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Igrejas pedem fim das hostilidades no Oriente Médio

Líderes cristãos dos EUA pediram ao presidente George Walker Bush uma saída diplomática que ponha fim à crise no Oriente Médio, depois de advertirem que, se a crise do Hezbollah e Israel prosseguir e converter-se numa guerra regional, “pode-se perder toda a esperança numa solução que resulte em paz e segurança para Israel e para o futuro Estado palestino e para ambos os povos”.

Os religiosos declararam concordância com os bispos e patriarcas de Jerusalém, que consideraram “desproporcional” a resposta de Israel contra o povo palestino pela morte de civis, prisão de suas autoridades, destruição de pontes e infra-estrutura básica para a sobrevivência dessa comunidade.

“Apelamos para que você faça todo o possível para acalmar a situação e restaurar a esperança, com uma solução diplomática ao conflito”, disseram os líderes religiosos em carta remitida ao presidente Bush, na quinta-feira, 20 de julho.

Os líderes cristãos estadunidenses condenaram a captura do soldado israelense Gilad Shalit por militantes palestinos e pediram que o Hamas o liberte o quanto antes. Eles advertiram que o aumento da violência é alarmante, e pediram a Bush: “É urgente que você peça a todas as partes que evitem o uso da força e que, em troca, confiem num processo diplomático”.

O documento foi assinado por mais de 20 igrejas e organizações cristãs dos Estados Unidos, entre elas o Conselho Nacional de Igrejas de Cristo, o Comitê Central Menonita, a Igreja Reformada na América, a Igreja Episcopal, a Igreja Evangélica Luterana, o Conselho de Bispos Metodistas, entre outras.

Os líderes religiosos consideram urgente que os Estados Unidos intervenham ante as autoridades israelenses e palestinas, contando com a colaboração do Egito, “para conseguir uma solução diplomática que não piore e agonie a situação do povo palestino”. Eles destacaram a gravidade da situação na Faixa de Gaza, onde, assinalaram, as igrejas tratam desesperadamente de providenciar ajuda para muçulmanos e cristãos.

ONU anuncia ajuda ao Líbano e pede atendimento a doentes

O Programa Mundial de Alimentos (PMA) anunciou ontem uma operação de emergência em grande escala em favor de 300 mil libaneses, enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu que se garanta o acesso de feridos e doentes crônicos ao atendimento médico.

O valor da ajuda em alimentos anunciada pelo PMA chega aos US$ 8,9 milhões, enquanto a OMS requer cerca de US$ 32 milhões para atender às necessidades de cerca de 800 mil libaneses afetados pelos combates entre Israel e a milícia xiita Hisbolá.

A operação do PMA foi implementada imediatamente após a chegada, neste domingo, de 25 toneladas de biscoitos altamente energéticos, que já estão sendo distribuídas entre os deslocados, grande parte dos quais são crianças.

A organização afirma que este é o primeiro passo de uma operação humanitária muito mais ampla, que se prolongará por pelo menos três meses, e que representará a repartição mensal de 12 mil toneladas de alimentos e de outros artigos de primeira necessidade.

O coordenador de operações de emergência do PMA, Amre Daoudi, indicou que este organismo assumirá a coordenação logística de toda a ajuda que a ONU proporcionará no Líbano, para o que requer ter pronto, “o mais rápido possível”, um sistema integral de transporte, armazenamento e comunicações.

Como parte de seu plano de prioridades, a agência da ONU distribuirá inicialmente alimentos entre os 95 mil deslocados em escolas e edifícios públicos em Beirute, e 165 mil pessoas que vivem nas zonas mais afetadas pelos bombardeios, ao sul do Líbano.

O PMA atenderá paralelamente e com caráter de urgência a 50 mil dos 140 mil libaneses que, segundo estimativas, conseguiram atravessar a fronteira com a Síria, e agora estão refugiados no país.

Já a OMS assinalou em comunicado de imprensa que o conflito no Líbano já deixou mais de 1.200 feridos, e causou a morte de 346 pessoas.

