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É falso que Igreja da Paz foi invadida por militantes de esquerda, em Santa Catarina

Manifestação de estudantes no Instituto Educacional Luterano de Santa Catarina (Faculdades IELUSC)
Manifestação de estudantes no Instituto Educacional Luterano de Santa Catarina (Faculdades IELUSC)

Circular nas redes sociais postagens com imagens de suposta invasão de militantes de esquerda ao templo da Paróquia da Paz da Igreja Evangélica de Confissão Luterana (IECLB), em Joinville (SC).

Sites evangélicos publicaram matérias sobre a suposta invasão, com as imagens acusatórias ao Partido dos Trabalhadores (PT) e à Central Única dos Trabalhadores (CUT), com base em postagens em mídias sociais, incluindo menção ao Instagram da igreja, sem apuração.

As informações são do Coletivo Bereia, que verifica a veracidade de notícias de conteúdo religioso.

Outros sites divulgaram a falsa notícia com títulos como: “Militantes de extrema esquerda invadem igreja em Santa Catarina”, “Esquerdistas invadem igreja em Joinville (SC)”.

Estas notícias, que estão repercutindo nas redes sociais e no WhatsApp, com discursos de campanha eleitoral antipetistas, antiesquerda e pró-candidatura do presidente Jair Bolsonaro, dizem que os militantes invadiram a paróquia, interromperam o culto e tocaram o sino da igreja.

De acordo com o Coletivo Bereia, o presidente (leigo conforme a organização da IECLB) Álvaro Kleper Filho explicou que a Igreja da Paz e o Instituto Educacional Luterano de Santa Catarina (Faculdades IELUSC) dividem o mesmo espaço, um pátio. Ele conta que houve um protesto de alunos do curso de Jornalismo contra a demissão de uma professora com o apoio de outros grupos da cidade.

A manifestação ocorreu no horário das aulas, mesmo momento em que acontecia um culto na igreja. Os discursos por megafone, segundo o presidente da paróquia, de fato, atrapalharam o culto que ocorria e, depois, a saída das pessoas ao término, mas diz que não houve qualquer tipo de invasão à área interna da igreja. As imagens em que aparecem pessoas dentro de um espaço, de acordo com Álvaro Kleper Filho, não são da igreja mas das faculdades, do IELUSC.

O IELUSC, instituição de ensino superior com dez cursos de graduação, mais oito de especialização e um mestrado, é parte da Associação Educacional Luterana Bom Jesus IELUSC, em Joinville, à qual está integrado o Colégio Bonja. O culto na Igreja da Paz, ao lado da instituição, estava sendo dirigido pela pastora Camila Faber Kerber.

“Não entraram na Igreja. Apenas ficaram do lado de fora durante o culto com megafone, apitos, algazarra. A Pastora Camila conduziu o culto até o fim, mas de fato terminou com 15 minutos, pois as pessoas ficaram apreensivas. Entraram sim, na Deutscheschulle [termo usado na tradição alemã luterana para “escola alemã~] e obstruiram a saída das pessoas que estavam no culto no portão principal. Os integrantes do coral não puderam entrar no estacionamento. Essa situação durou uns 20 minutos, até a chegada da Polícia Militar, esta liberou o trânsito. A manifestação foi basicamente contra a demissão de uma docente do Colégio Bom Jesus que se posicionou contra a motociata do presidente em Joinville. A manifestação foi de alunos e de agremiações políticas.”, declarou outro pastor da paróquia, Cleo Martins.

Em nota, a Paróquia da Paz afirmou que não houve invasão.

“Ao contrário do que vem sendo reportado, especialmente nas redes sociais, a paróquia informa que não houve invasão de nenhum espaço da Igreja da Paz, antes ou durante o ato estudantil e que os sinos foram acionados como de costume, no ao da Oração do pai Nosso.”, diz trecho da nota abaixo.

Fonte: Coletivo Bereia

André Valadão mentiu sobre intimação do TSE mas teve apoio de grandes nomes do meio evangélico

André Valadão grava vídeo dizendo que recebeu intimação do TSE, que desmentiu
André Valadão grava vídeo dizendo que recebeu intimação do TSE, que desmentiu

Um vídeo em que o pastor André Valadão, da Igreja Batista da Lagoinha (MG), aparece lendo um texto em que se retrata de acusações feitas ao presidenciável Luiz Inácio Lula da Silva (PT), viralizou e atingiu milhões de internautas na noite desta quarta-feira, 19.

Segundo Valadão diz na gravação, a retratação teria sido determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

De acordo com o portal UOL, a assessoria do TSE garante que não houve nenhuma determinação nesse sentido emitida pela corte.

Usando blusa preta, em vídeo gravado na penumbra, o pastor diz que recebeu há alguns dias uma “intimação do TSE através do senhor Alexandre de Moraes”. Ele começa dizendo que Lula não é a favor do aborto, nem da descriminalização das drogas, ou de liberar pequenos furtos.
Na frase seguinte, porém, volta a acusar o petista ao dizer: “Os trombadinhas entrarão na sua casa, roubarão sua TV, roubarão seu celular. Você correrá risco de vida e nada acontecerá com eles”.

Depois diz que Lula não é a favor da regulação da mídia, mas completa de forma que dá a entender o contrário. Com expressão séria, termina pedindo que Deus abençoe o Brasil.

Enquanto alguns apoiadores de Lula comemoraram a “retratação” nas redes sociais, muitos estranharam o conteúdo.

