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Sacerdote italiano acusado de pedofilia se suicida

O sacerdote italiano Marco Agostini, de 43 anos, se suicidou nesta sexta-feira, 11 de agosto, na casa de sua mãe em Roma, onde estava em prisão domiciliar após ser acusado de pedofilia, informou a imprensa local.

O religioso, que já tinha tentado se suicidar com uma overdose de remédios, foi encontrado por sua mãe enforcado em um dos quartos.

Agostini deixou uma carta na qual, entre outras coisas, escreveu: “Não sou um pedófilo”.

O sacerdote foi detido em abril sob a acusação de pedofilia.

Agostini teria assediado menores que freqüentavam a paróquia de São Benedito, na localidade de Pomezia (sul de Roma), onde trabalhou no início da década de 90.

Fonte: EFE

EUA: Reverendo luterano revela ter uma relação homoafetiva

A Igreja Luterana foi mais uma vez confrontada sobre sua oposição a homossexualidade. Isso porque nessa última quinta-feira, dia 10 de agosto, o Reverendo Bradley E. Schmeling anunciou para o seu bispo que ele mantém um relacionamento homossexual.

Agora Schmeling, que é da Igreja Luterana de St. John’s, em Atlanta (estados Unidos), corre o risco de ser suspenso ou expulso da igreja.

O reverendo, que está há seis anos na diocese, disse também que nunca fez segredo sobre sua orientação sexual. “As pessoas boas e qualificadas estão sendo excluídas do ministério”, afirmou Schmeling.

No último ano representantes da Igreja Luterana na América decidiram vetar a ordenação de gays para pastores e a possibilidade da Igreja aceitar e celebrar uniões entre casais do mesmo sexo.

Fonte: Jornal Floripa

Padre chileno é condenado por violação de dois jovens

O padre Jorge Galaz, ex-diretor de um abrigo para crianças abandonadas, foi condenado nesta sexta-feira a 15 anos de prisão sob a acusação de violentar dois adolescentes com deficiências mentais, informou o Tribunal Oral de Rancagua, cerca de 80 km ao sul de Santiago.

Galaz foi detido no ano passado, quando seguia para o Lar do Pequeno Cotolengo, em Rancagua, em meio a denúncias respaldadas pelo estatal Serviço Nacional de Menores (Sename).

O veredicto determinou que “além de qualquer dúvida razoável”, os dois internos, de 14 e 18 anos, foram vítimas de “violações reiteradas” do sacerdote, que ouviu a sentença com aparente tranqüilidade.

Trinta fiéis manifestaram apoio ao padre do lado de fora do tribunal. Os advogados do religioso apelarão da decisão.

Fonte: Folha Online

Arcebispo britânico fará vigília pela paz no Oriente Médio

O arcebispo de York, o segundo na hierarquia eclesiástica da Igreja da Inglaterra, vai acampar dentro de sua catedral e ficar sem alimentos por uma semana em solidariedade com as pessoas atingidas pelo conflito no Oriente Médio.

O arcebispo John Sentamu disse na sexta-feira que havia cancelado suas férias e que iria dormir na catedral de York, uma construção gótica do século 13 erguida no norte da Inglaterra.

“No Oriente Médio há milhares de pessoas dormindo em igrejas, esconderijos, em estacionamentos subterrâneos e abrigos na tentativa de escapar das bombas e mísseis que caem em ambos os lados da fronteira”, disse Sentamu em comunicado.

“Esse ato é um pedido às pessoas de todos os credos, e mesmo aos ateus, a encorajá-los de que há algo que pode ser feito”.

O arcebispo disse que comandaria as orações todas as horas durante sete dias por aqueles que foram atingidos pela luta entre os soldados israelenses e os guerrilheiros do Hizbollah.

O religioso vai começar sua vigília neste domingo, 13 de agosto.

Líderes da Igreja da Inglaterra vêm pedindo por um fim imediato à guerra, que já matou mais de 1.000 libaneses e desalojou outros 900.000.

