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Igreja Católica apela à reconciliação no México

A Igreja Católica no México convocou uma jornada de oração “pela reconciliação, a concórdia e a paz” no país, literalmente dividido a meio depois das eleições presidenciais do passado dia 2 de Julho.

As eleições deram a vitória a Felipe Calderón, por uma diferença de 0,58% sobre Andrés López Obrador, que impugnou o resultado e pediu a recontagem voto a voto. Neste contexto, a Igreja fez um apelo a todos os mexicanos “para que se tranqüilizem diante da incerteza gerada pela falta de um vencedor declarado nas eleições presidenciais”. A jornada de oração pela paz terá lugar entre 31 de Julho e 6 de Agosto.

A situação no México, contudo, não parece ser fácil de resolver. Nas últimas horas, Andrés Manuel López Obrador disse ter 21 caixas com documentos comprovando que houve uma fraude na votação de 2 de Julho. O vencedor das eleições, Felipe Calderón, opõe-se à verificação voto a voto.

Fonte: Agencia Ecclesia

Movimento de Evangélicos Progressistas organizam comitê pró-Lula

Representantes do Movimento de Evangélicos Progressistas se reuniram nesta sexta-feira na sede nacional do PT, em São Paulo, para elaborar um comitê de apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Neste primeiro encontro, o assunto principal foi a estratégia de campanha no meio evangélico. Entre as idéias estão a criação de comitês estaduais e a nomeação de coordenadores municipais para a melhor distribuição do material de campanha.

De acordo com informações do site oficial do PT, o Movimento sugeriu ainda que Lula escreva uma carta destinada ao evangélicos para que cópias dela sejam distribuídas em todo o país.

Integrantes de diversos segmentos evangélicos estiveram presentes, entre eles batistas, metodistas, presbiterianos, da Assembléia de Deus, Deus é Amor, Nazareno, Renascer em Cristo e Universal do Reino de Deus. “Temos eleitores, simpatizantes e militantes do PT em todos os segmentos evangélicos”, afirmou o pastor presbiteriano Geziel Santos, um dos coordenadores do movimento.

Fonte: Diário do Grande ABC

Oriente Médio: Ataque israelense choca cristãos

Os cristãos que moram no bairro de Ashrafie ficaram chocados e surpresos, nesta quarta-feira, com o primeiro bombardeio israelense a uma área não muçulmana da capital libanesa, desde o início dos ataques há uma semana. O Líbano pediu ajuda ao Vaticano para que faça pressão por um cessar-fogo nas batalhas Oriente Médio.

O bombardeio teve como alvo dois caminhões e não fez vitimas mas foi suficiente para fazer muita gente correr assustada para abrigos subterrâneos.

Os caminhões eram usados para cavar poços artesianos, mas é possível que a aparência dos veículos – que têm uma grande broca repousando horizontalmente na parte de cima – tenha feito com que eles fossem confundidos com lançadores de foguetes.

“Aqui é um bairro cristão. Não temos armas e nem milícia”, reclamava enfurecido George Yussef, um cristão que mora bem em frente do terreno onde estavam os caminhões.

“Se os israelenses querem brigar com seus inimigos que eles pelo menos saibam onde eles estão”, disse.

Vale do Beka

Outros ataques a áreas cristãs já vem acontecendo no Vale do Beka, perto da fronteira entre com a Síria.

Israel está atacando aquela área para impedir que armas e suprimentos consigam entrar no Líbano a partir do território sírio.

Analistas temem que se a comunidade cristã acabar envolvida de maneira profunda nesta crise a violência pode escalar ainda mais.

O Líbano é um país profundamente dividido em linhas sectárias e religiosas (cristãos, muçulmanos xiitas, muçulmanos sunitas e, em menor número, druzos).

A divisão se reflete tanto na partilha do poder político – feita no acordo que encerrou a guerra civil libanesa em 1991, depois de 15 anos de conflito – como na separação das comunidades por regiões do país ou bairros dentro das cidades.

Tensão sectária

Mas Yussef diz que este conflito não chegou a provocar tensão entre as diferentes comunidades que vivem no país.