“O que o André Valadão fez não foi uma retratação. Foi um escárnio com a cara do TSE e do Alexandre de Morais”, tuitou o influencer Felipe Neto. “Deboche, erros de propósito nas legendas, carinha de vítima e sarcasmo. Se ficar impune será um dos maiores vexamos do Tribunal”.

Muitos avaliam que o vídeo teve o objetivo de atrair audiência para a mensagem dúbia e para o próprio pastor.

Acusado de espalhar fake news

O pastor e cantor gospel André Valadão tem aproveitado as suas redes sociais para falar de política nas últimas semanas.

Segundo o site Fuxico Gospel, oito em cada dez publicações do religioso falam sobre o tema. Apenas no Instagram, André tem mais de 5 milhões de seguidores, que acompanham diariamente suas críticas ao ex-presidente Lula e aos partidos de esquerda.

Muitas de suas publicações são rebatidas e o pastor da Igreja Batista da Lagoinha está sendo acusado de espalhar fake news contra a esquerda e o candidato Lula.

O deputado federal André Janones (Avante) afirmou, na semana passada, que vai pedir o desligamento do pastor André Valadão da Igreja Batista da Lagoinha. A igreja é comandada pelo pai de André, o também pastor Marcio Valadão.

O deputado afirmou que o pedido será simbólico, pois sabe que ele não será aceito.

Apoio de peso, mesmo sendo mentira

Mesmo não sendo verdade o vídeo de André Valadão, muitos nomes famosos no meio evangélico deixaram mensagens de apoio ao pastor e de críticas ao TSE e a esquerda política.

“Deus tenha misericórdia do nosso Brasil”, disse a cantora Bruna Karla.

“Que Deus nos proteja e abra os olhos de cada um dia 30. Só nós podemos mudar impedir coisas piores”, disse o humorista cristão Vini.

“Que Deus guarde o nosso Brasil!”, disse o famoso influencer cristão Deive Leonardo.

“QUE TRISTEZA. ACORDA POVO BRASILEIRO”, disse a atriz Karina Bacchi”

“Esses bandidos terão que se retratar com o Deus todo poderoso”, disse o pastor Lucinho.

“Você não está só , estamos juntos nessa batalha contra aqueles que desejam destruir nossos valores”, disse o pastor Josué Gonçalves.

“Absurdo! Inacreditável! Que Deus tenha misericórdia!”, disse a cantora Damares.

Outros nomes como Ana Paula Valadão (irmã de André Valadão), a cantora Eyshila,a pastora e cantora Midian Lima reagiram com emojis demonstrando espanto.

Veja o vídeo abaixo:

Folha Gospel com informações de Fuxico Gospel e UOL

Homens armados atacam igreja durante culto e matam cristãos na Nigéria

Homens armados atacaram uma igreja no centro-norte da Nigéria, no último domingo (16), durante um culto. Eles mataram uma mulher e sua filha, conforme informações da AP News.

Os assassinos chegaram de motocicleta à Igreja Celestial, que fica na área de Lokoja, a 105 quilômetros da capital da Nigéria, Abuja, conforme relatou Jerry Omodara, principal autoridade de segurança do estado de Kogi.

O ataque violento despertou ainda mais as preocupações sobre a segurança das igrejas que atuam na Nigéria. Só neste ano, houve pelo menos sete ataques semelhantes.

No mês de junho, aconteceu um massacre no estado de Ondo, onde 40 fiéis foram mortos. As autoridades suspeitam que os criminosos que mataram a mulher e a criança, em Kogi, tinham como alvo específico a igreja e seus membros.

“Pareceu que o ataque foi planejado especificamente para aquela igreja em particular, porque seu altar foi queimado por eles, que utilizaram gasolina para isso”, disse Omodara.

Cristãos nigerianos vivem sob tensão

As notícias que chegam sobre os cristãos na Nigéria são carregadas de sequestros, estupros, espancamentos, prisões e mortes.

Verdadeiras chacinas acontecem constantemente e os cristãos pagam com a própria vida para manter a igreja em pé naquele país.

Em agosto, terroristas invadiram casas, sequestraram e estupraram quatro mulheres cristãs, numa aldeia do estado de Kaduna. No mesmo mês, quatro crianças e três adultos foram mortos durante um ataque de radicais Fulani, no estado de Plateau. Além disso um bebê de apenas 4 meses teve a mão cortada pelos militantes.

Essas são apenas algumas notícias, entre muitas outras que relatam o sofrimento da Igreja na Nigéria. Apesar de tudo, os cristãos permanecem firmes em sua fé.

Fonte: Guia-me com informações de AP News

Em carta a evangélicos, Lula defende liberdade religiosa e estado laico

Ex-Presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva
Ex-Presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu liberdade religiosa e separação entre Igreja e Estado em encontro com evangélicos hoje (19) em São Paulo.

Entre pastores e lideranças políticas religiosas, foi lida a aguardada “carta aos evangélicos”, com compromissos do petista a este público.

A divulgação ou não da carta foi fruto de um debate intenso na campanha entre núcleos que viam o gesto como necessário e outros que preferiam não entrar nessa discussão.

No evento de hoje, em sua fala, Lula refutou fake news sobre sua campanha e o PT relacionadas à religião, alfinetou novamente o presidente Jair Bolsonaro (PL) e lembrou que já teve de fazer outros acenos a religiosos em campanhas anteriores.

