado”, disse McConnel. “O futuro das igrejas protestantes na América reside em alcançar novas pessoas com a oferta de salvação por meio de Jesus Cristo. A maior parte do crescimento nos EUA ocorre em novas comunidades. O plantio de igrejas é vital para compartilhar o evangelho nessas novas comunidades, bem como em comunidades onde a população está mudando ou onde igrejas anteriores fecharam.”

Thom Rainer, ex-presidente e CEO da Lifeway Christian Resources e reitor fundador da Escola Billy Graham de Missões e Evangelismo do Seminário Teológico Batista do Sul, alertou em janeiro de 2025 que cerca de 15.000 igrejas fechariam no ano anterior e outras 15.000 passariam a ter pastores em tempo parcial em vez de pastores em tempo integral, no cenário religioso americano em rápida transformação.

“Pela primeira vez na história moderna da igreja, 15.000 igrejas deixarão de existir em um período de um ano. Observe que estamos projetando o fechamento de 15.000 igrejas e a transição de pastores em tempo integral para pastores em tempo parcial em outras 15.000 delas”, escreveu Rainer em um artigo de opinião publicado pelo The Christian Post . “Essas 30.000 igrejas representam cerca de uma em cada doze igrejas existentes. A mudança é drástica.”

Em novembro passado, Wesley Wildman , professor de teologia, filosofia e ética da Universidade de Boston , que pesquisou o impacto da secularização em grupos religiosos, atribuiu o declínio à crescente secularização dos Estados Unidos, visto que menos pessoas têm uma afiliação religiosa e frequentam cultos religiosos.

“O problema é que ninguém sabe como confirmar esses números. Temos que nos basear em dados denominacionais, que são difíceis de coletar e muitas vezes não estão atualizados”, disse Wildman ao BU Today . “Os 15.000 fechamentos podem ser um número exagerado. Mas não há dúvida de que muitos mais estabelecimentos fecharam, e continuarão fechando, ao longo dos anos.”

Entre as principais condições sociais que impulsionam o declínio religioso, ele argumenta, está uma atitude positiva em relação ao pluralismo cultural, que permitiu às pessoas “votar com os pés e abandonar organizações religiosas sem sofrer qualquer penalidade social, familiar ou econômica custosa”. Outras condições citadas por ele são “segurança existencial”, “educação” e “liberdade”.

“Esses quatro fatores diminuem o sobrenaturalismo, o que, por sua vez, torna as visões de mundo e os modos de vida religiosos menos plausíveis para algumas pessoas, algumas das quais permanecem espirituais”, escreveu Wildman.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

A perseguição aos cristãos na Somália, o segundo pior país para os cristãos

Cristãos louvando a Deus durante culto na Somália (Foto: Folha Gospel/Canva IA)
Cristãos louvando a Deus durante culto na Somália (Foto: Folha Gospel/Canva IA)

Cristãos na Somália vivem em um dos ambientes mais hostis do mundo, onde seguir a Jesus abertamente é impossível. A Constituição Provisória de 2012 considera ilegal a conversão do islamismo para o cristianismo. A sharia (conjunto de leis islâmicas) é aplicada em todas as regiões e, combinada à pressão da sociedade e dos clãs, força os cristãos a praticarem a fé em segredo e isolados.

Converter-se a outra religião que não seja o islamismo é visto como uma traição à família, ao clã e ao país, podendo levar à violência, expulsão da família (na sociedade baseada em clãs, isso torna as pessoas muito vulneráveis) e até execução.

Cristãos não têm proteção legal na Somália, o segundo pior país para os cristãos viverem, de acordo com a Lista Mundial da Perseguição 2026. As autoridades participam ou toleram assédios, vigilância e intimidação, criando um ambiente onde o cristianismo é criminalizado. Os cristãos frequentemente são vítimas tanto de ataques ideológicos quanto dos danos colaterais de uma economia de guerra criminalizada.

A instabilidade política na Somália piorou, com tensões crescentes devido a disputas territoriais com a Etiópia. Isso enfraqueceu a segurança regional, levou ao aumento da ilegalidade e da atividade criminosa e ao avanço do domínio do grupo extremista Al-Shabaab.

O Al-Shabaab executa abertamente qualquer pessoa suspeita de ser cristã, pois seu objetivo é erradicar o cristianismo da Somália. Esses fatores combinados fazem da Somália um dos lugares mais perigosos do mundo para ser cristão.