“Os feridos precisam de acesso a hospitais seguros, que funcionem e que estejam equipados, enquanto os deslocados requerem água potável, saneamento, imunização e outros serviços”, indicou a agência das Nações Unidas.

Além disso, afirmou que as pessoas que sofrem de doenças crônicas, como diabetes ou doenças cardiovasculares, devem ter acesso aos remédios, sem os quais correm o risco de morrer.

Fonte: ALC e EFE

Instituições religiosas acolhem refugiados no Líbano

A continuação do conflito no Médio Oriente, que já provocou centenas de mortos e pelo menos meio milhão de deslocados, está gerando uma verdadeira crise humanitária e dificultando, cada vez mais, a assistência às populações atingidas.

Neste cenário, muitas instituições religiosas funcionam como um refúgio para quem já perdeu tudo.

O Pe. Elias Aghaei, superior dos Paulistas no Líbano, refere à agência Fides, do Vaticano, que “há destruição por todo o lado”, assinalando que cerca de 4 mil refugiados do sul do país chegaram à área de Harissa, onde se localiza a casa dos religiosos. “Estamos tentando dar-lhes assistência, mas não temos tudo o que é preciso, em especial os medicamentos”, avança, pedindo um cessar-fogo imediato.

Outro religioso, Georges Absi, confirma que muitas casas de institutos de Vida Consagrada estão transformadas em centros de refugiados, mas adverte que “as condições são muito difíceis”.

Dezenas de milhares de habitantes do sul do Líbano optaram por refugiar-se em bairros majoritariamente cristãos. Nas aldeias cristãs do sul, os conventos e mosteiros continuam a abrir as suas portas para acolher os que escapam dos bombardeamentos israelitas.

O Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (Acnur) expressou ontem sua preocupação com as “precárias condições” dos libaneses que fogem para abrigos nas montanhas. Num comunicado divulgado em Genebra, o ACNUR indica que o principal problema é como fazer chegar material de primeira necessidade aos deslocados libaneses nas montanhas.

A casa Salesiana “Dom Bosco”, de El Houssoun, na região montanhosa, acolhe neste momento mais de 200 pessoas. Segundo a ANS (Agência de Notícias Salesiana), o Voluntariado Internacional para o Desenvolvimento e o “Don Euro Bosco Network” (DBN) mobilizaram-se para uma arrecadação de fundos, tendo já enviado os primeiros 20.000 Euros.

“São muitas as crianças e as mulheres (algumas idosas, duas em estado de gravidez adiantada e dois homens cardiopáticos). Muitas dessas pessoas estão em estado de choque pelo terror daquilo que acabaram de viver”, declarou o Pe. Dany El Hayek, encarregado da casa de El Houssoun.

“Estamos prontos para erguer uma campo de refugiados com mais de 200 barracas, no terreno disponível em redor da nossa casa”, informam os Salesianos.

Bento XVI tem sido questionado pelos jornalistas, nestes dias, a respeito das comunidades cristãs da Terra Santa e assegura que o contato com as mesmas é “constante”. Este sábado, a Santa Sé divulgou um comunicado em que anunciava o envio de ajuda às populações locais, através do Conselho Pontifício “Cor Unum” – órgão executivo do Papa quando ele empreende iniciativas humanitárias especiais.

A primeira ajuda destina-se ao acolhimento dos milhares de deslocados e dirige-se à Cáritas Líbano, à Custódia da Terra Santa e outras organizações presentes no terreno.

Fonte: Agência Ecclesia

UE concorda com financiamento para pesquisas com células-tronco

A União Européia (UE) concordou, nesta segunda-feira, permitir o uso limitado de fundos do bloco de países em pesquisas envolvendo células-tronco de embriões humanos, contanto que não acarretem a destruição deles.

A concordância aconteceu dias depois do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, ter vetado uma expansão de tais pesquisas no país, medida que agradou religiosos e ativistas contrários ao aborto.

O acordo abriu caminho para a adoção do programa científico de sete anos de duração do bloco europeu, no valor estimado de 69,40 bilhões de dólares. O programa pretende diminuir a diferença de pesquisa em relação aos Estados Unidos e estimular o crescimento econômico na região.

