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Senado americano aprova lei das células-tronco

O presidente Bush, assim como a Igreja Católica e a direita religiosa, considera que os embriões congelados utilizados para a pesquisa sobre células-tronco já representam um início de vida humana.

O Senado americano desafiou abertamente o presidente americano, George W. Bush, ao aprovar nesta terça-feira um projeto de lei para promover a pesquisa com células-tronco embrionárias que o chefe de Estado anunciou que vetará.

O projeto de lei – que visa a dilatar os limites para o financiamento com recursos federais para a pesquisa com células-tronco embrionárias – foi aprovado por 63 votos contra 37.

Horas antes, a Casa Branca havia reafirmado que Bush usaria o veto pela primeira vez em seu mandato, pois considera “imoral” este projeto de lei, que busca flexibilizar os limites para a pesquisa com células-tronco embrionárias, adotados há cinco anos por iniciativa do presidente.

“O presidente acredita firmemente que não é certo que o governo federal, em nome da pesquisa, financie o que muitos consideram um assassinato”, explicou o porta-voz de Bush, Tony Snow.

Bush, assim como a Igreja Católica e a direita religiosa, considera que os embriões congelados – que sobraram de tratamentos de fertilização in vitro – utilizados para a pesquisa sobre células-tronco já representam um início de vida humana.

Os defensores da pesquisa explicam, ao contrário, que querem usar embriões in vitro excedentes que seriam destruídos para avançar na luta contra doenças como o diabetes, o câncer o mal de Alzheimer.

Quase três quartos dos americanos se dizem favoráveis ao desenvolvimento da pesquisa médica sobre células-tronco e o projeto de lei, já aprovado pela Câmara de Representantes há mais de um ano, é apoiado por personalidades da direita americana, como Nancy Reagan, viúva do ex-presidente republicano Ronald Reagan (1981-1989), que faleceu em 2004 após uma longa luta contra o mal de Alzheimer.

Cientistas políticos avaliam que Bush mostra neste debate a posição da direita mais radical para um benefício político incerto.

Para Stephen Hess, da Brookings Institution, o veto presidencial “não o fará ganhar grande coisa entre os conservadores e poderia lhe custar caro entre os moderados”.

De fato, a menos de quatro semanas das eleições legislativas, que se anunciam disputadas, a oposição democrata não hesita em fazer da bioética um tema de campanha.

“Temos na ponta dos dedos terapias muito inovadoras, mas por razões políticas poderiam ficar fora de alcance”, lamentou nesta terça-feira o ex-candidato democrata à Presidência, John Kerry.

Atualmente os cientistas só podem usar recursos federais para trabalhar com colônias de células-tronco cultivadas antes de agosto de 2001, muitas das quais já são inutilizáveis. Com a nova lei, poderiam trabalhar com material mais recente, em um âmbito estritamente regulamentado.

A Câmara de Representantes organizará uma nova votação do projeto nesta semana, mas é difícil que receba a maioria de dois terços necessária para contrabalançar o veto.

O Presidente, por sua vez, promulgaria rapidamente dois textos sobre bioética, debatidos no Senado e na Câmara de representantes na terça-feira.

Um se refere ao desenvolvimento da pesquisa com células-tronco não-embrionárias, consideradas menos promissoras que as embrionárias pela maioria dos cientistas.

O outro visa a “proibir a aceitação ou a pesquisa com tecidos provenientes de fetos especialmente desenvolvidos com fins de pesquisa”.

Fonte: AFP

Polícia chinesa prende 19 líderes cristãos em todo o país

A Associação de Ajuda à China (CAA, sigla em inglês) soube que uma famosa líder da igreja doméstica foi presa na província de Jilin no dia 14 de julho de 2006. Além disso, nos últimos dias, 17 pastores de igrejas domésticas foram detidos nas províncias de Henan e Sichuan.

Segundo relatos de testemunhas, no dia 11 de julho, a pastora Wang Jinhua, líder de uma igreja doméstica na China, foi presa com seu marido, Xu Jinfu, e seu filho de 8 anos, Xu Enze. Eles estavam em casa, na cidade de Jilin, província de Jilin. Outras fontes disseram à CAA que o garoto de 8 anos foi libertado depois que alguns membros da igreja da pastora Jinhua foram ao Bureau de Segurança Pública (PSB, sigla em inglês) da cidade, pedindo a libertação do menino.

