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Congregação quer converter judeus para caminho de Jesus Cristo

“Judeus para Jesus”, uma congregação de alcance mundial que busca converter judeus para o caminho de Jesus Cristo, lançou este mês em Nova York a campanha evangelizadora mais ambiciosa dos seus 33 anos de história.

Sua missão é convencer os judeus que Jesus pode ser aceito como Messias, já que assim como seus seguidores, também era judeu e ter fé nele não implica mudar de religião, mas se transformar em um “judeu completo”.

Enquanto as campanhas anteriores em Nova York se concentravam em Manhattan, este ano houve uma expansão para os bairros do Brooklyn, Queens, Bronx e Staten Island, assim como os condados nova-iorquinos de Westchester, Bergen, Suffolk e Nassau.

Além das tradicionais estratégias de evangelização via telefone e da distribuição de panfletos nas ruas, neste verão cerca de duzentos voluntários da organização se dividiram em shoppings e organizaram mostras de cinema.

A campanha em Nova York, realizada durante todo o mês de julho, é a última parada de um tour que, durante cinco anos, percorreu 54 cidades do mundo (todas com população judaica superior aos 25 mil habitantes), e que teve um custo de US$ 22 milhões.

A estratégia inclui anúncios publicitários em jornais como “The New York Times” e nas estações e vagões do metrô, cujas paredes estão cobertas de anúncios evangelizadores e onde voluntários distribuem centenas de panfletos diariamente.

As reações são diversas: alguns vêem a congregação como uma curiosidade do verão, enquanto judeus ortodoxos expressam indignação.

No entanto, a grande maioria se mostra indiferente, o que não é uma novidade para um grupo que sempre sofreu resistência em Nova York, reduto da segunda maior comunidade judaica do mundo (perdendo apenas para Israel), e um dos principais destinos turísticos de judeus de todo o mundo.

“Os curiosos querem saber mais sobre o Evangelho, mas também há os que dizem que é impossível ser judeu e cristão ao mesmo tempo.

Mas nós somos exemplos vivos de que isso é possível”, diz Susan Perlman, subdiretora executiva da organização.

Scott Hillman, diretor da organização “Judeus para o Judaísmo”, afirma que um judeu considerar Jesus como Messias é um parodoxo.

“Um judeu que considera Jesus como Messias é como um carnívoro vegetariano”, diz o rabino Joseph Potasnik, vice-presidente Executivo do Conselho de Rabinos de Nova York.

Em um atípico gesto de unidade, estes e outros líderes judeus de Nova York lançaram uma contra-campanha, que inclui a publicação de anúncios em sessenta jornais, com o slogan “Sim ao judaísmo”.

Em declarações públicas, acusaram a “Judeus para Jesus” de serem na verdade fundamentalistas cristãos que usam os símbolos judeus para persuadir e enganar os judeus mais vulneráveis, principalmente adolescentes e idosos.

“Eles falam de suas congregações como sinagogas e de seus líderes espirituais como rabinos. Estão se apropriando dos símbolos do judaísmo”, afirma David Berger, professor de religião do Brooklyn College.

“Eles estão pedindo aos judeus que se transformem em cristãos!”, afirma Michael Miller, vice-presidente executivo do Conselho de Relações Comunitárias Judias de Nova York.

Nos EUA existem cerca de trezentas congregações messiânicas e mais de seiscentas missões cristãs voltadas para converter os judeus, segundo o rabino Tuvia Singer, diretor nacional da Outreach Judaism, uma organização internacional que se opõe aos grupos cristãos e cultos que procuram judeus, especificamente.

Segundo sua opinião, o papel central das missões cristãs e grupos como o “Judeus para Jesus” é “atuar como um filtro e apoio para as igrejas evangélicas ao redor do mundo”.

Fonte: EFE

Papa faz “forte chamado” por cessar-fogo “imediato”

O Papa fez hoje na cidade alpina italiana de Les Combes “um forte chamado” às partes em conflito no Oriente Médio para que os combates cessem “imediatamente” e se permita o envio de ajuda humanitária.

Bento XVI, que pediu que o dia de hoje seja de preces e penitências pelo cessar-fogo entre israelenses e libaneses, defendeu que com a ajuda da comunidade internacional se busquem as “vias para o diálogo”.