“Por hora não há nenhuma tensão e espero que tenhamos conseguido superar este problema no Líbano”, diz.

O cristão libanês – que também tem cidadania francesa – diz que “de maneira alguma” pensa em deixar o país devido à violência.

Mas há outros libaneses que já não estão mais seguros de que querem continuar a viver no país, como Nancy Onsy, uma cristã que também mora ao lado da área atacada ontem pelos israelenses.

“Amo o Líbano mas está ficando muito difícil viver aqui. De novo”, desabafa.

Líbano pede ajuda ao Vaticano

O Líbano pediu ajuda ao Vaticano para que a Santa Sé faça pressão por um cessar-fogo nas batalhas Oriente Médio. Na tarde desta quarta-feira, o filho do ex-primeiro-ministro libanês Rafik Hariri – morto em um atentado no ano passado -, Saad Hariri, encontrou-se com o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Angelo Sodano.

Hariri, que, como o falecido pai, atua na política libanesa, tem um encontro marcado com o ministro do exterior italiano na quinta-feira. A Itália vem atuando como o que o primeiro-ministro Romano Prodi chama de “facilitador” nos esforços para combater a crise.

A agência de notícias filiada ao Vaticano Ásia News informou nesta quarta-feira que o primeiro-ministro libanês Fuad Saniora telefonou a Sodano um dia antes para buscar uma ajuda do Vaticano para um cessar-fogo nos conflitos.

O Papa Bento XVI, durante uma aparição a peregrinos no domingo durante suas férias nos Alpes Italianos, lamentou as mortes de civis no conflito e pediu aos líderes para que”retornem ao caminho do entendimento” e do diálogo aberto.

Na semana passada, Sodano disse que a Santa Sé condenou tanto os ataques terroristas quanto a retaliação de Israel contra alvos libaneses. O Líbano tem uma grande população católica.

Cruz Vermelha pede 6,4 milhões de euros para o Líbano

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) fez ontem um primeiro pedido de 6,4 milhões de euros para o Líbano, fundamentalmente para atender os feridos em um conflito que, segundo seu diretor de operações, Pierre Krahenbuhl, “gera sérias dúvidas sobre o respeito do princípio de proporcionalidade”.

“Nossa principal preocupação é a situação da população civil, que está suportando uma carga extremamente pesada em conseqüência da ação militar que está em andamento”, disse Krahenbuhl em entrevista coletiva em Genebra. O diretor destacou “o elevado número de baixas civis e os grandes danos provocados às infra-estruturas civis em apenas uma semana”.

“Esses danos fazem com que tenhamos sérias dúvidas sobre o respeito do princípio da proporcionalidade no contexto das hostilidades, que alguém terá que esclarecer”, afirmou, sem especificar que parte estava sendo desproporcional em suas respostas.

O CICV contabilizou no Líbano entre 220 e 230 civis mortos e 600 feridos, enquanto em Israel houve 13 mortes e 150 feridos, segundo Krahenbuhl, que ressaltou que esses dados “mudam a cada hora”.

Nesse sentido, Krahenbuhl disse que uma das principais diferenças entre este conflito e outros com que lidou como diretor de operações do CICV é “a rapidez com que tudo está acontecendo”. Segundo ele, “isso impede que se possa ter uma idéia clara da situação”.

Por isso, por enquanto, o CICV pedirá somente dez milhões de francos suíços (6,5 milhões de euros) à comunidade internacional, à espera de que “em algumas semanas se possa emitir um segundo pedido de fundos com uma visão mais clara da situação”.

Esses fundos serão destinados em parte a fortalecer a Cruz Vermelha do Líbano, que já mobilizou 2.400 voluntários e cerca de 300 ambulâncias, e a “prioridade absoluta” será “atender feridos e doentes”, a que “agora o acesso está severamente restringido”.

No entanto, Krahenbuhl se mostrou otimista em relação à possibilidade de que as partes respeitem os trabalhos da organização. Segundo o diretor, “os indícios indicam” que a atividade diária da organização humanitária será respeitada.

Mas o otimismo de Krahenbuhl desaparece quando se trata da possibilidade de visitar os dois soldados israelenses seqüestrados pela milícia xiita libanesa Hisbolá.