Depois de ser interrogada por três dias e três noite, a pastora Jinhua foi transferida para a prisão Baishan, na mesma cidade. Seu marido, Jinfu, foi libertado no mesmo dia. Os interrogadores assinaram o a data da transferência da pastora Jinhua e da libertação de Jinfu para 12 de julho, em vez de 14 de julho. O objetivo era esconder o período da intimação, que excede ao período legal.

Depois da prisão do casal, outro grande líder daquela igreja, pastor Yu Peng, foi obrigado a fugir por ter sido colocado em uma lista de busca, feita pelo governo. Pelo menos outros três líderes da igreja foram interrogados pelo PSB da cidade de Jilin. Perguntaram a eles quais seriam as relações de Jinhua com o grupo religioso Três Graus de Servos. Esse é um grupo controverso, cujo seus seis maiores líderes, incluindo Xu Shuangfu, o fundador, foram sentenciados à morte no dia 5 de julho de 2006 (leia a notícia aqui).

A pastora Jinhua era uma líder do grupo Três Graus de Servo. Entretanto, ela deixou o grupo dez anos atrás e iniciou sua atual igreja doméstica evangélica.

Enquanto isso, no dia 9 de julho, 15 líderes de uma igreja doméstica foram presos na igreja Nanyuan, na cidade de Nanyang, província de Henan. Vinte membros do PSB, com cinco veículos policiais, invadiram a igreja quando cerca de 30 membros estavam reunidos para o culto de domingo.

Segundo o relato de uma testemunha, os funcionários do PSB quebraram a porta da igreja e confiscaram a caixa das ofertas e um alto-falante. Quatro das pessoas foram libertadas na tarde do mesmo dia; os outros 11 continuam detidos.

Cinco pessoas receberam documentos de detenção criminal no centro de detenção de Shangzhuang, e as outras seis receberam documentos de detenção administrativa no centro de detenção de Yong An Lu. Os 11 líderes presos foram acusados de atividades “engajadas em seitas diabólicas”.

A CAA encontrou o nome de dez dos líderes detidos. São eles: pastor Liu Wanlong, Wang Jie, Chen Tongqing, Chen Guangzhou, Chen Guangzhi, Zhang Wei, Xiao Qin (não se sabe o sobrenome), Xiao Fei (não se sabe o sobrenome), Duan Xiaotong e sua esposa (não se sabe o nome).

A CAA também soube que quando a esposa e o filho do pastor Chen Tongqing foram ao centro de detenção em busca dele, ambos foram agredidos pela polícia da prisão. O filho de Tongqing foi obrigado a voltar para casa e entregar as Bíblias de seu pai e outros livros cristãos. A polícia confiscou todos esses livros.

Na província de Sichuan province, no dia 6 de julho, dois líderes da igreja doméstica da cidade de Chongqing, pastor Dan Wei e sua esposa Xiao Tianmin, foram detidos e presos por quatro funcionários do PSB da cidade de Langzhong. Eles realizavam um estudo bíblico na casa de um família na cidade de Langzhong. Ambos foram acusados de serem líderes de uma “seita diabólica”.

Fonte: Portas Abertas

CLAI envia carta ao presidente Bush

O Conselho Latino-Americano de Igrejas (CLAI) enviou, nesta terça-feira, carta ao presidente dos Estados Unidos, George Walker Bush, manifestando preocupação com as recomendações do “Segundo Relatório da Comissão para Ajudar uma Cuba Livre”, e instando o governo norte-americano a buscar novos caminhos políticos em relação a esse país.

“Nós não questionamos os direitos dos governos de Cuba e dos Estados Unidos de tomarem suas próprias decisões”, diz a carta do CLAI, “mas nos causa profunda consternação quando as decisões tomadas tornam o diálogo quase impossível, quando as decisões conduzem ao confronto, tensões e imposições hegemônicas”.

Assinada pelo bispo Julio César Holguín e o reverendo Israel Batista, respectivamente presidente e secretário geral do CLAI, a carta questiona a recomendação de fortalecer as sanções econômicas contra Cuba. Tais sanções não afetarão apenas o governo cubano, mas os mais humildes do país, destaca a carta.