Bolsonaro lidera entre os evangélicos, segundo as pesquisas eleitorais —e tem reforçado a presença em cultos na campanha do segundo turno. A primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e a senadora eleita Damares Alves (Republicanos-DF) têm participado de eventos com mulheres evangélicas para ganhar voto.

A carta

O PT tem procurado adotar um tom diferente da abordagem de Bolsonaro ao tratar de religião. Desde o início da campanha, os petistas pregavam conquistar este eleitorado por meio do discurso da recuperação da economia e não pelas pautas de costume. A carta segue tom semelhante —leia a íntegra abaixo. Lula fala em projetos, economia, questões sociais e defende o Estado laico.

“Em meio a este triste escândalo do uso da fé para fins eleitorais, assumo com vocês este compromisso: meu governo jamais vai usar símbolos de sua fé para fins político-partidários, respeitando as leis e as tradições que separam o Estado da Igreja, para que não haja interferência política na prática da fé”, diz trecho da carta.

“Se Deus e o povo brasileiro permitirem que eu seja eleito, além de manter esses direitos, vou estimular sempre mais a parceria com as Igrejas no cuidado com a vida das pessoas e das famílias brasileiras”, promete o texto, em um tom um pouco mais religioso do que o comum nos discursos do petista e de aliados.

Contra mentiras

Com o objetivo de desmentir notícias, em especial as que diziam que, caso ele ganhe, fecharia igrejas, o texto relembra o governo de Lula (2003-2010) e reforça que não houve mudanças. “Todos sabem que nunca houve qualquer risco ao funcionamento das Igrejas enquanto fui presidente”, argumenta.

“Posso lhes assegurar, portanto, que meu governo não adotará quaisquer atitudes que firam a liberdade de culto e de pregação ou criem obstáculos ao livre funcionamento dos templos.”

Como tem feito em seus discursos, ele voltou a citar projetos das gestões petistas, como a reforma do Código Civil “assegurando a liberdade religiosa no Brasil” e os decretos que criaram o dia da Marcha para Jesus e o Dia Nacional dos Evangélicos.

Recado

A carta faz ainda indiretas a Bolsonaro. Sem citar diretamente o presidente, o texto critica uma suposta tentativa de “divisão por meio da fé” e diz que “Jesus Cristo nos ensinou Liberdade e paz, respeito e união”.

A tentativa de uso político da fé para dividir os brasileiros não ajuda ninguém, nem o Estado, nem as igrejas, porque afasta as pessoas da mensagem do Evangelho.”

No discurso durante o encontro, Lula foi mais contundente. Chamou Bolsonaro de “psicopata” e “mentiroso” e disse que ele “não pode ganhar as eleições mentindo”.

O encontro

A campanha reuniu mais de cem lideranças religiosas e políticas de diferentes locais de país —incluindo até parlamentares tucanos— em um hotel na região central da capital paulista. Com banda, música gospel e pregação, a maioria das lideranças falou em reposicionamento da igreja e citou perseguição por parte de colegas religiosos.

“Às minhas irmãs e meus irmãos, não permitam o sequestro da nossa fé. Nós já nos convertemos em Jesus, não temos que nos converter a Bolsonaro. Eu sei que vocês estão passando por isso, porque eu também estou: de olharem na cara da gente e dizer que não é crente porque a gente escolheu estar do lado da Justiça.”, disse Aava Santiago (PSDB), vereadora de Goiânia. “Uma igreja que depende do estado para defender seus valores é uma igreja fraca, porque quem defende nossos valores é a mentalidade de Cristo, renovada em nós pelo conhecimento da verdade”.

Estavam presentes o ex-governador Geraldo Alckmin (PSB), candidato a vice na chapa de Lula; o ex-ministro Fernando Haddad (PT), candidato ao governo; os deputados eleitos Marina Silva (Rede-SP), Benedita da Silva (PT-RJ) e Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ) e a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA).

Leia a íntegra da carta:

Meus Amigos e Minhas Amigas, nesta reta final do segundo turno, decidi escrever esta Carta Pública ao Povo Evangélico.

A grande maioria dos brasileiros e brasileiras que viveram os oito anos em que fui Presidente da República, sabe que mantive o mais absoluto respeito pelas liberdades coletivas e individuais, particularmente pela Liberdade Religiosa.

Como todos devem se lembrar, no período de meu governo, tivemos a honra de assinar leis e decretos que reforçaram a plena liberdade religiosa. Destaco a Reforma do Código Civil assegurando a Liberdade Religiosa no Brasil, o Decreto que criou o dia dedicado à Marcha para Jesus e ainda o Dia Nacional dos Evangélicos.

Mantenho o mesmo respeito e o mesmo compromisso que me motivou a apoiar essas conquistas do povo evangélico.

E o nosso Povo sabe também que cuidei, com especial carinho, dos mais pobres e injustiçados e assim, sob as Bênçãos de Deus, meu governo contribuiu para melhorar a vida de milhões de famílias brasileiras. Sempre penso, neste sentido, no trecho bíblico que diz: “a verdadeira religião é cuidar dos órfãos e das viúvas em suas dificuldades?” (Tiago, 1,27)

Vivemos, entretanto, um período em que mentiras passaram a ser usadas intensamente com o objetivo de provocar medo nas pessoas de boa-fé, e afastá-las do apoio a uma Candidatura que justamente mais as defende. Por isso senti a necessidade de reafirmar meu compromisso com a liberdade de culto e de religião em nosso País.