“Pedimos ao Hisbolá que os trate com humanidade e respeite suas vidas e dignidade e insistimos em que têm direito a entrar em contato com seus familiares. Também pedimos para ter acesso a eles, mas até agora não tivemos uma resposta positiva”, afirmou o diretor, ressaltando que a CICV continuará tentando um contato com os reféns.

O pior ataque: 64 mortos no Líbano

Os bombardeios de Israel no Líbano causaram ontem o maior número de mortes num só dia de ataques: 63 civis e 1 militante do grupo islâmico Hezbollah, elevando para cerca de 300 o saldo de libaneses mortos em oito dias de conflito. Mais de mil ficaram feridos nesse período no país, segundo balanço do primeiro-ministro Fuad Siniora.

Na noite de ontem, a aviação israelense lançou 23 toneladas de bombas sobre Bourj al-Barajne, uma área no sul de Beirute onde fica o bunker do líder do Hezbollah, xeque Hassan Nasrallah. Segundo militares de Israel, o xeque provavelmente estava no local. No entanto, a TV Al-Manar, do Hezbollah, informou que ninguém do grupo ficou ferido nesse ataque.

O Hezbollah continua lançando dezenas de foguetes contra o norte de Israel: 140 apenas ontem, mais de 900 em oito dias. Um deles atingiu ontem a cidade árabe de Nazaré, matando 2 crianças e ferindo outras 20 pessoas (ler mais na página 14). A morte das crianças e de dois soldados do Exército de Israel em confronto com militantes do Hezbollah, no sul do Líbano, elevou para 29 os mortos israelenses (15 eram civis).

O conflito começou no dia 12, depois que o Hezbollah invadiu território israelense e capturou dois soldados com o objetivo de trocá-los por libaneses e outros árabes presos em Israel. Não há indícios de solução diplomática à vista. Tanto Israel como o Hezbollah se declaram prontos para lutar por um longo tempo e os Estados Unidos, Síria e Irã – países com algum poder de intervenção sobre os dois lados em conflito – não parecem empenhar-se por um cessar-fogo.

Papa pede orações

O Papa Bento XVI convocou para domingo, 23 de julho, um dia de orações e penitências para o fim “imediato” do confronto entre israelenses e libaneses, informou hoje o Vaticano.

O Pontífice afirmou que o Líbano tem direito ao “respeito a sua integridade como país”, que os palestinos têm direito de “uma pátria livre e soberana” e Israel de “viver em paz em seu Estado”.

Em comunicado divulgado “devido ao agravamento da situação no Oriente Médio”, o Vaticano informou que Bento XVI “continua muito preocupado” com o destino dos povos afetados.

“Por isso, convoca para domingo, 23 de julho, um dia especial de preces e penitências, pedindo aos pastores e fiéis de todas as igrejas, assim todos os cristãos do mundo, a implorar a Deus o dom precioso da paz”, afirmou o Vaticano.

De forma “particular”, o Papa quer que as preces se elevem a Deus “para que pare imediatamente” o fogo entre as partes, “sejam criados corredores humanitários para levar ajuda às povoações que sofrem, e comecem negociações razoáveis e responsáveis para acabar com as situações de injustiça existentes nessa região”.

“Neste doloroso momento, Sua Santidade faz uma chamada às organizações de caridade para que ajudem todas as povoações afetadas por este impiedoso conflito”, ressaltou o Vaticano.

Bento XVI expressou várias vezes nos últimos dias sua preocupação com a situação no Oriente Médio, e insistiu na necessidade de abandonar as armas e voltar às negociações, único caminho – diz – que leva à paz que as partes desejam.

O comunicado de hoje acontece poucas horas depois de o deputado libanês Saad Hariri – filho do ex-primeiro-ministro assassinado Rafik Hariri – se reunir no Vaticano com o secretário de Estado, o cardeal Angelo Sodano, ao qual pediu ajuda para um cessar-fogo em seu país após os ataques de Israel.