Fonte: Reuters

China tortura padre e prende bispo de 82 anos

As autoridades chinesas teriam torturado um padre no início deste mês, quando foi preso também um Bispo fiel ao Vaticano e cerca de cem católicos, no norte do país, quando se manifestavam pela libertação dos dois pastores.

A denúncia é feita pela agência de informação do Pontifício Instituto das Missões Estrangeiras, a AsiaNews.

O departamento para os assuntos religiosos da província chinesa do Hebei justificou a prisão do Bispo de 82 anos, do padre Li Huisheng e do grupo de fiéis com a necessidade de “evitar” uma peregrinação ao monte Muozi – tradição com 100 anos de história.

A notícia da prisão de D. Yao Liang e do Pe. Li foi dada pela AsiaNews a 3 de Agosto. A agência recolheu, entretanto, novas informações, segundo as quais o Bispo terá sido enganado pelas autoridades, que o convocaram para discutir “a restituição de algumas propriedades à Igreja”. D. Yao ainda não regressou à sua Diocese.

O Pe. Li foi encontrado pelos fiéis, após ter sido libertado pela polícia, uma primeira vez, a 1 de Agosto, tendo sido levado para um hospital. Perante esta situação, os fiéis manifestaram-se diante da sede da polícia, onde foram presos, juntamente com este sacerdote, por cerca de 500 polícias.

Pelo menos 20 pessoas deste grupo permanece na cadeia, segundo a AsiaNews, a qual revela que o Bispo Yao Liang continua com paradeiro desconhecido e que um outro padre da diocese, Wang Zhong, está também desaparecido.

O Hebei é a região da China com o maior número de católicos (1,5 milhões), na sua maioria da “Igreja clandestina”.

A Igreja Católica clandestina na China, fiel ao Papa, é formada por cerca de 8 milhões de pessoas que não aceitam o controlo exercido pelo governo comunista através da Associação Patriótica Católica, instituição que se atribui o direito de nomear bispos ou controlar outros muitos aspectos da vida da Igreja.

Fonte: Agencia Ecclésia

Grupos religiosos lutam contra tentativa de legalizar álcool no sul dos EUA

Tentativas das lojas de permitir a venda de bebidas alcoólicas nosul dos EUA estão enfrentando a resistência feroz de alguns grupos de igrejas e líderes religiosos. Eles argumentam que o retorno àqueles dias nos quais as bebidas alcoólicas fluíam significaria mais violência familiar, o consumo de álcool por menores de idade, direção de veículos por motoristas bêbados e uma decadência moral generalizada na comunidade.

Embora grande parte dos Estados Unidos tenha acabado com a proibição das bebidas alcoólicas há 73 anos, diversas regiões do sul do país continuam proibindo com rigor a venda do álcool.

Mas os interesses empresariais locais e nacionais, de olho nos lucros derivados da venda de álcool, incluindo os construtores de projetos imobiliários, as redes de supermercados, os grupos de restaurantes e a Wal-Mart, estão unindo as suas forças políticas e financeiras no sentido de persuadir centenas de cidades e condados nos quais vigora a lei seca a abolir a proibição da venda de bebidas alcoólicas. Neste processo, eles estão modificando a feição da região conhecida por “Cinturão da Bíblia”, que costumava ser irredutível quanto a esse tipo de questão.

Desde 2002, grupos empresariais gastaram mais de US$ 15 milhões em campanhas, incluindo a contratação de lobistas profissionais, no sentido de persuadir os eleitores em cerca de 200 cidades e 25 condados regidos pela lei seca, em seis Estados do sul, a legalizar a venda de álcool no comércio e nos restaurantes.

A Wal-Mart financiou dezenas de eleições locais, contribuindo com cifras de US$ 5.000 a US$ 20 mil por campanha, afirma Tim Reeves, da Beverage Election Specialists, organização que apóia os referendos locais sobre a venda de álcool.