Todos sabem que nunca houve qualquer risco ao funcionamento das Igrejas enquanto fui Presidente. Pelo contrário! Com a prosperidade que ajudamos a construir, foi no nosso Governo que as Igrejas mais cresceram, principalmente as Evangélicas, sem qualquer impedimento e até tiveram condições de enviar missionários para outros países.

Não há por que acreditar que agora seria diferente. Posso lhes assegurar, portanto, que meu Governo não adotará quaisquer atitudes que firam a liberdade de Culto e de Pregação ou criem obstáculos ao livre funcionamento dos Templos.

Envio-lhes esta mensagem, portanto, em respeito à Verdade e ao apreço que tenho a esse Povo crente no Verdadeiro Deus da Misericórdia e a seus dedicados pastores e pastoras.

Se Deus e o povo brasileiro permitirem que eu seja eleito, além de manter esses direitos, vou estimular sempre mais a parceria com as Igrejas no cuidado com a vida das pessoas e das famílias brasileiras.

Sei muito bem que em todas as regiões do Brasil há Igrejas com Irmãos e Irmãs que trabalham ativamente nas suas comunidades com a propagação do Evangelho e com o cuidado do povo, dedicando-se a tornar mais leve os fardos espiritual e social de milhões de pessoas.

Declaro meu respeito e minha admiração pela fé, dedicação e amor com que os evangélicos realizam sua missão, seja na área da difusão do evangelho, seja na área da assistência social, proteção da infância, da juventude, das mulheres, dos idosos e das pessoas com deficiência. Da mesma forma é bem-vinda a participação de Evangélicos nas diversas formas de participação social no Governo, como Conselhos Setoriais e Conferências Públicas.

Em meio a este triste escândalo do uso da Fé para fins eleitorais, assumo com vocês este compromisso: meu Governo jamais vai usar símbolos de sua Fé para fins político-partidários, respeitando as leis e as tradições que separam o Estado da Igreja, para que não haja interferência política na prática da Fé.

Esse é um ensinamento que a própria Bíblia nos dá: andar pelo caminho da Paz com todos. Jesus nos mostra que a casa dividida não prospera. A religião é para ser respeitada e vivida de acordo com a livre escolha de cada pessoa.

Portanto, a tentativa de uso político da fé para dividir os brasileiros não ajuda ninguém, nem ao Estado, nem às igrejas, porque afasta as Pessoas da mensagem do Evangelho. Jesus Cristo nos ensinou Liberdade e paz, respeito e união, disso precisamos. E os cristãos evangélicos têm dado mostras, ao longo da História, de seu compromisso com a paz, seguindo o que Jesus ensinou: “Dai a César o que é de César, dai a Deus o que é de Deus” (Mateus, 22,21).

Outro compromisso que assumo: fortalecer as famílias para que os nossos jovens sejam mantidos longe das drogas. Nós queremos nossa Juventude na escola, na iniciação profissional, realizando atividades esportivas e culturais para que tenham mais oportunidades e exerçam cidadania de forma produtiva, saudável e plena.

O respeito à família sempre foi um valor central na minha vida, que se reflete no profundo amor que dedico à minha esposa, aos meus filhos e netos. Por isso compreendo o lugar central que a família ocupa na fé cristã.

Também entendo que o lar e a orientação dos pais são fundamentais na educação de seus filhos, cabendo à escola apoiá-los dialogando e respeitando os valores das famílias, em a interferência do Estado.

A preocupação com as Famílias Brasileiras deve ser integral. O povo brasileiro está numa condição de desespero, e precisaremos muito da ajuda das Igrejas para, o quanto antes, reverter esta situação. De nada adianta se dizer defensor da Família e ao mesmo tempo destruí-las pela miséria, pelo desemprego, pelo corte das políticas sociais e de moradia popular.

Queremos dar às famílias, prosperidade e segurança. O Lar é a garantia de proteção. É inaceitável que milhões de brasileiros e brasileiras não tenham um teto. Por isso, vamos retomar o vitorioso programa Minha Casa Minha Vida, com toda intensidade, para que todas as Famílias brasileiras tenham uma casa onde possam viver com segurança e dignidade.

Nosso governo implementará políticas públicas consistentes para que nenhuma família brasileira enfrente o flagelo da fome. Sobretudo, não pouparei esforços para que possam adquirir os necessários e suficientes meios, para viver dignamente por seu trabalho, sem ter que depender da ajuda do Estado.

Nosso Projeto de Governo tem compromisso com a Vida plena em todas as suas fases. Para mim a vida é sagrada, obra das mãos do Criador e meu compromisso sempre foi e será com sua proteção. Sou pessoalmente contra o aborto e lembro a todos e todas que este não é um tema a ser decidido pelo Presidente da República e sim pelo Congresso Nacional.

Meus Queridos e Minhas Queridas, peço que recebam essas palavras como uma demonstração de meu desejo sincero de servir, de ajudar e trabalhar pelo bem de nosso país. E estejam certos de minha estima e meu compromisso com todo o povo cristão de nosso país. Reitero meu compromisso, que é o mesmo de vocês: paz, união e fraternidade entre todos os brasileiros e brasileiras.

Com as bênçãos de Deus, haveremos de honrar nossa dupla condição, de cidadãos e cristãos, pois não há contradição entre elas quando o propósito é servir, buscando a paz e o entendimento. E digo tudo isso com muito amor pelo nosso querido Brasil e pelo Povo Brasileiro: “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes Amor uns pelos outros!” (João,13,35).