Há dois dias, o primeiro-ministro libanês, Fouad Siniora, manteve uma longa conversa por telefone com o cardeal Sodano, segundo fontes diplomáticas.

Fonte: BBC Brasil, Terra, EFE e Estadão

MPE denuncia padre acusado de corrupção de menores

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul denunciou o padre italiano Siro Acquistapace, 63 anos, que está foragido do Brasil depois que foi acusado de exploração sexual, fornecimento de bebidas alcoólicas a menores.

O MPE (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) denunciou ao juiz Aldo Ferreira da Silva Junior, da 1ª Vara da Infância e da Juventude de Aquidauana, o padre italiano Siro Acquistapace, 63 anos, que está foragido do Brasil depois que foi acusado de exploração sexual, fornecimento de bebidas alcoólicas a menores e também entregar direção de veículos a menores em Dois Irmãos do Buriti. Conforme a denúncia, oito adolescentes teriam sido vítimas do pároco que está na Itália e, segundo a Interpol, não pode ser extraditado mesmo que seja condenado pela Justiça brasileira.

Siro Acquistapace, que era responsável há nove anos pela paróquia de Dois Irmãos do Buriti, começou a ser investigado pela Polícia Civil da cidade quando um adolescente denunciou que os amigos dele, que eram coroinhas da paróquia, contaram que mantinham relações sexuais com o padre. A prisão preventiva dele foi decretada no dia 16 de abril deste ano, mesma data em que ele fugiu do município, depois que, na casa paroquial, os policiais encontraram latas de cerveja, Cytotec (remédio de uso abortivo) e fotografias dos coroinhas, que recebiam presentes para manterem relação com o padre.

O padre teria chegado a Roma, na Itália, no dia seguinte à fuga do Estado e, de lá, informou que está sendo vítima de perseguição, pois estava cobrando atitude da Polícia Civil perante aos furtos na casa paroquial.

O religioso declarou também que o único crime que cometeu foi de dar a direção de veículo para menores. No entanto, o delegado Carlos Henrique Serafim, responsável pelo caso, disse ao Midiamax que não tem conhecimento de que a casa paroquial tenha sido arrombada e que por diversas vezes o padre foi na casa dele, “em alguns casos até para pedir dinheiro”. O advogado Jorge Antonio Siufi, que representa Siro Acquistapace, já entregou com pedido de revogação da prisão preventiva, entretanto, a solicitação ainda não foi avaliada pelo juiz.

“A Itália não extradita ninguém. A Justiça de Mato Grosso do Sul pode até iniciar um processo de extradição, mas tem que ter isso em mente”, disse o delegado chefe da Divisão de Cooperação e Operações Internacionais da Interpol, Glorivan Bernades de Oliveira.

Para que o padre possa “pagar” pelos crimes, caso seja condenado, é necessário que a Justiça de Mato Grosso do Sul interceda junto à Secretaria Nacional de Justiça que pode entrar em contato com o governo italiano para que ele cumpra a pena na Itália. “Mas isso depende dos tratados entre os dois países”, explica o representante da Interpol no Brasil.

De acordo com o delegado, no dia 27 de abril a Polícia Federal de Mato Grosso do Sul divulgou uma mensagem de “difusão nacional” contra o padre, ou seja, o que foi enviado à Interpol é uma solicitação para que o padre fosse preso no Brasil, o que não é competência do órgão. “Nosso trabalho é internacional. No mandado de prisão que nos enviaram não há solicitação de difusão vermelha (prisão em outros países)”, explicou.

Na prática, conforme Oliveira, isso significa que mesmo que o padre estivesse em algum País que extraditasse seus cidadãos, a Argentina, por exemplo, Acquistapace não poderia ser preso porque não há mandado de prisão internacional feito pela Justiça do Estado.

Fonte: Dourados News

Caso von Richthofen: Testemunha diz ter visto espírito

Primeira testemunha da defesa de Suzane von Richthofen, Fernanda Soel Kitahara, contou em seu depoimento que “uma luz” teria apontado a culpa de Daniel Cravinhos no assassinato do casal Manfred e Marísia von Richthofen, em 2002.

