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Igrejas discutem por causa dos esgotos de basílica em Jerusalém

A tradicional disputa entre as Igrejas pelo controle das instalações da Basílica do Santo Sepulcro, onde segundo a tradição cristã foi enterrado Jesus Cristo, gerou agora um litígio por causa de uma avaria no sistema de esgotos.

O problema, informa hoje o jornal “Maariv”, já dura várias semanas e foi causado pela recusa da Igreja Copta a consertar uma avaria no sistema de esgotos de sua capela, que provocou pequenas inundações em alguns pontos da Basílica. Representantes das igrejas Ortodoxa, Católica Romana (representada pelos franciscanos) e Armênia recorreram à Prefeitura de Jerusalém para resolver a situação.

A avaria foi conseqüência de obras na capela copta, que fica junto à Basílica. Os monges condicionam sua permissão para o conserto do sistema de esgotos à concessão de um lugar nos serviços públicos, informa o jornal.

“Vamos resolver este litígio com especial sensibilidade, por ser um santuário tão importante para a cristandade. Não descansaremos até resolver o problema”, disse o prefeito de Jerusalém, Uri Lupoliansky.

O prefeito dirige pessoalmente as negociações. Ele contou que, quando recebeu os representantes das igrejas cristãs, perguntou se em Roma haveria uma crise assim por causa de esgotos. “Eles responderam que em Roma não, mas aqui estamos em Jerusalém”, disse Lupoliansky, segundo o “Maariv”.

Fonte: EFE

Bono acusa países ricos de descumprir promessas feitas à África

Os países mais ricos do mundo não estão cumprindo as promessas que fizeram para a África há um ano, de fornecer as drogas do coquetel contra a Aids, expandir o comércio e aumentar a assistência ao continente, disse o cantor e ativista Bono, líder do U2.

Bono Vox, líder da banda U2Bono e o músico irlandês Bob Geldof estão engajados numa campanha global para obter mais ajuda para a África. No ano passado, eles organizaram shows Live 8 em todo o mundo para pressionar o Grupo dos Oito (G8), que reúne as principais nações industrializadas do planeta, a combater a pobreza.

“Eles começaram a escalar um Everest, mas no ano passado se perderam no campo base”, disse Bono à Reuters numa entrevista depois da divulgação de um relatório sobre os progressos na área, elaborado pelo grupo Data (Dívida, Aids, Comércio na África).

“Gosto de pensar que o relatório do Data é uma espécie de GPS para que voltemos para o caminho certo e escalemos a montanha”, disse Bono, que formou o Data junto com Geldof.

O relatório disse que os países ricos cumpriram a promessa de cancelar as dívidas de 19 países pobres, a maioria da África, e que ainda há 44 países candidatos ao perdão através de programas do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial.

“No geral, houve um aplauso para a dívida, meio aplauso para a Aids e vaias e assobios para o que está acontecendo no comércio”, disse Bono.

O documento afirmou que o perdão do pagamento das dívidas de Camarões, Moçambique, Tanzânia, Uganda e Zâmbia já se traduziu em mais investimentos em educação, saúde e no combate ao HIV/Aids.

Mesmo assim, o texto afirma que é preciso fazer muito mais para garantir o acesso ao coquetel anti-Aids. O financiamento global do combate ao HIV/Aids cresceu de 300 milhões de dólares ao ano, no fim dos anos 1990, para 8,3 bilhões de dólares em 2005. Na África, o número de pessoas com acesso ao tratamento subiu de 100 mil em 2003 para 800 mil no ano passado.

O Data disse, porém, que os doadores estão gastando metade da quantia necessária para atingir a meta de levar o tratamento a pelo menos 4 milhões de africanos até 2010.

O relatório elogiou os Estados Unidos por ser o maior doador para programas de combate ao HIV/Aids na África, e a Grã-Bretanha e a França por suas contribuições para o Fundo Global de Combate à Aids, à Tuberculose e à Malária, organização com sede em Genebra.

Canadá, Itália, Japão e Alemanha foram repreendidos pelo documento.