“Meu pai disse: ‘Não posso impedir você de ler a Bíblia, mas se você se tornar cristão, eu mesmo vou matá-lo.’” disse Aweis, cristão da Somália que serve a igreja somali no Chifre da África.

Como as mulheres são perseguidas na Somália?

As mulheres na Somália são frequentemente vítimas de mutilação genital feminina, altas taxas de casamento infantil e deslocamento generalizado. Em campos de deslocados internos, mulheres e meninas correm risco de violência sexual, exploração e abusos.

Cristãs de origem muçulmana são especialmente vulneráveis, enfrentando humilhação pública, prisão domiciliar, casamento forçado, violência sexual ou morte. Viúvas podem ser coagidas a se casar com homens muçulmanos, e meninas cristãs correm risco de sequestro e conversão forçada ao islamismo.

A discriminação econômica, incluindo leis de herança, também deixa viúvas e crianças na pobreza. E nas escolas, meninas cristãs enfrentam pressão para se conformar às práticas islâmicas.

Como os homens são perseguidos na Somália?

Socialmente, a masculinidade é associada ao islã na Somália, o que torna cristãos de origem muçulmana muito vulneráveis. Homens e meninos que sejam suspeitos de ser cristãos ficam sob risco de serem atacados, torturados, sequestrados, presos ou mortos. Em alguns casos, é a própria família que aplica essas punições.

Por um lado, o grupo extremista Al-Shabaab recruta compulsoriamente homens jovens; por outro, famílias podem enviar cristãos de origem muçulmana para centros de doutrinação islâmica. Se um homem se converte ao cristianismo e é descoberto, ele pode ser submetido a testes públicos de lealdade, ser deserdado, ter acesso à educação negado e ser coagido a renunciar à fé. As famílias desses homens cristãos também enfrentam dificuldades por isso. A maioria dos homens cristãos de origem muçulmana pratica a fé clandestinamente, em segredo, o que enfraquece a liderança da igreja na Somália.

Quem persegue os cristãos na Somália?

O termo “tipo de perseguição” é usado para descrever diferentes situações que causam hostilidade contra cristãos. Os tipos de perseguição aos cristãos na Somália são: opressão islâmica, opressão do clã, corrupção e crime organizado e paranoia ditatorial. 

Já as “fontes de perseguição” são os condutores/executores das hostilidades, violentas ou não violentas, contra os cristãos. Geralmente são grupos menores (radicais) dentro do grupo mais amplo de adeptos de uma determinada visão de mundo.

O que a Portas Abertas faz para ajudar os cristãos na Somália?  

A Portas Abertas apoia os cristãos somalis em todo o Chifre da África desde 1990 por meio de discipulado e capacitação dos cristãos para resistir à perseguição extrema. 

Como você pode ajudar os cristãos perseguidos na Somália?  

Além de orar por eles, você pode ajudar de forma prática doando para o projeto da Portas Abertas de apoio aos cristãos perseguidos que enfrentam maiores necessidades. CLIQUE AQUI PARA AJUDAR .

Fonte: Portas Abertas

Projeto de lei quer proibir uso de símbolos cristãos em desfiles de Carnaval

Atores interpretaram a luta entre Jesus e o diabo no desfile da escola de samba Gaviões da Fiel, em 2019 (Foto: Reprodução)
Atores interpretaram a luta entre Jesus e o diabo no desfile da escola de samba Gaviões da Fiel, em 2019 (Foto: Reprodução)

Um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados pretende proibir a exibição de imagens sacras, símbolos religiosos e representações consideradas desrespeitosas ao cristianismo em desfiles de escolas de samba e em eventos carnavalescos realizados em todo o país. A proposta é o Projeto de Lei 830/25, de autoria do deputado Pastor Gil (PL-MA).

O texto estabelece que manifestações artísticas que ridicularizem ou ofendam crenças, rituais ou valores ligados às tradições cristã, católica ou evangélica poderão ser enquadradas como infração. A medida alcança apresentações públicas realizadas durante o período do Carnaval, incluindo desfiles oficiais e eventos organizados por entidades culturais.

De acordo com o autor do projeto, a iniciativa surge em resposta a manifestações de fiéis e de setores da sociedade que demonstram preocupação com o uso de elementos religiosos em contextos considerados inadequados. Segundo o deputado, o Carnaval tem deixado de ser apenas uma celebração cultural e, em alguns casos, passou a ser visto como espaço de afronta à fé cristã.