“Eu entrei no quarto deles [Manfred e Marísia], e logo na porta já tinha a cama deles, e o Daniel estava do lado da cama, olhando. Eu tive uma impressão de que tinha clareado, como se tivesse mais luz no quarto. E deu uma coisa falando: ‘Foi ele’”, contou.

Declarando-se “uma das melhores amigas” de Suzane, a jovem comentou mais uma manifestação paranormal. Segundo Fernanda, um espírito, supostamente um amigo falecido de Daniel, teria influenciado o jovem a cometer o assassinato dos pais da namorada. “O ‘Negão’ falava pra ele que a única forma de eles ficarem juntos era com um sacrifício. E esse sacrifício seriam os pais dela”, disse.

Fernanda teria conhecido Suzane nove meses antes do crime, na faculdade de direito que cursavam. Durante a prisão da estudante, as duas teriam trocado diversas cartas e Fernanda teria feito várias visitas à amiga, às vezes acompanhada por Andreas —irmão da ré. Ela conta que após o início da briga entre o irmão e Suzane, não foi mais vê-la.

Fernanda confirmou a versão de que Daniel teria planejado o crime. “Ela contou que realmente tinham sido eles, contou como tinha acontecido. Ela me disse que o Daniel falava que não tinha mais jeito de eles ficarem juntos daquele jeito, não sei”, declarou.

Perfil

A amiga descreveu Suzane como uma pessoa quieta, de poucos amigos. Na faculdade, era uma aluna mediana, ausente nas aulas e nas saídas aos bares das redondezas. “Ela dizia que o namorado não gostava que ela fosse para o bar”. Segundo Fernanda, Suzane teria saído uma vez com os colegas da sala, mas não se sentiu bem. “Acho que era porque ela gostava muito dele”, disse.

Ela afirmou que sabia que Suzane e o namorado eram usuários de maconha e que não se sentiu surpresa com a notícia. Suzane teria contado a ela que era virgem quando conheceu Daniel e que ele era seu primeiro namorado. Nas visitas que fazia à casa de Suzane, a testemunha disse que era freqüente a presença de Daniel no local. “Ele se sentia bem a vontade na casa”, contou.

Sobre a relação entre Marísia e a filha, a estudante declarou que os atritos entre elas ocorriam por conta da oposição ao namoro. Por causa disso, Suzane era obrigada a mentir, o que a deixava incomodada.

Juiz pede ajuda a Deus para conduzir o fim do júri

O presidente do 1º Tribunal do Júri, juiz Alberto Anderson Filho, 52 anos, planeja ir à missa antes de seguir para o fórum da Barra Funda, em São Paulo, para anunciar o veredicto do julgamento de Suzane von Richthofen e dos irmãos Cravinhos. Anderson Filho quer pedir a Deus que o ajude a conduzir o término do mais rumoroso julgamento do País nos últimos anos.

De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, ele ainda não se decidiu pela igreja de São Luís Gonzaga ou a de São Bento. “Costumo ir à missa das 8h na igreja de São Luís (na avenida Paulista). Também vou muito à igreja de São Bento (centro), às 7h. Sou muito religioso”.

O juiz considera este júri o mais importante do ponto de vista de repercussão em sua carreira.
Nascido na cidade de Campinas, a 95 km de São Paulo, formado pela PUC-SP, ele advogou por dez anos até ingressar na magistratura estadual, em março de 1988. Desde então, trabalhou em Campinas, Limeira, Mogi Mirim e Nova Odessa antes de vir para São Paulo. Há quase quatro anos atua no 1º Tribunal do Júri. Casado, nos finais de semana ele volta para Campinas, onde tem casa.

Fonte: Última Instância e Terra

Colégio religioso proíbe alunos de cantarem “Imagine”

Segundo o site dotmusic.com, os responsáveis pela apresentação dos alunos acharam que “Imagine” não era apropriada para ser tocada publicamente no evento, que tinha o tema “Músicas para um Planeta Verde”.

Os alunos de um colégio religioso inglês foram proibidos de cantar a música “Imagine”, de John Lennon, em um show.