“Renovo com força o chamado às partes em conflito pelo cessar-fogo imediato e para que se permita o envio de ajuda humanitária e para que com a ajuda da comunidade internacional se busquem caminhos para o começo das negociações”, disse o Pontífice perante milhares de pessoas reunidas em Les Combes (Vale de Aosta) para a prece do Ângelus.

Bento XVI acrescentou que “aproveitava” a ocasião para “reafirmar o direito dos libaneses à integridade e à soberania de seu país, o direito dos israelenses a viver em paz em seu Estado e o direito dos palestinos a ter uma pátria livre e soberana”, como sempre defendeu o Vaticano.

O Papa disse que se sente “muito próximo” da população civil desarmada, “injustamente golpeada em um conflito do qual só são vítimas”.

A este respeito, o Bispo de Roma fez menção à população da Galiléia, “obrigada a viver nos refúgios”, e “às grandes multidões de libaneses, que mais uma vez vêem destruído seu país e tiveram que abandonar tudo para buscar escapatória em outras partes”.

Bento XVI elevou a Deus uma “dolorida prece” para que as aspirações de paz “da grande maioria” da população possam ser alcançadas o mais rápido possível, “graças ao compromisso das autoridades”.

O Papa fez também um chamado a todas as organizações de caridade para que levem a esses povoados “a expressão concreta da solidariedade”.

Frente ao agravamento da situação no Oriente Médio, o Conselho Pontifício “Cor Unum”, que se encarrega de distribuir a caridade do Papa, já enviou em nome do Pontífice uma primeira ajuda para socorrer os milhares de desabrigados.

Essa ajuda é para iniciar um projeto da Caritas do Líbano, a Custódia da Terra Santa e outros fundações católicas para abastecer esses povoados de colchões, cobertores, lençóis, água potável, alimentos, remédios e produtos higiênicos.

O Conselho Pontifício também abriu uma conta em um banco italiano para recolher fundos para as áreas libanesas afetadas pela ofensiva militar israelense.

Bento XVI lembrou hoje que na quinta-feira passada, “frente ao agravamento” da situação no Oriente Médio, convocou os fiéis, especialmente os das três religiões monoteístas (cristãos, judeus e muçulmanos), para que dediquem o dia de hoje a rezar pela paz na região.

Seu chamado foi divulgado pelas igrejas locais, que hoje organizaram diferentes momentos de preces.

Bento XVI pôs “toda a humanidade” nas mãos de Deus e fez votos para que as rezas de todos os fiéis sirvam para que “os amados povos do Oriente Médio sejam capazes de abandonar o confronto armado e construam com a audácia do diálogo uma paz justa e duradoura”.

O Bispo de Roma expressou nos últimos dias sua satisfação com a abertura de um corredor humanitário no Líbano e acrescentou que após esta medida a seguinte tinha que ser a “trégua imediata”.

O Papa Também afirmou que embora o Vaticano “não entre em política” faz todo o possível pela paz. E nesse contexto inscreve-se a reunião da semana passada no Vaticano entre o deputado Saad Hariri – filho do ex-primeiro-ministro assassinado Rafik Hariri – com o secretário de Estado, o cardeal Angelo Sodano, a quem o libanês pediu ajuda para um cessar-fogo em seu país após os ataques de Israel.

Fonte: EFE

Direita atira excrementos durante missa de apoio a homossexuais

Os participantes de missa em favor dos direitos dos homossexuais na Letônia, celebrada neste sábado numa igreja anglicana em Riga, foram vítimas do lançamento de excrementos por parte de centenas de simpatizantes da extrema-direita, constatou a AFP.

Os opositores ao desfile do orgulho gay que deveria acontecer neste sábado na capital, Riga, mas que foi proibido pela prefeitura, bloquearam cerca de 50 pessoas reunidas na cerimônia religiosa, entre elas uma eurodeputada holandesa.

“Tive o desprazer de ver com meus próprios olhos como as pessoas podem se comportar motivadas pelo ódio e pelo medo”, declarou a eurodeputada Sophie Int’Veld, após deixar a igreja por uma porta anexa.

O desfile do orgulho gay 2006 havia sido proibido quarta-feira pelas autoridades de Riga alegando riscos para a segurança. As organizações de homossexuais entraram com um recurso na justiça mas os tribunais mantiveram a decisão de proibição.