JUNTOS PELO BRASIL!

Luiz Inácio Lula da Silva
São Paulo, 19 de outubro de 2022.

Fonte: UOL

Atriz de “The Chosen” revela que série despertou sua fé: “O amor de Deus é real”

Elizabeth Tabish interpreta Maria Madalena na série cristã. (Foto: Facebook/The Chosen).
Elizabeth Tabish interpreta Maria Madalena na série cristã. (Foto: Facebook/The Chosen).

Elizabeth Tabish, a atriz que interpreta Maria Madalena na série cristã “The Chosen”, revelou que a série despertou sua fé em Deus e que conheceu seu amor através de sua personagem.

A atriz, de 35 anos, contou que seu agente a candidatou para o papel sem ela saber, em uma época em que passava por muitas dificuldades. Elizabeth achava que seu sonho de atuar havia acabado.

“[Eu] estava realmente deprimida e sem saber o que fazer. Eu não estava trabalhando o suficiente para realmente dar conta das despesas. Eu mal conseguia pagar o aluguel e estava em depressão”, disse ela, em entrevista ao Faithwire.

Tabish confessou que antes de trabalhar em “The Chosen”, era cética em relação ao Senhor. “Eu tento ser muito racional sobre as coisas”, comentou.

Porém, a atuação na produção cristã de Dallas Jenkins acabou despertando sua fé em Deus.

“Tem sido muito difícil ignorar que há algo realmente especial nesta experiência para mim. Eu sinto que eu não teria sido capaz de me conectar com a parte Lilith de [Maria Madalena] se eu não tivesse passado por algumas coisas dolorosas. Por causa disso, estou percebendo… Deus esteve lá o tempo todo”, declarou Elizabeth.

E acrescentou: “Existem esses momentos na série em que eu estou realmente dizendo: ‘Nas profundezas, nas alturas, Você está lá’. Então, tem havido essas coisas realmente doces, que são lembretes constantes de que o amor de Deus é real. É uma coisa real e estou lentamente me abrindo para isso”.

Elizabeth Tabish interpreta Maria Madalena na série cristã. (Foto: Reprodução/YouTube/CBN News).

Jesus e as mulheres

Ao interpretar Maria Madalena, a atriz disse que descobriu como Jesus valorizou as mulheres em seu ministério na terra e na Bíblia.

“Jesus elevou as mulheres, ponto final. Está enraizado no que Jesus fez. Seu cuidado, respeito e amor pelas mulheres era o mesmo que os homens – era para as pessoas, todas as pessoas”, observou Elizabeth.

“Estou animada por sermos uma série que representa uma vasta gama de tipos de mulheres: mães, esposas, empresárias, mulheres com dor, mulheres com alegria. E [os criadores de ‘The Chosen’ estão] indo em uma direção realmente honesta e às vezes crua e desafiadora, mostrando traumas e dores muito especificamente femininos”.

Fonte: Guia-me com informações de Faithwire

David Miranda Neto diz que tomava banho de roupa com medo de perder a salvação

David Miranda Neto durante entrevista ao HUB Podcast
David Miranda Neto durante entrevista ao HUB Podcast

Recentemente, uma participação do pastor David Miranda Neto, da Igreja Pentecostal Deus é Amor, em um podcast chamou a atenção dos internautas.

David, que é pastor e líder dos jovens da IPDA, participou do HUB Podcast e comentou sobre sua relação com a doutrina rígida da denominação.

Em tom crítico, ele afirmou que tinha medo de perder a salvação por tomar banho sem roupa.

“Hoje não mais, mas já teve tempo que a gente tomava banho de roupa, achando que se Jesus voltar [e você estiver pelad*], você fica”, disse ele.

O jovem pastor afirmou também que parte da membresia é de pessoas mais idosas, justamente por causa das exigências doutrinárias.

“Hoje, 95% dos membros da igreja são idosos que foram salvos no auge do ministério de David Miranda, missionário fundador da IPDA”, explicou o pastor.

Para David Miranda Neto, algo precisa ser refletido quanto às exigências e doutrinas extremamente rígidas.

“Cadê os jovens? A Deus é Amor não está alcançado a juventude. Tem muitos filhos de pastores, de membros, que nem conseguiram permanecer por conta dessa cultura muito rígida”, disse ele.

Assista a entrevista completa:

Fonte: Fuxico Gospel

“Perseguição contra cristãos já começou no Brasil. Só que dentro da igreja”, diz fiel expulso por não votar em Bolsonaro

De acordo com matéria da BBC Brasil, pressão de pastores por votos em Bolsonaro estaria levando evangélicos a expulsão ou abandono de igrejas em diferentes partes do Brasil.

“A gente se sentiu descartável.” “É como se nós, cristãos, estivéssemos vivendo a própria ditadura dentro do templo.” “Não reconheço mais a Igreja hoje.” “O pastor abandonou a Bíblia pra falar de comunismo.” “É triste ver um lugar sagrado sendo corrompido.” “A perseguição contra os cristãos já começou no Brasil. Só que dentro da própria igreja.”, são algumas das frases ditas por fiéis que são ou que têm medo de serem perseguidos.

À BBC News Brasil, eles dizem que, enquanto muitos de seus irmãos de fé apoiam Bolsonaro por medo de enfrentarem episódios futuros de intolerância religiosa no Brasil, a perseguição contra cristãos já existiria no país.