O projeto prevê um escalonamento de penalidades para os responsáveis por eventuais infrações. Na primeira ocorrência, será aplicada uma advertência formal. Em caso de reincidência, a proposta estabelece multa equivalente a 300 salários mínimos. Infrações repetidas podem resultar na suspensão das atividades da escola de samba ou da organização promotora do evento por até 36 meses.

A fiscalização ficaria a cargo de prefeituras, governos estaduais, secretarias responsáveis pela cultura e por eventos públicos, além do Ministério Público. O texto também prevê a criação de canais para o recebimento de denúncias anônimas.

O projeto tramita em caráter conclusivo nas comissões de Cultura e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para entrar em vigor, a proposta ainda precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.

Justiça rejeita ação de ex-pastor da Universal que pedia vínculo trabalhista e indenização

Prédio do Tribunal Superior do Trabalho, em Brasília. (Foto: Reprodução/TST)
Prédio do Tribunal Superior do Trabalho, em Brasília. (Foto: Reprodução/TST)

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) negou o pedido de um ex-pastor da Igreja Universal do Reino de Deus, em Mato Grosso do Sul, que buscava o reconhecimento de vínculo empregatício e indenização por danos morais após mais de uma década de atuação na denominação, entre 2011 e 2024.

Na ação, o ex-pastor alegou que exercia funções típicas de empregado, com excesso de atividades, metas internas, ausência de férias e trabalho até no único dia de folga. Segundo ele, os valores recebidos mensalmente variavam entre R$ 3,2 mil e R$ 5,5 mil. O autor também afirmou ter sido submetido a uma vasectomia de forma compulsória como condição para permanecer no ministério pastoral.

O caso foi analisado pela Justiça do Trabalho, que concluiu não estarem presentes os requisitos necessários para o reconhecimento do vínculo de emprego previstos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), como subordinação jurídica, onerosidade e habitualidade. O entendimento foi reforçado por depoimentos de testemunhas, que relataram que a igreja fornecia moradia ao pastor e que os valores recebidos tinham como finalidade o custeio das despesas familiares, caracterizando a atividade como vocacional e religiosa.

De acordo com os autos, o ex-pastor atuou em igrejas localizadas nos municípios de Bataguassu, Campo Grande, Pedro Gomes e Cassilândia, em Mato Grosso do Sul, além de períodos de atuação em cidades do Equador, Colômbia e Venezuela. Ao retornar ao Brasil, foi designado para Bom Jesus, no Rio Grande do Norte, onde acabou sendo desligado da instituição.

Sobre a alegação de vasectomia forçada, a Justiça reconheceu que houve a realização do procedimento, mas entendeu que não foram apresentadas provas suficientes de que a cirurgia tenha sido imposta pela igreja. O relator destacou que não ficou demonstrado qualquer tipo de coação institucional relacionada à decisão médica.

A decisão também considerou que as metas de arrecadação citadas no processo estavam relacionadas a contribuições voluntárias dos fiéis, destinadas à manutenção da igreja e a ações sociais, sem comprovação de finalidade comercial ou aplicação de punições em caso de descumprimento de regras internas.

Com isso, o TST manteve o entendimento das instâncias anteriores e rejeitou, de forma definitiva, tanto o pedido de reconhecimento do vínculo empregatício quanto a solicitação de indenização por danos morais.

Casos semelhantes tiveram desfechos diferentes

Embora o pedido tenha sido negado neste caso, a Justiça do Trabalho já adotou entendimentos distintos em situações semelhantes. Em novembro do ano passado, uma igreja evangélica de Belo Horizonte (MG) foi condenada a pagar R$ 95 mil por danos morais a um ex-pastor que alegou ter sido coagido a realizar vasectomia para permanecer no cargo. Na ocasião, a Justiça reconheceu o vínculo empregatício e garantiu o pagamento de verbas rescisórias.

Já em março de 2025, a Igreja Universal do Reino de Deus foi condenada, no Ceará, a indenizar em R$ 100 mil um pastor que afirmou ter sido forçado a realizar o mesmo procedimento. Testemunhas ouvidas no processo relataram que ao menos 30 pastores teriam sido submetidos à cirurgia em uma clínica clandestina. A decisão da 11ª Vara do Trabalho de Fortaleza foi confirmada pelo Tribunal Regional do Trabalho do Ceará (TRT-CE).