A Wal-Mart localizada em um condado de Arkansas regido pela lei seca proíbe o consumo de bebidas alcoólicas nas dependências da empresa. Mas a rede gigante de lojas se mobilizou no ano passado no sentido de vender mais bebidas destiladas, assim como cerveja e álcool, nas suas lojas.

Tentativas da Wal-Mart e de outras lojas de permitir a venda de bebidas alcoólicas em outros locais – 415 condados no sul do país e no Kansas ainda proíbem tais vendas – estão enfrentando a resistência feroz de alguns grupos de igrejas e líderes religiosos. Eles argumentam que o retorno àqueles dias nos quais as bebidas alcoólicas fluíam significaria mais violência familiar, o consumo de álcool por menores de idade, direção de veículos por motoristas bêbados e uma decadência moral generalizada na comunidade.

Mas os eleitores estão cada vez mais propensos a seguir os ditames do bolso em vez das palavras proferidas pelos pastores nos sermões de domingo. Os defensores do álcool dizem com freqüência que a liberalização das leis aumentaria a arrecadação fiscal e reduziria a necessidade de elevações de impostos sobre propriedade, uma questão importante nas cabeças dos eleitores.

Nos referendos sobre a abolição da lei seca nos últimos quatro anos, a maioria resultou no fim da proibição da venda de bebidas no Texas, no Alabama, em Kentucky, na Carolina do Norte, no Tennessee e em Kansas, onde essas batalhas se concentram. “As comunidades que apresentam argumentos efetivos referentes ao desenvolvimento econômico e aos impostos geralmente ganham os votos pelo fim da proibição”, explica John Hatch, estrategista político de Austin, no Texas.

Algumas igrejas estão adotando uma postura moderada com relação ao consumo de álcool. Mike Hunter, ministro da Primeira Igreja Cristã em Lufkin, no Texas, diz que foi convidado por alguns dos membros do clero conservador da cidade para participar de reuniões contra o fim da proibição do álcool, mas que declinou o convite. “Esta é uma decisão que cabe aos indivíduos”, disse ele. “O consumo legal e responsável de álcool não é uma questão discutida no púlpito da nossa congregação”.

O assunto está agora em discussão em Lufkin, uma velha cidade ferroviária 185 quilômetros a nordeste de Houston. Em uma recente noite de segunda-feira, 175 cidadãos se reuniram no centro cívico da comunidade para expressar a sua oposição à proposta do referendo, marcado para novembro.

Caso a medida fosse aprovada, a venda de cerveja e vinho seria permitida em lojas, e a de bebidas destiladas em restaurantes na região de Angelina County. Lufkin é a maior cidade do condado, com 35 mil habitantes.

“Esse é um ataque sem precedentes contra a família”, disse o reverendo Ronnie L. Frankens, pastor da Igreja Pentecostal Homer, no bairro de Diboll, referindo-se ao plebiscito. “Iremos combater isso com unhas e dentes”. As suas palavras exaltadas foram respondidas com gritos de “amém” e “salve Jesus”.

Assim como muitos que participaram da reunião naquela noite, Linda Jones, que trabalha na prefeitura de Lufkin, e cujo marido é pastor da Primeira Igreja Batista, próxima a Moscow, disse achar que a proposta, caso aprovada no referendo, atrairá formas mais perniciosas de comércio, como bares, clubes noturnos e lojas de bebidas. Ela disse que considera o consumo de bebidas alcoólicas um pecado. “A minha avó era alcoólatra, e eu nunca quis ser como ela”, diz Jones.

Do outro lado do debate estão pessoas como Sarah Strinden, uma mãe de quatro filhos que se mudou para Lufkin na década de 1980, vinda de Madison, no Wisconsin. Ela firma que a maioria das pessoas que conhece consome álcool moderadamente, e que apenas apreciariam a conveniência de ser capaz de comprar cerveja e vinho durante as suas visitas regulares ao supermercado. Ela conta que, atualmente, para conseguir vinho para o jantar, é necessária uma viagem de 40 minutos até uma casa de bebidas na vizinha cidade de Nacogdoches.