Extrair células-tronco de embriões humanos leva à destruição deles — um passo que igrejas e ativistas de ética dizem ser o mesmo que assassinato.

Mas ministros europeus concordaram, após horas de disputas, que a UE pode financiar pesquisas relativas a “passos posteriores” envolvendo células-tronco descartadas por clínicas de fertilidade.

Células-tronco podem transformar-se em qualquer outro tipo de célula do organismo, e podem ser retiradas de embriões ou de adultos para o desenvolvimento de drogas ou para recuperar regiões do corpo. Cientistas dizem que as pesquisas são necessárias para lidar com doenças como diabete, Alzheimer e Parkinson.

Empresas de biotecnologia comemoraram a decisão. “Estamos contentes de que não há proibições e que haverá acesso para se tentar outras vias de pesquisa diferentes para tratamentos”, disse uma porta-voz da Europabio, que represente companhias de biotecnologia européias.

“Realmente nada mudou em relação ao acerto anterior e é preciso lembrar que apenas 0,04 por cento dos recursos foram usados nesse tipo de pesquisa”, disse o ministro irlandês de Empreendimentos, Michael Martin.

O Parlamento Europeu ainda precisa aprovar a decisão desta segunda-feira, mas especialistas do setor na região não esperam problemas.

Fonte: Reuters

Sacerdote prega e ouve confissões nas praias italianas

O sacerdote italiano Vito Cantó, de 33 anos, acompanhado por membros do movimento “Os salva-vidas de Jesus” percorre as praias italianas durante o verão pregando o Evangelho e ouvindo a confissão dos banhistas.

Segundo a edição de ontem do jornal “La Repubblica”, Cantó e o grupo percorrem o litoral de Pescara, no sul da Itália, para levar a “palavra de Deus” aos que passam suas férias na praia.

Vestindo uma camiseta vermelha com o lema “Salva-vidas de Jesus” e o desenho de um salva-vidas, os voluntários distribuem folhetos com a frase “Há um coração que reza por ti, na noite”.

Uma cruz de madeira com a inscrição “Jesus, nosso salvador” e uma pequena barca com um altar para a eucaristia são o sinal de que o sacerdote e seu grupo chegaram a uma praia.

A resposta dos turistas é variada e vai dos que decidem confessar seus pecados e receber a absolvição até os que perguntam se é uma piada, riem ou não levam o sacerdote a sério, disse Cantó.

Fonte: EFE

Por medidas sanitárias, padres mudam entrega de hóstias

Devido a medidas sanitária para evitar contágio da tuberculose e outras doenças como a hepatite, os padres de Campo Grande foram orientados a entregar a hóstia nas mãos dos católicos e não colocar diretamente na boca.

De acordo com o padre Adailton Miorim, a orientação foi repassada pela Arquidiocese de Campo Grande, que também pediu para que os padres falassem sobre procedimentos a serem adotados, caso haja suspeita da doença.

Apesar dos procedimentos adotados pela Igreja Católica na Capital, onde há 26 paróquias, a Sesau (Secretaria Municipal da Saúde) informou que não há nenhum alerta generalizado referente a doença, que está sob controle na Capital e em Mato Grosso do Sul, onde neste ano já foram registrados 392 casos, contra 945 de 2005, conforme dados da SES (Secretaria de Estado de Saúde).

Em Campo Grande, no primeiro semestre deste ano foram registrados 142 casos de tuberculose, sendo que oito pessoas morreram. No ano passado, foram 11 óbitos e 189 casos da doença, transmitida por bactérias que podem passar para outra pessoa através da saliva, espirro, tosse. Situação comum nesta época do ano, devido a baixa umidade do ar, que na semana passada chegou a 15%, a mais baixa do ano.