O relatório também criticou o G8 pela falta de progressos no pacto global para o comércio, da rodada de Doha, que poderia abrir os mercados para os produtos africanos. Para o Data, falta aos países ricos ambição, senso de urgência e dedicação para ajudar a África através do pacto comercial.

Segundo o texto, dos países do G8, apenas a França está no caminho certo para cumprir a promessa de dobrar a ajuda à África até 2010.

Para honrar seus compromissos, os países ricos deveriam ter elevado a ajuda em 3,6 bilhões de dólares no ano passado, mas a quantia chegou a apenas 1,6 bilhões.

Os países do G8 teriam de aumentar os gastos para 4 bilhões de dólares em 2006 para cumprir a meta, disse o relatório.

Fonte: Reuters

Mark C. Taylor: “A religião nunca foi tão perigosa quanto hoje”

O pesquisador americano e professor de religião no Williams College, em Massachusetts (EUA), Mark C. Taylor, diz que a religião se encontra nos lugares menos óbvios, onde menos se espera, que ela não vai desaparecer e, provavelmente, vai se tornar ainda mais poderosa nas próximas décadas.

Mark C. Taylor é professor de religião no Williams College, em Massachusetts (EUA). Ali, ele conquistou o direito de decidir o que fazer com o seu tempo, de trabalhar em áreas multidisciplinares do conhecimento e de pesquisar, ensinar e escrever. Devido a sérios problemas com diabetes, que ele chama de desconstrução do corpo, teve que ficar de licença médica nesse semestre e está aproveitando para terminar seu terceiro livro em dois anos. Seu livro “Erring – A Postmodern A/Theology”, lançado há 20 anos tornou-se um “clássico” no campo da teologia e da filosofia. Seu campo de ação, contudo, não é somente a teologia, mas também a filosofia da cultura e a religião em geral, especialmente a ocidental.

Segundo ele, a religião se encontra nos lugares menos óbvios e onde menos se espera, seja nos jogos de futebol americano, no crescente comércio de unhas postiças das meninas dos Estados Unidos, no controle remoto das televisões, nas tatuagens, nos ossos que ficam como reminiscências do corpo, nos avanços bioinformáticos, na literatura de William Gaddis, nas pinturas de Mark Tansey, na obra de arte de Michael Barney, Vito Acconti e Michael Heiser, nos epitáfios dos túmulos de filósofos e nas conexões da internet.

“A religião não vai desaparecer e, provavelmente, vai se tornar ainda mais poderosa nas próximas décadas”, diz Mark C. Taylor, na entrevista abaixo:

No Brasil, as universidades, em geral, exceto as de confissão religiosa, não são simpáticas à religião em seus currículos. Acredito que nos Estados Unidos isso não seja diferente. Por que a religião tem sido tão desprezada pela academia e com tanta freqüência, e por que essa situação se mantém? A religião é, sob muitos aspectos, o tema mais complicado para a universidade trabalhar. Muitos dos problemas nasceram da incapacidade de se distinguir adequadamente a prática e o estudo da religião. Esse impasse é criado pela compreensão limitada da religião por parte daqueles que a defendem e também dos que a criticam. Vou voltar a esse tema na próxima questão. Muitos acadêmicos continuam comprometidos com as teorias de secularização formuladas na década de 60. Sob o ponto de vista dessas teorias, modernização e secularização são inseparáveis: as sociedades se modernizam e tornam-se mais seculares através de um processo que é ao mesmo tempo inevitável e inseparável.

Obviamente, as coisas não aconteceram exatamente assim. A religião nunca foi tão poderosa ou tão perigosa quanto hoje. É absolutamente essencial que o ressurgimento recente da religião não seja encarado como uma volta às formas pré-modernas de crença e prática. Ao contrário, o surgimento de formas mais conservadoras da religião é um fenômeno global caracteristicamente pós-moderno. A religião não vai desaparecer e, provavelmente, vai se tornar ainda mais poderosa nas próximas décadas. Portanto, a criação de análises mais sofisticadas e capazes de compreender melhor as nuances do que está acontecendo é de vital importância. E o ponto de partida dessa investigação deve ser o reconhecimento de que a própria secularização é um fenômeno religioso produto do judaísmo e do cristianismo.