Clientes que desejam pedir bebidas alcoólicas em restaurantes das áreas do Texas sujeitas à lei seca só podem fazê-lo caso se tornem membros do “clube” do restaurante. Essa filiação é gratuita pra os fregueses, mas os restaurantes precisam despender US$ 20 mil anualmente com a elaboração de registros e as taxas pagas à comissão de bebidas alcoólicas. “Lufkin precisa ingressar na idade moderna”, afirma Strinden.

No sul do país, alguns grupos empresariais parecem concordar com ela, apoiando os esforços no sentido de fazer com que as cidades submetidas à lei seca liberem o consumo de álcool.

“Será muito mais difícil atrair restaurantes e supermercados para a nossa cidade caso eles não possam vender álcool”, argumenta Hatch, o estrategista político que foi contratado para ajudar a aprovar a medida em Angelina.

Hatch e outros defensores da liberação do álcool informam que as suas campanhas foram financiadas por um grupo diverso, que inclui redes de supermercados como Albertson’s, Kroger e Safeway, e grupos de restaurantes como o Brinker International, que é dono do Chili’s Grill, e a Darden Restaurants, proprietária da Red Lobster e do Olive Garden.

E, é claro, a Wal-Mart. “Creio que Sam Walton, sendo um homem de valores familiares, está rolando na sepultura devido a isso”, disse em uma entrevista por telefone Frankens, o pastor da Igreja Pentecostal Homer, referindo-se ao fundador da Wal-Mart. “Estou de fato desapontado com a Wal-Mart como companhia”.

A Wal-Mart não apresenta oficialmente os seus lucros derivados das vendas de bebidas alcoólicas, mas segundo a A.C. Nielsen, no final de 2004 a Wal-Mart teve lucros de US$ 1 bilhão nos Estados Unidos com a venda de álcool, de um total de US$ 229 bilhões.

Lojas e restaurantes dizem que a permissão para vender bebidas alcoólicas não se constitui em uma pré-condição para escolherem uma nova localização, mas que se trata de um fator na equação. Para as redes de restaurantes de jantares informais, a receita média do estabelecimento dobra quando alguém pede uma bebida alcoólica, segundo a firma de pesquisas NPD Group.

O Distilled Spirits Council, um grupo comercial com sede em Washington, especializado em fabricantes de bebidas destiladas, afirma que participou de meia dúzia de eleições locais, com uma combinação de assistência financeira e dados econômicos.

Em Duncanville, um subúrbio de Dallas de 36 mil habitantes, os eleitores se convenceram com o argumento apresentado pela instituição Cidadãos por Mais Compras e Menos Impostos, que foi financiada por moradores da cidade, lojas de conveniência locais e empreendedores imobiliários, bem como pelo Safeway e pela Kroger. O grupo argumentou que a cidade obteria um aumento de receitas fiscais muito necessário caso permitisse a venda de cerveja e vinho em supermercados e lojas de conveniência.

E agora a cidade está presenciando esse aumento das receitas. Antes da votação em setembro de 2003, Duncanville passou por quatro anos de declínio da arrecadação fiscal. Mas as receitas aumentaram ligeiramente nos primeiros dois anos, e subiram 15% nos primeiros sete meses de 2006, em comparação com o mesmo período em 2005, segundo ao superintendente fiscal do Texas. O superintendente municipal de Duncanville, Kent Cagle, calcula que as vendas de cerveja e vinho estejam rendendo US$ 500 mil anualmente em impostos.

“Essa receita extra tem impedido que cortemos novos serviços, e estamos começando a reativar certas coisas que havíamos desativado, como a manutenção de parques, de ruas e de placas”, diz Cagle.

Aqueles que são contrários à venda de álcool dizem que a arrecadação extra tem um preço. Lee Miller, um dos líderes do Angelina Citizens for a Better Community, o grupo que jurou derrotar a medida, aponta para dados do Estado do Texas demonstrando que para cada US$ 1 em impostos estaduais derivados da venda de álcool, há um gasto de US$ 9 com despesas como o tratamento do uso abusivo de bebidas alcoólicas, serviços policiais e acidentes de trânsito.