Fonte: Campo Grande News

Deus é o vilão em dois lançamentos nos quadrinhos

Nada de Lex Luthor, Coringa ou Doutor Silvana. O vilão de dois álbuns de histórias em quadrinhos lançados pela editora Devir é Deus, o próprio. Com os poderes da onipotência, onipresença e onisciência, o Todo-Poderoso enfrenta uma espécie versão barra-pesada e politizada da Liga da Justiça em “The Authority-Sob Nova Direção” (182 págs.) e um pastor renegado em “Preacher-A caminho do Texas” (200 págs.).

Em “The Authority”, Deus surge num contexto de ficção científica, como um gigantesco alienígena em formato de pirâmide responsável pela criação do Sistema Solar. Já nas histórias de “Preacher”, o vilão é mesmo o Deus cristão tradicional.

Super-heróis diferentes

Criado em 1999 pela dupla britânica Warren Ellis e Bryan Hitch para a editora Wildstorm, “The Authority” causou sensação ao mostrar uma história de super-heróis que carregava nas tintas da violência e da política.

Cínicos e brutais, os sete super-heróis do grupo Authority seguem uma cartilha bem diferente da correção política dos seus colegas de “Liga da Justiça”, “X-Men” e cia. Além de praguejar, usar drogas e fazer sexo, os protagonistas não se limitam a enfrentar cientistas loucos ou ETs assassinos. Os heróis preferem combater vilões muito mais próximos, como ditadores do Sudeste Asiático ou o governo norte-americano. Em vez de proteger a Terra, eles querem modificá-la.

A revista também causou polêmica ao trazer o primeiro casal assumido de super-heróis gays: Apolo e Meia-Noite, espécie de versão cor-de-rosa de Super-Homem e Batman. Outro personagem, o Doutor, é um mago que usa as drogas para entrar em contato com os espíritos de xamãs, que incluem Einstein, Buda e Cristo.

O Authority joga pesado. Numa queda-de-braço com o governo americano, ameaça “pôr no ar a agenda de telefones de todas as prostitutas de Washington”. Quando Apolo é violentado por um vilão, Meia-Noite se vinga sodomizando o maníaco sexual com uma britadeira.

“Sob Nova Direção” é o segundo volume encadernado com as histórias da grupo lançado pela Devir, e reúne os números 9 a 16 da edição americana. O primeiro arco de histórias do álbum, “Trevas Cósmicas”, foi o último feito pela dupla original Ellis e Millar. Além da violência e do humor, os roteiros de Ellis enfatizam conceitos bizarros de “science fiction” –como balsas espaciais vivas e universos-bebês enjaulados– e as batalhas épicas, perfeitas para o traço realista e grandioso de Hitch, que adora fazer artes majestosas em quadros de página inteira.

No arco de despedida dos seus criadores, o Authority enfrenta uma antiga criatura alienígena que é “a coisa mais próxima do conceito de Deus que este universo já viu”. Bilhões de anos atrás, explica o Doutor, Deus criou a Terra como seu retiro de férias, mas descobriu, ao voltar de um passeio pelo Universo, que o planetinha agora estava coberto pela humanidade, “essa irritante infecção de seis bilhões de organismos”. Para livrar a Terra de ser desinfetada, o Authority precisa “achar um jeito de matar Deus”, invadindo as próprias entranhas da divindade.

Em busca de Deus

Observados por garçonetes melancólicas e pelos vidros sujos com catchup de um café perdido no interior dos Estados Unidos, três pessoas conversam. Não vemos direito seus rostos, mas percebemos que estão falando de Deus e sobre como encontrá-lo. Uma mulher diz: “Pelo que eu sei, tem dois locais perfeitos para se procurar Deus: na igreja ou no fundo de uma garrafa”. O homem diante dela responde: “Então, talvez eu deva procurar uma loja de bebidas… pois uma coisa eu digo: numa igreja é que Ele não está” –no final da frase, um close, e percebemos que a fala vem de um pastor.

O pastor é Jesse Custer, e a seqüência é a primeira página de “Precher”, uma saga fechada –com começo, meio e fim, algo incomum nos quadrinhos americanos– de 75 números que conta a história da busca de Custer em sua busca por Deus. Literalmente.