O senhor diz com freqüência que a religião aparece onde ela é menos evidente ou esperada. Poderia definir o que entende por religião e como abordá-la? A religião não é só o que acontece nas igrejas, nos templos e mesquitas. Há uma dimensão religiosa em toda cultura. A arte, a literatura e a arquitetura modernas, por exemplo, nunca teriam se desenvolvido da mesma forma sem a profunda influência das várias tradições religiosas e espirituais. A noção de indivíduo presente nos fundamentos da maior parte das teorias políticas e econômicas modernas foi definida pela primeira vez no protestantismo. Adam Smith desenvolveu sua análise dos mercados, que até hoje continua balizando as políticas econômicas, pela apropriação do conceito da mão invisível de Calvino. É importante expandir nosso conhecimento sobre a religião de forma a nos permitir determinar exatamente a sua influência na chamada cultura secular.

O senhor estudou a religião nos últimos 30 anos. Quais foram as maiores mudanças que o senhor presenciou durante esse tempo e qual a situação atual do estudo da religião? O estudo crítico da religião nunca foi tão importante quanto é hoje, e nunca foi tão difícil. Por um lado, o politicamente correto metamorfoseou-se em “religiosamente correto”. Alguns religiosos atacaram os acadêmicos -às vezes até ameaçando com violência-, acusando-os de não respeitarem suas crenças. Em casos extremos, os críticos do estudo secular da religião insistem que só os religiosos comprometidos com determinado credo estão qualificados para ensinar a sua tradição religiosa. Por outro lado, os críticos também dizem que a religião é epifenomenal e deve, portanto, ser reduzida a sistemas e processos mais básicos, como as infra-estruturas psicológica, sociológica e econômica. O que realmente precisamos hoje é de uma abordagem do estudo da religião que seja multidisciplinar e comparativa. É necessário utilizar a luz de cada uma das diferentes perspectivas metodológicas nas tradições religiosas que dialogam entre si.

Quais são os pensadores que o senhor julga importantes para o estudo da religião hoje? Acredito que os trabalhos mais interessantes para o estudo da religião estão sendo feitos fora dessa área de conhecimento. Eu identificaria três áreas: arte, literatura e ciências biológicas. É preciso enfatizar, no entanto, que nenhum desses pensadores necessariamente consideram seu trabalho como religioso ou até mesmo relevante para a religião. No campo das artes, artistas que fazem intervenções paisagísticas, como Michael Heizer e James Turrel, estão desenvolvendo projetos altamente ambiciosos e importantes. Outros artistas com trabalhos importantes são Richard Serra, Ann Hamilton, Matthew Barney, Joseph Beuys e Anselm Kiefer. Na literatura, dois autores merecem bastante atenção: William Gaddis e Mark Danielewski. Finalmente, nas ciências biológicas, eu citaria trajetórias ao invés de indivíduos. Acredito que nas próximas décadas a bioinformática será tão importante quanto os computadores e as redes têm sido no passado recente. À medida que as pesquisas avançam na biologia digital e vida artificial e se alcançam novas tecnologias, a fronteira entre homem e máquina será cada vez mais obscura. Esses avanços têm implicações enormes para as tradições religiosas.

O senhor disse certa vez que vive em vários mundos e que o seu trabalho é profundamente marcado por uma abordagem interdisciplinar abrangente. Dentre outras coisas, o senhor já trabalhou com teologia, artes e arquitetura, cultura popular, mídia, tecnologia e cibernética, o corpo e a carne, epitáfios de túmulos e sistemas complexos, economia e mercado. Por que o senhor investiu em tantas direções? Acredito que a existência é algo relacional -ser é estar conectado. Para entender uma coisa é necessário deslindar a teia Mark C. Taylorde relacionamentos dentro da qual emerge o objeto de estudo. Por exemplo, não é possível compreender o neoliberalismo do capitalismo global sem entender, por exemplo, a doutrina da providência de Calvino e, por outro lado, os jogos de representação de papéis on-line para múltiplos jogadores (MMORPGs). A centelha criativa aparecesse quando aproximamos dois fenômenos aparentemente não relacionados entre si. A maneira pela qual o conhecimento se estrutura não é imutável, mas reflete os modos de produção e reprodução existentes na sociedade. À medida que passamos do capitalismo industrial para o capitalismo de consumo e finalmente ao capitalismo financeiro, a estrutura da realidade foi sendo modificada. O problema é que as universidades não se transformaram junto com o mundo. O modelo das universidades atuais foi formulado pela primeira vez por Kant, num artigo presciente publicado em 1789. Kant usou como modelo a universidade de produção em massa. Tente imaginar currículos e universidade estruturados como se fossem uma rede, ao invés de uma assembléia linear e você terá uma idéia das mudanças de que a universidade necessita hoje.