Nas palavras dos entrevistados, ela acontece dentro dos próprios templos, puxada principalmente por líderes religiosos que ameaçam com castigo divino ou punição dentro da própria igreja aqueles que discordam da fusão entre política e religião que tem marcado estas eleições.

Enquanto pastores influentes como André Valadão e Silas Malafaia dizem que igrejas devem ter posição política clara e fazem campanha pela reeleição do atual presidente, a BBC News Brasil recebeu mais de 100 relatos de cristãos, principalmente evangélicos, que narram episódios de pressão ou intimidação dentro dos templos na reta final da eleição.

Muitos pediram anonimato, com medo de consequências para si próprios ou suas famílias dentro das igrejas. Outros já sofreram consequências.

Alisson Santos diz ter sido expulso junto à esposa da igreja evangélica que frequentava desde 2019 em Aracaju (SE). Até o início de outubro, ambos trabalhavam como evangelizadores de jovens no templo.

Em entrevista à BBC News Brasil, ele diz que o apoio de pastores a Bolsonaro e seus aliados sempre existiu, mas se intensificou no segundo semestre, quando um dos pastores se candidatou a deputado estadual.

“A partir daí, em todas as reuniões a gente tinha que orar por esse pré-candidato e fazia reuniões para falar sobre isso”, ele conta. “Diziam que Bolsonaro é o único candidato que defende a liberdade religiosa, o único que vai manter igrejas abertas. E que, se Lula for eleito, ele vai fechar as igrejas, queimar as igrejas”.

Ele conta que viu frequentadores da igreja sendo expostos no altar por discordarem dos candidatos apoiados pela igreja.

“Ele (o pastor), antes do culto, procurou pessoas para perguntar em quem elas votariam. Algumas pessoas disseram que votariam num candidato diferente do dele. Na hora do culto ele usou essas pessoas como exemplo do que não fazer”, ele diz.

“Ele fez isso durante a Palavra, duas semanas antes da eleição.”

Para o jovem, o tom violento adotado em alguns cultos contradiz o propósito dos templos religiosos.

“Teve um culto em que o pastor chegou e falou que se o candidato Lula fosse eleito e fossem queimar as igrejas, ele ia mandar queimar primeiro quem votou nele. Isso não foi fora da igreja, não foi nos corredores, foi na frente da igreja toda”, ele diz.

Após semanas evitando se posicionar na frente de pastores, Alisson compartilhou no status do WhatsApp um trecho de uma entrevista de Bolsonaro à revista IstoÉ Gente, em fevereiro de 2000.

Questionado na ocasião sobre sua opinião em relação ao aborto, que hoje condena veementemente, o então deputado respondeu: “Tem que ser uma decisão do casal”.

Alisson também compartilhou um vídeo gravado em 2017, quando Bolsonaro discursou dentro de um templo da maçonaria — entidade criticada por parte dos evangélicos.

Ambas as imagens viralizaram recentemente nas redes sociais e foram usadas por opositores para ilustrar mudanças no discurso religioso de Bolsonaro ao longo das últimas duas décadas.

“Foi justamente por esse vídeo que eles marcaram uma reunião da diretoria”, conta o jovem.

“Ele (o pastor) disse: ‘Se vocês que não querem seguir o posicionamento da igreja, procurem outro lugar’. E isso pra mim foi um absurdo. E não foi nem particularmente, foi em frente a toda a diretoria.”

Os dois deixaram seus cargos e não frequentam mais a igreja desde então.

“É muito triste. Minha esposa só chora desde o ocorrido. Ela só chora porque é o lugar que sempre nos acolheu”, afirma. “A perseguição contra os cristãos já começou no Brasil. Só que dentro da própria igreja.”

Marta, outra fiel, de uma capital nordestina, disse que se viu obrigada a deixar a igreja que frequentava há décadas por discordar da pressão de pastores por apoio ao presidente.

“Sinceramente, eu me senti pressionada. Fiquei muito triste, decepcionada primeiramente. E, sinceramente, não tenho vontade de retornar para o templo mais porque Jesus não é isso. Ele não veio para fazer pressão”, diz.

“Você passa a ser perseguido dentro do próprio templo pelos irmãos, na fé e pelos próprios pastores. Porque, se você não obedece, se você não segue aquele político que eles escolheram para votar, você não é cristão. A sua fé, ela está sendo colocada à prova.”

Mãe de uma criança pequena e de um adolescente, ela conta que a pressão política e o consequente afastamento da Igreja abalou toda a família.

Deloana, uma assistente social de Osasco que frequentava a Assembleia de Deus há 12 anos, também diz que sofreu perseguição.

“Sinto que perdi uma referência. De verdade. Sempre acreditei em Deus. Sempre gostei de ficar na igreja. Sempre gostei de participar dos grupos. Era realmente algo que fazia parte da minha vida”, ela conta por videoconferência.

“E eu sinto que isso se perdeu. Não reconheço mais a Igreja hoje como a que conheci há dez anos. Por mais que a Igreja sempre tenha tido um posicionamento conservador, tenha a questão da doutrina, eu vejo as coisas hoje de forma muito violenta. Se penso de forma diferente, vem uma palavra de condenação. É como se eu pudesse ser punida por um pensamento que seja contrário.”

João* e a esposa moram em São Paulo e, diferente de Alisson, Marta e Deloana, vão continuar frequentando a igreja, apesar da pressão pelo voto em Bolsonaro — em quem o casal não pretende votar.