Após se fundir a uma criatura super-poderosa, nascida do cruzamento entre um anjo e um demônio, o pastor Custer confronta os paus-mandados do Paraíso a respeito do Criador e descobre que Ele desistiu. Deus abandonou sua criação e se escondeu em algum lugar dos Estados Unidos.

A partir daí, a história segue em clima de “road movie”, quando Custer passa a percorrer os EUA atrás do Todo-Poderoso. “Eu estou à procura de Deus porque concluí que ele abandonou sua criação. (…) Quero confrontá-lo e ouvir o que tem a dizer sobre essa acusação”, afirma Custer.

Na sua busca, Custer é acompanhada pela namorada, Tulip, pelo amigo Cassidy –um vampiro irlandês que prefere beber cerveja a sangue– e pelo fantasma de John Wayne, que atua como uma espécie de conselheiro de Custer.

A peregrinação de Custer freqüentemente mostra a América pelo que ela tem de mais estúpido. Ennis não poupa ninguém. A cultura teen é representada pelo adolescente grunge que atira no próprio rosto para imitar o gesto de Kurt Cobain, mas sobrevive com um buraco em forma de ânus no rosto, tornando-se o Cara-de-Cu (Arseface); descoberto pela MTV, vira um astro pop. O Sul do país aparece com seus caipiras que transam com galinhas e se casam com as irmãs, e Nova York, com seus psicopatas que guardam cadáveres na geladeira e policiais durões homofóbicos que secretamente curtem orgias gays sadomasô.

Tudo passando pelo traço do britânico Steve Dillon, que se revelou o parceira ideal para o textos de Ennis, seja pela sua habilidade em retratar expressões e fisionomias–imprescindível para um autor que se destaca pelos diálogos irônicos e afiados, à la Quentin Tarantino–, seja por seu talento natural para desenhar pessoas deformadas e mandíbulas arrancadas.

Cinema

Desde que foi lançado, “Preacher” despertou interesse para adaptações cinematográficas. O ator James Marsden (o herói mauricinho Ciclope, da trilogia “X-Men”) tentou emplacar na HBO um projeto para encarnar Jesse Custer em um filme ou numa série de TV, mas a idéia nunca saiu do gibi. Não deve ser fácil convencer os produtores a adaptar uma história que mostra Deus como o maior dos vilões.

Fonte: Folha Online

Pastor acusa deputado envolvido na máfia das ambulâncias

Segundo o pastor, Agnaldo Muniz alardeou ter destinado, via emendas do Orçamento da União, R$ 100 mil para uma instituição chamada Associação Betel de Evangelismo e Missões, mas o dinheiro nunca chegou.

O site rondonoticias, de propriedade do radialista Arimar Souza de Sá, que é candidato a deputado estadual, levantou neste domingo mais uma suspeita sobre o deputado federal evangélico Agnaldo Muniz (PP), que foi apontado pela revista Veja como estando envolvido com a máfia das ambulâncias.

Segundo o site de Arimar, um certo pastor Floriano, da Assembléia de Deus de Ji-paraná, afirmou que Agnaldo Muniz alardeou ter destinado, via emendas do Orçamento da União, R$ 100 mil para uma instituição chamada Associação Betel de Evangelismo e Missões, mas o dinheiro nunca chegou.

Ainda de acordo com o site, o pastor Floriano lamentou o envolvimento de Agnaldo Muniz no escândalo das sanguessugas.

Agnaldo Muniz, que é evangélico, ligado à Assembléia de Deus, recebeu recentemente o apoio do Conselho de Ministros da igreja para o seu projeto de reeleição.

Neste domingo, o jornal eletrônico www.tudorondonia.com.br tentou manter contato com o deputado Agnaldo Muniz ou sua assessoria, mas não conseguiu.

Assessoria tenta abafar denúncias contra Aguinaldo Muniz

Em vão à assessoria do deputado federal Aguinaldo Muniz (PP) tentou desde sábado abafar as denúncias de que o evangélico está na lista dos que se beneficiou ilicitamente com o esquema das ambulâncias. O Rondonoticias já havia informado no dia 23 de maio que o deputado pepista fazia parte do “esquema” junto com mais alguns parlamentares de Rondônia.