Fonte: AFP

Religião politeísta indígena será incorporada à educação na Bolívia

A religião politeísta dos amautas, os sábios imemoriais da cultura andina, será incorporada ao currículo da escola boliviana junto das outras disciplinas, afirmou o ministro da Educação Félix Patzy, em meio a uma forte polêmica causada pelo assunto com a Igreja Católica.

O projeto visa ao estudo da teologia andina, que reverencia a ‘Pachamama’ (mãe terra), o ‘Tata Inti’ (pai Sol) e outras divindades como os míticos ‘achachilas’, que segundo a crença dos indígenas aimaras e quechuas tutelam a vida dos Andes.

De fato, os moradores desta região sul-americana praticam um sincretismo católico-pagão na maior parte de suas formas culturais desde 1533, quando a colonização espanhola avançou sobre o Novo Mundo, com a catequização como ponta de lança.

Antes de sua chegada, o império inca, que as forças espanholas reduziram a ruínas no século XV, venerava a mãe terra e o pai sol.

O funcionário boliviano, que anunciou seu projeto para uma educação leiga, informou que haverá um processo para adequar as linhas diretrizes do ensino da religião nas escolas.

“Convocaremos todas as Igrejas, os evangélicos, os pentecostais, os mórmons e, certamente, os católicos, mas também estarão os amautas das terras baixas e altas, das 36 culturas que convivem no país para que entre todos partilhem os saberes sobre a religião”, disse Patzy em declarações à imprensa.

Alvo de duras críticas por supostamente atacar a tradição católica no país, Patzy insistiu em que “ninguém vai tirar o (lado) católico” das crenças supremas dos bolivianos.

“Eles (os católicos) têm direito (a ensinar sua doutrina) nas igrejas”, reforçou Patzy.

A iminente reforma na educação boliviana contempla uma mudança no ensino da religião, fundamentado em três pontas: a fé católica, os protestantes e as culturas originárias, segundo este sociólogo indígena.

Fonte: AFP

Pastor denuncia propina para pedir dinheiro no trem

A Organização Não-Governamental (ONG) Restaurando Vidas, na Penha, acusa um grupo de vigilantes da SuperVia de cobrar propina para permitir que integrantes da ONG peçam contribuições nos trens — o que é proibido pela concessionária.

Seis guardas são apontados pela instituição como os envolvidos no esquema que permite a circulação de pedintes nos vagões.

Segundo o coordenador da ONG, Gilberto Reis, para burlar a proibição da empresa, vigias cobram R$ 50 por semana. Nos trens, integrantes do projeto arrecadam dinheiro em latas para manter um abrigo de ex-dependentes químicos e ex-moradores de rua. Pastor da Assembléia de Deus, Reis afirma que, depois de pagar a propina duas vezes, outros guardas passaram a lhe pedir dinheiro.

Os pedidos de propina começaram há um mês. Segundo Reis, os internos da casa já vinham arrecadando dinheiro nas estações nos últimos seis meses, sem qualquer cobrança. Depois de pagar a passagem, as duplas de ex-moradores de rua explicavam as razões do pedido de ajuda e recebiam as doações.

Após os primeiros pedidos de propina, o pastor tentou fazer o registro de ocorrência em quatro delegacias. Segundo Reis, os policiais alegaram que não poderiam registar a denúncia por falta de provas.

— Estávamos sem saída. A maneira de provar a verdade era aceitar e gravar a oferta — afirma Reis.

As conversas por telefone com os pedidos de propina de seis dos guardas da SuperVia foram gravadas em fitas cassete por Reis, criador do Projeto Restaurando Vidas. Nos telefonemas, vigilantes das estações de Madureira, Engenho de Dentro, Bento Ribeiro, Oswaldo Cruz e Japeri negociaram a propina. Segundo Gilberto Reis, o acerto semanal era de R$ 50 para cada um dos dois ramais (Deodoro e Japeri). Integrantes do projeto — quatro por ramal — pediam nos vagões duas vezes por semana, das 8h às 11h, conseguindo ao todo cerca de R$ 240.

Supervia diz que diretor de ONG acoberta corrupção

Reis conta que, com as gravações, retornou às delegacias e não conseguiu fazer o registro. Também procurou a SuperVia para denunciar.