Lagoinha afasta Fabiano Zettel das atividades ministeriais após prisão em operação da Polícia Federal

Fabiano Zettel foi afastado das atividades pastorais após prisão pela PF (Foto: Reprodução/YouTube Lagoinha Belvedere)
Fabiano Zettel foi afastado das atividades pastorais após prisão pela PF (Foto: Reprodução/YouTube Lagoinha Belvedere)

A Igreja Batista da Lagoinha informou, nesta quinta-feira (15), que afastou Fabiano Zettel de qualquer atividade ministerial após a divulgação de informações relacionadas à sua prisão no âmbito da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal. O comunicado (íntegra no final da matéria) foi publicado para esclarecer a posição da instituição diante das repercussões do caso.

Segundo a nota oficial, o afastamento ocorreu de forma imediata assim que surgiram as primeiras notícias sobre a operação, com o objetivo de permitir a apuração adequada dos fatos. A igreja ressaltou que Zettel já não exercia funções ministeriais desde novembro de 2025.

“A respeito da prisão de Fabiano Zettel, esclarecemos que, tão logo surgiram as primeiras informações relacionadas à operação, com o objetivo de que os fatos fossem devidamente apurados, ele foi afastado de qualquer atividade de natureza ministerial que exercia na Igreja Batista da Lagoinha Belvedere”, diz o comunicado.

Fabiano Zettel, empresário e cunhado do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, foi alvo da segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master por meio de fundos de investimento. Ele chegou a ser detido na quarta-feira (14) quando se preparava para deixar o Brasil em um jato particular com destino a Dubai, mas foi liberado horas depois.

No posicionamento divulgado, a Igreja Batista da Lagoinha também negou qualquer vínculo institucional com as investigações em curso, rebatendo associações feitas entre a denominação, a operação da Polícia Federal e a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.

A instituição afirmou que não exerce controle sobre a vida pessoal ou profissional de indivíduos que frequentam seus cultos ou atividades, destacando que a participação em uma igreja não configura relação jurídica, administrativa ou representativa.

“A Igreja Batista da Lagoinha não possui controle sobre a vida pessoal, profissional ou sobre atos individuais de pessoas que, eventualmente, frequentem seus cultos ou atividades”, afirmou a nota.

O comunicado não menciona o pastor André Valadão, uma das principais lideranças da Lagoinha, citado anteriormente pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF) em declarações relacionadas à CPMI do INSS.

Ao final, a igreja afirmou que tem sido alvo de “disseminação de informações inverídicas” e declarou que adotará medidas judiciais cabíveis para preservar sua reputação institucional.

Segundo o texto, poderão ser ajuizadas ações por denunciação caluniosa, falsa comunicação de crime e outras providências legais necessárias para resguardar “sua honra, sua história e sua missão”.

A nota conclui reafirmando o compromisso da Igreja Batista da Lagoinha com a legalidade, a ética e os princípios cristãos que, segundo a instituição, norteiam sua atuação ao longo de sua trajetória.

Leia a íntegra da nota oficial abaixo:

NOTA OFICIAL

A Igreja Batista da Lagoinha vem a público esclarecer informações que vêm sendo indevidamente associadas ao seu nome em relação à Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga supostas irregularidades no Banco Master, e à CPMI do INSS.

A respeito da prisão de Fabiano Zettel, esclarecemos que, tão logo surgiram as primeiras informações relacionadas à operação, com o objetivo de que os fatos fossem devidamente apurados, ele foi afastado de qualquer atividade de natureza ministerial que exercia na Igreja Batista da Lagoinha Belvedere. Informamos ainda que, oficialmente, desde novembro de 2025, Fabiano Zettel não exerce qualquer papel de pastoreio na instituição, não mantendo função ministerial, liderança institucional ou qualquer vínculo de representação com a igreja.

Ressaltamos que não há qualquer indício, evidência ou comprovação de que a Igreja Batista da Lagoinha tenha sido utilizada, direta ou indiretamente, em qualquer esquema ou prática irregular, esteja ela relacionada à CPMI do INSS ou à Operação Compliance Zero. As tentativas de associar a instituição a acusações com os fatos relacionados são falsas e desprovidas de qualquer base factual ou jurídica. As imputações feitas à instituição são inexistentes e não correspondem à realidade, comprovação disso é a ausência de provas ou indícios que justifiquem a associação apontada.