“Isso não nos beneficiará como comunidade”, diz Miller. “É algo que nos custa mais dinheiro e as vidas dos nossos filhos”. Miller, que é abstêmio, diz que está preocupado com uma eventual aprovação da medida, já que a filha de 12 anos e o filho de 14 terão fácil acesso a bebidas alcoólicas.

Hatch, o estrategista político, argumenta que os números apresentados por Miller referentes aos custos pintam um quadro falso porque não levam em conta os impostos adicionais sobre as vendas coletados dos compradores de bebidas alcoólicas, e somente as receitas derivadas dos impostos pagos pelos comerciantes. A maioria desses impostos segue para os cofres do Estado.

Oscar Dillahunty, 69, que já foi distribuidor de cerveja e que contratou Hatch, além de ter criado a organização Cidadãos do Condado de Angelina pelos Negócios Responsáveis, calcula que o condado poderia arrecadar pelo menos US$ 15 milhões apenas com as vendas anuais de cerveja, o que se traduziria em uma arrecadação de US$ 225 mil para Lufkin, e de US$ 75 mil para o condado. Ele afirma que a sua estimativa se baseia nas vendas em um condado similar no Mississipi, no qual ele já foi distribuidor de cerveja.

Os estudos que apontam para uma relação entre o aumento do número dos estabelecimentos que vendem bebidas alcoólicas e o crescimento da violência e da quantidade de motoristas bêbados mostram que existe uma maior correlação entre esses problemas e os bares. E a maioria dos plebiscitos realizados no sul dos Estados Unidos não prevê a permissão para a abertura de bares.

Várias autoridades de cidades e condados que recentemente aboliram a proibição da venda de álcool dizem que não observaram um aumento da criminalidade e do número de motoristas alcoolizados. Cagle, o supervisor municipal em Duncanville, diz que a cidade não se transformou em uma “Drunkenville” (algo como “Cidade dos Bêbados”), conforme vaticinaram os grupos religiosos.

Três chefes de polícia – David Walker, de Fort Payne, no Texas; Benny Womack, de Albertville, em Alabama; e Eddie Phillips, de East Ridge, no Tennessee – disseram que não registraram um aumento de ocorrências policiais desde que tiveram início as vendas de álcool nas suas cidades em 2004.

Mas da mesma forma que o caos público previsto devido ao consumo excessivo de álcool com freqüência não se materializa, a prometida prosperidade econômica às vezes também deixa de ocorrer. Em Albertville, no Alabama, o reverendo Willis Kelly, que prega todos os domingos na Primeira Igreja Batista Douglas, diz que ainda está aguardando pelo boom financeiro da cidade.

“Os caras que desejavam abolir a proibição da venda de álcool venderam a idéia de que isso geraria verbas para a construção de uma nova escola”, critica Willis, que liderou a cruzada contra a legalização do álcool. “No ano passado eles arrecadaram apenas um pouco mais de US$ 100 mil em impostos extras. Isso não dá para comparar nem papel higiênico”.

Segundo Willis, nenhum restaurante foi aberto em Albertville, uma cidade de 18 mil habitantes a 100 quilômetros de Birmingham, desde a votação em junho de 2004, e somente um dos dois supermercados da cidade resolveram vender cerveja e vinho.

Jon Howard, diretor de finanças de Albertville, não confirmou as informações de Willis, e o prefeito Carl Pruett se recusou a fazer comentários sobre a economia municipal.

Em Lufkin, onde nos últimos anos a economia tem passado por uma aceleração sem o auxílio das vendas de bebidas alcoólicas, alguns cidadãos desejam apenas que a sua cidade seja um pouco mais como o resto do condado e um pouco menos como o Cinturão da Bíblia. “Este é o século 21”, diz Ernest Rowe, um trabalhador florestal aposentado de 70 anos. “Tudo o que quero é poder comprar a minha caixa de Coors Light, ir para casa e abrir uma cerveja gelada”.