O nome de Aguinaldo estava numa relação como um dos que mais usou o suposto esquema da compra de ambulâncias para repassá-las para muitas prefeituras de Rondônia no biênio 2004/2005.

As ambulâncias que Muniz conseguiu repartir estão listadas nos diversos panfletos publicitários que o deputado mandou imprimir em formato tablóide e repartir por todo o território de Rondônia. Ele teria apresentado emendas para comprar ambulâncias no valor de mais de R$ 300 mil.

No total, foram apresentadas emendas por deputados de Rondônia no valor de R$ 2.252.500,00 (dois milhões duzentos e cinqüenta e dois mil e quinhentos reais) para compra de ambulâncias.

Fonte: Rondonoticias e Tudorondonia

Arquidiocese prepara cartilha orientando voto consciente

O Arcebispo da Paraíba, dom Aldo Pagotto, informou que as dioceses do regional Nordeste 2, que inclui os estados da Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Alagoas, estão preparando uma cartilha para orientar o papel da Igreja nas eleições.

O material defende o voto consciente e proíbe religiosos de fazer campanha para os fiéis.

“Não cabe à Igreja se imiscuir-se em política partidária, usando sermões para induzir os votos dos eleitores. Queremos recuperar a necessidade de uma boa escolha. Há candidatos, há propostas, e podemos ter uma participação mais efetiva, mesmo que não se obtenha um resultado imediato, é uma medida a médio, longo e infinito prazo”, disse.

Dom Aldo explicou que, desde a sua chegada à Paraíba, ficou implícita a posição de que a Igreja e as 20 dioceses do Regional Nordeste 2 são contrários à participação de padres na política partidária. “Queremos tentar auxiliar a formação da mentalidade concidadã, mas nunca indicar votos para algum candidato ou partido”, completou.

No mês de agosto, a Igreja Católica centraliza as suas atividades nas questões vocacionais. Um “Encontrão” será realizado no auditório do colégio Nossa Senhora de Lourdes (Lourdinas) para debater o tema. “Temos todos os meses um encontro de acompanhamento dos sinais vocacionais”, anunciou o arcebispo.

Fonte: WSCOM

Sinodo da Igreja Ortodoxa russa quer diálogo com os católicos

O Santo Sínodo pronunciou-se “pela continuação do diálogo com a Igreja Católica Romana sobre problemas de interesse comum” e expressou satisfação pelos resultados do encontro entre Bento XVI e o Metropolita Kirill.

O Santo Sínodo do Patriarcado de Moscou da Igreja Ortodoxa russa teve lugar no complexo religioso de Serguiev Posad , a 70 km da capital . O respeito pelos direitos humanos, a defesa da dignidade humana e a responsabilidade moral são as “questões cruciais” sobre as quais a Igreja Ortodoxa russa pretende desenvolver o diálogo , nem sempre fácil ,com os católicos.

O Santo Sínodo pronunciou-se “pela continuação do diálogo com a Igreja Católica Romana sobre problemas de interesse comum” e expressou satisfação pelos resultados do encontro de maio, no Vaticano, entre Bento XVI e o Metropolita Kirill, chefe do Departamento para as Relações Exteriores, do Patriarcado ortodoxo de Moscou.

Segundo o Santo Sínodo ortodoxo, é necessário que católicos e ortodoxos se unam “para proteger a instituição familiar e o valor da vida humana”.

Fonte: Pravda.ru

Turquia: Jovens se suicidam para “limpar a imagem da família”

Organizações de defesa das mulheres dizem que há indícios de que um crescente número de garotas consideradas desonradas estão sendo trancadas num quarto durante dias com veneno para rato, um revólver ou uma corda e ouvindo da família que a única coisa que resta para livrá-la da desgraça e promover sua redenção é a morte.

Para Derya, um garota de 17 anos, a ordem para se matar veio de um tio e foi enviada por uma mensagem de texto no telefone celular dela. “Você envergonhou nosso nome”, disse a mensagem. “Mate-se e limpe nossa honra ou nós a mataremos.”