Como toda instituição religiosa, a Igreja Batista da Lagoinha – que conta com mais de 600 igrejas espalhadas pelo mundo – não possui controle sobre a vida pessoal, profissional ou sobre atos individuais de pessoas que, eventualmente, frequentem seus cultos ou atividades, uma vez que a participação em uma igreja não configura vínculo jurídico, administrativo ou representativo.

Diante da gravidade das acusações e da disseminação de informações inverídicas, a Igreja Batista da Lagoinha informa que adotará todas as medidas jurídicas cabíveis, incluindo ações por denunciação caluniosa, falsa comunicação de crime, bem como outras providências legais que se fizerem necessárias, a fim de resguardar sua honra, sua história e sua missão.

A Igreja Batista da Lagoinha reafirma seu compromisso com a verdade, com a legalidade e com os princípios éticos e cristãos que norteiam sua atuação ao longo de sua trajetória e acompanha com serenidade a apuração dos fatos, permanecendo à disposição para colaborar com os órgãos oficiais competentes, prestando todos os esclarecimentos e informações que se fizerem necessários.

Lagoinha Global

15 de janeiro de 2026.

Folha Gospel com informações de O tempo, UOL, Fuxico Gospel e Lagoinha Global

Cristãos descrevem medo e isolamento à medida que a agitação se intensifica no Irã

Bandeira do Irã em destaque durante protestos (Foto: Folha Gospel/Canva IA)
Bandeira do Irã em destaque durante protestos (Foto: Folha Gospel/Canva IA)

À medida que os protestos se intensificam em todo o Irã em meio ao colapso econômico e à crescente agitação política, os cristãos dentro do país enfrentam um medo, isolamento e incerteza cada vez maiores, de acordo com testemunhos compartilhados com o Christian Daily International por um ministério que trabalha com refugiados cristãos iranianos. As pessoas falaram anonimamente por motivos de segurança, citando cortes generalizados na internet, relatos de assassinatos e prisões e uma ansiedade crescente sobre a vulnerabilidade das minorias religiosas.

Vários iranianos ligados ao ministério disseram que perderam contato com parentes e amigos por dias, pois as autoridades cortaram o acesso à internet e ao telefone em todo o país. Outros relataram ter ouvido falar de mortes entre conhecidos, enquanto os protestos contra as condições de vida e as queixas de longa data contra a República Islâmica continuam.

Os nomes abaixo serão mantidos no anonimato por questões de segurança.

“Devido à situação recente no Irã e à intensificação dos protestos, as condições de segurança e emocionais para nós e nossa família se tornaram extremamente difíceis”, disse um cristão iraniano identificado como irmão S. “Durante esse período, vários de nossos amigos e conhecidos infelizmente perderam a vida.”

Os depoimentos estão alinhados com reportagens internacionais que descrevem manifestações generalizadas, restrições severas às comunicações e uma resposta cada vez mais contundente das forças de segurança iranianas. Embora o governo iraniano tenha minimizado a escala dos distúrbios, grupos de direitos humanos e a mídia estrangeira relataram prisões em massa e um número significativo de vítimas, números que continuam difíceis de verificar de forma independente devido ao acesso limitado.

Outro cristão iraniano, o irmão R, descreveu protestos motivados pelo desespero econômico, bem como demandas mais amplas por mudanças políticas. Ele citou o aumento vertiginoso dos preços, a escassez de serviços básicos e a profunda frustração com o que descreveu como injustiça sistêmica.

“As pessoas não têm eletricidade, gás e água”, disse ele. “Algumas cidades estão cobertas de neve, com tempestades e muito frio. Infelizmente, a internet e o telefone estão fora de serviço e não temos acesso ao interior do Irã. Além disso, a situação do povo cristão no Irã não é boa.”

Outros enfatizaram o impacto emocional do isolamento. O irmão M disse que o bloqueio das comunicações deixou as famílias “no escuro”, à medida que as pressões econômicas e psicológicas aumentam. “Quase todas as famílias, incluindo a minha, estão sofrendo dificuldades econômicas, emocionais e humanitárias sem precedentes”, disse ele, acrescentando que muitos se sentem impotentes para ajudar parentes dentro do país.

A perda de contato tem sido particularmente angustiante para os cristãos iranianos que vivem no exterior. O irmão A disse que não conseguia entrar em contato com seus familiares há quatro dias. “Sem telefone, sem internet, sem nada”, disse ele. “Não sabemos o que está acontecendo no Irã, nem sobre nossa família.”