O CLAI afirma que a recomendação que defende a manutenção do embargo não tem como defender de uma perspectiva humanitária e ética, e sublinha que o embargo é “mais do que uma sanção política e econômica”, como vem insistindo igrejas e organismos ecumênicos do mundo.

O documento indica a preocupação do CLAI quanto à recomendação que solicita das igrejas dos Estados Unidos e de agências ecumênicas que cessem o envio de ajuda humanitária através do Conselho de Igrejas de Cuba (CIC).

Adverte que as organizações ecumênicas e as igrejas mundo afora têm a responsabilidade de relacionar-se entre si em qualquer lugar e como estimarem conveniente. “A liberdade religiosa é um princípio muito estimado para nós como CLAI”, assegura.

O documento assinala que é impossível aceitar que governo algum interfira nas decisões que competem às igrejas. “Conhecemos que esse é um princípio que o governo dos Estados Unidos impulsiona em todas as partes. Por que não aplicamos esse princípio no caso de Cuba?”, questiona.

O CLAI lembra que essa não é a primeira carta que envia ao presidente Bush sobre o tema de Cuba. “Esperávamos novos sinais, de ambos os lados, que permitissem uma relação diferente”, arrola, depois de recordar que o ministério da reconciliação é um aspecto essencial da missão cristã.

Fonte: ALC

Bispos reprovam exclusividade do Estado sobre educação no Chile

Bispos católicos chilenos afirmaram que nem o Estado nem ninguém pode ter exclusividade sobre a educação dos mais pobres e que a superação da pobreza depende da qualidade da educação no país.

O Comitê Permanente do Episcopado pediu que se garanta por lei um sistema educacional plural, de boa qualidade, acessível a todos os chilenos e de acordo com os princípios morais e religiosos de cada pessoa.

A Igreja Católica interveio no debate educacional iniciado no Chile após milhares de estudantes do ensino médio se mobilizarem com protestos nas ruas e ocupações de escolas em todo o país para exigir uma educação de melhor qualidade.

A presidente Michelle Bachelet conseguiu deter os protestos estudantis, criando uma ampla comissão governamental com participação de todos os segmentos da sociedade que proporá as medidas de fundo para a reforma da educação.

“A qualidade de vida, a superação da pobreza, o nível cultural e a nobreza das relações humanas de um povo dependem da qualidade da educação”, disseram os bispos. Segundo os religiosos, a tarefa de educar deve ser sempre considerada como um serviço público inestimável, mas a mesma não pode ser exclusividade de nenhum setor.

“A nenhum setor educacional, nem sequer ao próprio Estado, pode ser outorgada a faculdade de conceder o privilégio e a exclusividade da educação dos mais pobres”, afirmaram os bispos.

De acordo com os religiosos, o Estado não só deve garantir a educação a todos os chilenos, mas também deve zelar para que esta seja plural, de boa qualidade, em concordância com a realidade de cada pessoa e respeitando seus princípios morais e religiosos.

Fonte: Folha Online

Cazaquistão ameaça liberdade religiosa

Uma procuradoria da província na cidade de Shymkent, no centro regional da região sul do Cazaquistão, está tentando fechar totalmente uma faculdade teológica protestante local, argüindo que ela está ilegal, já que não tem uma licença do Ministério da Educação.

A procuradoria da província Enbekshin, de Shymkent, submeteu uma peça processual para a corte da província no início de julho exigindo o fechamento do Seminário Elim, mesmo se ele tiver tal licença.

A tentativa de fechamento do seminário vem em meio a uma crescente opressão sobre atividade religiosa, sem a aprovação do Estado. Líderes de congregações batistas que se recusaram a registrar, desde o início, estão enfrentando multas cada vez maiores. Houve também recentemente um boicote e uma campanha na mídia contra uma igreja não-registrada e uma comunidade Hare Krishna.

Um protestante que vive em Shymkent disse que a mesma procuradoria tentou fechar o Seminário Elim no ano passado, com os mesmos motivos. Ela lançou uma campanha simultânea contra o seminário na imprensa local. Contudo, nessa ocasião a corte da província de Enbekshin considerou que a queixa era sem fundamento, já que a lei não exigia uma licença do Ministério da Educação para ensinar em instituições religiosas.