Segundo o site dotmusic.com, os responsáveis pela apresentação dos alunos acharam que “Imagine” não era apropriada para ser tocada publicamente no evento, que tinha o tema “Músicas para um Planeta Verde”.

“Imagine” foi lançada em 1971, no disco de mesmo nome. A letra da música traz versos como “nenhum motivo para matar ou morrer, e sem religião também”. Um dos clássicos da carreira solo do ex-beatle, a canção foi descrita por Lennon como “anti-religiosa”.

Fonte: UOL

Seminário Evangélico lamenta saída da Igreja Metodista

O Seminário Evangélico de Teologia (SET), de Matanzas, lamentou a decisão da Igreja Metodista de Cuba de separar-se dessa associação. Mas, disse, o seu retorno permanece em aberto porque “nos unem indissolúveis laços históricos e afetivos”.

A Junta Diretiva do SET afirmou, em comunicado, que após longo processo em que analisou as reclamações apresentadas pela Igreja Metodista, considerou pertinente formular alguns tópicos acerca da permanência de Carlos Molina como “professor convidado”, motivo central do conflito.

A Igreja Metodista oficializou, no último dia 16 de junho, o rompimento do pacto que mantinha há 60 anos com as igrejas Presbiteriana e Episcopal, pelo qual compartilhavam a manutenção do Seminário de Matanzas, principal centro ecumênico de educação teológica do país.

Os metodistas argumentaram que a anulação do pacto de unidade com as igrejas Presbiteriana Reformada e Episcopal, em vigor desde 1946, deveu-se à “falta de respeito da direção do Seminário com a nossa instituição”, ao ter ratificado como professor metodista uma pessoa desvinculada dessa denominação, e sem o consentimento das autoridades da igreja.

A decisão foi tomada pela Conferência Anual da Igreja Metodista em Cuba, realizada nos dias 15 a 17 junho, no Acampamento Canaã, na província de Santa Clara, a 267 km de Havana.

A Junta Diretiva do SET afirmou em pronunciamento público emitido na semana passada que sempre esteve disposta a abordar o tema, tal como manda o seu regulamento, que especifica a obrigação de ratificar os professores do Seminário.

Contudo, indicou o SET, “recebemos repetidamente a negação da Igreja Metodista em Cuba ao tratamento desse assunto na Junta Diretiva, ao não apresentar seus delegados às convocações da mesma, em três ocasiones”.
“Respeitamos, mas nos causa imenso pesar a decisão da Conferência Anual da Igreja Metodista em Cuba”, indicou o documento do SET.

Em documentos prévios à declaração do SET, os metodistas cubanos indicaram que apesar das reiteradas observações sobre a contratação de Molina, este foi ratificado pela Junta Diretiva.

Fonte: ALC

País dá refúgio a padre das Farc

O Comitê Nacional para Refugiados (Conare), do Ministério da Justiça, reconheceu a condição de refugiado político para o colombiano Francisco Antonio Cadena Colazzos, o Padre Medina, guerrilheiro das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), acusado em seu país de terrorismo e de homicídios com motivação política.

A decisão deve gerar o arquivamento do pedido de extradição de Medina, feito pelo governo colombiano, segundo informou o site Consultor Jurídico.

Cabe ao Supremo Tribunal Federal (STF) julgar o pedido de extradição. Com a decisão do Conare, o STF deve arquivá-lo. Segundo o artigo 34 da Lei 9.474/97, “a solicitação de refúgio suspenderá, até decisão definitiva, qualquer processo de extradição pendente, em fase administrativa ou judicial, baseado nos fatos que fundamentaram a concessão do refúgio”.

Medina é acusado na Colômbia de ter comandado um ataque a uma unidade do Exército em 1991. Ele vive no Brasil desde 1997. No ano passado, foi detido pela Polícia Federal em São Paulo, a pedido da Interpol, e desde então está preso no Presídio da Papuda em Brasília.

Na prisão, recebeu a visita de deputados e senadores, entre outros políticos, que fizeram gestões a seu favor junto ao governo do presidente Lula. Sites na internet fazem campanha em defesa de sua libertação. As autoridades, no entanto, entendem que as Farc lutam com armas contra um governo eleito nas urnas e que há notícias sobre o envolvimento do grupo com o narcotráfico.