Derya disse que o crime dela foi apaixonar-se por um garoto que conheceu na escola. Ela sabia dos riscos, porque uma tia foi morta por seu avô por estar se encontrando com um rapaz. Mas, depois de ter sido enclausurada e usado véu a maior parte da sua vida, sentiu-se livre pela primeira vez e quis expressar sua independência, disse ela.

Quando a notícia de seu caso amoroso chegou aos ouvidos da família, sua mãe a avisou que o pai a mataria. Mas ela se negou a escutar. Então, chegaram as mensagens ameaçadoras, enviadas por seus irmãos e tios: às vezes 15 avisos por dia. Derya disse que eram o equivalente a uma sentença de morte.

Consumida pela vergonha e temendo por sua vida, ela decidiu realizar os desejos da família. Primeiro, pulou no Rio Tigre, mas sobreviveu. Depois, tentou se enforcar, mas foi salva por um tio. A seguir, cortou os pulsos com uma faca de cozinha.

“Minha família agrediu minha personalidade e me senti como se tivesse cometido o maior pecado do mundo”, disse ela em um abrigo para mulheres, onde está alojada e onde trocou o véu por uma camiseta e calças jeans. Recusou-se a dizer seu sobrenome por medo de que a família ainda esteja no seu encalço.

“Senti que não tinha o direito de desonrar minha família, que não tinha o direito de estar viva. Portanto, decidi respeitar o desejo de minha família e morrer.”

A cada poucas semanas nesta área curda do sudeste da Anatólia, que é pobre, rural e profundamente influenciada pelo islamismo conservador, uma mulher tenta tirar a própria vida. Outras têm sido apedrejadas até a morte, estranguladas, mortas a tiros ou enterradas vivas. Os delitos delas variam de olhar para um rapaz, vestir um saia curta, querer ir ao cinema, ser estuprada por um estranho ou parente ou manter uma relação sexual consensual.

Na esperança de se integrar à União Européia, a Turquia tem aumentado a punição aos chamados “crimes de honra”. Mas a violência continua, mesmo que de formas diferentes – os pais têm tentado poupar os filhos de punições graves por terem matado suas irmãs, obrigando as filhas a tirarem a própria vida.

Organizações de defesa das mulheres dizem que há indícios de que um crescente número de garotas consideradas desonradas estão sendo trancadas num quarto durante dias com veneno para rato, um revólver ou uma corda e ouvindo da família que a única coisa que resta para livrá-la da desgraça e promover sua redenção é a morte.

Batman é uma cidade sombria e poeirenta com 250 mil habitantes, onde a religião está num embate com o secularismo oficial da Turquia. A cidade serviu de cenário para o mais recente romance do escritor turco Orhan Pamuk, Snow (Neve), que fala de uma investigação jornalística sobre uma epidemia de suicídios entre as adolescentes.

Nos últimos seis anos, houve 165 suicídios ou tentativas de suicídio em Batman, 102 deles cometidos por mulheres. Segundo a ONU, 36 mulheres se mataram desde o início deste ano. A organização estima que 5 mil mulheres são mortas anualmente em todo o mundo por parentes que as acusam de trazer a desonra para suas famílias, e a maioria desses assassinatos acontece no Oriente Médio.

Têm ocorrido tantos suicídios que a ONU despachou um enviado especial à região para investigar. O enviado, Yakin Ertuk, concluiu que, embora alguns suicídios tenham sido autênticos, outros parecem ter sido “assassinatos em nome da honra disfarçados de suicídio ou acidente”.

“Os telefonemas continuam chegando”, disse Mehtap Ceylan, membro do esquadrão de prevenção contra suicídio. Ela conta que, muito recentemente, recebeu uma ligação sobre uma garota de 16 anos que cometera suicídio, segundo a família porque eles não a deixavam usar calças jeans. Mas, quando Ceylam visitou a casa, os vizinhos disseram que a menina era uma pessoa feliz e usava jeans havia anos.

“Simplesmente a história não se encaixava”, disse Ceylam. “A família da garota disse que a filha estava tomando o café da manhã, entrou no quarto e encostou um revólver contra a cabeça. Eles estavam agindo como se nada houvesse acontecido.”