Seus alunos adoram as suas aulas. Eu fui testemunha disso aqui na Universidade Columbia. Em 1995, o senhor ganhou o prêmio Professor Universitário do Ano, concedido pela Fundação Carnegie para o Aperfeiçoamento da Docência. Como o senhor vê o seu trabalho como professor? Eu levo o ensino muito a sério. Na verdade, vejo a docência como minha vocação. Sempre digo aos meus alunos que a relação professor-estudante é ética: ambos têm obrigações, e nenhuma das partes consegue fazer o seu trabalho sem as contribuições da outra. Freqüentemente, nas universidades onde se faz pesquisa, a atividade docente é menosprezada. A dicotomia pesquisa/docência é apenas ilusória, porque a pesquisa informa a atividade docente, que por sua vez alimenta a pesquisa. Não há nada mais recompensador do que o compromisso sério com estudantes inteligentes e interessados.

Como o senhor vê a relação pessoal do presidente George Bush com a religião. Estaria ele tentando criar uma teocracia? Eu tenho dito freqüentemente que me preocupo mais com os que acreditam do que com os que não acreditam. Em maneiras diversas, as guerras religiosas do século 21 são extensões das guerras culturais dos anos 60. Para muita gente, que vai de George Bush ao papa Bento 16, os anos 60 nos introduziram em um caminho de relativismo que somente poderá ser corrigido pelo returno aos absolutos. Penso que esses absolutos e essas certezas que eles advogam são altamente perigosos. Eu não creio que Bush esteja querendo criar uma teocracia, mas penso que o comprometimento religioso acrítico que ele desenvolve tem afetado profundamente as políticas internas e externas dos Estados Unidos, o que tem causado vários desastres.

Como a visão do presidente Bush a respeito da religião transformou a maneira pela qual os Estados Unidos conduzem a política e a economia tanto internamente quanto com o resto do mundo? Nos últimos anos, o cenário político nos Estados Unidos foram transformados pelo que eu chamo de nova direita religiosa, que surgiu quando os protestantes e católicos conservadores uniram forças, entre o final dos anos 60 e o início da década de 70. Os temas mais importantes eram o aborto, as orações nas escolas, a teoria da evolução e o Judiciário federal. Esses temas ainda orientam uma grande parte da agenda de Bush. É importante entender que os protestantes conservadores sempre foram capazes de perceber como as novas tecnologias podem ser usadas para espalhar a sua fé. Isso começou com a imprensa e se disseminou pelo rádio e a televisão e agora alcança também a internet. Essa astúcia tecnológica gerou um enorme poder financeiro e político. Não há nada que seja páreo para isso na esquerda.

Como devemos entender o mundo depois dos atentados de 11 de Setembro? Como o senhor entende a idéia de “terrorismo”? Como sugeri anteriormente, o terrorismo é um fenômeno caracteristicamente pós-moderno, uma reação ao crescente poder do capitalismo global. O terrorismo é baseado numa ideologia de oposição, que joga o bem contra o mal. O que faz essa ideologia tão perigosa é o fato de o mundo estar cada vez mais interconectado. Quando se tem uma ideologia de oposição num mundo formado por teias e redes, os resultados podem ser desastrosos.