Isto é parte de uma hostilidade estatal mais ampla contra a religião e a educação. O Ministério da Educação previamente ordenou que escolas impedissem as crianças de participar de todas as comunidades religiosas, assim como solicitou “trabalho educacional” obrigatório com crianças que desobedecerem esta proibição.

Um protestante local, que preferiu não ser identificado, contou à agência de notícias Forum 18 que em maio de 2006, “o governo emitiu um decreto solicitando que o ensino em instituições religiosas também tivesse uma licença do Ministério da Educação”.

O protestante contou que, quando soube disso, o seminário imediatamente parou de ensinar os alunos e apresentou seus documentos para obter licença do Ministério da Educação. “Então, o processo da procuradoria é um absurdo: o seminário agora não está engajado no ensino e está esperando pela decisão do Ministro da Educação”. A fonte de Forum 18 acredita que, na realidade, a procuradoria está agindo em nome das autoridades regionais, que está alarmada com o crescimento nos números de cristãos protestantes na região.

O procurador-geral da província de Enbekshin, da cidade de Shymkent, insiste que foi guiado somente pela lei. “É uma mentira que o seminário parou de ensinar os estudantes”, disse Erzhan Ezaliev. “Segundo a nossa informação, há no momento seis alunos estudando lá. Pessoalmente, eu sou neutro em relação aos protestantes. Entretanto, a lei é a mesma para todos”.

A tentativa de fechar totalmente o Seminário Shymkent é um resultado do endurecimento da política religiosa do governo cazaque. Em julho de 2005, o presidente Nursultan Nazarbayev aprovou emendas de “segurança nacional”, que acrescentaram à lei um Artigo sobre religião, tornando o registro obrigatório. O Código de Ofensas Administrativas também teve emendas na adição de novas provisões que punem a atividade religiosa não-registrada. Este conjunto de mudanças legais foi um sinal do desejo do governo de aumentar nitidamente os controles sobre as atividades das comunidades religiosas.

Depois destas alterações, houve um abrupto aumento nas multas aplicadas sobre os membros do Conselho das Igrejas Batistas, que se recusaram a registrar suas congregações por questões de princípio. Eles consideram tais registros como “pecaminosos”. Já faz um ano que as multas impostas pelas cortes aos membros batistas raramente excediam a 109 dólares. Mas, recentemente elas têm aumentado dramaticamente.

Em 27 de junho, a corte administrativa da província de Zyryanovsk, leste do Cazaquistão, condenou o pastor batista Igor Prokopenko, com base no artigo 374-1 do Código de Ofensas Administrativas, que pune a liderança e a participação na atividade de uma comunidade religiosa não-registrada. A corte percebeu que ele não cumprira uma ordem de 2002 que bania a atividade da igreja. Ele foi multado em 870 dólares.

No mesmo dia, a corte também condenou um membro da congregação, Shevel, com uma multa de 435 dólares americanos.

A multa sobre Igor se iguala à multa recorde imposta em maio sobre um outro pastor batista, Yaroslav Senyushkevich, que lidera uma congregação na capital Astana.

A média do salário da população é estimada em 260 dólares.

Fonte: Portas Abertas

Decisão de concílio metodista impacta movimento ecumênico

Bispo Adriel de Souza MaiaLíderes religiosos lamentaram a decisão do 18° Concílio Geral da Igreja Metodista de se retirar de organismos ecumênicos que tenham a presença da Igreja Católica e de grupos não-cristãos. O momento é de “profunda indignação e tristeza”, disse o bispo Adriel de Souza Maia (foto), presidente do CONIC.

A medida tira os metodistas do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC) e da Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE).

O momento é de “profunda indignação e tristeza”, disse para a ALC o presidente do CONIC, bispo Adriel de Souza Maia (foto), que foi reeleito para o Colégio Episcopal da Igreja Metodista no 18° Concílio, reunido de 10 a 16 de julho na cidade capixaba de Aracruz. “Vivemos um momento de grande retrocesso”, agregou.

Na medida em que a Igreja Metodista decide se retirar de organismos ecumênicos, também o bispo está excluído dessa comunhão. A leitura é do bispo Adriel de Souza Maia, que não saberia dizer, hoje, se ainda é presidente do CONIC.