— Já não agüentava mais. Os guardas passaram a ligar para minha casa. Eles também quebraram a lata para retirar as moedas dos internos — conta o pastor.

A SuperVia confirma que Reis esteve na concessionária há 15 dias para apresentar as denúncias. Ele foi recebido por um responsável pela segurança e um advogado da empresa. Os representantes da concessionária disseram que os guardas seriam punidos e afastados. Com medo, o pastor não aceitou apontar os envolvidos no esquema nem sob a condição de que eles seriam demitidos alguns meses depois, de forma que os vigilantes não associassem a punição à denúncia.

Para a concessionária, ao agir assim, Reis está acobertando a corrupção. A SuperVia também alegou que não poderia tomar providências sem identificar os acusados. Segundo a concessionária, há 580 vigilantes nas estações. De acordo com a empresa, nos vagões não são permitidos pedintes nem ambulantes.

— Não vendemos nada. Fazemos uma divulgação sobre o projeto além do uso abusivo do álcool e das drogas. O papel levado pelos internos para o trem é recolhido no fim da explicação — diz um missionário e voluntário da casa.

Localizada na Rua Frei Gaspar, na Penha, a casa de recuperação do Projeto Restaurando Vidas abriga 80 ex-moradores de rua. Segundo Reis, 65 dos internos foram encaminhados pela prefeitura ou por outros órgãos públicos. O abrigo sobrevive das doações de moedas feitas em sinais de trânsito, ônibus e trens. Apesar de não ter convênios com a prefeitura, assistentes sociais do município encaminham internos para o abrigo.

— O dinheiro da arrecadação é usado pelos internos para comprar pasta de dente, desodorante e comida para casa — diz o pastor.

Reis explica que resolveu fazer a denúncia para chamar a atenção das autoridades e mostrar os problemas da casa. Segundo ele, o dinheiro arrecadado pela entidade não é suficiente para comprar os 20 quilos de arroz e oito de feijão necessários para fazer o almoço diariamente:

— Pedimos apenas dinheiro para comprar comida para nossa obra, que trata pessoas que viveram nas ruas e eram dependentes químicos.

Sobre a denúncia de Reis de não ter conseguido registar o caso nas delegacias, a Polícia Civil informou que, nessas situações, as vítimas devem ir à Delegacia Superior do Dia, na Rua da Relação 42, no Centro.

Fonte: Globo Online

Ministra acusa Igreja de proteger acusados de assassinato

A ministra de Governo (Interior) da Bolívia, Alicia Muñoz, acusou a Igreja Católica de proteger dois paraguaios procurados pela justiça de seu país por sua suposta participação no assassinato da filha do ex-presidente do Paraguai, Raúl Cubas.

Muñoz fez a acusação depois de a Polícia revistar o centro de amparo da paróquia Senhor da Paz, em busca dos paraguaios Ángel Acosta Centurión e Blas Concepción Franco. Os dois são apontados pela Promotoria de seu país como integrantes do grupo que seqüestrou e assassinou Cecilia Cubas, há mais de um ano.

Acosta e Franco não estavam no local, segundo a promotora Tania Alfaro, que comandou a busca. Os dois estão em local desconhecido desde quinta-feira, quando saíram da Casa do Migrante, onde ficaram refugiados por vários meses.

O Conselho Nacional do Refugiado (Conare) revogou o asilo que tinha concedido a Acosta e Franco o mês passado. A decisão foi tomada após a análise de novas provas contra os dois estrangeiros, entregues pelo presidente do Paraguai, Nicanor Duarte, a seu colega boliviano, Evo Morales, há duas semanas.

A ministra Muñoz criticou os responsáveis pelo centro de amparo por uma suposta “falta de colaboração” e porque a Pastoral Católica “se intrometeu no processo de ocultação dos dois paraguaios”.

“Eu diria que há uma espécie de cumplicidade” na paróquia, afirmou, em entrevista coletiva.

A ministra denunciou a suposta proteção dos religiosos ao lembrar que a Polícia não revistou o templo. “Não podemos entrar na paróquia. O mandado de busca era para o centro de amparo, onde estão também outros refugiados”, comentou Muñoz.

Apesar de sua queixa contra a suposta cumplicidade da paróquia católica, a ministra disse que os dois paraguaios se encontram em território boliviano e que, caso sejam capturados pela Polícia Internacional (Interpol) “serão extraditados imediatamente”.