Fonte: The New York Times

Pastores combatem imposição do voto

Os recentes escândalos da política brasileira provocam reações variadas por parte de setores da sociedade. O Conselho de Pastores Evangélicos de Bauru, por exemplo, está realizando uma campanha de incentivo ao voto consciente, destinada aos eleitores da cidade.

Eles alertam para o fato de que o voto não pode ser imposto por ninguém, nem mesmo pelos pastores aos fiéis.

Além da distribuição de milhares cartilhas com orientações aos fiéis, os líderes religiosos também promoverão um encontro, no dia 29 deste mês, com os candidatos bauruenses que disputarão as eleições de outubro. Os interessados em participar do encontro devem procurar o Conselho até 25 de agosto.

Segundo Edson Valentim, diretor de eventos da entidade, a idéia não é induzir a escolha dos eleitores. “Todos são livres para optar. O importante é que fiquem atentos aos nomes e partidos”, explica ele, que é pastor da Igreja Batista Bereana.

Os limites entre fé e política têm preocupado os integrantes do conselho, que estiveram ontem no Jornal da Cidade. “Muitos fiéis pensam que devem votar apenas em candidatos evangélicos”, diz Levi Momesso, presidente da entidade e pastor da Igreja O Brasil Para Cristo.

Para ele, a visão é errônea. “O fato de um candidato freqüentar a mesma igreja que o eleitor não gera uma obrigação na hora do voto. O importante é que o evangélico escolha pessoas de caráter e comprometidas com o bem do povo, independente da religião que professem”, ressalta.

Outra problema apontado pelos diretores do Conselho é a postura que algumas lideranças religiosas assumem em época eleitoral. “Infelizmente, muitos pastores ainda têm o costume de indicar em quem os fiéis devem votar, como se fosse algo que pudesse ser imposto”, lamenta Valentim.

De acordo com o diretor, o Conselho tem orientado seus membros a rejeitarem a prática. “A função do pastor é educar para cidadania, não controlar a mente das pessoas que freqüentam a igreja”, enfatiza.

Nos últimos tempos, a mistura entre fé e política tem sido perigosa. O episódio da máfia das ambulâncias, por exemplo, contou com envolvimento de diversos deputados ligados à chamada bancada evangélica, acusados de participar de suposto esquema de compra de ambulâncias superfaturadas pelo Ministério da Saúde.

Entre os diretores do Conselho de Pastores, que possui quase 50 filiados e representa cerca de 40 igrejas de Bauru, a indignação é geral. “É revoltante saber que essas pessoas usaram a bandeira evangélica para tirar proveito da boa fé dos fiéis”, desabafa Pedro Peres, líder religioso da Comunidade Cristã Nova Aliança.

Para Gilson Gomes, pastor da Igreja Batista Nova Esperança, políticos evangélicos envolvidos em escândalos de corrupção deveriam ser retirados para sempre da vida pública. “Pessoas desse tipo não têm capacidade de representar segmento algum, seja cristão ou ateu”, afirma.

O Conselho de Pastores redigiu um manifesto sobre o envolvimento de parlamentares evangélicos no escândalo dos sanguessugas, que foi distribuído à imprensa no final do mês passado e publicado na página 2 do JC. “Nossa intenção, como evangélicos, foi pedir perdão ao povo brasileiro pelos crimes dessas pessoas que, de certa maneira, foram eleitas com nosso voto”, diz Valentim.

Ele e os demais diretores da entidade fazem questão de ressaltar que o escândalo contou a participação de membros de outras religiões. “Na verdade, aqueles políticos eram evangélicos no discurso, mas não na postura”, diz Nilton Paulo Lira Baro, pastor da Comunidade Cristã Vineyard.

Apesar de terem a fé como principal característica, os pastores do Conselho mostram-se descrentes em relação às mudanças positivas que as eleições de outubro possam trazer à política brasileira. “As transformações de que o País precisa são tão profundas, que só podemos esperar que Deus intervenha para que ocorram melhoras”, comenta Valentim.