“Tem que ser feita uma profunda avaliação do caso sob o ponto de vista jurídico”, admitiu. Também estaria nessa condição o secretário executivo do organismo, pastor Western Clay Peixoto.

Embora tenha destacado que a CESE não recebeu qualquer comunicado oficial da Igreja Metodista anunciando a decisão conciliar, a secretária executiva do organismo de serviço, pesquisadora Eliana Rollemberg, afirmou que a medida é preocupante e “entra na contramão da história do ecumenismo”.

Rollemberg disse que a decisão da Igreja Metodista do Brasil é um passo atrás e tem conseqüências para o ecumenismo mundial. Ela reportou-se à IX Assembléia do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), reunida em fevereiro deste ano em Porto Alegre, e que contou com a participação da Igreja Católica inclusive no comitê organizador local e nacional do evento. O CMI vem dando passos importantes no diálogo com os católicos, frisou.

Em carta dirigida, ontem, à Igreja Metodista, o pastor presidente da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) e moderador do CMI, Walter Altmann, disse que, embora a decisão conciliar deva ser respeitada integralmente, tomada de acordo com a convicção majoritária dos conciliares, a notícia “entristeceu profundamente o nosso coração”.

Altmann expressou o agradecimento da IECLB à “rica contribuição da Igreja Metodista para a prática eclesial e ecumênica em nosso país”. Frisou que uma das características primordiais dos metodistas mundo afora tem sido a conjugação de evangelização e compromisso social.

Num contexto de difíceis e lentos avanços, a decisão do Concílio de Aracruz representa um “forte baque no movimento ecumênico no Brasil, que assim enfrenta um desafio adicional em sua caminhada muitas vezes espinhosa, mas sempre necessária”, arrolou o pastor presidente da IECLB.

Falando em nome pessoal, o assessor do setor de Ecumenismo e Diálogo Religioso da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre José Bizon, declarou que a medida representa um retrocesso para uma igreja, como a metodista, que tem uma caminhada ecumênica. “A gente fica perplexo e dói o coração de ouvir uma decisão dessas, quando o mundo se abre ao diálogo”, assinalou.

A decisão do Concílio de Aracruz é lamentável, pois vai contra os princípios doutrinários e pastorais da Igreja Metodista, argumentou o secretário executivo do CONIC, Clay Peixoto. “Foi uma decisão política”, acrescentou, referindo-se ao crescimento do movimento carismático de corte sectário e fundamentalista na Igreja Metodista brasileira.

O bispo Adriel de Souza Maia lembrou a carta pastoral que o Colégio Episcopal remeteu ao 18. Concílio, na qual destacou a caminhada ecumênica da Igreja Metodista desde John Wesley, seu fundador, até os dias de hoje, reafirmando a importância do envolvimento dos metodistas em organismos que lutam em favor da vida.

Mas o apelo dos bispos não encontrou eco no Concílio, que aprovou, em debate iniciado na noite de sexta-feira, 14, avançando madrugada adentro, a retirada da Igreja Metodista de organismos ecumênicos por 79 votos a favor, 50 contra e quatro abstenções. “No afã de olhar para a Igreja Católica não avaliaram o prejuízo que o movimento neopentecostal provoca em nossas igrejas”, lastimou Souza Maia.

A realidade exige cada vez mais uma ação unitária das igrejas, frisou Eliana Rollemberg. “Talvez a realidade acabe nos educando a respeito da atuação conjunta”, disse.

Para Souza Maia, o momento é de parar, reavaliar tudo e redesenhar o momento sem perder a visão do futuro. “Deus e Jesus Cristo vão além dos dogmas. A instituição não pode embaçar o movimento do Espírito na Igreja”, afiançou.

Fonte: ALC

Pastor Anselmo: “Autoconfiança derrubou o Brasil”

O excesso de confiança derrubou o Brasil. A avaliação é de alguém que viveu diariamente os bastidores da campanha brasileira na Copa do Mundo da Alemanha.

Convidado pelos Atletas de Cristo da equipe para exercer a função de “treinador espiritual”, o pastor Anselmo José Richardt Alves, da 1.ª Igreja Batista de Curitiba, acompanhou todos os passos da equipe de Carlos Alberto Parreira no Mundial. E, após a decepção, não vê outra explicação para o insucesso dos favoritos ao título.