Após a frustrada operação, fontes da Polícia Nacional da Bolívia informaram que agentes da Interpol e de outras unidades especializadas estão procurando Acosta e Franco em outros lugares.

Fonte: EFE

Participação de Garcia em culto viola princípio laicidade do Estado

A participação de Alan García,presidente eleito no Peru, no culto evangélico de ação de graças, no domingo, 30, já como presidente em exercício, viola o princípio de laicidade do Estado, uma espécie de “tradição” que se repete no Peru a cada ano, quando o mandatário participada do Te-Deum nas festas cívicas.

Segundo o advogado adventista e especialista em temas de igualdade religiosa, Marco Huaco, uma cerimônia como a anunciada é um absurdo, uma vez que viola os princípios de laicidade e de igualdade, ao contar com a participação de autoridades e funcionários em cultos religiosos públicos.

“A participação do Dr. García no Te-Deum católico e evangélico, além de reforçar a confessionalidade do Estado, envia uma obscura mensagem: que para garantir a estabilidade do governo, o Partido Aprista não se comprometerá a um enfrentamento com o clericalismo católico que não deseja ver um Estado laico no Peru”, frisou.

Huaco levanta questões suscitadas pelo fato de um setor de igrejas evangélicas peruanas convidar Alan Garcia a um Te-Deum evangélico, e de um presidente da República ter aceitado o pedido, pela primeira vez na história republicana.

“E se os muçulmanos, os judeus, os anglicanos, os luteranos, os adventistas, os mórmons, os budistas, as testemunhas-de-Jeová também convidassem o Dr. García para os seus respectivos cultos de consagração? Melhor, por que não ter um só culto de consagração para o novo poderoso que unifique todas as religiões?” – indagou o advogado.

Se a resposta tem a ver com a “peruanidade”, prosseguiu Huaco, por que não assistir a um culto sincrético indígena-amazônico ou andino – tal como fez o ex-presidente Alejandro Toledo, de modo que “os Apus, a Pachamama, Jeová, Cristo, Alá, o Buda popular, a Virgem, e todas as divindades, nos assegurarem de que o segundo governo do Dr. García será um êxito?”.

Huaco sublinhou que se tenta justificar tais celebrações aludindo à importância numérica e sociológica do catolicismo e das igrejas evangélicas no Peru, mas este argumento, assegurou, “voltará como um bumerangue sobre as cabeças dos ministros protestantes que o esgrimam para para justificar seus agrados com o poder”.

Numa sociedade verdadeiramente cristã, apontou o advogado, o Estado é laico e não favorece nenhuma religião. “Mas justamente porque a religiosidade peruana é muito débil é que se requer simular aparência de devoção externa a partir das leis, das políticas públicas e do Estado”.

As cerimônias de investidura ou consagração religiosa dos governantes, recordou Huaco, vêm dos tempos em que eles não podiam exercer o poder sem buscarem sua legitimidade no papa ou nos bispos. Assim, elas sobreviveram até o nascedouro das repúblicas sob a forma dos Te-Deum, ainda mais nos Estados que não se separaram da igreja dominante ao proclamarem a independência.

Fonte: ALC

Mesquita de Paris processa jornal que publicou charges de Maomé

A Grande Mesquita de Paris apresentou uma ação contra o jornal satírico “Charlie Hebdo”, que publicou uma polêmica manchete durante a crise provocada pela reprodução de charges do profeta Maomé em publicações européias, informou hoje o centro religioso.

A mesquita tomou esta decisão porque considera que a revista cometeu um crime de “injúria pública a um grupo de pessoas por ocasião de sua religião”.

O centro religioso pede 30 mil euros (US$ 38 mil) em conceito de perdas e danos e, caso a Justiça lhe dê um veredicto favorável, que o semanário publique a sentença em sua capa.

O “Charlie Hebdo” publicou em fevereiro uma capa com um desenho do profeta chorando e dizendo: “É duro ser amado por tolos”.

A denúncia perante a Justiça também foi apresentada devido à reprodução de duas das polêmicas charges publicadas pelo jornal “Jyllands-Posten” em setembro de 2005. A publicação das vinhetas gerou uma escalada de tensão e incidentes em países muçulmanos, cuja religião proíbe a representação gráfica do profeta.