Com que olhos o senhor vê o futuro? Para ser bem honesto, é difícil ser otimista em relação ao futuro. Os problemas que enfrentamos são grandes e há pouca boa vontade em reconhecê-los ou empenho para solucioná-los. Acredito que as questões mais críticas no século XXI serão as ambientais, e em nenhum outro lugar do mundo isso é tão evidente quanto no Brasil. A destruição da floresta tropical ameaça a vida no planeta. As teias nas quais estamos emaranhados não são só a internet e o capital global, mas são também as teias naturais, que uma vez danificadas não podem mais ser reconstruídas. Estamos nos aproximando rapidamente do ponto de inflexão, que pode também trazer uma grande destruição.

Para encerrar nossa conversa, como o estudo da religião pode ajudar na resistência ou criar alternativas à situação política, econômica e religiosa atual? Pensamento e ação, teoria e prática, estão inseparavelmente relacionadas. Precisamos desesperadamente de uma compreensão de mundo que nos permita entender que tudo é co-dependente e co-evoluiu. Se continuarmos como estamos agora, é difícil imaginar algum futuro.

Fonte: Trópico

Novas denominações evangélicas atraem adeptos em Campina Grande

Dez anos atrás, elas praticamente não existiam em Campina Grande. Os seguidores da chamada linha evangélica ocupavam apenas os assentos das igrejas tradicionais, trazidas para o Brasil no início do século XIX, como a Luterana, Congregacional, Metodista, Batista e Presbiteriana.

Passada uma década, os mais de 60 mil evangélicos campinenses seguem doutrinas e linhas com lastros semelhantes, mas divergentes em costumes e pontos secundaristas, adotados pelas mais de 50 denominações diferentes que existem na cidade. As ‘pequenas igrejas’, segundo dados da comunidade evangélica tradicional, somam aproximadamente 150 em Campina Grande.

Os nomes são os mais diversos e algumas respeitam em suas novas designações os nomes das denominações originárias, um exemplo, é a Ministério da Madureira, no bairro do São José, que é uma disseminação da Assembléia de Deus, considerada uma das pentecostais de maior difusão em todo o Brasil. Outras como Evangelho Pleno, Tabernáculo, Evangelho Quadrangular, Betesda, Jesus Cristo é o Maior – Igreja Viva 24 Horas, Sara Nossa Terra, Doutrina Primitiva, Casa de Oração Congregação Cristã no Brasil e inúmeras denominações diferentes estão espalhadas pela cidade. Conhecidas também como ‘igrejas independentes’, elas geralmente surgem de outras ramificações e ocupam cada vez mais espaços nos bairros, sobretudo nas periferias, conquistando adeptos logo que surgem.

Para o presidente da Vinac (Visão Nacional para Consciência Cristã), pastor Euder Fáber, que promove anualmente o Encontro para a Consciência Cristã, a conquista de adeptos faz parte de um processo social fácil de se explicar. “As pessoas são carentes de espiritualidade e estão sempre em busca de Deus, por isso, seguir uma doutrina evangélica, seja qual for a denominação, e mesmo nova, é algo atraente”, declara.
Seguir uma igreja recém-criada, porém, não é para o pastor, uma atitude contrária à ideologia evangélica. Isso, porque como frisa, não há na lei brasileira qualquer artigo que disponha contra a criação de novas denominações nem novos templos religiosos, já que é assegurado ao cidadão brasileiro, respeito à religiosidade, seja ela qual for. Esse direito tem garantido a formação de novas tendências religiosas dentro do próprio segmento protestante, erradicado na Alemanha no século XVI, por Martim Lutero, que ganhou o mundo inteiro e hoje conta com milhões de seguidores em todo o Brasil. Na opinião do presidente da Vinac, não importa que igreja evangélica – pelo menos das consideradas realmente da linhagem – a pessoa siga. ‘O mais importante mesmo é que as pessoas aceitem os ensinamentos que pregam a Cristo como Senhor’.

Professor diz que problemas são políticos

Para o professor e doutor em Teologia da Universidade Estadual da Paraíba, Eli Brandão, a formação de novas igrejas é o reflexo de inúmeros fatores, relacionados tanto a problemas de ordem política como teológicos dentro das próprias igrejas. Brandão esclarece, no entanto, que é preciso saber qual igreja realmente foi criada com o intuito de evangelizar. Há, na sua opinião, casos em que uma denominação é criada unicamente para fins mercadológicos, onde a obtenção de lucros consiste no objetivo geral.