Mas que fique bem claro, não se tratou de salto alto, tido pela torcida como o maior pecado de uma seleção recheada de atletas consagrados e milionários. “Eu sentia que todos sabiam das dificuldades. Além do mais, eles (os jogadores do Brasil) eram os campeões mundiais, da Copa América, da Copa das Confederações e das Eliminatórias. A confiança foi natural”, explicou pastor Anselmo, 47 anos, que viajou e assistiu a todos os jogos bancado pela Associação Missionária de Capelania e Discipulado a Esportistas (Amcades), mantida pelo zagueiro Lúcio. O mesmo trabalho Anselmo já havia realizado na Copa do Japão e da Coréia do Sul, em 2002.

Para o religioso, o problema que ocasionou a desclassificação nas quartas-de-final contra a França é típico do jogador brasileiro. “Eles imaginam que podem resolver a qualquer momento, que quando a partida ficasse apertada dariam um jeito. Mas não foi o que aconteceu, e nem sempre isso é possível”, disse pastor Anselmo, que descartou uma possível falta de união no grupo, supostamente dividido entre os festeiros e os evangélicos.

Perguntado se foi o caso específico dos dois Ronaldos – ambos não participavam das reuniões, que contavam com Lúcio, Kaká, Gilberto, Cicinho, Luisão, Cris, Gilberto, Zé Roberto e até o preparador físico Moraci Sant’Anna – o missionário paranaense não confirmou. “Não creio que o Ronaldo e o Ronaldinho Gaúcho tenham sido os maiores exemplos. Aconteceu na seleção como um todo”.

Outro ponto que despertou polêmica foi a reação dos atletas após o apito final do árbitro espanhol Luiz Medina Cantalejo, que decretou o fim do sonho de bordar a sexta estrela na camisa amarela. Enquanto Cafu, Roberto Carlos, Ronaldo, Robinho e Ronaldinho Gaúcho pareciam indiferentes, Lúcio, Zé Roberto e Gilberto Silva quase desabaram no gramado.

Curiosamente, exceto pelo volante do Arsenal, dois assíduos freqüentadores dos encontros espirituais. “Eu creio que eles sentiram mais pelo fato de não terem apenas o compromisso com o treinador. Eles queriam agradar não só ao Parreira, mas ao treinador dos treinadores: Jesus”, apontou o pastor.

Fonte: Gazeta do Povo

CMI pede pelo fim do conflito no Oriente Médio

O Conselho Mundial de Igrejas (CMI) somou sua voz à demanda internacional para o cessar imediato dos confrontos no Oriente Médio, pela garantia de proteção aos civis e pelo abandono da retórica da guerra.

“O CMI insta com firmeza todas as partes para que detenham e revertam a escalada do conflito e que se abstenham de todo uso da retórica belicista”, afirmou o secretário geral do CMI, pastor Dr. Samuel Kobia, em declaração difundida no dia 13 de julho.

A petição do CMI une-se aos chamados de todo o mundo após os ataques militares de forças israelenses sobre alvos libaneses em represália ao seqüestro de dois soldados, perpetrado pela guerrilha do Hezbolah, e depois de ataques às forças armadas, a cidades israelenses e na Faixa de Gaza.

“Insistimos na necessidade de que todas as partes se comprometam em proteger os civis – libaneses, palestinos e israelenses – de acordo com as normas internacionais. Pedimos pelo fim das ações violentas, condenamos a destruição de estradas, pontes, pistas de aterrissagem e o bloqueio ao Líbano por mar”.

Segundo o CMI, a aplicação do direito internacional é “a alternativa inevitável ao reiterado ciclo de invasões, ocupações, contra-ataques violentos e inércia internacional que predomina novamente no Oriente Médio”.

Conferência Islâmica prevê mais extremismo após conflito libanês

A Organização da Conferência Islâmica (OCI) exigiu neste domingo o fim “imediato da agressão” israelense ao Líbano, advertindo que a ampliação do conflito acentuará o extremismo religioso e o terrorismo islâmico.