A primeira audiência será realizada em 22 de setembro.

Na época, a mesquita de Paris tentou impedir a venda dos exemplares desse número do “Charlie Hebdo” através de um recurso judicial que foi negado. O jornal vendeu o triplo no dia em que publicou as charges.

Fonte: EFE

Líder anglicano pede cessar-fogo imediato no Líbano

O arcebispo de Canterbury, Rowan Williams, líder mundial da Igreja Anglicana, pediu nesta sexta-feira que os Estados Unidos e a Inglaterra mudem o curso dos acontecimentos no Oriente Médio e exijam um cessar-fogo imediato no Líbano.

“Eu acho que nós realmente devemos nos perguntar se os governos de alguns países ocidentais estão seguindo as consciências de seus respectivos povos”, disse o religioso.

Os Estados Unidos e a Inglaterra declararam que o Hezbollah deve suspender unilateralmente os ataques e libertar os dois soldados israelenses seqüestrados.

“Os principais governos não estão no momento apoiando um cessar-fogo. EUA e Grã Bretanha devem usar sua influência para chegar a um cessar-fogo”, continuou o arcebispo, acrescentando concordar que o Hezbollah provocou a crise.

Os chefes das comunidades religiosas libanesas cristãs e muçulmanas exortaram nesta sexta-feira a ONU a instaurar um cessar-fogo imediato e pediram unidade nacional.

Em comunicado, o conselho dos bispos maronitas, a comunidade cristã mais influente, pediu “ao Conselho de Segurança para colocar definitivamente um fim ao ciclo de violência e proclamar imediatamente um cessar-fogo”.

Ele estimou que um país não merece ser dividido e perder centenas de seus filhos por causa do “seqüestro de dois soldados (israelenses)”.

Os bispos sublinharam a necessidade de preservar “a solidariedade nacional”, estimando que “a hora não é de ajuste de contas” e pedem a seus correligionários para “acolher seus irmãos refugiados, não importa de que comunidade eles sejam”.

Por sua vez, o mufti da República, mais alta autoridade sunita, sheikh Mohammad Rachid Qabbani, e o sheikh Abdel Amir Kabalan, mais alta autoridade espiritual xiita, pediram em comunicado comum que “o Conselho de Segurança determine um cessar-fogo imediato”.

Eles disseram que Israel deve assumir “a responsabilidade pelas vítimas civis e pelos enormes danos” e pediram para os dirigentes políticos “preservarem a unidade nacional e inviabilizarem o plano israelense que visa a semear a discórdia”.

A Igreja Ortodoxa russa advertiu, esta semana, que “a nova escalada da violência no Oriente Médio” coloca em risco a paz inter-religiosa e pode desencadear conflitos entre cristãos, muçulmanos e judeus em várias partes do mundo.

Numa declaração de seu Sínodo, a Igreja Ortodoxa russa reconhece que a comunidade internacional não está conseguindo conter as ações “destrutivas e provocatórias” e o “banho de sangue na Terra Santa”, e que há necessidade agora, de uma “reação eficaz” por parte das nações que “historicamente, exercem autoridade no Oriente Médio”.

A declaração sublinha que o conflito poderá ser resolvido quando todos os Estados e todas as forças políticas afastarem “o terrorismo, o ataque às populações civis e libertarem os reféns”.

O Sínodo ortodoxo russo lança um apelo aos cristãos, muçulmanos e judeus da Terra Santa, para que “se respeitem, independentemente de suas diferenças religiosas, nacionais e de qualquer outro tipo”.

ONU: Meio milhão de pessoas necessitam de ajuda urgente no Líbano

A ONU alertou ontem que meio milhão de pessoas, um terço delas crianças, necessitam de ajuda humanitária urgente no Líbano, por isso, na próxima segunda-feira, fará um pedido internacional de arrecadação de fundos.

O anúncio foi feito pelo subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários, Jan Egeland, em uma sessão especial do Conselho de Segurança sobre o grave conflito que envolve o Líbano e Israel.

Egeland disse que se calcula que o conflito tenha afetado meio milhão de pessoas, entre as quais são contados tanto os deslocados como os que estão feridos e não conseguem fugir.

A eles se unem cerca de 155 mil cidadãos que conseguiram sair do país e que se encontram refugiados em Estados vizinhos, aos quais também será preciso prestar assistência.

O subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários denunciou que a intensidade dos ataques e a destruição de pontes e estradas impedem a chegada de ajuda humanitária, por isso exigiu o fim imediato das hostilidades e a abertura de corredores para que o atendimento necessário chegue aos desabrigados.

“A guerra, o terror e os ataques a civis têm que ser detidos.

Tanto no Líbano como no norte de Israel e em Gaza. Muitos civis perderam a vida”, disse Egeland.

Antes de Egeland, o chefe da delegação mediadora enviada pela ONU à região, Vijay Nambiar, disse no Conselho de Segurança que até o momento o conflito custou a vida de 300 libaneses e 34 israelenses.

Nambiar insistiu na necessidade de se alcançar um acordo para cessar as hostilidades, de modo que se possa prestar ajuda humanitária e dar uma oportunidade de a via diplomática atuar para resolver o conflito.

Egeland centrou seu discurso na situação humanitária, que piorou gravemente no Líbano após os ataques à infra-estrutura civil, como pontes, estradas, depósitos de combustíveis, aeroportos e escolas.

Especialmente grave é a destruição de estradas, que impede ou impossibilita o acesso da assistência humanitária aos necessitados, disse.

Apesar de a ONU calcular que o Líbano conta com trigo e outros alimentos necessários para manter-se por entre um e três meses, a falta de infra-estrutura dificulta sua distribuição.

Egeland disse ainda que os hospitais estão funcionando, mas estão “sobrecarregados” devido ao elevado número de feridos e aos cortes de energia.

Egeland deve viajar ainda hoje para o Líbano, para avaliar as necessidades humanitárias e determinar qual será o total que se pedirá aos países doadores no chamado que será feito na próxima segunda-feira em Nova York.

As agências da ONU estão fazendo o possível para prestar assistência. O Unicef se concentrou no fornecimento de água e serviços de saneamento, assim como no envio de remédios.

O Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (Acnur) está vigiando as fronteiras com a Jordânia e a Síria para ajudar os refugiados, e instalou três acampamentos nos arredores de Beirute para os deslocados.

Egeland solicitou oficialmente aos Governos de Israel e do Líbano que permitam a abertura de corredores seguros para que as cargas humanitárias possam chegar à população.

Papa elogia decisão de abrir um corredor humanitário no Líbano

O papa Bento 16 saudou nesta sexta-feira a abertura de um corredor humanitário no Líbano e afirmou esperar que uma trégua seja acordada imediatamente depois.

“Acredito que a abertura de um corredor humanitário já é um fato positivo. Esperamos que uma trégua ocorra imediatamente depois de sua inauguração”, declarou o papa à imprensa em Les Combes, no Vale d’Aosta (norte), onde passa as férias.

Bento 16 lembrou o dia de prece em favor da paz no Oriente Médio, para o qual convidou os fiéis.

“É um gesto diante de Deus, mas que também é percebido pelos homens. Espero que ele também seja notado pelos responsáveis políticos”, disse.

Culto ecumênico no Paraná lembra as vítimas

A comunidade mulçumana, parentes e amigos da colônia libanesa em curitiba, realizaram na sexta-feira mais uma manifestação contra o conflito no Oriente Médio. Um culto ecumênico lembrou as vítimas nos ataques contra o sul do Líbano, e fez um apelo pelo fim imediato das agressões à população civil. O ato reuniu diversas denominações cristãs além dos mulçumanos na mesquita Imam Ali ibn Abi Tálib, em Curitiba, no Alto São Francisco.

O xeique Muhammad Khalil, líder da comunidade muçulmana de Curitiba, leu um manifesto no qual condenou com veemência os ataques do exército israelense contra zonas que o governo libanês onsidera áreas civis no sul do Líbano. Já o governo de Tel Aviv afirma que as regiões atacadas são usadas pelo Hizbollah para efeturar ataques com mísseis contra Israel. A sexta-feira é considerada o dia sagrado dos muçulmanos.

“A nossa prece hoje e sempre é pela paz, contra todas as formas de violência, que hoje aflige não só o Líbano, mas, também, o nosso País”, declarou dom Dirceu Vegini, bispo auxiliar de Curitiba, que representou o arcebispo da capital, dom Moacyr José Vitti, no evento, que teve ainda a participação de dezenas de freiras das mais variadas denominações, pastores evangélicos, cristãos ortodoxos e representantes de movimentos sociais. Após o culto, foi aberta uma exposição de fotos sobre os ataques ao Líbano, na Mesquita, que está aberta à visitação pública.