Mesmo desanimados em relação à política partidária, os integrantes do Conselho de Pastores ressaltam a importância de que os fiéis votem de forma consciente. “Já que o dever cívico chama, o melhor é tentar optar por pessoas de caráter que tragam benefícios à comunidade”, completa o líder evangélico.

Serviço

Os candidatos interessados em participar do encontro de candidatos às eleições deste ano, que será promovido pelo Conselho Municipal de Pastores Evangélicos de Bauru, dia 29 de agosto, devem manisfestar intenção até dia 25 deste mês, pelo telefone (14) 3232-5159.

Moral e bons costumes

Eleger políticos corruptos não é o único perigo a que podem estar sujeitos os eleitores cristãos nas eleições de outubro. Os membros do Conselho de Pastores Evangélicos de Bauru também pedem que os fiéis fiquem atentos à maneira como os candidatos lidam com questões ligadas à moral e aos bons costumes.

“Os eleitores devem analisar por completo o caráter da pessoa em quem vai votar”, recomenda o pastor Edson Valentim, diretor de eventos da entidade. Ou seja, apenas candidatos que sigam corretamente os preceitos cristãos merecem ser escolhidos.

“Não significa que a pessoa deva ser evangélica para merecer o voto dos fiéis, mas é preciso que ela assuma uma conduta coerente com os ensinamentos bíblicos”, explica o diretor.

É comum que o Conselho de Pastores manifeste-se publicamente sobre projetos ou leis que possam ser considerados contrários à moral cristã.

O projeto de tombamento da Casa da Eny (prostíbulo famoso de Bauru, que teve seu auge nos anos 60) vem sendo a grande causa de indignação dos pastores, atualmente. “Seria uma aberração. É o mesmo que erigir um monumento de exaltação ao adultério, ao aborto e à imoralidade”, diz Valentim, a respeito do projeto que acabou não sendo implementado.

Outra questão que também preocupa as lideranças é a possibilidade de que a união civil de pessoas do mesmo sexo venha a ser aprovada algum dia. “Não somos contra a pessoa do homossexual, mas é impossível ficar a favor de algo que desrespeita os textos bíblicos”, afirma.

Fonte: Jornal da Cidade de Bauru

Comunidade islâmica na Inglaterra teme perseguição

A tensão e o descontentamento na comunidade islâmica da Grã-Bretanha, que reúne cerca de 1,7 milhão de pessoas, se intensificou após a operação das forças de segurança lançada na quinta-feira.

Seus líderes temem que o processo de “islamofobia” na sociedade britânica, deflagrado desde os ataques de 11 de setembro de 2001 contra os Estados Unidos, seja intensificado. Eles alertam que a maneira com que as autoridades e a imprensa têm tratado a questão do terrorismo agrava o isolamento de suas comunidades, aproximando muitos jovens muçulmanos de propostas mais radicais.

O policiamento em áreas que concentram islâmicos foi reforçado desde quinta-feira. Um pequeno incêndio numa mesquita de Chester, cidade do interior da Inglaterra, está sendo investigado. Deputados islâmicos do Partido Trabalhista, do primeiro-ministro britânico, Tony Blair, numa carta aberta que será publicada hoje nos jornais, afirmam que a política externa do governo britânico no Iraque e no Oriente Médio põem em risco a segurança de suas comunidades.

Tolerância

O ministro do Interior, John Reid, exortou a população britânica a enfrentar a ameaça terrorista. “Mais que nunca precisamos contar com a tolerância e determinação de todas partes de nossa comunidade a partir de agora”, disse Reid. “Isso é uma ameaça contra todos nós e devemos responder – todos nós – com solidariedade.”

Erros da polícia

Já o secretário-geral do Conselho Muçulmano da Grã-Bretanha, Mohammed Abdul Bari, garantiu que os muçulmanos dão apoio total aos esforços para se tentar evitar o terrorismo, mas disse que recentes ações equivocadas da polícia e o crescimento dos ataques contra alvos islâmicos no país desde os atentados de 7 de julho do ano passado “puseram distância” entre sua comunidade e as instituições públicas.