Eli Brandão destaca que a pluralidade de grupos dentro de um mesmo segmento doutrinário denota um sincretismo religioso, no qual idéias divergentes se misturam, mas não são aceitas por todos. A criação de uma nova designação religiosa está quase sempre relacionada à divergência de pensamentos e idéias dentro das próprias igrejas. “Isso também acontece no Catolicismo”, lembra o teólogo, reforçando que a intenção mercadológica sempre está ligada ao fator político.

De acordo com o pastor Euder Fáber, as novas ramificações religiosas, que são milhares em todo o Brasil, surgem quando um pastor, um diácono ou presbítero, discorda de certos ensinamentos ou tradições praticadas pelas denominações religiosas seguidas e decidem criar uma nova designação, na qual possa disseminar suas crenças.

Mesmo baseados na Bíblia, como a maioria dos criadores fazem, ou dizem o fazer, os ensinamentos que são disseminados pelas novas igrejas podem estar envoltos, de forma sutil, de conceitos humanos com o objetivo de manipular a fé dos seguidores, segundo advertem os especialistas.

Estrutura é precária para acomodação

O maior problema, conforme ressalta o presidente da Vinac, é quanto aos locais onde as novas igrejas estão instaladas. Muitas delas, praticamente sem estrutura nenhuma, não oferecem qualquer comodidade aos freqüentadores e ainda podem oferecer riscos de incidentes. Espaços como garagens, onde mal cabem 20 pessoas, são usados como templos, sem a menor capacidade de acolher as pessoas. É intenção da Vinac iniciar ainda este ano um levantamento do número exato de igrejas evangélicas no município.

Pequenas casas, locais onde funcionavam mercearias ou outros estabelecimentos comerciais, entre outros imóveis inadequados funcionam como templos evangélicos na cidade. O maior número, conforme declara Eli Brandão, está concentrado na periferia, embora a classe média hoje em dia, esteja muito suscetível a seguir novas doutrinas e pensamentos religiosos.

O pastor Sebastião Tavares, da Primeira Igreja Batista de Campina Grande, a segunda evangélica mais antiga da cidade, com 84 anos, diz que o alastramento das pequenas igrejas está ligado a diversos fatores, sendo o maior, a facilidade de locomoção oferecida aos evangélicos. Essas igrejas, segundo o pastor, estão sempre localizadas nos bairros e os seguidores são moradores da própria área.

Fonte: Jornal da Paraíba

Especialista afirma que perseguição aos cristãos está aumentando

O número de cristãos perseguidos está em elevação em todo o mundo, de acordo com o professor Thomas Schirrmacher, diretor da Comissão de Liberdade Religiosa da Aliança Evangélica Alemã.

Três em cada quatro casos de perseguição severa têm como alvo os cristãos, disse o professor durante uma palestra promovida pela Associação Protestante da União Democrática Cristã em Dresden.

De acordo com o professor Schirrmacher, pelo menos 55 mil cristãos são mortos a cada ano por razões religiosas. Os cristãos da Índia, Indonésia e Paquistão correm o maior risco de ser mortos por causa da fé.

Schirrmarcher encorajou os políticos a empenharem-se mais pela liberdade religiosa. Freqüentemente eles relutam em lidar com a perseguição e discriminação aos cristãos em países islâmicos, na medida em que isso possa colocar em risco o diálogo religioso.

Cristianismo em expansão

O professor está convencido de que o interesse na religião está crescendo em todo o mundo: “O ateísmo comunista está reduzido a pequenos países como a Coréia do Norte”. O cristianismo está experimentando um crescimento perceptível fora do Ocidente.

Muitos intelectuais chineses, por exemplo, consideram que a fé cristã está “em alta”, disse o professor Schirrmarcher. O número de cristãos na China supera a freqüência dos cultos dominicais na Europa. Desde 1970, o número de cristãos triplicou na África e na Ásia e duplicou na América Latina.

Por causa da diminuição dos números na Europa, esse crescimento não é muito noticiado em escala mundial. O cristianismo cresce anualmente 1,25%, aproximadamente na mesma proporção do crescimento anual da população, que é de 1,22%.