O presidente da Igreja do Evangelho Quadrangular, Pastor Irineu Rodrigues, lembrou que para falar de paz é necessário, primeiro, falar em amor. “Estamos aqui solidários e confiantes na fé de que é possível ter um Paraná melhor, um Brasil melhor, um mundo melhor”.

Fonte: Último Segundo, Rádio Vaticano, AFP, Folha Online e Jornal do Estado do Paraná

Cassiane lança seu primeiro DVD

Cassiane ao lado do seu esposo JairinhoChega às lojas de todo país o DVD Cassiane 25 anos de muito louvor, primeiro DVD da cantora lançado, este mês, pela MK Music. Gravado ao vivo no dia 23 de novembro, na Catedral das Assembléias de Deus de Santa Cruz (RJ), o trabalho é um marco na carreira de Cassiane.

O evento reuniu aproximadamente 8 mil pessoas, que louvaram a Deus com os sucessos de mais de 20 anos de carreira.

Com 26 faixas o DVD reúne as músicas que mais marcaram a carreira da cantora. Acompanhada por uma orquestra, regida por seu marido e maestro Jairo Manhães, Cassiane interpreta sucessos que a consagraram no cenário gospel nacional, como “Com Muito Louvor”, “Igreja Pequena”, “Vai Haver Festa no Céu”, além de outros clássicos como “Imagine um Lugar” e “500 Graus”.

O DVD tem 154 minutos e vem recheado de extras: making of, entrevista, galeria de fotos, discografia, homenagem, confraternização, além de uma surpresa. O áudio está em Dolby Digital 5.1, mas também apresenta uma versão em 2.0. O vídeo traz legendas em português, inglês e espanhol, e o que é melhor: o DVD é região 0, ou seja, roda em qualquer aparelho.

Biografia

Nascida em lar evangélico, desde cedo Cassiane freqüentava a igreja. Sempre muito esperta e extrovertida, com apenas 3 anos começou a cantar em cultos com o apoio de sua família e admiração de todos que lhe assistiam. Porém, muito antes disso acontecer, Cassiane já tinha sido escolhida por Deus.

Com apenas 11 meses, ela contraiu uma enfermidade que até hoje ninguém sabe diagnosticar. Em uma das crises, quando foi levada ao antigo posto do INPS da Rua Nilo Peçanha, em Nova Iguaçu, foi dada como morta.

Sua mãe, D. Castália, não absorveu aquela palavra e através de muita oração Deus restaurou a vida da menina. Com o passar dos anos seu ministério foi se fortalecendo.

Cassiane descobriu muito cedo que cantar louvores a Deus seria sua forma de agradecer por tudo que tinha e demonstrar às pessoas tudo aquilo que ela tinha experimentado. Gravou seu primeiro disco aos 8 anos de idade e, a partir daí, não parou mais.

Cassiane gravou até hoje 15 trabalhos musicais, sendo seus sete últimos, já pela MK Publicitá, todos sucessos de vendas. São eles: Atualidades (1992), Força Imensa (1993), Puro Amor (1994), Sem Palavras (1996) – disco de Ouro –, Para Sempre (1998) – disco de Platina, Com muito louvor (1999) – disco de Platina Duplo, com mais de 750 mil cópias vendidas e que já caminha para o disco de Diamante –, Recompensa (2001) – Disco de Ouro –, A Cura (2003) – Disco de Ouro – e Sementes da Fé, seu mais novo CD. Todos são provas incontestáveis de que Cassiane é a representante número um do legítimo gospel pentecostal, como aponta o TOP 100 da Revista Sucesso CD de 2003, onde figurou como o único CD gospel entre os 100 mais vendidos em todo Brasil.

Em 2005, ela e o marido, o maestro Jairinho Manhães, foram ordenados pastores. Isso fez de Cassiane a primeira pastora das Assembléias de Deus do Brasil, um dos mais belos frutos do que o seu ministério tem provocado na vida daqueles que, de alguma maneira, receberam uma ministração dela.

Fonte: Elnet e site oficial da cantora

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