Seis meses antes da prisão, o padre provocou uma crise política no Brasil por causa de uma reportagem publicada pela revista Veja. O texto mencionava suspeita de doação de US$ 5 milhões das Farc para a campanha do PT em 2002.

A revista alegou à época que se baseou em relatos e documentos da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), cujos dirigentes negaram o fato. O PT sustentou que não recebeu quantia alguma das Farc e repudiou a reportagem na ocasião.

O Conare é um órgão interministerial, criado pela Lei 9.474/97, que reúne segmentos representativos da área governamental (Ministérios da Justiça, Educação, Saúde, Trabalho e Polícia Federal), da sociedade civil (Caritas, do Rio de Janeiro e de São Paulo, por exemplo) e das Nações Unidas (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados Políticos). Entre suas atribuições está analisar pedido de reconhecimento da condição de refugiado.

Fonte: Estadão

Entre Deus e o Big Bang está o astrônomo do papa

Guy Consolmano, astrônomo do VaticanoGuy Consolmagno (foto) não é um astrônomo comum. É um jesuíta, com votos de obediência, pobreza e castidade. E são virtualmente nulas as suas chances de ser despedido por seu patrão – a Igreja.

Nos últimos 13 anos, ele detém um dos cargos mais prestigiados e garantidos da ciência planetária: é um dos 12 astrônomos pessoais do papa, dividindo seu tempo entre o Observatório do Vaticano, no palácio de verão do papa na Itália, e um telescópio gigantesco no Arizona, EUA.

“É o emprego dos meus sonhos”, diz ele. “Consigo fazer tudo que sempre quis sem nenhuma das pressões comerciais que afetam outros cientistas. Posso assumir projetos que têm apenas 30% de chance de sucesso e perseguir idéias que não trazem benefícios financeiros. É a ciência na sua forma mais pura.”

“Não preciso perder tempo preenchendo formulários para pedir financiamento ou participar de comitês intermináveis e aborrecidos. E, como temos uma reputação de independência, todas as portas têm se aberto porque as pessoas querem trabalhar conosco”, conta.

Parceiros improváveis

A idéia de que o papa tenha seu próprio esquadrão de elite de astrônomos pode surpreender, mas Consolmagno ri de qualquer insinuação sobre uma pauta oculta para detectar Deus escondido atrás da Alfa Centauro.

“O Observatório do Vaticano foi criado em 1891 pelo papa Leão XIII para servir de ponte entre a religião e as ciências”, diz ele. “Foi uma coincidência muito feliz o fato de o papa ter mostrado interesse pela astronomia. Observar estrelas não só combina o homem com o transcendente como não tem valor financeiro. Nada que eu descubra vai requerer patente, assim não há perigo de comprometer minha integridade ou a da Igreja.”

Consolmagno reconhece que Vaticano e ciência podem parecer parceiros improváveis. “Não há dúvida de que o Vaticano pressionou Galileu. Mas a contenda durou dois anos. Até 1611, o trabalho dele era elogiado pela Igreja. A leitura das transcrições do tribunal não oferece pistas sobre os problemas que a Igreja teve com ele nem sobre por que foi considerado culpado.”

Vale lembrar que o notável físico, astrônomo e matemático italiano foi preso e condenado pela Inquisição por heresia – postular que o Sol, e não a Terra, era o centro do Universo. E só se livrou de pena mais severa do que o cárcere privado porque negou suas convicções diante de um tribunal eclesiástico.

O mistério a respeito do julgamento de Galileu se aprofundou em 1992, quando a Igreja pediu desculpas por tê-lo julgado sem especificar as acusações, mas Consolmagno se esforça para ressaltar que o Vaticano aceita bem as idéias de Galileu. “Temos ensinado boa ciência em escolas católicas há mais de 300 anos”, diz. “E certamente não com base no sistema de Ptolomeu.”

A necessidade de crer

Há, é claro, um pré-requisito para ser um astrônomo papal: a crença num Deus criador.