“O nome de Bolsonaro é citado normalmente (nos cultos). Os irmãos, eles se dirigem ao presidente como o candidato correto. É o candidato do bem. E os demais candidatos, todos, independente da ideologia, são os adversários. São candidatos do mal, digamos.”

Ele conta que, além do voto para presidente, pastores chegaram a indicar nomes e números de candidatos a cargos legislativos no primeiro turno dentro do templo.

‘Perdi minha fé. Não tenho mais religião’

Enquanto muitos dos cristãos ouvidos pela reportagem contam que decidiram se afastar de suas igrejas e buscar outras opções, onde sua posição política seja respeitada, Luiz Fernando, que vive no interior da Bahia e era evangélico desde os 12 anos, tomou decisão mais drástica.

“Durante todos os anos que eu estive na Igreja, passamos por eleições presidenciais, por eleições municipais e nunca, até 2018, foi abordada essa questão de ‘vote em tal candidato’. Era uma coisa que deixava todo mundo muito à vontade. Você não sabia se o seu irmão da cadeira da frente era a favor do partido A ou do partido B. Não sabia se a pessoa ao seu lado era a favor de partido A ou partido B. Tinha essa liberdade de voto e ninguém era recriminado por isso”, ele lembra.

“Em 2018, eleição presidencial em que Jair Bolsonaro apareceu como o candidato cristão, que levantava a bandeira da família, da religiosidade, aquela coisa toda, eu percebi que a entonação dos cultos, o direcionamento dos cultos da igreja modificou. O pastor líder, em culto, no púlpito, falou: ‘Vamos como cristãos votar em Jair Bolsonaro, pois ele representa a família e ele representa a nós cristãos. Aí, naquele momento eu entendi e falei ‘não’. A política entrou na Igreja.”

“Aí eu simplesmente eu percebi que tudo o que eu tinha vivido, aquela coisa de paz, de amor ao próximo, de tentar conquistar através do amor, foi tudo por água abaixo, porque eu vi o ódio e vi o ódio presente nas pessoas, nos meus amigos que eram da igreja. Eu vi essa coisa de guerra. Então eu falei: ‘não, não dá mais, me desiludi com a religião. Eu simplesmente deixei de ir’.”

A decepção o levou a, pela primeira vez na vida, se declarar “sem religião”.

“Depois desse governo que se diz cristão, eu não consigo mais me relacionar com Deus intimamente. Na última pesquisa do IBGE, eu já me declarei que não tenho fé. (Perguntaram) ‘Você é crente, você é católico, qual é a sua religião?’ Eu falei: ‘Não, não tenho religião’. Então não sei o que eles colocaram. Se agnóstico ou ateu, alguma coisa assim. Mas eu já não me coloquei mais como cristão, não me representa. Isso já não me representa mais.

“Eu percebi que para eu voltar a ter um relacionamento com Deus, a Igreja precisa mudar. E eu vejo que a Igreja não quer mudar.”

A BBC News Brasil pediu esclarecimentos a todas as igrejas citadas na reportagem: Igreja Quadrangular, Igreja Batista, Assembleia de Deus e Santuário católico de São Miguel Arcanjo. Nenhuma respondeu às solicitações de comentários.

*Nome alterado a pedido do entrevistado

  • O texto completo e original foi publicado em https://www.bbc.com/portuguese/brasil-63285936
  • Fonte: Terra Brasil

Seminário Batista é forçado a se reunir em abrigo antibombas na Ucrânia

Alunos do Seminário Batista da Ucrânia estão tendo aulas em abrigos antibombas. (Foto: Reprodução/Vimeo/UBTS).
Alunos do Seminário Batista da Ucrânia estão tendo aulas em abrigos antibombas. (Foto: Reprodução/Vimeo/UBTS).

Com o aumento dos ataques da Rússia contra a Ucrânia, o Seminário Teológico Batista Ucraniano (UBTS) foi forçado a funcionar em abrigos antibombas no seu porão.

“Vários dias de nossa sessão, nossos alunos foram para um abrigo antiaéreo. Temos sorte de ter um porão e temos sorte de que nosso prédio nos permita ter sessões mesmo quando temos uma sirene de ataque”, relatou o presidente do seminário, Yaroslav Pyzh, em vídeo divulgado na quarta-feira (12).

E acrescentou: “A Rússia está aumentando o conflito e bombardeando a Ucrânia em todos os lugares”.

A Guerra da Ucrânia, que já vitimou mais de seis mil pessoas, deslocou pelo menos 400 igrejas batistas no país.

Segundo Pyzh, o seminário está ajudando a formar novos líderes para retomar o serviço ministerial na nação.

Perda de igrejas e líderes na guerra

“Em meio aos desafios desta guerra, a importância do trabalho da UBTS é tremenda. Porque um dos resultados mais críticos desta guerra é o que chamo de vácuo de liderança. Perdemos muitas igrejas; perdemos muitos líderes. E sei que no futuro perderemos ainda mais. Portanto, nosso trabalho em equipar e desenvolver líderes (está) se tornando muito mais crítico”, explicou.

Como exemplo, Pyzh contou o testemunho de um seminarista que nunca tinha pastoreado e que foi chamado para a linha de frente do ministério durante o conflito.

“Temos muitas pessoas, muitas oportunidades, grandes construções e não tenho ideia do que fazer. É por isso que estou na UBTS”, disse o seminarista.