Fonte: Portas Abertas

Pesquisadores de células-tronco podem ser excomungados

Cientistas que estão engajados na pesquisa das células-tronco usando embriões humanos deveriam ser sujeitos à excomunhão da Igreja Católica Romana, de acordo com um oficial sênior do Vaticano.

O cardeal Alfonso Lopez Trujillo, que chefia o grupo que propõe uma política para igreja relacionada com a família, afirmou em uma entrevista com o semanário católico Famiglia Cristiana, publicado na quinta-feira, que a pesquisadores de células-tronco deveriam ser punidos do mesmo modo que as mulheres que realizam abortos e médicos que os executam.

“Destruir um embrião é o equivalente ao aborto,” afirmou o cardeal. “A excomunhão é válida para mulheres, médicos e pesquisadores que destroem embriões.”

Não estava claro se o papa apoiava a posição do cardeal, e o Vaticano não retornou as ligações do The New York Times para se pronunciar a respeito. Mas tais observações duras proferidas por um cardeal poderoso apenas uma semana antes de uma reunião convocada pela igreja para discutir o assunto poderia prenunciar uma obstinação da política do Vaticano acerca do assunto, segundo especialistas.

No sábado, Trujillo abre o quinto Encontro Mundial das Famílias em Valência, na Espanha, e o papa Bento XVI estará presente em 9 de julho, o último dia. Como chefe do Pontifício Conselho para a Família, estará nas mãos de Trujillo propor novas políticas para a igreja, apesar de a adoção de qualquer medida poder exigir um processo demasiado longo e complicado.

A igreja há muito se opôs contra a pesquisa das células-tronco embrionárias, e tem feito campanhas contra procedimentos médicos ou técnicas de pesquisa que danificam ou prejudicam embriões ou fetos humanos.

Porém a ameaça da excomunhão individual – a punição mais séria da igreja católica – foi previamente dirigida a mulheres e médicos que participaram de abortos. A posição de Trujillo ampliar o uso dessa sanção a pesquisadores biomédicos que utilizam embriões em seus estudos.

Fonte: Último Segundo

Kadafi afirma que Jesus teria sido muçulmano na época de Maomé

O líder líbio Muammar Kadafi, afirmou durante um discurso numa mesquita de Banjul, capital da Gâmbia, que Jesus Cristo teria se convertido ao islamismo se tivesse vivido na época de Maomé.

A agência de imprensa líbia “Jana” afirmou que o discurso foi feito na sexta-feira e ouvido por milhares de fiéis interessados nas palavras de Kadafi.

“Sabem por que Maomé veio depois de Jesus Cristo? Porque Alá quis copiar as partes boas das diferentes religiões para fazer do Islã a religião verdadeira, o alicerce de todas”, disse Kadafi.

O líder líbio acrescentou que leu os evangelhos mas que seus conteúdos “não convenceram”.

“O único evangelho válido é o quinto, a chamada Bíblia de Bernabé, desaparecida, na qual se diz que um profeta chamado Maomé chegará após Jesus Cristo, cujos adeptos deverão seguir o novo profeta”, disse, segundo a versão do discurso fornecida pela agência líbia.

Fonte: Folha Online

Evangélicos enviam carta de protesto ao Congresso peruano

O Conselho Nacional Evangélico do Peru (CONEP) protestou pela aprovação de comissão interna do Congresso peruano da proposta que permite às paróquias católicas distribuir certidões nas localidades onde não existam agentes públicos nem cartórios, o que não seria facultado a igrejas evangélicas.

Em carta remetida ao presidente do Congresso, Marcial Ayaipoma, e ao presidente da Comissão de Defesa Nacional, Ordem Interna, Inteligência, Desenvolvimento Alternativo e Luta contra as Drogas, Luis Iberico, o CONEP afirma que o projeto de lei, cuja discussão ocorrerá nos próximos dias no pleno do Parlamento, discrimina as confissões religiosas não-católicas.

O projeto modifica a atribuição da polícia de expedir certidões e propõe artigo permitindo sua expedição ao pároco local.