Além de matar por engano o brasileiro Jean Charles de Menezes, em julho do ano passado, a Scotland Yard empregou há dois meses 200 policiais para prender equivocadamente dois suspeitos de terrorismo no bairro de Forest Gate, em Londres. Um deles foi atingido com um tiro no ombro.

A divulgação pelo Banco da Inglaterra dos nomes de 19 dos 24 suspeitos presos quinta-feira acirrou os ânimos entre os muçulmanos, que consideram a decisão precipitada. O imã de uma mesquita do bairro de Walthamstow, zona leste de Londres onde foram presos vários suspeitos na quinta-feira, pediu a sua comunidade que mantenha a calma e ajude as autoridades, mas ressaltou: “Apesar do que está sendo dito na imprensa, é preciso lembrar que os detidos continuam sendo inocentes até que se prove que são culpados.”

Fonte: Estadão

Papa pede clemência por cristãos condenados à morte na Indonésia

O papa Bento XVI pediu ontem “um ato de clemência” para os três cristãos condenados à pena de morte na Indonésia. Em uma mensagem ao presidente indonésio, Susilo Yudhoyono, o pontífice solicitou que o gesto seja considerado “desde um ponto de vista humanitário, e tendo em conta a particularidade do caso”.

Frente à notícia da iminente execução de Fabianus Tibo, Domingus da Silva e Marinus Riwu, condenados à morte pelos atos de violência ocorridos em Pso (Indonésia), no ano de 2000, o secretário de Estado do Vaticano, Angelo Sodano, enviou um telegrama ao presidente da Indonésia em nome do Papa.

“Em nome de Bento XVI me dirijo para pedir sua intervenção em nível humanitário, e à luz da particularidade do caso, para que possa ser garantido um ato de clemência a esses três cidadãos católicos de sua nação”, diz a mensagem.

“Acrescentando minha voz a outras, quero também destacar a posição da Igreja Católica, que em várias ocasiões se manifestou contra a pena de morte”, continua. O texto é concluído com os votos de que “este apelo possa levar a um resultado positivo”.

Fonte: ANSA

Igreja Presbiteriana recebe homenagem de vereadores

A Igreja Presbiteriana Independente de Marília foi homenageada ontem pelos vereadores em sessão que lotou as galerias da Câmara. O evento comemorou 75 anos de atividade da igreja na cidade.

O pastor Marcos Kopesca Paraizo, presidente da igreja, recebeu uma placa de bronze e agradeceu a homenagem. Disse que toda igreja se sente abraçada com a iniciativa.

“Subentendemos que é a cidade que está prestando esta homenagem à primeira Igreja Presbiteriana Independente de Marília”, disse.

Segundo ele, a Igreja Presbisteriana acompanha o desenvolvimento da cidade e tem importante trabalho de evangelização entre jovens e adultos, além das áreas sociais.

A sessão teve a apresentação do coral da igreja e de diversas autoridades, como o presidente do presbitério, pastor Jessé Araújo, que veio de Bauru especialmente para a homenagem.
O projeto para homenagear a igreja foi aprovado pro unanimidade pela Câmara e é de iniciativa da vereadora Sonia Tonin, que também destacou o trabalho de evangelização da igreja.

“São 75 anos que a Igreja Presbiteriana Independente muito fez pela cidade de Marília”, disse a vereadora.

Durante o discurso, Sonia citou trechos da bíblia e do livro do historiador Paulo Lara: “Marília, Sua Terra, Sua Gente”, que fala da chegada da igreja na cidade em julho de 1931. Na época, a igreja era apenas uma extensão da sede que ficava em Gália.

A vereadora também citou realizações sociais da igreja, como a fundação do Colégio Água Viva, que hoje atende mais de 350 jovens, e a parceria com o Esquadrão da Vida.

Fonte: Jornal Diário Online – Marília/ SP

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