Em um comunicado difundido na sede da organização, em Jidá, o secretário-geral da OCI, Ekmeleddin Ihsanoglu, pediu ao Conselho de Segurança das Nações Unidas que “assuma sua responsabilidade política e moral para deter imediatamente o derramamento de sangue e a destruição” no Líbano.

O prosseguimento das hostilidades entre Israel e o grupo Hezbollah libanês “conduzirá a uma ampliação do conflito e envolverá outras partes, ameaçando enormemente a paz e a segurança internacionais”.

“Isto resultará (…) em um crescimento do extremismo e do terrorismo no mundo, o que não interessa a ninguém neste momento em que a região do Oriente Médio precisa de tranqüilidade”, destaca o comunicado.

O Banco Islâmico de Desenvolvimento, organismo financeiro da OCI, contribuirá para “a reconstrução do que foi destruído pelo Exército israelense no Líbano”, acrescenta a nota.

O presidente egípcio, Hosni Mubarak, disse hoje que Israel não sairá ganhando “esta guerra” que, na sua opinião, aumentará a inimizade dos árabes.

Em declarações à agência Mena, Mubarak pediu um “cessar-fogo imediato” e afirmou que Israel deve “deter a morte de civis libaneses indefesos e as destruições”.

Egito e Jordânia são os únicos dois países árabes que firmaram acordos de paz com Israel.

Fonte: ALC e AFP

Obreiro de congregação evangélica abusa de rapaz de 15 anos

O obreiro Domingos Nazareno, da congregação evangélica Jarbas Passarinho, localizada no bairro do Atalaia, no Pará, é acusado de violentar um adolescente de 15 anos. O crime ocorreu às 20 horas do último domingo, em uma rua do bairro.

Ontem pela manhã, o investigador Leite, o cabo Bezerra e o soldado Magno estiveram na residência do acusado, no conjunto Oásis, na rodovia do 40 Horas, mas não o encontraram.

Os policiais acreditam que ele está escondido, para tentar fugir do flagrante. Para escapar, Domingos utilizou um Fiat Uno, placas JTJ-3847, que pertence à sogra dele. Esse é o mesmo veículo foi usado para a prática do crime.

A vítima contou que chegou na igreja sem os seus pais na noite de domingo e só encontrou o acusado. Domingos perguntou ao garoto pelos seus pais e disse que era para ele não se incomodar que ele o levaria em sua casa, após o culto. O menino aceitou a oferta. No caminho, Domingos, munido de uma faca, abusou sexualmente do garoto, forçando-o a praticar sexo oral e anal com ele.

O crime foi registrado no Pró-Paz, na Santa Casa de Misericórdia do Pará. Os exames de atos libidinosos diversos da conjunção carnal feitos no jovem no Centro de Perícias Científicas Renato Chaves constataram o abuso sexual. O adolescente foi atendido por médicos e psicólogos do Pró-Paz. Os dirigentes da igreja já tinham desconfiado de que o obreiro não era ‘gente do bem’. Ele já havia tentado assediar uma moça da congregação evangélica.

Segundo um pastor, que preferiu não ser identificado, as meninas já tinham feito comentários de que ele era ‘abusado’. O pastor comentou que Domingos chegou na igreja há cinco meses junto com a família, sogra e esposa, e a partir de então foi aos poucos ganhando a confiança dos ‘irmãos’.

Fonte: Amazônia Jornal

Goiânia será a nona capital a sediar a igreja dos homossexuais

O Estado de Goiás será o nono do Brasil a sediar a Igreja da Comunidade Metropolitana do Brasil (ICM), a qual defende a homossexualidade.

Segundo o Diário da Manhã publicou nesta segunda-feira, dia 17 de julho, a Igreja terá sede na capital Goiânia, em local a ser definido ainda pela coordenação da matriz, situada em Niterói (Rio de Janeiro).

A ICM, que existe há 38 anos nos Estados Unidos e há quatro no Brasil, prega que a Bíblia em nenhum momento proíbe a homossexualidade e que Deus não diferencia ninguém devido à orientação sexual.

A igreja deverá ser inaugurada em Goiânia no próximo mês de dezembro. Atualmente ela já existe em Niterói, Rio de Janeiro (capital), São Paulo (SP), Salvador (BA), São Luís (MA), Fortaleza (CE), Teresina (PI) e Brasília (DF).

Fonte: UOL

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