A crise econômica cada vez mais profunda do Irã agravou a agitação, disseram várias fontes. A forte desvalorização do rial iraniano no último ano reduziu o poder de compra e deixou muitas famílias lutando para comprar itens essenciais, como alimentos, medicamentos e cuidados médicos. Empresas fecharam, meios de subsistência foram interrompidos e a pobreza piorou, disseram eles.

“As mesas da classe pobre da sociedade ficaram vazias”, disse o irmão A. “As famílias não têm condições de comprar carne ou mesmo leite para seus filhos pequenos.”

Além das queixas econômicas, as demandas dos manifestantes refletem uma oposição mais ampla ao sistema governamental do Irã, de acordo com aqueles que conversaram com o ministério. Embora as manifestações atuais tenham sido provocadas em parte por pressões econômicas, vários as descreveram como parte de um movimento de longa data que busca mudanças políticas fundamentais.

“A questão principal vai além dos problemas econômicos”, disse o irmão A. “O povo quer mudar este governo opressivo e eliminar a opressão da República Islâmica.”

À medida que a agitação continua, crescem as preocupações com a resposta do governo. Vários iranianos disseram que os confrontos parecem ter se intensificado após o bloqueio das comunicações, embora os detalhes continuem difíceis de confirmar.

“De acordo com as poucas notícias que ouvimos, mais de mil pessoas foram mortas e milhares foram presas”, disse o irmão A, acrescentando que as forças de segurança estariam usando armas pesadas contra os manifestantes. O Christian Daily International não tem como verificar de forma independente os números de vítimas.

Um pastor ligado ao ministério, identificado como Pastor A, disse que o bloqueio quase total das comunicações deixou as igrejas e os crentes incapazes de avaliar as condições dentro do país.

“Estamos muito preocupados e não temos ideia do que está acontecendo dentro do Irã”, disse ele. “A única forma que temos de nos comunicar é através da televisão e de sites de notícias estrangeiros, que também têm muito pouca informação.”

Embora ainda não esteja claro como a atual agitação afetará a igreja clandestina do Irã a longo prazo, o pastor disse que os cristãos já enfrentam severa perseguição, com muitos fiéis presos sob as leis existentes que restringem a atividade religiosa.

“O que está acontecendo agora é que os cristãos estão sendo severamente perseguidos e muitos deles estão atualmente na prisão”, disse ele. “Na situação atual, a igreja está orando e esperando, e também está expressando seus protestos legalmente e em solidariedade ao povo do Irã.”

Um líder cristão que trabalha em estreita colaboração com refugiados iranianos alertou que os mecanismos legais usados pelo Estado iraniano podem colocar ainda mais em risco as minorias durante períodos de agitação. Ele apontou para o uso de moharebeh — uma acusação frequentemente traduzida como “travar guerra contra Deus” — que está incorporada no Código Penal Islâmico do Irã e acarreta punições que vão desde a execução até o exílio.

Embora tenha suas raízes na jurisprudência islâmica, o moharebeh tem funcionado na prática como uma ferramenta legal para criminalizar atos considerados ameaças à ordem pública ou à estabilidade do regime, disse o líder. Durante movimentos de protesto anteriores, indivíduos foram executados sob tais acusações por ações como bloquear estradas ou entrar em confronto com as forças de segurança.

Ele disse que os cristãos, que muitas vezes são retratados por elementos linha-dura como alinhados com as potências ocidentais, correm o risco de se tornar bodes expiatórios durante períodos de crise nacional. Relatos de prisões de cristãos no início de janeiro aumentaram essas preocupações, acrescentou ele.

Estima-se que a população cristã do Irã varie de várias centenas de milhares a mais de um milhão em um país com cerca de 93 milhões de habitantes, incluindo comunidades históricas armênias e assírias, bem como um número crescente de convertidos do islamismo, que enfrentam o maior risco de perseguição.

Apesar da incerteza, aqueles ligados ao ministério enfatizaram a oração e a solidariedade. “Sabemos que Deus está no controle”, disse o irmão A. “Estamos em oração pelo povo do nosso país.”

O pastor A ecoou esse sentimento, agradecendo à comunidade internacional por prestar atenção. “Sou grato por não termos sido esquecidos”, disse ele. “Poder falar sobre a situação no Irã e os cristãos no Irã nos ajuda a permanecer conectados com o mundo.”

O Irã ficou em 10º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2026, da Portas Abertas, que mostra os piores países para se cristão.

Folha Gospel com informações de Christian Daily

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