O seminário batista, que já serviu de abrigo para refugiados da guerra, possuía cerca de 1.300 alunos antes da invasão russa e recebeu 450 novos alunos na última matrícula.

De acordo com a União de Igrejas Batistas Evangélicas de Toda a Ucrânia, antes da guerra haviam 2.300 igrejas batistas, fora outras denominações.

“No futuro, se você reconstruir todos os prédios, prédios sem líderes não significam nada”, ressaltou Pyzh. “Então, obrigado por nos ajudar a investir em líderes. Obrigado por nos apoiar e, por favor, esteja conosco neste momento difícil”.

Fonte: Guia-me com informações de Baptist Press

Estudo mostra que aqueles que leem a Bíblia são mais capazes de perdoar os outros

Mãos dadas (Ilustração)
Mãos dadas (Ilustração)

Um novo estudo realizado nos Estados Unidos, revelou que os americanos que leem a Bíblia Sagrada regularmente e dizem que isso afeta suas vidas diárias são mais capazes de perdoar os outros do que os americanos que raramente leem a Bíblia.

O estudo da Sociedade Bíblica Americana descobriu que 94 por cento do que chamou de americanos “engajados nas Escrituras” disseram concordar com a afirmação: “Sou capaz de perdoar sinceramente qualquer coisa que alguém tenha feito comigo, independentemente de eles pedirem por perdão ou não”. Apenas 6% dos americanos nesta categoria disseram discordar da afirmação.

A categoria “engajados com as Escrituras” inclui apenas os americanos que: 1) dizem que a Bíblia impacta suas vidas diárias, 2) dizem que ela ajuda a guiar seus relacionamentos com Deus e com os outros, e 3) dizem que lêem/ouvem a Bíblia regularmente.

Enquanto isso, 59% dos americanos “desengajados da Bíblia” disseram concordar com a declaração sobre o perdão, com 40% discordando. Esta categoria inclui americanos que raramente interagem com a Bíblia e dizem que ela tem influência mínima em suas vidas.

O contraste entre as categorias “Bíblia engajada” e “Bíblia desengajada” foi ainda mais proeminente ao comparar aqueles que “fortemente” concordaram com a afirmação. Quase metade (47 por cento) dos americanos engajados nas Escrituras concordaram fortemente com a declaração, enquanto 11 por cento dos americanos desengajados na Bíblia concordaram.

“Aqueles que se envolvem com as Escrituras certamente sabem o quanto isso nos leva a perdoar os outros”, disse uma análise da Sociedade Bíblica Americana. “É até mesmo parte da Oração do Senhor ( Mateus 6:12 ). Ainda assim, perdoar é um negócio difícil. Aqueles que ‘concordam fortemente’ que são capazes de perdoar podem ter experimentado uma transformação impulsionada por Deus. Aqueles que ‘um pouco’ concordam podem estar dizendo que ainda estão trabalhando nisso. Você pode pensar em Simão Pedro, totalmente comprometido com Jesus, mas ainda assumindo que sete perdões eram suficientes ( Mateus 18:21 ).”

O estudo fez parte do último lançamento do relatório “Estado da Bíblia: EUA 2022”, da Sociedade Bíblica Americana.

Folha Gospel com informações de Christian Headlines

Justiça penhora dízimos da igreja de Valdemiro Santiago

Valdemiro Santiago é líder e fundador da Igreja Mundial do Poder de Deus
Valdemiro Santiago é líder e fundador da Igreja Mundial do Poder de Deus

O juiz Henrique Dada Paiva determinou a penhora dos dízimos da Igreja Mundial do Poder de Deus, fundada pelo apóstolo Valdemiro Santiago.

A decisão foi tomada em um processo movido pelo proprietário de um imóvel que cobra uma dívida de R$ 109 mil em aluguéis. O valor inclui juros, correção monetária e multas por atraso.

Além dos dízimos, o juiz determinou também a penhora de bens localizados na sede da igreja, na rua Carneiro Leão, no Brás, em São Paulo. O magistrado disse na decisão que, em caso de “estrita necessidade”, o oficial de Justiça está autorizado a utilizar força policial para o cumprimento da decisão.

A Igreja, que sofre centenas de processos por dívidas, inaugurou na semana passada um templo em Minas Gerais. O presidente Jair Bolsonaro participou do evento ao lado do apóstolo Valdemiro, que pediu aos fiéis um jejum de 12 horas até o dia da eleição pela “nação, pelo presidente e pela primeira-dama”.

O processo que motivou a penhora foi aberto pelo aposentado A.M., que, em 2019, alugou um imóvel de 145 metros quadrados na rua Independência, no bairro do Cambuci, na cidade de São Paulo.

A Mundial, de acordo com o locador, parou de pagar os aluguéis em março de 2021. O aposentado disse à Justiça que a igreja recusou todas as tentativas de resolver a questão amigavelmente.

Na defesa apresentada à Justiça, a Mundial não negou a dívida, mas tentou evitar o despejo afirmando que a legislação lhe garante um prazo maior para a desocupação do imóvel por ser uma entidade religiosa.

O juiz não aceitou a argumentação, condenou a igreja a fazer o pagamento e decretou o despejo do imóvel.

O processo transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso. A Mundial pode apenas questionar o cálculo da atualização dos valores devidos.

A penhora foi decretada, pois, mesmo com a condenação, a Mundial não fez o pagamento. O imóvel foi devolvido em maio deste ano.

Fonte: UOL – Coluna de Rogério Gentili

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