A carta foi assinada pelo diretor executivo do CONEP, Víctor Arroyo. O CONEP é uma instituição com mais de 65 anos de história e representa a maioria das igrejas evangélicas, organizações missionárias e organizações de serviço que desenvolvem função pastoral no país.

Segundo o CONEP, caso esse texto for aprovado, o Congresso “estará consagrando uma situação de discriminação em relação às confissões religiosas distintas à católica, que, assim como ela, estão presentes naqueles lugares onde não é possível acreditar notários, governos locais ou juizes de paz”.

Os evangélicos argumentam que a aprovação dessa proposta negaria o processo de democratização que o Congresso pretende desenvolver, assim que esperam uma emenda do Legislativo para “remediar essa observação”.

Fonte: ALC

Papa pode canonizar 1o santo nascido no Brasil em visita ao país

A Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) quer aproveitar a primeira visita do papa Bento 16 ao Brasil, em maio do próximo ano, para realizar a cerimônia de canonização de Frei Galvão, o primeiro santo nascido no país.

Essa será a quarta visita de um sumo pontífice da Igreja Católica ao Brasil. Bento 16 vai celebrar uma missa em Aparecida do Norte, em 13 de maio, e abrirá, no dia seguinte, a Assembléia dos Bispos da América Latina.

Brasileiro de origem, Frei Galvão morreu em 1822. Sua imagem e realizações transformaram-se em culto popular, transmitido de geração em geração.

“Ele morreu já com fama de santo. Frei Galvão será o primeiro santo canonizado nascido aqui”, afirmou a jornalistas nesta quinta-feira o vice-presidente da CNBB, dom Antônio Celso de Queirós.

Normalmente realizada em Roma, a canonização é a declaração oficial de santidade. Bento 16 fará sua primeira visita ao país depois de ter sido eleito papa, em abril do ano passado.

“Certamente ele não vai dar nenhum recado, a não ser falar de grandes temas”, afirmou o presidente da CNBB, cardeal Geraldo Majella Agnelo.

João Paulo 2o, seu antecessor, morto em 2005, visitou o país três vezes, em 1980, 1991 e 1996.

Fonte: Reuters

Vaticano abrirá seus arquivos secretos pré-Segunda Guerra

O Vaticano anunciou nesta sexta-feira que abrirá os seus arquivos para permitir que historiadores tenham acesso a documentos do período de 1922 a 1939.

Documentos do pontificado de Pio 11 serão disponibilizados e podem mostrar a atitude do Vaticano para com a ascensão do nazismo e novas informações sobre a visão da igreja católica sobre a Guerra Civil Espanhola na década de 30.

O papa seguinte, Pio 12, vem sendo acusado há muito tempo de não ter ajudado os judeus durante o holocausto promovido pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.

Mas os arquivos que possuem potencialmente as informações mais sensíveis, vão continuar confidenciais, apesar de pedidos de rabinos e historiadores judeus feitos quando o atual papa, Bento 16, foi eleito.

Desmistificação

Os historiadores dizem que a decisão de dar maior acesso aos arquivos secretos do Vaticano é uma tentativa de desmistificar o papel da igreja no período que antecedeu a Segunda Guerra Mundial.

O material a ser liberado pode incluir uma encíclica elaborada no papado de Pio 11, que criticava o racismo e o nacionalismo violento da Alemanha, de acordo com a agência de notícias AP.

A encíclica foi entitulada “Humani Generis Unitatas” (ou “A Unidade da Raça Humana”), mas Pio 11 morreu antes de sua divulgação e ela jamais veio a público, disse a AP.

Os arquivos contém registros de todos os decretos papais, encíclicas e correspondência diplomática do Vaticano.

Registros de cada papado vem sendo liberados para consulta em intervalos irregulares desde que a maior parte da coleção foi aberta, no século 19.

Em 2003, o papa João Paulo 2º anunciou que vai liberar o acesso aos documentos que detalham as relações do Vaticano com a Alemanha no período anterior à Segunda Guerra.

O acesso de estudiosos à coleção, mantida no Vaticano, é concedido mediante normas rigorosas, que incluem a proibição do uso de canetas esferográficas.

Fonte: BBC Brasil

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