Isso não faz de Consolmagno um jovem criacionista. Ele concorda com a teoria de que o universo começou com o Bing Bang há 13,7 bilhões de anos e que a vida evoluiu desde então. Apenas acrescenta a idéia de que havia um Deus todo-poderoso que planejou tudo.

Isso o opõe aos cientistas ateus. “A maioria dos que argumentam que Deus não existe é de biólogos evolucionistas presos ao sistema de crença de causa e efeito newtoniano do século 19”, diz ele. “Essa foi uma reação compreensível para um sistema de crença religiosa que tudo sabia. Com a física quântica, tivemos de desaprender muitas coisas que antes dávamos como certas. Estou certo de que os biólogos enfrentarão contestações semelhantes no futuro.”

O título de “astrônomo papal” não é tão importante quanto parece. Na década de 1920, o papa delegou a operação do seu observatório aos jesuítas e não tem influência sobre a escolha de seus astrônomos. Consolmagno só esteve com o papa João Paulo II uma vez. E ainda não teve contato com o papa Bento XVI.

Sua obsessão pela astronomia cresceu na esteira do programa espacial tripulado dos EUA. Ele estudou ciências da terra e planetária no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), se doutorou no Arizona antes voltar para a Costa Leste, para Harvard e o MIT, onde foi empregado como pesquisador.

Hoje estuda a densidade de objetos do Cinturão de Kuiper. Mas, apesar de todo seu desejo científico por certezas, ele gosta que algumas coisas permaneçam misteriosas. Como se vamos para o céu quando morremos. Afinal, se alguém poderia sabê-lo é o astrônomo do papa. Ele levanta os olhos e sorri. “Quando tiver os dados, terei toda a satisfação em contar.”

Fonte: Estadão

Pastor é vítima de ameaça durante culto evangélico

O pastor evangélico Márcio Antonioni, da Igreja Almas para Cristo, localizada no bairro Salgado Filho, no Rio Grande do Sul, sofreu ameaças e tentativas de agressão de um ex-frequentador da igreja.

O pastor evangélico Márcio Antonioni, de 32 anos, passou por uma situação no mínimo inusitada no final da tarde da última segunda-feira. Ele e outros membros da Igreja Almas para Cristo, localizada na rua Oliveira Mesquita, no bairro Salgado Filho, no Rio Grande do Sul, se preparavam para um culto com jovens quando de repente surgiu no interior do templo a figura de um senhor, identificado pelo religioso como sendo Paulo Baldon – um ex-frequentador da igreja. Até ai, tudo bem. Não fossem as ameaças e tentativas de agressão que o pastor relatou ter sido vítima, conforme relatou em ocorrência registrada na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA).

De acordo com o boletim policial, Paulo Baldon teria ingressado no templo com a justificativa de buscar um CD. Ao ser impedido de entrar no local, segundo a ocorrência, Baldon teria preferido ameaças contra a figura do religioso e tentou agredi-lo. O fato só não se consumou, pois segundo o religioso, o “intruso” teria sido contido por um amigo do pastor, identificado como sendo Daniel Lopes Teixeira.

“O Paulo era um fiel da nossa Igreja, mas começou a agitar os cultos. Queria radicalizar e acabou sendo afastado. Ele já tentou anarquizar várias vezes puxando briga com os obreiros. É uma pessoa que tem vontade de ver a igreja fechada” disse o Pastor Márcio Antonioni. O religioso vai mais longe. Diz que o acusado quer “esvaziar” a sua Igreja, indo de porta em porta para que os fiéis passem a freqüentar outro templo. Com certeza, ele é uma pessoa mal intencionada e pode até estar possuído”, disparou o pastor.

Na ocorrência policial, o Pastor não soube fornecer o endereço de Paulo Baldon, mas que pretende representar criminalmente contra o acusado por ameaça e perturbação de culto. A investigação do caso ficou aos cuidados da Assessoria Especial da Polícia Civil

“Sou pastor há 12 anos. Vim de Júlio de Castilhos para Santa Maria há quatro meses e nunca passei por uma situação igual a essa”, completou o religioso. A Igreja Almas para Cristo tem sede em Curitiba, no Paraná.

Fonte: Jornal A Razão

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