Psicólogos daqui dizem que levantes sociais na região abalada pelo terrorismo têm desempenhado um papel nos suicídios.

Muitas das vítimas vêm de famílias de vilarejos rurais que foram deslocadas das montanhas para as cidades por causa da guerra entre o governo turco e o Partido dos Trabalhadores do Curdistão, uma guerrilha curda que quer criar um Estado independente no sudeste da Turquia.

Meninas como Derya, que tinham levado uma vida protegida sob a rigidez moral de suas famílias e do islamismo, de repente se vêem no meio de uma Turquia moderna com namoro pela internet e MTV. Esta mudança pode criar tensões perigosas, às vezes letais, entre suas famílias e os valores seculares da república que as mulheres jovens querem adotar.

A modernidade pode ter um preço muito alto. Quando uma mulher é suspeita de manter relações sexuais fora do casamento, seus parentes do sexo masculino convocam uma conselho de família para decidir sua sentença. Uma vez que a notícia sobre a desonra da família se espalha pela comunidade, normalmente a família determina que somente por meio da morte essa honra pode ser recuperada.

A União Européia já avisou à Turquia que está monitorando de perto os direitos das mulheres e o fracasso em obter progressos nesta questão poderá atrapalhar seu desejo de ingressar no bloco.

Até recentemente, um membro da família da garota caída em desgraça, geralmente um irmão menor de 18 anos, executava a sentença de morte e recebia uma sentença de prisão curta por causa de sua idade. As sentenças também acabavam sendo reduzidas pela justificativa de que um parente o tinha incitado a cometer o assassinato.

Mas nos últimos dois anos, a Turquia reformulou seu código penal, impondo penas de prisão perpétua para os “crimes de honra”, independentemente da idade do assassino. Isso levou algumas famílias a tomarem outras medidas, como pressionar as filhas a cometerem suicídio ou matá-las, disfarçando o assassinato como sendo suicídio.

“As famílias das moças que caíram em desgraça estão escolhendo entre condenar um filho à prisão perpétua encarregando-o de matar sua irmã ou, então, obrigando as filhas a cometerem suicídio”, disse Yilmaz Akinci, que trabalha para um grupo de desenvolvimento rural. “Em vez de perderem dois filhos, a maioria opta pela segunda escolha.”

Numa tentativa de tirar esses “crimes de honra” da sombra, a Ka-Mer, uma organização local de defesa das mulheres, criou uma linha telefônica direta para ser usada pelas mulheres que acham que sua vida está em perigo.

A Ka-Mer encontra abrigo para essas mulheres e as ajuda a entrar com pedido nos tribunais de ordens restritivas contra os parentes que as têm ameaçado.

Ayten Tekay, uma assistente social da Ka-Mer na localidade de Diyarbakir, disse que, das 104 mulheres que telefonaram para a organização este ano, mais da metade era sem instrução e analfabetas. Ela disse, também, que em alguns casos as famílias não queriam matar as mulheres, mas que a pressão social e os constantes mexericos as levaram a fazer isso.

“Temos de tirar esses assassinatos das sombras e ensinar às mulheres seus direitos”, disse ela. “As leis foram mudadas, mas a cultura aqui não se modificará da noite para o dia”, acrescentou.

Derya, revigorada depois do aconselhamento, disse que está determinada a dar prosseguimento a sua vida. “Esta região é religiosa e aqui é impossível ser você mesma se você for uma mulher”, disse ela. “Ou você foge abandonando sua família e muda de cidade ou então se mata.”

Derya disse que a raiz do problema era a desigualdade entre sexos, apesar de o profeta Maomé ter argumentado em favor do fortalecimento das mulheres na sociedade.

“No meu vilarejo e na tribo de meu pai, os rapazes estão no céu, enquanto as garotas são tratadas como se estivessem debaixo da terra”, disse ela. “Enquanto as famílias não confiarem em suas filhas, coisas ruins continuarão a acontecer.”

Fonte: Estadão

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